Archive - efeitos especiais RSS Feed

A arte fotográfica de Jamie Salmon

Olha só que expressivas as fotos desse cara.


 

chris6n825 A arte fotográfica de Jamie Salmon

chris3466 A arte fotográfica de Jamie Salmon

chris11681 A arte fotográfica de Jamie Salmon

 


 

Show, né?

Mas calma aí. O bizarro vem agora: Este cara não existe. Isso é uma escultura.

Duvida? Clica aqui e fique horrorizado com a habilidade sobre-humana de Jamie Salmon.

Aqui está o site. (só clique nisso com um babador. E dos grandes!)

O título “A arte fotografica” foi pra aumentar o impacto, eu assumo. Mas as fotos são boas mesmo.

Se você gostou e quiser copiar, cite a fonte e re-hospede as imagens. Peço isso porque toda hora estou tendo que reenviar pra servidores diferentes por estouro de banda.

Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?

Eu não estava sabendo, mas meu amigo Trovão me contou que a Paramount Pictures está preparando o lançamento de um filme 3d dos Smurfs. Link.

f smurfsfirstm 2c83c01 Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?

 

f smurfsfirstm a0a98be Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?

Hummmm. Não sei se devo gostar disso. Eu acho que Smurfs eram legais em 2d. Salvo raras excessões como Ice Age, Madagascar, e etc, o 3d endurece muito os personagens cartoons.

Personagens que nascem para o 3d são novidades e o povo não sabe o que esperar. Tudo é novo e a estética se impõe com facilidade. Mas o que dizer de um desenho animado que está cristalizado na mente das pessoas desde 1981, com 256 episódios e muitos prêmios Emmy no bolso?

Sei lá. Parece que querem enfiar 3d guela a baixo de vez. Hoje tem 3d em tudo. Não sou contra o 3d, pois seria um contrasenso, já que vivo basicamente de computação gráfica, mas tenho uma postura um pouco crítica quanto a sua aplicação. Vamos pensar. Todos os efeitos especiais precisam ser 3d? Precisamos mesmo de explosões 3d, lutas e vôos cada vez mais piortécnicos (vide o último homem aranha) ao ponto de dar labirintite na platéia?

Bons e memoráveis filmes do passado ficaram marcados na história sem precisar recorrer à computação gráfica. A Disney praticamente encerrou suas produções 2D, fazendo uma fração do que era feito décadas atrás. É como se 2d tivesse ficado obsoleto pelo fato de que o 3D surgiu. Quando o 3d apareceu com vontade no mercado audiovisual americano, ele foi devastador. O 3d não matou completamente, mas feriu perigosamente o 2D e quase extinguiu o próprio 3d, na arte cinematográfica do stop motion.

Quando Spielberg queria fazer Jurassic Park, ele contratou um dos grandes gênios na arte do Stop motion para produzir os dinossauros.

f 01080702tipm 8d1f96c Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?Phil Tippet, que havia animado quadro a quadro os Tauntauns de Star Wars, Rancor, os andadores imperiais(At-AT) e um monte de criaturas, dando vida e contribuindo de maneira efetiva para Star Wars Inaugurar de vez o Oscar de efeitos especiais.

Phil produzira antes excelentes animações sobre dinossauros, que vinham sendo feitos com a técnica 3d física desde muito antes, quando o mestre supremo da arte, Ray Harryhausen também se dedicava a criaturas com dentes afiados, garras e muita escama em clássicos da “sessão da tarde” inesquecíveis, como “Fúria de Titans”, “Simbad”, etc. As pessoas estavam acostumadas ao sistema de animação quadro a quadro e as inovações de Phil Tippet no setor aumentaram absolutamente o realismo quando ele criou o sistema Go-motion, que era um avanço sensacional na animação frame by frame porque tirava o boneco de foco em intervalos regulares, dando a sensação de que a coisa estava realmente na cena. Phil usou o go-motion com maestria em cenas sensacionais do cinema, como o robô ED 209 de Robocop.

Para a criação de Jurassic Park, Phil produziu algumas apresentações e cenas sensacionais em stop motion.

f jurassic3m bb05e98 Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?

Teste de Tippet para os velociraptors. (me parece bem real)

Tudo ia bem, até que o departamento de 3d da ILM onde o próprio Phil Tippet trabalhava mostrou a Spielberg seus projetos de dinossauros em 3d.

f jurassic4m c005c6b Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?

Primeira apresentação do T-Rex 3d.

