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Zumbi – Parte 16

-David? – Ela sussurrou na escuridão.
Não houve resposta. Apenas o som do vento soprando lá fora. Era um vento frio que entrava levantando poeira pela casa. A porta começou a bater com a ventania.
Alice viu os clarões no céu. Uma tempestade se anunciava.
-David? David? – Alice tateou em busca do zumbi, mas notou que a cama dele estava vazia.
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Zumbi – Parte 15

David ficou alguns segundos olhando o corpo de Alice estirado na varanda da cabana. Era uma mulher bonita, sem duvida. Ele se espantou com o estranho desejo, quase incontrolável, de meter os dentes naquela carne.

Não, ele não podia fazer isso. Ele gostava dela.

David sentou-se ao lado dela. Todo sujo de sangue. Os corpos no sol já começavam a atrair as moscas.

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Zumbi – Parte 14

AVISO: CENAS FORTES E TEMA ADULTO. PROIBIDO PARA MENORES!
redband Zumbi   Parte 14

AVISO: CENAS FORTES E TEMA ADULTO. PROIBIDO PARA MENORES!

-Fica aí. – Alice sussurrou no ouvido de David.
Ela soltou a mão dele e levantou depressa, em meio aos arbustos.
-Cala, calma! Não atira! – Alice agitava os braços, nervosa. E já saiu andando pela lateral, passando atrás das árvores, ganhando distância do arbusto atrás do qual David Carlyle estava escondido.
David não teve reação. Apenas observava o desenrolar dos fatos. Não sabia quem eram aquelas pessoas, ou o que estavam, fazendo ali. Tudo parecia estranhamente lento, como se ele estivesse bêbado, ou dopado.

-Ora, ora… – Disse o homem alto de sobretudo.
-Aí está a vadia! – Gritou Don.
-Traz ela pra cá. – Berrou Michael.
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Zumbi – Parte 13

No início, tudo estava muito confuso. Parecia um sonho. As coisas não faziam muito sentido. Olhar para uma árvore ou uma pedra, era a mesma coisa. Mas gradualmente, ele começou a se lembrar.

Ele ainda não sabia o que fazia ali, esmurrando a porta. Sentia-se tonto e a dor nas juntas era absurda. Lentamente, começou a reconhecer aquele lugar. Era a cabana…

Olhou em volta, mas estava tudo muito escuro. Sentou-se no pequeno platô de madeira que dava a volta na cabana. Olhou para o céu e viu milhares de estrelas. Ainda não lembrava de quase nada. Percebeu que estava nu e que sentia muito frio. O vento da noite soprava forte, sacudindo as folhas das árvores ao redor da cabana. O corpo estava doendo muito. Suas memórias eram embaçadas. Fragmentadas e confusas.

Lembrou-se de um caminhão, tiros, de um zumbi velho vindo pra cima dele… De levar sopapos, lembrou do vinho, da garrafa, do rótulo, e pegar na mão de uma mulher. Mas não lembrava o rosto dela. Lembrou de fugir de um cachorro enorme, de pular no mar. Lembrou do esgoto e do cheiro quente e fétido. Lembrou do rio, da cachoeira, do turbilhão de água… Lembrou de lobos e de esmagar a cabeça de alguém com um cano de ferro.

Mas não sabia quem ele era, ou o que estava fazendo ali daquele jeito. Sentiu vontade de vomitar. Seu estômago doía terrivelmente.Vomitou e não saiu nada. Seu estômago contraía em espasmos dolorosos, seus olhos ardiam. Saiu uma gosma branca.

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Zumbi – Parte 12

Alice andou para trás, assustada. Ela sentia um misto de horror, pavor e desapontamento.

David Carlyle Deu apenas mais um passo e parou. Ele olhou para ela com seu olhar vazio. E então virou-se, voltando a adentrar a floresta. Alice viu o zumbi caminhar com seus passos sempre vacilantes até sumir entre as folhagens.

Só então ela respirou. Percebeu que estava ofegante, havia ficado contraída, sem respirar dado o medo. Ela olhou os cadáveres dos lobos. Um tinha a cabeça esfacelada, de onde descia uma fina cascata de sangue pela trilha.

Alice correu para a acabana. Ela entrou e trancou-se lá. Sentou na cama e chorou.
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Zumbi – Parte 11

Alice tremia feito vara verde.

O vulto que ela tinha visto, ou pelo menos pensava ter visto, tinha passado ao longe, no meio da floresta, e em seguida, sumira no meio das folhagens.

Talvez tivesse sido um animal. Ou quem sabe, um dos dois malucos? Seria David?Alice estava morrendo de dor de cabeça, talvez culpa do vinho, talvez pelo nervoso.

A jovem teve medo de gritar e eventualmente atrair um morto que estivesse nas proximidades.

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Zumbi – Parte 10

Era uma loura que havia se mudado para o sétimo andar, de frente para a casa dele. Ela era bonita e tinha um irmãozinho pequeno. Certo dia, ela apareceu na varanda usando apenas calcinha e acenou para ele. David mal podia acreditar no seus olhos quando viu aquela loura escultural do sétimo andar só de calcinha na varanda. Era tarde da noite e aquele tinha sido um dia de muito calor. David chegou na varanda e ficou olhando. A moça parecia hipnotizá-lo com o belo movimento dos quadris. Ao fundo ele escutou uma musica abafada que era a que ela estava dançando. Ela não tirava os olhos dele e movendo-se languidamente,  e enfiando os polegares nas laterais da calcinha, começou lentamente a baixá-la…

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Zumbi – Parte 9

David Carlyle despediu-se de Ronald. Voltou para seu quarto cabisbaixo. A palavra “descarte” não saía de sua cabeça. David parou em frente a porta de seu quarto, já ia entrar quando decidiu ir até o quarto de Clarck, no final do corredor, para tentar obter informações sobre o que exatamente era este descarte e como ele era realizado. David já tinha ouvido o Doutor Mayong dizer que as pessoas eram usadas em caminhões, como iscas para capturar e matar hordas de zumbis. Talvez Clarck soubesse alguma coisa que pudesse fazer a diferença e ajudá-lo a interceptar o tal caminhão em que Alice estava.

Ao chegar na porta do quarto 238, David ouviu uma conversa lá dentro. Ele colou o ouvido na porta para escutar melhor. Imediatamente ele percebeu a voz do senhor Hork, que discutia com Clarck.

-…E quando que vocês vão falar com ele? – Perguntou o senhor Hork.
-Tudo tem sua hora, senhor Hork. – Respondeu Clarck.
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