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Não seja estúpido, use camisinha

April 7th, 2009 36 Comments

Muito legal esta animação do mesmo maluco que fez Bruce Lee versus Homem de Ferro, Patrick Boivin.
Este video é uma bela zoada no Papa Bento XVI, que em uma recente viagem pela África, ondo estão os países que mais sofrem com a aids, disse que usar camisinha é contra os preceitos de Jesus. Tooooma!

Deve ter sido assim que Ele expulsou os vendilhões do templo, hehehe.

fonte

Camiseta do Trovão

April 7th, 2009 7 Comments

Meu amigo Raphael Trovão conseguiu que uma ilustração dele fosse selecionada para servir de estampa no site de camisetas descoladas Teextile. Achei super legal a ilustração do cara, bem retrô-sci-fi.

Olha que legal:

Acho que vou comprar uma.

Mergulho ao centro do átomo

March 31st, 2009 2 Comments

O André (meu irmão) me mandou este link super maneiro de um mergulho no centro do átomo. Muito style a parada.

Vale MUITO à pena ver este site. Principalmente para professores. Tá aí um ótimo recurso paradidático em Física!

Como construir sua própria LAVA LAMP

March 30th, 2009 9 Comments

Eu resolvi criar este post para atualizarmos permanentemente os passos de criação de uma lava-lamp.

Assim sendo, vamos começar explicando de maneira direta e simples o que é uma lava lamp:

Uma lava lamp é um tipo de enfeite-abajur formado por uma garrafa ou recipiente similar que é iluminada e aquecida por uma lâmpada incandescente sob sua base. No interior da garrafa estão dois líquidos com massas específicas similares. Assim, o calor atinge o líquido que está no fundo e ele sobe. Afastando-se da luz, ele esfria e desce. A coisa fica assim dando um resultado parecido com isso:

Existem vários tipos diferentes de lava lamps. Alguns realmente grandes, de todas as cores, com estilos diferentes e principalmente: Formulações diferentes. Ocorre que cada fabricante mantém sua fórmula em total sigilo. Mas calma aí! Nós somos contra esses segredinhos. Acreditamos que qualquer um deve ter acesso ao lance desde que queira fazer. Quem tiver preguiça sempre vai poder comprar.
Então este post tem a função de democratizar as formulações de modo que qualquer um possa criar e inovar no “lava design”.

Vou colocar aqui um video enviado pelo leitor Douglas, que mandou uma receita muito interessante de lava lamp feita com cera (a mais comumente formula usada nas lava lamps comerciais)
Se alguém puder traduzir aí os componentes eu agradeço (e publico aqui).

Aqui está o link para o post com a formula da lava lamp que eu fiz há uns 3 anos atrás.

Uma dica interessante é que grande parte do segredo não está só nos componentes e sim na estrutura. É importante obter um vidro legal. Quanto menos distorções tiver, melhor será. Outra coisa, o vidro deve ter um tamanho adequado em termos verticais. A explicação para isso é que com a lampada acesa, a garrafa vai adquirindo cada vez mais calor. Até que chega um ponto em que o liquido fica tão quente que inviabiliza o belo efeito da troca de lugar entre os compostos, enchendo a garrafa de bolhinhas. Para evitar isso eu usei (na minha versão com álcool) um tubo de ensaio gigante feito com lâmpada fluorescente velha. (você acha isso fácil em lojas de floricultura e arranjos florais) A vantagem do tubo é que ele faz com que a troca dos líquidos dure mais tempo, uma vez que o aquecimento do recipiente inteiro demora mais em função da altura, que opera como uma serpentina de resfriamento. Porém, estes recipientes tendem a ser estreitos e isso atrapalha um pouco o efeito visual. Um bom vidro é aquele que é largo e alto. Sem distorções nem costuras ou coisas pintadas em cima. Em lojas de decoração existem vidros assim para colocar flores. Eles são relativamente baratos e servem muito bem para estes experimentos. Escolha um que tenha pelo menos a dimensão de uma garrafa de vodka absolut. Isso prolongará o efeito.

