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Azul linhas aéreas comete uma idiotice épica

De vez em quando eu me deparo com certas coisas que chega a dar pena das pessoas que se julgam espertas e não o são. Como já dizia meu pai, “nada é tão perigoso quanto um esperto se fingindo de bobo; mas nada é tão patético quanto um bobo que tenta dar uma de esperto”. E foi justamente esta a postura da companhia Azul Linhas Aéreas ao inventar um concurso chamado “sua arte lá em cima”.

Eu resolvi falar sobre este assunto, não apenas para os meus milhares de leitores, mas  também para deixar registrado o caso, afinal temos muitos designers, ilustradores e artistas em geral que visitam este site. Fica como um caso clássico e bem documentado de como pode ser obtusa a visão de certas pessoas jurídicas no trato de sua própria imagem corporativa. Dessa forma, espero que os leitores hajam como disseminadores desta impressão de que algumas pessoas e empresas agem de uma forma estúpida, achando que em termos de imagem, “qualquer coisa serve”.

Tudo começa com uma ideia que se resume a criar um “concurso cultural”, chamado Sua arte lá em cima.

O concurso acontece de 15 a 30 de junho de 2011. Basta ler e aceitar o regulamento e fazer o download do desenho do Embraer 195, que faz parte da frota da companhia. Utilize o programa que desejar para fazer os desenhos (Photoshop e afins). Uma comissão julgadora analisará todos os projetos de acordo com a originalidade, criatividade, beleza, coerência e adequação ao regulamento.

aeronave Azul linhas aéreas comete uma idiotice épica

Aqui está o regulamento do concurso cultural

Trocando em miúdos, o que nós vemos aqui é uma empresa oferecer um espaço em suas próprias aeronaves, ou seja, um espaço dedicado ao branding para um concurso que oferece aos participantes a possibilidade de ter uma ilustração usada pela empresa como bem entender. E o prêmio? O prêmio está descrito no regulamento. Segure o riso se puder:

O autor do melhor trabalho receberá como prêmio uma maquete com a pintura escolhida e a empresa promotora fará uma aeronave verdadeira, pintada com o motivo enviado pelo vencedor, reservando-se a promotora o direito a ajustes necessários para adequar à comunicação da empresa.

É isso mesmo. Você fará uma arte para uma companhia milionária, doará gratuitamente seu trabalho para a empresa, que é dona de uma frota de aeronaves que custam caríssimo, que tem uma folha de pagamentos gigantescas, fez um investimento da ordem de R$ 2,9 bilhões na compra de 39 aeronaves,  é apontada como um líder no segmento dela, e ela vai te pagar com… Um aviãozinho de maquete.

Na minha terra, isso chama “proposta caracu”, onde a Azul entra com a cara, obviamente. Aliás, se você é ilustrador, não perca este post sobre as dez mentiras mais comuns usadas para iludir ilustradores e designers inexperientes.

Evidentemente que se olharmos pelo viés da empresa, não hpá nada demais. Ela faz o concurso cultural de “bom coração”.

Não precisa ser muito inteligente para perceber que “de boas intenções o inferno está cheio”. É cristalino que a Azul Linhas aéreas não está preocupada com o resultado da obra em si, e sim em economizar a grana em uma ação promocional, e em troca disso, almeja obter um status corporativo de empresa que  apoia a cultura. Para obter os trouxas, digo, os participantes do concurso cultural, a empresa acena com uma ilusão de visibilidade e numa cláusula questionável sob todos os princípios normativos da ética, obriga a quem participar de efetuar uma doação compulsória dos direitos sobre a própria criação.

Pode parecer um bom negócio para um executivo que não conhece bem o mercado, não entende que toda ação tem resultado, bom ou mau para a marca da empresa. O problema é que os prejuízos na reputação de uma companhia que tenta colocar um chapéu de burro nas pessoas custa bem mais caro que toda e qualquer economia que ela poderia fazer com um “concurso cultural” desse naipe.

Obviamente que quando as pessoas param para pensar sobre o assunto, ainda mais aqui no Brasil, conta-se nos dedos de uma mão sem dedos os que acreditam que uma empresa poderia querer fazer um concurso cultural sem fins lucrativos. Amigos, isso como já dizia o Padre Quevedo:

padre quevedo Azul linhas aéreas comete uma idiotice épica

Este concurso TEM FINS LUCRATIVOS para a companhia aérea Azul. E a empresa disfarça isso com um verniz esferrapado de  “concurso cultural, que objetiva promover jovens talentos”.

