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O desafio de Juca
Lembra do Relato de um MIB? Aquela história ficcional sobe aliens no Brasil que eu inventei? Pois é. Vai passar no Japão e nos EUA. Aqui está a “perícia” do DoclottaLove. Ele clareou o video e viu que existe uma segunda cadeira, além de uma parede de tijolos. Isso fez com que ele tivesse CERTEZA ABSOLUTA que o video é real. 1- Alguém ligado as forças armadas havia me passado o video. Ele concluiu isso graças ao tal “Gustavo” que se metidou a investigar e me azucrinar, foi supostamente seqüestrado e acabou supostamente a sete palmos debaixo da terra. O que o Gustavo fez, expôs detalhes da minha vida, como o fato de que a minha mulher trabalha na Marinha, ligada ao Dept de Defesa Nacional. Doc mordeu esta isca e concluiu que isso explica o primeiro video do Juca ser real. 2- Quando a coisa pegou – possivelmente na cabeça dele porque ele, o fodão, o mestre da ufologia mundial, descobriu que o video era real e expôs para todo mundo ver – os caras que me mandaram o primeiro video do juca ficaram putos, pois aquilo colocava a operação deles descoberta. Eles me deram um aperto e eu fiquei muito, muito ferrado. Então, usando toda minha sagacidade “michaeljacksoniana”,criei essa conversa fiada de relato de um mib. Coloquei nos posts que tudo era ficcional, criei uma papagaiada de invasão no blog, no computador, fiz um monte de confusão, plantei informações falsas e gerei pistas confusas para os que investigavam, tudo isso como uma engenhosa manobra de desviar a atenção do primeiro video. Sendo inteligente eu nunca tirei o video do ar, pois isso denunciaria que Doc estava certo. Obviamente que na cabeça de DocLottaLove, isso tudo apenas aumentava mais e mais sua certeza de que o alien do primeiro video era real. Ele provavelmente pensava que O Relato de um MIB havia sido montado em cima de uma prova concreta. Uma prova cabal da espécime zeta reticuli da classe alpha, visivelmente machucado teria sido enviado pra mim e eu -ingênuo como um cão – e sem autorização, não resisti e postei o troço, colocando toda uma cobertura de ficção para disfarçar o fato. Conforme o tempo passou e a história se desenvolveu, eu precisei fazer novos videos do juca. Mas aí entra o fato PQP* no caso. Como eu fiz o primeiro video há muito tempo, ele estava numa maquina antiga, que já não é a máquina que tenho hoje. Antes de formatar e depois perder quase tudo com um defeito no HD, eu havia feito um backup dos arquivos 3d, mas sem muito cuidado. O fato era que a certa altura, sem imaginar que o relato de um Mib daria tamanha repercussão, eu nem me lembrava se realmente tinha backup deste arquivo ou não. Como eu precisava fazer novos videos do Juca, eu recriei o alien do zero. Isso gerou algumas pequenas inconsistências na aparência do mesmo. E graças a isso, o Doc teve ainda mais certeza de que o video era real. Eu sempre achei que um dia o cara ia se tocar que o video era 3d e me deixar em paz, mas num domingo eu tava lendo meus emails quando vi um email de um leitor me perguntando se eu ja tinha visto o desafio que o Doc me fez. Eu nem sabia do que ele estava falando e quando vi o link, me deparei com uma pérola. O Doc “periciou” novamente um video meu. Dessa vez o video-piada de Porto de Galinhas, para expor aos video espectadores dele que aquilo lá era mais uma prova que o alien não era o mesmo.
DOCLOTTALOVE: PHILIPE3D:
DOCLOTTALOVE: PHILIPE3D: DOCLOTTALOVE: PHILIPE3D CLAUDIOBOANOVA:
DOCLOTTALOVE: 01- Não existe Nova Proposta. Em seguida eu falei mais algumas coisas, como dizer que homem que é homem honra os desafios que levanta. Mas ele ainda não aprovou meus últimos comentários nem sei se aprovará. Aliás, basta olhar lá pra ver que ele negativa todos os meus comentários, numa possível tentativa de mandar eles para a outra página, dando a entender aos espectadores do canal dele que eu não tenho como cumprir o desafio do Juca. Como podemos ver, DocLottalOve está desesperadamente se agarrando em uma desculpa para não ser obrigado a pagar o dinheiro que ele mesmo ofereceu e ainda fez pouco caso, chamando de “dinheirinho”. Caro leitor. Coloque-se no meu lugar. Um sujeito desse naipe fica te caluniando na internet, expondo até o orkut da sua mulher, e você tem uma prova na mão ao qual ele se propõe a pagar 10 mil dólares. Você daria de graça podendo receber para fazer isso e amplificar o estabaco do zé mané? Eu também não.
O relato de um MIB parte 10 – A verdade
Aqui estamos nós. Você, leitor e eu. Chega o momento de cerrar as cortinas e findar o espetáculo. Este post foi ansiosamente gestado durante quase um ano. Em muitos momentos eu pensei que este dia nunca chegaria. Mas finalmente, ele chegou. Se você não leu todo o Relato de um Mib, saiba antes de tudo que o que encontrará aqui neste post são apenas spoilers. Ao longo de tanto tempo tudo que muitos leitores desjaram eram verdades. Eu pretendo contar tudo aqui. Sem grandes rodeios, vamos aos fatos. E vamos aos fatos da maneira mais direta, através de uma entrevista comigo mesmo. P: Afinal de contas, o Relato de um MIB é verdade ou não? R: Sim e não. O Relato de um Mib parte de uma proposta formal de um conceito midiático que eu inventei e batizei de transrealismo. O transrealismo difere de um game de realidade alternativa porque primeiramente não é um game, não existem pistas e nem um ponto de chegada para os potenciais investigadores. O transrealismo em tese, deveria ser um aperfeiçoamento do realismo. Quando vemos um filme como Cidade de Deus, o que vemos é o realismo. Os caras buscam criar uma ficção mais real possível. Mas vemos aquilo sabendo que entramos num cinema e estamos vendo uma ficção. Quando jogamos um game cheio de efeitos realistas, como radiosidade, fog, reflexos e o escambau a quatro, estamos vivenciando uma experiência realística. Mas ela acontece numa espécie de palco preparado pela nossa mente onde a priori temos a certeza de que lidamos com algo que pode parecer verdade, mas não é. O transrealismo quebra a barreira do real. É como tomar a pílula certa em Matrix. E o único meio de conseguir obter o transrealismo é ter nas mãos um instrumento midiático próprio. – E eu tinha! Veja que o transrealismo não é uma piada de mau gosto ou uma palhaçada deliberada para ganhar ibope ou vender livrinho, como inocentemente alguns leitores pensaram. É uma proposta de inovação nos elementos midiáticos da pós modernidade, que engloba fotografia, vídeo, ilustração, animação e texto. É livro, é novela, é conto e é interpretação live action, sem ser especificamente, nada disso. Do ponto de vista do transrealismo, só seria possível obter uma história que despertasse o leitor para o questionamento do que e real ou não se eu conseguisse catapultar uma história ficcional para o mundo real. Tudo foi pensado desde o início tendo em mente que isso aconteceria. Nesta altura alguém pode pensar: ” Este cara é maluco.” Sim. Eu sou. O que eu fiz no relato de um MIB foi pensar uma história que fosse suficientemente estranha para despertar a incredulidade mas que contasse com elementos suficientemente verossímeis para que todos aqueles que estivessem dispostos a embarcar nela pudessem entrar de cabeça facilmente. Acontece que é impossível, aliás completamente impossível, fazer isso comunicando aos espectadores da história que aquela é uma história inventada. E a melhor maneira de dizer isso é contar com o fator desconfiança-paranóide de todos nós, ou seja: Dizer a verdade. É estranho confessar uma mentira dizendo a verdade. Até porque isso também é uma meia-verdade. Parece confuso? E é. Agora imagina viver dentro disso por mais de um ano… P: Ok, enrolou, enrolou e falou pouco o que nós todos queremos saber. O RELATO É VERDADE OU MENTIRA, PORRA? R: Certo, certo. Eu vou chegar lá. O relato é parte real parte ficção. A parte do Et, por exemplo, é ficção. Não tem Et, não tem vortex, não tem MIB, não tem ABIN, árabes, consórcio chinês-iranino, Tasso Fragoso. Isso tudo é produto da minha cabeça. Mas tem um monte de coisa que é verdade. P: Tipo? R: Tipo a ameaça que eu sofri no celular. Até hoje não achamos o culpado e a coisa rolou mesmo, a vera! De numero restrito. E eu me caguei mesmo. Felizmente aquela ameaça, que foi uma coisa ruim na hora, foi imediatamente batida no meu coprocessador aritmético cerebral e eu exorcizei aquele medo com as ameaças ao infeliz do Gustavo. P: Aliás, falando nele. Ele é real? R: Claro, porra. Ele é real. Ele chama Rafael Assumpção e eu voltei na barca Rio-Niterói com ele hoje! O Rafael é um dos caras mais legais e inteligentes que eu conheço. Ele é