Metodo simples de substituir o liquido transparente de uma lava lamp – dica de João overto Gabbardo:

Esta é uma história que começou triste que teve um final no mínimo interessante.

Um belo dia despertou em mim o súbito interesse por um tipo de luminária que já havia visto em filmes até em animações, tipo O espanta tubarões – na cena da festa no apartamento de cobertura onde a “peixinha” Angie namorada do personagem principal, o peixe Oscar, dá de presente a ele uma luminária lâmpada de lava e ele coloca ela ao lado de uma lâmpada lava gigante para a qual Angie olha com uma cara entre espanto e decepção. De início pensei em fazer uma delas, e pensei da mesma forma que muitos dos que tem este mesmo desejo: lá dentro deve ter algo do tipo parafina e água. Mas não confiei muito nesta premissa, coisa de engenheiro que sempre supõe que as coisas nunca podem ser simples e pus-me a pesquisar na INTERNET. Logo descobri que a coisa de fato não era tão simples, encontrado várias receitas, algumas potencialmente perigosas, outras nem tanto e algumas bizarras. A receita que considerei mais consistente e sem grandes riscos foi a que usa percloroetileno e parafina para a lava, água destilada para o líquido onde a lava se move e sal para ajustar a sua densidade. Encontrei duas páginas com instruções muito boas sobre esta receita:

http://www.oozinggoo.com/ll-form5.html

http://www.mundomanuales.com.ar/lamparas_de_lava.html

Motivado pelas descobertas, telefonei para duas lojas que vendem produtos químicos perguntando se tinha percloroetileno e a resposta foi não. Pode ter sido azar, coincidência, preguiça de telefonar para outras lojas, tudo isso junto, sei lá fiquei desestimulado e daí parti para o plano B: comprar a tal lâmpada. Novamente pesquisando na INTERNET, pularam de cara algumas ofertas no ML e decidi comprar uma de 33 cm com bolhas azuis e líquido transparente. Esperei ansiosamente a entrega da lâmpada e qual a minha surpresa ao abrir a caixa e ver que o líquido que deveria ser transparente estava com um aspecto esbranquiçado, leitoso. Sequer dava para ver a mão atrás da garrafa! Contatei a vendedora reclamando do problema e a explicação para o ocorrido não foi muito consistente: o líquido teria ficado turvo por causa da agitação excessiva ao longo da viagem. Até pode ser, mas há uma pequena diferença entre a distância da China até São Paulo e de São Paulo até Porto Alegre onde moro. Foi oferecida a possibilidade de retornar a luminária e ter o meu dinheiro ressarcido porém decidi ficar com a lâmpada pois considerei que seria uma ótima oportunidade para efetuar algumas experiências e também se eu resolvesse pôr em prática a receita que escolhi, não haveria a necessidade de procurar por uma garrafa adequada, base, etc. pois já as tinha.

O mais plausível seria atacar primeiro o problema do líquido onde a lava se move. Era óbvio que havia ocorrido algum tipo de contaminação por migração de partículas seja da parafina ou do corante ou mesmo ambos.

Primeiramente marquei a altura do líquido na garrafa com uma fita adesiva, abri a ampola e guardei o líquido para medir a densidade posteriormente ou mesmo em caso de fracasso total, repô-lo na garrafa e me conformar com a situação.

Resolvi experimentar primeiramente colocar água da torneira para ver que iria acontecer, afinal como estas luminárias são fabricadas na China e lá eles sempre buscam reduzir os custos de produção ao máximo, então porque não supor que o líquido transparente fosse somente água? O segredo podia estar na fórmula da lava. Após fazer isto e ligar a luminária, observei que a lava tendia a se acumular no topo o que indicava que a densidade da lava quando aquecida ficava baixa demais em relação à da água utilizada, mas para ter certeza disso havia necessidade de medir a densidade do outro líquido. Como sou professor de uma escola técnica e que também tem ensino médio, foi relativamente fácil ter acesso ao laboratório de física e por conseguinte a um densímetro. A escala do densímetro que usei não possuía grande resolução mas era suficiente para uma primeira medição e acusou uma densidade levemente maior do que a água, mas isto poderia ser causado pela contaminação pela parafina da lava.

