Admirável mundo novo

Motores magnéticos e o futuro da humanidade

Os motores magnéticos, ao lado das energias renováveis são uma promessa de esperança para a redução progressiva do aquecimento global. Claro que não é só isso que vai solucionar o problema.
Mas vendo o vídeo aí de cima, eu tenho vontade de viver mais 200 anos para testemunhar esta revolução.
Tudo indica que a próxima grande revolução, deverá ser a revolução dos materiais. O conhecimento de inúmeros campos como a Física, a Química, aliado ao avanço de informações que experimentamos no último século, permitirá a chegada de coisas que vistas sob nosso prisma atual, parecerão mágica.

Eu poderia citar aqui uma série enorme de coisas deste tipo. Desde tintas que fazem fotossíntese convertendo luz em energia a veículos baseados em princípios de levitação como a dos supercondutores. Este último, por sua incrível quebra de paradigma, é uma das minhas áreas de desbravamento tecnológico preferidas. Não só pelo fato de que eu amo o assunto “discos voadores” que desafiam a lógica voando de maneiras incríveis, mas também porque esta tecnologia da levitação está muito perto de mim.

Pouca gente que freqüenta aqui o mundo Gump, sabe que eu sou filho de um inventor. Meu pai é o Dr. Eduardo David, um engenheiro do setor de transportes que além de deter o recorde de patentes no Brasil para uma pessoa física no campo das tecnologias de transporte, faz parte da equipe de doutores e Phds que estuda a aplicação da supercondutividade em veículos de massa.
Não necessariamente de maneira inconsciente, meu pai dá uma contribuição enorme para ajudar a estruturar a nossa visão clássica de futuro. Esta visão está impregnada de elementos e idéias que vão de Metrópolis ao Julio Verne, passando pelos Jetsons e Isaac Azimov.

Pense uma imagem de futuro. Como será uma cidade no ano 2085? Provavelmente você recorreu a uma série de imagens gravadas em sua mente sobre o que seria uma imagem futurística. Com 99% de chance, nossa (ao menos a minha) imagem mental contempla grandes prédios gigantescos perpassados por passarelas aéreas e carros voadores. Em tubos transparentes, trens levitam transportando pessoas. Uma imagem mais ou menos assim:
Admirável mundo novo
Pois bem. Se depender do meu pai e seus amigos, este futuro vai vingar. Tudo bem que esperávamos ver isso no ano 2000, e quando finalmente chegamos lá, sentimos aquela pontinha de tristeza de ver que não era bem isso que aconteceu. Ok, ainda não temos nosso próprio foguete nem casas de veraneio em Marte. Não passamos férias na Lua.
Mas por outro lado, conversamos com pessoas do mundo todo através dos computadores, os carros que são movidos a ar já existem e o carro que voa está na fase final do protótipo funcional. As inovações estão ao alcance da mão.
O celular, veja só. Um telefone para cada pessoa! Eles tiram foto, filmam, tocam música, pegam televisão e até me mostra num mapa onde eu estou!
Os exames médicos são feitos com máquinas que enxergam nosso corpo por dentro e as microcirurgias já são realizadas por homens e robôs com apenas uma minúscula incisão. Robôs podem ser animais de estimação. Teletransportamos partículas.
As televisões são finas e fixas às paredes como quadros e grandes como nunca pensamos que seriam. E o microondas? Um forno que esquenta a comida sem fogo! Nossos tataravós veriam isso como magia negra. Ou milagre.
Temos aviões que saem do planeta e vão até o espaço para que as pessoas vejam o mundo lá de cima.
Deixamos a tração animal para trás em algum ponto do século XIX e hoje, um único veículo pode passar facilmente dos 200 km por hora. Plantamos mais, colhemos mais, alimentamos mais pessoas e conhecemos cada vez mais sobre o homem, o universo macroscópico e o microscópico.
Fazemos motores tão pequenos que não podem ser vistos sem ampliações de centenas de vezes, mexemos e tentamos entender os códigos genéticos que estruturam a vida. Melhoramos genéticamente plantas e tentamos salvar animais que nossos antepassados e nós mesmos levamos à extinção.
Em suma, o futuro chegou. Como somos parte dele, não nos damos conta da tamanha evolução que nos rodeia. Claro que chegar ao ponto que chegamos, provocamos tamanhas alterações no nosso planeta que numa visão pessimista, provavelmente nem vamos conseguir sair dessa sem provocarmos nossa própria extinção.

