As criaturas bizarras do Himalaia

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A cordilheira do Himalaia é a mais alta cadeia montanhosa do mundo. Ela abrange cinco países (Índia, China, Butão, Nepal, Paquistão) e contém a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest. O Himalaia é o lar de animais realmente inacreditáveis. O mais controverso dos moradores do Himalaia é o célebre “homem das Neves”, um tipo de “yeti” ou “Pé grande”, bastante forte e peludo, que se desloca pelas montanhas, escondendo-se em cavernas e grutas aos pés dos inóspitos e insondáveis rochedos da cordilheira.

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A lenda ocidental do pé grande, ou yeti (querendo ou não ele é um ser mítico – o que não invalida a real possibilidade de sua existência, como os extraterrestres e o Monstro de Loch Ness) em sua versão moderna (pois não incluo os relatos e lendas indígenas nesse contexto) surgiu justamente no Himalaia. Os primeiros relatos ocidentais sobre o yeti no Ocidente foram publicados por exploradores B. H. Hodgson, cujo guia, no norte do Nepal, viu fugir uma criatura bípede de pelo escuro (que Hodgson pensou ser um orangotango) e o tenente-coronel Laurence Austine Waddell, que foi quem encontrou as famosas pegadas gigantes que seu guia atribuiu a uma criatura peluda parecida com um macaco, que Waddell – na falta de referência melhor – concluiu ser um urso.

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Segundo a Wikipedia, o rótulo de “Abominável Homem das Neves” foi cunhado pela imprensa em 1921, quando o tenente-coronel Charles Howard-Bury liderou a expedição de reconhecimento do Everest da Royal Geographical Society. Em sua crônica, Mount Everest The Reconnaissance, 1921 Howard-Bury relata ter encontrado, ao cruzar o passo Lhakpa-la, a 6.400 metros, pegadas do que ele pensou ser um grande lobo a galope, que na neve macia formava um rastro duplo semelhante ao de um homem descalço. Ele acrescentou que seus guias sherpa disseram que as pegadas deviam ser do “Homem Selvagem da Neve”, aos quais deram o nome de “metoh-kangmi”, “homem-urso das neves”. Henry Newman, colaborador do jornal The Statesman de Calcutá, entrevistou os carregadores da expedição quando voltaram a Darjeeling, entendeu erradamente a palavra metoh (“homem-urso”) como “sujo” ou “imundo” e substituiu-a em seu texto pelo eufemismo “abominável”.

De fato, uma coisa é você encontrar um macaco grande e peludo na montanha. Outra bem diferente é dar de cara com o “abominável homem das neves”. Isso nos mostra como a mídia e seus slogans sensacionalistas podem ter um papel efetivo na produção de glamour sobre praticamente qualquer coisa.

Mas embora seja difícil traçar um juízo se algo assim existe mesmo ou é produto de uma série de lendas e enredos históricos, existe um campo da paraciência que se dedica ao estudo e levantamento deste tipo de criatura. Trata-se da criptozoologia. Segundo a criptozoologia o Yeti se enquadram-se na categoria de Homínideios Elusivos, que segundo algumas linhas representa uma evolução paralela ao do Homo Paranthropus, ancestral comum ao Homem de Neandertal e ao homem moderno.
Esta seria uma criatura de hábitos solitários e natureza arredia movimentando-se pelas encostas ora em duas, ora em quatro patas. Acredita-se que o animal adulto tenha de 2 a 2,7m de altura e possuem pés e mandíbulas desproporcionais para os padrões humanos. Apesar de serem cobertos por uma volumosa pelugem branca ou cinza, não possuiriam nem cauda nem barba. Yéti é uma palavra xerpa que significa: “aquela coisa” e na verdade trata-se de um mero erro de tradução da palavra metoh-kangmi (outro termo xerpa, que significa: “aquilo que parece homem mas não é”).