Tudo que as pessoas que gastam dinheiro com a empresa desejam é: Profissionalismo.

Mas como a saída pelo amadorismo é mais fácil, ela faz como o Santander, a Revista Piaui e muitas outras marcas, que  já se utilizaram dessa técnica de engambelamento dos participantes, todos com resultados negativos pra as marcas.

O que a Azul quer? Propaganda barata, repercussão, e de quebra um desenho bem bacana para colocar nos caríssimos aviões dela sem pagar NADA. Ou melhor, pagando um aviãozinho de brinquedo.

É óbvio que qualquer pessoa mais racional vai olhar e pensar: Mas e daí? Participa quem quer.

Óbvio que participa quem quer. Mas isso não atenua a hipocrisia da companhia de selecionar artes e mais artes (porque sempre vai ter um inocente desesperado para aparecer) se tornar dona de tudo, usar a que achar mais adequada, e não pagar por elas. Participa quem quer e mete o malho quem se acha ultrajado de ser considerado idiota com o papo furado da empresa, que é o meu caso. Como empresário do ramo de design, dono de uma empresa que também vende ilustração, eu acho muito cretina esta postura da empresa.

Esta postura, já vista e discutida em inúmeros “Cases” de repercussão negativa, o vulgo “queimação de filme” é bastante comum e conhecido dos artistas e ilustradores em geral. Os empresários quando confrontados agarram-se ao discurso hipócrita de querer ajudar a divulgar os nomes de jovens talentos ou então metem os pés pelas mãos de uma só vez, alegando ” mas é só um desenho”

Dizer este tipo de coisa é o pior de todos os argumentos, pois não apenas agrava a discussão, como também dixa claro a todos que a imagem da empresa pode ser feita por qualquer um com qualquer coisa.

Está muito claro que a logica por trás deste tipo de artimanha marketeira é conseguir algum bobo o suficiente para oferecer de graça um bom trabalho, preferencialmente de qualidade profissional gratuitamente.Como disse, o ilustrador Montalvo Machado:

A atitude da Azul, ao promover uma concorrência comercial travestida de concurso fere diretamente aos profissionais da área, não pelo temor que algum moleque mal saído das fraldas venha a fazer algo que possa ser comparável ao trabalho de um escritório de design, com pessoas qualificadas, com estudos e projetos fundamentados no histórico da empresa e de seus clientes, com sustentação acadêmica, adequação ao público alvo, gestalt, consistência em relação a imagem corporativa e ao design prévio da empresa, uma estética adequada aos planos de curto, médio e longo prazo ao projeto de design da Azul, e todas as questões que envolvem um projeto de design como a decoração de uma aeronave.   Estamos falando de trabalho, meu caro. Trabalho especializado, expertise caro, planejamento e execução de um serviço de gente grande, não de crianças talentosas, ou será que a Azul agora vai se tornar uma grande creche?

 

Ao usar amadores para fazer gratuitamente o trabalho de um profissional qualificado, a Azul abre o espaço para que pensemos se a empresa também não está fazendo este tipo de economia na manutenção das aeronaves, na limpeza, na contratação de pessoal… Você voaria numa companhia aérea que faz “economia a qualquer preço”? Nem eu.

Enfim, é triste ver que um dos grandes problemas do Brasil continua a ser o amadorismo. A Azul vai dar um aviãozinho de plastico em troca de um trabalho certamente de qualidade profissional, o golpe vai repercutir mal para a empresa, manchando a reputação dela a longo prazo. Tudo isso por amadorismo da própria empresa que não sabe criar um concurso minimamente decente.

“Ao vencedor, as batatas!”

Machado de Assis

Monstros maneiros – parte 1

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Eu sei que é estranho dizer isso, mas eu adoro monstros.