Spielberg arregalou os olhos e percebeu que aquele ali era o ponto de virada no cinema, onde os dinossauros deixariam de ser 3d real e passariam a ser virtuais. Phil ficou chateado mas foi mantido na equipe, passando a coordenar os movimentos e animações dos animais 3d. Para a arte da animação, mudou pouco, já que em 3d o processo de animar é relativamente similar ao do Stop motion, tirando o fato de que em algumas coisas o computador quebra o maior galho, fazendo todos os quadros do ponto A ao ponto B pra você, e no stop motion, são dias e dias de sofrimento, movendo o boneco manualmente para fotografar cada um desses pontos.

Mas a rertirada do stop motion de Jurassic Park marcou a indústria e estabeleceu uma espécie de chancela de que Stop motion já era.

Produtos anteriores ao Jurassic Park ainda mantiveram acesa as esperanças para a técnica, mas logo tornaram-se cults. Como “O estranho Mundo de Jack”, de 1993 e Wallace e Gromit, criados no longíncuo ano de 1982.

O 3d se sofisticou, ganhou novos sistemas e acabou reduzindo muito os custos de produção com a melhora e barateamento dos computadores.

A estética 3d foi difundida e lentamente animações manuais e quadro a quadro saíram do mercado das grandes produções para aparecer em eventos de animação de menor porte. Foi um período chato onde tudo era 3d. Na tv as aberturas criativas de Hans Donner da década de 80 deram lugar a brilhos, luzes e degradês enjoativos. Até pessoas viararam 3d, com Antônio Fagundes rodando dourado numa das mais toscas aberturas de novela já feitas nesta galáxia.

Com o tempo, a moda do 3d começou a diminuir e filmes de grande qualidade nessas técnicas clássicas ganharam as telonas. A noiva cadáver, dando continuidade ao Cult “O Estranho Mundo de Jack”, “A fuga das galinhas” e o clássico “Wallace e Gromit” são frutos de uma guerra silenciosa entre a animação computadorizada e a manual.

f wg2m 4dbfca8 Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?

Os personagens de Nik Park: Heróis da resistência

Tudo parecia estar caminhando para uma convivencia pacífica de técnicas, tendo o 3d apenas aniquilado o stop motion como efeito especial. Animações de qualidade técnica absurdamente boas como Os incríveis e procurando Nemo começaram a conviver com produções idealizadas e mantidas em 2D, como Os simpsons.

É por isso que eu me preocupo quando uma Paramount resolve desenvolver um classico 2d em 3d. Os Smurfs perderá a alma? Perderá sua ingenuidade? Sua simplicidade cativante?

Minha opinião é que um filme não é bom nem ruim por ser feito nesta ou naquela técnica. Mas não sei se o público aceitará ou rejeitará Smurfs tridimensionais. É esperar e torcer para que isso dê certo. Na melhor das hipóteses, não é algo tosco como seria se fosse um tipo de “O grinch” com os smurfs sendo feito por atores anões com toneladas de mascaras feitas com látex na cara. Isso sim ficaria uma merda. Pra piorar, poderia ser um musical dirigido pelo Joel Shumacker. E os smurfs, tal qual Batman de Shumacker, também teriam mamilos.

Pensando bem, até que em 3d não é tão ruim.

Efeitos especiais custam milhões?

Efeitos especiais custam milhões?

Os postulados do conformismo tupiniquim:

1- O cinema nacional não faz filme de guerra porque sai muito caro.

2- O cinema nacional não faz filme de ficção científica porque isso requer muito efeito especial, e todo efeito especial sai caro.

3- O cinema nacional não produz épicos porque épicos gastam com cenários, com figurantes, e isso tudo, óbvio, sai caro.

4- Efeitos especiais são sempre proporcionais a grana investida neles. Por isso, os da Tv Globo são sempre umas merdas dignas do Chaves.

A realidade nua e crua:

Moral: Quando você quer, você faz.

Ok, ok, óbvio que nunca é tão fácil quanto querem fazer parecer que é. Na verdade isso é difícil pra caralho. È o jeito mais barato, porém mais trabalhoso. O mais fácil é meter a mão no bolso do Jerry Bruckheimer e filmar com 2000 soldados, gastando um milhão e meio de dólares só na cena do desembarque.

Pra quem ficou curioso, este é apenas um trecho resumido do making of de uma produção da BBC para a Tv chamado Bloody Omaha, que mostra o dia “D” no desembarque na costa da normandia.

Via: Forum de modelagem e efeitos especiais da MSFX (bom!!!)

Sob a lama do mangue negro

Olha que legal, um filme de zumbis nacional que não é aquelas merdinhas que parecem até esquetes do Bento Carneiro – o vampiro brasileiro.

