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Sapo cabeludo?

December 4th, 2009 6 Comments

Eu não imaginava que viveria para ver um sapo cabeludo. Nunca imaginei que anfíbios pudessem ter cabelo. Mas o fato é que existe uma espécie de sapo que aparentemente tem cabelo. Este estranho sapo vive na África central e seu nome popular é (óbvio) “sapo peludo”.


A espécie, da família Arthroleptidae mede 11 cm tem estruturas aderidas ao corpo que se assemelham a pelos, embora não sejam pêlos de fato. São papilas dermais que crescem exageradamente e se localizam nos flancos. Acredita-se que elas funcionam como uma forma de decoração e como elemento auxiliar na respiração. Cada uma das papilas, contém artérias que facilitam bastante a troca gasosa do anfíbio, auxiliando na respiração.
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Cachorro sobrevive após comer cem pregos de uma só vez

November 27th, 2009 No Comments

Todo mundo que tem ou teve cachorro sabe como eles são capazes de comer qualquer coisa. Sobretudo se é importante.
Mas alguns vão longe demais. Veja por exemplo este cão, um Basset hound de três anos, que comeu de uma só vez 100 pregos, e sobreviveu. Ele precisou ser operado e o veterinário levou mais de uma hora para conseguir tirar cada um dos cem espetos que ele engoliu. Alguns pregos chegaram ao intestino do animal. Felizmente os pregos não perfuraram nenhum órgão e o basset já está pronta para outra.

Via Associated Press
(viu que bizarro aquela poltrona em forma de sapato?)
Eu já havia comentado sobre cães que comem de tudo aqui em outro post, que inclusive, me rendeu um Xbox. Confira.

Criptozoologia cartográfica?

November 10th, 2009 7 Comments

Quando eu estava fazendo pesquisa para o post dos mapas, eu me deparei com uma coisa intrigante. Sabemos que antigamente, era normal que os cartógrafos deixassem a mente viajar ao desenhar os mapas. Muitos mapas medievais eram ilustrados com figuras mitológicas e criaturas estranhas. Vários mapas antigos ostentam os monstros e serpentes marinhas, além de sereias e outras criaturas que os marinheiros, supersticiosos acreditavam existirem no mar distante . Confira:

Criaturas estranhas surgindo do mar neste mapa de 1539

Bestas marinhas em um mapa de 1570

Era de se esperar que criaturas ameaçadoras e terríveis surgissem nas mentes dos homens que atravessavam os oceanos em completa dependência do vento, muitas vezes sem ao menos saber para onde estavam indo.

Algumas vezes estes mapas e desenhos do período revelam aspectos interessantes da compreensão dessas pessoas na época. Veja por exemplo esta imagem que mostra os homens desembarcando no que pensavam ser uma ilha e na verdade era uma baleia, publicado originalmente no Novi Orbis Indiae Occidentalis, 1621.

Os nossos contemporâneos sabem que isso é totalmente impossível, mas para o imaginário das pessoas da época, monstros existiam e avistar uma baleia ao longe produzia grande terror nos homens do mar.

Agora, alguém poderia me explicar como que dinossauros são mostrados nas imagens abaixo se eles já estavam extintos?

Serpentes marinhas de Buffalo Land – Noth America 1872

Observando as criaturas da imagem acima e comparando com as demais bestas marinhas do imaginário popular, é de se estranhar que o cara que desenhou isso tenha acertado a forma dos dinossauros, colocando inclusive pterodactilos na imagem.

Bom, tentei arrumar uma explicação plausível para o fato curioso de que as “bestas marinhas” do desenho de 1872 são praticamente dinossauros. Minha primeira hipótese é que o cara que desenhou isso teria se inspirado nos fósseis. Mas dando uma pesquisada, eu percebi que os primeiros fósseis completos de dinossauros encontrados foram iguanodontes, numa mina de carvão da Bélgica em 1878. Mas olhando na wikipedia eu vi que o primeiro fóssil de plesiossauro foi descoberto por Mary Anning em  1821. Ela teria descoberto também o primeiro fóssil de pterossauro em 1828. Assim é plausível que o artista tenha se inspirado nos fósseis de Mary Anning para compor a ilustração sobre as bestas marinhas de Buffalo Land.

Entretanto, existem inúmeros relatos no campo da criptozoologia sobre criaturas que pensávamos estar extintas e no entanto a cada ano diversos avistamentos acontecem. Este também poderia ser o caso do artista? Teria ele ilustrado criaturas realmente vistas pelos navegadores que julgávamos estarem extintas?