Não perco um filme com monstros e coisas gosmentas, preferencialmente aqueles que comem gente. Não sei o que dá na minha cabeça para fazer post com essas coisas, mas suspeito que talvez mais alguém aí também curta o visual grotesco de certos monstros. Eu tenho uma singela coleção de uns 4000 desenhos de monstros de todos os tipos e formas. Então mergulhar nas minhas pastas de monstros para fazer uma lista com meus preferidos é uma coisa praticamente impossível, já que ao chegar nos mil eu já esqueci dos cem primeiros que vi e fico sem poder de comparação. Mas seja como for, os monstros são um aspecto muito interessante da mente humana. Eles permeiam as pinturas rupestres nas paredes das cavernas, vão da cultura clássica a cultura pop, refletindo nossos medos mais profundos. Estão em filmes, games, quadrinhos, brinquedos…

Note que todo e qualquer grupo étnico humano constrói sua mitologia estabelecendo seus próprios monstros. Quando ocorre o choque de civilizações, alguns desses monstros perecem, e outros ganham força, deuses, demônios e seres lúgubres se misturam, se fundem e novos mitos são criados.  Poucas coisas no mundo podem nos ensinar tanto sobre certos aspectos complexos da mente humana quanto a mitologia, e nela, os monstros ocupam a parte mais sombria.

rancor Monstros maneiros   parte 1

Como este post tem muitas imagens, aqui está o pulo.

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Sujeito diz que conseguiu fazer uma moto sem rodas

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Olha só a ideia do cara: è uma espécie de moto, só que ela não tem rodas. Na verdade, o bagulho flutua.
A explicação para isso é que este treco seria uma espécie de hovercraft, um enorme motor potente o bastante para empurrar tanto ar para baixo que a força do ar faz com que flutue.

hoverbike1 500x331 Sujeito diz que conseguiu fazer uma moto sem rodas

Para fazer este estranho equipamento, Chris Malloy usou um motor de 1170 cc que é capaz de levantar 200kg do chão, mantendo-o num vôo estável perto da superfície. Com isso o cara pode voar baixo sobre qualquer tipo de terreno, pântano, terra, lama, areia e água! Bacana, hein? Para aumentar a leveza da moto, ele a fabricou com espuma, fibra de carbono e kevlar. Assim todo o conjunto ficou com apenas 110kg.

hoverbike imgp3845 small Sujeito diz que conseguiu fazer uma moto sem rodas

Aqui tem um video de Chris testando o motor do equipamento.

Como não parece haver um video mostrando o cara dirigindo esta coisa, é natural nós ficarmos meio céticos com isso. Mas se funcionar mesmo, certamente ele receberá encomendas do Departamento de Defesa dos EUA e vai ficar rico.

O motor da moto tem que ser mais potente (em termos proporcionais, claro) que o do Hovercraft comum, porque o hovercraft usa uma cortina de borracha que ajuda a concentrar o ar sob o veículo. No caso desta “moto” não há cortina, e ela tem que operar apenas com a força do vento. No video e nas fotos só vemos a moto presa por cabos fixados ao chão. Isso não garante que ela funcione. Quem pode nos garantir que ao soltar os cabos ela não dispare para o alto feito um foguete? Voar baixo com controle e estabilidade é uma coisa dificílima. Acho improvável que realmente dê certo, na medida em que uma moto geralmente é controlada pelo deslocamento do centro de massa do piloto em conjunto com alterações no guidão. Neste caso, virar o guidão vai adiantar muito pouco, e sem um controle super preciso das aletas que direcionam o fluxo de ar, a chance dele se estabacar com a moto que voa é enorme.
Só consigo imaginar uma aplicação disso com um sistema de controle baseado em IA, no melhor estilo drive by wire, onde um computador analisa em tempo real a estabilidade da aeronave e corrige em milésimos de segundo as aletas de direcionamento para mantê-la estável. Se depender do cérebro humano e seus músculos pra isso, vai dar em caca.

Em todo caso, é difícil ver uma coisa assim e não pensar naquela motinho sensacional que foi meu desejo de consumo para ir para a escola por toda a infância:

SWSpeederBike Sujeito diz que conseguiu fazer uma moto sem rodas

Espero que seja verdade e que ele realmente consiga fazer este veículo.

fonte

Como fazer a moto do filme “Padre”

Sony Concept Art (GhostLight)
Eu fui ver o filme Padre em 3d. O filme é meio mais ou menos. A ideia é legal, o roteiro até que é  bacana, mas sabe aquele negócio de que todo filme precisa de umas lutas cheias de escalafobetices a la Matrix pra ser legal?

O filme ficou cagado justamente nisso. É o “americanismo” de sempre, que enche de mentiradas completamente escrotas e desnecessárias o filme e isso estraga a obra, que sem elas até seria legal. A cena que marcou a falência múltipla do filme é a “cena das duas pedras” (quem viu vai entender).