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=JAT4OvYEB70[/youtube]

Carnificina gosmenta com muita podridão. O filme consumiu 700l de sangue e gosmas!

O mais interessante nesse lance pra mim é que não se trata apena de um filme de monstros e cenas grotescas, mas pessoas se juntando para fazer um filme praticamente sem orçamento e tentando dar um acabamento profissional na parada. Tem coisa tosca? Pode até ter, mas vamos ter em mente que aquilo nem de longe pode ser comparado a filmes holywoodianos em temos de custos. Só agora o Brasil começa a investir mais na área dos efeitos visuais e acho que em pouco tempo teremos boas obras nacionais nos gêneros Terror e Ficção Científica. Infelizmente, este tipo de filme ainda tem que ser feito na base da garra, sem grana, totalmente fora do esquemão que beneficia quase que exclusivamente um determinado tipo de estética, sobretudo quando o elenco é de atores globais.

Já está no ar o site da MSFX

capa Já está no ar o site da MSFX

Pessoal, o Leo da MSFX me avisou que o site deles finalmente entrou no ar e está em operação. Finalmente agora vocês poderão comprar os produtos para efeitos especiais, stop motion e bonecos num site nacional com produtos próprios de boa qualidade. Eu sou beta tester dos produtos da MSFX e atesto a qualidade dos materiais. Muita gente me pergunta onde comprar massa, ferramentas, etc. Eu estava tendo que passar o email do Leo pra cada um. Bom, agora é só entrar lá e escolher o material que desejar. A linha de produtos é bem grande e extensa. E o que é melhor é que os preços são bem mais sensatos. Por exemplo, pelo preço abaixo da Super Sculpey, uma polyclay importada que custa na média R$ 75,00 a caixa, você compra a polyclay da MSFX que tem a mesma quantidade e funciona do mesmo jeito por R$18,00 ( e ainda pode escolher a dureza que preferir!)

Agora os efeitos especiais nacionais e bonecos vão ganhar um power, com certeza. Desejo boa sorte para o Leo nessa empreitada corajosa e que a MSFX continue lançando cada vez produtos mais maneiros.

Clique aqui para visitar o site da MSFX 

Clique aqui para visitar a loja on line 

Naboo by Dusso – A arte do Matte Painting

MP21 Naboo by Dusso   A arte do Matte Painting

Dusso é um matte painter.
Entender o que faz um matte painter requer saber em primeiro lugar o que é um matte painting.
O matte painting é uma técnica originária do cinema. É um dos mais antigos e de melhor custo-benefício efeito especial. Credita-se a invenção do Matte painting ao cienasta-mágico-pai-dos-efeitos-especiais George Meliés.
O truque consiste numa engenhosa idéia. Numa placa grande de vidro alguém pinta um cenário. Em geral os cenários pintados são alguma impossibilidade prática para um estúdio, como florestas gigantes, castelos, planetas, etc. E nessa pintura no vidro, alguns buracos são deixados propositalmente sem pintura.

São deixados sem pintura porque lá atrás, a uma boa distância da câmera, num pedaço minúsculo de cenário estará o ator. A Câmera pegará a cena em foco infinito, juntando o ator e seu cenário que o rodeia e integrando-o à pintura.
O que a câmera vê é uma cena fantástica.

Com o advento da tecnologia, os efeitos especiais evoluíram e de certa forma revolucionaram a maneira de fazer cinema fantástico no mundo. Só uma coisa não mudou em todo este tempo. O aspecto artístico da coisa.
Desde Meliés a única limitação séria do matte painting estava em achar alguém fera o suficiente para fazer uma pintura parecer de verdade.
Hoje, com rotoscopias eletrônicas, tracking de câmera, câmeras de movimento controlado, layers, 3d e o escambau a quatro, o matte painting se sofisticou como nunca, mas o fator humano ainda é a chave. E provavelmente sempre será.

