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Artista cria o menor aquario do mundo

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A criação do menor aquário do mundo é o que reclama o designer e artista russo Anatoly Konenko. O aquário comporta peixes bem pequenos, como filhotinhos e seu volume de água total é de 10ml, ou ridículas três colheres de sopa.

worlds smallest aquarium Artista cria o menor aquario do mundo

Anatoly Konenko ficou conhecido por seus 30 anos de dedicação à miniaturas. Ele costumava escrever nomes em grãos de arroz e até em fios de cabelo.

O menor aquário do mundo tem 30 x 24 x14mm e ainda conta com um mini-filtro para oxigenação da água.

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Pessoalmente, eu acho que é uma maldade com um peixe ornamental confiná-lo a um aquário tão pequeno.

Porco do mar – a criatura bizarra das profundezas

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Ele vive na escuridão do mar, em locais inacessíveis aos olhos humanos. Este bicho que mais parece um Et vive comendo os restos que encontra pelo chão, lá no fundo, onde a luz nunca chega. O porco do mar (scotoplanes)é membro da família dos pepinos do mar, e sua principal característica são essas pernas esquisitas que ele usa para se mover. Olhando rápido parece mais um saco d´água com estranhos pseudopés também feitos de água. E simplificando nossa visão, é mais ou menos isso mesmo que este bicho é.

Ele já foi encontrado por sondas de pesquisas oceanográficas nos oceanos Atlântico, Pacífico e também no Índico. É possível que o scotoplanes esteja espalhado por todo o planeta, revirando o fundo em busca de comida desde os tempos dos dinossauros. Ele começa a aparecer em profundidades superiores a 1000 metros. Existem espécies de porco do mar que já foram identificadas no Ártico, vagando sob o gelo.

O interessante é que ele basicamente apenas infla essas protuberâncias ocas com água e com isso faz com que funcionem como pernas. O que o bichinho realmente gosta é de achar um cadáver de baleia. Quando isso acontece ele faz as festa e rapidamente se multiplica. De fato, já foram registrados grandes números deste bicho. Na ordem dos milhares, todos agrupados numa massa que lembra uma gelatina gigante viva.

scotoplanes Porco do mar   a criatura bizarra das profundezas

Suas formas corporais lembram muito as do ácaro (um microscópico aracnídeo que neste exato momento está andando em algum lugar do seu cabelo, ou pior, dentro do seu pulmão!). Embora sejam vagamente parecidos em suas formas, o ácaro e o porco do mar não tem ABSOLUTAMENTE nada em comum, sendo criaturas completamente diferentes.
Se você acha que este estranho animal não é esquisito o suficiente para ser canditado ao cargo de “Et do planeta Terra”, dá uma olhada neste porco do mar aqui. Parece ter saído de um episódio de Star Trek!

feiosodomar Porco do mar   a criatura bizarra das profundezas
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O polvo que mora numa garrafa de cerveja

Polvos são animais inteligentes, curiosos e por serem invertebrados, tem a habilidade sensacional de se enfiar em lugares inusitados. Veja só onde este carinha se meteu:

Isso que eu chamo de descer redondo!

O êxodo dos tubarões

O pioloto Steve Irwin estava sobrevoando a costa de Palm Beach, na Florida, com seu helicóptero. Ele voava a 80km/h quando notou algo estranho no mar cristalino abaixo dele. Quando finalmente entendeu o que era, Steve não acreditou em seus olhos. Um cardume absurdamente gigante de tubarões se deslocava pela costa. Eram tantos que ele soube na hora que ninguém iria acreditar nele se Steve contasse. Ele então pegou seu Iphone e filmou a parada. O video é absolutamente inacreditável. Só de pensar que cada pontinho desses é um tubarão, eu fico imaginando o perrengue dos peixes locais ao verem esta procissão da morte se aproximando, hehe.

A cada ano os ataques de tubarões nas praias aumentam mais. É de se esperar que o numero de tubarões aumente nas proximidades das praias nesta época do ano, quando os animais migram, em busca de águas mais quentinhas, mas nunca se viu um cardume desse tamanho.