Sabemos que em diversos lagos mundiais, uma série enorme de criaturas marinhas desconhecidas, chamadas popularmente de “monstros” são avistadas com relativa frequencia, sendo alguns relatos tão antigos que remontam o século XV.

Sobre os pterossauros do desenho, não é de hoje que pessoas de diversos lugares do mundo afirmam terem visto estes animais alados, em diversos tamanhos. Alguns deles são mencionados na Wikipedia, como o Ropen, o Ahool e o Kongamato africano, um tipo de pterodátilo que ataca as pessoas. O Kongamato tem centenas de testemunhas oculares – algumas inclusive atacadas pelo selvagem  animal – e teria sido visto no Zimbabwe, na República do Congo, Namibia, Tanzânia, Angola e no Quênia.

Até onde a fantasia humana alcança? Onde está o ponto em que a ficção se entrelaça com a realidade estupenda? Durante anos a ciência acreditou que o celacanto estava extinto. Até ele ser descoberto vivo na costa da Àfrica em 1938.

A espécie mais influente do mundo

November 9th, 2009 14 Comments

Você liga sua tv de LCd e assiste a um velho video em blue ray mostrando Neil Armstrong dando o primeiro passo do ser humano fora do nosso planeta.
E então eu te pergunto: Qual a espécie mais influente do mundo?
Certamente nove entre dez pessoas que pensassem sobre este assunto colocariam o ser humano como a espécie de maior influência no nosso planeta.

E provavelmente elas estariam erradas.

Segundo uma pesquisa exaustiva que levou nada menos que vinte um anos e meio, a espécie mais influente do mundo, sem sombra de dúvida, é a MINHOCA.

Eu já sabia!

Eu já sabia!

Ela está acima de qualquer vírus, bacéria, fungo, planta, inseto, peixe e mamífero no nosso mundo.

Entender porque a minhoca, esta criatura banal que rasteja em silêncio no meio da terra alcançou o alto do pódium de espécie mais influente do mundo, envolve perceber que elas são tão importantes quanto antigas.
Não seria um exagero dizer que toda a vida animal – e isso inclui a nós humanos – na Terra se deve a minhoca.
A minhoca que habita o nosso jardim é um acestral direto de um animal primitivo, que surgiu no mar antes de qualquer outro e acabou dando as caras numa praia a cerca de 600 milhões de anos. Isso é algo impressionante quando pensamos que toda a história humana neste planeta tem apenas 4 milhões de anos. E essa história seguramente começou com esta minhoquinha.
basta observarmos como é a estrutura básica de praticamente todos os animais. Uma espécie de tubo onde a comida entra de um lado, passa por processos químicos onde os nutrientes são retirados e sai pelo final do tubo. Isso é o design-minhoca, que querendo ou não, eu, você, os patos, os leões, as capivaras e toda sorte de bichos que vieram depois compartilhamos.
E não foi só seu design a chave do sucesso. A minhoca deu um grande salto evolutivo quando deixou de nadar e passou a se enterrar na areia. Isso permitiu a ela sobreviver aos mais diversos predadores, de trilobitas a escorpiões marinhos.
Se isso não bastasse, as minhocas são uma das espécies que mais contribuem para a melhoria do planeta. Ao contrário dos humanos e sua existência destruidora, as minhocas estão o tempo todo contribuindo para que o solo se torne mais fértil, através dos túneis de ventilação que produzem com sua passagem e através de seu copioso excremento.
A minhoca está tão adaptada ao nosso mundo que elas sobreviveram a nada menos que cinco grandes extinções em massa ao longo desses 450 milhões de anos. Sabemos hoje que algumas dessas extinções devastaram mais de 96% de toda vida marinha do período e 70% de toda a vida terrestre. Mas as minhocas continuam lá, firmes e fortes. Bem, não necessáriamente firmes.
A capacidade de sobrevivência da minhoca é tão impressionante que se cortarmos a minhoca, ela possui um fatior de cura no melhor estilo Wolverine e se recupera numa boa. O pedaço perdido cresce novamente. Imagina um animal capaz de perder a metade do seu corpo e se regenerar? A minhoca faz isso.
Na verdade, a capacidade de regeneração da minhoca é tão impressionante que em laboratório experiências conduzidas com minhocas para avaliar seu poder de cura demonstraram que uma única minhoca fez crescer a metade de seu corpo amputado nada menos que 40 vezes seguidas, em nome da Ciência, sem reclamar nem morrer.
Agora compare a capacidade de sobrevivência da minhoca com o ser humano, que morre até caindo no chão.
Outro aspecto da minhoca é que ela afetou de modo tão dramático a evolução das civilizações humanas quanto sua importância é desconhecida. Foi graças as minhocas que os Egípcios conseguiram estabelecer uma agricultura de grande porte nas margens do Nilo. Sabemos que até as pirâmides do egito estão lá graças a ajuda delas. Se não fossem as minhocas perfurando e fertilizando o solo, seria necessário um exército enorme de agricultores para revolver e misturar a terra. Pessoas que – tendo as minhocas para fazer isso por elas – puderam carragar pedras para constuir as tumbas dos faraós.
É fácil imaginar que as minhocas tem pouca importãncia hoje em dia, quando os pesticidas e fertilizantes químicos fazem um trabalho pesado na produção de alimentos para nossa espécie. Mas não é nada disso, pois foi graças a minhoca que os conceitos de agricultura sustentável surgiram.

