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10 Peixes curiosos do mar de Porto de Galinhas

October 17th, 2009 7 Comments

Como vocês sabem, eu fui para o Porto Cai na Rede, e durante o passeio eu tive algumas idéias de posts para fazer depois que voltasse da viagem.

Uma das coisas que fiz questão de registrar mentalmente é a fauna local. É daí que surgiu a idéia desse post sobre os animais incríveis que podem ser vistos – e até tocados – numa visita a Porto de Galinhas.  Muitos deles, darão de cara com você assim que desembarcar da jangada na beira dos recifes de corais.

Me lembro claramente que foi ali, numa pequena loca na rocha, entre corais marrom-esverdeados, que eu vi um peixe de um azul tão inacreditável que até hoje penso que poderia ter sido uma alucinação.

Certamente esta figura aí não sou eu

Certamente esta figura aí não sou eu

Mergulhar nas piscinas naturais e explorar cada meandro de um volume imenso de corais é um prazer único. Infelizmente, minha atividade de mergulho observativo teve que ser interrompida, pois a maré subiu rápido e as jangadas tiveram que se retirar. Eu consegui ver alguns peixes e fotografar outros tantos, mas confesso que fiquei com “gosto de quero mais”.

Lembrando daqueles dias felizes sob um sol escaldante, eu resolvi matar a saudade num post sobre os peixes curiosos que habitam a região de Porto de Galinhas.

Infelizmente, este post só abordará uns poucos, mas facilmente vistos em águas rasas, uma vez que não deu tempo de fazer o mergulho de aqualung (garrafa) para descobrir o que havia mais para o fundo. Para fazer este post eu contei com o auxílio do meus amigos e leitores Juliano e esposa, que cederam gentilmente algumas dessas belas fotos subaquáticas.

Sargento (Abudefduf Saxatilis)

Começando pelo peixe mais comum. O sargento é igual a pardal. Tem em quase tudo que é praia do Brasil. Sua principal característica são as linhas pretas e amarelas no corpo. Este peixinho é simpático, eu diria até amistoso. Ele não é grande, chegando a no máximo uns 18cm.

Peixe Galo (Selene Vomer)

O peixe galo é famoso por sua cara meio esquisita. De frente ele é fino, mas de lado, parece largão. É um peixe prateado, que nada rápido. Ele fica mais no fundo. Eu consegui ver uns poucos nadando perto de uma das piscinas naturais mais fundas. Parece que este peixe é comum nas praias de areia.

Parú  ou frade ( Pomacanthus Paru)

Este é um peixe bem bonito, com tom escuro e cara branca. A marca amarela se destaca bem debaixo da água. Este peixe nada devagar com muita elegância. Ele fica perto dos buracos na pedra. Me pareceu meio territorialista, pois eu vi um peixe desses dando corrida num outro. Este peixe é ainda mais bonito quando jovem, pois ele é preto com listras finas amarelas:

Outro peixe que dá pra ver é o Salema (Anisotremus Virginicus)

Este peixe é reconhecido facilmente pelas duas manchas pretas na cabeça. Seu corpo é colorido e ele é facilmente visto em toda a costa do Brasil. Ele chega a ter 40cm, mas na área de corais eles raramente chegam a este tamanho. Só vi desses aí com 7 ou 8 centímetros.

Peixe borboleta listrado (Chaetodon Striatus)

Este peixe é bastante bonito e pode ser visto nadando solitário ou em pares perto dos corais. Ele come pólipos de corais e algas. É bem bonitinho. Sua característica são as faixas pretas e amarelo-pálido. Graças a coloração ele pode ser confundido com o peixe sargento.

Baiacu de espinho (Diodon Hystrix)

Este peixe é engraçadinho. Quando calmo, ele tem a aparência meio quadradinha. Ele nada devagar, sempre solitário. Tem uma cara de curioso e não parece se assustar facilmente. Quando capturado, ele infla, virando uma bola de espinho como a da foto.  Aumentar de tamanho é um bom macete para não ser comido.

O Baiacu é um peixe que tem mandíbulas fortes. Ele é muito venenoso, podendo levar a morte quem o ingerir e os espinhos podem machucar. Por isso, admire à distância.

Piaba do mar (Pempheris Schomburgki)


A piaba do mar nada em grandes grupos, sempre perto de pedras ou tocas. Olhando de longe, parecem borboletas.  é mais fácil de vê-las atrás da área de arrebentação. As piabas do mar tem esta forma de trapézio invertido bastante característica, o que torna fácil identificá-las.

Anjo Ciliaris (Holacanthus ciliaris)


Este é na minha opinião um dos peixes mais bonitos que habitam a costa do Brasil. Sua principal característica e a forma com dois prolongamentos perto da cauda e suas cores, onde predomina o amarelo, tendendo para o alaranjado e uma grande mancha azul na base da nadadeira peitoral e no meio da testa. O que faz o show no visual deste peixe é o azul iridescente que parece um show de neon ao redor do mesmo.  Nos adultos, os olhos são de duas cores. O visual do peixe é inacreditável. A foto até parece Photoshop, mas é exatamente assim que você dá de cara com ele nadando placidamente nos recifes de corais.

Peixe Voador ( Dactylopterus volitans)


Peixe voador recebe este nome por sua capacidade inacreditável de saltar e em seguida planar usando as gigantescas nadadeiras peitorais. Ele costuma fazer isso para escapar de predadores e diversos pescadores garantem já terem visto estes peixes deslocando-se pelo ar com tamanha desenvoltura que não raro são confundidos com aves.Segundo a Wikipedia, o peixe voador pode atingir uma altura de 6 metros e percorrer uma distância de 90 metros do local do salto. Exitem cerca de 50 espécies de peixes que “voam”. Algumas espécies podem chegar a 400 metros de vôo dependendo das condições de vento. Na costa de Barbados, uma equipe de filmagem do canal japonês NHK conseguiu registrar um peixe voador planando sobre as águas por 45 segundos. Um feito impressionante para um peixe que raramente passa dos 30 cm.

