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Assassin´s Creed: Viciei

Sábado eu fui visitar a minha sogra e meu cunhado me mostrou um jogo lá chamado Assassin´s Creed. Desde Far Cry que eu estava sem jogar um bom jogão e nem sabia que este game já tinha pra Pc. O Rodrigo me emprestou e eu VICIEI naquele treco. Ô jogo bom.

A história é bem bolada. Rola todo um background histórico no tempo das cruzadas, com cavaleiros templários, monges, castelos e reis… Os gráficos e animações estão com aquela qualidade “não é possível”. Dá uma olhada só nos screenshots do jogo.

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Eu sei que parece estranho este sujeito todo moderno aí em cima, mas a verdade é que o jogo funciona nas memórias ancestrais registradas no DNA desse cara.

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O personagem principal sobe e trepa em lugares como paredes, muros telhados, beirais, muitas vezes fazendo saltos suicidas no melhor estilo Prince of Persia. Porém, Assassin´s Creed é mais fácil que este último, o que torna a jogabilidade mais legal na minha opinião.

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Em muitos momentos você esquece que está jogando e sente que é um filme. Mas aviso logo que este jogo tem que ter placa “cavala” para rodar legal. Para uma experiência “sem problemas”, é preciso uma CPU com dois núcleos de 2,2 GHz e uma placa de vídeo similar em desempenho a uma ATi HD2600 ou uma GeForce 8600. O mínimo é um Pentium D de 2,4 GHz ou um AMD X2 Athlon 3800+ com uma placa de vídeo com suporte a Pixel Shader 3.0 (ATi X1300, GeForce 6600 ou superiores). Imagino o que deve ser este treco com directX10 ou mesmo em um playstation 3…

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O crowd (população das cidades) funciona super bem, e cada um dos cidadãos parece ter uma cara diferente.

Eu achava que nada poderia se comprar a God of War, mas vejo que me enganei. Assassin´s Creed não supera, mas é algo muito bom comparado com o sem noção do God of War, que infelizmente, não existe para Pc. Joguei sábado até as 4:00 da manhã e no domingo o dia todo. A merda é que o jogo do meu cunhado era pirata de uma versão que vazou da Ubisoft antes do lançamento oficial. Como resultado, ao chegar na cidade de Jerusalém:

Pã! Este programa executou uma operação ilegal e será fechado.

Eu sei que até existem gambiarras para fazer rodar a cidade de Jerusalém (em russo) mas é tão complicado de fazer e precisa baixar um patch de mais de um giga que me desanimou legal.

Mas fica a dica. Assassin´s Creed é um jogo bom pra danar. Mas evite a versão pirata antiga, porque senão você corre o risco de se frustrar que nem eu. O meu tá cheio de bugs, mas isso não tira o brilho do espetáculo visual que é Assassin´s Creed.

Viking Warrior parte 4 – Construindo o Viking

Oi pessoal. Eu sei que vocês já devem estar de saco cheio de tanto falar em bonecos e esculturas e etc. Mas não tem jeito. Aqui vai mais uma etapa da peça Viking Warrior.

Depois de um tempo sumido, estou de volta com mais um capítulo da série, onde eu vou mostrar em passo-a-passo a construção de uma escultura que se resume a um viking lutando e despencando com um monstro do alto do pico de uma montanha, em meio a neve.

Após a construção do monstro, eu começo a fazer uma estrutura humanóide de arame. Esta estrutura não é detalhada, mas serve para definir a pose. Depois de definida a pose eu construo um esqueleto melhorzinho.

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Só testando a posição. Este ainda é um proto-esqueleto do boneco.

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Definida a posição, eu faço o esqueleto oficial. A diferença entre os dois é meramente a tensão do arame e as dimensões.

Para ficar certinho, eu uso uma referência anatômica impressa na escala do boneco, onde tranço de arame as partes seguindo as dimensões da figura.

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Como eu queria um monstrão bem maior que o cara, fiz uma estrutura um pouco menor que a do monstro. Em seguida, usando um alicate de bijouteria eu dobro as juntas deste esqueleto para a posição que desejo.O passo seguinte, foi espremer uma quantidade de apoxie em volta da estrutura de arame para dar uma certa resistência a ela. Como o apoxie, como toda massa epoxi é pesada, eu usei apenas a quantidade necessária para que o boneco ficasse firme.

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O lance é que numa peça em balanço como esta, eu tenho que deixar o modelo o mais leve possível, já que ele vai se apoiar no monstro, que já está bem pesado.

Após a base de aepoxie eu coloquei um pouco de volume usando polyclay macia.

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Quando chega a hora de modelar a cabeça, eu usei a poliart doll.Esta é uma massa polyclay traslúcida da MSFX que parece bastante com a supersculpey, tanto na capacidade de obter detalhes quanto na cor.

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O Leo fabrica duas linhas dessa massa, sendo a poliart doll pele de bebê e a pele de fada.

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Eu fiz uma mistura de poliesculp bege com poliart doll bebê e fada, mas um resto de super sculpey que eu tinha em casa para obter uma massa mista e ver no que dava. O resultado dessa mistura me agradou bastante. O passo da escultura foi simples. Peguei uma porção da massa e fiz uma bolinha. Sobre ela tracei as linhas dos olhos nariz e boca. Com um instrumental de dentista eu vou adicionando e retirando minúsculas porções de massa. Os olhos eu fiz com bolinhas de poliesculp, que endureci com o secador de cabelos. Eu resolvi experimentar uma nova técnica de olhos nesta peça. Em vez de fazer os olhos totalmente separados como no lobisomem, eu fiz as esferas separadas, mas deixei a parte frontal plana. Minha idéia (que eu não sei ainda se vai dar certo ou não) é depois de pintar a peça, aplicar uma gota de resina gelificada ali para formar o cristalino só no fim de tudo. Isso porque o olho do lobisomem demorou muito pra endurecer e eu queria ver logo a peça pronta.