O MAGLEV COBRA

Admirável mundo novo
Já que eu toquei neste assunto e ele está intimamente ligado ao tema do blog, que é tecnologia e coisas inacreditáveis, vou falar um pouco sobre isso.
Então, didáticamente: Um Maglev é um tipo de trem que funciona sem rodas. Sem encostar em nada, sem asas. Ele voa! Bem, na verdade, ele levita.
A gente está acostumado a ver apenas o Super-Homem levitando, mas o fato é que nós os seres humanos sabemos fazer as coisas levitarem há muito tempo. Esqueça as crendices e coisas como sacerdotes egípcios levitando pedaços de pedras para fazer pirâmides. Estou falando de ciência.


Este é um exemplo de levitação por supercondutividade

Não é magia nem tão pouco espiritismo. A levitação que faz o maglev ficar parado no espaço chama-se levitação eletromagnética e está baseada num princípio descrito no Século XIX chamado Efeito Meissner.
O conceito da supercondutividade foi descrito em 1911.
Neste conceito, se você refrigerar suficientemente um ímã através de nitrogênio líquido (É aquele líquido que congelou o Robô T1000 em Exterminador do Futuro, lembra?) As ondas magnéticas dele farão com que uma cerâmica especial consiga flutuar em cima de um colchão magnético invisível. Totalmente estável, seguro e firme, muito firme. Legal, né?
Veja só o vídeo que mostra a cerâmica levitando num trilho no laboratório da Coppe -UFRJ :

Então, se você construir um trem prendendo estes ímãs numa pista do mesmo jeito que acontece neste vídeo aqui em cima, e colocar a cerâmica do supercondutor no trem e refrigerá-lo a -200 graus com o nitrogênio através de uma tubulação simples, o que acontece é que o trem inteiro levita.
Aí você se pergunta: Tá, mas que vantagem tem isso?
Acontece que se o trem está levitando ele não está encostando em nada, e por isso não tem atrito. Se não tem atrito ele pode ir rápido, muito rápido mesmo, e o que é melhor, sem gastar quase nada de energia! Assim, ele não polui e leva o cidadão rapidamente da casa pro trabalho, de modo seguro, sem vibração, barulho e de um jeito muito barato, reduzindo engarrafamentos, sujeira, poluição e aquecimento global.
Curiosamente meu pai escreveu um livro em parceria com outros pesquisadores da UFRJ sobre o transporte e as mudanças climáticas há uns dez anos atrás. Neste livro ele mostrava que grande parte do problema de aquecimento global provém da ineficiência dos transportes movidos a queima de combustíveis fósseis. São coisas curiosas, que chamam nossa atenção pela bizarrice. Por exemplo, você sabia que para cada litro de gasolina que você coloca no seu carro, apenas um copo é usado para você se mover?
E o resto?
O resto é gasto pela ineficiência do motor de combustão, que gera como subproduto a poluição do ar e o calor, que sai para a atmosfera, esquentando o planeta.
É por isso que seu carro tem radiador e ventuínha.

Se por um lado a taxa de aproveitamento do motor de combustão é tão baixo, o de um veículo de levitação magnética é inversamente proporcional. Como não há atrito, ele anda suave e não consome energia. A perda de energia neste caso está apenas na resistência do ar que tem no tubo onde o trem corre e na perda quase desprezível de energia que passa pelos fios através da pista por onde o trem passa.

O sistema desenvolvido pelo Laboratório de aplicação em supercondutores na Coppe -UFRJ prevê não só o uso do veículo baseado em levitação magnética mas também um sistema de captação de energia através de painéis solares, que convertem a luz do sol em energia elétrica. Isso deixa tudo muito mais barato.
Sabe qual é o país que pesquisa o desenvolvimento da tecnologia de levitação por supercondutividade mais avançada? China? Japão? Não…
Esta é justamente uma outra curiosidade que não vejo ninguém comentar. A tecnologia brasileira é a mais avançada neste campo. Meu pai deve ir em breve para a Alemanha costurar uma pesquisa que vai integrar a tecnologia alemã de levitação por supercondutividade com a nossa, porque os alemães, os maiores pesquisadores neste campo, estão muito interessados nos nossos conceitos.

