Archive - dicas RSS Feed

Como levitar em casa

Muita gente gosta da idéia de construir em casa mesmo, algum engenho capaz de levitar desafiando a física.
Então aqui está o post prometido em que eu mostro como construir um treco que levita de verdade.

Basicamente, o que você vai fazer é construir com umas varetinhas de madeira e papel alumínio uma parada igual a isso aqui:

 Como levitar em casa
Este treco se chama lifter. E ele levita de verdade.
O lifter é um capacitor assimétrico elétricamente carregado construído com madeira balsa, um fino fio de cobre e uma folha de alumínio, que levita do chão através da força propulsiva eletromagnética enviada por um reator elétrico como uma bobina.
Acredita-se que devido a alta energia necessária para o lifter decolar, seria impossível construir um veículo que utilizasse esta propulsão. Mas um garoto desafiou esta regra ao levitar o primeiro ser vivo num lifter. O primeiro Eletronauta foi Orville, seu ratinho de estimação.
O segredo do funcionamento do lifter está baseado num efeito chamado “efeito Biefeld-Brow”. O processo de funcionamento do Lifter ainda não é compreendido em sua totalidade pela ciência. Mas hoje os cientistas supõe que o funcionamento do engenho que desafia a gravidade se deva a algum tipo de “vento iônico”.
Aqui estão algumas imagens que registram o primeiro vôo de um mamífero num lifter, que usou Uma unidade de energia de 35KV DC, e uma corrente de 10mA.

orville1k Como levitar em casaorville1h Como levitar em casaovillesq Como levitar em casa
Veja mais sobre a levitação com o lifter aqui
Aqui você encontra os projetos para fazer seu próprio lifter.

Neste link podemos ver o lifter feito pelos alunos do ITA aqui no Brasil. Tem também o video.

Projeto Boneco do John Locke – LOST – parte 9

A duplicação do boneco do Locke.
Então pessoal, espero que vocês ainda tenham saco para acompanhar o passo-a-passo do boneco da promoção. Nunca apanhei tanto de um modelo para duplicá-lo na vida até chegar no Locke. Mas parece que está dando certo agora apesar dos (vários) contratempos.

O processo de duplicação do boneco é um pouco parecido com o processo de duplicação da base. Só o que difere é que esta é uma fôrma de duas partes. Criar um molde de duas partes é 100% mais difícil que criar um molde aberto, ou de uma parte só, como foi a base.

Para isso é necessário estudar a topologia do boneco antes de sair metendo silicone nele.
O Locke tem uma configuração meio chatinha, que é uma perna meio pra frente e a outra meio pra trás, o tórax torcido pro lado, um braço pra frente em ângulo e o outro dobrado para trás com a faca.
Isso quer dizer que não dá pra duplicar o boneco de uma só vez, como se faz com bonecos de santos. Por que? Porque o braço dá ângulo negativo. O silicone entraria ali de tal forma que ele estouraria o molde e nem um boneco seria criado. A única maneira de tirar uma peça deste tipo é seccionando os braços e talvez uma das pernas. Eu resolvi arriscar e não cortar uma das pernas, em função da dificuldade que estaria envolvida neste processo. Assim, optei por criar um molde maior, mais pesado e mais complicado de fazer. (clique nas imagens para ver maior)

pssapss1 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 9
Então peguei minha mini-furadeira e meti um disco de aço para corte nele. Este equipamento permite uma taxa de rotação absurda. taxas de rotação absurdas são especialmente boas para efetuar cortes como se fossem feitos com sabre de luz na peça. Pena que não consegui tirar uma boa foto na hora que o disco pega no esqueleto de metal e saem milhares de faíscas.
Aqui vemos o Locke sem seus braços. Aleijão.

Então o segundo passo é pegar massinha. Muita massinha. Eu começo aplicando massinha ao redor do Locke. E vou com cuidado alisando ela para que ela cubra apenas metade do boneco, deixando a outra metade enterrada num blocão de massinha.
Depois de algum tempo o boneco já está pronto deitadinho numa cama de massinha.

Em seguida, usando ainda a polionda retirado da caixa de arquivo usada, eu construo uma caixa de retensão ao redor da peça. O certo é usar uma caixa de retenção quadrada, deixando uma boa margem ao redor de toda a peça. Este foi um grande erro que eu cometi e me arrependi muito.
A lição é clara:

NÃO FAÇA ECONOMIA PORCA!

Eu aprendi esta lição a duras penas durante a criação do boneco. Como este boneco é do meu pobre bolso, eu acabei tentando fazer uma economia e me achando muito esperto por fazer uma caixa de contenção ao redor da peça, com formato irregular ao invés do clássico (e funcional) box.
Me ferrei de verde e amarelo.

Por que? Porque quando você faz como os gringos, gastando uma boa grana comprando madeirinhas grossas e tal, perfurando elas e aparafusando quatro pedaços em forma de “L “, você constrói uma caixa universal que se adapta a qualquer modelo. Mais que isso, você consegue obter uma caixa estável, que funcionará como caixa de compressão da sua fôrma para a hora que for colocar a resina.
pssapss2 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 9
Mas até esta parte eu estava bem mais burro do que hoje e então, fiz a caixa como achava que ia gastar menos material ao redor do boneco.
Com massinha eu vedei a caixa de polionda prendendo-a fortemente à base. O bom da polionda é que a massinha gruda superbem nela. Melhor que no MDF, no papelão, etc. Realmente, polionda é uma bom material para formas pequenas e baratas.
Na massinha eu faço uma série de marcas e buracos. Estas marcas irão formar pinos na primeira face de borracha. Esses pinos funcionam travando as faces da forma de modo que elas fiquem precisamente encaixadas. Isso evita SÉRIOS problemas no modelo. ( esta é a parte dois do suplício)
pssapss3 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 9
Uma coisa que é bom falar aqui é que o boneco tem que ter dois pedaços de massinha em forma de cilindros sob os pés, porque é por ali que mais tarde a resina será derramada.
pssapss4 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 9
E seguida, misturei o silicone com o catalisador rápido azul da MSFX. O processo é o mesmo da base. Mistura e mexe com uma colher até perder o marmorizado. Ficou homogêneo, já pode aplicar.
Eu derramo lentamente um filete no canto da peça. Não pode derramar direto no boneco, porque aprisionará ar. E ar aprisionado, ferra a cópia do boneco, ok?

Duas horas e meia depois, o silicone já catalisou e está pronta a metade da fôrma. Eu apliquei uma camada extra de gesso pedra em cima. A finalidade do gesso pedra, era dar uma uniformizada no molde, funcionando como uma espécie de berço. Era só um teste ( eu tenho a escrota mania de resolver fazer experiências em peças que gastam grana) e vi que realmente deu certo. Eu não ia usar o berço nesta peça. Era só pra teste mesmo, já que o silicone endurecia bem rápido.
Então, feito o berço, eu abro a caixa de contenção e o que está ali é um John Locke aleijado enfiado numa maça de borracha coberta com gesso pedra de um lado e de massinha do outro. Eu viro o bloco de cabeça para baixo e ali está a face de massinha. Com uma espátula pequena eu vou retirando lentamente toda a massinha que cobre o boneco, expondo-o à luz novamente.
Quando toda a massinha é retirada, temos meio boneco enfiado no silicone e a outra metade no ar.
Então eu recoloco os cilindros de massinha sob os pés do boneco porque eles tem que gerar uma espécie de tubo de enchimento de resina na fôrma.

Novamente eu construo a caixa de contenção em volta a peça. Novamente eu vedo a base com massinha pro silicone não vazar por baixo e novamente eu misturo silicone.
pssapss5 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 9
Feito isso, eu aplico o desmoldante. E é justamente aqui que “A VACA FOI PRO BREJO“.
Tava tudo indo super bem. Fácil até demais. Quando as coisas estiverem fáceis demais, desconfie.

Eu não vi, mas meu desmoldante estava fora da validade e simplesmente funcionou como uma cola ao invés de desmoldar. Isso significa que eu tive o trabalho de cobrir toda a peça com desmoldante e derramei silicone em cima. Quando o silicone endureceu e eu fui abrir a fôrma, cadê que a porra abria? Não só não abriu como COLOU a porra da fôrma toda. Ou seja, perdi a Fôrma. Como eu não tinha muita opção, a solução foi pegar um estilete e cortar com cuidado a metade inteira da forma, para evitar perder as duas metades. ( é nesta parte que você tem que ler aquilo com letras garrafais em vermelho novamente)

Eu tinha perdido os pinos de travamento da fôrma. A solução foi cortar dentes ao redor da peça, de modo que uma face do molde encaixasse no outro. Isso não funciona bem como os pinos. Mas tendo em vista o prejuízo ferrado que eu levei com o desmoldante, resolvi arriscar. O que eu devia ter feito é voltado à estaca zero e recomeçado TUDO com uma caixa de contenção direito. Mas desobedeci a aparente vontade de Deus e mandei ver comprando mais silicone para derramar novamente na fôrma.
Dessa vez eu apelei e usei uma cera de desmolde nova. Até que isso funcionou legal.
pssapss6 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 9
Derramei silicone, esperei ele curar e depois de pronto, abri a forma e consegui tirar o boneco. Não ficou lá uma forma apresentável, mas parecia que ia funcionar. É bom contar também quando as coisas não dão certo, porque evita que outros caiam nessas mesmas armadilhas. Alguém sempre tem que meter a cara e se estrepar. E é assim que eu aprendo, por tentativa e erro.