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Após modelar a cara do viking eu aplico minhocas de massa na cara dele para blocar a barba.

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O passo seguinte é aplicar o cabelo nele.

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Aqui vemos a cabeça já espetada na estrutura básica do corpo.

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Com amassa translúcida eu fiz uma série de ajustes, aumentando um pouco a massa muscular do boneco.

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Sob a calça grossa de couro do viking eu coloco um tipo de pino de arame mais grosso. Este pino sobe por dentro da perna até mais ou menos a altura do joelho. A função do pino é ajudar a ancorar o viking sobre o monstro, sem ficar bambo.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Eu também uso um esquema similar nas mãos. Ele tem dois arames finos passando em cada mão. Este arame serve para formar a massa quando eu esculpir os machados.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Eu fiz um tipo de saiote de couro que protege uma saia maior de tecido de lã. O saiote de couro é trabalhado com arabescos celtas.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Como todo viking que se preza tem que ter uma trança no meio dos cabelos, eu coloquei uma também no Varmod.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

O couro das botas dele será feito em massa.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Por isso, eu modelei usando uma faquinha afiada milhares de cortezinhos paralelos. O efeito final engana o suficiente, parecendo pêlos mesmo. Costuma funcionar bem este tipo de textura se a pintura ajudar. Espero que isso “funcione” nesta peça, porque nela vamos ter pelos de verdade, sintético e pelos esculpidos, como estes aí.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Para enfatizar o aspecto assassino do monstro, eu resolvi fazer aqueles cortes no melhor estilo “Conan versus criatura das trevas”. Quem curte Conan sabe como é, são sempre três cortes paralelos, em geral nas coxas, ombros ou muque. Até mesmo o Bruce Lee em “Operação dragão” usou isso.

bruce lee enter the dragon Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

É clichê, eu sei. Mas também é legal e funciona bem com este tipo de escultura.

O passo seguinte é usar uma broca diamantada para perfurar o monstro no ponto de contato onde eu colocarei o pino de fixação do viking.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Tudo o que eu precisei fazer foi colocar o viking na posição que eu queria e usar uma caneta de retro-projetor para marcar no monstro o ponto da perfuração. Só que não é tão simples. Como a perna do Viking estava em ângulo o arame não desce reto. Com isso o ponto de perfuração não é exatamente onde a ponta do arame bate, mas sim onde ocorre o contato do tornozelo dele com a barriga do monstro.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Graças a este pequeno detalhe, eu tive que furar duas vezes. Mas no fim das contas foi até bom, porque por uma fração de poucos milímetros na posição, o arame não entrava onde devia. Eu apertei um pouco e finalmente os dois pés do viking entraram nas suas posições de forma bem justa, e com uma certa pressão. Isso deixou o boneco super firme. Nem precisei usar cola.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Depois, com o clássico aepoxie da fxarte, eu modelei os pés do viking.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Também modelei os cabos para os machados.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

O cabo dos machados não tem segredo algum, sendo apenas minhocas de epoxie com cortes longitudinais para formar os veios da madeira. Depois, usando referências de antigas armas vikings reais eu modelei a cabeça do machado. Modelei sobre a tampinha de polietileno da apoxie mesmo, porque epoxi não cola em polietileno, tornando facil remover ela do plástico para modelar depois a outra face.

 Viking Warrior parte 4   Construindo o Viking

Depois de feito o primeiro machado e endurecido o epoxie, eu fiz uma marcação com a caneta de escrever em CD, decalcando a forma do machado na tampa da embalagem. Isso garantiu que o segundo machado não ficasse muito desproporcionado em relação ao primeiro.

Cada machado é feito duas vezes, pois só dá pra fazer uma face por vez. Outra vantagem deste processo é que dá pra colocar uma lâmina realmente afiada nele.

É isso aí. Espero que vocês estejam curtindo. Fiquem ligados aqui no Mundo Gump, pois a qualquer momento, vem a parte 5: A montanha.

5 Bons motivos para ir ao cinema

Existem muitos motivos que podem levar uma pessoa a entrar num cinema.

MOTIVO 1 – A perseguição.

Você está andando pela rua e começa a notar que existe uma pessoa te seguindo. Você entra em ruas, becos, lojas e avenidas tentando procurar um jeito de se desvencilhar da pessoa. Mas não tem jeito. A pessoa continua a ir justamente onde você vai. Os olhos fixos em você. A expressão vazia. Será um tarado? Será um maníaco? Será um desafeto antigo dos tempos da escola?

Você segue pensando para onde deve ir e se questiona se aquilo tudo não passa de apenas uma mórbida coincidência. Então você atravessa uma longa galeria a passos largos e no reflexo de uma vitrine espelhada, vê seu perseguidor à distância. Já do outro lado da galeria, você vira a esquerda e se depara com um cinema. Você não sabe que filme está passando, mas sabe que este é o único refúgio seguro. Você paga o ingresso jogando suas notas de qualquer maneira pelo vidro. A moça leva um milhão de anos para destacar o tíquete enquanto você sente a respiração ficar fraca a cada nova pisada daquela estranha figura no corredor da galeria. Em poucos segundos ele chegará ao final e olhará para o lado.