Cavalo Marinho (Hippocampus)

O cavalo marinho é um peixe tão estranho que nem parece um peixe. Parece mais um alien. Você não vai ver o cavalo marinho mergulhando, mas sim num passeio de jangada no portal de Maracaípe. Os jangadeiros tem experiência em mergulhar e trazer estes animais incríveis para impressionar os turistas. Infelizmente, graças a ação predatória do Homem, o cavalo marinho é hoje  é um animal ameaçado de extinção. Eles são peixes ósseos e pertencem a um único gênero – Hippocampus.
Curiosamente nesta espécie, é o macho quem engravida. A espécie de cavalo marinho que habita a região de Porto de Galinhas é do tipo Hippocampus reidi, que na sua fase adulta atinge 18,5 cm. O cavalo marinho vive em média cinco anos. Segundo o jangadeiro, ao serem separados, os casais já formados morrem. Segundo ele, de “saudade”. Obviamente não consegui confirmar esta informação.  Este animal extraordinário nada verticalmente, tem a habilidade de mover os olhos separadamente e costuma se agarrar as coisas usando a cauda preênsil, como um macaco.

Dicas finais –

Mergulhar é um grande prazer, mas é algo que deve ser feito com respeito e consciência. Nunca mergulhe sozinho, mesmo sendo experiente, o mergulho é sempre uma atividade que deve ser feita com supervisão. Ao mergulhar perto dos corais, tome cuidado para não danificá-los. Os jangadeiros credenciados que fazem o transporte até os recifes costumam alertar os turistas a não usar o pé de pato para não danificar os corais. Uma dica importante é levar sua própria máscara e seu snorkel. Os jangadeiros tem máscaras que emprestam aos turistas, mas eles não tem snorkel, o que dificulta muito o processo e o prazer do mergulho. Assim, leve o seu esquipamento. A água é absolutamente quente, a mais quente que eu já vi, então não perca tempo com trajes de neoprene a menos que você vá mergulhar muito fundo, junto aos naufrágios, por exemplo.

Em Porto de Galinhas existem empresas que fazem o turismo do mergulho. Esta atividade deve ser feita por equipes credenciadas. Peça para checar as credenciais de todos os que oferecerem este tipo de mergulho. Há o batismo, que é feito com quem nunca mergulhou antes. A coisa toda é supervisionada e pelo que eu sei, bastante profissional. Mas não dê mole para o azar. Não tente bancar o 007 e fazer gracinhas. Obedeça rigorosamente tudo que os instrutores mandarem.  Ao fazer mergulho em profundidades maiores, tenha em mente que provavelmente você não poderá viajar de avião nas próximas 48 horas em função dos gases no seu sangue. Confirme esta informação com a agência de passeios e mergulhos, pois isso consta em alguns guias turísticos da região, mas não vi ninguém comentar este pequeno detalhe. Na ânsia por vender um passeio desses, em geral por cerca de 80 a 100 reais por cabeça, o responsável pode “esquecer” de informar isso. E com estas questões não se brinca.

Como eu disse, estas informações sobre o intervalo de vôos após o mergulho devem ser confirmadas por você junto ao pessoal qualificado. Eu não consegui obter informações sobre qual a profundidade máxima que você pode ir sem risco. Se estiver em dúvida, pegue uma máscara e um snorkel e mergulhe nos recifes de corais e deixe o aqualung para outro dia.  Uma das maiores vantagens de Porto de Galinhas é a transparência e temperatura da água. Os peixes ficam desfilando perto dos corais, perfeitos para aquela sua foto inesquecível.

Boa viagem e bons mergulhos.

Lagartixas, animais incríveis

October 15th, 2009 18 Comments

Lagartixas são animais surpreendentes. Embora muitas pessoas tenham a imediata intenção de matar uma lagartixa ou gritar de medo e/ou nojo, esses animais são importantes controladores de pragas, como insetos. E além disso, são criados por gente do mundo todo como animais de estimação.

Originárias da África, elas se espalharam por todo o mundo e hoje existem tantos tipos de lagartixa que é quase impossível conhecê-las todas.

Quem sabe, após ler este post, você encarará aquela singela lagartixa da parede de uma outra forma, mais positiva. Confira só.

Veja que impressionante esta foto:

À primeira vista é complicado encontrar onde começa e onde termina a lagartixa, de tão eficiente sua camuflagem.

Para estes animais impressionantes, não basta ter as cores e a forma certas. Eles conseguem se contorcer e se mover como se fossem realmente folhas secas.

Este espécime incrível foi descoberto em Andasibe-Mantadia National Park em Madagascar. fonte

Outras lagartixas são eficientes em se ocultar em troncos. Veja:

Outros são tão habilidosos na arte da ocultação que fica difícil até pra nós acharmos ela na foto. (acredite, tem uma lagartixa nesta foto abaixo)

Pode parecer abuso esperar que você acredite que isso aqui em baixo não é uma folha de verdade, mas acredite ou não, isso é mesmo uma lagartixa Uroplatus, de rabo de folha, nativa de Madagascar.

Nesta foto abaixo é mais fácil de encontrar ( e admirar) o corpo impressionante deste animal:

No seu processo evolutivo, as lagartixas tornaram-se altamente adaptaveis aos mais variados ambientes do nosso planeta. Para sobreviverem, elas desenvolveram aparências muitas vezes impressionantes. Um exemplo é a lagartixa voadora:

Ela tem este nome porque – adivinha? Sim, ela consegue planar, saltando de áreas altas como as copas das árvores. Isso permite a lagartixa mudar radicalmente de lugar, seja para buscar comida, seja para escapar de predadores.