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Em 1925, N.A. Tombazi, fotógrafo e membro da Royal Geographical Society, disse ter visto pessoalmente a criatura do alto, a 200 ou 300 metros de distância, perto da geleira Zemu, a 4.500 metros de altitude, como um bípede que mexia em moitas. Duas horas depois, chegou ao local e viu pegadas de forma humana, com 15 a 18 cm de comprimento e 10 cm de largura.

O interesse pelo yeti no ocidente atingiu o auge nos anos 50. Numa expedição ao Everest de 1951, o alpinista britânico Eric Shipton tirou várias fotografias de pegadas aparentemente humanóides na neve. Em 1953, em outra escalada, Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay também disseram ter visto grandes pegadas da criatura, que o segundo julgou ser uma espécie de macaco. Em 1954, o Daily Mail organizou uma expedição especialmente para procurar evidências do “Homem das Neves”, do Everest ao Kangchenjunga, que fotografou pinturas simbólicas da criatura no monastério de Tengboche e fotografou pegadas inconclusivas.

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Durante a Guerra fria alguns cientistas da União Soviética, a saber B. F. Porch­nev e A. A. Chmakov dedicaram-se ao estudo científico do aparecimento dos “Homens das neves.” A hipótese inicial era de que se tratava de uma tribo de homens com hipertricose e outros sintomas patológicos estranhos”. Contudo, a conclusão final da comissão responsável, foi de que de fato existiam “selvagens das montanhas, muito semelhantes ao homem moderno, mas diferentes dos nativos do Himalaia e que antes da Revolução os camponeses eram caçados como simples animais e por vezes adestrados e escravizados para trabalhos simples. Obviamente que a completa ausência de evidências científicas da pequisa invalidou sua comprobabilidade. Ela foi totalmente estruturada sobre entrevistas com os habitantes locais, que sempre acreditaram nos Yetis. Tanto que L.A.Waddell, o cara que encontrou as primeiras marcas das pegadas do Yeti na neve escreveu:

“As pegadas pertenciam, segundo a crença local, a um homem selvagem e peludo que vivia na neve. Entre os tibetanos, ninguém duvida de sua existência.”

Nos anos 80, o misterioso animal teria sido fotografado. Isso se deu no ano de 1986, quando o inglês Anthony B. Wooldridge, estava na parte do Himalaia pertencente ao norte da Índia, próximo a fronteira com o Nepal, a mais de 3.000 metros de altura. Foi nesta altitude que o excursionista topou com umas estranhas pegadas na neve de cerca de 25 centímetros de comprimento, Wooldridge continuou subindo por cerca de 600 metros acima, quando teve que interromper sua marcha por causa de uma grande avalanche. Posteriormente, ele avistou atrás de um arbusto, uma criatura que estava ereta e imóvel, com cerca de 1,80 metros de altura, “a cabeça era grande e quadrada e o corpo todo coberto de pelo escuro”.

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Sabendo que ninguém acreditaria se ele apenas contasse, o inglês conseguiu chegar a uns 150 metros da criatura e conseguiu fotografá-la com sua Nikon. Depois de observar a criatura por cerca de 45 minutos, percebeu que o tempo estava fechando e resolveu descer a montanha. Após serem reveladas, as fotos foram analisadas por vários cientistas entre eles o zoólogo Desmond Morris, um cético em se tratando de Yetis, porém todos consideraram as fotos de Wooldridge como autênticas. Curiosamente, eram mesmo fotos autênticas, só que de uma pedra.

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Embora a ideia de animais peludos vagando pelas montanhas pareça um tanto bizarra, é interessante notar que outras culturas, dos mais distantes rincões, fazem referências a hominídeos gigantes e/ou peludos selvagens. Neste grupo estão o Sasquatch Canadense, cujos registros de avistamentos datam de mais de 200 anos. O gigante peludo Yehren, que segundo relatos locais, habita montanhas cobertas de florestas na China, e cujo primeiro registro data do século III Antes de Cristo. E é impossível falar de hominídeos peludos andando por aí sem mencionar o famoso e controverso filme de Patterson-Gimlin (1967), que registra o que se acredita, seja uma fêmea de Yeti dando no pé para o mato, quando avistou os cavalos deles ao longe.

