Bom carnaval

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Bom Carnaval: Muito Mais do que Só Folia na Rua

Todo ano é a mesma coisa: dezembro mal acaba e a gente já começa a sentir aquele cheirinho de protetor solar, cerveja e alegria no ar. O Carnaval tá chegando, e com ele aquela vontade de se jogar na folia, seja num bloquinho de rua, num desfile de escola de samba ou até mesmo no sofá de casa, vendo tudo pela TV. Mas você já parou pra pensar que essa festa, que parece tão nossa, tem uma história que veio de muito, mas muito longe?

A verdade é que a origem do Carnaval é uma salada cultural das boas. A gente costuma associar tudo ao Brasil, mas os primeiros registros de festas parecidas vêm da Antiguidade. Os romanos, lá na Roma Antiga, já curtiam as Saturnálias e as Lupercálias, festivais onde os papéis sociais se invertiam e a galera podia extravasar. Depois, a Igreja Católica acabou incorporando a data ao seu calendário, como uma espécie de “válvula de escape” antes dos 40 dias de jejum e reflexão da Quaresma. O nome já entrega o jogo: “Carnaval” vem do latim *”carne vale”*, que basicamente significa “adeus à carne”. Era a última chance de curtir os prazeres mundanos antes do período de abstinência.

E como essa bagunça toda veio parar aqui? Com os colonizadores portugueses, é claro! Eles trouxeram o Entrudo, uma brincadeira onde as pessoas jogavam água, farinha, ovos e até limões de cheiro uns nos outros. Imagina o caos? Pois é, mas foi desse jeito meio desengonçado que a festa começou por essas terras. Com o tempo, a elite tentou “europeizar” a comemoração, importando os bailes de máscaras e os corsos, enquanto o povo, especialmente a população negra, foi criando suas próprias manifestações, como os cordões e ranchos, que são os avós dos blocos de rua e das escolas de samba que a gente ama hoje.

Isso me faz pensar: o Carnaval brasileiro é tão genial justamente porque ele é um caldeirão. Ele pegou uma tradição religiosa europeia, misturou com a cultura e a resistência dos povos africanos escravizados, jogou um pouco da energia dos indígenas e criou algo completamente novo e inconfundível. Não é à toa que o samba-enredo de uma escola de samba conta uma história, que os blocos têm seus hinos e que cada região do Brasil comemora de um jeito totalmente diferente. No Recife e Olinda, é o frevo e o boneco de Olinda dominando a ladeira. Na Bahia, é o trio elétrico e a pipoca no meio da multidão. No Rio, o espetáculo grandioso da Sapucaí. E em São Paulo, a pluralidade de bloquinhos que cabem todos os gostos.

Saca só que maneiro: o Carnaval do Rio de Janeiro é considerado pelo Guinness World Records como o maior Carnaval do mundo. A gente fala isso com um certo orgulho, mas também com a consciência de que a festa é um monstro que movimenta uma grana preta e gera uma logística que daria um filme de ação. É arte, é cultura, é economia e é pura energia humana.

E pra você, o que faz um bom carnaval? Será que é a fantasia mais elaborada, o bloco que toca aquele hit nostálgico, ou simplesmente estar com as pessoas que você ama, rindo até a barriga doer? Às vezes a gente fica tão preocupado em “curtir certo” que esquece de curtir de verdade. O legal dessa festa é que ela cabe tudo: o planejamento milimétrico e a espontaneidade do “vamos ver no que dá”.

No fim das contas, seja você um maratonista da folia ou um especialista em curtir o feriado prolongado no modo soneca, o espírito do Carnaval tá aí pra lembrar da importância do riso, da música, da dança e de se desconectar um pouco da rotina. É um respiro coletivo, um momento de celebrar a vida com uma intensidade que só o brasileiro sabe. Então, independente do seu plano, que o seu Carnaval seja cheio de alegria genuína e, claro, muita segurança. É isso ai, valeu!

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1 Comentário

  1. DanXP

    Meu carnaval vai ser ao som de muito Heavy/Thrash Metal e lendo os livros que eu comprei

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