Suas membranas nos dedos são grandes e quando abertas, as palmas permitem que ela crie grandes áreas de resistência ao ar, reduzindo sua velocidade de queda de forma substancial. Com o tempo, elas desenvolveram a habilidade de manipular as mãos e os pés para controlar a direção do “Vôo”. Seu corpo desenvolveu membranas laterais que aumentam sua capacidade de planar.

É possível perceber a absoluta diversidade de espécies de lagartixas quando observamos e comparamos a morfologia das suas patas.

Embora muitas lagartixas usem de camuflagem para se ocultar nas florestas, nem todas utilizam-se deste expediente. Algumas espécies tem um aspecto monocromático:

E algumas lagartixas são bastante curiosas em termos de colorido e padronagem.

Muitas vezes o toque bizarro fica a cargo dos olhos. Sempre esbugalhados.

Uma curiosidade das lagartixas é que algumas espécies conseguem se comunicar vocalmente através de ruídos, coisa incomum para répteis. Além do mais é um dos únicos animais do planeta que conseguem aderir em quase qualquer superfície e até escalar o vidro. Essa capacidade incrível se dá porque as patas da lagartixa são cobertas com microscópicos pelinhos e isso gera uma atração magnética graças as forças de Van der Waals.

Cães que comem de tudo

October 10th, 2009 45 Comments

“Meu cachorro comeu”.

Esta é uma das frases que certamente está descrita em detalhes no “livro negro dos professores carrascos” como a pior e mais deslavada desculpa que os alunos dão para não fazer a lição.

Embora eu reconheça que muitos alunos usam a desculpa do cachorro que come tudo na maior cara-de-pau, há, por outro lado, evidências concretas de cachorros que realmente comem de tudo. Existem inclusive evidências de que certos cães tem preferências bem bizarras na hora de comer o que não devem.

Eu tive a idéia deste post lendo no portal do MSN a notícia de que uma cadela filhote de bull terrier que comeu uma flecha de brinquedo com 27 centímetros – quase o tamanho dela. Isso em termos humanos, significaria um cara de 1,80 metros comer inteiro, um cachorro-quente de um metro!

Obviamente a cadela precisou ser operada para a retirada da flecha. Veja o raio X:

Se podemos dizer que cães são capazes de comer de tudo, colocando sua própria vida em risco, devemos também reconhecer que eles são bastante seletivos quanto ao objeto a ser comido. Eu que já tive cachorro posso dar meu depoimento de que os cachorros são mestres em aprontar verdadeiras barbaridades quando se trata de comer o que não devem.

Me parece que o cão, este sacana de quatro patas que amamos odiar, dá uma preferência na seguinte ordem:

  • Coisas caras
  • Coisas novas
  • Objetos raros
  • Objetos de valor inestimável e únicos – Heranças de família, móveis antigos, itens de coleção, etc
  • Documentos e objetos de grande importância para o dono – contratos, provas, documentos pessoais, etc
  • Coisas corriqueiras mas importantes – Celulares, agendas, chaves de carro, etc
  • Equipamentos eletrônicos – Plugues, cabos, fios, aparelhos eletrônicos, brinquedos
  • Sapatos
  • Coisas que fazem sujeira – Papel higiênico (incluindo o usado da lixeirinha), sacos plásticos, etc

Muitos cães são tão sacanas que na hipótese de encontrar um manancial vasto de destruição potencial, como dois pares de sapatos sob a cama, eles conseguem escolher o mais caro.

O cão tem algum tipo de sexto-sentido na hora de escolher o “alvo”. Nunca a “lei de Murphy” foi tão certa, o que me leva a questionar cá com meus botões se o Murphy tinha um cachorro. Certamente devia ter, ou do contrário, ele não saberia que se algo pode dar errado, dará. E dar errado com um cachorro comilão é simples: Basta que você tenha um objeto pessoal, brinquedo, item de mobília ou qualquer coisa de valor dentro de quatro paredes e ao alcance dos dentes dele, para aquilo virar uma “janta potencial”.

Eu tive um cachorro que se chamava Rex I. Como a esta altura você deve imaginar, o cão se chamava Rex I porque em seguida surgiu o Rex II, que era pra ser o clone do Rex I. Pelo menos na aparência era bastante similar, mas enquanto o falecido Rex I era um gênio, o Rex II era um completo retardado. Rex II era o Mr. Bean dos cães.

Os dois comiam toda sorte de porcariadas que achavam pela frente, mas o Rex I, em suas astúcia sacana, dava clara preferência a comer plugues. Valia qualquer tipo de plug, desde que fosse importante – ou caro.

Se o Rex I sumisse, certamente ele estaria sob um acama ou sofá, mascando demoradamente um plug da tevê, do computador ou mesmo um cabo de rede. O cachorro era tão esperto que sabia que aquilo era errado, mas a compulsão era maior do que ele. O rex I não aguentava e após destruir um plug qualquer, ele mesmo corria todo encolhido para debaixo da mesa da sala, aguardando pela esculhambação. Não raro, descobríamos o Rex encolhido, e então tínhamos que começar um check out pela casa para descobrir onde estaria a vítima ou seus restos mortais. Não raro, o pedaço de plug só era localizado posteriormente, no cocô do infeliz.

Bater não adiantava, gritar idem e nem mesmo esfregar o plug comido na cara dele. Ele sabia que estava fazendo merda e até hoje não sei como, ele conseguia comer até plug de tomada sem tomar choque.

