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Zumbi Padre – A pintura

Ontem eu encerrei o trabalho no zumbi padre, mas ainda precisava tirar as fotos dele para postar aqui e só fiz isso hoje para aproveitar a luz natural. Vamos ao passo-a-passo.

O Zumbi padre foi uma das esculturas que mais me impressionou pelo ganho de “vida” (num zumbi isso soa como piada) que deu na fase da pintura. Realmente, è normal a peça dar um up quando a gente pinta, mas no padre, isso foi surpreendente. Outra coisa que eu gostei no padre é que ele foi relativamente simples de pintar, já que a batina é um preto contínuo. Eu tinha a opção de fazer ela meio surrada, meio suja, mas achei que seria maneiro estabelecer um contraste nesse zumbi. Então temos uma parte corpórea totalmente degradada, quase uma múmia em decomposição e a roupa ainda impecável. Na história desse zumbi, isso faz um certo sentido, porque ele ficou preso na igreja e virou zumbi por lá. Sem estar exposto ao tempo, só estragou o que era realmente perecível, como a carne dele.

Como esta peça tem uma particularidade, que é a roupa minimalista, eu pude ousar mais em termos de detalhes de pintura e acabamento na cabeça. Para estudo, essa se revelou uma ótima peça, porque você não perde tempo desnecessário com pintura de roupa e vai direto aos finalmentes no rosto do zumbi. A roupa simples contrasta e conduz a atenção na peça direto para a expressão. E é legal, porque ele não tem uma expressão de ódio ou de frenesi que muitos zumbis tem. Ele tem uma cara assim, como quem sofre, como quem esta meio perdido… Acho que consegui transmitir no olhar do zumbi uma certa inocência e fragilidade e a pintura ajudou a mostrar isso.

Bom, quando eu tirei a peça da base, vi que a minha ideia de deixar ele meio corcunda, inclinado para frente tinha sido um tiro no pé, já que sem o suporte a peça não se sustentava sozinha sobre a mesa, tendendo a cair de cara pra frente. Solucionei isso cortando um um ângulo sutil a parte de trás da peça, e fiz também um pequeno complemento de cerca de 5mm de altura na peça toda. Como efeito disso, ela cresceu, mas estabilizou. Quando eu cortei a base, percebi que a massa estava ainda bastante frágil, indicando que não havia atingido o ponto do assamento. Levei para assar de novo e ele ficou bem mais queimadinho, e duro. Também fiz uns ajustes menores com epoxi na peça.

 Zumbi Padre   A pintura

Também rachou perto da cabeça, mas eu consegui resolver com epoxi. A primeira coisa que eu fiz foi meter um pretão acetinado na peça, sobretudo na batina.

 Zumbi Padre   A pintura

Posteriormente ao preto uniforme na peça que eu sempre faço, pintei com tinta acrílica branca a parte de pele.

 Zumbi Padre   A pintura

Essa preparação é importante, porque os acrílicos que eu uso  tem a característica de aquarelar, então vão sendo depositados em camadas translucidas, o que permite efeitos interessantes, mas se a cor de base é escura isso vira contra o pintor.

 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura

O passo seguinte é pintar a pele do zumbi. Eu não fotografei esta parte, porque e estava muito ocupado pintando e esqueci completamente.

 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura

Quando eu achei que a cabeça estava legal, passei para a parte mais difícil de pintar nesta peça, que é a cordinha do crucifixo. Para pintá-la pintei de branco em toda a volta da cordinha, o que sujou a batina, óbvio, até porque minha firmeza não é lá essas coisas. Eu tremo mais que baiano no frio.   Depois que pintei de branco, fiz uma tinta marrom e pintei por cima. Depois, com um pincel muito fino que uso para detalhes, fui cobrindo os borrões na batina com preto, até ficar uniforme novamente.  Esta parte deu um trabalho danado. O crucifixo foi feito com tinta prata, pintada com pincel seco para ficar ainda reentrâncias escuras nele parecendo prata velha. Pintei os botões com verniz brilhante e assim eles ficaram parecendo de plástico.

 Zumbi Padre   A pintura

A etapa final foi fazer as minhoquinhas. Eu fiz com durepoxi mesmo, modelando com um instrumental de dentista. Essa foi a parte mais divertida.

 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura

Depois, pintei elas com cuidado, usando uma tinta de cor creme. Aí apliquei o verniz brilhante ara dar aquele aspecto “molhadinho”, bem gostoso.

 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura

Notou aquela cultura bacteriana brotando do canto da boca? Isso acontece mesmo!