Outra lição que eu aprendi nesta peça é: Evite desmoldante à base de vaselina. Existem ceras especiais para desmolde. Mas realmente a coisa que eu vi que funciona melhor até hoje para desmoldar silicone é CERA POLIFLOR INCOLOR LÍQUIDA. Eu só fui descobrir isso no molde dos braços.

Para testar o molde eu fiz um boneco de teste. O primeiro boneco de um molde é como ter um filho. Dá uma tensão do caramba.
Com o molde aberto, eu coloco um pouco de resina nas partes mais ângulosas, para evitar que ar fique preso ali. As partes mais problemáticas da forma eram os ombros e a cabeça. Por isso eu preenchi com resina essas partes antes de fechar a fôrma.
Depois que endureceu, eu fechei a fôrma e amarrei ela todinha com elásticos. Muitos deles. A Fôrma tem que ficar ABSOLUTAMENTE fechada, porque senão a resina vai escorrer pelas frestas.

Como eu tinha feito uma forma sem os pinos de travamento, acabou que aconteceu isso. Então, eu tive que usar muito mais elásticos para apertar bem a fôrma ao ponto de não deixar a resina vazar.
Depois de 40 minutos mais ou menos eu abro a fôrma e tiro o boneco. Ele sai cheio de rebarbas. Dá a maior depressão ver a CACA que sai. Mas é assim mesmo, pela fôrma vagabunda que eu fiz, e com o tanto de problema que deu, até que saiu legal. Com um alicate de corte eu vou cortando a rebarba. Quando eu tiro toda a rebarba o boneco está preparado para ir para a segunda fase, que é a de acabamento.
No acabamento, eu pego a mini furadeira e coloco umas lixas nela. Com cuidado cirúrgico vou retirando a rebarba e reconstruindo pedaços eventualmente quebrados com massa epoxi.
Depois disso, eu aplico primer automotivo e então o boneco está pronto para a fase de pintura.

Com a fôrma dos braços é o mesmo procedimento da fôrma do Locke.
pssapss7 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 9É isso aí. POr enquanto é só. Já já eu posto a continuação do sofrimento, trabalho.

Projeto Boneco do John Locke – LOST – parte 8

Eu sei que vocês já estavam ficando ansiosos pelas notícias do boneco. Eu dou algumas notícias de vez em quando na nossa comunidade no orkut. Mas pra quem não tem orkut e está esperando ver o passo-a-passo do John Locke, deve ser duro ficar sem notícias.

E as notícias são as seguintes:

Não vai ter mais boneco. Eu desisti da promoção.

Tava dando um cheiro muito ruim aqui em casa a resina, o silicone e o caramba a 4. Resolvi desistir.

Ok. Ok, Tudo bem. Isso foi uma pegadinha sem graça. O boneco está sendo feito mesmo.

Vamos lá. Conforme vimos na última atualização, o Locke estava pronto para ser copiado. Mas como que se faz isso?
Então aqui eu vou mostrar algumas coisas. Existem muitas maneiras de duplicar um boneco. Dependendo da peça, algumas formas são melhores que as outras. Antes de começar eu quero ressaltar que eu não sou o “CAVALEIRO JEDI” da fabricação de moldes e fôrmas.
Na verdade eu tô mais para pela-saco-aventureiro-que-se-mete-onde-não-é-chamado do que cavaleiro jedi das fôrmas. Então não há garantia absolutamente nenhuma. Não estou aqui pra dizer que esta é a forma certa nem que é a melhor forma. É simplesmente a forma que eu fiz – e deu umas merdas, como vocês verão.

A DUPLICAÇÃO DA BASE

Tudo começa com a reunião do material.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Aqui vemos alguns dos materiais usados.
Na primeira foto vemos duas garrafas de base de silicone da MSFX. Na frente de cada uma delas tem um vidrinho de catalisador. O silicone reage com o catalisador, transformando um caldo gosmento branco em borracha macia.
A MSFX enviou para testes estes dois tipos de catalisadores. Um rápido e um lento. O rápido é -como o nome diz – mais rápido em fazer a borracha endurecer. E como resultado, temos uma borracha de silicone mais dura, mais encorpada. Ele tem cor azul. A finalidade da cor é para sabermos quando o material está misturado de maneira homogênea. Algo muito interessante, porque a pior coisa do planeta é quando o silicone não mistura corretamente no catalisador e ele não endurece nunca mais.
O outro catalisador é de cor verde. Vem menos quantidade e deixa a borracha endurecer beeeeeem mais lentamente. Este catalizador deixa a borracha significativamente mais macia. Isso explica porque este catalizador foi a minha escolha na cópia da base. Vendo o modelo dá pra notar que há uma quantidade enorme de detalhes mpinimos, mas além disso, é uma peça complexa, com vários ângulos ingratos para a duplicação. Os pêlos do javali também são um problema para a duplicação, pois se a borracha não for macia o suficiente, ela tenderá a quebrar-se quando eu tirar a peça de resina.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8

Você deve estar se perguntando que diabos faz aquela caixa de arquivo amarela ali.
Pois esta é a novidade deste tutorial. Esta caixa, é feita de um material conhecido como “polionda”.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Trata-se de uma estrutura com milhares de espaços vazios entre duas finas folhas de plástico. ( é muito comum em caixas de arquivo e pastas de elástico)
Este material é bem legal para fazer as caixas de retenção ao redor dos modelos a serem copiados, porque ele se dobra facilmente, é super-barato e desmolda com extrema facilidade.
Então eu desmontei a caixa e cortei pedaços dela para construir a caixa ao redor do modelo.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Usei também aquela placa de vidro como base.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Com fita crepe eu colei a caixa no vidro. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
É importante vedar bem a parte externa da caixa no vidro de maneira que o silicone não escorra por baixo da caixa. Isso quando acontece é um desastre. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
No copo de medição eu calculo a quantidade de base de silicone.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8A proporção da base e do catalisador devem ser precisas para não dar o que científicamente chamamos de “MERDA FEDERAL”. O uso do catalisador Silimold da MSFX é de 10:1 ou seja, dez partes de base para uma de catalisador.
O certo é usar uma balança de precisão, mas eu resolvi “inventar” e usei um copo de medida baseado em volume da loja de R$ 1,99. Até que funcionou. Mas o certo é ir pelo peso.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
O silicone foi misturado ao catalisador e mexido vigorosamente até que o marmorizado sumisse e ele encorpasse em uma consistência uniforme. Isso significa que a mistura está pronta e que vai endurecer direitinho. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Com um pincel de sacrifício – Ele será destruído no processo – Eu pinto com o silicone partes complexas da topologia do modelo. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Isso permite que o silicone penetre em frestas minúsculas, que poderiam prender o ar quando eu derramasse o silicone no interior do molde.
Nas grandes empresas de garage kit é utilizada uma bomba de vácuo para a retirada das bolhas do silicone. Como eu não tenho uma, deixei a mistura descansar um pouco antes de derramar o caldo na caixa do molde. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8

Note que a base do Locke é uma forma de um lado só. ela é aberta no topo. Isso é assim porque depois que o modelo está pronto, a parte inferior da base o é sempre reta para que a peça tenha estabilidade. Para aumentar a resistência a rachar devido aos ângulos safados desta peça, eu usei pedaços cortados de perfex embebidos no silicone. Não parece, mas isso ajuda absurdamente a forma a manter sua durabilidade. Como o perfex é cheio de furinhos, o silicone penetra neles e ancora a peça. Isso evita que ela se parta na hora de estressar a forma para a retirada do modelo.
Seis horas depois eu abro a forma para ver se deu certo. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Aqui está o pentágono de borrachão.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Virando o modelo de cabeça para baixo vemos o fundo da base. è importante lembrar que você deve passar desmoldante no vidro para evitar que o silicone cole nele.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Do contrário a única maneira de separar as partes é quebrando o vidro. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Consegui separar as peças sem quebrar o vidro e aqui está o modelo e sua fôrma.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Aqui vemos a fôrma em detalhes.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8O legal da borracha de cura lenta é que ela faz com que você praticamente não tenha bolhas, já que elas tendem a subir. Como o silicone lento fica na consistência de leite por mais tempo, há menos bolhas.