Para eliminar a possibilidade que sais minerais da água da torneira estivessem aumentando a densidade da água e causando o acúmulo da lava no topo, troquei a água da torneira por água destilada tomando o cuidado de lavar a garrafa antes com a água destilada e novamente houve acúmulo da lava no topo.

A conclusão é de que realmente a densidade da lava quando aquecida ficava muito baixa em relação à da água. Ainda assim resolvi experimentar algo que seria um total contrasenso: adicionei sal na água para ver o que iria acontecer. A adição de sal causa o aumento da densidade e obviamente o esperado aconteceu: acúmulo de lodo no topo. Ainda assim adicionei outras pitadas de sal, mas não deixando a luminária ligada durante muito tempo entre as adições. Porém após a última adição deixei ela ligada por várias horas e verifiquei que quase todo o lodo tendeu a se concentrar no topo e ali permanecer na maior parte do tempo.

Restou então verificar o que iria acontecer ocorrer se a densidade do líquido transparente fosse reduzida. O meio mais fácil de se fazer isto é adicionar à água alguma substância que possua menor densidade do que a dela, lembrando que água pura tem densidade igual a um, tal como algum tipo de álcool. Eu tinha à disposição álcool isopropílico e álcool etílico. Resolvi não usar o isopropílico por ser tóxico também porque pudesse reagir com a parafina, afinal não sou químico e o seguro morreu de velho. O álcool etílico ou etanol é o álcool comum de limpeza mas tem que ser o de 98,2 INPM que significa ser álcool quase puro. Removi a salmoura, lavei a garrafa e ainda deixei a lâmpada ligada com água comum duas vezes trocando a água para eliminar ou reduzir ao máximo o sal. Preenchi então a garrafa com água comum mesmo pois estava guardando o restante da destilada para usar caso a minha previsão se confirmasse.

Sabendo que a densidade do líquido transparente deveria ser levemente menor do que o da água mas ao mesmo tempo desconhecendo qual era esse valor exatamente, deveria ser adicionada uma pequena quantidade de álcool e usando uma pipeta comecei a adicionar 0,1 ml por vez, fechando ela e agitando com delicadeza para misturar bem e posteriormente deixando a lâmpada ligada por algumas horas para verificar o comportamento da lava.

Após adicionar 0,3 ml a tendência do lodo se acumular no topo e permanecer ali por muito tempo se reduziu. A partir deste ponto comecei a adicionar 0,05 ml por vez para tentar um ajuste fino do comportamento. Com 0,5 ml de álcool adicionado a luminária atingiu um comportamento que me agradou, onde o lodo se distribui aproximadamente pela metade no topo e no fundo. No entanto as bolhas que se formam são sempre relativamente grandes. Como efeito colateral dos meus experimentos a cor da lava, que quando coloquei água limpa da primeira vez era originalmente de um azul escuro profundo se alterou significativamente, agora ela apresenta uma coloração tipo vinho tinto. Não percebi visualmente mudança da cor da água em nenhum momento, mas ainda assim pode ter havido migração de partículas do corante, bem como pode ter havido alguma reação do corante com o álcool, também pode ter sido causado pelo excessivo aquecimento da porção da lava que permanecia no fundo nos primeiros experimentos com água e depois água e sal, pois mesmo havendo o acúmulo da lava no topo, de tempos em tempos essa massa de lava quando esfriava descia ao fundo e se misturava com a porção que estava lá. Sendo este processo cíclico, a coloração de toda a lava como um todo teria sido alterada.

Eu fiz várias mudanças de líquido ao longo de todo o experimento, algo que certamente quem quiser somente trocar o líquido transparente da lâmpada não vai fazer e assim acredito que não haverá qualquer alteração na cor da lava e, se houver, será mínima.
De qualquer forma, acredito que cheguei a um método simples e barato para recuperar luminárias em que o líquido tenha ficado contaminado.