O seu sucessor era também um pequeno mestre em aprontar marmotas, mas ele nunca comia plugues. O Rex II gostava mesmo era de comer as mãos dos comandos em ação. Não me pergunte porque, mas o cachorro era louco em comer brinquedo, dando clara preferência a braços e pernas. Dada a estupidez completa do Rex II, eu suponho que ele comesse as pernas e braços apenas porque eram mais fáceis de morder. Nada comparado ao gênio maquiavélico do Rex I, que certa vez, comeu o plug de conexão do carregador da câmera de video VHS novinha trazida do Paraguai. Coisa rara na época. Com apenas meia dúzia de mordidas, ele conseguiu transformar um caro e cobiçado item tecnológico numa sucata quase sem serventia.

Fora minha experiência com os cães domésticos, a rede está repleta de histórias curiosas, e algumas eu diria, até escabrosas de coisas bizarras comidas pelos cachorros. Volta e meia eu vou atrás de uma ou outra dessas, porque é engraçado descobrir que não é só a gente que se ferra com esses diabinhos de quatro patas. Quer alguns exemplos?

  • Estrela de belém
  • Pato de borracha
  • Celular
  • 13 bolas de golfe
  • Faca
  • Facão
  • Gancho
  • Corrente de aço
  • Chave do carro
  • Controle do Wii

Confira algumas dessas coisas (com as radiografias) no meu post sobre coisas bizarras que os cachorros comem.

Dinossauros lutam num programa de Tv ao vivo

October 7th, 2009 10 Comments

Bem legal este video:

É óbvio que os dinossauros são fantasias, já que estes animais estão extintos a milhões de anos. Mas me impressionou o molejo da roupa de filhote de Trex (ou similar) que o cara usa. Dá pra ver as pernas do ator fora da roupa, mas isso no escuro faz qualquer um correr pela própria vida. Imagina que show chegar numa festa a fantasia assim. Muito legal. Se não me falha a memória, eu postei um video aqui em meados do ano passado, que mostrava esta fantasia sendo fabricada.

Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

September 20th, 2009 6 Comments

Segundo a dica do meu amigo Alexandre, chineses conseguiram gravar um “monstro marinho” (obs: Eu sei que é um monstro lacustre, mas o termo “Monstro marinho” funciona melhor).

A estranha criatura teria sido registrada nadando perto da superfície de um lago na China.

Monstros lacustres são (são?) mitos que fazem parte da história humana desde tempos bem antigos. Serpentes marinhas, criaturas gigantescas cheias de tentáculos como o monstruoso Kraken eram figuras comuns no imaginário dos valentes homens que se lançavam ao mar em busca de desbravar o planeta (que pensavam ser plano) para descobrir riquezas. Muitos desses monstros ficaram famosos e são conhecidos (com inúmeras testemunhas oculares) até os dias de hoje. O mais famoso é Nessie, o monstro do Lago Ness, na Escócia. Outro monstro bastante famoso é o Ogopogo, que fica nos lagos da Columbia Britânica, no Canadá e vem sendo registrado desde 1700.
Embora criaturas enormes, com grandes corpos e cabeças de serpente venham sendo descritas e em alguns casos até registradas por equipamentos de testemunhas, não se obteve nenhuma prova irrefutável de que realmente existam. Por conta disso, os monstros marinhos estão na mesma categoria dos aliens e “pés grandes”, “homens das neves”, yetis e etc.
Seria possível mesmo que algum tipo de animal desconhecido ou ser pré-histórico tenha conseguido se manter incólumes em habitats longes dos olhos humanos por tantos milênios?
Esta é uma pergunta que muitos pesquisadores tentam – até o momento – em vão responder. Pesquisas usando sonares de alta precisão não identificaram o monstro de Loch Ness, embora tenham registrado atividades estranhas no lamacento fundo do lago, que permanecem inconclusivas (pois podem ser pedras, lodo, troncos podres ou até cardumes de esturjão).
Embora tenha sido registrado em relatos, e até mesmo em boletins policiais, o Monstro do Lago Ness, “Nessie” para os íntimos, sempre foi algo de truques e boatos falsos que embora tenham servido para divulgar o monstro, operaram com igual força na mente das pessoas para desacreditá-lo.
Um exemplo disso é a famosa foto em que Nessie aparece com a cabeça para fora do lago, que anos depois de rodar o mundo, foi reconhecida pelo próprio autor como uma fraude deliberada.

A famosa foto falsa do Monstro de Loch Ness

A famosa foto falsa do Monstro de Loch Ness

A maioria das pessoas já não crê mais em serpentes marinhas, famosas na idade média. Hoje, a maioria das pessoas que especulam sobre as erráticas criaturas que tem sido registradas, acreditam que possam ser algum tipo de plessiossauro, um tipo de dinossauro que parece se encaixar como uma luva sobre os relatos das testemunhas.

Embora muitos céticos creiam que tudo não passa de uma questão cultural, algumas fotos deixam a coisa ainda mais intrigante. Uma delas é esta nadadeira, registrada com uma câmera submarina pelo barco de Robert Rines, em 1972, um barco que estava em busca do famoso monstro.

Seria uma barbatana de monstro marinho?

Seria uma barbatana de monstro marinho?

A notícia de que fósseis de plessiossauros foram encontradas nas margens do lago Ness, contribuem para a crença de que Nessie seja uma remanescente de dinossauros, embora os plessiossauros tenham existido milhares de anos antes do lago vir a se formar, na era do gelo.

Outra fotografia impressionante é a do não tão famoso “Champ”, o monstro do lago Champlain.

A mais famosa foto do Champ

A mais famosa foto do Champ

O monstro do lago Champlain, um lago enorme que vai de Nova York ao Canadá já “apareceu” para cerca de 130 pessoas diferentes, sendo registrado em fotos muitas dessas vezes. A foto mais famosa foi obtida em 1977, quando Sandra Mansi passeava com a família na beira do lago. Ela viu a enorme cabeça da criatura emergir, sendo precedida por um longo pescoço e um corpo escuro. O marido de Sandra entrou em Pânico, gritando para que as crianças saíssem da água.Desde que sua foto foi publicada no New York Times, muitas pessoas alegaram ter visto o Champ. Entretanto, muita gente desconfia da veracidade da história alegando que o que foi registrado era apenas um tronco com um pedaço de madeira flutuante. Outra boa hipótese foi a de um elefante se refrescando num lago, com a tromba para fora. O problema maior com esta hipótese, é que não existem elefantes na região do lago Champlain.