Existem muitas explicações possíveis para isso, mas a mais provável é que se trata de algum desequilíbrio ecológico e eu acho que poderia apostar meu olho esquerdo como tem dedo do ser humano neste problema.

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A cobra albina de duas cabeças

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Pensa como é difícil uma cobra albina. Agora pensa como é difícil acontecer uma cobra nascer com duas cabeças. Agora pensa a possibilidade das duas coisas acontecerem num só animal. Impossível?  Pois foi isso que aconteceu. Veja:

2headed albino snake A cobra albina de duas cabeças

A cobra albina de duas cabeças é uma das atrações de uma feira que poderíamos chamar de “feira Gump” da Suíça. Nesta feira, só animais curiosos, criaturas inacreditáveis e raras estão à disposição dos visitantes para educar, entreter e impressionar.As exposições contam com repteis, mamíferos e marsupiais.

A cobra de duas cabeças se chama Mince, e já recebeu proposta de  colecionadores dispostos a comprá-la. Segundo o nono de Mince, outras cobras de duas cabeças que nem eram albinas já foram compradas por nada menos que R$ 34.000,00. Por ser albina com duas cabeças, segundo ele, “Mince vale muito mais que isso”.

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As criaturas bizarras do Himalaia

A cordilheira do Himalaia é a mais alta cadeia montanhosa do mundo. Ela abrange cinco países (Índia, China, Butão, Nepal, Paquistão) e contém a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest. O Himalaia é o lar de animais realmente inacreditáveis. O mais controverso dos moradores do Himalaia é o célebre “homem das Neves”, um tipo de “yeti” ou “Pé grande”, bastante forte e peludo, que se desloca pelas montanhas, escondendo-se em cavernas e grutas aos pés dos inóspitos e insondáveis rochedos da cordilheira.
800pxhimalayas As criaturas bizarras do Himalaia

A lenda ocidental do pé grande, ou yeti (querendo ou não ele é um ser mítico – o que não invalida a real possibilidade de sua existência, como os extraterrestres e o Monstro de Loch Ness) em sua versão moderna (pois não incluo os relatos e lendas indígenas nesse contexto) surgiu justamente no Himalaia. Os primeiros relatos ocidentais sobre o yeti no Ocidente foram publicados por exploradores B. H. Hodgson, cujo guia, no norte do Nepal, viu fugir uma criatura bípede de pelo escuro (que Hodgson pensou ser um orangotango) e o tenente-coronel Laurence Austine Waddell, que foi quem encontrou as famosas pegadas gigantes que seu guia atribuiu a uma criatura peluda parecida com um macaco, que Waddell – na falta de referência melhor – concluiu ser um urso.
Segundo a Wikipedia, o rótulo de “Abominável Homem das Neves” foi cunhado pela imprensa em 1921, quando o tenente-coronel Charles Howard-Bury liderou a expedição de reconhecimento do Everest da Royal Geographical Society. Em sua crônica, Mount Everest The Reconnaissance, 1921 Howard-Bury relata ter encontrado, ao cruzar o passo Lhakpa-la, a 6.400 metros, pegadas do que ele pensou ser um grande lobo a galope, que na neve macia formava um rastro duplo semelhante ao de um homem descalço. Ele acrescentou que seus guias sherpa disseram que as pegadas deviam ser do “Homem Selvagem da Neve”, aos quais deram o nome de “metoh-kangmi”, “homem-urso das neves”. Henry Newman, colaborador do jornal The Statesman de Calcutá, entrevistou os carregadores da expedição quando voltaram a Darjeeling, entendeu erradamente a palavra metoh (“homem-urso”) como “sujo” ou “imundo” e substituiu-a em seu texto pelo eufemismo “abominável”.

De fato, uma coisa é você encontrar um macaco grande e peludo na montanha. Outra bem diferente é dar de cara com o “abominável homem das neves”. Isso nos mostra como a mídia e seus slogans sensacionalistas podem ter um papel efetivo na produção de glamour sobre praticamente qualquer coisa.