Em seguida eu pego a resina de laminação, misturo uma quantidade determinada e aplico o catalisador. O catalisador da resina é em proporção bem menor que a do silicone. ( se você errar a temperatura pode ficar tão alta que o modelo pega fogo!) Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
A resina de laminação é uma resina chamada resina de poliéster. Eu misturo uma proporção de 40 gotas de catalisador para cada 150g de resina. Misturo bem e derramo lentamente, num filetinho ridículo, durante vários intermináveis minutos a resina no molde até encher. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Faço assim porque derramar rápido faz com que o ar não tenha como ser expulso e isso forma bolhas na estrutura do modelo. Peças com muitos detalhes e reentrâncias sempre formam bolhas incômodas. Para isso existem as câmaras de alta pressão. Mas isso é algo que eu também não tenho, e assim, conto com Deus para me ajudar a não dar bolhas.

Dali a umas duas horas, a peça ficou quente pra dedéu. E virou plástico. Quando ela esfria, eu posso tirar a peça. Faço isso estressando a fôrma. Vou apertando e puxando pelas beiradas lentamente, cada hora num lugar e a peça se separa da fôrma. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Quando termino de fazer isso retiro o modelo, que sai facilmente.
Infelizmente não dá pra ver bem os detalhes, porque a resina de laminação é translúcida. A peça só pode ser vista em detalhes quando é aplicado o primer automotivo nela. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8

É isso aí.
Amanhã veremos a amputação dos braços e a fabricação da fôrma do John Locke. ( com os acidentes e as desgraças envolvidas no processo)

ATUALIZADO – Acompanhe os posts seguintes:

A idéia
parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL

Traição – Por que o homem trai?

Este texto foi escrito por mim e publicado no blog Papo de Homem. Fez bastante sucesso por lá mês passado. Estou aproveitando e republicando ele aqui. Talvez ajude alguém.

Traição. Talvez nenhuma das perfídias humanas seja tão cruel quanto uma traição. A história da humanidade está cheia de reviravoltas e traições de todos os tipos. A produção cultural humana de todas as épocas estão recheados delas, como por exemplo, os os mitos gregos. A traição sempre exerce um certo fascínio, prazer, dor e mistério na mente humana, com seus diferentes graus e formas.

Zeus, o deus máximo do monte Olimpo, líder de todos os demais deuses e deusas, era um libertino e chifrador contumás de sua esposa, a neurastênica e ciumenta deusa Hera.
A política antiga e moderna está recheada de traições, das mais célebres até as mais corriqueiras. Políticos e suas sacanagens com o dinheiro público são expostos aos holofotes graças a mulheres traídas.

Nada pode ser mais perigoso que uma mulher cega de ódio em função de ter sido traída.
O fato é que o ser humano convive com o fantasma da traição desde que nos entendemos por gente e, posso afirmar sem medo de errar, que antes mesmo já era assim. Veja por exemplo, nossos parentes próximos,

os Chipanzés. A sociedade dos macacos é permeada de enredos complexos, onde a traição, a mentira e a dissimulação, escondem desejos, medos e verdadeiras tramas políticas pelo domínio do grupo.

Nas sociedades mais primitivas, ainda reinam os elementos clássicos e instintivos que regem o comportamento. Os machos querem transmitir seus genes. Fazer descendentes.
Quanto mais filhos, melhor. É a programação genética do macho.
A fêmea, por sua vez, busca o melhor macho. Ela é seletiva por natureza. A fêmea quer garantir que os filhos sejam bons. E assim a espécie se perpetua.

O homem, esta criatura cosmopolita, com suas máquinas, carros, computadores, casas e iates, vestindo roupas de grife e relógios de procedências sofisticadas, pode se julgar uma criatura evoluída. Pode se julgar importante como a última bolacha do pacote. Mas a verdade é que somos um bando de manés, regidos pelas mesmas leis que controlam os pobres macaquinhos. Somos animais.

A maioria dos homens trai suas parceiras. A mulher na rua deu chance, o cara vai lá e manda bala. Isso quando não é o caso do cara pegar uma grana e bancar uma prostituta para prestar alguns serviços. É parte indelével da índole masculina buscar parceiras. Somos caçadores. Andamos nas ruas perscrutando cada calçada em busca dos sinais inequívocos do sexo. Bundas, pernas, peitos… É normal ocorrer de estarmos pensando em outra coisa e ainda assim olharmos. A programação genética é inexorável.

Da mesma maneira, pode ocorrer com a mulher de se sentir atraída e, em certos casos, criando fantasias o primeiro homem seguro e inteligente que lhe dê atenção.
Com as mulheres, o princípio primitivo da seleção de genes opera em ritmo frenético. Isso explica a sabedoria popular que sempre diz “mulher gosta é de dinheiro. Quem gosta de pinto é bicha”. A mulher busca e sempre buscará segurança. Nos tempos antigos, em que tudo se resolvia na pancadaria, a segurança era obtida com o macho mais forte. Hoje, em tempos capitalistas, a segurança pode ser resumida a fatores mais complexos, como dinheiro e poder. Aí está o véu do mistério descortinado para expor a realidade das meninas de classe média que se envolvem com marginais e bandidos. A mídia não entende, mas o mecanismo é ridiculamente simples.
Mulheres sempre serão atraídas por machos alpha. E chamo de macho alpha aquele que se sobressai ante os demais. E no mundo dos humanos, isso não significa ser mais forte, nem necessariamente mais bonito.

Não vou me arriscar a incorrer no erro de explicar os motivos de uma traição. Sobretudo da traição feminina, que é mais complexa do ponto de vista psicológico.
Os mecanismos psicológicos complicaram bastante o meio de campo humano. Com o advento do pensamento, o jogo de esconder e mostrar, tradicional dos primatas, se complexificou bastante. Existem mecanismos de defesa, estruturas narrativas e dramas psicológicos para todos os lados. Mas, no fundo no fundo, lá no núcleo mitocondrial, em algum lugar onde os olhos nem os microscópios mais poderosos alcançam, está a instrução de trair.

A fêmea trai por muitas razões. Mas uma das maiores razões é detectar falhas inconscientes na posição social-sexual de seu parceiro e simultaneamente acontecer um processo de côrte de um outro macho, numa posição tipologicamente superior ao do macho original.

Para um macho, de todas as épocas, a traição da fêmea sempre foi e será um drama. Não só por perder a mulher para outro, mas pela constatação mesmo que inconsciente, que ela encontrou outro macho melhor. Não há pior maneira de se descobrir um desgraçado marginal no sistema de pirâmide social humana senão a traição.

Se a traição é um fantasma para o homem, também é para a mulher. Elas fingem que não, mas 100% de todas as mulheres que eu conheço morrem de medo de serem traídas. Se não fosse assim, qual seria o motivo das novelas da Rede Globo serem praticamente todas baseadas em estórias de traições e conflitos advindos destes fatos? O medo é o fator chave de manutenção da atenção. De quebra, isso explica também os motivos pelos quais a mídia brasileira segue o sistema americano, no qual as notícias de violência e desgraça aumentam as vendas dos jornais.

Em nossa busca por entender, mesmo que precariamente o comportamento do homem, podemos perceber alguns dos motivos que levam um homem a trair. Claro que não são só estes, mas elencarei aqui apenas os cinco mais óbvios, ao menos para mim.

1- Homens separam sexo de amor.
Homens e mulheres funcionam de maneiras diferentes. É comum que as mulheres associem fortemente relações sexuais com desejo. E desejo com amor. Logo, para muitas mulheres, sexo e amor são como um prato de strogonoff. A base do strogonoff é a mistura de creme de leite com molho de tomate. Se separar os dois, o que é virtualmente impossível, o strogonoff deixará de ser strogonoff, passando a alguma outra coisa qualquer, sem forma, sem nome.
Entramos no perigoso terreno de explicar o amor. E qualquer cara mais bobo do que eu, sabe que o amor não se explica. Então, vou dar uma malandra desviada deste terreno arenoso, pegando um atalho e limitando-me a comentar que o conceito de amor foi sendo construído ao longo do tempo. E não necessariamente ele é o mesmo em todas as culturas e, principalmente, em todos os gêneros.
O homem vê o mundo com uma visão mais simples. Ele separa o amor do sexo com extrema naturalidade. É como arroz com feijão. Misturado é bom, mas separado, dá pra comer tranqüilamente.
Entender que o homem está num processo contínuo de evolução que começou lá atrás, no alto das árvores, ajuda na percepção de que os laços afetivos – logo, mentais – não estão intimamente associados quanto os laços corporais, carnais. Afinal, são milhões de anos procurando amantes no mato. Isso não se resolve do dia para a noite. Para o homem traído, a traição provocada pela sua parceira dói, porque ela é emocional e carnal, além de funcionar pra ele como um atestado de incompetência como macho, como eu já falei antes.