O problema é que o Brasil negligencia absurdamente o desenvolvimento de ciência e tecnologia neste país. A mídia não divulga, preferindo exibir com certo orgulho subserviente qualquer merdinha feita no exterior. Raríssimas são as notícias que vemos quando um pesquisador brasileiro mapeia um genoma de doença ou descobre a cura de uma praga. Mas em contrapartida, quando essas mesmas notícias vem de fora são recebidas com alarde pela mídia deste país.

Vamos aos exemplos. Volta e meia eu leio notícias empolgadas sobre os trens de alta velocidade. Recentemente eu li esta notícia sobre um investimento milionário para ligar o Rio a São Paulo através de um trem deste tipo.
Ora, este é um trem normal, com trilho, rodas, combustível poluente. Ele anda realmente a 400 km por hora. Que legal. Só que :
O modelo é antigo. É o mesmo paradigma da maria fumaça.
Se fôssemos fazer uma comparação entre um trem deste tipo e o mais avançado sistema de levitação, ele seria uma maquina de escrever elétrica enquanto o maglev seria algo como o computador. Claro que uma maquina de escrever elétrica é mais rápida que uma velha maquina de escrever. Mas e o impacto que isso causa?
A tecnologia de levitação magnética está se expandindo em uma velocidade incrível. A cada dia novas aplicações surgem, desde componentes eletrônicos como discos rígidos de computador a tomógrafos de alta resolução.
Se o Brasil perder mais este trem da inovação para imitar alguns países asiáticos que estão vindo aqui atrás de saber como o nosso modelo funciona, estaremos vestindo nosso chapeuzinho de burros, dando tecnologia de ponta para o exterior e pagando caro por merdas velhas e obsoletas que realmente andam rápido, mas muito aquém do que poderíamos gerar com o Maglev. Uma coisa é pagar pela tecnologia alheia. Outra é desenvolver nossa própria para exportá-la para outros países. Sobretudo quando o que é nosso é melhor.

Eu não estou falando apenas de um veículo que contribuirá bastante para as questões ambientais de redução das emissões de carbono para a atmosfera. Estou falando de redução BRUSCA de custos para o estado, que gasta o MEU e o SEU dinheiro em obras, muitas vezes superfaturadas.

Vamos ver, como o maglev não exige perfuração de túneis como o metrô, já que ele anda em uma via expressa elevada que pode ser feita de concreto pré-moldado, ele aproveita as estruturas já prontas das vias, passando pelas laterais de estradas ou em canteiros centrais de avenidas. Isso joga o preço dramáticamente para baixo.
Uma característica do sistema de levitação magnético é que ele permite que o trem suba qualquer rampa. (na verdade o trem pode andar numa parede vertical, e até num teto, mas não faremos isso para o passageiro não vomitar)
Em ferrovia, a questão de rampas é um ponto fundamental. Alguns trens não sobem rampas de inclinação medíocre, obrigando o aumento dos custos para construir estradas em elevação gradual. Esta questão das rampas piora proporcionalmente ao fator velocidade do trem. Assim, os trens de alta velocidade são obrigados a gastar milhares de dólares construindo pistas elevadas. A mesma coisa ocorre com as curvas. Trens tradicionais de alta velocidade exigem curvas muito abertas. Para desviar de um obstáculo como um morro, um trem de alta velocidade tradicional precisa de vários quilômetros de gradual abertura na pista. Isso encarece muito o custo de qualquer projeto neste nível.
Já o maglev cobra, graças a uma inovação já patenteada no design de sua estrutura, que será algo único no mundo, entra nas curvas com extrema facilidade.
Seu raio de curva é de 30m comparado com os demais veículos do tipo que podem exigir mais de 1km de raio de curva. Isso é um ponto forte, sobretudo porque a geografia do Brasil é marcada por montanhas, vales e outros diversos acidentes geográficos. E justamente por sua flexibilidade, é que o Maglev não gasta muito, não exigindo altos investimentos na construção de túneis. Como não existem, não há manutenção de trilhos nem rodas. E justamente por não estar apoiado sobre trilhos, a solicitação de peso sobre a linha é menor.