A moça te entrega o tíquete e você corre em desespero para a entrada daquele cinema. Lá dentro, tudo está escuro e os trailers começaram. Você força os olhos para encontrar algo mínimamente visível e tão logo encontra um lugar vazio entre dois casais, é lá que você afobadamente se enfia, torcendo para que numa cena clara, consiga distinguir aquela silhueta que acabou de adentrar o cinema. Será ele?

MOTIVO 2 – Atração fatal

Você está atrasado para aquele maldito curso de inglês. Aperta insistentemente o botão do elevador como se isso fizesse alguma diferença. Quando finalmente soa o sininho e a luz da seta do “desce” ilumina o corredor, você se depara com a mulher mais linda que já viu na vida. Ela abre um belo sorriso e você não consegue tirar os olhos daqueles maravilhosos seios que despontam sensualmente sob o vestido vermelho decotado. Ela pergunta seu nome. Você envergonhado responde, e meio afoito, busca saber o nome dela. “Sabrina”, ela diz, seguindo-se de um “muito prazer” que lhe parece bem mais convidativo do que nunca. A mulher tem um perfume maravilhoso e inebriante e tão logo você percebe, ela está olhando ávida para seus lábios. Você não sabe o que fazer. O elevador chega ao térreo e a porta se abre. Ois dois saem meio sem graça. Ela olha pra você como que lançando a última bóia, a última chance de salvação daquele encontro atípico em sua vida medíocre.

Você não tem tempo de pensar.

“- Quer ir ao cinema comigo?” Pergunta.

Ela apenas acena com a cabeça e desliza o braço suavemente ao redor do seu. Vocês dois atravessama rua. Suando frio, você paga duas entradas e adentra o templo da escuridão, para o início dos dias mais memoráveis da sua vida.

Motivo 3 – Contra-informação

Você está parado naquele poste durante vários minutos. Olha de um lado para o outro em busca de um sinal. O frio inverno russo faz doer cada osso do seu corpo, apesar do casaco de pele. Você acende um cigarro. Aquele mesmo cigarro que jurou que não ia mais fumar. A fumaça aquecida desce por sua garganta rumo aos pulmões. Um carro passa e pisca o farol. Você olha para ele. Lá dentro está um velho senhor. Ele passa por você olhando sério. Não há nenhum movimento. Nem sorriso, nem aceno coma cabeça. Apenas o olhar frio. O homem estaciona o carro e desce. Você está dando sua última tragada naquela guimba amassada enquanto o velho anda com a bengala na direção do cinema. Ele entra.

Você joga a guimba na lixeira e atravessa a rua. Compra uma entrada e e fica esperando uma cena clara. Quando ela finalmente acontece, você vê o velho parado lá atrás, nas últimas fileiras de um cinema quase totalmente vazio. Você caminha até ele e senta ao lado.

- Você trouxe a pipoca? Pergunta o velho aos sussurros. Em vez de responder, você pergunta ao velho se ele trouxe o drops. O velho pega a bengala e acionando um botão discreto. Ela se abre, separando-se em duas partes e revelando um compartimento secreto. Dali ele retira um microfilme e passa pra você. Você enfia a mão no casaco e retira um maço de notas russas. Entrega ao velho. Vocês se cumprimentam. O velho levanta e sai.

Você sorri sabendo que evitou a terceira guerra mundial.

MOTIVO 4 – Caça ao oculto

Depois de viver dez anos com uma bolsa de professor universitário, você se vê desesperadamente demitido. A universidade optou por alguém de maior renome e mais jovem que você. Talvez o fato de você lecionar parapsicologia, um assunto incômodo para uma universidade tão tradicional e respeitável tenha contribuído para sua demissão. Sem dinheiro, sem perspectiva, só lhe resta ligar para seus três colegas e marcar de afogar as mágoas no uísque.

Os quatro estão num pub, na maior fossa, quando um deles tem a brilhante idéia de criar uma empresa. Uma empresa de extermínio de radiações ectoplásmicas. Você sorri achando aquela idéia louca, mas concorda. Dias depois, vocês já tem um carro adaptado com sirene ridícula, uma sede caindo aos pedaços e roupas estranhas. Sem falar naquele comercial bobo na TV. Seu primeiro chamado é para investigar um estranho fenômeno num antigo teatro, agora transformado em cinema. Você pega os aceleradores fotônicos e sai do carro. Bem à sua frente está um cinema abandonado. Vocês quatro se entreolham, colocam uma mão sobre a outra e gritam: CAÇA FANTASMAS! Os quatro correm para dentro do cinema em busca de diversão. Segue-se um enorme pandemônio. Em poucos minutos, os três saem de lá segurando um equipamento fumegante. O que resta do cinema são apenas escombros queimados. Mas são escombros limpos de fantasmas, você argumenta.

MOTIVO 5 – Um filme bom

Você está em casa, ou numa lan house, ou na biblioteca da faculdade, ou ainda no trabalho. Você está em busca de algo diferente. Entra no navegador onde digita como sempre faz: www.mundogump.com.br

Tão logo você faz isso, a página é carregada e você vê um tópico escrito “5 Bons motivos para ir no cinema”.