2- Homens traem para se sentirem vivos.
A cena clássica começa com uma gravata apertada e um belo vestido branco com véu e grinalda. O padre abençoa a união e exige das duas partes envolvidas uma declaração pública, com testemunhas aos montes, de “ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, seguindo amando e respeitando, até que a morte os separe”. O peso desta declaração é incomensurável. Eu tenho um curioso mecanismo mental que apagou completamente esta parte das minhas memórias. Eu sou míope e casei sem óculos. Já percebi que quando eu vejo sem óculos, esqueço as coisas bem mais rápido. Isso foi bom, porque viver cada dia pensando na obrigação de amar até morrer é dose.
Verdade. Falando sério, se a gente der uma boa olhada neste juramento, entendemos porque os padres não casam.O peso de jurar que amará até o fim da vida é um fardo bem grande para uma pessoa normal carregar. Mas são os ritos sociais e não desviamos deles, pois para muitos homens, com o passar do tempo, aquela verve instintiva de ser o rei da montaha, de ser o alpha garanhão, o cachorrão comedor, se esvai e só o que sobra é um fantasma.
Um fantasma resignado a uma vida cotidiana que com o passar do tempo, vai perdendo a graça.
O fato é que a vida é como um roteiro holywoodiano, cheio de mistérios e reviravoltas, e nem o mais criativo dos roteiristas se compara ao destino. Um dia, o sujeito descobre uma mocinha no trabalho, ou então no supermercado, ou então no elevador…
A chance se apresenta diante dele com toda sua majestade. É uma coisa rápida, um gracejo, um sorriso, um olhar que diz tudo. Aquele sujeito derrotado, conformado e omisso, experimenta uma nova sensação. Uma seiva mágica volta a correr-lhe as veias. Ele sente-se bem. Ele trairá para sentir-se vivo. Para sentir-se como era no passado, na juventude. Ele trai porque esta traição nega inconscientemente, o fator inexorável da morte.

3- Homens traem por auto-afirmação.
Um homem sai com os amigos. Vai num bar conversar, contar piadas, blasfemar. Somos criaturas sociais. Salvo raras exceções, não vivemos bem sem ter amigos para conversar. Numa dessas saídas, uma mulher se insinua. O cara tem uma namorada. Não quer trair, mas a garota se insinua com tamanha intensidade e interesse (inconscientemente identificando nele um macho alpha entre seus pares e exercendo uma nova sensação: a de caçar) que ele acaba sucumbindo e inconseqüentemente, trai.
Ele poderá argumentar mentalmente que apenas teve um leve affair com a moça e que aquilo foi apenas carnal, não estando, portanto, quebrando nenhum laço emocional. Na mente do homem, é possível que só um envolvimento absolutamente emocional, como a paixão constituiria uma traição real. É mais ou menos assim que opera o mecanismo de relacionamento entre casais que trabalham na indústria da pornografia, onde fazer sexo é apenas um trabalho e nada mais.
A grande maioria dos homens que traem como resultado direto das circunstâncias da vida (condição ambiental conjugado com o interesse de uma parceira e sensação de anonimato) o faz por auto-afirmação. Vivemos numa sociedade machista e desde sempre os homens são ensinados que eles devem ter um comportamento de “macho”.
Frases como “homem não chora” e os lemas paternos: “ prenda sua cabrita que meu bode tá solto” são as máximas que regem a vida de muitos homens. Assim, é incompreensível ver uma mulher dando o maior mole e ele não aproveitar. Se assim ocorrer, ele será visto pelos seus pares – e pior, por si mesmo – como um fraco, até mesmo um homossexual.
Miniflashback por favor!
Estamos no passado. Os macaquinhos estão nas árvores. Uma fêmea, percebendo que o macho alpha está distraído, se oferece, virando o traseiro rebolativo para um macaco que contemplava o vazio. O macaco arregala os olhos, pensando que ganhou na loteria. Ele se anima e parte para cima dela. Vai tentar mandar ver na macaquinha safada quando o macacão Alpha, o chefão do grupo, saca que vai levar um belo enfeite de testa e enfia a pancada em ambos.
Agora, aquele macaco beta vai morrer de medo quando uma macaquinha safada virar-lhe o traseiro novamente. Ele é um beta. Beta não come ninguém. É um fraco.
Voltamos ao nosso amigo na boate. A moça se esfrega voluptuosamente nele, e mesmo que ele busque em suas memórias a lembrança de sua parceira inocente, o olhar de avaliação de seus pares, somado com sua percepção de si mesmo, vai empurrá-lo para a situação conflitante de ficar com a garota. Mesmo que todos seus neurônios digam que é burrice.
O homem em geral, tem graves problemas de identidade. Muitos de nós medimos nossa masculinidade pelo quanto sabemos. Pela nossa inteligência. Pelo quão hábeis somos em nosso trabalho, pelo quão esportivos somos no futebol, pelo quanto dinheiro temos. Ou pelo tamanho de nosso pênis.
A massa dos homens se mede pelo trabalho. Gonzaguinha sintetizou este pensamento com maestria na frase “…E sem o seu trabalho o homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata”.
Com uma identidade individual problemática, somos vítimas das circunstâncias. Precisamos afirmar para nós mesmos quem somos a todo tempo. E para os machos alpha isso é ainda pior. O macho alpha precisa irradiar seu efeito alpha. Demonstrar sua superioridade. Precisa mostrar-se melhor o tempo todo. E se “ser melhor” significar pegar toda mulher que der chance, ele assim o fará. É o destino. É a natureza.

4- Homens traem por desejo de sair da relação.
É como eu já falei. O homem cresce com problemas com sua auto-imagem. Cresce num ambiente que o obriga a ser muitas vezes uma coisa que ele não é. Cresce cercado de expectativas que precisa preencher. Muitos homens têm dificuldade em expressar suas emoções, se abrir. O mundo está cheio de homens que procuram prostitutas para conversar sobre problemas pessoais e profissionais que não tem coragem de contar a suas mulheres. Quase toda prostituta já viu um desses.
È normal que homens fiquem em relações infelizes por comodismo. É uma coisa detestável, eu sei. Mas acontece. Nisso, o homem violenta seus desejos, “violenta” a mulher, “violenta” os filhos. É uma família inteira que fica doente. A família é um sistema. Um sistema que está ligado em outros. E a doença se reflete, ecoando pela sociedade, porque este camarada infeliz em casa levará a infelicidade com ele para onde for. A mulher idem, os filhos apresentarão todo tipo de problema, como ficar doentes ou afundar na escola como um modo de chamar a atenção. A família se desestrutura e é uma brecha perfeita para as drogas e a degradação.
A traição neste caso funciona como o escape da pressão. È natural que em situações como esta, uma traição dupla ocorra. È comum também o caso das famílias duplas, com o homem não tendo coragem suficiente para encerrar o relacionamento falido, seja por pressão social ou afetiva, vai levando aquele lar em conjunto com outro. Isso gera casos comuns em que a esposa só descobre a outra família do sujeito no dia do velório dele.
A traição pode funcionar para o homem como uma saída. Dessa forma, quando ele não consegue ser suficientemente corajoso para enfrentar o sofrimento, ele pode buscar numa traição cheia de percalços e frustrações, a saída final. O cara não quer acabar com a relação. Ele torna-se vítima de sua própria atitude, expondo a parceira ao escárnio social. A mulher, vendo-se pressionada pela família, amigos e sociedade, é forçada a tomar a decisão de separar-se do homem como única maneira de preservar sua honra. E fará isso, mesmo que ainda ame o sujeito fraco, só para salvar as aparências. Não tendo peito para largar a própria mulher, o sujeito torna a vida a dois tão insuportável a ponto da mulher tomar a iniciativa por ele.

5- Homens traem por vingança.
O homem pode querer trair como forma de se vingar de uma mulher. A sensação de ser traído para o homem tem um peso forte e é algo capaz de derrubar a auto-estima do mais egocêntrico dos seres. Buscar uma outra mulher para “dar o troco” na amada é algo comum em homens inexperientes e jovens. Um homem pode se vingar traindo a parceira por motivos ridiculamente banais. Já vi amigos resolverem trair as namoradas apenas pelo fato delas terem ido ao “clube das mulheres” com as amigas. Para o homem, a mera imaginação de que sua parceira obteve uma migalha sequer de desejo por um outro macho é insuportável. E no clube das mulheres, o padrão de macho é o padrão de perfeição máscula do inconsciente coletivo masculino: sujeitos altos, fortões, com queixos quadrados, físico de marombeiro e sexo de dimensões avantajadas. Tão avantajados como jumentos.
Este pensamento corrói o homem por dentro. É um fantasma. O cara começa a delirar que a mulher subiu no palco, que acariciou o membro “gigante pela própria natureza” do galalau e dançou aquela sensual rebolada com o cara lá… Por mais que sua mulher diga que apenas assistiu sentada o show, ele terá total certeza que ela mente para encobrir seu outro lado. Sua outra face. Este cara, que divide todas as mulheres do mundo em dois grandes grupos (santas e putas) vai se desesperar. O cara ficará transtornado e obcecado pelas próprias idéias.
Resolve sair pegando geral para “restituir sua honra, supostamente perdida ou arranhada” o que nos leva de volta ao tipo de traição número 3, e dar o troco na mulher.
No fundo no fundo, tudo está diretamente atrelado a fraca auto-imagem que o homem tem de si mesmo, associado com ilusões sobre as expectativas que a sociedade constrói ao seu redor. Quem são os heróis masculinos? Como eles se portam? Os galãs das novelas das sete costumam refletir um idealismo popular do homem primal, fortemente sexual. Não é a toa que as novelas das sete, na TV Globo, são marcadas por histórias nas quais os homens estereotipados trocam de parceiras a cada capítulo. E isso continua a se perpetuar na sociedade. Veja por exemplo em Shrek. Neste filme voltado ao público infanto-juvenil, um feioso ogro se vê às voltas com uma bela princesa apaixonada por ele. Tudo parece contrariar o princípio do idealismo masculino. O feio ogro vai pegar a gatinha princesa. Mas… Opa! A princesa vira uma Ogra! Ah, agora sim. Feios com feios. E viva a igualdade.
Shrek reforça o ideal socialmente aceito de que só os “heróis” tem o direito de se darem bem. O que sobra é a lição de que só se é feliz sendo herói. Ou macho alpha.