Mas nem tudo é ruim no filme. Uma das coisas mais mais legais do filme “padre”, são aquelas motocicletas totalmente hardcore, com ar de Mad Max,  que os padres usam para adentrar o deserto. Aqui está ela:

Sony Concept Art GhostLight Como fazer a moto do filme Padre

Imediatamente me ocorreu de ir atrás desse desenho para caso algum leitor resolva fazer um mod em sua moto e andar por aí com a moto do “Padre”. Esta é a receita oficial das motos usadas no filme. Mas talvez (c0m um pouco de engenhosidade e criatividade) dê pra fazer uma modificando um pouco os elementos descritos aqui.

Os caras começam, montando virtualmente num programa de modelagem 3d tipo cad o que eles pretendem construir. Para isso usam o banco de dados de peças reais com suas respectivas dimensões e os volumes globais gerados com base nos desenhos conceituais enviados pelo departamento de arte do estudio.

Priest 1 Como fazer a moto do filme Padre

A parte da “mão na massa” começa com a moto base. Isso porque seria uma idiotice fazer tudo do zero. Os caras começam com duas motos, da Suzuki, modelo Gladius.

P1010598 2 Como fazer a moto do filme Padre

A primeira coisa a fazer é esticar a moto, de maneira que ela se encaixe no perfil do que será a moto do filme. Em termos de garfo e controle, é bastante similar à moto do Akira.

Ghostlight Bike Stretch Como fazer a moto do filme Padre

Para fazer a moto, foi necessário modificar a suspensão original da Suzuki, e adaptar no lugar uma suspensão similar às usadas nos sidecars. O Quadro da moto foi estendido usando perfis de alumínio soldados.

Outra coisa que eles fizeram foi reduzir ao máximo possível o assento e jogá-lo quase em cima do tanque de combustível. A Ideia é ficar com um volume de “miolo” bem compacto.

PreistBike13 Como fazer a moto do filme Padre

Após as extensões do quadro serem devidamente adaptadas, a moto foi então remontada e um piloto de provas da equipe testou para ver se havia “pilotabilidade” suficiente para que a mesma fosse usada nas cenas.

Ghostlight Ride ability Como fazer a moto do filme Padre

Nesta foto acima, podemos ver como a parte do “miolo” da moto foi reduzido ao máximo possível para dar lugar as carenagens e papagaiadas que a deixarão com a cara sci-fi do concept. Segundo Mark Mazure,  chefe da equipe de transformação de veículos para Hollywood, eles tiveram todos os cuidados necessários para fazer uma moto tão factível que poderia ser usada nas estradas dos EUA.

“Everything on our bike was road-worthy from a mechanical stance,” said Cinema Vehicle Services fabricator Mark Mazure. “I bet even now you could register it and drive it on the street.”

Quando estava tudo funcionando só com o miolo e as extensões, eles levaram a moto para a oficina onde as partes cosméticas começaram a ser fabricadas.

Ghostlight Bike Carve Como fazer a moto do filme Padre

Inicialmente as carenagens são esculpidas em espuma de poliuretano. Nesta etapa, os escultores cairam matando, colocando detalhes e testando apliques de materiais diversos, para obter um look similar ao do concept. Camadas de resina de laminação são aplicadas sobre a espuma de poliuretano, intercalando vários graus de lixamento e aplicação de primer automotivo.

Ghostlight In the Shop Como fazer a moto do filme Padre

Após gerar uma estrutura final, cada pedaço das carenagens foi usado para produzir uma fôrma, de maneira a gerar facilmente novos painéis para as demais motos do filme. Eles também fizeram isso porque no filme algumas motos explodem. As duplicatas das carenagens são obtidas com fibra de vidro, gel coat e muita lixa.

Hicks 1 Como fazer a moto do filme Padre

A moto de Hicks - As partes em azul são a Suziki, moto base, e o vermelho foi adicionado para modificar o visual

Uma vez que estão finalizadas na parte de oficina, as motos seguem para o departamento de arte dos estúdios. Nesta fase elas vão com uma fina camada de pintura metálica para dar uniformidade nas motos. São os artistas da equipe de arte que vão envelhecer e dar o look final ao equipamento. Na foto abaixo, a moto do personagem Hicks pronta para ser enviada ao estúdio. (Note como ela sai parecendo um brinquedo)

Ready To Ship Como fazer a moto do filme Padre

No total, foram necessárias seis semanas de trabalho para gerar seis motos, do concept ao equipamento finalizado.