O texto é grande, mas você resolve ler mesmo assim, esperando que seja mais uma daquelas aventuras palhaças do dono do blog. Mas o estranho é que são pequenos contos, pequenas histórias curtas sobre pessoas em diferentes épocas e lugares que vão ao cinema. Você não entende a razão daquilo até que chega no quinto motivo e se surpreende com o fato de que o quinto motivo está falando de você. Você não compreende direito o que se passa, mas mesmo assim continua lendo, tentando encontrar algum elo que faça tudo aquilo ali fazer sentido.

A verdade é que essas cinco histórias não fazem sentido. Essas cinco histórias são apenas uma maneira louca de convidar você para ir ao cinema, ver um filme bem legal chamado “5 Frações de uma quase história”.

 

cinco fracoes242 5 Bons motivos para ir ao cinema

Este filme, não tem nada, absolutamente nada a ver com as 5 histórias deste post, além do fato de que realmente se tratam de 5 histórias que ocorrem paralelas e em um certo momento se cruzam.

5 Frações de uma quase história é um filme de Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo e Thales Bahia. São cinco delas, cada uma dirigida e atuada por pessoas diferentes, mas que conseguem manter uma unidade em meio a tantas diferenças.

Neste filme Gump por natureza, que está sendo divulgado quase totalmente pelos blogs, veremos um fotógrafo obcecado por pés femininos; um homem que se projeta em situações vistas na tv; um apático funcionário público que recebe uma proposta de um juiz corrupto; um trabalhador de um matadouro com o casamento em crise e uma secretária desiludida no amor que sonha em se casar. Estas cinco personagens terão suas vidas modificadas a partir de um quente final de semana.

Além do filme ser nacional, ser muito doido e ter 6 diretores, outro bom motivo para você ir ao cinema ver este filme é que é o último trabalho do Jece Valadão e você sabe que o rei dos cafajestes merece este reconhecimento pelo conjunto da obra: Jece Valadão foi um dos grandes ícones do cinema nacional, tendo produzido, escrito ou atuado em mais de 106 filmes, como os clássicos Rio 40 Graus de Nelson Pereira dos Santos, Os Cafajestes de Ruy Guerra e Navalha na Carne de Braz Chediack. 5 Frações de Uma Quase História foi o seu último filme completo, onde ele fez o papel de Juiz Fortunato. “5 Frações de uma quase história” é o primeiro longa-metragem realizado pela produtora mineira Camisa Listrada. Vale muito a pena dar uma olhada.

Resumindo, “5 Frações de uma quase história” são 5 bons motivos para você ir ao cinema.

Como estudar no exterior de graça

Aí pessoal, recebi uma dica legal hoje e vou repassar pra vocês. A dica é como estudar no exterior de graça!

O segredo da parada é que já estão abertas as inscrições para as bolsas de estudo do ciclo acadêmico de 2009-2010 da OEA (Organização dos Estados Americanos). A iniciativa, desenvolvida pela AICD (Agência Interamericana de Cooperação e Desenvolvimento), oferece auxílios para estudantes interessados em fazer cursos de graduação e pós-graduação no exterior. Há oportunidades de estudos em países de língua inglesa, espanhola e holandesa. Brasileiros podem se candidatar até o próximo dia 30 de maio.

O benefício pode ser utilizado em programas presenciais e a distância, além da combinação entre ambos. A escolha pelo curso esta limitada às instituições de ensino dos países que pertencem a OEA.

(mais…)

Game – Jogando e ajudando o mundo

Gamers têm dedicado inúmeros anos de inteligência coletiva para resgatar princesas ou proteger o planeta contra invasões alienígenas. Esta semana pesquisadores da Universidade de Washington irão tentar tirar partido da tecnologia avançada dos games e seu aspecto lúdico para aperfeiçoar habilidades de fazer descobertas médicas, e se bobear, talvez até encontrar uma cura para o HIV.

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Um novo jogo, chamado Foldit, se transforma em um esporte competitivo de dobrar proteínas. Os níveis iniciais são tutoriais que ensinam as regras. O jogo usa as mesmas leis da física que a enrola e torce uma cadeia protéica em formas tridimensionais – chave para biológica para mistérios que vão desembocar em potenciais vacinas contra a doença de Alzheimer e outras.

Após cerca de 20 minutos de treinamento, as pessoas se sentem como se estivessem apenas brincando com um jogo digital, mas estão, na realidade, clicando com o botão do mouse em nome da ciência médica. O programa grátis está em http://fold.it.

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Popovi?, um professor associado de ciências da computação e engenharia que apresentou o projeto Baltimore, disse: “Nosso principal objetivo é ter as pessoas comuns jogando e, eventualmente, ser candidatos a ganhar o Prémio Nobel.”

Existem mais de 100000 tipos diferentes de proteínas só no corpo humano, de forma que cada célula, compõem o sistema imunológico e definem a velocidade das reações químicas. Já se conhece bastante sobre as seqüencias genéticas que formam as proteínas, mas sua organização geométrica ainda representa inúmeros mistérios para a atividade corporal.
Simuladores computacionais são usados para calcular todas as formas possíveis proteínas, mas este é um problema matemático tão grande que mesmo usando todos os computadores no mundo, seriam necessários séculos para resolvê-lo. Em 2005, Baker desenvolveu um projeto chamado Rosetta@home, em alusão ao projeto SETI@Home, que utiliza a capacidade ociosa de computadores domésticos de voluntários para ajudar no cálculo de organizações de proteínas. A adesão ao projeto foi de 200.000 voluntários, mas isso ainda não é suficiente. O problema é que à medida em que a cadeia de proteína se torna maior, torna-se mais difícil organizá-la e é justamente aí que os computadores falham.