Rachel Carson foi uma ambientalista e professora de métodos agrícolas e ambientais nas décadas de 50 e 60. Ela ficou famosa por avisar aos americanos que um dia eles iriam acordar e não ouviriam os pássaros cantar. A razão, segundo Rachel Carson é que os pesticidas usados, como o DDT (diclorodifeniltricloroetano) envenenavam os solos, contaminavam as minhocas, mas as minhocas não morriam, pois elas conseguem até mesmo tolerar as toxinas mais violentas. Porém, os pássaros que se alimentam de minhocas morriam rapidamente, vítimas do DDT. O Uso do DDT estava colocando várias espécies de pássaros em risco de extinção, com riscos indiretos para a vida do ser humano.
Foi o livro da senhora Carson, chamado Silent Spring, publicado em 1962 que abriu as portas para o que conhecemos como movimento ambiental. Então, não seria exagero dizer que foi graças ao sistema digestivo das minhocas que nós começamos a rever os nossos conceitos e enxergamos a necessidade de tratar o planeta com mais respeito.

O termo “minhocas” abrangem espécies bastante variadas. Basicamente podemos dizer que existem cerca de 15000 espécies de vermes segmentados, incluindo as de terra de jardim e as marinhas, passando por criaturas realmente intrigantes, como a minhoca gigante australiana (Megascolides australis) que atinge três metros de comprimento a minhocas microscópicas que só podem ser vistas pelo miscroscópio.

Seja que tamanho for, a minhoca é uma grande amiga do nosso planeta, e raramente é tratada com o respeito que merece. Mas é uma piada comparar o impacto da minhoca com o do homem, afinal, as minhocas não fabricam bombas nucleares (embora consigam sobreviver em terrenos contaminados com radiação) e nem poluem os rios e mares. Muito menos matam outras espécies por frívolo prazer ou vaidade.

As minhocas são tão bem adaptadas ao planeta Terra que o próprio Charles Darwin reconheceu sua importância e dedicou grande tempo a estudá-las. Suas impressões foram publicadas num livro em 1881.

“A fertilização do solo foi uma das mais úteis invenções do homem, mas antes que o homem existisse, quem realizava este trabalho e continuam a fazê-lo até hoje, são as minhocas”

Aqui está a lista com as dez espécies mais influentes do nosso planeta:

1- Minhoca
2- Alga
3- Cianobactérias
4-Rhizobia (uma bactéria essencial para o crescimento do feijão)
5- Lactobacilos (Auxiliam na digestão e fermentação e estão vivos no yacult!)
6- O Homo Sapiens (nós)
7- O coral duro
8- O fermento (levedura?)
9- Influenza (a gripe)
10- Penicilina

Se não concorda, não reclame comigo. A lista das 100 espécies mais influentes do mundo foi publicado num livro. Veja aqui.

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Nojento: A retirada de uma mariposa do nariz de uma velha

November 8th, 2009 10 Comments

Acho que este é o título de post mais bizarro que eu já fiz nestes anos todos de blog. Mas por mais estranho que possa parecer, é exatamente disso que este video abaixo se trata: De alguma forma, esta velha indiana respirou uma mariposa.

Se você conseguir conter a aflição de ver a operação de retirada da mariposa de dentro das fossas nasais da velha, terá a incrível surpresa de ver que o inseto está vivo lá dentro.

Nauseabundo, não? Perfeito para sua segunda-feira matinal.