Hoje em dia, está cada vez mais difícil viver uma vida a dois, sem trair. Isso se deve a diversos fatores. Um deles, e talvez o mais curioso, seja a liberação sexual feminina. A mulher conquistou bastante espaço nas últimas décadas. Elas são cada vez mais e ganham cada vez melhor. Estão em todos os mercados e querem mais. O tempo em que as mulheres eram passivamente escolhidas já se foi. Hoje elas escolhem e vão à caça como os machos sempre fizeram. Isso assusta alguns homens mais tradicionais. Mas o resultado prático é que a liberação sexual acontece cada vez mais cedo, e as meninas estão partindo para cima, chegando nos garotos e propondo coisas que suas avós nem sonhavam em falar com os maridos. Outro fator que potencializa isso é que existem mais mulheres que homens. Principalmente nos grandes centros urbanos. Mais mulheres que homens significa uma disputa clara pelos machos. Entenda esta disputa como uma guerra por roupas sensuais, atitude, maquiagem. E não só isso. Há também o golpe da barriga pra segurar o cara. As armas femininas clássicas. Com menos homens, uma mulher acaba tendo que tirar o homem que deseja da outra.
A tecnologia deu um empurrãozinho nas coisas. Antigamente, quando eu era guri, se um menino gostava de uma menina, ele tinha que se expor suficientemente para ser notado. Precisava pegar na mão da menina. Precisava se arriscar.
Eventualmente para os mais tímidos, como eu, não havia lugar ao sol. O que nos obrigava a desejar meninas impossíveis. Eu perdi a conta de quantas cartinhas de amor e bilhetinhos eu mandei para algumas meninas cruéis que só fizeram me zoar.
Hoje é o tempo do “já é ou já era?”. Existe MSN, existe Orkut, existe email e mais um monte de outras maneiras tecnológicas de uma aproximação sem risco. As meninas estão sendo educadas pela Tv, seja em maior ou menor grau. Isso está afetando diretamente o comportamento delas com os meninos. No meu tempo, convinha às meninas ter receio dos garotos. As meninas e meninos não brincavam juntos. Falar com uma menina era cruzar um enorme abismo social. Sabe o Calvin, o menino que tem um tigre imaginário? Calvin e sua relação de amor e ódio com Susie, a vizinha e colega da escola, reflete esta dualidade, vivida naturalmente pelo autor Bill Waterson na sua infância. É o retrato de uma época. Eu vivi isso.
Os meninos de hoje convivem com as meninas de modo muito mais natural. E isso é ótimo.
Não há nada de mal em conhecer pessoas. A prova disso é a enorme quantidade de relacionamentos virtuais que algum dia acabam se tornam reais.

O problema é que a aproximação mais fácil e com as relações mais próximas (não necessariamente mais francas) o assédio aumentou.
A traição em si, no contexto direto da palavra, não precisa estar associada a fazer sexo com outro que não seja o parceiro oficial. O termo adquire conotações de maior ou menor extensão de acordo com quem o utiliza, e claro, com que objetivo.

Tenho amigas que consideram traição o parceiro ver mulher pelada na Internet.
Qualquer pessoa que navega na Internet por algum tempo sabe que é extremamente difícil passar incólume à pornografia digital. Então, na ótica da parceira, este cidadão, coitado, é um traidor contumaz. Mulher pelada em revista dá no mesmo? E encarte de sutiã?

E assim, a relação começa a virar um jogo de baseball, cheio de regras esquisitas.
Se por um lado tem aquelas mulheres hiper-possessivas que vigiam o celular, o email e tornam-se exímias futicadoras no histórico do MSN, lixeira e arquivos temporários do Explorer, existem por outro lado, os relacionamentos chamados “abertos”.

Confesso que relacionamentos assim são meio misteriosos para mim. Os dois lados admitem ter aventuras extraconjugais e ainda assim continuam juntos. Complexo.
Uma receita potencialmente explosiva quando entre um dos dois está alguém ciumento ou possessivo. Ainda mais curioso, são os casais “liberais”. Geralmente o termo casal “liberal” é mais amplo no sentido da sacanagem do que o do casal “aberto”. No senso comum, casal liberal também pode ser conhecido como casal “libertino”. Neste caso, o casal opta por uma saída a dois para a realização de desejos sexuais mútuos. Existem casas e ambientes específicos para ménage e troca de casais. Muitas vezes, isso acaba se resumindo em sexo na coletividade. Uma vida conjugal nesta estrutura de relacionamento é bastante difícil. A confiança deve ser mútua e forte suficiente para que não haja possessividade. O casal liberal tem que viver sob a égide de que existe sexo sem amor. Do contrario, isso não funcionaria.

Dicas para se manter fiel a sua parceira


Ao longo deste texto, vimos que existem muitos motivos pelos quais o homem trai. Nunca foi tão difícil manter um relacionamento estável quanto hoje. A tecnologia, a liberação feminina, a cultura de massa, o número maior de mulheres do que o de homens na sociedade, tudo isso colabora de maneira preponderante para que o sujeito acabe dando uma “escorregada”, uma “pulada de cerca”. Coisas que podem abalar ou mesmo destruir um relacionamento.

O homem é vítima de uma sociedade machista que se estruturou em ideais irreais, resultando em homens que não sabem direito o seu papel. Hoje, o que temos aí, são muitos homens com uma auto-imagem fragilizada.

Ser fiel a sua parceira não é e nem será uma coisa que se aprende de uma hora para outra. É um exercício. Um investimento. Requer trabalho. Concentração.
Para ser fiel a uma mulher é preciso antes de tudo amá-la. E amar a si mesmo. Ter conhecimento sobre seu papel na relação e na sociedade. Não há receita pronta nem fórmula mágica. Existem relacionamentos de todos os tipos e maneiras. Cada um afetará de modo diferente o comportamento de ambos. O que eu posso dizer apenas é resultado de uma observação de casais amigos e do meu relacionamento com a primeira dama, que vai muito bem em nossos 8 anos de casamento, e 12 anos de relacionamento:

1. Experimente
Cada mulher é diferente da outra. Você nunca vai achar duas iguais. A mulher é um produto direto de outra família. Outra estrutura de amor e poder diferente da sua. Olhando de fora, é incrível que algum casamento possa dar certo. Francamente, as chances de sucesso são mínimas. Mas em alguns casos dá certo. E isso é o milagre da vida. Para saber se aquela pessoa será uma boa companhia para você, só há um jeito: conviva com ela. Experimente. Veja como você se sente com ela. Este é o momento de testar, experimentar e correr riscos. Quem não corre riscos e não experimenta o suficiente nesta fase da vida, poderá querer fazer isso depois. E isso pode ser bastante desgastante. O problema nesta fase é que as opções são muitas. O cardápio é extremamente variado. A inexperiência depõe contra você e o resultado é uma confusão mental. Namoros muito longos, quase relações estáveis aos quinze anos. Paixão e amor são coisas parecidas e ao mesmo tempo diferentes. Erre. Esta é sua chance de errar. A grande vantagem da juventude é poder errar. Ter carta branca para cometer todos os erros que puder. Sofra também. O sofrimento te ensinará muitas coisas importantes para o futuro.
A fase da experimentação é muito boa. Talvez por isso, haja tantos “solteiros convictos” tentando manter-se nesta fase pelo resto da vida.

2. Escolha bem
Pense. O que você quer? Ser feliz? Ter prazer? As coisas da vida têm preço. Tem casos em que você se vê entre a cruz e a espada e você precisa avaliar o que tem e o que poderá obter. Muitas vezes vinte minutos ou seis horas de prazer custam caro demais. O problema é que é difícil pensar nisso quando o tesão se instalou. Eu sei. O homem, mais do que a mulher, é uma criatura imediatista.

