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Cinco animações muito legais

Olha só que maneiro essas animações. Elas foram criadas pelo estudio de animação Bird Box, de Londres.

Vi a dica lá no Omedi.

A vida ficou mais fácil para os atores de Hollywood

Antigamente quando um personagem precisava ser forte, não tinha jeito. O ator precisava malhar feito um condenado para obter os músculos que o personagem exigia. Hoje, os cérebros privilegiados dos matemáticos da computação gráfica dão uma ajudinha para que os Brad Pitts da vida não precisem mais malhar. Dá só uma olhada neste software, apresentado na última edição da Siggraph e veja qual será o futuro dos filmes de ação:

Apesar da piadinha com os músculos, o programa faz bem mais do que apenas deixar um cara mais forte. É possível fazer praticamente qualquer coisa com o personagem. Deixá-lo mais forte, mais fraco, mais alto, mais magro, mais deformado e etc.
Este tipo de aplicação será extremamente útil no campo dos esfeitos especiais e certamente será de grande valia para filmes em que personagens com proporções estranhas são necessários, como nos do Harry Potter, Senhor dos Anéis, etc.
fonte

Os melhores filmes dos anos 80 – parte2

Há um tempão atrás, precisamente no dia 14 de abril do ano passado, eu fiz um post em que compilei um monte de filmes dos anos 80. O post em questão, chamei de “Os melhores filmes dos anos 80″, para facilitar o acesso ao post. No corpo do artigo, eu explico que apesar do título, essa lista não se restringia a filmes dos anos 80, cabendo grandes sucessos dos anos 90 e até anteriores à insensatamente chamada “década perdida”.

Muitos desses filmes, senão todos os que vi, marcaram em algum grau minha infância e adolescência, e alguns desses reprisaram tantos em canais como Globo e SBT que deu pra decorar algumas falas.
O post original ficou enorme e os leitores que contribuíram com sugestões e muitos reclamaram de bons filmes não terem aparecido na lista. Assumo que a explicação para algumas faltas reside na minha memória imperfeita, mas outros não haviam entrado porque o post dos melhores filmes dos anos 80 era parte de uma série, que envolveu “os 30 melhores filmes com alienígenas” e “os 20 melhores filmes de ficção científica“, Os dez mais belos filmes de amor e “20 filmes de terror que você não pode deixar de ver antes de morrer“, além de  Os inesquecíveis filmes de fantasia e também os melhores filmes da segunda guerra mundial.
Evidentemente, listas de filmes sofrem dos problemas que todas as listas sofrem. Sempre alguma obra-prima acaba ficando esquecida, de fora. Como diz o ditado, é impossível agradar a gregos e troianos, mas a gente faz o possível.
Pensando nisso, aqui está um post complementar à lista publicada no ano passado, contendo mais um monte de filmes sugeridos pelos leitores. É certo que esquecerei de alguns e por isso deixo aqui o meu pedido para que os leitores continuem a contribuir com sugestões.
Se você não viu ainda o primeiro post, comece por ele. Antes de sugerir algum filme que faltou, verifique antes se ele já não está na outra lista.
E é sempre bom deixar o grifo: OS FILMES NÃO ESTÃO EM ORDEM QUALITATIVA. ESTE POST NÃO É UM RANKING!

Dito isso, vamos à continuação do post anterior.

Apertem os cintos- O piloto sumiu

o piloto sumiu Os melhores filmes dos anos 80   parte2
Tá aí um clássico das comédias escrachadas que se tornariam muito famosas nos anos subsequentes. O filme é uma paródia com vários filmes envolvendo desastres aéreos. Era (pelo que me lembro) muito engraçado. E algumas cenas ficaram marcadas na minha memória, como quando uma mulher tem um surto histérico e um homem dá umas bofetadas nela para que ela recobre a consciência. Sem seguida, a câmera se move lateralmente e vemos uma fila indiana de pessoas com barras de ferro, tacos de basebol, luvas e boxe e etc esperando sua vez de esmurrar a dona histérica.

Tem muito mais aqui!

(mais…)

Video 3d – 8Bits

Olha só que legal este curta metragem chamado 8Bits. Uma homenagem aos joguinhos que marcaram algumas gerações.