Ouriço careca: Bicho estranho!

November 6th, 2009 7 Comments

Olha só que bicho curioso. ( e compare com o leito do lago seco do post das pedras que andam)

Ele é o Ouriço Careca.  Colobocentrotus atratus

Muito legal. Parece um alien, mas é legal.

O ouriço careca lembra muito o Sphaeraster, um fóssil de ancestral da estrela do mar na era mesozóica:

Fonte

10 Peixes curiosos do mar de Porto de Galinhas

October 17th, 2009 7 Comments

Como vocês sabem, eu fui para o Porto Cai na Rede, e durante o passeio eu tive algumas idéias de posts para fazer depois que voltasse da viagem.

Uma das coisas que fiz questão de registrar mentalmente é a fauna local. É daí que surgiu a idéia desse post sobre os animais incríveis que podem ser vistos – e até tocados – numa visita a Porto de Galinhas.  Muitos deles, darão de cara com você assim que desembarcar da jangada na beira dos recifes de corais.

Me lembro claramente que foi ali, numa pequena loca na rocha, entre corais marrom-esverdeados, que eu vi um peixe de um azul tão inacreditável que até hoje penso que poderia ter sido uma alucinação.

Certamente esta figura aí não sou eu

Certamente esta figura aí não sou eu

Mergulhar nas piscinas naturais e explorar cada meandro de um volume imenso de corais é um prazer único. Infelizmente, minha atividade de mergulho observativo teve que ser interrompida, pois a maré subiu rápido e as jangadas tiveram que se retirar. Eu consegui ver alguns peixes e fotografar outros tantos, mas confesso que fiquei com “gosto de quero mais”.

Lembrando daqueles dias felizes sob um sol escaldante, eu resolvi matar a saudade num post sobre os peixes curiosos que habitam a região de Porto de Galinhas.

Infelizmente, este post só abordará uns poucos, mas facilmente vistos em águas rasas, uma vez que não deu tempo de fazer o mergulho de aqualung (garrafa) para descobrir o que havia mais para o fundo. Para fazer este post eu contei com o auxílio do meus amigos e leitores Juliano e esposa, que cederam gentilmente algumas dessas belas fotos subaquáticas.

Sargento (Abudefduf Saxatilis)

Começando pelo peixe mais comum. O sargento é igual a pardal. Tem em quase tudo que é praia do Brasil. Sua principal característica são as linhas pretas e amarelas no corpo. Este peixinho é simpático, eu diria até amistoso. Ele não é grande, chegando a no máximo uns 18cm.

Peixe Galo (Selene Vomer)

O peixe galo é famoso por sua cara meio esquisita. De frente ele é fino, mas de lado, parece largão. É um peixe prateado, que nada rápido. Ele fica mais no fundo. Eu consegui ver uns poucos nadando perto de uma das piscinas naturais mais fundas. Parece que este peixe é comum nas praias de areia.

Parú  ou frade ( Pomacanthus Paru)

Este é um peixe bem bonito, com tom escuro e cara branca. A marca amarela se destaca bem debaixo da água. Este peixe nada devagar com muita elegância. Ele fica perto dos buracos na pedra. Me pareceu meio territorialista, pois eu vi um peixe desses dando corrida num outro. Este peixe é ainda mais bonito quando jovem, pois ele é preto com listras finas amarelas:

Outro peixe que dá pra ver é o Salema (Anisotremus Virginicus)

Este peixe é reconhecido facilmente pelas duas manchas pretas na cabeça. Seu corpo é colorido e ele é facilmente visto em toda a costa do Brasil. Ele chega a ter 40cm, mas na área de corais eles raramente chegam a este tamanho. Só vi desses aí com 7 ou 8 centímetros.

Peixe borboleta listrado (Chaetodon Striatus)

Este peixe é bastante bonito e pode ser visto nadando solitário ou em pares perto dos corais. Ele come pólipos de corais e algas. É bem bonitinho. Sua característica são as faixas pretas e amarelo-pálido. Graças a coloração ele pode ser confundido com o peixe sargento.

Baiacu de espinho (Diodon Hystrix)

Este peixe é engraçadinho. Quando calmo, ele tem a aparência meio quadradinha. Ele nada devagar, sempre solitário. Tem uma cara de curioso e não parece se assustar facilmente. Quando capturado, ele infla, virando uma bola de espinho como a da foto.  Aumentar de tamanho é um bom macete para não ser comido.