Mas embora seja difícil traçar um juízo se algo assim existe mesmo ou é produto de uma série de lendas e enredos históricos, existe um campo da paraciência que se dedica ao estudo e levantamento deste tipo de criatura. Trata-se da criptozoologia. Segundo a criptozoologia o Yeti se enquadram-se na categoria de Homínideios Elusivos, que segundo algumas linhas representa uma evolução paralela ao do Homo Paranthropus, ancestral comum ao Homem de Neandertal e ao homem moderno.
Esta seria uma criatura de hábitos solitários e natureza arredia movimentando-se pelas encostas ora em duas, ora em quatro patas. Acredita-se que o animal adulto tenha de 2 a 2,7m de altura e possuem pés e mandíbulas desproporcionais para os padrões humanos. Apesar de serem cobertos por uma volumosa pelugem branca ou cinza, não possuiriam nem cauda nem barba. Yéti é uma palavra xerpa que significa: “aquela coisa” e na verdade trata-se de um mero erro de tradução da palavra metoh-kangmi (outro termo xerpa, que significa: “aquilo que parece homem mas não é”).

Em 1925, N.A. Tombazi, fotógrafo e membro da Royal Geographical Society, disse ter visto pessoalmente a criatura do alto, a 200 ou 300 metros de distância, perto da geleira Zemu, a 4.500 metros de altitude, como um bípede que mexia em moitas. Duas horas depois, chegou ao local e viu pegadas de forma humana, com 15 a 18 cm de comprimento e 10 cm de largura.

O interesse pelo yeti no ocidente atingiu o auge nos anos 50. Numa expedição ao Everest de 1951, o alpinista britânico Eric Shipton tirou várias fotografias de pegadas aparentemente humanóides na neve. Em 1953, em outra escalada, Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay também disseram ter visto grandes pegadas da criatura, que o segundo julgou ser uma espécie de macaco. Em 1954, o Daily Mail organizou uma expedição especialmente para procurar evidências do “Homem das Neves”, do Everest ao Kangchenjunga, que fotografou pinturas simbólicas da criatura no monastério de Tengboche e fotografou pegadas inconclusivas.

Durante a Guerra fria alguns cientistas da União Soviética, a saber B. F. Porch­nev e A. A. Chmakov dedicaram-se ao estudo científico do aparecimento dos “Homens das neves.” A hipótese inicial era de que se tratava de uma tribo de homens com hipertricose e outros sintomas patológicos estranhos”. Contudo, a conclusão final da comissão responsável, foi de que de fato existiam “selvagens das montanhas, muito semelhantes ao homem moderno, mas diferentes dos nativos do Himalaia e que antes da Revolução os camponeses eram caçados como simples animais e por vezes adestrados e escravizados para trabalhos simples. Obviamente que a completa ausência de evidências científicas da pequisa invalidou sua comprobabilidade. Ela foi totalmente estruturada sobre entrevistas com os habitantes locais, que sempre acreditaram nos Yetis. Tanto que L.A.Waddell, o cara que encontrou as primeiras marcas das pegadas do Yeti na neve escreveu:

“As pegadas pertenciam, segundo a crença local, a um homem selvagem e peludo que vivia na neve. Entre os tibetanos, ninguém duvida de sua existência.”

