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O semeador de estrelas

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Na cidade de Kaunas, na Lituânia, existe uma estátua de um homem do campo semeando a terra.
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Alguém bastante perspicaz, notou a sobra que a estátua produzia num muro perto e grafitou um monte de estrelinhas. Assim, quando anoitece, olha que legal que fica:

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Quem foi que inventou o avião mesmo?

O que isso parece?
Ante a pergunta:
Quem foi o inventor do avião?

Possivelmente, ante tal pergunta, você tenderá a um mecanismo bipolar de explicação: Ou dirá “Irmãos Wright” ou dirá “Santos Dumont”. Eventualmente, se você for francês, talvez até diga Gustave Whitehead…

Mas aqui está um lance que dá uma chacoalhada nos miolos. Veja este desenho:

large 2200 year old model airplane Quem foi que inventou o avião mesmo?

O que isso parece?

Eu não sei quanto a você, mas a mim, lembra muito um avião. Como diz a minha vó, “até aí, morreu Neves”.

O lance é que este desenho é baseado num objeto de madeira, descoberto em 1898 (antes mesmo da invenção do avião) em uma tumba egípcia em Saqquara. Especialistas que avaliaram a imagem estabeleceram a data de sua provável criação em 200 AC.

Qualquer um poderia ter fraudado um modelo de avião e inserido em meio aos detritos e relíquias de uma tumba egípcia, mas considerando a data do achado, ainda assim seria surpreendente, pois o cara teria que não apenas falsificar algo a ponto de enganar os arqueólogos, mas também ser um gênio da aerodinâmica, prevendo como seria a estrutura de um avião muito antes dele existir.

Na época, como ninguém imaginava ainda como viria a ser a forma de um avião, o objeto egípcio foi catalogado como “modelo de um pássaro em madeira”. O treco foi esquecido numa caixa no porão do Museu do Cairo por décadas, até que foi redescoberto pelo Doutor Khalil Messiha, que estava estudando os modelos fabricados na antiguidade. Imediatamente a “redescoberta” foi considerada tão importante pelo governo egípcio que um comitê especial de arqueólogos, egiptólogos e estudiosos de renome foi convocado para estudá-lo. O trabalho da comissão resultou numa exibição especial que tomou lugar no Hall central do Museu do Cairo, onde o modelo, agora reconhecido como de um avião era a peça central da mostra.

sar 7eg Quem foi que inventou o avião mesmo?

O desenho foi rotulado como “um modelo de avião”. Por mais curioso que pareça, engenheiros analisaram o desenho e concluíram que este tipo de planador seria realmente capaz de voar! Se os egípcios tivessem sido capazes de criar um pequeno motor, mesmo que rudimentar, o engenho poderia decolar em baixa velocidade, e transportado carga! Esta insuspeita habilidade se deve ao formato curvado das asas e suas proporções, algo que só foi descoberto pela compreensão de fatores da aerodinâmica muitos anos depois da invenção dos aviões a jato, na época da Segunda Guerra. Este tipo de asa, com uma suave curvatura para baixo chama-se reversedihedral wing. Um tipo similar de asa curvada foi usada no avião supersônico Concorde, para obter o máximo de empuxo, sem afetar sua velocidade. Nesse contexto parece incrível que alguém tivesse uma sacação tão brilhante a mais de 2000 anos.

Obviamente alguém pode sempre alegar que é uma questão pareidólica. Como nós sabemos como é um avião dos dias de hoje, vemos o avião onde talvez estivesse uma escultura de um pássaro de madeira. Isso poderia ser realmente levado em consideração, entretanto, eu creio que os egípcios desenvolveram uma capacidade escultural muito avançada, sobretudo na madeira. Seria estranho que alguém esculpisse um pássaro sem representar penas, olhos ou bico, que são elementos constituidores de todos os pássaros existentes. As formas e estrutura parecem atender muito mais uma funcionalidade que uma representatividade. Dessa forma, minha conclusão é que o objeto não foi feito em representação, mas sim para voar na frente de alguém. O trabalho envolvido na modelagem precisa da curvatura da asa muda muito a forma como vemos o artefato.

 

EDITADO: De acordo com este link da Wikipedia, o modelo é mesmo de uma ave. A fonte original (de conteúdo altamente questionável)  deliberadamente representou o objeto de forma a ocultar estes detalhes, colocando uma foto da parte de trás da escultura e eu fui no vácuo. Graças ao nosso leitor Dadojung, podemos ver que tudo não passa de um simples modelo de ave mesmo. Veja:

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O artigo da Wikipedia ainda afirma que o objeto – ao contrario do que a fonte que originou este post informava – nunca saria capaz de voar.  Acredite no que preferir, mas eu fico com a Wikipedia. 