Algumas recomendações/sugestões:

- Não se esqueça de marcar a altura do líquido original na garrafa, seja com uma caneta tipo marcador permanente ou fita adesiva. A quantidade de álcool adicionado álcool é pequena em comparação ao volume de água e não haverá um aumento substancial no volume total. Nunca encha totalmente: é necessário um espaço no topo para a dilatação das substâncias.

- Adicione inicialmente 0,4 ml de álcool, veja o que acontece e decida se será necessário acrescentar mais, preferivelmente 0,05 ml de cada vez. Se for acrescentado álcool em excesso a tendência do lodo será ficar sempre no fundo e será necessário descartar esta mistura fora e começar de novo. Assim não tenha pressa, este é um procedimento que exige paciência pois deve-se deixar a luminária ligada por algumas horas e depois esfriar completamente para adicionar mais álcool.

- Tampe a garrafa após adicionar o álcool e após ligue a luminária. Não é aconselhável deixar ela destampada quando estiver aquecida por causa da evaporação e também porque o espaço de ar no topo influencia no comportamento da lava. Não se preocupe, não há qualquer perigo de incêndio pois a concentração de álcool é muito baixa. Para tampar a garrafa poderá ser usada uma pequena rolha de borracha com diâmetro adequado, tipo as que se usam para fechar tubos de ensaio.

- Se a luminária possuir um dimmer faça os testes com ele ajustado para o máximo de luminosidade modo a obter também o máximo aquecimento possível. Este é o pior caso, ou seja, onde há a tendência de haver acúmulo da lava no topo porque a diferença de temperatura entre o topo e a base é pequena e assim o ajuste da densidade deve ser feito nestas condições.

- Não experimentei adicionar detergente na água para ver se o tamanho das bolhas mudava. A finalidade do detergente é reduzir a tensão superficial da lava e assim possibilitar que se “quebre” mais facilmente. É uma possibilidade a ser experimentada, porém li que muito detergente “afina” a lava e ela tende a escorrer ao invés de formar bolhas. Assim devem ser adicionadas gotas pequenas de detergente por vez, seguindo o mesmo procedimento da adição do álcool.

Pretendo tentar recuperar a cor original da lava e para isto é necessário após deixar a lâmpada esfriar completamente, dar uma sacudida nela para soltar aquela porção de lava que fica no topo (ao menos na minha desde que coloquei para funcionar pela primeira vez sempre ficou um pouco de lava no topo após esfriar), retirar líquido transparente guardando ele em uma garrafa com tampa para evitar todo o trabalho de ajuste da densidade novamente e derreter o lodo da mesma forma que se derrete parafina, em banho-maria. Quando o lodo estiver líquido, bastará acrescentar corante para velas na cor azul e agitar delicadamente para misturar.

Por fim: Novamente recomendo que vá devagar e com calma, o procedimento de ajuste de densidade exige paciência e é um pouco demorado mas o resultado final compensa.

Se resolveres fazer esta experiência, gostaria muito de saber quais foram os resultados obtidos. Se tiveres qualquer dúvida, envie uma mensagem que terei imenso prazer em lhe responder.

João Roberto Gabbardo
Engenheiro Eletricista ênfase Eletrônica
Mestre em Engenharia Elétrica

O futuro das estradas de Ferro no Brasil

March 28th, 2009 16 Comments

Ontem foi o lançamento do livro do meu pai. O lançamento aconteceu na Coppe e estavam presentes diversas pessoas, pricipalmente um representante da secretaria de transportes do Estado do Rio de Janeiro que reafirmou com todas as letras, ao vivo e à cores, que o Estado enxerga no Maglev Cobra a melhor solução para as ligações intermodais necessárias para os eventos que vem por aí: Copa do mundo, Olimpíadas e os Jogos Militares (um evento de maior porte que o PAN do Rio).

Toda a equipe ficou bastante feliz com esta notícia e na ocasião um modelo conceitual em escala desenvolvido pela Divisão de Desenho Industrial do Instituto Nacional de Tecnologia foi presenteado ao diretor da Coppe.