 Zumbi Padre   A pintura
 Zumbi Padre   A pintura
 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura
 Zumbi Padre   A pintura
 Zumbi Padre   A pintura
 Zumbi Padre   A pintura

 Zumbi Padre   A pintura
Ainda pretendo testar como ele fica com os cabelos sintéticos que eu importei da China e também com uma generosa baba escorrendo no canto da boca. Mas só vou poder ver isso depois que eu tirar o molde.

Bom, agora vem a parte legal. Já temos o numero mínimo de interessados para viabilizar a fabricação. Então, se você curtiu e quer ter um padreco que faria até a Linda Blair desmaiar de medo, sua chance está aqui. O botão de compra está aqui em baixo. O valor da peça é o seguinte:

Zumbi Padre com pintura + acabamento
+ R$ 15,00 de Frete = R$ 165,00 – PEÇAS NUMERADAS COM TIRAGEM DE 50 Pçs.

Dá pra pagar em até 18 X pelo PagSeguro!
Zumbi Padre sem pintura nem acabamento (Bom pra você que pinta. A peça vem em resina branca) + Frete = R$ 95

 
OBS: Esses valores são para venda NO BRASIL. Venda para o Exterior, tem que falar direto comigo. Não esqueça de votar no próximo boneco! Os zumbis vendidos até sábado devem ser remetidos ainda na semana que vem.
 

Riusuke Fukaori, o criador de peixinhos

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Se você ainda não viu isso, pega aí um babador.

Olha só:

714906goldfish 2 2 Riusuke Fukaori, o criador de peixinhos

714906goldfish 2 3 Riusuke Fukaori, o criador de peixinhos

714906goldfish 3 600x398 Riusuke Fukaori, o criador de peixinhos

714906goldfish 4 600x398 Riusuke Fukaori, o criador de peixinhos
Que os japoneses são fanáticos desde sempre pelos peixinhos dourados, também chamados de “peixe japonês”, todo mundo sabe. Existem diversos criadores e concursos que premiam diversas raças de peixe ornamental no oriente. Mas esses aqui são diferentes.

714906goldfish 1 600x399 Riusuke Fukaori, o criador de peixinhos

Diferentes porque são PINTURAS! Eu sei que é difícil de acreditar.

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7149066592940207 67f98fb0ef Riusuke Fukaori, o criador de peixinhos
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Desde os sete anos de idade, Riusuke Fukaori é inspirado pelos peixes dourados e direcionou seu trabalho artístico para recriá-los com o maximo de realismo possível numa pintura. Parece até uma escultura, mas os peixes são mesmo pintados manualmente. O processo, que lembra o funcionamento de uma maquina de prototipagem rapida, envolve muita (muita mesmo, acredite em mim!) paciência de ir misturando resina de poliuretano cristal e aplicando finíssimas camadas sobrepostas. Sobre cada camada, o artista pinta um pedacinho do peixe, então recobre com mais uma camada e repete o procedimento. O resultado que dá é tridimensional e a resina simula água com grande perfeição. Saca só:



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A arte fenomenal de Choi Xooang

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O coreano Choi Xooang é um escultor de mão cheia. Seu trabalho pode ser visto como uma crítica aos regimes opressivos que grassam em países como a Coréia do Norte. Mas o que realmente salta aos olhos é sua incrível habilidade na escultura. Suas peças contrastam a sensacional habilidade na modelagem e pintura realista com corpos que parecem desprovidos de detalhes. Ele usa quase sempre polyclays  para esculpir. Baba aí:
267177xoo 1 600x402 A arte fenomenal de Choi Xooang
267177xoo 2 600x402 A arte fenomenal de Choi Xooang
267177xoo 11 600x400 A arte fenomenal de Choi Xooang

Olha o nível de detalhes do trabalho do cara:
267177xoo 21 600x416 A arte fenomenal de Choi Xooang

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A Fantástica Fábrica de… Zumbis

Até a proxima atualização
O pessoal tem me escrito pedindo notícias do curta do zumbi. Então, atendendo a pedidos, aqui estão as últimas novidades do curta.

Fechamos algumas parcerias importantes. Uma das que eu julgo mais importantes diz respeito aos atores. Consegui enfim encontrar o Pedro Azevedo, um cara com formação teatral para interpretar um dos personagens cruciais do curta. Ainda estou tetando achar o cara certo para viver (sim, ele estará no curta) David Carlyle. Este personagem é complicado, porque eu ja tenho o cara na minha cabeça, e está dureza fazer concessão com relação ao visual do David. Mas ontem parece que eu vi uma luz no fim deste tunel, mas ainda é cedo para falar. Se tudo der certo, ficará (pelo menos no visual do David) muito melhor do que eu esperava.