A fenomenal luta dos tratores

O sujeito lutador daquele clássico do cinema indiano, conhecido aqui como “o melhor filme de ação de todos os tempos” está de volta numa cena fenomenal. Uma luta de… tratores! Hahahaha

Se você acha que já viu a tosquice suprema em termos de “filmes de ação”, prepare-se para rir. Duas coisas intrigam neste video, como o trator pulou e como o cara pode ser tão igual ao Carlinhos Aguiar.

Minha dica é prestar atenção nos efeitos sonoros incrivelmente realistas.

Se você ainda não viu “o melhor filme de ação de todos os tempos”, está dando bobeira. Olha ele aqui:

O nome do Carlinhos Aguiar indiano é Chiranjeevi, ou como ele se autointitula, o Megastar.
Seu nome real é Konidela Siva Shankara Vara Prasad. Esse cara é super famoso na Índia pelos filmes de ação que protagoniza.
Além de se dar bem como ator, ganhando inúmeros prêmios, o cara é tipo mega-cantor famoso lá na Índia. Na linha que o Roberto Carlos fez por aqui nos anos 70. (quem esqueceria da antológica cena do helicóptero dentro do tunel?)

O Megastar ficou famoso mundialmente quando caiu na rede o video dele chamado Golimar. Esse todo mundo já viu.

Este post foi uma antiga sugestão do Herlon ‘Kamper’

Fúria de Titãs 3d – Eu fui!

Ontem eu fui assistir ao filme Fúria de Titãs 3d, numa sessão exclusiva em cortesia da HBO. E de cara posso afirmar com todas as letras que me impressionei pra caramba. Eu nunca havia assistido a um filme 3d (nem Avatar – que ainda nem vi – nem nada do tipo).

Eu sei que é vergonhoso para um cara que é dono de um blog deste tipo e que ganha a vida fazendo justamente 3d não ir a algo assim até ontem, mas eu tenho uma boa desculpa: No dia em que eu ia, o cinema da minha cidade pegou fogo, e graças a isso ficou fechado vários meses.
Quando a oportunidade finalmente apareceu através do convite da Riot, eu resolvi levar meus pais. Confesso que foi um choque assistir a um filme 3d pela primeira vez.

Nos poucos minutos que eu tive para pensar algo fora do contexto do filme, enquanto monstros digladiavam na tela grande à minha frente, me lembrei de “A chegada do trem à Estação de La Ciotat“, um curto filme dos irmãos Auguste e Louis Lumière exibido em Paris no dia 6 de janeiro de 1896. Esta foi uma das primeiras exibições de cinema feita pelos Irmãos Lumière, os inventores do cinematographo . Eles filmaram um trem vindo em direção a câmera. Houve pânico no cinema. As pessoas corriam para o fundo da sala, tentando escapar do trem na tela, e muitas pessoas acabaram pisoteadas.

Fiquei ali pensando o que aconteceria se os irmãos Lumière mostrassem, naquele tempo os recursos que temos hoje. É impressionante. Eu mesmo, tive o impulso de virar o rosto e me abaixar em dois momentos do filme. Me senti um completo retardado de ter feito isso, mas são os instintos, e foi justamente este comportamento que me fez pensar em quão aterrador deve ter sido para aquelas pessoas de Paris ver um trem vindo pra cima delas.

Reconheço que para quem usa óculos, os óculos 3d são meio desconfortáveis. Isso porque você tem que colocar um óculos sobre o outro. Algo incômodo.
Talvez no futuro seja possível oferecer aos espectadores que usam óculos uma espécie de película transparente, do tipo dessas usadas para proteger as telas de celular, com a polarização, para que o espectador possa colar sobre os seus próprios óculos, evitando assim o desconforto de duas armações no rosto durante duas horas.