3. Escolheu, aproveite
Meu pai tem uma metáfora interessante para o casamento. Casar é como comprar um sapato. Você anda, olha vários. Uns bonitos, uns feios. Bonitos desconfortáveis, feios confortáveis, medianos, caros e baratos. Finalmente você escolhe um. Paga e fica feliz com ele cinco minutos. Daí volta a andar na frente das vitrines para ver o que deixou de levar.
Não olhe. Escolheu, retire-se do shopping. Sempre vai ter um sapato melhor do que você escolheu. E se não tiver, você já está com o melhor, então para quê olhar vitrine? O problema com muitas pessoas é que depois de casarem-se ou unirem-se de qualquer maneira, continuam pelas ruas, olhando as vitrines e experimentando outros sapatos. Isso é comum em pessoas com problemas psicológicos. Tem gente que nunca estará satisfeito com o que tem. A explicação é que essas pessoas buscam lá fora o que desejam ter dentro de si. Dê uma chance a si mesmo para ser feliz e fazer o outro feliz. Escolha seu sapato e fique com ele. Fique feliz. Ou então mude de sapato. Mas mude com convicção.

4. Não se exponha
Quando sai tiroteio no morro, todo mundo se abaixa. As pessoas saem acelerando seus carros na contra-mão. Alguns pulam atrás de muros, escondem-se. O ser humano é esperto. Ele faz isso porque não quer levar um “teco”.
Agora pense.
Você tem um relacionamento sério com uma pessoa. Surge uma “amiga” que é uma paquera super gostosa da faculdade, que acabou de se separar e te chama para tomar um inocente choppinho depois do trabalho. Você pensa em dizer para sua parceira que vai tomar uma birita com “amigos” depois do expediente.

Isso me soa como um sujeito pintar um alvo no peito e sair saltitando com um megafone gritando: –Atira em mim!” Em mim!!!! – Enquanto pula em pernas de pau, no meio de um tiroteio na favela.
Se você não quer ter aporrinhação, evite a situação. Use a cabeça de cima.
Se for inevitável, use a situação a seu favor. Leve sua parceira e de quebra aquele seu amigo que não arruma namorada. Ela verá seu empenho em manter-se longe das tentações da carne. Quem sabe você até arruma a vida do seu amigo?
Depois que eu casei, nunca mais fui em uma balada. Isso significa que eu morri? Não. Significa que eu sou inteligente o suficiente para evitar o caminho da tentação. Sei que nas baladas as pessoas estão com a sexualidade à flor da pele. Muitas pessoas estão ali para caçar. “Macaco velho não bota a mão em cumbuca”, sacou?

5. Seja honesto
Ser honesto é admitir sua fraqueza. Admitir que não é o super-homem. O pegador cachorrão. Admita que ama a sua parceira. Caso a ame. Nunca, nunca mesmo, iluda uma mulher nesse aspecto. Você só vai se ferrar. E empenhe-se, empenhe-se ao máximo para corresponder aos anseios dela dentro dos seus limites. É muito mais difícil conquistar várias vezes uma mesma mulher do que conquistar várias mulheres. Infinitamente mais difícil.
Seja dedicado. Mas não seja um capacho. Não perca o mistério. Mantenha-se fiel e emocionalmente confiável. Isso é muito difícil, mas possível. Não minta. Não seja um covarde. Não seja um canalha. Converse francamente. Pode ser difícil. Homens costumam ter dificuldade em tratar de assuntos excessivamente emocionais. Eu mesmo tenho um mecanismo de distração bizarro. Se algo me irrita, eu fico caladão. E dali a dez segundos, vem na minha cabeça uma coisa interessante ou uma idéia incrível de roteiro. É chamado de fuga para a fantasia. Para as mulheres, o silêncio é uma merda. Elas se sentem ameaçadas por frases lacônicas. Daí vem querendo conversar. Muitas vezes, quando a minha vem querendo conversar, eu já esqueci o motivo da raiva e estou pensando em carros que voam ou raças alienígenas. Discutir relação é e sempre será um saco. Homens detestam discutir relação. Se você souber levar a vida a dois, não terá que discutir a relação. Se bem que eu não conheço nenhum cara casado que tenha passado incólume a isso. Aceite discutir a relação como um fato da vida. É como trocar o óleo do carro ou dependendo da mulher, limpar a caixa de gordura. É um trabalho sujo, mas alguém tem que fazê-lo.

6. Aceite-a como ela é
Existem casais que separam-se rapidamente após casarem-se. Quando indagados sobre a razão da separação, muitos alegam que são “motivos particulares”. “Motivos particulares” costumam ser defeitos graves de caráter.
Em alguns casos, só separando mesmo. Este tipo de problema acontece quando você comete o erro de escolher mal o parceiro. Descobre depois de algum tempo facetas desconhecidas e muitas vezes insuportáveis da personalidade alheia. Não houve período de adaptação.
Isso é diferente de descobrir os pequenos defeitos de seu companheiro (a) e aceitá-los. Todas as pessoas têm defeitos. Não se iluda. Você não vai casar com a Virgem Maria. Sua garota terá problemas. Dê “graças a Deus” se eles não forem muito graves. Aceite sua parceira como ela é. Veja o lado positivo. Tendemos a ser pessimistas. Só olhamos nossos defeitos (e dos outros). Muitas vezes as qualidades passam batido ao nosso olhar.
É comum ver pessoas (muitas vezes mulheres) que entram num casamento com um discurso pronto. “ Eu sei que beltrano é assim, mas vou consertá-lo”. Para mim, o fato de alguém proferir esta frase ingrata, já liga o alarme de emergência. Eu cato o meu assento ejetor sob o banco, porque eu sei que isso é a receita da desgraça. Dificilmente uma mulher conserta um homem. O homem é o produto de uma vida inteira. É muita prepotência achar que sozinha ela vai conseguir desentortar o pepino depois de adulto. O que ela vai conseguir é encher o saco dos vizinhos com berros e pratos atingindo a parede no melhor momento das brigas do casal. Vai virar assunto dos porteiros: “Ih, lá vai a louca ciumenta do 801!”.

7. Para sempre o escambau!

A gente cresce ouvindo a ladainha no final das histórias infantis de que o príncipe (você) e a princesa (sua parceira) foram felizes para sempre. Essa frase é a maior sacanagem da infância. Milhares de meninas crescem com esta informação introjetada. Elas buscam o príncipe encantado na vida. E o melhor jeito de “chegar junto” nelas é bancando este cara. O problema é que nenhuma relação se sustenta com mentiras e cedo ou tarde ela vai dar de cara com quem realmente ela casou: você! Torça para que neste dia ela esteja de bom humor. Nenhuma relação é para sempre. O “para sempre” não existe. É um delírio ficcional. A realidade é que só Vinícius de Moraes está certo. “Que seja eterno enquanto dure”.
Apenas você e sua parceira podem trabalhar duro para manter acesa esta chama. E isso envolve desviar de fatores externos e internos ao relacionamento. Envolve confiança. Na verdade, o “sempre” depende de um dia após o outro. Dependendo de cada dia, um relacionamento pode durar anos ou acabar em poucos meses. Outra coisa, existem casamentos lentos e rápidos.
Já ouvi pessoas dizerem. “Meu casamento durou seis anos. Não deu certo.” Ora, como não deu?
Casamento é como comer num restaurante.
Tem um restaurante em Portugal onde você passa 12 horas comendo o almoço. Já no Habib´s você pode comer seu almoço em menos de três minutos. Com fome, em dois. E dos dois jeitos você não almoça?
Relacionamentos podem durar muito tempo e serem fracassados. O fracasso está em viver uma vida triste, ao lado de quem você não ama mais. Viver bem um, dois, três, sete dez anos e separar é sucesso. È descobrir que já viveu o que havia para viver ao lado daquela pessoa e dar chance a você e a ela de escrever uma nova história. Casamento não pode ser prisão, cercado de muros por todos os lados. Se o seu é assim, suba no muro, e ao menos seus olhos sentirão o sabor da liberdade.