A arma chegou! Felizmente não bloquearam a pistola de bolinhas nos correios. Ela é bem fajuta, (talvez por isso) mas eu dei uma envelhecida nela na base da pintura, e pelo menos a Eliane, empregada aqui de casa, acreditou que era uma arma velha de verdade. Ela teve que pegar na mão pra acreditar que era falsa, então, ou ela quer muito me agradar, ou acho que vai enganar lá no video.

arma A Fantástica Fábrica de... Zumbis

Perdeu! Perdeu!

Eu ja comecei a fazer uns testes ainda bem basicos com a Canon T3i que comprei pro curta. Porra, que tesão de maquina. De cara notei que falta faz uma tele cabulosa, como a que equipava minha camera antiga da Casio, sobretudo para fotografar bichos, que é o que eu realmente gosto de fazer. A lente que vem no kit não é de todo ruim (sempre vejo nego metendo o pau nela, mas talvez por ainda ser muito cru na fotografia, eu não acho que seja tão ruim) de qualquer forma, tenho certeza que minha teoria do “suquinho de lixo” se aplica bem aqui. Como ainda não tenho uma lente realmente cabulosa, talvez não possa julgar convenientemente a qualidade da lente do kit. (É como o cara que só anda de fusca querer teorizar como é passear de Ferrari)
Seja como for, eu notei que uma teleobjetiva boa faz falta, o que me obriga a praticamente montar no bicho para fotografar ele. Este miquinho aqui foi na inaugração da minha T3i com a lete do kit.

miquinho1 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

Então eu comprei uma tele de 500mm baseada em espelho, que vai servir para o curta numa tomada bem curtinha de mira telescópica. Tomara que chegue a tempo.

lente500mm A Fantástica Fábrica de... Zumbis
Também comprei finalmente o maldito Rig da DSLR com follow focus. O Rig que eu comprei é este:

POF09Y show3 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

Espero que preste.

E como eu ja tinha um tripé de boa qualidade para filme, não precisei comprar um. Acho que em termos de estrutura de rig, o curta se resolve bem com este rig com o follow focus e o meu tripé velho de guerra. Andei pensando em construir um steady cam para acoplar na máquina para umas cenas de corrida, porque meu medo é sacolejar muito a ponto de ficar desconfortável visualmente. No instructables tem umas dicas de como fabricar um e se sobrar tempo (algo que tenho dúvidas se vai acontecer) talvez eu construa um pra ver se ajuda.
No momento em que escrevo este post, tocou a campaínha e era o porteiro com uma caixa na mão. Era o gravador digital de alta sensibilidade estéreo que eu comprei pro curta, pois tive medo de apostar todas as minhas fichas no microfone nativo da câmera. Olha que bacana:

gravador A Fantástica Fábrica de... Zumbis
Dá pra acoplar ele na maquina ou pode ser usado como gravador de campo para produções de orçamento duvidoso como a minha. O bom é que ele ja vem com um cartão de 2Gb micro SD.

Acho que só falta comprar uma lente grande angular e terei fechado o que eu havia previsto para a parte de video e audio do curta. E aí começa a luta pela parte que é muito importante, que é a iluminação. É nessa parte que a venda dos zumbis vai ajudar muito.

Falando na venda dos zumbis, a “fábrica” está em franca produção e o primeiro lote dos 17 zumbis tipo C na linha premium, com cabelo, pintura e caixinha de madeira já estão saindo do “forno”.
Eu fiquei meio desesperado quando notei que hjavia errado a formulação do silicone na fabricação do molde do zumbi C, mas felizmente deu tudo certo e a fôrma não se perdeu.

fabrica de zumbis A Fantástica Fábrica de... Zumbis

fabrica de zumbis 3 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

Eu já havia me esquecido da trabalheira MONSTRA que é fazer bonecos em linha de produção para vender. Se não fosse pela vontade de fazer o curta eu acho que teria desistido. Mas isso é bom pra eu dar valor e ver como sou feliz de ter a vida que eu tenho e não a vida de um operário chinês.
Depois de esculpir a matriz, tirar o molde preparar uma quantidade enorme de resina, tingir, fazer cópias no molde, aparar rebarbas, corrigir imperfeições e etc e tal, eu ainda tinha que pintar aquele mundo de defuntos. Pintar é a parte que eu mais gosto, mas quando você tem que repetir centenas de processos complexos mais de 17 vezes, a coisa se torna tão maçante que me vi como o Carlitos em Tempos Modernos. No fim, eu estava quase ficando maluco e trocando altas ideias com os zumbis.

fabrica de zumbis1 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

O Aerógrafo até ajuda em muitas partes, mas as tintas que eu uso não são feitas para aerógrafo e com isso ele entope toda hora. Um pesadelo.