“As pessoas, usando sua intuição, talvez possam ser capazes de chegar a uma resposta de forma mais rápida.”

Rosetta @ home e Foldit usam a o software de dobrar proteínas do sistema Rosetta. Foldit é o primeiro programa que oferece aos donos de playstation a possibilidade de trabalharem num projeto de importância mundial usando os avançados processadores de videogame. O jogo Foldit também difere do sistema clássico de jogos de computador interativos que usam a “capacidade de reconhecer imagens ou interpretar textos” dos seres humanos. Em vez disso, Foldit é focado nas capacidades naturais dos humanos em solucionar problemas tridimensionais.

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As habilidades intuitivas que tornam um bom jogador de Foldit não são necessariamente as que fazem um bom biólogo. Baker diz que seu filho de 13 anos de idade é mais rápido do que ele em dobrar proteínas. Outros jogadores podem ser ainda mais rápidos.

“Eu imagino que há um menino de 12 anos de idade, na Indonésia, que pode ver tudo isso na sua cabeça”, afirma Baker.

“Algumas pessoas são apenas capazes de olhar para o jogo e, em menos de dois minutos, já conseguem obter a pontuação superior”, disse Popovi?. “Eles não podem sequer explicar o que estão fazendo, mas de certa forma eles são capazes de fazê-lo.”

O jogo se parece com uma versão do século 21 do clássico game Tetris. Como Tetris, Foldit enche a tela com uma geometria multicolorida de cobrinhas. Uma equipe multidisciplinar que inclui uma meia-dúzia de estudantes de graduação e especialistas em diferentes campos, gastou mais de um ano para quantificar esse modo de tornar o jogo tão preciso e envolvente.
“Nós não sabemos qual o melhor resultado, portanto, não podemos ajudar as pessoas ou as pessoas em direção a dicas ou macetes”, explicou Popovi?. A equipe também não podia decidir arbitrariamente que fazer uma determinada jogada vale 1000 pontos de bônus, uma vez que a pontuação corresponde à energia necessária para manter a proteína em que forma.

Quase 1000 agentes já testaram o sistema nas últimas semanas, jogando de modo informal e utilizando proteínas com as formas já conhecidas.

A partir desta semana, os desenvolvedores do jogo irão abri-lo ao público, esperando que as pessoas comecem a brincar com proteínas de formas desconhecidas. Também a partir desta semana, os jogadores de Foldit irão se enfrentar em campeonatos entre grupos de pesquisa de todo o mundo, em um tipo de copa do mundo a ser realizada de dois em dois anos.
Foldit pode ajudar a solucionar problemas que aparecerão quando for necessário desenvolver soluções ambientais e médicas, criando novas proteínas sob medida para solucionar estes problemas, como enzimas que poderiam quebrar resíduos tóxicos, por exemplo, ou que possa absorver o dióxido de carbono da atmosfera.

Os computadores por si só não podem conceber uma proteína a partir do zero, mas permitem que um jogador faça isso através de seus recursos, ocultando áreas de uma cadeia proteica muito longa que não sejam interessantes, para que o jogador concentre-se nos movimentos mais importantes .

Os pesquisadores esperam que o jogo apresente uma saída para males como a malária ou HIV. Os jogadores tem o desafio de conceber uma proteína com a função de apenas bloquear o vírus e desactivá-lo. A proteína finalista será sintetizada no laboratório Baker’s e testada em placas de Petri. Os jogadores com mais pontos no ranking serão creditados em publicações científicas.
“Estamos tentando usar o poder do cérebro todas as pessoas ao redor do mundo para o avanço da investigação biomédica.”

Foldit inclui elementos de jogos multiplayer em que as pessoas possam jogar em equipe e bater papo com outros jogadores on-line, além de criar perfis. Com o tempo, os investigadores vão analisar movimentos dos jogadores para ver como os melhores players resolvem os enigmas. Esta informação será usada para aperfeiçoar o jogo.

A pesquisa é financiada pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada da Defesa, do Howard Hughes Medical Institute, Microsoft Corporation e Adobe Systems Inc., e através de investimentos da Nvidia Corp e da Intel Corp.

Fonte

Viking Warrior Parte 3 – Fabricando o monstro

Bom, pra quem chegou agora e não sabe do que se trata, eu resolvi fazer uma escultura e mostrar o passo-a-passo da criação aqui. Tudo começou com uma idéia, que virou roteiro e agora está virando escultura. Veja os posts anteriores:

A idéia

O roteiro

A estrutura de arame

Esculpindo o Monstro

Após estruturar a peça na base com arame, eu começo a cobrir a estrutura com epoxi. O epoxi tem duas finalidades aqui: Aumentar a rigidez da peça e funcionar como um enchimento, para gastar menos polyclay.

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O epoxi que eu uso é o aepoxi da MSFX.

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Eu já tinha falado deste material no post do Locke, mas volto a comentar que ele está anos-luz à frente das massas epoxi do mercado, como polyepoxi, durepoxi, etc. Essas massas são focadas no segmento de vedar canos e consertar pia. Então eles levam uma série de compostos e cargas grosseiras, como pó de metal. O aepoxie da MSFX é feito só pra escultura, por isso ele é mais fino e dá mais detalhamento. Eu me dei muito bem com este material e na minha opinião, é o melhor ítem da linha de materiais de escultura da MSFX. Mas eu sou suspeito pra falar, porque sempre gostei de trabalhar com massa epoxi.