O livro fez o maior sucesso. Meu pai autografou vários exemplares. Esta obra é fruto de alguns anos de estudo e do relatório final dele no pós-doutorado na Alemanha, onde se dedicou a estudar minuciosamente os modais ferroviários de alta velocidade para transporte de passageiros.

O título, pomposo é o mesmo de um livro publicado em 1859 por Cristiano Otoni, o Patrono das Ferrovias no Brasil, quando presidia a Cia. da Estrada de Ferro D. Pedro II. Divide-se em três partes: passado, presente e futuro, traçando novas perspectivas para as estradas de ferro no país 150 anos depois, com base nos acertos e erros que caracterizam o atual sistema ferroviário nacional.

De acordo com as teorias dos Longos Ciclos Econômicos, que se repete no período de duas gerações humanas, como a do russo Nikolai Kondratieff, após cada onda há uma revolução tecnológica. No final do século XVIII o transporte evoluiu da tração animal para os canais artificiais; em meados século XIX surgiram as ferrovias; no princípio século XX as rodovias começam a dominar o transporte e em meados do século XX foi a vez do transporte aéreo de passageiros.

Passada a atual crise deste início de século XXI, a solução de transporte pode ser a levitação magnética (Maglev), repleta de novas oportunidades.

No livro cerca de 30 mil km de vias para Trens de Alta Velocidade (TAV) com tecnologia Maglev foram propostas, interligando todas as capitais e principais cidades brasileiras, em um programa de longo prazo. Mais de 200 km de vias do sistema Maglev-Cobra desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foram traçados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, como exemplo para outras regiões.

O livro analisa a implantação do TAV RJ-SP em cinco anos a um custo estimado na metade do TAV roda-trilho, propondo um Maglev capaz de atingir 450 km/h e cumprir o percurso em 1h:27m. São seis estações intermediárias para atender pólos populacionais e econômicos: Seropédica e Nova Iguaçu; Barra Mansa e Volta Redonda; Resende e Porto Real; Aparecida e Guaratinguetá; Taubaté e Pindamonhangaba; São José dos Campos e Jacareí – sem provocar atrasos  porque o Maglev atinge 450 km/h em 83 segundos e 5,2 km, que é impossível para o TAV roda-trilho.. As estações-shopping previstas interligam-se às cidades servidas por um Maglev urbano, como o verdadeiro metrô do século XXI.

O livro instiga o leitor a repensar as ferrovias brasileiras, alertando para que se evite cometer os erros do passado, quando interesses políticos e empresariais menores foram capazes de atrasar o desenvolvimento do transporte ferroviário em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Não é porque o livro é do meu pai não, mas acho que tá aí uma leitura bastante interessante para todos aqueles que gostam do assunto transporte urbano e veículos futuristas.  O livro do meu pai traz uma parte histórica bem interessante que dá um panorama de compreensão do por que o Brasil sucateou as ferrovias, e o que Juscelino Kubitschek tem a ver com tudo isso. O livro tem 262 páginas e muitas fotos.

Acho que o Lasup vai vender o livro via correios. Caso alguém curta o assunto ferrovia-maglev-tecnologias do futuro e esteja interessado, pode entrar em contato através do formulario de contato aqui do blog, informando seus dados que eu vou repassar a Dani e ela entrará em contato para o envio da Obra. O preço do livro é R$ 30,00.

Uma outra dica: Quem curte história pode dar uma olhada nas bancas. Tem uma coleção da revista Historia Viva que conta a evolução da ferrovia no Brasil. A última revista , que fecha a coleção especial “Caminhos do Trem” é quase toda escrita pelo meu pai, que ja escreveu vários livros sobre a história da Ferrovia no Brasil. A última edição da revista também vem com uma matéria de 4 paginas sobre o Maglev Cobra. Confira aqui.