Nos anos 80, o misterioso animal teria sido fotografado. Isso se deu no ano de 1986, quando o inglês Anthony B. Wooldridge, estava na parte do Himalaia pertencente ao norte da Índia, próximo a fronteira com o Nepal, a mais de 3.000 metros de altura. Foi nesta altitude que o excursionista topou com umas estranhas pegadas na neve de cerca de 25 centímetros de comprimento, Wooldridge continuou subindo por cerca de 600 metros acima, quando teve que interromper sua marcha por causa de uma grande avalanche. Posteriormente, ele avistou atrás de um arbusto, uma criatura que estava ereta e imóvel, com cerca de 1,80 metros de altura, “a cabeça era grande e quadrada e o corpo todo coberto de pelo escuro”. Sabendo que ninguém acreditaria se ele apenas contasse, o inglês conseguiu chegar a uns 150 metros da criatura e conseguiu fotografá-la com sua Nikon. Depois de observar a criatura por cerca de 45 minutos, percebeu que o tempo estava fechando e resolveu descer a montanha. Após serem reveladas, as fotos foram analisadas por vários cientistas entre eles o zoólogo Desmond Morris, um cético em se tratando de Yetis, porém todos consideraram as fotos de Wooldridge como autênticas. Curiosamente, eram mesmo fotos autênticas, só que de uma pedra.

Embora a ideia de animais peludos vagando pelas montanhas pareça um tanto bizarra, é interessante notar que outras culturas, dos mais distantes rincões, fazem referências a hominídeos gigantes e/ou peludos selvagens. Neste grupo estão o Sasquatch Canadense, cujos registros de avistamentos datam de mais de 200 anos. O gigante peludo Yehren, que segundo relatos locais, habita montanhas cobertas de florestas na China, e cujo primeiro registro data do século III Antes de Cristo. E é impossível falar de hominídeos peludos andando por aí sem mencionar o famoso e controverso filme de Patterson-Gimlin (1967), que registra o que se acredita, seja uma fêmea de Yeti dando no pé para o mato, quando avistou os cavalos deles ao longe.
post60241211062676 As criaturas bizarras do Himalaia

Bom, acabei falando de Yeti e abominavel homem das neves quando eu deveria ter me dedicado a falar sobre outra criatura bizarra no Ymalaia, talvez até mais curiosa que o Yeti, na medida que o que ela faz parece coisa do Prince of Persia. Trata-se das cabras do Himalaia:

Mas será que isso é real? As cabras conseguem saltar tamanhas distâncias, jogando-se no vazio na esperança de bater num rochedo e quicar em outro desse jeito?
Ao que parece, trata-se do  Tahr-himalaio (Hemitragus jemlahicus) ou do Íbex, (Capra sibirica) um caprino que vive nos rochedos, alimentando-se de gramíneas e bebendo pouquíssimo líquido.
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O íbex alpino tem cor cinza ou castanha e atinge cerca de 90 cm de altura nas espáduas. O macho tem chifres curvados para trás, que podem alcançar mais de 75 cm de comprimento. A fêmea tem chifres menores, de 15 a 20 cm de comprimento.

O íbex do Himalaia é maior. Tem chifres longos, barba grande e o dorso esbranquiçado. O animal também é ocasionalmente encontrado na África e na Ásia Menor.

A habilidade do íbex em se equilibrar e escalar lugares inóspitos é incrível. Veja:

Embora o Himalaia com suas montanhas e neve, altitudes inóspitas, ventos e avalanches mortais, possa ser o lar do famoso Yeti, é o Íbex do Himalaia que realiza as mais incríveis proezas, dignas dos melhores dublês de Hollywood. Haja adrenalina!

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Este post foi originado a partir de uma dica do Juliano.

O curioso lago que brilha no escuro

Não é nenhum derramamento de produtos radioativos e este não é o lago de Springfield! Trata-se de um fenômeno totalmente natural, mas que só pode ser visto na completa escuridão. Para fazer estas fotos abaixo, Phil Hart, um fotógrafo de 34 anos deixou sua câmera em modo slow shutter, e registrou as imagens com a ajuda de um tripé.

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As fotos foram tiradas no lago Gippsland, em Victória, Austrália. O fenômeno que fez a água brilhar deste jeito é causado pela bioluminescência produzida por uma alga chamada Noctiluca Scintillans que estava se reproduzindo em uma gigantesca concentração.

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Phil faz parte de uma organização que controla a canoagem neste lago há 50 anos e nunca ninguém jamais tinha visto uma bioluminescência tão forte.