Bom, aqui temos uma imagem que mostra o corpo da criatura sendo feito com aepoxi. Note que eu não estou preocupado com músculos nem grandes detalhes ainda. Isso é só o recheio.

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Feita esta etapa, após a massa epoxi endurecer, eu começo o (penoso) trabalho de misturar polyclay para cobrir a criatura.

Eu resolvi experimentar uma nova linha de massas polyclay da FxArte. O Leo me mandou uma caixa com diferentes materiais e massas para esta peça, e me deixou livre para escolher o que eu quisesse na hora de modelar.Eu resolvi usar a massa da linha poliart, que vem em pacotinhos individuais de uns 100g (eu acho, já que os que o Leo me mandou não tinha o peso na embalagem)

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Pelo tamanho e estilo, essa massa da linha poliart vai entrar no mercado de artesanato, pra brigar com a Fimo da Ebehard Faber e a massa T&C (toke e crie). Eu já testei as três e pna minha opinião, a Poliart é bem superior às demais. A Fimo ficou em segundo lugar, mais pela questão do preço, já que ela é cara pra caramba. E a T&C é borrachenta demais, pegando muito pouco detalhe. A massa do Leo tava bem dura no início mas isso é normal em polyclays.

Este tipo de massa precisa ser condicionada antes de usar. Condicionar a massa é basicamente dar porrada nela. Assim ela fica molinha e boa de modelar. Usei uma tábua de carne velha e uma marreta. Peguei dois pacotinhos coloridos de Poliart e bati neles com muita vontade até o ponto em que eles viraram uma massa amorfa verde escura. (a mistura das massas pode gerar efeitos marmorizados ou se você usar a marreta do Thor como eu, a cor derivada da mistura dos dois tons iniciais)

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Eu posso dizer que fiquei muito bem impressionado com esta massa aí. Nunca fui muito com a cara de massinhas coloridas, talvez por minhas más experiências com a linha sculpey (não confunda com a Super Sculpey, que é ótima) que ficava muito quebradiça… Sei lá. O que posso dizer é que a massa poliart é boa pra caramba, pegando bastante detalhes, e com uma enorme qualidade: Ela é leve! Isso faz um senhor diferencial neste boneco que está equilibrando-se num único ponto de apoio, desafiando a gravidade e ainda vai ter mais um outro boneco em cima.

Outra característica bem legal desta massa é que ela mistura super bem com a poliesculp. Eu usei a poliesculp macia. Realmente melhorou MUITO desde a última poliesculp que eu usei, no John Locke. Dessa vez a poliesculp não ficou esfarelando. Tá macia, super boa de trabalhar. Então eu resolvi usar o mostro como tubo de ensaio para as duas massas, para ver como elas se comportam separadamente e juntas. O resultado foi bom.

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Me surpreendi com a poliart porque ela fica bem leve mesmo. A resistência é boa também. pelo menos duas vezes mais resistente que a sculpey. A poliesculp, talvez por ser de uma linha mais profissional, focada num mercado mais exigente que o do artesanato, é mais pesada um pouco e muito mais resistente depois de assada. È a massa mais resietnte que eu já encontrei depois de assada. E isso é bom e ruim. Bom porque você sente segurança para fazer peças bem fininhas como cabelos e outros detalhes e sabe que elas vão durar muito. Mas a parte ruim é se você erra e assa a peça errada. Aí, meu amigo… Pra desfazer o pedaço e refazer, você vai suar! Eu tive que usar vários alicates dos mais ignorantes que eu tenho para cortar um mero pedaço de poliesculp já assado e fui bem difícil de cortar. A massa supersculpey é parecida com a poliesculp, mas depois de assada ela se quebra fácil (quando você usa um alicate) fragmentando-se em muitos pedaços. Mas a massa da FXArte usa algum tipo de plastificante sinistraço que endurece a parada de uma tal maneira que é impressionante. Eu acho que no fim das contas a vantagem de não quebrar acidentalmente supera o problema da dificuldade que o escultor vai encontrar ao ter que destruir alguma parte para arrumar.

Seguindo a estrutra bestial para o monstro (que não vai ser mais o urso polar) eu comecei fazendo um tipo de corpo de macaco enorme. Este corpo prevê um tórax grande, mãos enormes, brações compridos e pernas curtas. Seja como for, é um tipo de criatura das neves e então eu achei que teria mais a ver com um macaco pré-histórico monstruoso do que com um ursinho polar. Reconheço que ver fotos do ursinho knut me desanimou a colocar um monstro como urso polar.

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Dá pra inspirar algum monstro?

O knut desmoralizou meu mostrão inicial e eu parti para uma coisa bem feiosa mesmo. Cheia de dentes e garras.

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Eu resolvi colocar um pintinho clássico, quase barroco no monstrão. Escolhi um pintinho quase infantil porque um pintão a la John Holmes ia deixar a peça meio erotic-art. E o pinto pequeno talvez explique porque o monstro está tão bravo, hahahaha.

Eu coloquei também uma barriga proeminente, enfatizando com isso o aspecto selvagem da personalidade do monstro.

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Vou falar rapidamente sobre isso. Existem três estruturas básicas de personagens antagonistas. O cerebral, o peitoral e o abdominal.