Mesmo que o avião esquemático fosse um brinquedo para o jovem faraó jogar para cima, ou uma mera representação mal esculpida de um pássaro, essa descoberta abala tudo que se acreditava sobre o conhecimento da aerodinâmica.

Talvez nunca venhamos a saber com certeza se os Egípcios chegaram a planejar a construção de uma maquina capaz de voar com gente dentro, ou se nunca chegaram a tal pensamento. Pessoalmente, eu acho provável que os egípcios tenham, ao longo dos milênios, criado diversos brinquedos e o planador-aeromodelo poderia ser um deles. Com anos de ajustes feitos na base da tentativa e erro, eles se aproximaram a uma forma aerodinâmica que só milênios depois viria a ser concebida por outro caminho, o científico, mas que tem bases não tão distantes da tentativa e erro que poderia ter antecipado a era da aviônica no planeta. Me parece improvável que uma civilização conceba uma maquina capaz de voar com gente quando nem sequer haviam descoberto o motor a vapor (algo que eles tinham condições e poderiam ter feito, mas não fizeram).

fonte

Incríveis esculturas de pneu

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Ji Yong Ho é um artista de 29 anos nascido na Coréia do Sul, que cria incríveis esculturas usando um material bastante abundante no nosso paneta: O pneu

909912jin yong ho Incríveis esculturas de pneu

O cara passa horas e horas cortando e montando as tiras de pneu para fazer peças de arte impressionantes. Confira alguns trabalhos do cara:
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Robô de gelo

Olha só que doideira este robô feito de gelo. Deve ter dado uma trabalheira desgramada pra fazer isso, meu.

Embora a dança do robô de gelo seja em stop motion, que até poderia ser mais bem feitinho, achei bacana o final quando ele começa a morrer.

Alien – Parte final

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Olá, pessoal. Promessa é dívida.

Aqui está (aos trancos e barrancos) a parte  de conclusão do boneco do alien.

Se você não viu as partes anteriores, aqui estão a parte 1 e a parte 2 e a parte 3.

Hoje de manhã ele estava assim:

 Alien   Parte final

O boneco já estava assado e pronto para a pintura. Comecei aplicando uma camada de tinta preto-ébano acrílico. Eu uso muito essas tintas acrílicas de tubo, que se usa para pintar tela. Elas são espessas e brilhantes, mas podem ser diluídas facilmente com água. Não fedem como o óleo e o esmalte e pelo fato de estarem em tubos duram muuuito, o que é economicamente um bom negócio.

 Alien   Parte final

Esta primeira capa de preto tem que ser com a tinta bem diluída, porque o boneco tem particularidades de muitos detalhes, e se a tinta estiver grossa demais, pode cobrir os detalhes finos como se fosse uma massa, (isso é um efeito colateral útil quando a peça tem pequenas rachaduras) mas neste caso aqui teve que ser bem diluída mesmo.  EU uso um secador de cabelos para aquecer o boneco um pouco antes de pintar, de maneira que quentinho, a tinta adere melhor a ele (não sei o porquê disso)

 Alien   Parte final

Eu poderia ter usado o aerógrafo para acelerar esta etapa, mas como eu estava sob suspeita de penumonia, preferi não arriscar e fui com pincel mesmo.

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Fazendo o Alien – parte 3

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Se você não viu as partes anteriores, aqui estão a parte 1 e a parte 2.

Já começo pedindo desculpas pelo meu sumiço. Alguns leitores chegaram a ficar preocupados com meu desaparecimento temporário. Ele se deveu a uma coincidência infeliz de situações que acabaram contribuindo para que eu não pudesse escrever no blog desde a semana passada.  Eu viajei no final de semana para a casa da minha sogra e lá eu soube que minha avó tinha dado um piripaque bizarro que baixou hospital em estado gravíssimo.  De fato ela quase morreu e os médicos temiam que fosse um câncer daquele tipo  agressivo no intestino. A coisa foi tão seria que não teve tempo nem de fazer diagnostico com imagem, os caras abriram minha vó para olhar o que tinha dentro dela. Felizmente, minha avó que já passou dos oitenta só tinha uma hérnia que travou o intestino dela, e um pedaço dele necrosou. Os caras removeram o pedaço morto, fizeram um conserto lá e agora ela está boa, se recuperando bem. Mas nesse ínterim, minha mãe também tinha operado os dois olhos, e então eu fui lá em Três Rios dar uma força pras duas e ainda ver o meu avô que já convive com um câncer há mais de dez anos e entrou nos “capítulos finais” recentemente, coitado. Quando voltei, o trabalho havia se acumulado, tive umas reuniões, e pra piorar, eu estava com uma gripe maldita que peguei na casa da minha sogra.  Como eu vou entrar de férias amanhã, precisava dar conta de entregar um monte de coisas, falar com varias pessoas e isso tudo afetou o andamento do blog.