A região do Canadá é fértil em termos de lagos e por conseguinte, de monstros lacustres. Talvez o monstro mais famoso de lá seja o Ogopogo, que aparece em registros de 1700.  O Ogopogo, ao contrário dos outros monstros, parece uma serpente, surgindo copm diversas corcovas para fora da superfície do lago. Ele teria uma cabeça parecida com a de um cavalo e seria muito rápido.

O aspecto mais assustador do Ogopogo é que ele come gente. Lendas dos nativos americanos referem-se ao Ogopogo tendo se alimentado de pessoas que se aproximavam do lago. E muitas pessoas que foram nadar no lago Okanagan sumiram sem deixar vestígios e seus corpos nunca foram encontrados.

Fora este, existem também os monstros (sim, um casal) Caddy e Amy, que supostamente vivem no baía de Cadboro. Já se passaram mais de duas décadas de aparições do estranho casal de moradores da baía. Estima-se que a taxa de avistamentos dos dois oscila em 6 avistamentos ao ano. Uma taxa impressionante para qualquer monstro marinho que se preze. As aparições chegaram a tamanha taxa de freqüência que ocorreu uma grande tentativa de capturá-los e transferí-los para um tanque em Vancouver. Obviamente, o empreendimento não obteve sucesso.

Sabe-se que outros lagos menos conhecidos ostentam casos de monstros. Um deles é um monstro argentino. Ele teria sido visto por um fazendeiro no lago Nahuel Huap, e seu nome é Nahuelito.

Nahuelito, o monstro lacustre portenho

Nahuelito, o monstro lacustre portenho

Outro monstro curioso é o que habita um lago na Turquia. Confira o documentário sobre ele.

Se realmente essas criaturas existem ou se são produtos da mente humana, não podemos dizer. Mas apenas registrar e esperar que mais cedo ou mais tarde, novas descobertas da criptozoologia joguem luz sobre estes intrigantes mistérios do mundo.

Moleques mataram um alien?

September 18th, 2009 23 Comments

Esta é a pergunta que muitas pessoas fizeram ao ver a misteriosa criatura que teria sido morta a pauladas por um grupo de jovens do Panamá.

A misteriosa criatura chamou a atenção das pessoas por não parecer com nada visto até o momento.

Segundo jornais panamenhos, quatro adolescentes entre 14 e 16 anos estavam em torno do lago, no sábado (12), quando viram uma criatura bizarra saindo de uma gruta. Assustados com sua aparência e com medo de serem atacados, os jovens atiraram pedras até matá-la e a jogaram na água. A notícia logo se espalhou pela cidade. Retirada do lago, a criatura foi apontada como um ET por moradores da região e pela imprensa local. Outros a descreveram como o personagem “Gollum”, da trilogia “O senhor dos anéis”.

Ouvido pela rede de jornalismo Telemetro, o especialista em vida silvestre do órgão nacional de meio ambiente Melquiades Ramos disse que o caso está sendo investigado e que as características da criatura são “muito peculiares”.

Nesta terça-feira (15), foi encontrado no local um animal sem cabeça, que seria um bicho-preguiça. Ainda não se sabe se há alguma relação com o caso do ser encontrado no fim de semana. fonte

Me parece bem óbvio que se trata de um Bicho Preguiça morto. É possível, inclusive, ver as garras típicas do animal numa das fotos. Porém, a ausência de pêlos e o fato do nariz do animal parecer diferente deixa a coisa um pouco intrigante.

Certamente não se trata de um extraterrestre, mas é possível que se trate de algum tipo de animal com mutação. O mundo está repleto de animais com mutações estranhas e eu não ficaria surpreso se este fosse o caso.

Talvez a curiosidade do caso se deva justamente a ser um caso de preguiça com alopecia geral. Isso é perfeitamente possível, haja visto que isso é causado por um defeito genético relativamente comum em outros primatas. Veja:

Cinder é o nome deste Chimpanzé que sofre de alopecia total.
Esperidião Amin sofre de “Alopecia Universal Totalis”, onde todos os pêlos do corpo caem.

Varios leitores sugeriram este post. Meu agradecimento a todos.

Descoberta uma cobra com perna (uma)

September 15th, 2009 11 Comments


Só podia ser na China. Acharam uma cobra com perna por lá. A cobra tem uma mutação que fez nascer uma perna nela. Muito louco!

Duan Qiongxiu, 66 anos, entregou o animal para cientistas, que se surpreenderam com o fato do animal ter aparentemente desenvolvido uma pata completa, com quatro dedos.

“Eu acordei e ouvi um barulho estranho. Quando acendi a luz, vi o bicho rastejando na parede”, conta Duan. Ela pegou um sapato e matou o animal, mas guardou o corpo em um pote com álcool.

A cobra bizarra será estudada pelo departamento de ciências biológicas da Universidade de Nanchong.
Fonte

A cobra mutante poderá indicar aos cientistas como era a aparência do animal que posteriormente perdeu as pernas e tornou-se o ancestral da cobra moderna.

Várias pessoas mandaram esta dica. Obrigado amigos.

NOTA: Ao que parece, a cobra havia ingerido um lagarto ou filhote de crocodilo. A notícia, segundo o meu amigo Mori lá do ceticismo aberto estava imprecisa -talvez propositalmente – e não dava conta de que um animal pode exercer suficiente pressão no estômago de uma cobra ao ponto de perfurá-lo.
Duas coisas me intrigam nesse caso:
1- As cobras costumam estrangular ou envenenar os animais antes de engoli-los inteiros. Neste caso, ela comeu o bicho ainda vivo.
2- A casa de Duan Qiongxiu, é freqüentada por cobras e outros animais!