Estranhei no início a coisa da legenda. A legenda surge na camada um, a mais próxima do campo de profundidade do filme. Isso dá uma sensação que a legenda está numa espécie de vidro. Não sei explicar porque mas isso me incomodou um pouco. Talvez pela sensação de profundidade que se tem ao assistir a um filme 3d, seu cérebro fica pulando de uma camada para outra, tentando olhar o cara lá no fundo e ler a legenda aqui na frente. A sessão que nós vimos era em inglês. Suponho que o filme em 3d seria melhor percebido numa sessão dublada (embora eu mesmo me penitencie por ter afirmado isso, já que sou defensor ferrenho da não dublagem em filmes) até porque na minha opinião de telespectador, a técnica da dublagem brasileira é de longe a melhor do mundo. Embora eu prefira o som original, eu acho que ler e ver milhares de detalhes voando em 3d ao mesmo tempo, é complicado.

O filme rolava na tela e eventualmente eu me desligava, pensando em como seria alucinantemente maneiro se os meus filmes preferidos, como Alien, Star Wars e tantos outros fossem todos em 3d.

Voltando a falar sobre o filme em si, eu acho que vale o ingresso. Não sei o que a critica falou do filme, porque eu “tomo activia com Jhonny walker” para oque a critica diz dos filmes. Eu penso que vale o ingresso basicamente pelo 3d, pelos efeitos e pelos monstros. As interpretações, principalmente o protagonista não me convenceram. Eu olhava pro cara e parecia que era sempre uma propaganda de perfume.
Outra coisa que eu detestei foi Zeus de armadura brilhante. Porra, Zeus! Que merda é essa de armadura? Zeus é um Deus, e deuses não precisam de armaduras, por mais polidas e abicholadamente brilhantes que sejam. Tive ímpeto de dar porrada no diretor.
Zeus tinha que aparecer de Toga. Colocar armadura no deus do Olimpo foi um crime imperdoável.

clashofthetitans30 Fúria de Titãs 3d   Eu fui!

Não, não é o Rei Arthur.

O que me dá mais raiva é saber que fizeram isso simplesmente porque não queriam deixar parecido com a versão original. Ou seja, crime cinematográfico com motivação torpe.
Como qualquer mané sabe (ou deveria saber) este filme é um remake do original-mega-clássico-da-sessão-da-tarde “A fúria de Titãs”, de 1981:

Como eu sou absolutamente fã deste filme original, eu já fui pro cinema preparado para me frustrar. Digo isso porque tem coisa que não dá pra mexer que estraga. É tipo tentar refilmar Psicose. Vai ser uma merda, por melhores que sejam as intenções, não tem como ser igual ao original. E é impossível evitar a comparação.

clashofthetitanscracken Fúria de Titãs 3d   Eu fui!

Este é o kraken da versão dos anos 80

Eu tentei abstrair a coisa da comparação, mas em alguns momentos é impossível. Tem coisas em que o filme atual supera muito o clássico de 1981. Uma delas é a direção de arte, muito bem feita. As cidades a grandiosidade dos cenários. A fotografia do filme e a iluminação são excelentes. O pégaso dá um show. Tudo isso contribui muito. Eu arriscaria dizer que isso “salva” o filme.
Outra coisa que achei absolutamente superior na versão moderna 3d é o Kraken. O Kraken antigo sempre me pareceu pouco ameaçador comparado aos demais monstros animados pelo mestre dos mestres, o Zeus da animação stop motion Ray Harryhausen. Este Kraken bota mais medo. E em 3d dá até pra sentir o bafo do monstro.

clashofthetitans29 Fúria de Titãs 3d   Eu fui!

Eu mudaria uma única coisa no design dele, que são os olhos. Mas no geral é show.

Outra coisa que me intrigou é que a versão nova tem uma história em certos pontos absolutamente diferente da versão original. Certas soluções do original eram mais infantis, mais inocentes, mas eu sinto que eram mais coerentes com a mitologia grega.
Mas de longe, a pior de todas as cagadas da versão moderna é a medusa. Eu fiquei feliz de ver que eles não ousaram mexer no design da medusa do Harryhausen, se limitaram a fazer sutis mudanças nela, como colocando um rosto bonito no Titã. Mas no geral, mantiveram como era. Mulher com corpo de cobra, armada com arco e flecha.
Agora a medusa animada em stop motion era mil, aliás, cem mil vezes mais assustadora que esta medusa atual. Eles tentam fazer um jogo de suspense, evitando mostrar o monstro por um bom tempo. Mas depois de poucos segundos de suspense a coisa descamba para um puta dum videogame. Deu até deprê.

clashofthetitans28 Fúria de Titãs 3d   Eu fui!