Como decorar seu quarto com velhas fitas cassete

March 27th, 2009 1 Comment

Com o advento do mp3 e do Cd, as velhas fitas cassete começaram o seu triste percurso em direção à extinção. Mas muita gente ainda guarda essas fitas, com musicas antigas do arco da velha. (eu mesmo sou um)

Antes de jogar fora, pense duas vezes, pois isso pode se reverter numa terapia, ou até mesmo numa fonte de renda pra você.

Primeiro você precisa pegar uma fita velha que esteja em bom estado. Fitas mofadas não costumam ficar bonitas. Pegue uma placa branca e desenrole uma boa quantidade de fiota sobre ela. Depois vá arrumando e colando com super bonder, até ficar legal. Meta um vidro em cima  para proteger da poeira e pendure.

Com algum tempo e talento, dá pra obter imagens assim:

Moral, hein? Outra idéia boa é usar fitas velhas de videocassete para fazer imagens de personagens de filmes clássicos, como chaplin, bogart, Vader e etc. O segredo (óbvio) de fazer isso é usar uma imagem de referência de altíssimo contraste, como aquela imagem classica do Che.

Fonte

Os 20 melhores filmes de ficção científica

March 19th, 2009 72 Comments

Eu sempre fui um fã de filmes de ficção científica. Lembro claramente que foi assistindo um que eu me vi pensando seriamente em trabalhar com aquilo um dia.

Do mesmo jeito que a outra lista, dos filmes de terror, esta lista é baseada na minha opinião pessoal. Certamente vou esquecer algum muito bom e etc. Mas vamos a minha lista dos vinte melhores filmes no gênero sci-fi. A lista não está ordenada qualitativamente, ok?

1- 2001 uma odisséia no espaço -

Este filme foi um marco. Eu não tinha idade para ter visto ele no cinema, e por isso acabei vendo só na Tv. Mas foi a primeira vez que vi a ausência de gravidade numa produção de Sci-Fi. O filme começa com aqueles macacos, uma experiência espetacular. Confesso que foimais um delírio visual, pois eu não tinha capacidade de interpretar aquela coisa do monolito criada pela mente do Arthur Clark. Custei a conseguir ver este filme inteiro. Acho que só na quarta ou quinta vez, eu consegui. Sempre dormia por causa das cenas longas e silenciosas.

2-Star Wars -

Esta série de filmes nem deveria ser considerada ficção científica, afinal de ciência não tem nada. Mas convenhamos que ver um cara num planeta congelado correndo sobre uma coisa que era uma mistura de canguru com camelo, naves e espadas de luz que cortam aço como se fosse manteiga é um troço irresistível para um menino. E o que dizer da profusão de aliens, monstros, principes e princesas disparando lasers. E os robôs? Star Wars não é científico, mas é a maior diversão. Foi vendo o Imperio contra-ataca no cinema que eu resolvi ser maluco. Passei mais da metade da minha vida sonhando em ir trabalhar na ILM por causa do filme.

3- Alien o 8 passageiro -

Obra prima. A única coisa que eu não gosto no Alien é que eu não trabalhei nele. Eu adoro tudo, os conceitos, o enquadramento, o estilo, a musica, a narrativa e principalmente o monstro, do Geiger. A cena em que o alien hospedeiro sai do peito do cara é um classico do cinema. Pra mim, o grande merito de Alien é conseguir fazer Sci Fi e terror num filme só.

4- GATTACA –

Eu só vi este depois de burro velho. E é muito bom. A idéia é ótima, o visual interessante. Não tem lasers, naves explodindo nem robôs. Mas a história de suspense te prende do inicio ao fim.

5- De volta para o futuro –

Este é muito bom mesmo. Filme de maquina do tempo, cientista maluco e adolescente skatista que faz o pai se apaixonar pela propria mãe. Certamente o primeiro é o melhor de todos.

6- Inteligência Artificial  (AI)-

Este foi umdos filmes de ficção científica que mais me tocou. Um dos mais tristes e mais bonitos jamais feitos. Eu confesso que nunca pensei que lacrimejaria vendo um robô ser abandonado pelo dono. Eu considero este um dos melhores filmes Sci-fi de todos os tempos.