MG 3873 Como fazer a moto do filme Padre

Parte do trabalho de envelhecimento envolve pintar em camadas diferentes a moto, simulando o desgaste causado pelo tempo, a sujeira do deserto, vazamentos de óleo, oxidação, etc. Aplicações de verniz incolor garantem que a “sujeira” nunca vai sair. O processo de envelhecimento da moto é feito com pincel, esponjas e pistola.

MG 3884 Como fazer a moto do filme Padre

É a pintura que define muitas vezes nossa sensação de realismo. Alguns materiais que parecem metal são plastico, mas a pintura engana nosso cérebro completamente.Aplicações em couro também envelhecido aumentam o realismo e ressaltam o aspecto “Western” do filme.

MG 3899 Como fazer a moto do filme Padre

Hicks 2 Como fazer a moto do filme Padre

Hicks 3 Como fazer a moto do filme Padre

Como em Hollywood nunca se filma uma cena de primeira, as equipes de arte tiram fotos e replicam através de fôrmas as motos para gravar as cenas de destruição diversas vezes. Assim, podemos dizer que em Hollywood, até os elementos de cena tem seus dublês.

Priest 2 Como fazer a moto do filme Padre

moto dublê feita para explodir (ainda aguardando a pintura)

Priest bike Como fazer a moto do filme Padre

Bettany Priest bike Como fazer a moto do filme Padre

maggie q priest bike 1 Como fazer a moto do filme Padre

Clique na imagem abaixo para ver os detalhes em alta resolução:

Priest 3 Como fazer a moto do filme Padre

 

As motos do filme Padre foram criadas na GhostLight de Los Angeles.

 

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Ultimate concept cars

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Olha só que style esses carros conceituais.

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Com linhas arrojadas, pintura metálica iridescente e um visual global retrô, este carro nunca chega a 100km por hora. Sabe porque? Porque isso é na verdade um caixão!

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Princesas Disney Art Nouveau

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Olha só que maneiro esses desenhos das Princesas (e uma fada) da Disney em estilo Art Nouveau, criados pelo artista Chris Hillque foi divulgado no Neatorama.

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A maior construção de madeira do mundo

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Está na fase de conclusão a maior estrutura de madeira do mundo, o Metropol Parasol, em Sevilha, na Espanha.

Olha que coisa fantástica:

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O local original seria usado como uma garagem subterrânea mas ao iniciarem as escavações, descobriu-se ali uma área de interesse arqueológico. Então a prefeitura teve a genial ideia de contratar o escritório de arquitetura J. Mayer H. Arquitects para criar uma construção ao mesmo tempo moderna que que estivesse suspensa, de modo a não interferir no sítio arqueológico.

O projeto do escritório foi este ousado formato irregular e orgânico, feito todo em madeira, levantando-se de vigas de concreto posicionadas fora da área de interesse arqueológico. Em seu interior, um museu, galerias, lojas e restaurantes e uma praça elevada.

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Sendo uma cidade histórica com muitos edifícios medievais, a prefeitura espera que o Parasol sirva como um ícone, interligando de forma futurista os locais históricos com os sítios arqueológicos, atraindo turistas e incentivando o comércio local.

A prefeitura bancou a ousadia e aqui está ele:

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Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

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Embora todo mundo pense que o Bonsai é algo nativo da cultura do Japão, foi na China que surgiu a arte de criar árvores em miniatura. em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade de jardinagem. Mas foi graças aos japoneses que a arte do Bonsai se popularizou pelo planeta. (com uma ajudinha do Senhor Miyagi)

cuidar bonsai 2 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

O nome Bonsai (japonês: ??, bon-sai), que significa “árvore em bandeja”.

O bonsai foi inicialmente um tipo de arte limitado à classe nobre da elite japonesa, e assim permaneceu até a Era de Muromachi no décimo quarto século, enquanto prosperava juntamente com a cerimônia de chá verde para se tornar parte da cultura japonesa. Antes da era de Edo no décimo sexto século, todo cidadão de toda as classes, do Daimyo (o senhor feudal) até os comerciantes, não hesitaria perante uma chance de desfrutar juntos a arte do bonsai, e foram realizadas várias competições na época. Durante esse período, o japonês desenvolveu uma paixão crescente por plantas e jardins e estilos de bonsai apareceram em impressões e ilustrações junto com eventos de vida e paisagens. Considera-se que as artes do bonsai japonesas alcançaram o auge da sua prática antes do décimo oitavo século. O japonês demorou muito tempo para refinar a arte do bonsai. Os refinamentos que eles desenvolveram fizeram do bonsai o que é hoje, e alguns consideram ainda que o melhor bonsai está sendo desenvolvido no Japão.