Este é Dusso. Matte painting é o seu trabalho. Algumas imagens beiram o inacreditável. Impressiona que alguém abra uma tela em branco no Photoshop e pinte isso.
Para ver a imagens abaixo, clique nelas. Tratam-se de obras primas feita pelo Dusso para a ILM de 2400 X1350 px
Qualquer uma dessas dá um puta quadrão pra qualquer viciado em Star Wars dormir olhando pra ele.
Bons sonhos.
naboo Naboo by Dusso   A arte do Matte Paintingnme.2 Naboo by Dusso   A arte do Matte Painting

Galeria – maquiagem e efeitos visuais

Como todo mundo sabe, eu adoro efeitos visuais. Uma das coisas que acho mais legal é maquiagem de efeitos especiais. Achei esta galeria com varias imagens de maquiagem sensacionais, entre elas o demônio inseto.

oldbug Galeria   maquiagem e efeitos visuais
Vovô maligno
olddemon Galeria   maquiagem e efeitos visuais
O balofo
normal dsc00756small Galeria   maquiagem e efeitos visuais
E a mulher cara de pau

normal 01490236 Galeria   maquiagem e efeitos visuais

Max Edwin – O cara que brinca de Deus no 3d

199846 1156997804 large Max Edwin   O cara que brinca de Deus no 3d
Veja esta moça. O nome dela é Song Hye Kyo.
Vou contar uma coisa sobre ela que pode te chocar: Ela é 3d.

Já reparou que quanto mais longe do Brasil mais os caras são Bizarros? Um sujeito chamado Max Edwin é um artista 3d que trabalha com os softwares 3Dstudio Max e ZBrush em Jacarta, na Indonésia. Ele é o “pai” do modelo incrívelmente real aí em cima.
Este trabalho foi premiado em vários fóruns mundiais de computação gráfica. O Nível do realismo é de deixar qualquer aspirante a artista 3d boquiaberto.
Tanto que é possível duvidar que isso seja mesmo real, o que me obriga a encher este post de imagens que vou tentar explicar didáticamente para os leigos.

Esta imagem aqui mostra a TOPOLOGIA da malha em três vistas. Duas malhas flat e uma malha com o wire. O Wire é esta treliça da terceira imagem. Ele ajuda a mostrar como é feito o modelo. SongBase Max Edwin   O cara que brinca de Deus no 3d

Para construir um modelo 3d é necessário fazer uma espécie de escultura virtual do objeto. isso é feito diretamente no computador. Tá vendo a terceira cabeça toda cheia de quadradinhos? Pois bem. A imagem é constrtuída assim. Quadradinho por quadradinho. VocÊ começa apenas com um pedaço de uma caixa. Daí pega a beirada da caixa e dá um comando para criar outra e vai arrastando, criando quadradinho por quadradinho. Eventualmente você tem que colar os pontos em cada um dos lados das caixas para que eles virem um só objeto.
Calma. O cara não é tão tarado quanto parece. A cabeça está toda cheia de quadrados, mas isso é porque a malha está subdividida.
Na verdade, ela é feita com grandes quadradões. Depois tem um comando que manda o programa pegar cada quadradão, que chamaremos de FACE, e dividir a face em duas ou mais. Isso deixa o modelo cada vez mais suave, e mais pesado. O que consome mais memória e deixa tudo mais difícil. Assim, quando você vê um modelo cheio de faces assim, saiba que isso dá trabalho.
songhair2 Max Edwin   O cara que brinca de Deus no 3dDepois de fazer o modelo, que já dá um trabalho do caramba, você tem que criar os cabelos. Criar cabelo, até recentemente, era um dos grandes problemas da computação gráfica. Isso porque cabelo usa muito processamento para desenhar fio a fio. Mas hoje isto está um pouco mais fácil. songWIP1 Max Edwin   O cara que brinca de Deus no 3d
Veja ao lado um exemplo da cabeça sem cabelo e com o cabelo. Com cabelo fica bem mais realista. E menos Britney Spears.

songmap1 Max Edwin   O cara que brinca de Deus no 3dFeito isso, você precisa que o modelo pareça ter pele. Afinal, uma mulher da cor cinza-primer automotivo, não é lá muito realista.

Os softwares de 3d permitem que você use imagens que são representadas na superfície do modelo para dar cor a ele. Mas não só cor. Existem canais que imitam o brilho da pele, a gordura, as imperfeições, a quantidade de luz que é possível atravessar as camadas de pele e etc. Alguns destes mapas ( uma única cabeça pode ter facilmente mais de 20 desses mapas que controlam a aparência do material) são mostrados aqui.

songWIP3 Max Edwin   O cara que brinca de Deus no 3dDepois de criado o modelo, texturizado, colocados os cabelos e roupas, chega a hora de iluminar. Uma boa iluminação é fundamental.
Depois de iluminado você faz o Render.
Render é o nome do processo em que o programa 3d pega aquele monte de desenhos matemáticos e os converte num arquivo de imagem, que pode ser também um arquivo de video, afinal, um arquivo de video nada mais é do que um monte de imagem encadeada.

Viu como é fácil? Agora faz uma aí que eu quero ver.


Page 11 of 12« First...«89101112»