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Embora o resultado visual seja espetacular, a grande concentração dessas algas sugere que o lago está sendo gradualmente poluído com dejetos urbanos, e material orgânico, que serve de alimento e faz aumentar a concentração de algas. Segundo Phil, embora a bioluminescência das algas seja possível de ver a olho nu durante a noite, só é possível notar seu fantasmagórico brilho azulado nas fotografias de longa exposição.
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Na natureza existem outros organismos que geram biolumnescência. Os mais famosos são os peixes abissais, que usam suas luzes químicas para atrair alimento em plena escuridão do mar. Mas existem outros.
Curiosamente, os cientistas não sabem explicar o motivo pelo qual algumas formas de vida bioluminescentes brilham. Por exemplo, várias espécies de minhoca criam uma secreção luminescente sem nenhum propósito evidente. Outra coisa curiosa sobre a bioluminescência é que não se sabe ao certo porque algumas espécies de cogumelos brilham. Especula-se que talvez seja para atrair insetos, que acabam espalhando as sementes dos cogumelos. Sabe-se por exemplo, que os vaga-lumes usam seu brilho para encontrar seus pares na escuridão, mas certos animais misteriosamente acendem quando os animais próximos começam a brilhar, e nem sempre existe uma razão clara para esse comportamento.

Um exemplo disso está no oceano. Os dinoflagelados, espécies de plâncton unicelular, são famosos por brilhar com uma aparência mística quando são incomodados. O problema é que qualquer porcaria incomoda esses carinhas. Marés, tempestades, animais de vida marinha e inclusive os navios que passam podem fazer com que grandes quantidades de plâncton produzam luz simultaneamente. Os dinoflagelados são responsáveis pelo fenômeno conhecido como mar luminoso, que faz o oceano brilhar. Em alguns casos, esse brilho é tão intenso que interfere na navegação marítima. Saca só que maneiro:

Certa vez eu li que um piloto de jato teve uma pane elétrica e não conseguia nenhuma informação no painel do avião. Com reduzido combustível, ele não tinha muito tempo para procurar o porta-aviões. Desesperado, ele olhou pela escuridão do mar em busca de algum sinal. Mas tudo que viu foi um rastro luminoso. O cara seguiu o rastro e escapou da morte usando como referência de posição a bioluminescência do plâncton no mar. O porta-aviões atravessava uma área gigantesca desses animais e seu rastro ficou marcado no oceano, para a sorte do piloto.

Mas como este tipo de reação ocorre?

Em geral, a bioluminescência envolve a combinação de dois tipos de substâncias em uma reação que produz luz. Uma é a luciferina, ou a substância que produz a luz. A outra é a luciferase, ou a enzima que cataliza a reação. Em alguns casos, a luciferina é uma proteína conhecida como fotoproteína, e o processo de produção de luz requer um íon carregado para ativar a reação. Ativadores neurológicos, mecânicos, químicos ou os ainda não detectados podem iniciar as reações que criam a luz. Embora o nome possa sugerir, não se trata de uma combinação química dos infernos.
Os termos luciferina e luciferase originam-se do latim lúcifer, que significa “que traz luz”. Eles são termos genéricos, e não nomes de substâncias químicas específicas. Muitas substâncias diferentes podem agir como luciferinas e luciferases, dependendo das espécies da forma de vida bioluminescente.
Ver esta reação de perto é uma coisa muito legal, que só é novidade para as pessoas da minha geração para trás. Isso porque no final dos anos 80 surgiram os bastões luminosos, chamados de GLOW STICK e com eles, veio esse monte de coisinha, pulseirinha, cordãozinho, tubinho e bagulhos diversos que vemos em aniversários, casamentos, raves e etc.Embora a primeira patente desse treco seja de uso militar, de 1965, nos anos 80 o seu uso ainda estava restrito a decoração de halloween e camping.

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Eu lembro que a primeira vez que vi este troço fiquei absolutamente maravilhado. Por falta de nome melhor, eu chamava isso de “sangue do predador”. Eu vi o cara vendendo num show e comecei a seguir o maluco pra todo lado, só para ficar olhando aquela luz líquida. Eu parecia um cupim. Enchi tanto o saco do cara que ele me vendeu pela metade do preço uma porra daquelas. Só pra que eu sumisse do pé dele.