Biólogo e me ajudou a pensar toda a estrutura biológica do Juca. É dele a idéia das enzimas responsáveis pela respiração do nitrogênio produzirem amoníaco no processo. É dele a idéia da visão com zoom do Juca, da reação a luz ultravioleta que ele tem. O mais interessante de estar no cockpit da história é pensar essas merdas. Mas a parte triste é saber que pensamos milhões de coisas maneiras que simplesmente não entraram porque não havia espaço. Nós pensamos a evolução da espécie num ambiente completamente diferente para gerar aquela morfologia… Foram dezenas de emails trocados recheados de dados legais. Pra mim o mais espantoso do Relato de um Mib é conseguir convencer um cara que é um Biólogo que trabalha com modelagem molecular e biologia computacional a ficar de cueca num cativeiro levando porradas fictícias do meu primo Klaucius (aquele que me ensinou a andar de bicicleta me empurrando de um penhasco) e do primo dele, o Caíque. (eu pedi para baterem de verdade, mas o Klaucius alegou que um bico real mataria o Rafa. E o Caíque ficou com peninha de meter um socão real na boca do estômago do Rafa.) Fazer o que? Eu não pago nada… Não posso exigir muito. Ficar de cueca para a internet inteira ver já tá bom demais. Em contrapartida, acho que ficou legalzinha a maquiagem. Caseira, mas quebrou o galho. P: Ah, não! Quer dizer então que aquilo tudo de brigas aqui no blog, ameaças, “Guerreiro da verdade”, namorada maluca, tudo aquilo é ficção? R: Sim. Eu convenci alguns amigos íntimos, como o Rafa, que eu conheço pela alcunha de “menininho” , porque minha vó nunca decorava o nome dele e sempre perguntava pra ele assim: “Menininho, você quer nescau?” Eu conheço este cara há pelo menos uns 12 anos ou mais. Eu convenci ele a me emprestar a aparência dele para o Gustavo, um sujeito perturbado. Meio soturno, meio dado a ataques egocêntricos. Ele topou na hora. Inclusive ele mesmo que batizou o “Gus”. P: E a namorada maluca? R: A namorada é um caso engraçado. Eu havia decidido que o Gus iria entrar para morrer. A finalidade do Gus na história é diretamente relacionada a questão da parte 8. Estranho? Eu explico: Quando eu delineei o roteiro eu tinha em mente que em algum momento a história ia sair para o mundo real. Eu ainda não estava certo de como fazer isso. Só sabia que eu queria muito criar alguma coisa que fosse uma cruza de Lost com X files, com um toque tupiniquim. Então eu decidi que o alien estaria numa base militar, – que é uma base mesmo, real, feita na segunda guerra mundial e cujo o acesso é absolutamente restrito. O lugar é inclusive um local para onde eu- se fosse militar, levaria MESMO um Et. E ela fica MESMO dentro de uma montanha com um corredor infinito cheio de portas de aço com trancas absurdas. O problema é que eu sabia que este lugar existia, mas não sabia como fazer para filmar lá. É aí que entra a primeira dama, que é militar mesmo, da marinha mesmo, e conhece mesmo muita gente interessante, como aquele coronel que está falando coisas sobre ufos na revista UFO atualmente nas bancas. A Nivea procurou saber o que eu devia fazer para conseguir filmar lá naquele lugar. Era um trabalho danado. Eu tive que fazer uma carta, pedindo, implorando, rastejando, tive que ligar inúmeras vezes para o quartel, tive que esperar a boa vontade de alguns oficiais, anexei uma parte do roteiro e tudo. O meu pedido foi subindo de instância em instância, até chegar no comando do estado maior da armada. Nisso, passa mês atrás de mês e o babaca aqui esperando que o pedido de filmagem seja deferido ou indeferido. Quando finalmente eles aprovaram a filmagem, já havia se passado muito tempo. Eu não podia ficar com a história parada, pois na minha mente ela tava tendo prosseguimento. Enquanto eu esperava surgiu do nada a minha idéia de fazer ali o gatilho que catapultaria o leitor para dentro da história: Eu criei o Gustavo. P: Nossa. Que trabalho! Mas e a namorada dele? R: Pois é. O Gustavo foi criado como o elemento de conexão do mundo real com a história. Eu pensei nele como sendo um cara assombrado por conflitos familiares, um sujeito recluso e sem amigos. Alguém com graves deformações psicológicas, como a questão do pai falecido. O Gustavo foi pensado para trazer até os leitores informações que eu queria passar mas não podia sendo eu mesmo e nem sendo o Vortex. Eram coisa que ligavam a história num eixo de realidade. Ocorre que no decorrer da história, lá atrás, nos tempos da parte 3, a Nivea, que é professora mesmo, virou militar da marinha. Nada de truque nem apadrinhamento. Ela fez o processo seletivo e passou. Por sorte, ela foi trabalhar cedida ao ministério da Defesa. Eu tive medo de implicar ela na história, só que isso era bom demais para ser desperdiçado. O Gustavo era uma maneira de passar esta desconfiança sem falar diretamente. O bicho pegou geral aqui em casa quando a primeira dama descobriu. Quase levei cabo de vassoura na cabeça. Ela ficou com a maior raiva e sempre foi, desde o início, terminantemente contra o Relato de um MIB – Que ela chama carinhosamente de “aquela sua babaquice no blog“. Felizmente, o tempo curou as feridas e a raiva dela passou. Enquanto os militares não se decidiam se eu poderia filmar na base ou não, eu dei continuidade ao Gustavo, criando aquela briga homérica aqui no blog. É bem estranho escrever como sendo outra pessoa. Tanto o Gustavo quanto a Renata/Viviane, usavam imagens de amigões meus. O Gus é o Rafa e a Vivi é a Denise. A Denise é minha amiga do trabalho. Os comentários e textos são todos meus. Assim, de um certo modo, eu criei três instâncias diferentes na minha cabeça. O dia mais legal foi quando eu fiquei simultaneamente discutindo com ela e ele no orkut. Eu escrevia de três computadores diferentes. São três modos de pensar e falar diferentes, além do core da história. Cada um tem um tipo de erro ortográfico diferente e estilo de riso e frases de efeito diferentes. Infelizmente, este detalhe começou a passar batido e do meio pra lá eu larguei isso de mão. Isso explica porque eventualmente o Gustavo ou a Vivi acabava falando de um jeito parecido comigo. É que tem horas que é bem difícil ser três pessoas ao mesmo tempo. O Trabalho de criação do Gus e da Vivi envolveu criar o site deles, o “Guerreiro da Verdade”. – Muito louca a sensação de eu mesmo escrevendo mal de mim, jurando vingança eterna e tudo mais. Envolveu também criar os perfis de Orkut deles, arrumar alguns amigos avulsos e criar uma série de conversas paralelas entre eles dois e os amigos.E então entre os dois e eu. Óbvio que um cara fazer isso tudo sozinho é meio fora de mão. Por isso, eventualmente eu acho que posso ter dado um mole em alguma coisa. A decisão do comando do estado maior da armada tava demorando e eu comecei a planejar a morte do Gustavo. Eu pensei que matando o cara que faz a ligação do real com o imaginário, eu obteria mais pessoas mergulhando na história, opinando, discutindo e investigando. Não deu outra. Eu planejei cuidadosamente todos os detalhes do falso ataque ao meu próprio blog. Isso incluiu tirar o blog do ar por alguns dias, perder mesmo grana do adsense e gerar aquela pagina de dafecement fajuta de modo proposital para que alguns caras pudessem concluir que era tudo uma manipulação da mente doentia do Gustavo. Quando o blog saiu do ar com o defacement, com musiquinha de X files e tudo, teve uma comoção bem maior do que eu esperava. Neste dia eu fiquei bem satisfeito. A comunidade do mundo gump no orkut explodiu em centenas de mensagens e especulações. Pessoas compraram a briga e bateram boca bonito com os personagens ficcionais. Neste dia eu me realizei, porque vi que havia finalmente atingido o transrealismo. Os personagens responderam a altura. Insultos mil eram trocados de todos os lados. E o Blog fora do ar… E eu perdendo grana… Mas tudo pela arte. Alguns até apostavam que tudo era ficção. Estavam certos no mundo real, mas no contexto da história, redondamente enganados. Foi quando o Gustavo aproveitou que eu estava “viajando” e espalhou a notícia da mensagem cifrada. Óbvio que a mensagem cifrada era planejada para expor aos investigadores algumas informações que me ligavam ao plano de ocultação do Juca. O problema foi que eu dei o maior mole do universo ao fazer a captura da tela com meu login e não com o do Gus. (culpa da loucura de múltiplos personagens) Um cara da comunidade chamado Mário sacou o detalhe e expôs o mesmo para todo mundo. Ali eu vi o castelo começar a ruir. Pensei que não haveria jeito. Então escrevi uma mensagem como o Gustavo para o Mario, dizendo que eu havia invadido o computador do Philipe e que