O cerebral é aquele tipo cientista, que tem todo seu poder na cabeça.

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É um cara não raro careca, não raro raquítico, ou ainda doente, como o mum rá, como o mago Saruman, como o imperador de Star Wars, como os cientistas malucos… Ele mostra claramente que sua energia concentra-se na mente. Geralmente este tipo parece frágil, mas é o que arquiteta os planos mais malignos.
Já o personagem peitoral é um personagem valente, aquele que anda com o peito estufado, é um cara cheio de si, vaidoso, tipo Johnny Bravo.

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É como um leão. Ele impõe sua presença. É forte, é violento, é egocêntrico. (como o mum-rá transformado) Ele difícilmente é o inimigo máximo numa história, (tirando o Brutus do Popeye) sendo geralmente controlado ou manipulado pelo personagem cerebral para liquidar o herói ou seus amigos. Funciona bem como coadjuvante e muito convincente como capanga maléfico.

E existem os personagens abdominais, que são burros, estupidos e querem comer. São regidos não pela mente mas quase sempre por instinto.

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Seu corpo geralmente representa isso de maneira clara com uma projeção do abdômen e uma redução da cabeça. São como um touro, são geralmente os monstros clássicos, como minotauro, gigantes, e etc. Este tipo de monstro difícilmente é o inimigo maior, o antagosista principal, porque ele é burro demais para isso. É por esta razão que o monstro abdominal ocorre como uma barreira para o herói em sua jornada. Este tipo de monstro é como o Rancor, do Jabba. É como a criatura do gelo que tenta comer o Luke no planeta Hot. É como o Balrog ou como o troll das cavernas. Um tipo de monstro grande, forte e com miolos meio fracos de modo que o herói só pode vencê-lo se sair do campo da força física. (lembra do jeito como Luke dá fim ao Rancor?) Geralmente este tipo de monstro tem um comportamento de guardião de limiar.

Pois é. É comum que coisas grotescas assim tenham algum ponto fraco. Ou ele vê mal, ou não pode ouvir certo som, ou uma espadada nos espelhos ao redor, funciona como uma espadada nele… A função arquetípica deste tipo de monstro é operar como um tipo de “vestibular” onde o cara começa a luta como menino e sobe de nível, chegando mais perto de ser um verdadeiro herói só após vencê-lo.

Então este monstro é assim. Por isso, eu resolvi colocar pés de macaco deformados nele.

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Depois eu comecei a fazer a cabeça do monstro. Como eu estava trabalhando sem conceito, vendo onde a coisa ia dar na hora da escultura (uma coisa que não deve ser feita) comecei a criar uma cabeça com dentões enormes, como um tigre dentes de sabre, uma orelha que lembra a de um morcego e um tipo de nariz de canídeo.

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Mas eu não gostei muito dessa cabeça e resolvi fazer uma coisa mais direta. Mas monstrão mesmo e menos animal. Então aqui está a cabeça:

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Comecei com dentes grandes, projetados para frete bem no meio da cara e um tipo de nariz que diz claramente que o bocho é uma ameaça, já que este tipo de nariz só se vê em defuntos. Um par de chifrões quadrados dão o toque final.

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Eu usei álcool isopropílico para fazer o envelhecimento. A cabeça do monstro foi feita com um resto de SuperSculpey que eu tinha aqui.

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As mãos do monstro eu me inspirei naquelas mãos bizarras do Nosferatu do cinema clássico. Dedos compridos e unhas que fariam o Zé do Caixão morrer de inveja.

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Eu encaixo as mãos no braço do boneco com um pino de arame. Faço isso porque quando o boneco é colocado no forno para endurecer, a massa passa por um estágio mole. O pino de arame evita que o boneco desmunheque.

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Após terminar a parte de escultura do monstrão eu levo ele para o forno.

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O problema é que o bicho já ta no alto da montanha, com o braço pra cima, e isso ficou bem maior do que eu esperava. Assim, não pude usar minha clássica bandeja de pizza de 1,99 que eu uso para assar boneco, sendo obrigado a colocar a base de MDF direto sobre a chapa do forno.

Nos seis minutos iniciais, tudo estava normal, até que notei uma fumacinha saindo do fogão. Em menos de dois minutos, essa fumacinha virou um fumação snistraço. Eu mal conseguia respirar. Tive que correr pra janela.

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O vizinho bateu aqui na porta desesperado pra saber se tava pegando fogo na casa, hahahahaha.

Depois que eu desliguei o forno ainda ficou o maior fumação, mas foi diminuindo até que deu pra enxergar alguma coisa e tirar a foto acima.

O boneco estava intacto. Foi a base de MDF que virou tipo um carvão por baixo.

Espero que estejam gostando. Por enquanto é isso. Na próxima parte, Varmod, o viking.

Como perder a barriga? Fácil.

 

abs668 Como perder a barriga? Fácil.

Aprenda aqui como perder a barriga. Este exercício revolucionário foi testado por mim há 5 minutos atrás e funciona mesmo. Com certeza ele serve para homens e mulheres.

Tudo que você tem que fazer é tirar a camisa. Agora vá até um espelho e olhe para sua barriga de frente. Agora vire-se e olhe como ela é grande de lado. Horrível, né?

Então aqui vai o segredo para sua barriga sumir. É inacreditável.

(mais…)

Viking Warrior – Parte 2

Ok, pessoal, antes de tudo, peço desculpas por não ter atualizado o blog desde a noite de sexta. Eu não fui internado, mas a pedra está aqui no meu rim direito e de vez em quando ela dá sinal de vida e dói pra dedéu.

