Olha só esta imagem:
 O ponto preto aí é um buraco na superfície do planeta. O buraco é do tamanho de um campo de futebol e tão fundo que a luz do sol não penetra. A foto foi tirada em 28 de maio de 2007 e está sendo analisada pelos peritos em astrogeologia da NASA. Não há evidência de atividade vulcânica para que ele seja considerado a chaminé de um vulcão e também não parece haver grandes evidências de se tratar de uma cratera. O que será? A Nasa supõe que seja uma das varias entradas para uma rede de cavernas que eventualmente afloram á superfície do planeta. O buraco está perto de um vulcão extinto. Outras estranhas cavernas foram descobertas em Marte e a Nasa acredita que estas cavernas constituam um ambiente seguro para sustentar vida. Fonte
 Essa é uma boa notícia. Talvez uma das melhores notícias da astronomia nos últimos anos. Um planeta chamado Gliese 581 C foi descoberto. Este planeta provavelmente tem temperaturas amenas , o que pode garantir a existência de água na forma líquida, o que aumenta bastante as chances do planeta ter vida. O planeta, que foi descoberto nas instalações do European Southern Observatory, no deserto de Atacama, no Chile foi batizado de Gliese 581 C porque orbita a estrela Gliese 581, que está a 20,5 anos luz do planeta Terra, na constelação de Libra. Gliese 581 C tem temperatura estimada entre zero e 40 graus Celcius e seu raio deve ser apenas uma vez e meia a da Terra, o que gera uma situação gravitacional bastante próxima da do nosso planeta. OS modelos sugerem que o planeta é rochoso e provavelmente coberto por oceanos. O planeta foi descoberto com o auxílio de um instrumento que mede as minúsculas mudanças que acontecem na velocidade de uma estrela quando atraída gravitacionalmente por um planeta próximo. É algo como medir o quanto você é empurrado para trás quando uma mosca colide com seu corpo. Este tipo de método é usado porque não há tecnologia óptica para enxergar tão longe, sobretudo quando são objetos apagados como planetas que orbitam o gigantesco brilho de uma estrela. Embora a descoberta tenha sido recebida com festa pela comunidade científica internacional, a menos que a ciência humana se desenvolva em ritmo acelerado nos próximos mil anos, não devemos ir até Gliese 581 C tão cedo. As distâncias são monstruosas. Um ano-luz é a distância em que a luz viaja (na velocidade da luz , que é de 300.000 Km por segundo, durante um ano inteiro, que dá 9.460.536.207.068.016 metros.) multiplique esta distância incomensurável por 20 e chegamos lá.
Quando eu digo desenvolvimento em ritmo acelerado, estou me referindo às experiências de física para dobrar o espaço-tempo ou -os leitores céticos que me desculpem – conseguir absorver tecnologia extraterrestre. Ir linearmente do ponto A ao B é inviável, porque não há tempo, nem máquina nem combustível capaz de uma viagem dessas.
O cientista Xavier Delgosse, da Universidade de Grenoble,diz que o planeta poderá ser o destino de missões futuras em busca de vida alienígena. “Água líquida é crítica para a vida como conhecemos”, diz ele. (cientista adora falar o óbvio)
Obviamente, estas missões deverão usar métodos para a detecção de gases atmosféricos como metano e evidências de clorofila para verificar a presença de vida em Gliese 581 C. Mas o que eu acho é que devemos arrumar logo uma porra dum nome decente pro planeta, que esse aí, vou te falar… Parece até o nome do planetinha do Pequeno Príncipe.
Mas como desenvolver a tecnologia necessária para chegar lá vai demorar bastante, talvez o planeta não dure isso tudo, já que a estrela Gliese é uma anã vermelha. As anãs vermelhas são estrelas velhas, que já perdema seu brilho porque perderam a capacidade de fundir hidrogênio em Hélio, o que significa que ela pode entrar em colapso e explodir na forma de uma supernova, o que mataria Gliese 581 C e nosso amiguinhos inquilinos de lá instantaneamente.
 Alucinante esta imagem criada por Alan Taylor para mostrar os planetas (conhecidos até agora) do nosso sistema solar. São nada menos que 88 objetos. Uma estrela, quatro planetas gigantes de gás, quatro planetas sólidos, três planetas anões, vinte e uma luas, quatro asteróides, e cinqüenta e oito objetos transnetunianos.
Uma verdadeira aula.
Engraçado como em algumas situações, ao comentar que gosto do assunto Ufologia, sou imediatamente rotulado como um crédulo. É intrigante como certos assuntos acabam se atrelando. Você comenta de casos envolvendo discos voadores e logo alguém saca um caso de uma amiga que viu gnomos. O tio que vê espíritos, e então acaba numa profusão de casos de pessoas que sentiram-se levitar, cristais, numerologia, parapsicologia e dicas astrológicas.