8. Dinheiro e amor
Uma vez meu avô me ensinou a receita para estar casado há mais de 60 anos e feliz. Ele dava e continua dando o dinheiro na mão da minha avó. Só isso.
Eu acreditei. Meu avô nunca gostou de lidar com dinheiro. Existem algumas mulheres que são administradoras natas. Eu dei a sorte de encontrar uma assim. Pego todo dinheiro que eu ganho e dou para ela administrar. Uma vez contei isso para um aluno e ele falou em tom ameaçador: “Cuidado, hein! A mulher com dinheiro pode se sentir superior. Pode “montar”.
E eu fiquei pensando. “Montar”. Que termo curioso. Que figura de linguagem. Imaginei-me um burro com a patroa sentada em cima, batendo com o chicote: “Trabalha vagabundo”!!!
Na realidade o que acontece é um grande auto-conhecimento mútuo. Eu sei que não sou bom com contas. Ela sabe que é. Ela é extremamente esperta na administração financeira. Logo, ela faz isso. Para muitos homens, entregar a grana na mão da mulher e deixar que ela te dê o dinheiro quando você precisar, significa ter que pedir. Se humilhar. É abrir mão do dinheiro. Do poder. É se ver na situação frágil de dependência do sexo oposto. É estar à mercê da mulher e seus desejos.
Se vocês estão certos sobre seus papéis na relação, ela não fica afetada pelo poder. E nem você dá ataque de “Pit Bicha” por causa disso. Afinal, o dinheiro é dos dois.
Para um homem que paute sua auto-imagem masculina como “o provedor”, o “homem da relação”, aquele que detém o falo, o poder, isso é inaceitável. Geralmente esses caras ficam em parafuso quando a mulher ganha mais que eles.
Muitos homens têm tamanho afeto pelo seu falo social (o dinheiro) que nem contam às esposas quanto eles ganham. A massa das pessoas divide os gastos. Divide o orçamento do lar. O lar já começa dividido. É interessante pensar como algo que comece dividido possa gerar uma união. Eu nunca vi.
Meu avô costuma complementar o discurso de unir o dinheiro do casal numa economia do lar única com a frase: “Mulher de rua não gosta de homem sem dinheiro”.
Bem, naquele tempo dele isso era mesmo um fato. Hoje em dia o mundo está cheio de mulher que paga o motel. Mas elas ainda gostam do dinheiro e não vão ter o menor interesse em alguém que dependa economicamente de outra. Deixando a grana para minha mulher gerenciar, eu evito dores de cabeça com contas a pagar e posso me concentrar totalmente em granas a receber, que convenhamos, é bem mais interessante. É claro que isso não funciona com toda mulher. Eu dei sorte. Tem uns estrupícios por aí que se você colocar sua grana na mão delas, irão comprar toda a coleção de outono-inverno de bolsas da Luis Vuitton .
Neste caso, volte para a dica 1 e escolha uma mulher melhor. Ou fique sozinho, que é mais jogo. A maior furada que tem é uma mulher consumista.

9. Dedicação
Dedique-se, não empurre seu relacionamento com a barriga. Ele será melhor proporcionalmente à energia que você investir nele. Homens que só pensam em trabalho, mulheres que só pensam em trabalho, não têm como dar certo. Muitos casamentos acabam durante teses de mestrado e doutorado. Justamente o momento em que as pessoas direcionam toda sua energia para uma outra coisa e abandonam o parceiro à sua própria sorte. Nesse aspecto, a traição ocorre com facilidade.
Converse. Uma vez eu fui a um restaurante e como tenho mania de ficar olhando para as pessoas, vi um casal que não se falou durante todo o jantar. Comiam em silêncio. Isso é triste. É impossível para uma mulher sentir-se bem com um homem que não fala com ela. A mulher, ao contrário do homem, é absurdamente dependente daquilo que ela ouve. Já o homem é regido pelo que ele vê (isso explica porque revista de homem pelado é comprada por homem gay e não por mulher. Também explica porque uns caras muito feios conseguem mulheres bonitas).

10. Planos
Ter planos em conjunto é parte integrante de uma relação. Você tem que ser amigo, companheiro e cúmplice. E eu chamo de cumplicidade ter planos em comum. Se vocês juntam grana para comprar um carro novo ou apartamento, é sacanagem o cara pegar esta grana e comprar aquele vídeo-game de última geração sem antes conversar com ela e obter um acordo ou mesmo uma reformulação dos planos. A idéia de “quem tem o dinheiro é que manda” é uma idéia estupidamente separatista. Não compre carro nem casa nem nada gigantesco que afete seu balanço financeiro familiar sem conversar com sua parceira. Parece bobo e óbvio dizer isso, mas acredite. Estou falando com conhecimento de causa. Tem casais em que o cara chega em casa com um carro novo que ele escolheu, pegou o dinheiro da poupança dos dois e pagou a entrada. Ele chega em casa e mostra pra esposa que comprou. Dá um bolo de carnês pra ela pagar e ainda se irrita se ela reclama. Ter planos em comum é super legal. Se você estiver concentrado em obter pontos para os dois, não terá tempo para pensar merda nem ser afetado por lambisgóias aventureiras destruidoras de lares. Acredite, elas existem! Na maioria das vezes, são mulheres até bonitas, com uma auto-estima lá na unha do dedo mindinho, que para obter uma auto-afirmação de seu poder de sedução, ficam jogando charme para homens comprometidos para tentar abalar a estrutura do relacionamento dele. Só se dão por satisfeitas quando os homens largam tudo para ficar com elas. O problema é que aí acaba o interesse e elas partem para outro, que seja mais difícil, deixando seu rastro de destruição atrás de si.

Bem, não tenho muito mais o que dizer além disso. Você terá que contar com a sorte em muitos momentos. Uma dica é observar analiticamente a relação de sua sogra com seu sogro. Ela dará algumas pistas de como sua futura esposa poderá ter introjetado a relação marido-mulher. A história humana tende a se repetir em ciclos. No entanto, isso não significa que a filha de um casal separado invariavelmente naufragará no casamento.Talvez isso até a ajude a compreender os erros mais comuns e não cometê-los. Mas se a sua sogra é uma megera indomável que enfia a pancada no seu sogro, pense bem antes de mergulhar de cabeça nessa família.

Boa sorte.


dica: Leia mais no Mundo Gump

Pessoal, os meus posts são grandes, e muita gente costuma ler rapidamente. Assim, ficar passando aquele monte de texto é algo meio chato.
Então eu vou passar a adotar o sistema de “Continue Lendo” onde tudo que você tem a fazer é clicar no link “Continue Lendo…” para ver o resto da postagem. Não clicando, você só vê o resumo e a página inicial fica mais enxuta. Ok? (isso só vai valer pra post gigante)
Vamos ver se você entendeu. Clica aí no “Continue Lendo”.

Muito bem. Você passou na prova psicotécnica do Mundo Gump e poderá desfrutar dos textos mais longos no mundo dos blogs.

Projeto Boneco do John Locke – LOST – parte 7

esotilha Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7

Finalmente chegamos na base do boneco!
De acordo com as idéias que tivemos no post número dois do projeto John Locke, a base escolhida é uma base ambientada como parte do terreno da ilha, que pode ser colada numa base de madeira hexagonal ou cilíndrica.

Vamos ao passo-a-passo.

Primeiro, o boneco estava colado firmemente à base de MDF.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7Eu precisava tirar ele dali por dois motivos. Um é que o boneco vai ser duplicado e não dá pra duplicar ele com aquele discão ali. (dar até dá, só que vai gastar material inutilmente. )
E o outro motivo é que eu precisava tirar as medidas daquela base com certa precisão para criar a base ambientada.
Assim, eu fui até a caixa de ferramentas e peguei uma marreta. A primeira dama me olhou com os olhos esbugalhados achando que era mais uma das crises de ódio e que eu iria marretar o boneco todo…

Miniflashback, por favor!

Lá estou eu. Primeiro ano de casado. Tínhamos alugado um apartamento de cobertura. – Não não sou rico. na verdade era o contrário. na falta de grana que eu estava quando casei, acabamos conseguindo arrumar um apartamento de uma velha italiana maluca, que quando foi feito o prédio, deveria ser a casa do zelador. Mas o prédio não tinha esses luxos de zelador. Então eu morava lá no “cafofo do Ozama”, um lugar quente pra caramba, que pegava sol direto na laje (que era o teto do meu apê). Este apartamento tinha vários inconvenientes além das baratas.
Um deles é que as paredes eram duras pra caralho. Duras não… Algo tipo Adamantium!
Eu estava ali, todo maridão, todo tchã tentando colocar um prego, veja você… Uma porra desprezível de um prego para segurar o passa-fio da máquina de lavar.
A Nivea estava na cozinha. Eu tentava em vão colocar o prego de tudo que era jeito, mas cada movimento que eu fazia, soltava todos os demais pregos. Eu comecei a ficar puto. Senti que estava ficando meio verde, mas tentei me controlar.
Preguei um aqui e outro ali. Só que aí saíam todos e a parada toda despencava.
Eu comecei a ficar realmente puto…
Foi quando eu comecei a martelar com mais e mais força, pra ver se a porra da parede de aço resolvia furar.

Pá!

Acertei a porra do dedão. Bem no meio. No meio da unha.
Aí ferrou. O Hulk saiu, mané.
Eu virei uma criatura gigante na cozinha. Peguei aquela porra de máquina de lavar e taquei pela janela. Caiu num carro e explodiu. A vizinha aos berros gritava o marido. Surgiu um coroa com uma carabina velha e eu apenas rugi aquele berro de tiranossauro rex e o velho correu.
Lá em baixo, chegou um tanque de guerra. Apontou o canhão pra mim. E então, sem saída… Eu dei o incrível pulo do Hulk, sumindo na imensidão azul do céu.