Obviamente que embora o nome seja árvore em bandeja, o lance é bem mais complexo.  Um bonsai precisa ter outros atributos além de simplesmente estar num vaso raso. A planta deve ser uma replica de uma arvore da natureza em miniatura. O Bonsai deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

Apesar de parecer um hobby extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. A diferença básica é o cuidado para reproduzir as características de uma árvore de porte muito maior, e aí reside a dificuldade. Mais do que cuidadosa poda e adubação, é preciso também muita paciência e alguma habilidade artística.

Obviamente que você não sai podando nem modelando a árvore de qualquer jeito. Há toda uma escola estética que se desenvolveu ao longo de muitos anos e que ajuda a nortear o tipo de planta, o estilo de poda, inclinações, composições poasagísticas, enfim… É um lance legal pra caramba, mas exige paciência e cuidado. Talvez por isso seja considerado um hobby Zen.

bonsai 15 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Basicamente, no Bonsai você controla o crescimento da árvore  de diferentes maneiras, sendo as mais comuns a restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado: Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente. Quando você limita o crescimento da raiz ela entra numa espécie de “modo de economia de energia” e soluciona isso reduzindo seu crescimento vertical.

Além da limitação física espacial,  a poda das raízes contribui para a redução da estatura da árvore. No caso, a poda de raízes depende do tipo de espécie usada. Em geral, as raízes são podadas, em geral no inverno pois a planta está em estado de dormência. Neste período também é realizada a troca da terra (substrato).

O uso de adubos com menor quantidade de nitrogênio ajuda a árvore a crescer menos, e a rega deve ser feita  em quantidades moderadas. Um erro muito comum é regar de menos a planta.  O que não podemos fazer é molhar o bonsai todos os dias, se ele não seca de um dia para o outro, por isso o clima, o vento, a localização da árvore vão sempre incidir directamente na frequência de rega. Regar demais ou de menos pode matar a planta.

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No Bonsai qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus(pinheiros), Acer (bordo), Ulmus (olmos), Juniperus (junípero/zimbro), Ficus(figueira), Rhododendron (rododendro ou azálea), dentre outros. Existem até bonsais frutíferos.

m8 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Os estilos clássicos de bonsai são os seguintes:

  • Chokan: Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.
  • Moyogi: Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição geral mais ou menos ereta. A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.
  • Shakan: Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.
  • Kengai: Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.
  • Han-kengai: Estilo semi-cascata. Semelhante ao anterior, com a árvore caindo a um nível abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do vaso.Fukinagashi: Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.

Existem ainda as inúmeras variações de estilo, que misturam os estilos clássicos com inovações diversos.

É importante lembrar que as técnicas de cultivo do bonsai não maltratam as árvores, e resumem-se a conceitos básicos de jardinagem, tais como: podar, aguar e adubar.

Uma curiosidade sobre o bonsai é que um bonsai de qualidade e maduro pode atingir cifras astronômicas. O preço médio de um bonsai adulto no exterior varia de 20.000 dolares a 500.000. Exsitem bonsais que atingem cifras na casa dos milhares de dólares.  Segundo a Forbes, um único bonsai já foi arrematado em leilão por 600.000 dólares.

Há também inúmeras técnicas correlatas, entre as que eu mais admiro estão a arte de criar pequenos “dioramas” com o bonsai, inserindo bichinhos em miniatura, homenzinhos e até casinhas. A este tipo de cenário, chama-se “penjing”. Em alguns casos o penjing é tão perfeito que chega a ser difícil de acreditar que não é uma cena fotografada na escala real. Olha só:

pen 10 1 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Há também a arte do micro bonsai, chamado Keshi tsubu. Eles são tão pequenos que alguns são menores que uma moeda.

super mini on rock k Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Bem, vamos deixar de blá-blá-blá e vamos as fotos mais espetaculares dos bonsais do mundo.

(é muita imagem! Segura aí!)

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