roubei senha e dados bancarios. A idéia da invasão nasceu daí. Felizmente, ela me ajudaria mais tarde a criar o loop da pasta LMF e também o motivo misterioso pelo qual ele é raptado – a pasta. O Gustavo mandou ao Mario um longo email detalhando cada uma das ações que o conduziram a descobrir como eu estava envolvido com os Mibs brasileiros. No fim, o Gustavo contava a verdade. Eu assumi ao Mario a história toda e dei a ele os parabéns por ter sido o primeiro cara a sair da matrix. Ele se amarrou no projeto quando viu o mesmo pelo lado de fora. Ao contrario de mim, o Mario teve a experiência de estar dos dois lados, e depois ele aceitou minha proposta de se juntar ao “lado negro da força” e dar continuidade a mesma. O fato de ter exposto o meu furo tornou o Mario meio que blindado contra a desconfiança, e assim ficamos por muitos meses. Ele ajudou a inverter tudo dizendo que sabia de dados que o Gustavo havia mandado pra ele assumindo a invasão do meu PC. O Mario foi infiltrado nos grupos de investigação e cuidadosamente planejamos quando e como ele começaria a se tornar um desafeto, ocupando o lugar deixado pelo seqüestrado Gus. Ocorre que desde o início, eu precisava sair do meu papel de Philipe. -Isso explica porque alguns leitores mais sagazes notaram que eu agia de um modo nas respostas no relato de um MIB e de outro nas respostas dos outros posts. Não satisfeito com a criação do perfil do Gustavo e da Renata-Vivi, eu criei uma personalidade paralela para mim mesmo. Afinal, na história eu REALMENTE estava escondendo informações sobre o Juca. Isso fez com que o Gustavo estivesse certo o tempo todo. No âmbito da história, eu era um cara muito mais babaca do que eu sou realmente. De um certo modo eu tive nojo de comentários meus diversas vezes. Foi com um certo sofrimento que me vi tendo que ser bastante escroto com alguns leitores. Mas não era eu realmente, e sim o personagem. P: Você não teve medo de pirar? R: Na verdade sim. E muito. Eu comecei a ficar preocupado com o Relato de um MIB quando percebi que estava ficando cada vez mais fácil encarnar personalidades completamente diferentes da minha. Eu estava me transformando na Vivi, no Gus e no Philipe 2 rápido demais. Sem esforço. Isso me preocupou. Comecei a temer pela minha sanidade quando podia ouvir discussões rolando dentro da minha cabeça com essas figuras. Pode conversar com qualquer ator que eles vão dizer que dependendo do cara, ele pira e vira o personagem e não volta mais. A coisa é bem mais complicada quando não há roteiro prévio. O Relato é um RPG onde você interpreta três figuras diferentes ao mesmo tempo, em conflito e ainda por cima por vários e vários meses seguidos, em diferentes mídias. É foda. Maluquice igual, eu não faço nunca mais. P: E qual foi o pior momento? R: Na verdade, desde a criação do Gustavo, desde que atingi o objetivo do transrealismo não tive mais sossego. Eu me sentia péssimo, enganando as pessoas. Por mais que fosse por um bom motivo, que era colocar o leitor dentro da história de um modo como não conheço no mundo algo similar, era enganar os outros. Por mais que o cara que entrasse no orkut, conversassem com as pessoas e respondesse rispidamente alguns leitores, era enganar. E enganar é errado. Eu tive clareza disso desde o primeiro dia até hoje, quando finalmente me livrei da maldição do relato de um MIb. Eu conversei sobre isso com o Mario e com mais uns dois que descobriram a verdade e me contactaram em PVT para me parabenizar por todo o trabalho. Felizmente pra mim, a maioria das pessoas compreende o trabalho de um modo melhor que eu mesmo. Talvez pelo fato de criar tudo, de arquitetar a história e o modo como os leitores seriam catapultados à sua revelia para dentro do conto. No fundo, eu fui meio que um seqüestrador. Seqüestrei centenas de pessoas para dentro de um universo ficcional que eu inventei. Não me bastava ter leitores gostando. Eu queria leitores participando, investigando discutindo diretamete com os personagens. P: E odiando. R: Sim, e odiando! Porque odiar e amar são os dois lados de uma mesma moeda. São reações afetivas que só se estabelecem porque foi quebrado o ponto de separação do que é real e o que não é. Alguns leitores mais sensíveis conseguiram antecipar isso e perceberam que estavam sendo sutilmente manipulados. É natural que tenham se sentido ofendidos. A reação deles é normal e acho que seria similar a minha. Toda reação emocional, positiva ou negativa, é vitória para o autor. A pior coisa que poderia acontecer seria a indiferença e isso realmente, não teve. O problema é que não há meio termo numa coisa assim. Ou você faz ou não faz. Eu resolvi fazer para não me arrepender quando outro aventureiro lançasse mão antes. Pelo menos eu inovei em alguma coisa. Veja, o que são os blogs hoje? Alguns mostram fotos de mulheres peladas, outros contam piadinhas, alguns falam da vida e a massa quase absoluta se limita a reproduzir notícias. Nada contra, por mim tá beleza. Só que eu acho que dá pra ir além disso. Eu acho que blogs podem transcender este espaço de apenas comentar e ler comentarios. Blogs podem se beneficiar do contato, do hipertexto, da metalinguagem, da multiplicidade de mídias… “Blogueiro si, pero sen perder la inovación jamás! ” A história pode não ser grande coisa, pode ter um final piegas e pode ser excessivamente x files. Mas o que me agrada é ter conseguido trazer algo da ficção para o mundo real e proporcionado a alguns leitores a oportunidade única de brigar com alguém que só existe dentro da mente do autor. Quando a maioria de nós fez isso pela última vez? No Jardim de infância, possívelmente. Quando amadurecemos nós perdemos o benefício do nosso pensamento mágico. Nos limitamos a nossas vidas rotineiras e talvez medíocres. O Relato foi um experimento, mas além disso, uma chance de mergulhar numa ficção grátis, uma volta ao nosso passado quando podíamos ser reis, heróis míticos ou guerreiros espaciais, ou ainda pilotos de corrida com tampas de panela nas mãos. P: Mas o que você ganhou com isso? R: Nada. Eu só perdi. Cada episódio do Relato de um Mib desce em média uns mil leitores nas estatísticas do Mundo Gump. Ou é porque é muito texto, ou é porque a história é longa, cheia de reviravoltas, cansativa ou o tema já foi excessivamente explorado. Ou talvez porque eu dou mole e a coisa é meio mambembe, meio malfeita. O fato é que quando eu coloco o relato, não ganho grana. Mas foda-se a grana. Quem precisa de grana? Eu quero ser inovador. A grana que se dane. Em primeiro lugar na minha vida está a realização pessoal. Dinheiro eu ganho de outro jeito: Trabalhando. E trabalho não me falta, felizmente. Além disso, meu critério que mensuração de qualidade não se limita a numero de acessos. Se limitasse, eu só falaria de múmia. P: Mas não teve medo de perder anunciantes? R: Sim. Mas pensa bem… De que me adianta ter um blog bem visitado, cheio de anunciantes se eu estiver engessado numa estrutura totalmente comercial que visa apenas faturar? Falando sério, se eu quisesse só grana, eu fazia como o meu amigo Carlos, que tem o IFTK que é um blog só para pegar paraquedista. Ele sim sabe ganhar dinheiro com blog. Faz tempo que eu caí na real que meu foco não é lucro. É conteúdo. Se conteúdo atrair lucro, ótimo. Eu não desdenho do dinheiro. Mas em momento algum irei trair o leitor já acostumado ao conteúdo do Mundo Gump com objetivos unicamente financeiros. O que não significa, em último caso, que eu também não tenha meus planos de faturar. P: Nossa, que discursinho bonito. Vai se candidatar a que? Vereador? R: A questão não é essa. A questão é que eu acho que existem vários tipos de blogs, como existem vários tipos de internautas. Ou você foca em um ou no outro. Não dá pra abraçar o mundo com as pernas, saca? P: Saquei. Tava te provocando. Mas voltando ao Relato, e o que você me diz daquele primeiro video? Aquele é real, né? Pode falar. R: Aquele é tão real quanto os demais. O problema é que o primeiro video foi feito nas coxas. Quando eu fiz o video, pra mim estava tão na cara que era 3d que achei que todo mundo ia notar no ato. Me assustei quando vi que algumas pessoas estavam mesmo acreditando que o video era real. Foi quando surgiu o tal DocLottaLove. P: Você inventou ele também? R: Não, o DocLottaLove é verdadeiro. Ele é um cara mesmo e eu não conheço ele nem tenho nada a ver com ele. Ele é uma parte real do relato. P: Mas ele acredita mesmo que o video é real? Tá falando sério? R: Juro, porra! O cara entrou numa que o video é real. E o mais legal é que tudo foi motivado por uma pequena confusão. P: Ah, essa eu quero saber. Conta