Quando isso acontece, e acontece muito, eu não entro no papel de advogado do diabo por causa da inteligência social. Mas gostar de ufologia, a princípio, não deve me tornar um crédulo de qualquer merda.
Claro que isso não pode também me impedir de assumir que coisas realmente estranhas acontecem o tempo todo pelo mundo afora. Eu mesmo já vi com estes olhos que a terra há de comer, um vaso de flores deliberadamente levitar num centro espírita. Ou o caso (descrito dois posts abaixo) onde eu acredito ter visto um amigo falecido olhando pra mim. Como eu sou um psicólogo, sei perfeitamente que nossa percepção é extremamente falha e suscetível a vários tipos de enganos e erros de julgamento. Certas coisas desafiam nossa compreensão, e por mais que não consigamos explicá-las em profundidade com o método científico – como seria o ideal, negá-las cegamente seria uma atitude tão ignorante como crer nelas de modo indistinto, piamente.
A eletricidade já foi considerada magia, poderes de Deus e demonstrações do incontentamento dos deuses. Vulcões foram consideradas manifestações do além. O homem tende a apontar causas extraordinárias para fatos que desconhece.
Eu tento manter sempre que possível uma postura mais científica na compreensão de certos fenômenos. Por exemplo, no caso do vaso que levitou, há explicações no campo da parapsicologia que poderiam explicá-lo. Mas o que me intriga é como certas pessoas que se metem no universo da pesquisa ufológica, uma das grandes fronteiras para as ciências, são pessoas que aceitam praticamente qualquer merda que vomitam na orelha delas. Não há questionamento. Não há nem sequer uma mínima reflexão do que é dito. Isso é foda, porque acaba gerando uma percepção geral de que ufólogo é tudo doidão. Se viu disco voador, é porque tomou chá de cogumelo, fumou maconha e cheirou cocaína. De outro lado é difícil achar um espaço na mídia para se debater o assunto, que é sério e envolve segurança nacional com a seriedade que deveria ser tratado. Os programas de Tv que buscam ufólogos para falar sobre o tema Ufo descambam para perguntas ingóbeis e papos doidos sobre casos não pesquisados corretamente. Isso quando ao menos falam sobre o assunto, pois na maioria maciça das vezes, o programa quer usar o tema ufo por ser uma temática de amplo interesse, com objetivos meramente sensacionalistas. E sensacionalismo por sensacionalismo, não faz a menor diferença quem é o convidado. O que ele estuda, o que leu. Isso resulta num dos maiores danos a imagem dos pesquisadores, que é a associação com pessoas que usam o tema Ufo para orquestrar verdadeiras campanhas promocionais para fazendas e socidades alternativas – tudo obviamente cobrado – com a promessa de contatos imediatos com aliens, comandantes estrelares do quarto quadrante e bate-papos com intraterrestres! A ausência da ciência acadêmica neste campo de pesquisa, ( por um preconceito ridículo) gerou uma “terra de ninguém” onde qualquer um analfabeto fala a merda que lhe vier à cabeça. Quem gosta do assunto e gostaria de vê-lo sendo tratado com cuidado e método, fica frustrado. Como eu.
Bem, mudando ligeiramente de assunto, aqui está uma das fotos mais famosas do mundo. É o rosto da superfície de Marte, revelado numa das fotos da sonda Vicking, liberada pela NASA na década de 70. Durante algumas décadas, esta imagem foi exibida como uma “prova” de que uma civilização habitou o planeta Marte e esculpiu o que seria uma “Esfinge” olhando para os céus. Claro que isso é uma bela duma viagem na maionese.
A foto da Vicking I obtida em 1976 de fato faz parecer um rosto. Mas essa alegação caiu por terra quando sondas com maior capacidade de resolução foram enviadas ao planeta e registraram em detalhes o objeto, que revelou ser apenas uma montanha.
Veja aqui uma animação que mostra exatamente isso.
Dica do Guilherme
Há um ano atrás eu fiz uma imagem de matte painting para me divertir. Essa aqui:  Mas hoje como o meu dia foi muito trabalhoso, cehio de coisa pra fazer em plenas férias, resolvi dar uma paradinha e me distrair. Pra isso abri o Photoshop para pintar um remake mais impactante daquela imagem da spaceshuttle caída em solo marciano. Algumas coisas naquela imagem eu não gostava, como a maneira como ela está encravada no solo. Inicialmente era pra ser um choque num platô de pedra no centro de uma cratera, mas 99% das pessoas não sacaram isso. Varias delas sugeriam sempre que eu fizesse a nave enterrada parcialmente no solo com um rastro de pouso atrás dela. O problema dessa imagem é que parece que a nave caiu de barriga do alto e se estropiou toda. Assim resolvi fazer uma nova com mais resolução e dessa maneira ter a nave mais enterrada no chão. Basicamente o trabalho foi mudbox, max e Photoshop e levou 4 horas.
A fumacinha obviamente é só uma sugestão. Na original não tem porque em matte painting essas coisas são feitas com composição.
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