Os Moglis reais – Casos assombrosos de crianças criadas por animais

September 15th, 2009 8 Comments

Quem nunca viu aquele desenho da Disney “Mogli”? Na história de Rudyard Kipling, imortalizada no traço da Disney, um menino é criado por animais selvagens e tem como amigos macacos e ursos.

Pode parecer incrível, mas a história da humanidade está recheada de lendas e fábulas sobre crianças sendo criadas por animais. Talvez um dos maiores expoentes disso na nossa cultura ocidental, seja o clássico literário de Edgar Rice Borroughs, “Tarzã, o rei dos macacos”.

Em contrapartida, na história das civilizações antigas, a criação por animais é parte integrante de sua existência. Veja por exemplo o caso de Rômulo e Remo. Dois gêmeos recém nascidos do século VIII A.C. que abandonados por um tio, encontram numa loba sua mãe adotiva. Alimentados pela loba, Rômulo e Remo crescem e posteriormente são encontrados por um pastor, que os ensina a agir como humanos. Os dois dão origem a uma civilização que posteriormente dominou o mundo: Roma. Ficção? Talvez.

Muitas vezes, é bem difícil separar o joio do trigo nessas lendas, mas sabemos que muito do que se pensava ser apenas mitologia tem um fundo de verdade. O ser humano, quando extirpado de seu local numa estrutura social organizada, perde quase completamente o comportamento e adota uma forma de vida eminentemente selvagem, regredindo milhares de anos de evolução num piscar de olhos.

Geralmente, a tentativa de resgatar essas pessoas e trazê-las de volta para a sociedade de onde saíram, resulta em retumbantes fracassos e sofrimento de ambos os lados. Uma vez selvagem, dificilmente o ser humano consegue se reintegrar à civilização. Este fator, percebido em inúmeros casos de tentativas de reintegração,  expõe duramente  uma verdade:  A de que a Humanidade só evolui em conjunto. Pensamos nossa vida de modo individual e podemos ter a ilusão de que nós nos bastamos, mas essas histórias mostram o quanto somos dependentes do outro. Isso nos mostra também, o poder da linguagem, que permeia as sociedades pré e pós-civilizadas desde um período anterior aos dois milhões de anos atrás e que segundo muitos estudiosos foi o que nos separou dos animais selvagens e propiciou uma rápida ascensão evolutiva e também na cadeia alimentar.

Pensando nisso, acredito que seja interessante agrupar aqui alguns dos mais interessantes e intrigantes casos de crianças que foram adotadas e curiadas por feras selvagens, vivendo como animais, alheios ao mundo e até da  percepção de que pertenciam a uma outra espécie.

O menino lobo de Hesse -

Este é um dos casos mais antigos já registrados de crianças humanas vivendo como feras. O menino logo de Hessie foi precariamente registrado, o que gerou conflitos e imprecisões históricas. Estima-se que o menino lobo de Hessie, pode ser a soma de três casos distintos.

Em 1344, (com variações entre 1544 e 1744) caçadores do reino alemão de Hesse capturaram um menino que tinha entre 7 e 12 anos de idade. O menino estava completamente fora de si, e agia como um animal. Ele estivera vivendo com os lobos durante grande parte de sua vida. Monges Beneditinos que registraram o caso em seus alfarrábios contam que o menino teria sido roubado da família aos três anos, pelos próprios lobos que o criaram.

Quando descoberto na floresta, o menino vivia nu, se alimentava de carne regurgitada pelos lobos e dormia em tocas cavadas no chão.  Além disso, o menino logo de Hesse corria de quatro com extrema habilidade, e era capaz de saltar distâncias impressionantes para sua idade. Tratado como uma curiosidade anormal por seus captores, o menino não sobreviveu mais que uns poucos dias. Existem suposições que a morte do jovem tenha se dado em função de uma dieta reforçada de alimentos cozidos.

O segundo menino de Hessie, como é conhecido, pode ser apenas uma versão errada do primeiro menino, mas também é possível que se trate  de uma outra criança. Este nunca teria sido capturado por humanos, embora houvesse tentativas infrutíferas de capturá-lo. Em alguns relatos, o segundo menino teria mordido, arranhado seus captores e fugido para a parte mais densa da floresta na companhia de uma alcatéia, para nunca mais ser visto.

O menino lobo de Wetterau

O caso do menino Lobo de Wetterau ocorreu em 1344, durante um inverno excepcionalmente frio. Nobres Caçadores que se embrenhavam nas florestas de coníferas em busca dos lobos, descobriram um menino que estava vivendo com uma alcatéia nas proximidades de uma fazenda chamada Echtzel. Os nobres capturaram o menino, que foi levado de volta à civilização. O menino viveu até os oito anos de idade. Especulou-se que dada a proximidade e a pouca idade da criança, ele poderia ter sido roubado da fazenda.

O menino lobo de Ardennes

Outro caso interessante de criança capturada por lobos foi relatado no livro “Schediasma de hominum inter ferus educatorum statu naturali solitario”, Publicado em1730. Neste livro,  Koenig, Henricus Conradus conta que uma criança foi roubada por lobos e criada por eles. Quando descoberta, ela agia como um animal selvagem e só comia carne crua. Criada por uma família e alimentada gradualmente com outros alimentos, vivendo na presença de outras crianças, seu comportamento bestial foi gradualmente sumindo e ela inclusive aprendeu a falar.