aí! R: Então, quando eu fiz o primeiro video realmente num fim de semana. Mas não tudo. O alien eu ja tinha há algum tempo. Eu fiz só o video. Eu criei o cativeiro num tipo de cabana tosca, com parede de tijolos, um chão de terra batida. Como um tipo de paiol de cana de fazenda. Eu queria que parecesse algo tosco, algo pobre e brasileiro. Todo mundo imagina aliens em instalações seguras e fortemente armadas. Eu quis colocar o oposto. Como seria a vida de um alien ferrado, com sujeitos ignorantes tratando ele como um cachorro de rua? Este era o ponto daquele video. Quando eu fui criar a cena, esqueci de ocultar as cadeiras 3d que usei de referência. Eu usei uma cadeira de referencia de iluminação. Em geral é fácil fazer clones em objetos 3d. Porém, dei mole e mandei fazer o render sem esconder o clone. Como ele aparecia de relance, larguei do jeito que tava mesmo. Quando passei o arquivo final em alta resolução pelo total vídeo converter para jogar ele para mpeg pro youtube, o programa deu algum tipo de bicheira estranha, que escureceu muito o meu vídeo. Todos os meio-tons de pele do juca foram para o saco, a parede de tijolos, o chão de terra batida, tudo. Só se via um rosto esverdeado no fundo escuro. Mas eu olhei aquilo e me bateu uma preguiça absurda de refazer. Eu mandei do jeito que tava. O vídeo ficou incólume por um tempaço. É aí que entra o cara. P: O Doc? R: Sim. O Doc. O Doc tem um mérito que ninguém teve. Ninguém, só ele. O Doc teve uma postura de investigador. Ele fez o dever de casa. Milhares de ufologos metidos a bamabambã, baluartes da ufologia, torceram o nariz e nem sequer se deram ao trabalho de olhar de perto do que se tratava. Então eu pergunto E se esta parada fosse mesmo real? Mas o DocLottaLove, em toda sua inteligência e humildade, foi o cara que pegou aquele troço e baixou, abriu num programa gráfico e examinou quadro a quadro. Se podemos dar crédito a uma investigação aqui, dou ao Doc. Ele sim é um ufólogo. Ele só está errado em crer naquilo, mas a postura de pesquisa está certa e deve ser reconhecida. Ele clareou o video. E então… Viu a parede e a segunda cadeira. Veja, a função de um ufólogo sério não é crer nem descrer. É investigar. E isso o cara fez. Este mérito ele tem. P: Mas e então? R: O Doc entrou em contato comigo. Ele questionou a segunda cadeira e a parede de tijolos. Eu percebi que ali estava uma chance de ampliar a confusão. Ali eu já estava na pele do personagem Philipe2 e então disse ao doc o que o personagem diria naquela situação. Uma desculpa esfarrapada para ocultar a verdade. Eu disse a ele que a parede de tijolos eram artefatos da compressão do video e que a segunda cadeira era só pareidolia, isso é: Sugestão. Óbvio que ele ficou puto porque pensou que eu estava desdenhando da inteligência dele. Em seguida, concluiu que se eu disse aquela mentira óbvia, era para ocultar aquele fato. E se eu queria ocultar, era porque ele era real. E foi assim que a coisa da mitologia da cadeira começou. Ainda não existia o Gustavo. O Doc foi o primeiro cara a interagir com o personagem ficcional Philipe 2. Só que ele não sabia disso. Pegou o argumento vagabundo que eu dei a ele como explicação para a parede e cadeira e não entubou. Ele passou a ter certeza que o video era autêntico graças a desculpa que eu dei. Ele também achou detalhes no video, que passaram batido de 99,9% das pessoas, e aquilo o levou a crer ainda mais que o video era real. Quando eu criei o Gus meses depois, me lembrei do Doc e da sua obstinação. De um certo modo, o Gus é um tributo aos caras obstinados que se arriscam mesmo como o Doc. O lance é que o Doc deve estar até agora muito puto comigo, pois ele gastou bastante tempo investigando um desenho animado em 3d. Mas graças a ele, as investigações e a “opinião geral” dos que “querem acreditar” tendeu bonito para o lado conspiratório da história. Ma ao contrario do que alguns pensaram, o Doc nunca soube, nem fez parte como personagem do Relato. P: E aquele papo sobre perder os arquivos do juca e coisa e tal? R: Papo furado. Eu precisava de algum argumento qualquer para evitar mostrar o arquivo 3d. A crença no primeiro video funcionou como um catalizador da sensação de realidade. Eu não podia destruir isso. P: Que programa você usou? R: Para o 3d eu uso o 3dsmax. Para efeitos de pós, correção de cor e tudo mais, o combustion. E para montar o première. Atrás vem o monte de “lixão digital”, conversores de video, pacotes de codecs, plugins, etc. P: E aquele sujeito da entrevista? Quem ele é? R: Aquele é o Celso. O Celso é um amigo meu que tem mais o menos, no barato, uns 15 anos. Ele é um exímio ilustrador e artista plástico. O Celso é um cara jogador de RPG que tem um programa de Tv local aqui. Mas ele não é ator. Ele quebrou o galho. Eu esbarrei com ele na rua e propus. Ele topou e fizemos. O problema é que o roteiro era gigante ele não conseguia decorar. Tivemos que improvisar em algumas partes, e sem poder pagar ator, lidamos com o que temos. A coisa foi meio feita no improviso. Pessoalmente, eu gosto mais dele na parte da base. Na entrevista ele tava desconcentrado, suando horrores pelo calor absurdo que fazia e ele com aquele paletó, coitado. Aquela filmagem foi um suplício. O pior é que ventava muito, não tinha produção, nem microfone, porra nenhuma. Era mambembe total mesmo. O orçamento inteiro do Relato foi 20 reais. No fim das contas, considerando as dificuldades, eu até acho que foi legal. Eu fiquei esperando que alguém dissesse: Ei, eu conheço este cara da TV! – Mas felizmente não rolou nada disso. Acho que o programa dele nem é muito conhecido, hehehe. P: E a nave? Era mesmo uma peça de usina elétrica? R: Não. A nave era 100% 3d, bem como grande parte do cenário. P: E a morte da Renata? R: Aquela coisa foi uma fajutice que eu tramei com o Mario. Algumas pessoas estavam pressionando o Mario por informações que ele disse que tinha sobre a morte da Renata. A morte da maluca foi criada como elo de disparo da parte final do conto. O Mario apareceu pra mim e falou: “Cara temos que criar logo uma notícia da morte dela.” O plano original era ambicioso: Criaríamos um site inteiro, com notícias de pelo menos dois anos sobre a cidade e lá no meio, em uma pequena nota, falaríamos do assassinato. Mas isso tomaria muito tempo, eu estava floodado de trabalho e o jeito foi fazer uma nota de morte fajuta. Um amigo meu de Juiz de Fora me enviou pelo correio um jornal velho lá. A idéia era ter algo que pudessemos jogar a culpa no – até então falecido – ” Gus”. Dito e feito. Quando o povo sacou que a noticia era falsa, alguém descobriu que a noticia original vinha de um jornal de janeiro lá de JF. Isso levantou sérias suspeitas que Gus estava vivo. O mais legal da notícia da morte da Renata é que dias antes dela estourar, muita gente tava tirando onda querendo que eu dissesse toda a verdade na comunidade do Mundo Gump. Tão logo surgiu a confirmação da morte da Vivi-Renata pelo Mario, mais de 40 comentários foram apagados da comunidade por uma simples razão: Medo. Mesmo fajuta, a notícia da morte da Renata deixou muita gente com um certo receio. E isso deu uma reaquecida na história, preparando para o lançamento das partes finais. – Que ficaram prontas no auge da confusão do sequestro do Gustavo. P: Mas me diz uma coisa, como você inventou tudo isso, quer dizer… Você não tem medo de perder sua credibilidade com algo assim? R: Sim, eu tenho. Mas não muito. Por dois motivos: O primeiro é circunstancial. O Relato de um MIB não é nem nunca foi uma fraude ufológica. Mesmo nos melhores momentos da trama conspiratória eu entrava nas comunidades de ufologia e dizia a verdade: Que é tudo uma obra ficcional. O problema é que nesta altura, muita gente já não acreditava. O que era bom. O segundo motivo, é que uma vez que eu estou contando a verdade aqui para o leitor, não há como me imputar a culpa de enganar as pessoas. Eu enganei por um tempo porque isso era condição sine qua non para a existência da mesma, mas terminada a história, a verdade dos fatos vem à tona. Eu me liberto da pressão que sentia e da angústia e não vejo porque ser acusado de fraudador, de enganador por um produto cuja expressão dos fatos foi marcada pelo aviso de que eram parte de uma obra ficcional todo o tempo. P: Mas como ufólogo, criar algo assim pega mal, né? Queimou o filme. R: É, talvez. Mas veja por este lado. Eu criei uma obra ficcional com as feramentas e recursos que eu tinha. Spielberg faz o mesmo, e nem por isso ele é execrado. Ao contrário, ele é aclamado por varios setores da Ufologia, por seu trabalho em Taken, Em Et, em Contatos Imediatos, como