A medusa do filme. Prefiro a do God of War 3

A medusa moderna em certos momentos reflete um erro crasso de animação. Erro primário mesmo, quando ela se move com a cauda de cobra sem refletir o movimento na parte humana da cintura pra cima. Então, não vemos um senso de realismo muscular naquela figura. Ela parece se mover magicamente. Pra piorar, a medusa serpenteia rápido demais pelas ruínas, não tem realismo, e por isso, não causa medo. Tem horas que ela vai tão rápido que nem um carro de formula um ganha.

Muito diferente da medusa do Ray Harryhausen, que se move lentamente, por ser um objeto físico (boneco) ela precisa articular de forma correta, com peso, se arrastando, e isso reflete a genialidade do artista.

rayandmedusa0002 Fúria de Titãs 3d   Eu fui!

Olha a aula que o cara dá (lembre-se que isso é um boneco movimentado à mão, a cada frame. Não tinha 3d nem recurso mirabolante naquela época):

Como podemos ver, a Medusa do Ray Harryhausen é muito mais “monstro”. Ela não tem o completo domínio da situação. Ela teve sua toca invadida, e está se defendendo. Está muito mais para um animal. Ela parece enxergar mal (como as cobras), tanto é que dispara contra estátuas que ela mesmo criou, confundindo-as com os invasores. A medusa não serpenteia pra lá e pra cá. Ela não precisa, e nem pode. Ela fica parada, deslocando-se lentamente de um ponto a outro em busca de movimento, de sentir o movimento, para então atacar. É exatamente como a cobra. Além disso, a cena se passa em quase total escuridão. Creio que isso foi um “defeito especial”, uma situação decorrente dos empecilhos técnicos que a tecnologia gerava. Mas o defeito especial contribuiu muito com a dramaticidade, pois nada é pior que ser perseguido por uma criatura que não podemos ver claramente. Isso mexe com aspectos primitivos do nosso intelecto.

Então o que eu questiono aqui é esta necessidade de Hollywood de impor um ritmo frenético a tudo. Eles pensam que no mundo marcado por velocidade, onde os games de computador oferecem o grau máximo de interatividade, o cinema só conseguirá se impor se tiver que se adaptar. Os produtores norte-americanos acreditam firmemente que a velocidade dos planos, a sequencia frenética dos atos e as explosões rocambolescas em detrimento da interpretação dos atores são a chave de ouro que salvará o cinema enquanto produto audiovisual de baixa interação da morte.
É justamente disso que eu discordo. Pode até ser uma utopia romântica da minha parte, mas eu não aceito que o cinema precise causar labirintite no espectador para ser bom. A computação gráfica é muito boa, ajudou a criar coisas magníficas e permite tornar toda sorte de fantasia em algo crível na tela, mas junto com seus benefícios vieram graves problemas. O efeito especial virou uma espécie de caminho mais fácil. Por permitir praticamente tudo, não se estuda mais, não se testa mais e a capacidade de inovação se vê comprometida. Na busca por impactar cada vez mais, os filmes se tornam meras obras de acrobacia fílmica. Quando os efeitos especiais se descontextualizam da história, a coisa está grave. Não tem efeito especial que salve um roteiro fraco. Efeito especial é pra ajudar a contar a história, não uma tábua de salvação como tem sido usado corriqueiramente nos blockbusters.
E é uma constatação curiosa pra mim, que sou viciado em efeitos especiais, gosto de estudar o assunto e até me meto a fazer umas graças de vez em quando.
Mas é inegável reconhecer que o uso intenso de efeitos especiais aliado ao advento do cinema 3d com cores reais (antes os efeitos 3d eram obtidos com lentes coloridas, o que comprometia as cores do filme) torna tudo muito mais grandioso.
No fim, eu julguei que é um filme que vale a pena ver, pois me pareceu uma ótima oportunidade de ver o cinema 3d em todo seu esplendor. Além disso, o filme dá uma singela dimensão do que poderemos encontrar no filme do God of War (espero que não estraguem com tudo e que usem pelo menos os artistas conceituais do game).
Confira só o trailer do Furia de Titãs:

Aproveito pra agradecer a HBO, a Riot e a Warner pelo convite.