O menino urso da Lituânia

Em 1661, numa floresta da Lituânia, um grupo de caçadores em busca de peles encontrou um menino vivendo em meio a um grupo de ursos. Apesar da forte resistência imposta pelo menino, que mordia,  arranhava e se debatia ferozmente, ele foi capturado. O menino urso foi levado para Varsóvia, na Polônia e batizado como Joseph. Durante anos o menino continuou a comer apenas carne crua e pastar na grama. Embora nunca tenha deixado de rosnar, Joseph adquiriu um limitado vocabulário e terminou sua vida como empregado de um nobre polonês.

O menino ovelha da Irlanda

No ano de 1672, um jovem de apenas 16 anos foi descoberto preso numa armadilha nas montanhas da Irlanda do Sul. Desde que fugira da casa dos pais quando criança, o jovem viveu com um rebanho de ovelhas selvagens. Embora só comesse capim, ele era curiosamente saudável e também bastante musculoso. Levado numa rede para a Holanda, ele foi entregue aos cuidados do Dr. Nicholas Tulp, de Amsterdã. O menino nunca aprendeu a fala humana e berrou como uma ovelha por toda sua vida.

A menina urso de Fraumark

Em 1767, dois caçadores capturaram uma jovem que os atacou depois que eles atiraram num urso, durante uma caçada nas montanhas de Fraumark, na Hungria. A jovem de 18 anos era alta e bastante musculosa. Segundo indícios, ela estava vivendo com os ursos desde a infância. Mais tarde ela foi internada num asilo em Karpfen, porque se recusava a usar roupas e comer qualquer coisa que não fosse carne crua ou casca de árvore.

Dina Sanichar

O caso de Dina Sanichar é emblemático. Ele foi encontrado nas florestas úmidas da Ìndia, vivendo com  lobos selvagens e habitando uma caverna em Buland-shahr. O Jovem foi levado para o orfanato de Sekandra, próximo a Agra, onde recebeu o nome de Dina Sanichar. O menino nunca conseguiu usar roupas e passava o dia afiando os dentes em um pedaço de osso. Ele ficou 28 anos no orfanato, mas nunca falou. Em 1895, ele morreu de tuberculose agravada pelo único hábito humano que aprendeu: Fumar tabaco.

William Mildin, o rei dos macacos

Este caso carece de mais dados comprobatórios e muitos acreditam que tenha sido o caso que inspirou a história de Tarzã. Nele, um jovem (que investigadores do caso acreditam chamar-se William Russel) William Mildin, que seria o 14 conde de Streatham. Ele era uma criança de 11 anos quando teria naufragado na costa oeste da África em 1868. Mildin teria conseguido chegar a costa de alguma maneira e lá foi adotado por uma família de macacos, onde viveu por 15 anos, até ser descoberto e levado para a Inglaterra.

Amala e Kamala


Na faculdade de Psicologia, nós estudamos alguns desses casos, e um dos mais interessantes pra mim foi o caso de Amala e Kamala, ocorrido no ano de 1920. O caso das jovens, um dos mais fartamente documentados, é relatado por um padre, o reverendo J.A.L. Singh, que capturou as duas crianças, uma com 3 e outra com 5, que estavam vivendo em uma alcatéia. Os lobos que as adotaram viviam nas florestas próximas a vila de Midnapore, na Ìndia. Batizadas de Amala e Kamala, as duas meninas eram mudas, só emitindo grunhidos e rosnados.

Elas andavam de quatro e só comiam carne crua. Após um ano na civilização, Amala morreu. Kamala aprendeu a ficar em pé e adquiriu um vocabulário limitado de 45 ou 50 palavras antes de finalmente morrer, em 1929.

Posteriormente, surgiram rumores de que a história de Amala e Kamala seria uma fraude deliberada para tentar obter proventos e sustentar o orfanato do padre. Fortes evidências surgiram que indicam isso, deixando dúbioa a questão. Independente da questão fraudulenta da história, muitas pesquisas sobre a linguagem e o desenvolvimento cognitivo usaram Amala e Kamala para ilustrar pontos de vista, e por isso a história das meninas é ensinada até os dias atuais. fonte

O menino Leopardo de Cachar

O menino leopardo de Cachar foi descoberto em 1938 por um esportista inglês, que viu o jovem, de oito anos morando com uma fêmea de leopardo e seus filhotes nas montanhas de Cachar, ao norte da Índia. O menino, que fora levado pelo leopardo cinco anos antes, foi posteriormente devolvido a sua família de origem que era composta de fazendeiros e camponeses. Embora ele fosse quase cego, o jovem conseguiu identificar indivíduos e objetos através de seu olfato extremamente desenvolvido.

Ramachandra – O menino anfíbio

Um caso bastante curioso de crianças-fera é o de Ramachandra, um menino descoberto em 1973, vivendo na beira do rio Kuano, na Índia.Embora tenha sido testemunhado em 1973, o menino anfíbio só foi capturado em 1979. O jovem foi levado para um vilarejo próximo ao rio, onde tentaram criá-lo como uma pessoa normal. Mas ele nunca andou de pé. Pulava como um sapo e passava as horas contemplando a beira do rio. Não aprendeu a falar e preferia comida crua. Ele também nunca usava as mãos para pegar a comida. O menino anfíbio morreu em 1982, após se aproximar de uma mulher indiana (especula-se) com o intuito de copular. A mulher se assustou e vingou-se do menino anfíbio jogando água quente no corpo dele.