O Baiacu é um peixe que tem mandíbulas fortes. Ele é muito venenoso, podendo levar a morte quem o ingerir e os espinhos podem machucar. Por isso, admire à distância.

Piaba do mar (Pempheris Schomburgki)


A piaba do mar nada em grandes grupos, sempre perto de pedras ou tocas. Olhando de longe, parecem borboletas.  é mais fácil de vê-las atrás da área de arrebentação. As piabas do mar tem esta forma de trapézio invertido bastante característica, o que torna fácil identificá-las.

Anjo Ciliaris (Holacanthus ciliaris)


Este é na minha opinião um dos peixes mais bonitos que habitam a costa do Brasil. Sua principal característica e a forma com dois prolongamentos perto da cauda e suas cores, onde predomina o amarelo, tendendo para o alaranjado e uma grande mancha azul na base da nadadeira peitoral e no meio da testa. O que faz o show no visual deste peixe é o azul iridescente que parece um show de neon ao redor do mesmo.  Nos adultos, os olhos são de duas cores. O visual do peixe é inacreditável. A foto até parece Photoshop, mas é exatamente assim que você dá de cara com ele nadando placidamente nos recifes de corais.

Peixe Voador ( Dactylopterus volitans)


Peixe voador recebe este nome por sua capacidade inacreditável de saltar e em seguida planar usando as gigantescas nadadeiras peitorais. Ele costuma fazer isso para escapar de predadores e diversos pescadores garantem já terem visto estes peixes deslocando-se pelo ar com tamanha desenvoltura que não raro são confundidos com aves.Segundo a Wikipedia, o peixe voador pode atingir uma altura de 6 metros e percorrer uma distância de 90 metros do local do salto. Exitem cerca de 50 espécies de peixes que “voam”. Algumas espécies podem chegar a 400 metros de vôo dependendo das condições de vento. Na costa de Barbados, uma equipe de filmagem do canal japonês NHK conseguiu registrar um peixe voador planando sobre as águas por 45 segundos. Um feito impressionante para um peixe que raramente passa dos 30 cm.

Cavalo Marinho (Hippocampus)

O cavalo marinho é um peixe tão estranho que nem parece um peixe. Parece mais um alien. Você não vai ver o cavalo marinho mergulhando, mas sim num passeio de jangada no portal de Maracaípe. Os jangadeiros tem experiência em mergulhar e trazer estes animais incríveis para impressionar os turistas. Infelizmente, graças a ação predatória do Homem, o cavalo marinho é hoje  é um animal ameaçado de extinção. Eles são peixes ósseos e pertencem a um único gênero – Hippocampus.
Curiosamente nesta espécie, é o macho quem engravida. A espécie de cavalo marinho que habita a região de Porto de Galinhas é do tipo Hippocampus reidi, que na sua fase adulta atinge 18,5 cm. O cavalo marinho vive em média cinco anos. Segundo o jangadeiro, ao serem separados, os casais já formados morrem. Segundo ele, de “saudade”. Obviamente não consegui confirmar esta informação.  Este animal extraordinário nada verticalmente, tem a habilidade de mover os olhos separadamente e costuma se agarrar as coisas usando a cauda preênsil, como um macaco.

Dicas finais –

Mergulhar é um grande prazer, mas é algo que deve ser feito com respeito e consciência. Nunca mergulhe sozinho, mesmo sendo experiente, o mergulho é sempre uma atividade que deve ser feita com supervisão. Ao mergulhar perto dos corais, tome cuidado para não danificá-los. Os jangadeiros credenciados que fazem o transporte até os recifes costumam alertar os turistas a não usar o pé de pato para não danificar os corais. Uma dica importante é levar sua própria máscara e seu snorkel. Os jangadeiros tem máscaras que emprestam aos turistas, mas eles não tem snorkel, o que dificulta muito o processo e o prazer do mergulho. Assim, leve o seu esquipamento. A água é absolutamente quente, a mais quente que eu já vi, então não perca tempo com trajes de neoprene a menos que você vá mergulhar muito fundo, junto aos naufrágios, por exemplo.