alguém que divulga a coisa dos extraterrestres, abduções, contatos… P: Ah, mas o Spielberg não é ufólogo da Revista Ufo! R: E nem eu! Eu nunca disse que eu sou ufólogo. Eu disse que eu já fiz pesquisa ufológica. O meu nome e telefone realmente está numa lista de contatos do universo de pesquisadores ufológicos. Se isso me torna um ufólogo ou não, eu não sei. Mas eu não posso tolher minha criatividade por causa de um título que alguem me deu. Além do mais, 99% da minha contribuição prática para a ufologia se resume a ilustrações que eu fazia para a Revista UFo e não faço mais por desavenças comerciais ligados a questões de ordem financeira. P: Mas então, envolvido com a ufologia você está. E dentro deste universo, você crê que algo do relato é real? E neste caso, o que? R: Acredito em aliens. Em grays. Acho que o fato de que tem naves voando por aí é praticamente inegável. E que elas são tripuladas por uma criatuira inteligente um fato decorrente diretamente desta verdade básica. Agora, se as bases são mesmo no oceano, eu não sei dizer. Isso quem me disse foi um cara que trabalhou para o departamento de defesa espacial. Eu acreditei e meti na história. Ele tammbém que me disse aquele lance sobre as naves seguirem pelas rotas de jazidas de urânio e entrarem no mar. Como amigos meus conhecem pessoas que viram naves decolando do mar na costa do Brasil, eu liguei tudo com a história do pré-sal, da quarta esquadra americana, com a morte do Pc Farias… Eu misturo tudo. Eu acredito também nos pequenos seres de Varginha. Eu fui lá, falei com muita gente, conversei com os investigadores, já obtive informações que nem eles tem. Aconteceu alguma coisa bem bizarra lá. Além desses casos, eu improvisei o lance de Uberlândia para ligar com uns casos que tavam acontecendo em Sâo Paulo. Graças a proximidade, deu pra ligar as marcas do canavial no interior paulista com a busca pelo Juca por parte das sondas que teriam sido vistas na região. Além desses fatos, eu tenho contato com muitas pessoas. Algumas não gostariam que eu revelasse suas histórias surpreendentes de contato. Já falei com controladores de tráfego aéreo, com pilotos, com militares. A Nivea como militar, facilitou o contato com pessoas da força aérea, que confirmaram pra ela em off, a realidade dos ufos. Infelizmente, os relatos que colho não tem praticamente valor algum pois são opiniões, informações deslocadas sem o aval da Força. Sem provas irrefutáveis. A posição oficial sempre é negar. P: E você pensa que o Relato contribui em algum grau para o descrédito do fenômeno? O que você acha das pessoas que dizem que você abalou a credibilidade da ufologia nacional? R: Algumas pessoas podem pensar isso. As pessoas tem o direito de pensar o que quiserem. No meu ponto de vista, o peso do “Relato de um MIB” para a Ufologia é o mesmo de “Contatos Imediatos do 3 grau”, ou seja, nenhum. Veja, se a ufologia não se garante o suficiente de modo que um conto abale suas estruturas, é sinal que a ufologia brasileira está construída sobre uma base frágil que se resume a venda de livrecos, e revistas de qualidades nem sempre garantidas e palestras e eventos caça-níqueis que mais deformam do que formam. São ufólogos querendo aparecer na TV para falar abobrinhas como “dois ets num jet ski” e “nuvem com cara de et”. O que abala a credibilidade da ufologia nacional é uma publicação de cunho paracientífico dar destaque para fantasias como Ashtar Sherran e outras papagaiadas. Isso não é um ataque ao status quo da ufologia brasileira atual, mas convenhamos que é muita frescuragem dizer que algo do Mundo Gump pode abalar a ufologia. A ufologia que eu conheço e estudo não. A ufologia séria de pesquisadores devotados que dedicam suas vidas a investigar as verdades por trás de fatos, contra tudo e contra todos, sobrevivendo a todas as adversidades, esta existirá para sempre. Pelo menos enquanto perdurar o mistério. Acho que muito pelo contrário… Talvez alguém que nem tenha interesse pelo assunto lendo o relato se anime a pesquisar, investigar e descobrir a verdade mesmo. E então se aliste no exército de investigadores corajosos e possa contribuir efetivamente. P: Você pensa em continuar o Relato? Ou fazer algo do tipo no futuro? Outra experiência de transrealismo? Não. P: Por que? R: É desgastante pra caramba. E eu não tenho tempo. Além do mais, não vejo graça em retomar um experimento que terminou. É como meu pai diz: O Mágico não faz duas vezes a mesma mágica para a mesma platéia. P: E como você explica as demoras? Algumas partes possuem mais de nove meses entre elas. O Relato foi pensado para correr no tempo da realidade. Então eu me preocupei em manter a história num jeito que não fosse rápido demais. Ela tem momentos de pico e retoma ao estado letárgico. É como na realidade. Não é todo dia que tem explosão de 11 de setembro na Tv. Tem dia que não acontece nada de escalafobético. Eu mantive o relato em perídos de “baixa temporada”. Curiosamente, isso só aumentou o interesse sobre o material. A questão temporal foi importante para a dimensão de realidade. O outro motivo é que tenho uma vida paralela a este blog. Trabalho, como, viajo, durmo. Não vivo o relato, embora ele tenha ocupado um espaço na minha cabeça que agora será um vazio enorme. (Graças a Deus!) P: Você gostaria de agrader a alguém em especial? R: Sim. A muitas pessoas. A maiorioa delas foi quem permitiu que o Relato de um MIb fosse possível e que a experiência com o transrealismo funcionasse. Primeiramente, agradeço aos que descobriram a verdade e ficaram na moita esperando o desfecho. Vocês sabem quem são. Em segundo quero agradecer aos que realmente participaram disso. O Ricardo, o Mario, A Denise, o Rafael, o Celso, o Americo, a Nivea, que apesar de brigar comigo é sempre uma pessoa com quem eu dividi as frustrações e as angústias de fazer algo deste porte sozinho, O Thiago que foi o próprio Juca em certos momentos impagáveis, os meus primos Fernando e Hugo, o Klaucius, o meu pai -Incrivelmente ele foi um dos que mais apoiou e sempre me dizia para “não esquentar a cabeça e tocar o pau na maluquice”, os amigos para quem eu contava e mostrava os videos e que me davam apoio, mesmo que o apoio fosse: “Caralho… Isso vai dar merda, cara!” Sujeitos como o meu amigo Gustavo – controlodaor de satélites, o Gustavo Rosa, Raphael, Rafa Swarzenegger (hahahahaha), Felipe, Trovão, Zeca, Lucio Abondatti – um grande mestre que foi o cara que me inspirou a criar o Vortex, o Kentaro Mori lá do Ceticismo Aberto, que acompanhou e ajudou a divulgar toda esta loucura, o meu irmão André, que me acoselhou a acabar logo com tudo e falar a verdade, Fabiano e a galera da Irmandade do Veio Rosa, enfim… Estas listas são uma merda, porque a gente sempre acaba esquecendo alguém. P: E aí? Acabou o momento oscar? R: Hehehe. Acabou. Foi mal. P: Suas últimas palavras antes de fechar a cortina? R: Quero dizer que foi muito extenuante fazer isso. Conspirar é algo bem mais difícil do que parece ser. Eu nunca vi um ufo. Sempre quis ver um e acho que a criação desta realidade alternativa foi de um certo modo uma realização deste sonho. Nunca vi um Et mas pude pelo menos me colocar à frente de um em 3d. Algumas pessoas poderão não compreender o que leva um cara a fazer uma coisa dessas sem ganhar nada em troca, levando prejuízo e escutando ignorâncias e desaforos de muitos leitores. Eu também não etendo, mas estou aqui, não sei onde isso vai dar. Não sei se isso vai levar a algum lugar. Eu só sei que posso bater no peito com algum orgulho de dizer que eu me esforço para fazer algo diferente do que tem por aí. Se isso tem algum valor, o valor é saber que para cada leitor que detestou, possívelmente tem um que gostou. Quero dizer que o Philipe sacana e ácido nas respostas era um personagem e que foi muito difícil abrir mão de minha própria personalidade original para encarnar um cara bem mais babaca do que eu sou naturalmente por tantos meses. Quero dizer também que não sou rico como eu e o Mario ventilamos, meu carro é um corsa 96, infelizmente não tenho milhões de reais nem lavo dinheiro para um grupo de pesquisa de ufos. Minha mulher não é do serviço de inteligência da Marinha e o Relato de um MIB é uma obra 100% ficcional, tirando algumas pessoas como o DocLottaLove, o Mario e etc. Quero dizer também a você (você sabe que eu sei quem é você) que está me investigando, que pode chafurdar à vontade. Não tenho nada a esconder. O relato é uma obra 100% ficcional e continuará sendo para sempre uma tentativa de colocar o leitor deste blog dentro de uma história. Pode não ter funcionado para todo mundo, mas eu tentei. Para você que acompanhou até aqui, muito obrigado. FIM