7- O exterminador do Futuro 2-

Nossa, este humilhou. Eu tinha nove anos quando iso surgiu no cinema. Durante um bom tempo eu fiquei com a imagem do robô caveira na cabeça. Mas de um certo modo eu penso que o Terminator 2 foi melhor que o 1 porque o 1 foi feito num tempo em que os efeitos eram apenas físicos e de fato, não havia como fazer o 2 naquela época. Quando foi lançado, nos anos 90, os efeitos digitais estavam iniciando sua escalada fotorrealista e foi absolutamente impressionante ver o robô derreter, passar através de grades e assumir formas diferentes. Além da história, que é genial, e o Arnold, que nasceu para fazer papel de robô. Não vi nenhum além do 2 porque tenho medo do que podem ter feito com o filme.

8- Robocop 1 -

Eu me lembro claramente quando acabou o filme no cinema. O cine Rex acendeu as luzes. Eu e outros meninos da minha odade levantamo-nos mecanicamente das poltronas e caminhamos duros, movendo o pescoço de modo eletrônico. Éramos pequenos robocops. Eu fui andando como o robocop até a casa da minha vó. Certamente quem me viu na rua deve ter pensado que eu tinha algum tipo de paralisia mental.  O Melhor de Robocop 1 na minha opinião, não é o robocop em si, mas o ED 209. Aquilo parecia real, movia-se de modo real e era mau. Porra, eu amei este filme do inicio ao fim.

9-  Eu-Robô -

Este filme é legal, baseado numa obra absolutamente fodástica do Asimov. Os efeitos salvam um pouco o filme, que é meio hollywood demais em alguns casos.

10- Matrix -

Matrix é uma obra sensacional. Eu gosto muto deste filme, apesar dos muios erros e vacilos que possui. A idéia é fantástica, os efeitos bons e inovadores, e realmente ele te prende. Infelizmente, os demais filmes da franquia não tiveram a mesma qualidade do primeiro. Não é efeito especial que salva um filme do gênero, e sim a história.

11- Blade Runner -

Tá aí um exemplo de filme bom, feito com qualidade e cuidado. Blade Runner é um cult no melhor sentido da palavra.

12- Os 12 macacos –

Os 12 macacos é um filme que me fez gostar ainda mais do Bruce Willis. O roteiro dá um certo nós nos miolos, mas é muito bom. Este é um do tipo que só dá pra ver sóbrio.

13- Planeta dos macacos -

Não me refiro ao remake. O remake só vale opela qualidade das próteses faciais do Rick Baker, que são absurdamente incríveis. Mas história, impacto, sensação de fragilidade da espécie humana como o antigo dos anos 60 não há nem nunca vai ter igual. Eu tirei o chapéu para a idéia. Os caras que fizeram o remake deviam ter tido a humildade de fazer EXATAMENTE igual ao antigo, mas com a tecnologia moderna. Só isso salvaria aquela marmota que ficou o remake.

14- Minority Report -

Uma história interessante, com uma série de situações que voc}ê olha e pensa: “Caramba, como eles fizeram isso?” Mas tem umas coisas que recaem o hollywoodismo, como o Tom CRuse pulando de carro em carro a 400km/h. Mas o roteiro felizmente salvou a produção.

15- Mad Max -

Mad max é show. Eu me amarro. O Mel Gibson era apenas um ator australiano de segunda linha quando se inscreveu para os testes de Mad Max. Ele estava indo para o teste e cortou caminho por um beco. No beco, uns caras punks tentaram assaltar ele e o Mel Gibson saiu na porrada. Óbvio que ele acabou espancado, mas foi fazer o teste assim mesmo. Quando chegou todo ferido para o teste, o diretor oulho e disse: É ele!
Mad Max é nostálgico, mas é muito legal. Uma produção tão barata que chega a parecer ridículo ára um longa metragem. George Miller fez o filme com apenas 400 mil dolares. E o filme faturou U$ 100.000 milhões de dólares.