Futebol arte – Animação em stop motion

Super legal este video de stop motion que o Mario sugeriu. Olha só o trabalho descomunal de fazer uma animação com milhares de moedas de 10 centavos:

Agentes digitais

Como vocês sabem eu adoro ficção científica. Gosto muito mesmo, ao ponto de escrever uma história de SCI-Fi de vez em quando.

Uma coisa que eu noto em filmes de ficção científica é a gradual evolução dos computadores e a interface assistida. (Eu gosto tanto deste assunto que quase fiz uma pós-graduação com este tema)

Eu sempre tive bastante curiosidade sobre apresentadores e personalidades virtuais. Um dos que mais me marcou foi Max Headroom. Eu era guri ainda e assistia ao Max apresentar clipes. Naqueles idos anos da década de 80, os computadores com interface gráfica eram um sonho distante e um apresentador virtual soava como algo tão inusitado quanto impossível. E de fato era impossível. Lembro da minha cara de desapontamento no dia em que eu descobri que o Max Headroom que eu pensava ser 3d era de fato um boneco um cara maquiado com apliques de espuma de látex.

max headroomjpg jpeg 480x480 q85 Agentes digitais

Com o passar do tempo vieram os filmes, e com eles, os computadores inteligentes. Como esquecer da voz grave e sóbria do computador HAL de 2001?

HAL era só uma inteligência. Ele não tinha uma cara, nem expressões faciais ou comportamentos. Ele era apenas uma espécie de lente vermelha, que ocultava atrás de si milhares de circuitos de inteligência artificial. Isso fazia de HAL uma espécie de Deus (por estar em qualquer lugar da nave e ao mesmo tempo em nenhum) naquele microcosmo, pois ele tinha controle sobre todas as coisas na nave. Inclusive controle sobre a vida dos astronautas.

hal 9000 Agentes digitais

Tal qual uma divindade, HAL era representado apenas por este olho. Vermelho, numa potencial e sutil referência diabólica.

Outro sistema de interface assistida aparece em ALIEN. Ela é  a “Mãe”. A Mãe é a entidade que controla a nave e todas as funções. O mundo pode estar acabando, o alien solto, a tripulação morta, a nave prestes a explodir e a mãe com sua voz tranquila informa que faltam segundos para a evacuação da Nostromo.  A Mãe de aliens é certamente uma namorada em potencial para HAL. Se Hal estava prestes a sumir, sendo marcado apenas por um olho vermelho, a Mãe de fato não tinha nenhum indício de presença que não sua voz ecoando pelos escuros e úmidos corredores do cargueiro espacial.

A interface cara a cara com o gestor virtual parecia fadada ao desaparecimento completo na ficção científica. Mas Alien inova ao transcender este conceito trazendo robôs orgânicos à baila. O que seriam os robôs orgânicos senão o estágio máximo da evolução de um gestor virtual?No filme de Ridley Scott, o robô chegou num ponto tão avançado de produção que se tornara indistinguível do ser humano em todos os aspectos, a menos que sangrasse ou desse defeito.

Os gestores virtuais acompanharam a evolução das técnicas cinematográficas e de efeitos especiais, como o advento do 3d. Um dos melhores gestores virtuais 3d que surgiram no cinema foi o “Dr. Know” no filme Inteligência Artificial. O avatar na forma de um velho holográfico sabia tudo (ou supostamente deveria saber). “Dr. Know” era uma espécie de Google pré-pago.

drknow Agentes digitais

No cinema a Inteligência artificial é algo que percorre praticamente todos os filmes, seja na mente humana-mecânica de Robocop à irredutível máquina de matar coberta de carne humana em O Exterminador do Futuro. O conceito de equipamentos inteligentes que operavam com sintetizadores de voz humana não foram personagens exclusivas do cinema, aparecendo também em seriados, como o carro “Super máquina”.