O Relato de um MIB – Parte 9
[...] Usando os trajes de anulação elétrica, esperamos durante boa parte da madrugada no fim do pasto, mais ou menos 2 km do local onde ele estava. Faltava pouco para o sol raiar quando as primeiras sondas apareceram, voando através das árvores. O espetáculo foi lindo. Minutos mais tarde, as duas sondas subiram e instantes depois desceu um aparelho. O aparelho era três ou quatro vezes maior que a cápsula de Tasso. Ele desceu reto. O céu estava nebuloso e nós não vimos de que direção a nave veio. Percebemos que era grande pelo clarão que se propagou entre as nuvens. Retornamos sentindo um misto de tristeza com felicidade. Sabíamos que os outros dariam um jeito de recuperar o Juca. Era injusto manter a pobre criatura em cativeiro. Ficamos com o EBE o quanto pudemos. Não sei até que ponto esta atitude poderá significar a primeira aproximação de fato entre nossas espécies. Espero que a devolução do Juca tenha algum efeito positivo para nós, humanos. Estou contando isso para que você tenha a compreensão do que aconteceu nos últimos dias. O link que está no TXT anexo aponta para o arquivo de video. Baixe-o e siga aqueles cortes e então pode publicar a parte 7 e 8. Não cite o nome do XXXXXXX e apague toda a parte da sala XXXXXXX. Sem mais, agradeço novamente. ESTA É UMA OBRA FICCIONAL
O relato de um MIB – parte 8
ESTA É UMA OBRA FICCIONAL
O Relato de um Mib parte 7
De um certo modo, eu gostaria que algumas coisas não mudassem. Eu queria que elas se mantivessem naquela faixa de conforto onde nós não temos medos nem preocupações. Em certos momentos eu queria acordar do pesadelo do real e descobrir que o mundo é bem diferente do que parece ser. Mas as coisas não são assim e infelizmente, para o bem ou para o mal, as coisas mudam e nos obrigam a mudar com elas. Veja você. Aqui estou eu, envergonhado em dar prosseguimento a esta história que tanto aborrecimento me gerou, tanta desgraça, tanta insensatez para o deleite e divertimento de uns poucos. Eu me sinto agora como um infeliz lemingue que se percebe caminhando na direção do abismo. Como um lemingue, eu sigo meu destino invisível rumo ao desconhecido. As pessoas que não conhecem os motivos, as pessoas que não sabem da verdade, as pessoas agraciadas com a bênção da ignorância de certas verdades inconvenientes poderão não compreender os meus motivos. Tudo bem. Se você não compreender, é sinal que esta verdade não é pra você. Embora eu tenha pensado muitas coisas para contar na parte 7 do relato, não há muito o que dizer além disso. Se você não entendeu, sorte sua. AVISO: O RELATO DE UM MIB É UMA OBRA FICCIONAL
O Relato de um MIB – Gustavo e Renata mortos?
Eu havia dito que não ia tocar neste assunto, mas nessa semana algumas coisas estranhas aconteceram e isso me obrigou a voltar atrás em minha decisão de enterrar de uma vez por todas o relato de um mib. Desde que voltei da Espanha, uma série de pessoas estão me pressionando para que eu publique a parte 7 e 8 do relato. As partes 7 e 8 do relato estavam prontas antes do Gustavo surgir. Mas em resumo, Gustavo é um sujeito metido a ufólogo que apareceu do nada e passou a me atormentar, ligando pra minha casa de madrugada e querendo que eu contasse onde estava escondido o extraterrestre. Não adiantou dizer a ele que o Relato de um Mib é uma obra totalmente ficcional. Ele não acreditou e a cada vez que eu insistia nisso, mais ele pirava na idéia de que o relato é real. No início era apenas um adolescente chato pegando no meu pé, mas logo surgiu a namorada maluca dele. Ambos surtando na mesma paranóia, de que eu estava envolvido numa conspiração governamental mundial cujos dissidentes brasileiros haviam escondido um espécime alienígena, e eu sabia onde ele estava. Lógico que no âmbito da história eu sabia onde ele estava. Mas o cara não queria isso no âmbito da história. Ele queria saber a vera, no mundo real onde estava o Juca. Os conflitos aumentaram consideravelmente e culminaram num atentado hacker ao Mundo Gump que o tirou do ar. Depois disso, o Gustavo continuou a se vangloriar de invadir meu Pc e minha vida, expôs coisas da minha rotina para varias pessoas e me ameaçou de todas as formas. Enfim, o Gustavo sumiu. A Viviane (namorada dele) começou a encher o saco querendo saber onde ele estava até que ela parou. Cerca de uma semana depois a namorada dele recebeu uma mensagem estranha pelo orkut de um sujeito com cara de caveira que chamou ela de Renata. Ameaçou a moça e mostrou fotos do Gustavo todo machucado num lugar escuro. Possivelmente numa obra. Muita gente – inclusive eu – pensou que se tratava de mais uma artimanha do louco para me pressionar. Depois disso, passaram-se alguns meses de tranqüilidade e eu dei o assunto por encerrado. Porém, quando eu estava na Espanha e o blog saiu do ar devido a um problema com um plugin, muitas pessoas começaram a levantar estranhas hipóteses sobre isso na comunidade do Mundo Gump no Orkut. Não sei onde nem como, a coisa do Gustavo voltou com força total. A notícia bombástica surgiu no fim de semana, quando apareceu uma imagem que é uma folha de jornal escaneada falando da morte de Renata P. de Faria. Na matéria existe uma foto que parece muito com a tal Viviane, que o homem-caveira chamou de “Renata”. Certamente o casal usava nome falso, como convinha a uma dupla que planejava invadir o computador alheio, atacar este site e me ameaçar em público, incorrendo em calúnia e difamação. Nós até agora não sabemos ao certo se a notícia da morte de Renata P. de Faria é real ou uma montagem. Porém, o aparecimento desta matéria policial num jornal de interior despertou o medo em muitos usuários da comunidade do Mundo Gump, que começaram a apagar sistematicamente suas mensagens e opiniões com medo de ter o mesmo fim que a Renata. Há menos de uma hora atrás, eu estava no horário de almoço e resolvi checar meus emails, dar uma olhada no orkut e me deparei com mais uma bomba: Existe um video do Gustavo sendo espancado.
NOTA: O video foi removido do you tube. O Leitor Cristiano Campos me mandou o arquivo e eu hospedei no rapidshare porque nenhum sistema de videos aceita tortura. O video é um pouco impressionante e não recomendo para crianças, porque é violento. Neste video vemos um cara magrode cuecas, com os braços amarrados sendo espancado e enforcado. O video está sem o áudio. Podemos ver nele pelo menos três homens. Um documentando a cena (pela resolução, suponho que seja com um celular) um outro de tênis e bermuda e outro usando uma jaqueta de couro. É possível ver que eles estão num tipo de cozinha ou área, porque existem azulejos nas paredes. Durante uma parte do video Gustavo parece que desfalece repetindo alguma coisa. Então o sujeito de tênis levanta ele para que seja esmurrado na boca do estômago. Gustavo cai com o soco e vai tomar um tapa na cara quando o video termina. Então eu me pergunto se isso é real. Não sei. Pode ser. Seriam eles policiais que pegaram o Gustavo? Seriam eles os hackers que o próprio Gustavo disse ter ajudado ele a invadir o meu Pc? Eu não sei. Eu só sei que o que temos aqui é o retrato de um casal problemático. Um cara que sumiu e agora surge sendo espancado e uma moça que também sumiu aparecendo numa notícia antiga de coluna policial de cidade do interior. É possível que Gustavo e Renata tenham feito outros desafetos além de mim. Desde que isso começou esta coisa tem se tornado um pesadelo. O relato de um mib era para ser apenas um conto e devia se restringir apenas a este blog. De uma maneira que escapa a minha compreensão algumas pessoas começam a pensar que o video do alien 3d é real e como resultado temos duas possíveis mortes, que querendo eu ou não, irão me colocar como suspeito. Há uma última hipótese no qual eu me agarro com todas as minhas forças. Gustavo está vivo e elaborou toda esta canalhice para me incriminar e assim despertar atenção da mídia para cima de mim, porque ele acredita que sendo pressionado desta forma eu vou revelar a verdade sobre o alienígena capturado no Brasil. Só me resta uma coisa a fazer. Revelar as partes 7 e 8 do relato de um mib, para que sejam anexados nos autos das investigações. O beco sem saída está lentamente se fechando. Eu estou ficando seriamente preocupado com a minha segurança pessoal. Quem me conhece sabe a quantidade de remédios que passei a tomar desde que todo este pesadelo começou na minha vida. Talvez publicando o que falta, essas pessoas parem de me pressionar. É por isso que estou avisando que publicarei HOJE A NOITE a parte 7. E AMANHÃ a parte 8 do relato.