Em Porto de Galinhas existem empresas que fazem o turismo do mergulho. Esta atividade deve ser feita por equipes credenciadas. Peça para checar as credenciais de todos os que oferecerem este tipo de mergulho. Há o batismo, que é feito com quem nunca mergulhou antes. A coisa toda é supervisionada e pelo que eu sei, bastante profissional. Mas não dê mole para o azar. Não tente bancar o 007 e fazer gracinhas. Obedeça rigorosamente tudo que os instrutores mandarem.  Ao fazer mergulho em profundidades maiores, tenha em mente que provavelmente você não poderá viajar de avião nas próximas 48 horas em função dos gases no seu sangue. Confirme esta informação com a agência de passeios e mergulhos, pois isso consta em alguns guias turísticos da região, mas não vi ninguém comentar este pequeno detalhe. Na ânsia por vender um passeio desses, em geral por cerca de 80 a 100 reais por cabeça, o responsável pode “esquecer” de informar isso. E com estas questões não se brinca.

Como eu disse, estas informações sobre o intervalo de vôos após o mergulho devem ser confirmadas por você junto ao pessoal qualificado. Eu não consegui obter informações sobre qual a profundidade máxima que você pode ir sem risco. Se estiver em dúvida, pegue uma máscara e um snorkel e mergulhe nos recifes de corais e deixe o aqualung para outro dia.  Uma das maiores vantagens de Porto de Galinhas é a transparência e temperatura da água. Os peixes ficam desfilando perto dos corais, perfeitos para aquela sua foto inesquecível.

Boa viagem e bons mergulhos.

Lagartixas, animais incríveis

October 15th, 2009 17 Comments

Lagartixas são animais surpreendentes. Embora muitas pessoas tenham a imediata intenção de matar uma lagartixa ou gritar de medo e/ou nojo, esses animais são importantes controladores de pragas, como insetos. E além disso, são criados por gente do mundo todo como animais de estimação.

Originárias da África, elas se espalharam por todo o mundo e hoje existem tantos tipos de lagartixa que é quase impossível conhecê-las todas.

Quem sabe, após ler este post, você encarará aquela singela lagartixa da parede de uma outra forma, mais positiva. Confira só.

Veja que impressionante esta foto:

À primeira vista é complicado encontrar onde começa e onde termina a lagartixa, de tão eficiente sua camuflagem.

Para estes animais impressionantes, não basta ter as cores e a forma certas. Eles conseguem se contorcer e se mover como se fossem realmente folhas secas.

Este espécime incrível foi descoberto em Andasibe-Mantadia National Park em Madagascar. fonte

Outras lagartixas são eficientes em se ocultar em troncos. Veja:

Outros são tão habilidosos na arte da ocultação que fica difícil até pra nós acharmos ela na foto. (acredite, tem uma lagartixa nesta foto abaixo)

Pode parecer abuso esperar que você acredite que isso aqui em baixo não é uma folha de verdade, mas acredite ou não, isso é mesmo uma lagartixa Uroplatus, de rabo de folha, nativa de Madagascar.

Nesta foto abaixo é mais fácil de encontrar ( e admirar) o corpo impressionante deste animal:

No seu processo evolutivo, as lagartixas tornaram-se altamente adaptaveis aos mais variados ambientes do nosso planeta. Para sobreviverem, elas desenvolveram aparências muitas vezes impressionantes. Um exemplo é a lagartixa voadora:

Ela tem este nome porque – adivinha? Sim, ela consegue planar, saltando de áreas altas como as copas das árvores. Isso permite a lagartixa mudar radicalmente de lugar, seja para buscar comida, seja para escapar de predadores.

Suas membranas nos dedos são grandes e quando abertas, as palmas permitem que ela crie grandes áreas de resistência ao ar, reduzindo sua velocidade de queda de forma substancial. Com o tempo, elas desenvolveram a habilidade de manipular as mãos e os pés para controlar a direção do “Vôo”. Seu corpo desenvolveu membranas laterais que aumentam sua capacidade de planar.

É possível perceber a absoluta diversidade de espécies de lagartixas quando observamos e comparamos a morfologia das suas patas.

Embora muitas lagartixas usem de camuflagem para se ocultar nas florestas, nem todas utilizam-se deste expediente. Algumas espécies tem um aspecto monocromático:

E algumas lagartixas são bastante curiosas em termos de colorido e padronagem.

Muitas vezes o toque bizarro fica a cargo dos olhos. Sempre esbugalhados.

Uma curiosidade das lagartixas é que algumas espécies conseguem se comunicar vocalmente através de ruídos, coisa incomum para répteis. Além do mais é um dos únicos animais do planeta que conseguem aderir em quase qualquer superfície e até escalar o vidro. Essa capacidade incrível se dá porque as patas da lagartixa são cobertas com microscópicos pelinhos e isso gera uma atração magnética graças as forças de Van der Waals.

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