Mas vamos deixar de conversa fiada, e vamos ao alien. Hoje, finalmente eu pude trabalhar nele. A primeira coisa que eu fiz foi remover as mãos da blocagem para colocar mãos novas no monstro.

Para fazer isso eu pego um arame fino e flexível, como este:

 Fazendo o Alien   parte 3

Com um alicate de bijuteria, daqueles de ponta cônica, eu tranço o arame até formar a estrutura da mão. É importante que seja bem traçado, para que fique bem apertado e permita que a massa grude legal na armação.
 Fazendo o Alien   parte 3

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Fazendo o Alien – parte 2

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Olá pessoal. Aqui estou eu novamente com mais um update do boneco do alien.

Se você ainda não viu a primeira parte, ela está aqui.

Dando continuidade ao post do alien, hoje eu dei duro na escultura…

Com um arame fino eu trancei cada uma das estruturas das pernas e braços. Eu faço isso para a massa poder aderir melhor ao arame. Se não fizer isso, o arame corta a massa,  ou pior –  ela descola do arame.
 Fazendo o Alien   parte 2

Em seguida, eu modelei uma perna “nova” para o alien, mantendo as medidas da blocagem.

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Fazendo o Alien parte 1

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Conforme eu havia dito no ultimo post, eu resolvi esculpir o Alien. A primeira coisa que eu fiz foi sair pela internet recolhendo boas referências do monstro. Como ele é uma criatura bastante conhecida, está em filmes, quadrinhos, videogames, alguns e tem até blogs inteiros dedicados ao monstro, está cheio de referências legais da criatura na internet. Esta é a parte mais fácil e gostosa da brincadeira.
Depois que recolhi bastante imagens legais do alien, eu comecei a observar com mais atenção as muitas variações que existem no design da criatura. Ela varia de filme para filme, graças ao fato de que esta forma de vida alienígena não tem uma forma fixa. Ela necessita de um hospedeiro para desenvolver seu ciclo evolutivo e no processo, ela mistura o DNA dela com o do hospedeiro, e isso afeta em graus diferentes o resultado morfológico da criatura. Graças a este peculiar detalhe, fica mais legal esculpir o alien, porque diferente de fazer uma pessoa, ator ou criatura que já existe, não há certo ou errado na modelagem do alien. Ela também oferece assim uma margem para a criatividade do escultor que pode experimentar com variações diversas na estrutura do monstro.

Como a pose que eu resolvi fazer é do alien se esgueirando perto do chão, (do jeito que ele corria pelas tubulações da Nostromo), uma peça com a linha de ação (linha de ação é uma linha imaginária que guia o olhar da pessoa que contempla uma escultura ou um desenho) praticamente horiozontal, eu ja sabia que isso me causaria dificuldade para modelar os intrincados detalhes do alien na parte do peito, que ficaria perto demais da base, voltado para baixo.

Assim, a solução que eu encontrei para detalhar esta parte, é fazer a peça em dois momentos distintos.

Comecei usando uma base diferente da que sempre uso. Esta base é própria para escultura e se chama Lazy Susan. Ela tem dois discos, e com isso ela pode girar. Além deste detalhe, ela vem com um suporte metálico regulável que é uma espécie de braço que segura a peça. Isso serve para não precisar estruturar tanto uma escultura, de modo que você prende o boneco pela coluna naquele suporte e isso torna as coisas mais fáceis.

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No caso, eu estou usando esta base porque o suporte regulável é justamente o que me permiturá ficar o alien “levitando” numa posição que eu possa esculpir na parte inferior dele. Com uns arames vagabundinhos de aço e de alumínio que eu já tinha aqui eu fiz um esqueleto bem chulé, para marcar a posição.

 

 

 Fazendo o Alien parte 1

O arame da coluna é o de aluminio, mais reforçado (que ainda é mole pra dedéu) que o arame fino de aço que eu tinha. O arame prende na estrutura regulável da base pelo fiofó do alien.

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