16- Vingador do Futuro (total recall) -

No início eu não levei fé no Arnold, mas no decorrer do filme entrei na história e ao final vi que o filme era bem legal.

17- O Show de Truman -

Este filme é um dos meus filmes preferidos porque mexe com a coisa da desconstrução da realidade. Nele um sujeito é exibido num reality show sem saber, durante toda sua vida. Obra prima.

18- O 5 elemento -

Muito legal este filme. Dos taxis que voam aos alienígenas bárbaros. Grandes efeitos e uma história interessante.

19- Laranja mecânica -

Um filme quase tão bom qanto o livro. O visual é bem estranho, mas eu gosto da parte da violência com música classica.

20-

(este espaço está reservado para um filme nacional. Mas não achei nenhum e me recuso a botar aquela merda com Sandy e Juinor aqui)

Há uma idéia ignorante que me parece arraigada na cabeça dos cineastas brasileiros de que filme de ficção científica não pode ser feito no Brasil. Quando é feito é na base da chacota ou produções caça-níqueis oportunistas. Será que é caro? Será que é impossível? Será que não tem mercado? Será comodismo? Será que não temos bons roteiristas para criar histórias originais no gênero?

São questões para se pensar.

Robot Stereoteste1

March 2nd, 2009 22 Comments

Eu tava aqui comendo um cachorro quente qundo do nada fiquei vesgo olhando para o pão. Este fato me deu a súbita idéia de tentar criar uma imagem estereográfica usando fotos. Eu não sabia se daria certo, mas sabia que imagens estereográficas podem ser obtidas usando câmeras comuns. Assim, usei a câmera do Lg Renoir para obter esta foto abaixo. Eu peguei para efeito de testes um dos meus primeiros bonecos de tutorial (o tutorial do robô pode ser encontrado aqui). Eu nunca gostei muito da forma como este boneco sai nas fotos e pensei que seria uma boa tentar uma imagem 3d dele.

A imagem 3d estereografica é obtida porque o cérebro humano entra numa certa confusão, tentando montar duas imagens que são muito similares, mas não integralmente. Ocorre que na mudança de posição da câmera, os pontos mais distantes diferem em termos de posição de modo maior e isso opera em toda a imagem. Como resultado, nosso cerebro tenta estruturar a imagem que vemos como algo tridimensional e então vemos a imagem praticamente saltar da tela.No início é mais difícil focar em detalhes porque os olhos não estão habituados a esta posição. Com mais ou menos uns vinte segundos, você começa a conseguir ver os detalhes da imagem sem perder a tridimensionalidade.

O efeito é mais fácil de criar do que de conseguir ver. Mas tenta aí. Se eu que sou mais burro consegui, você vai conseguir também.

Tá vendo este pontinho preto em cima do robô? Tudo que você tem a fazer é ficar vesgão aí e tentar colocar um pontinho em cima do outro. Assim que seus olhos vesgos encaixarem um ponto em cima do outro, você vai ver o boneco robô em 3d.

Clique na foto para ver em tamanho real:

Legal, né?

Como faz isso? Simples: Pegue uma câmera e aponte para algum objeto. Objetos que tem variação no espaço Z (profundidade) são melhores. Então mantenha-se firme com a câmera e tire uma foto. Desloque em seguida a camera uns 4 a 5 centímetros para a direita e bata outra. Abra as duas num programa como o Photoshop e ajuste as duas, alterando o alpha da imagem 1 e coloque uma em cima da outra. Em seguida ajuste o tamanho do papel para o dobro da largura da foto. E arraste a foto horizontalmente para a posição certa e coloque o alpha em 100% (a imagem da esquerda tem que estar na esquerda. A da direita na direita, senão dá tilt!)

Planifique as camadas e pronto. Paisagens e coisas do tipo ficam bem legais. Fotos com animais, pessoas e coisas que se movem ficam ruins (a menos que você seja  “The Flash”).

Agora dá licença, que eu vou ali pegar um remédio para dor de cabeça, (efeitos colaterais) O_o

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