Não sosseguei enquanto não comprei um bastão daqueles pra mim. Originalmente, no tempo do Jaques Custeau, isso era usado como lanterna de alta profundidade.
Basicamente, aquilo ali funciona porque dentro do tubinho de plastico translúcido existe uma ampola de vidro finíssimo contendo em seu interior nada menos que água oxigenada. Engraçado foi que descobri isso graças a uma menina que eu tava afim. (lá vem merdas da minha vida)

Era a festa de 15 anos de uma menina lá da escola, a Alessandra. Eu estava com um troço desses no bolso, que eu tinha comprado na Mesbla, na seção de material de camping. Meu intuito original era sacar o bagulho na pista de dança, criando excitação e estupefação em todos e mostrando como eu era um cara foda, antenado com o futuro, apesar de psiconerd. Afinal, eu precisava justificar o meu convite.

Na festa, antes mesmo que eu conseguisse atingir o grau etílico necessário para sacudir o esqueleto na pista de dança improvisada no play,  uma coisa inesperada aconteceu. Uma garota sensacional começou a me dar mole. Ela não era lá da escola, e graças a isso, nem imaginava que eu era um merda que deveria ser evitado a todo custo e que estava ali por um simples erro da Matrix, que na verdade poderia ser descrito como “figuração para dar a sensação que a festa estava bombando”.
Eu sabia que tudo que eu tinha que fazer era sair da mesa que eu estava e chegar nela, mas resolvi inovar…Bebendo a parada.

loko O curioso lago que brilha no escuro

Eu sei, eu era mesmo um idiota. Mas nada podia ser ainda mais idiota que o motivo: Eu queria apenas sorrir fantasmagoricamente para aquela garota da festa. Então, eu fui ao banheiro, cortei aquela merda com uma faca que pedi na cozinha, enchi a boca com o troço, que tinha gosto de produto de limpeza. Aí quebrei o êmbolo e misturei na boca. Voltei para a mesa como se nada tivesse acontecido. Quando ela finalmente olhou pra mim, eu sorri verde-limão-vaga-lume-elétrico, como o gato de “Alice, no país das maravilhas”.
Tudo que eu queria era apenas surpreender a garota, mas aquilo funcionou ao contrário. Nem se eu enfiasse uma minhoca viva na nariz eu seria olhado com uma expressão de “desprezo ao Jackass” daquelas. Ela levantou e foi embora. E eu fiquei ali na mesa, idiotamente sorrindo verde como um retardado de Chernobil. Não tardou a um amigo ver aquela porra e me levar pelo braço pra festa inteira ver e rir como se eu fosse o homem-elefante.

Mas voltando ao produto, o outro reagente, eu levei muito tempo pra descobrir o que era. Trata-se de éster de fenil oxalato, além de um corante fluorescente.
Quando você dobra o tubinho de plastico, o vidrinho de dentro se parte, e a coisa toda se mistura. Então o a água oxigenada reage com o éster de fenil oxalato, resultando em uma substância química chamada fenol e um éster de acridina, que é um peróxido instável;
Daí o éster de acridina que é instável, se decompõe, resultando em um fenol extra na gosma e em um composto de peroxi cíclico, que vai se decompor, formando o vagabundo dióxido de carbono. Mas é dessa decomposição em cadeia que ocorre a liberação de energia que excita o corante. E então, os elétrons dos átomos do corante pulam para um nível mais alto, e depois retornam, liberando energia na forma de luz.
A força dessa reação depende de dois fatores: A temperatura e a quantidade dos compostos. Geralmente, o brilho vai chegar a zero em mais ou menos seis horas. A temperatura alta deixa a luz mais forte, porém, ela acabará mais rápido.

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A natureza ensina

Não sei quanto a vocês, mas eu tive vontade de dar um tiro na cara do pai desse idiota.

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