Mas voltando ao boneco, tudo começa do mesmo jeito de sempre. Até agora nós vimos a criação de figuras. Figuras são bonecos parados em bases. Elas podem até ser decoradas. Mas no geral, uma figura tem a função de mostrar apenas o boneco e não conta uma história. Esta escultura em particular é parte de uma história então ela não é só uma figura. È um diorama. Um diorama é uma espécie de maquete que mostra uma cena. Há um tipo de texto embutido na cena. Um diorama pode ter uma peça só, mas é comum que tenha mais de uma figura em algum tipo de ação. Os dioramas mais comuns são os militares, sobretudo os da II guerra. Mas existem também os dioramas fantásticos, como este que farei aqui.
Eu pego uma base de MDF com tamanho suficiente para a toda a figura. Neste caso, a base escolhida foi uma circular bem grande, de maneira que eu tracei com lápis sobre ela o tamanho exato da base final, que é toda trabalhada. Eu uso duas bases diferentes, porque isso facilita o trabalho. Uma é a que vai ao forno, cai tinta, cai cola, cai gesso, cai massa e o escambau a 4. A outra é a bonita que só entra no final.

Em geral eu costumo comprar bases para bonecos numa loja do saara aqui no Rio que fica na rua Senhor dos Passos (logo no início da rua, perto da uruguaiana) eu não sei o numero, mas é uma loja conhecida por vender caixinhas de madeira e tudo que você imaginar de madeira. Até garfo e faca. Lá vende umas bases para artesanato que quase sempre são mal acabadas, necessitando de algum trabalho extra de lixar e ajustar. Mas é barato, fica perto e para a maioria das minhas peças não comissionadas como esta aqui, dão pro gasto. O Leo da MSFX lançou na linha de materiais de escultura FX arte uma série de bases de madeira trabalhadas. As bases que o Leo vende são de melhor qualidade das que tem aqui no Saara. Mas eu não sei dizer muito sobre a questão de tamanhos. Neste caso, a peça estava prevista para ser grandinha e nenhuma das bases que o Leo me mandou coube a peça em cima. Aí eu apelei pra base vagaba mesmo.

Então, depois de traçar a lápis as dimensões da base final sobre a base primária, eu começo a fazer os furos (fig1) nela com minha mini-retífica. Note que eu fiz um monte de furos. Por que? Porque esta peça é complexa, envolve duas figuras em balanço negativo, apoiadas por um ponto mínimo de apoio. Daí a necessidade de estruturar a escultura com um sistema de retenção que divida o peso concentrado do boneco em diferentes pontos da base. O objetivo final é obter uma escultura que pareça desafiar a gravidade. Como a gravidade é uma constante aqui na Terra, não dá pra fazer milagres. Não há efeito especial que resolva, a gente tem que usar gambiarras para disfarçar os problemas e maximizar os efeitos.

Então, para a peça ficar em balanço, a melhor coisa é travá-la em diferentes pontos da base. Com um disco de corte, eu faço cortes na parte debaixo da base, ligando os furos. Estes cortes servem para encaixar o arame dentro. (fig2)

Isso previne que a base fique em falso com o arame passando em baixo. Em seguida eu enfio o arame pela parte debaixo da base, passando de um furo a outro. (fig3) e saindo as duas pontas pela aparte de cima da base. Com um martelo eu dou umas sutis porretadas na parte de baixo para o arame entrar na “caminha” dele. (fig 4)

Eu repito isso varias vezes. (fig 5)

Do outro lado, na parte de cima, vemos que há tipo uns cabelos de arame. (fig 6). Esta é a parte chata. Você tem que torcer este arame com alicate (eu uso alicate de bijouteria) pacientemente, deixando o mais tenso possível, já que é esta tensão que suportará o peso de toda a estrutura. (fig 7)

Repita este doloroso processo (eu fiz um buraco na mão com o arame). Tem que tomar MUITO cuidado ao manipular arames, porque eles gostam de acertar o olho. O arame SEMPRE tenta de machucar. Ao longo dos anos mexendo com bonecos e me machucando muito, eu percebi que isso é da natureza dele. Então eu não confio em arame. Esses materiais são malignos. Diabólicos.

Mas depois de trançar todos os arames, num trabalho que pareceu não ter fim jamais, eu consegui finalizar a parte básica. (fig8)

O passo seguinte foi juntar tudo isso e pentear as tranças de arame para cima e começar a esclpir no arame a estrutura final. (fig 9)

Como o viking vai estar em cima do monstro, eu só preciso blocar com arame o monstro. Então, ele é parte da base. E a base é a montanha. O segredo desta peça em balanço é que ela não pode desequilibrar. Mas se não houvesse a montanha, o efeito do balanço seria fraco e a peça ficaria instável. Colocar a montanha adiciona um bom efeito visual, dando um clima ao combate e me ajuda a esconder um contrapeso na outra extremidade que suportará o peso do monstro mais o viking pendendo do outro lado. (fig 10, 11 e 12)

Por enquanto, não dá pra visualizar claramente isso, já é só um amontoado de arame, mas à medida em que a peça for avançando, poderemos ver isso em mais detalhes.

Por enquanto é só. Amanhã tem a continuação: Viking Warrior – Esculpindo o monstro. Fiquem ligados.

vikingwarrior parte 1382 Viking Warrior   Parte 2

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