Após a etapa de pintura, também customizei as caixinhas personalizadas do zumbi C com um stencil e tinta vermelha. A ideia é deixar a parada meio rústica, como aquelas demarcações que fazem nos muros para indicar áreas contaminadas.

fabrica de zumbis2 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

A etapa final é colar os cabelos nos zumbis. Nesta parte foi completamente impossível manter um mesmo padrão, porque eu já estava surtando. Assim, criei diferentes looks de cabelo pra eles, alguns mais grisalhos, uns de cabelos curtos, outros de cabelos brancos, alguns calvos, outros com estilos mais modernos, só não tem zumbi com o modelo “cuia -Justin Bibier”. Mas até modelo Taxi Driver tem. Olha aí:

zumbiCH4 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

zumbiCH1 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

zumbiCH2 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

zumbiCH3 A Fantástica Fábrica de... Zumbis

Nenhum é igual ao outro.

A ideia de variar os cabelos do zumbi C me ajudou a visualizar o que ficará melhor no curta, ja que este zumbi escolhido pelos leitores aparecerá em todo seu glamour funéreo no curta.
Perto do trabalho que deu colar os cabelos, a pintura ficou até parecendo um passeio no parque. Mas o resultado final me agradou bastante. Incrível como os cabelos aumentam o realismo dos bonecos. (obs: Não é cabelo de verdade. É um cabelo sintético, com fios na escala 1:50 que eu importei da China só pra isso)

Bom, é isso. Essa semana começo a enviar os 17 primeiros zumbis do lote limitado de 30. E aproveito a deixa pra mais uma vez agradecer aos leitores que confiaram no projeto e estão apoiando o curta através da compra dos zumbis.

fabrica de zumbis final A Fantástica Fábrica de... Zumbis

Até a próxima atualização

 

 

 

Teste de maquiagem

cervejinha
Só hoje que eu consegui um tempo para fazer uns testes de maquiagem. Fiz vários, mas só filmei dois, porque a bateria desta merda de câmera acabou. Seja como for, dá pra ver que é possível fazer uma maquiagem de corte e queimadura do jeito que eu pensei. Neste caso aqui eu consegui dispensar o uso de modelagem e formas para os cortes. Modelei direto na pele, o que acelerou bastante o trabalho.

Tive mais dificuldade porque a base de maquiagem ultra-vagabunda que eu comprei num camelô por 5 reais tá muito longe da cor da minha pele. Eu tb tive que apelar pra tinta de tela pra pintar a maquiagem, o que não é o mais indicado. Então tenho que comprar umas bases de maquiagem de melhor qualidade.  Eu acho que ainda não está bom, mas para uso em cenas sem close pode funcionar.

Ainda pretendo fazer mais alguns testes uns com gelatina e outros com gel de estireno. Achei que eu tivesse gel de estireno aqui, mas acabou, então vou ter que comprar mais só pra testar como ele se comporta com as outras gosmas aqui.

Aí o montão de bagulho (não repare na cervejinha, afinal hoje é sexta, né?):

cervejinha Teste de maquiagem

 

 

O teste está aqui. Minha empregada achou que era machucado mesmo e o porteiro disse que eu tinha que levar ponto, hehehe:

 

 

Os retratos de Fayum

10_retratos fayum
Quando pensamos em pintura antiga egípcia, é provável que nos ocorram imagens assim:

egipto Os retratos de Fayum

Todos nós estamos cansados de ver imagens parecidas com essas. Os egípcios desconheciam a perspectiva, que só seria inventada milênios depois de muitas dessas pinturas que sobreviveram aos tempos. Talvez por isso, a maciça maioria das pinturas egípcias estejam representando pessoas importantes, ou com alguma relação direta com o poder, e regra básica, todas de perfil.