O relato de um Mib – Estragaram tudo
Eu sei, eu sei que jurei que não ia mais tocar no assunto. Você que acompanhou o Relato de um Mib até aqui deve estar intrigado, pois até etão o Relato, uma OBRA 100% FICCIONAL criada por mim, seguia numa linha de hiper realismo onde eu até agora não havia me manifestado. Porém, uma série de acontecimentos surgiram no decorrer dessa blog novela e é por isso que eu estou escrevendo para avisar que o Relato de um MIB termina aqui. ACABOU Mas antes que eu encerre o assunto de uma vez, é importante deixar claro algumas coisas acerca desta história e os acontecimentos que levaram a esta decisão. Eu já havia feito a parte 7 e 8, como já havia comentado aqui antes. Estas partes da história estavam prontas e eu estava apenas finalizando alguns detalhes antes de colocar as mesmas no ar. Porém, já tem um tempo, venho recebendo emails insistentes de algumas pessoas sobre o Relato de um MIb. Ocorre que uma destas pessoas, um cara até então chamado Gustavo Souza Rabello apareceu do nada e começou a me atacar gratuitamente, dizendo ser um estudioso de ufologia e que sabia que eu estava mesmo envolvido com Vortex e agentes que ocultam um alienígena no Brasil. O cara vê no aviso em letras garrafais de que a Obra é 100% ficcional uma tentativa deliberada de disfarçar a verdadeira realidade por trás dos fatos. Isso é assustador pois revela que certas pessoas são tão obstinadas em criar seu mundo de fantasia que não pouparão ninguém que se atrever a desconstruí-lo. E foi o que eu fiz. O tal sujeito se uniu a um cara chamado DocLottaLove que tem uma teoria meio mais ou menos sobre o video do alien (aquele que eu fiz aqui em casa num fim de semana) ser real. E a partir desse rolo do DocLottaLove, mais de 7 meses após o lançamento do video, é que se deu o quiprocó. De uma maneira meio louca eu acabei me metendo numa rede de relações que envolvem pessoas que juraram destruir a minha vida. Estas pessoas vieram para a minha cidade, fizeram perguntas ao porteiro do meu predio, obtiveram informações da minha vida pessoal com parentes meus, me seguiram, investigaram minha mulher, o trabalho dela, invadiram o meu computador, hackearam o Mundo Gump, obtiveram informações sigilosas de clientes meus, minhas, e passaram estas informações a outras pessoas. Sem falar no site que eles criaram unica e exclusivamente para me difamar aos quatro ventos. O cara entrou no meu blog, criou um rebú como nunca antes visto na história deste país. Floodou o blog completamente. Baixou o nível nos comentários e quanto mais eu tentava bloquear o cara pior ele ficava, pois ele entrou numa de pensar que eu fazia isso para tentar calar sua teoria sobre o alien escondido no Brasil. Imediatamente eu tomei todas as providências que estavam ao meu alcance. A primeira delas foi ligar para a Anne, minha advogada e iniciar um processo civil por danos morais e patrimoniais contra estas pessoas. Liguei para um amigo meu que e delegado de polícia e um inquérito está sendo estabelecido para apurar todos estes fatos. O Mundo Gump ficou fora do ar por três dias e com isso perdemos muito. Nossa base de leitores estava estável em mais de 10.000/dia e caiu um dia após para 3.000/dia. (veja o buraco e o meu esforço para subir a parada pelo alexa) Os anúncios do blog passaram para russo durante quase uma semana, registrando um recorde negativo de faturamento em uma desgraça que eu nem sabia que era possível. Posteriormente a estes fatos, o sujeito e a namorada dele entraram numa de me acusar de ameaçá-los de morte. O cara pegou fotografias da minha mulher que eram exclusivas para amigos no orkut e postou no site dele para que todo mundo visse que minha esposa é militar. O cara prometeu revelar um segredo que nas palavras dele “iria acabar com o Philipe”, uma pasta compactada que ele encontrou quando invadiu o meu Pc. Pasta que eu não tenho, nunca ouvi falar. Ele prometeu divulgar a pasta e sumiu. Eu achei que aquele era o fim da brincadeira de mau gosto com o meu trabalho aqui no blog. Mas aquela era mais uma das muitas pontas do iceberg. O cara desapareceu e logo depois surgiu a namorada, uma tal de Viviane Rocha de Mattos, alegando que o namorado dela havia sido seqüestrado. A menina também ficou sumida um tempo, aparecendo esporadicamente na nossa comunidade do Blog no Orkut para me criticar, fazer barraco e me acusar de ter comandado o seqüestro do sujeito – que “eu nunca vi mais gordo”. Trocamos farpas via email e orkut. Ela permaeceu me acusando e ameaçando mostrar a tal pasta, que eu já disse mil vezes que nem sei que existe. Ao que parece, a própria Viviane deletou a referência do Gustavo sobre a pasta e as fotos da minha mulher do site deles. Tempos depois reapareceu dizendo que estava fugindo, que homens estavam vindo atrás dela. Viviane passou a se esconder, viajou para outros estados e passou a mostrar “provas” de que eu estava por trás do seqüestro do namorado dela, como emails claramente forjados no Photoshop onde eu ameaçava a vida do Gustavo em troca da tal pasta e do apagamento do site deles. Óbvio que eu não fiz nada além de consultar minha advogada, que incorporou mais e mais crimes e provas de outro atentado contra minha moral por parte destas pessoas. Em seguida, a tal Viviane tornou a sumir. Neste meio tempo, milhares de teorias e especulações, algumas totalmente sem sentido, surgiram no Orkut e até em sites da internet. Pessoas apontaram “furos no roteiro”, Os caras piram tanto que chegaram a especular que eu criei uma página para parecer de erro quando o blog saiu do ar. Coisa mais banal de se verificar não tem. Pegue um domínio, instale o Wordpress, depois faça um chmode de blouqeio total nos arquivos de cabeçalho e veja que vai aparecer a MESMA mensagem. Tipo, foi especulação de tudo que foi jeito. Apareceu até alguém usando o meu próprio perfil duplicado no orkut (provavelmente para investigar sem despertar suspeitas) Algumas pessoas, conspiradoras natas, pensaram que eu havia criado o Gustavo e a Viviane, que eu havia hackeado meu próprio blog, que eu havia criado um tipo de jogo de realidade alternativa para numa “estratégia de marketing” inovadora, lançar o livro do Mundo Gump. Para os que ainda pensam essas loucuras eu apenas deixo registrado que não haverá ABSOLUTAMENTE NADA sobre o Relato de um Mib no Livro do Mundo Gump. E estratégias de marketing geralmente funcionam para dar lucro e não prejuízos diversos. Novamente pensei que o pesadelo havia acabado, mas hoje quando retornei do Instituto onde eu trabalho, (onde não funciona orkut nem msn) fui ver meus recados e me deparei com um aviso de um leitor aqui do blog que a tal Viviane, que tem um perfil fake no orkut, bem como o namorado, supostamente seqüestrado dela, que um sujeito (com cara de caveira chamado “Omega 7″) havia dado um aviso ameaçador para que ela apagasse o site. O sujeito chamou a Viviane de Renata e para provar pra ela que ela saberia quem era que estava falando, o cara mandou fotos do tal Gustavo no cativeiro. Parece um lugar sujo, com um cimento grosseiro no piso e paredes. Numa delas o cara está deitado num pano imundo. As fotos são meio chocantes. Por isso só vou linkar. Na mensagem da época do hack ao Mundo Gump enviada ao Mario, que enviou cópia pra mim, o tal Gustavo se vangloriava do ataque ao meu blog e assumia que usavam nomes falsos. Ele disse ao Mario que realmente eles são aquelas pessoas nas fotos. Até hoje eu e o Mario acreditávamos que o tal Gustavo não era totalmente sincero naquele email onde ele passava informações pessoais minhas, incluindo algumas senhas. Tudo levava a crer que alguém com tamanha coragem de incorrer em tantos crimes para provar uma tese louca de que eu escondo um alien no meu armário não seria tão louco ao ponto de usar a própria foto no perfil. Mas o fato é que o sujeito que aparece nas fotos do perfil do Gustavo e Viviane e nas fotos do tal Omega7 é o mesmo sujeito. Ele está muito mais magro que nas fotos. Parece que está em estado de inanição. Mandei agora a pouco as imagens para o primo da Nivea que é enfermeiro. O que o Junior falou pelo skype é que os ferimentos parecem compatíveis com alguém que foi espancado mesmo. Ele disse que conseguia ver que o lábio do cara tava duas vezes o tamanho normal, indicando um soco na boca ou queda e há também uma marca de coágulo na altura das costelas, o que poderia sugerir algum tipo de espancamento sério, talvez até uma fratura. O Junior se impressionou com as fotos e disse que elas parecem reais. Pessoalmente, eu ainda tenho dúvidas se estas fotos são reais ou não. Mas acho bem estranho que alguém entre num tipo de anorexia só pra me zoar. Se forem imagens