Traian C?ld?rar
Em fevereiro de 2002, um pastor da Romênia, descobriu o jovem, morando numa velha caixa de papelão em meio a floresta. Desnutrido, doente, com feridas provocadas pelo intenso frio e nu, o jovem foi levado para um orfanato a 110 milhas de Bucareste. Os médicos que o examinaram disseram que ele não poderia viver sozinho naquelas condições e especularam que ele vivia com uma matilha de cães. Trainan não sabia mais falar. Em seguida, descobriram a mãe do jovem, Lina C?ld?rar que disse acreditar que ele fugiu de casa devido aos maus tratos infligidos pelo pai violento. Um tempo após voltar para casa, o jovem já se comunicava oralmente e gradualmente avançou para um comportamento socialmente aceitável. fonte

A menina das selvas


Uma jovem cambojana surgiu das selvas em janeiro de 2007. Imediatamente após o aparecimento da “menina das selvas” uma família reclamou seu parentesco, afirmando que se tratava de Rochom P’ngieng, nascida em 1979. A jovem foi descoberta quando roubava comida de uma fazenda. Não se sabe como ela foi parar na selva, e os parentes acreditam que “maus espíritos” a roubaram da família. A jovem parecia entender o que falavam com ela, pois obedecia ordens. Mas não falava e não pegava nada que não dessem a ela diretamente.

Levada para casa, ela foi vestida e obrigada a se comportar como uma pessoa civilizada. Logo, a menina apresentou sinais de depressão e numa noite, livrou-se das roupas e fugiu de volta para a floresta.

Meses depois, ela foi recapturada e novamente conduzida para casa. Depois de um longo período de adaptação a jovem começou a se afeiçoar aos parentes, sobretudos as crianças pequenas, que ela abraça e beija todo o tempo. È com os pequenos que a jovem se sente segura, pois sorri e brinca contínuamente.

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Oxana Malaya – A menina bicho


Oxana viveu a maior parte de sua vida na companhia de cães selvagens na Ucrânia.

Filha de pais mentalmente perturbados e alcoólatras, a menina foi expulsa de casa com apenas três anos. Adotada por cães, ela passou a viver com eles numa espécie de cabana que havia nas proximidades da sua antiga casa.

Graças ao contato, a jovem desaprendeu tudo que sabia de hábitos humanos e adquiriu comportamentos e maneirismos de cachorros.  Ela late, anda de quatro e se coça como um cão. Ela só sabe dizer “sim” e “não”. A jovem adquiriu grandes habilidades como olfato apurado e audição excepcional. Sem estímulos intelectuais e emocionais a mente da menina é praticamente a mesma de um cachorro.  Até 2006, com 23 anos, a jovem vivia num lar para pessoas com problemas mentais.

Lyokha – Desaparecido


Encontrado em dezembro de 2007 numa  floresta de Kalunga, na Rússia, em companhia de uma família de lobos, o jovem russo foi conduzido a um hospital, onde foi cuidado, teve suas enormes unhas cortadas e recebeu banho e tratamento médico. O jovem agia como um lobo, mordendo e grunhindo. Andava de quatro e não falava. Apenas grunhia.  O caso dele foi publicado até aqui no blog.

O jovem Lyokha aproveitou-se de um descuido e conseguiu fugir do prédio de volta para a floresta, onde nunca mais foi visto.  Acredita-se que ele ainda esteja em companhia da família de lobos. fonte

Natasha – O caso mais recente


O caso de Natasha aconteceu na cidade russa de Chita, em 2009. Natasha é uma menina de apenas 5 anos que viveu trancada num cômodo, sem praticamente nenhum contato com o ser humano. Ela ficava junto com cães, gatos e sem nenhum tipo de aquecimento ou higiene. Quando foi encontrada, a menina não sabia falar. Apenas latia e rosnava, pulando nas pessoas em uma busca desesperada por atenção, como apenas os cães fazem.

A jovem havia sido raptada do colo da mãe ainda bebê pelo próprio pai, que a escondeu numa casa caindo aos pedaços, cheia de lixo e sem nenhuma condição de habitação. O homem trancou a menina no cômodo e chegou a lutar com a polícia, quando anos depois do sequestro, os oficiais chegaram no cativeiro para resgatar a criança. O pai dela foi preso, mas já está solto, aguardando julgamento.

fonte

O caso de Natasha lembra o de um outro famoso selvagem, Kaspar Hauser.

Misha Defonesca – A fraude

Esta jovem tinha apenas sete anos quando seus pais foram capturados por nazistas. Escondida numa casa segura a jovem se manteve ilesa da ação dos nazistas. Misha ficou na casa durante um longo tempo, até que com medo de ser descoberta ela fugiu para a floresta, onde sobreviveu se alimentando de frutinhas e comida roubada de fazendas. A Segunda Guerra seguiu violenta, e a jovem andou por meses através das florestas, cobrindo 4.800 km durante quatro anos de solidão, andando com medo da guerra e em busca dos pais. Ocasionalmente, a jovem vivia com uma alcatéia. Posteriormente, a jovem deu seu testemunho sobre a vida que levava.

Em minhas viagens, eu podia dormir profundamente na companhia dos lobos. Os dias com minha família de feras multiplicavam-se. Não tinha idéia de há quanto tempo estava com eles. Achava que ia viver com os lobos para sempre e isso me parecia melhor que voltar ao mundo humano. Hoje, as lembranças daqueles dias são cinzentas. Foi uma experiência maravilhosa”

A história da menina virou um livro autobiográfico  em 1997. Posteriormente, a história foi convertida num filme, e tempos depois, os editores e o autor confessaram que tudo não passou de uma fraude.  fonte fonte

Embora existam algumas fraudes como a de Amala e Kamala, Misha Defonesca e etc, o numero de seres humanos que adquirem comportamentos selvagens em ambientes hostis, muitas vezes na companhia de animais selvagens é expressivo. Pode parecer, aos olhos do leigo, que tudo é fraude ou erros de interpretação de histórias do passado, ou ainda, manipulações da imprensa marrom para vender jornal. Mas o fato é que o ser humano demonstra uma impressionante adaptabilidade e estes casos de crianças-fera mostra exatamente isso.

Para quem ficou curioso e gostaria de saber mais casos de pessoas assim, confira este site, que contém uma lista de todos os casos de crianças-fera  investigados e comprovados.

Espero que tenham gostado. Até a próxima.

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