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Bom, acabei falando de Yeti e abominavel homem das neves quando eu deveria ter me dedicado a falar sobre outra criatura bizarra no Ymalaia, talvez até mais curiosa que o Yeti, na medida que o que ela faz parece coisa do Prince of Persia. Trata-se das cabras do Himalaia:

Mas será que isso é real? As cabras conseguem saltar tamanhas distâncias, jogando-se no vazio na esperança de bater num rochedo e quicar em outro desse jeito?
Ao que parece, trata-se do  Tahr-himalaio (Hemitragus jemlahicus) ou do Íbex, (Capra sibirica) um caprino que vive nos rochedos, alimentando-se de gramíneas e bebendo pouquíssimo líquido.
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O íbex alpino tem cor cinza ou castanha e atinge cerca de 90 cm de altura nas espáduas. O macho tem chifres curvados para trás, que podem alcançar mais de 75 cm de comprimento. A fêmea tem chifres menores, de 15 a 20 cm de comprimento.

O íbex do Himalaia é maior. Tem chifres longos, barba grande e o dorso esbranquiçado. O animal também é ocasionalmente encontrado na África e na Ásia Menor.

A habilidade do íbex em se equilibrar e escalar lugares inóspitos é incrível. Veja:

Embora o Himalaia com suas montanhas e neve, altitudes inóspitas, ventos e avalanches mortais, possa ser o lar do famoso Yeti, é o Íbex do Himalaia que realiza as mais incríveis proezas, dignas dos melhores dublês de Hollywood. Haja adrenalina!

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Este post foi originado a partir de uma dica do Juliano.

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16 comentários em “As criaturas bizarras do Himalaia”

  1. Tá tudo muito bem, tá tudo muito bom. Mas eu quero zumbi! Whaaaaaar!
    shaUushaushshashAS
    Você melhorou Phillipe? Galera ficou meio preocupada aí e tals.
    Parabéns pelo bog, e EU QUERO ZUMBIIIIIIIIII!!!

  2. Excelente artigo, Philipe. Gostei! Porém vc não ressaltou sobre a imagem exposta no próprio artigo, ou seja, o “pé-grande”, ou Yeti (como queiram) anexado de forma Gif no texto. Este Gif, Philipe, já foi divulgado em um documentário no Discovery Channel, onde eu mesmo o vi como imagem “sensacionalista” (ou não) em que o programa dizia ser uma das gravações reais de um “pé grande”, nos EUA, se não me engano.

    Já sobre as ”cabrinhas voadoras”, ou cabras em que até o ”Spider Man” inveja, eu acho que não é possível que estes bichinhos são capazes de tal proeza. Pra mim, é Fake. Isto é, eles incrivelmente pulam de alturas enormes, em que se fosse real, acredito que, no mínimo, quebrariam suas frágeis patinhas. Já sobre o segundo vídeo do bichinho (íbex), vejo que é sim real. E é admirável ver a coragem e proeza desses bichinhos em escalar e andar com tamanha facilidade sobre esse terreno acidentado que são as montanhas do Himalaia.

    Abs.

  3. Acho que são as cabras as verdadeiras “Tigre e Dragões” do filme. Tem outro filme de lutas marciais que deveria se chamar o Clã das Cabras Voadoras, kkkk lol, Cabra Matrix, o Neo de Barbicha de bode, Béééééé

  4. Cara, mandei um videozinho ‘redículo’ e você transformou numa reportagem fantástica! Parabéns! É por isso que o Mundo Gump é a melhor revista digital que eu conheço, hehehe… Show de bola.

  5. O filme de Patterson _Gimlin ja foi revelada a verdade: era a propria mae do sujeito que filmou,, vestindo uma fantasia de gorila alugada de uma loja. Note a roupa esta cobrindo os grandes peitos da Yeti, tem uma divisao entre a blusa e a calca e uma abertura enorme no capuz, igual a uma touca ninja. Fake total.

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