reais, talvez estejamos testemunhando até onde uma pessoa desquilibrada mentalmente pode ser capaz de ir para estabelecer as bases de sua fantasia de vida no mundo real. O cara se espancou? Seria algo como o filme Clube da Luta? Teria ele fugido de casa, se escondido em algum lugar e vivenciado uma fantasia de seqüestro? Se isso for verdade, esta coisa toda daria um belo filme. Ao que parece, relembrando alguns de nossos diálogos, o tal Gustavo fazia muitas referências a filmes, como numa vez que ele repetiu o Bordão do Stallone Cobra e quando se autointitulou o Neo da verdadeira Matrix. Seria esta uma pessoa perturbada tentando criar uma realidade paralela a todo custo? Se a resposta for sim, estamos todos diante de uma das situações mais Gumps que eu já vi. De qualquer forma, tenha sido o tal Gustavo (que não sabemos o nome real) ou a Viviane (Renata?) pessoas com transtornos mentais, o fato é que eu estou com medo de continuar o Relato de um MIb. Veja, se estas pessoas são capazes de chegar onde chegaram, se eles forem loucos mesmo, e eu continuar o Relato da maneira como ele foi criado e deveria ser, eu posso realmente sofrer risco de vida. É por isso que eu decidi parar e não divulgar a parte 7 e 8, que já estão prontas. É triste, mas é uma imposição da realidade. Talvez no futuro, de acordo com os acontecimentos poderei rever isso e até continuar. Mas por enquanto a história para aqui. Se você leu tudo, muito obrigado. Se não leu, que pena. Caso queira ler, lembre-se O relato de um Mib é uma Obra 100% ficcional. Se bem que depois desses acontecimentos, ela nem é mais tão ficcional assim. Um abraço a todos Philipe
O Relato de um MIB parte 6
Caro Senhor Philipe, Meu nome é Rogério. Eu tenho acompanhado atentamente sua série de textos intitulados “O relato de um MIB”. Tenho certeza que o senhor recebe inúmeros emails como este, fazendo perguntas e lançando interessantes questionamentos sobre a veracidade dos dados embutidos no seu “conto”. Eu gostaria de fazer apenas uma ou duas colocações que julgo pertinentes sobre a questão do seu informante, o tal Vortex. Mas antes, permita-me que eu me apresente. Meu nome é Rogério, tenho 39 anos e tenho um amigo de infância que trabalha para a Agência Brasileira de Informações, a ABIN. Sempre gostei de ufologia e assuntos relacionados a ufos. No feriado, eu, minha esposa e o meu amigo, junto com sua noiva, estivemos juntos num churrasco e entre uma cerveja e outra, o assunto acabou indo parar em ufologia. Acabou que eu fiquei sabendo que eles estão investigando uma série de denúncias sobre roubo de dados estratégicos sigilosos de órgãos governamentais brasileiros. Os caras estão rastreando o vazamento destes dados desde outubro de 2006. Eu não quis me aprofundar muito para não dar na vista, mas sabe como é. Umas caipirinhas ajudam a soltar a língua de qualquer um. E ele me disse que está a par do “Relato” e estão investigando o senhor para chegar no Vortex. Não tenho porque esconder um fato que deve ser do seu conhecimento, que trata da veracidade de alguns dados passados ao senhor pelo seu amigo Vortex. Tirando os 50% de contra-informação, que eles pensam que foram passados a você por ele para encobrir a origem real dos dados e evitar o rastreamento, há uma significativa parcela de dados reais e comprometedores que podem colocar o Brasil e o senhor em extremo risco. Talvez risco de vida. A esta altura, o senhor deve estar se perguntando o porque deste meu email para avisá-lo destes fatos, já que sou amigo da pessoa que está investigando o caso. Estou fazendo isso porque adoro o seu blog e gosto do jeito que o senhor escreve. Acho uma sacanagem que alguém explore o senhor assim e o Mundo Gump venha a acabar por isso. Mas entenda, isto precisa parar, pois está ficando perigoso demais. Meu amigo não quis me falar muito dos próximos passos, mas eu acredito que vão envolver a PF. Eu fiquei enchendo o saco dele e colocando pilha para ver até onde eles podem ir e ele comentou sobre uma tática usada pela CIA. Ela tem um nome estranho que esqueci agora. Talvez essas pessoas estejam grampeadas ou não sejam do Brasil. A linha de investigação da Abin é que ele está usando seu blog para exibir a entidade biologica porque pretende vendê-la. Descobrir para quem e porque, são os próximos passos da investigação. Há uma segunda hipótese de que ele irá usar os dados para chantagear o governo brasileiro. Meu amigo acredita que o tal Vortex não está no Brasil, mas sim na Argentina, Chile ou Uruguai. Ele não quis me dizer exatamente em que país ele suspeita, mas eu chuto que talvez tenha a ver com a origem do primeiro email. O único encontrado na sua máquina. O email em questão, criado num servidor gratuito, já foi deletado, mas o registro dele bate com um cybercafe num desses países. Então, peço perdão por me alongar, mas fique atento. A sua “historinha” chamou mais atenção do que devia. Nos próximos dias eles vão dar uma batida no seu computador do trabalho. Eu posso apostar que darão com os burros n ´água. Mas pense dez vezes antes de aceitar o convite desta pessoa para visitar a entidade biologica. (Caso já não foi) Boa sorte e continue escrevendo, mas sem colocar a cara na reta. Grande abraço TRANSLATION Dear Mr Philipe, My name is Rogerio. I have closely followed its series of texts entitled “The report of a MIB.” I’m sure that he receives numerous emails like this, asking questions and launching interesting questions about the veracity of the data embedded in his “story”. I would like to make just one or two that I standings relevant to the question of his informant, as the Vortex. But first, let me present myself. My name is Rogerio, I have 39 years and I have a friend from childhood who works for the Brazilian Agency of Information, the ABIN. Whenever I have enjoyed ufology and matters related to ufos. In the holiday, myself, my wife and my friend, along with his fiancee, were together in a barbecue and beer between one and another, it just stop going into ufology. I was just knowing that they are investigating a series of complaints about theft of confidential data of strategic Brazilian government. The guys are crawling the cast of this data since October 2006. I did not want me not to give much deeper in sight, but know how it is. Some caipirinhas help to drop the language from anyone. And he told me that is aware of the “Report” and you are investigating to reach the Vortex. Not because I hide a fact that should be the best of his knowledge, which deals with the veracity of some data passed to you by your friend Vortex. Apart from the 50% of counter-information, they think they have been passed to you by him to disguise the true origin of the data and avoid the crawl, a significant portion of real data and problematic classified information that can put you in Brazil and the extreme risk . Maybe a life-threatening. At this time, you should be asking whether this is because my email to notify you of these facts, since I am a friend of the person who is investigating the case. I am doing this because I love your blog and I like the way that you write. I think a slutty someone you explore World Gump and thus will end up hence. But understand, this must stop because it is getting too dangerous. My friend did not want me to talk much of the next steps, but I believe that will involve the PF. I was filling the bag and putting it stack to see how far they can go and he commented on a tactic used by the CIA. She has a strange name forgot that now. Perhaps these people are stapled or are not in Brazil. The research line Abin is that he is using his blog to show the biological entity because it wants to sell it. Find out for whom and why, are the next steps of research. A second hypothesis that it will use the data to blackmail the Brazilian government. My friend believes that such Vortex is not in Brazil but in Argentina, Chile or Uruguay. He did not want me to say exactly in what country he suspected, but I kick that might have to do with the origin of the first email. The only found on your machine. The email in question, set up a server for free, has been deleted, but it beats the record with a cybercafe in these countries. So, I ask forgiveness for dwell, but stay tuned. His “story” drew more attention than it should. In the coming days they will make a hit on your computer at work. I can bet you will with the donkeys n ‘water. But think ten times before accepting the invitation to visit this person biological entity. (If it was not already) Good luck and continue writing, but without putting a face on straight. Big hug
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