Ok, ok. Viajei aqui. Na verdade eu peguei a porra do martelo e comecei a dar porrada em tudo que eu vi pela frente.
A Nivea ouviu o barulho ensurdecedor do meu: POOOORRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAA! – que predeceu a minha transformação no Thor!
Sim, no Thor! O Deus do trovão. Eu metia aquela merrda do jeito que eu queria na parede, no tanque… Era eu e o martelo e mais nada na minha frente. Meti aquela porra no tanque tantas vezes que praticamente DESTRUÍ o tanque, que era de alvenaria, do apartamento da velha.
A Nivea veio toda preocupada querendo me segurar e eu só falei: – SAI DE PERTO DE MIM QUE EU METO ESSE MARTELO EM VOCÊ!!!!!
-Ela como não era boba, (já primeiro ano de casamento) entendeu que isso era algo literal e não figurativo. Vazou, deu linha, escafedeu-se.
E eu continuei a porrar as paredes e o tanque. Até a raiva passar e eu voltar a ser o calmo e pacato David Banner.

Fim do mini-flashback.

… Então a Nivea fica digamos, meio apreensiva ao me ver decidido andando com uma marreta pela casa.
Mas eu estava calmo e apenas bastaram umas três batidinhas na base pro boneco soltar-se direitinho. Não quebrou nada.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7

Por baixo dos pés do Locke dava pra ver os pinos de fixação na base.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
Com um alicate eu cortei esses pinos.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
Depois fiz um teste e descobri que o Locke estava bem equilibrado a ponto de ficar em pé sozinho. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7

Aí começou o trabalho na base.

Peguei a base original do Locke e decalquei ela sobre uma folha de papel.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7Na folha, tracei a lápis os contornos da mochila, do porcão e dei um “ar” para colocar ambientação. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7

depois, tasquei massa ali em cima e comecei a modelar.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
A primeira camada foi só de enchimento, para fazer a cena mais acima do nivel da mesa.
Depois comecei a colocar mais e mais detalhes.
A terra foi feita de um modo bem curioso.
Peguei uma espátula e raspei a massa epoxi. O epoxi quando é raspado forma microfraturas que parecem muito com torrões de pedra.
Depois com a ajuda de uma escova de aço com cerdas finíssimas, comecei a fazer milhares de pequenas perfurações no terreno. Isso deu um aspecto muito legal de terra.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7

Com um dos meus instrumentais que tem uma forma de meia-lua eu fiz as pegadas do porco. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
Fiz até uma área recortada em baixo relevo para assinar a peça. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
Aqui dá pra ver bem os detalhes da textura da “areia”

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7

Com o Locke eu marquei a posição dele, deixando as pegadas como indicação para montagem dele na base.
Modelei também um monte de pequenas folhinhas e varias raízes, para dar um toque de chão da floresta. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
Fiz uns pequenos arbustos de musgo. Uma parte interessante do trabalho de modelar a base ambientada é que eu tenho que fazê-la já pensando nela pintada.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7E isso envolve esculpir certos detalhes para técnicas de pintura específicas, como aguadas e pincel seco.
Outra coisa que eu vou fazer, é plantar umas graminhas ali. Mas isso é efeito especial de acabamento. Só que eu tenho que prever isso já e então, vemos alguns furos na base na parte superior direita desta imagem.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7É ali que eu vou plantar o matinho. Folha a folha. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
Aqui tem mais alguns detalhes de raízes, pedrinhas, troncos e até uns cogumelos.
E uma visão zenital da base já ambientada.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 7
É isso aí. A parte de esculpir finalmente ACABOU. Agora vamos para a parte de duplicar nosso amiguinho John Locke.

Espero que vocês estejam se divertindo.

Projeto Boneco do John Locke – LOST – parte 6

Mais um update da escultura da promoção que vai te dar este BONECO John Locke.

Primeiro eu dei uma boa lixada na escultura, corrigindo a maior parte das impressões digitais.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6Usei duas lixas d´água uma A360 e outra A600. Também usei minha mini retífica em varias partes, para acelerar o trabalho.
Posso dizer sem medo de errar que lixar o Locke todo é a parte mais chata do processo.
Usei também uma escova de nylon na retífica para dar polimento em algumas áreas, deixando bem lisinho. Mas ainda assim, ficaram algumas imperfeições.
Quando eu achei que já estava bom de lixar, resolvi ir para as mãos do Locke.

Comecei perfurando um pequeno orifício em cada um dos antebraços para encaixar o esqueleto da mão. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

Para fazer o esqueleto da mão eu usei este fio de latão. O latão é um material bastante maleável. Bem tranqüilo de fazer a mão com ele.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Depois eu encaixei cada uma das mãos no orifício do respectivo antebraço e colei com
super Bonder. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Aí foi só esculpir a mão em Aepoxi por cima.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Dei uma ajustada também nos sapatos. Coloquei uma levantadinha sutil na ponta do pé esquerdo do Locke, para dar um up no movimento.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6Fiz algumas correções do drapeado e da camisa que estava meio exagerado demais. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

FAQUINHA

A faquinha foi uma das coisas mais trabalhosas nesta peça.

Comecei colocando um palito de dente para servir como guia por onde o cabo da faquinha iria passar. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6O problema é que esta mão da faca descolava toda hora. Uma merda. eu comecei a ficar puto e quase joguei o boneco pela janela. Mas respirei fundo e continuei até conseguir vencer a porra da mão safada.
Resolvi que seria mais fácil modelar a mão fora do corpo e só depois de seca colá-la no seu lugar.
Assim eu fiz.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6Esculpi a mão usando um longo cabo de pau de laranjeira (aqueles palitos de fazer unha que manicure usa) porque o pau de laranjeira era melhor que o palito de dente. Nós estamos habituados a ver e mexer em palitos de dente. Até brincamos de quebrá-los em pedacinhos no restaurante. Por mais “acochambrado” que você deixe o palito, ele sempre vai se denunciar pela escala. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Já o pau de laranjeira não é tão comum. Sobretudo os mais antigos que eram mais grossos. Eu tenho um saco deles, porque são baratos e muito bons para esculpir.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

Então peguei um pedaço de polyclay e alisei com um rolo. Em seguida assei esta chapinha de polyclay e nela desenhei a lâmina. depois com a retífica comecei a lixar a chapinha de polyclay até que só restasse a lâmina da faquinha. Colei com superbonder num encaixe do cabo. Em seguida esculpi a mão.
Aí depois que endureceu, eu colei ela no pulso. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Fiz o acabamento com umas bandagens que em alguns episódios o Locke usou. Isso ajudou a dar uma disfarçada na emenda do pulso.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

MOCHILA

Feita a faquinha, eu comecei a mochila. Fazer a mochila foi ainda mais gostoso que fazer o javali.
Tudo começa com esta folha de papel alumínio.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Em seguida eu amasso ela até ficar uma bolinha dura e compacta de alumínio amassado. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Depois eu cubro ela com Aepoxi. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

Coloco a bolinha numa base e começo a trabalhar os detalhes dela.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

Uma hora depois, ela está toda detalhada.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6

No meio do processo de fazer a mochila, eu resolvi fazer também o…

Como dizer isso sem parecer piada do Casseta & Planeta?

…PAU DO MR. EKO.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Então, quem não viu o episódio ainda, já era. Contei.
O Locke resolveu ficar com o Pau do Mr. Eko, onde estão inscrições estranhas e versículos bíblicos.
Deu um trabalho da porra, mas eu peguei uma agulha e escrevi no pau do Mr. Eko cada uma daquelas inscrições bizarras. Pelo menos as principais que pude ver em alguns frames da série.
Só dá pra ler com uma boa lupa. Espero que isso saia nas peças duplicadas, afinal isso deu um trabalho “de Chinês”.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Agora se eu ficar desempregado, já posso trabalhar escrevendo seu nome num arroz.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 6
Bem, é isso. Espero que você esteja curtindo. O próximo passo é o pior e mais cabeludo. Tirar esse puto dessa base para criar a base ambientada. Aí é onde cstumeiramente “a porca torce o rabo”.

ATUALIZADO – Acompanhe os posts seguintes:

A idéia
parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL

Projeto Boneco do John Locke – LOST – parte 5

Porcão.
Finalmente pude modelar o porco do mato morto pelo Locke.
O porco foi simples de fazer e relativamente rápido. Menos de 20 minutos de trabalho.
Comecei medindo o tamanho que eu achei que ele deveria ter. Na verdade eu queria um porcão gigante, mas isso geraria problemas com a base, a fôrma e também iria brigar pela atenção na peça. Então caí na real e aceitei a realidade de que o porcão era apenas um elemento decorativo.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 5
Comecei medindo e usando uma bolinha de papel alumínio para economizar material.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 5Cobri a bolinha com polyclay e assei.
Em seguida recobri o policlay com Aepoxi e fiz os detalhes.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 5 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 5
Fui dormir e no dia seguinte, estava duro.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 5
Note os intestinos para fora. Gore!!!

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 5
Chegou a dar vontade de comer linguiça.
É isso. Espero que gostem.

Amanhã: A faquinha!

ATUALIZADO – Acompanhe os posts seguintes:

A idéia
parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL

Page 28 of 32« First...«2627282930»...Last »