Hoje, quando passamos uma década do que deveria ter sido a era do HAL 9000, fica a questão: Onde está o computador que reconhece, fala com o proprietário e toma certas decisões?
Creio que o estagio de inteligência artificial esperado por Stanley Kubrick ainda não chegou no ponto em que deveria, mas estamos dando passos nessa direção.

No cinema, os personagens virtuais já tem uma boa presença. Essa presença varia em amplo espectro de realismo, mas há um porém. No cinema, o personagem não é desenhado em tempo real, uma demanda fundamental para uma entidade virtual inteligente, que opere como um avatar.
jar jar binks Agentes digitais
Com o avanço no hardware, teremos maquinas cada vez mais potentes, o que permitirá cada vez mais cálculos e camadas de dados sendo lidas, combinada se carregadas.
Por outro lado, no mundo da aparência, os jogos tiveram um papel importante na criação das personagens virtuais. Desde Lara Croft, as personagens virtuais evoluíram sistematicamente. Hoje elas se movem e parece muito mais reais. O avanço das placas gráficas com shaders tão impressionantes que soariam como milagre a meros cinco anos atrás já permitem a simulação da pele em tempo real, o que aumenta dramaticamente o impacto dos personagens virtuais criados com esta tecnologia. Os games de computador ajudaram a popularizar as placas gráficas e a demanda por equipamentos cada vez mais poderosos para jogar vai beneficiar os futuros personagens virtuais de tempo real.

No video abaixo vemos um exemplo disso. O processador da placa gráfica (GPU) calcula em tempo real uma série de canais, estabelecendo a transmissão da luz através da pele.
Este rosto é calculado em tempo real na tela. Diferente de um filme, que é a soma de 24 fotogramas ou mais por segundo gerados à priori, neste caso abaixo, o computador está desenhando a cabeça do cara em 3d ao vivo. E a pele do modelo reage com a luz 3d instantaneamente.

Os avanços já são visíveis do nível de qualidade 3d que poderemos testemunhar nas próximas décadas. Enquanto os processos mentais das entidades virtuais estão sendo criados e os gráficos que permitirão mostrar esses personagens na nossa tela estão avançando, temos um bom exemplo de avatar. Ela é chamada de Assistente Virtual. Basicamente é uma entidade, um agente virtual que controla as funções básicas de um computador caseiro. Suas funções englobam realizar pesquisas, tocar arquivos de multimídia, verificar e-mails, gerenciar a agenda pessoal e compromissos dos usuários e etc. Tudo isso utilizando um sistema de reconhecimento de fala e voz sintetizada em português. A Denise entende comandos e perguntas feitas através de linguagem natural, como se o usuário estivesse falando com uma pessoa de verdade. Parece ficção científica né? Olha só:

Denise está sendo desenvolvida pela empresa Guile 3d Studio, no Brasil e na Califórnia. Isso vai emplacar? Não sei. O mercado é algo difícil de determinar. Mas poucas coisas no mundo podem dar a sensação de que estamos naquele futuro que muita gente sonhou no passado quanto ter uma entidade virtual dessas para poder conversar. No video 3 podemos ver que o computador está interligado com vários circuitos da casa. Isso permitirá que Denise opere toda a casa do cara.
Isso é muito perto do que a “Mãe” e Hal faziam em seus respectivos filmes. Com a tendência da tecnologia ultrapassar as limitações físicas, sendo incorporada na geladeira, fogão, celular e até tênis, não vai ser difícil prever que em um futuro próximo, Denise e suas sucessoras serão onipresentes e de acordo com o ambiente, oniscientes.

Denise já está em beta test. Eu me cadastrei no sistema para ser beta tester da Denise. Vamos ver se me aceitam lá.

Denise ainda tem cara de computação gráfica. Mas não podemos esquecer que há um longo caminho pela frente, que pode ser acelerado ou retardado de acordo com a demanda pelas tecnologias na área de games (logo, acho que vai acelerar) que conduzirá a Denise cada vez mais real. É conveniente lembrar do video do personagem virtual da Image metrics.

Já pensou na Denise com um grau de realismo assim?

Se o futuro for assim, esta é uma ideia ao mesmo tempo legal e assustadora. Mas não vejo a hora de ver acontecendo.
Este post foi uma sugestão do Ivan Zoz

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