Porém,  no fim do século XIX, num oásis chamado Fayum, os arqueólogos fizeram uma estranha descoberta, que mudaria a compreensão da arte egípcia para sempre. Era uma série de retratos feitos por artistas egípcios, no estilo greco-romano, usando as técnica de pintura chamadas encáustica, que é uma pintura com cera pigmentada e a têmpera, que é a clara de ovo misturada aos corantes naturais. As pinturas tem como suporte a madeira ou peças de linho. Infelizmente, o período histórico que marcou os retratos de Fayum (descritos pelo historiador Plínio) não foi longo. Os hábitos relacionados aos enterros na Dinastia ptolemaica seguiam as antigas tradições. Os corpos dos membros das classes altas eram mumificados, colocados em caixões decorados e era também colocada uma máscara para cobrir a cabeça. Os gregos da região praticavam a tradição da cremação. Isso reflete a situação geral do Egito no Helenismo: os governantes se auto-proclamavam faraós, mas incorporavam apenas poucos hábitos locais, seguindo o estilo de vida grego. Tudo mudou com a chegada dos romanos. Em poucas gerações, todas as tradições gregas desapareceram, e com eles, a mumificação e também os retratos de Fayum.

04 retratos fayum Os retratos de Fayum

Os retratos encontrados em Fayum foram datados como pertencentes de um período do 1º século aC ao 3º século dC.  Posteriormente, outros exemplares foram encontrados em outras necrópoles, como Memphis (Saqqara), Philadelphia (Er-Rubayat and ‘Kerke’), Arsinoe (Hawara), Antinoopolis, Panopolis (Akhmim), Marina el-Alamein, Thebas e el-Hiba (Ankyronpolis) entre outras.

Ap que parece, a  pintura desses retratos, teria sido feita enquanto as pessoas estavam vivas, mas tinham por objetivo serem colocadas sobre seus corpos mumificados, indicando visualmente quem e como era o morto. É também provável que, em tempo anterior à morte, fizessem parte da decoração da casa do retratado.
16 retratos fayum Os retratos de Fayum
Uma característica bem peculiar desses retratos é que mostram as pessoas de frente ou em posição 3/4, como até hoje se dá na fotografia. Outra característica marcante é que os retratados não são faraós, divindades ou reis. Nem mesmo nobres. São pessoas comuns, de uma possível classe média-alta. A naturalidade e o realismo das pinturas, também é impressionante, além do fato de que todas parecem olhar direto para sua alma. Algumas pessoas dizem sentir uma estranha sensação de medo e até desespero quando olham nos olhos dessas figuras por demasiado tempo.

 Os retratos de Fayum
35153810 retratos%20fayum Os retratos de Fayum

35153801 retratos%20fayum Os retratos de Fayum

Alien – Parte final

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Olá, pessoal. Promessa é dívida.

Aqui está (aos trancos e barrancos) a parte  de conclusão do boneco do alien.

Se você não viu as partes anteriores, aqui estão a parte 1 e a parte 2 e a parte 3.

Hoje de manhã ele estava assim:

 Alien   Parte final

O boneco já estava assado e pronto para a pintura. Comecei aplicando uma camada de tinta preto-ébano acrílico. Eu uso muito essas tintas acrílicas de tubo, que se usa para pintar tela. Elas são espessas e brilhantes, mas podem ser diluídas facilmente com água. Não fedem como o óleo e o esmalte e pelo fato de estarem em tubos duram muuuito, o que é economicamente um bom negócio.

 Alien   Parte final

Esta primeira capa de preto tem que ser com a tinta bem diluída, porque o boneco tem particularidades de muitos detalhes, e se a tinta estiver grossa demais, pode cobrir os detalhes finos como se fosse uma massa, (isso é um efeito colateral útil quando a peça tem pequenas rachaduras) mas neste caso aqui teve que ser bem diluída mesmo.  EU uso um secador de cabelos para aquecer o boneco um pouco antes de pintar, de maneira que quentinho, a tinta adere melhor a ele (não sei o porquê disso)

 Alien   Parte final

Eu poderia ter usado o aerógrafo para acelerar esta etapa, mas como eu estava sob suspeita de penumonia, preferi não arriscar e fui com pincel mesmo.

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A pintura realista de Lee Price

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Lee Price faz pintas em òleo sobre tela. Seus motivos são quase sempre similares. Pessoas vista de um ângulo zenital, comendo na banheira ou na cama. Nuas, vestidas, comendo comida ou snacks, balas, doces, sorvete. Quase todas as pinturas evocam uma sensação de solidão. Incrível como o ela domina as cores, sombras, luz, reflexos. Quase todas são auto-retratos. Saca só:
3473582007 01 A pintura realista de Lee Price 
3473582007 04 A pintura realista de Lee Price

 

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