Para explicar isso, meu pai compara o trem com uma cama. Imagina uma cama. Muitas vezes uma cama suporta tranqüilamente uma pessoa deitada, mas a mesma cama quebra quando esta pessoa fica em pé sobre ela. Por que isso acontece?

Porque deitado, você distribui sua carga corporal ao longo da estrutura da cama. E em pé você concentra esta carga.
Um trem tradicional concentra a carga nos trilhos e rodas, exigindo uma estrutura de via muito mais forte. Como o maglev distribui a carga por igual, ele requer estruturas muito mais leves (leia-se mais baratas) para operar.
Sem contar que uma vez que não há investimento em estações sofisticadas nem subterrâneas, ele pode integrar perfeitamente outros modais, como rodoviárias e metrôs, aeroportos e barcas.
O potencial de redução de custo nas obras de engenharia civil pela utilização do MAGLEV HTS é superior a 50%, comparativamente aos sistemas ferroviários convencionais em via elevada (US$ 30 milhões/km) e o dobro deste valor para as vias subterrâneas.

Sabe porque as estações do metrô (como aquela que desabou) são subterrâneas e não ao nível da rua?
São assim justamente porque o trem do metrô só sobe rampa de 4% de inclinação. Já o Maglev pode subir até mais de 10%. Só este detalhe coloca o maglev bem a frente do metrô, mesmo se fosse usado em sistemas subterrâneos, pois os custos de estações subterrâneas com o maglev não existem, já que como ele sobe rampa ele poderia subir e pegar os seus passageiros na altura da rua.
Já que o maglev opera com baixa temperatura, o que ele gera como subproduto é apenas AR FRIO. Este ar frio se for canalizado para dentro do veículo, poderá ser o sistema de ar condicionado integrado. Nada mal para uma cidade que faz 42 graus no verão, né?

Se você ficou interessado e quer saber mais sobre este projeto e suas aplicações no Rio de Janeiro, pode baixar este paper em pdf que fala das aplicações como a interligação da Rodoviária Novo Rio ao Metrô, a interligação do metrô ao aeroporto Santos Dumont, a ligação do Rio e Niterói pela Ponte Rio-Niterói.

Então, como vocês podem ver, a parada é revolucionária. Quanto mais pessoas souberem da existência desta tecnologia que, repito, é a mais avançada atualmente, mais facilmente viabilizaremos este tipo de transporte que melhorará a vida de todos nas grandes cidades.
Para saber mais sobre o veículo, você pode baixar este video de 20 min feito pela Globonews que mostra o Prof. Richard e o prof. Eduardo David, meu respectivo pai, explicando as vantagens e aplicações dos trens de supercondutividade.

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21 comentários em “Admirável mundo novo”

  1. Fala Philipe, Raphael Braga aqui cara..
    Fiquei abismado com esse post cara… Como nosso país é negligente e sem motivaçã pra crescer hein? Powrra com toda essa tecnologia e mão de obra muito mais do que qualificada nós poderíamos certamente ser uma grande potência se não fosse o conformismo do povo e as falcatruas políticas.

    Mas enfim… manda pra mim por favor o PDF e o video do teu pai explicando melhor como funciona o trem, fiquei super interessado! Abraços!!

  2. Olha o grande Braga aparecendo aqui no Mundo Gump.

    Philipe, saca só como são as coisas, o que o seu pai faz, vai totalmente contra a política existente no Brasil, que é, para que descomplicar, se podemos piorar e ganhar em cima disso…
    É histórico, por exemplo, vc sabia que originalmente, era para ter sido feito um túnel entre o Rio e Niterói, já reservando espaço para o metrô, e a ponte ter sido inaugurada no ano 2000? Pois é, o túnel seria mais barato, e com um maior aproveitamento do trânsito para escoamento para a época, e agora surgiria a ponte que junto com o projeto do Maglev, solucionária com certeza 80% dos problemas causados por poluição e congestionamento em Niterói e São Gonçalo, mas qual a vantagem disso para os políticos? Como tornar visível?
    Se vc pensar bem, enquanto as notícias tecnológicas são postas de lado, simultaneamente, não se para de divulgar os avanços na lavoura, quase que doutrinando o povão que o Brasil é agrário, e que em outras áreas tem que depender do estrangeiro…
    Isso me lembra o que aconteceu com o Mauá, foi exatamente isso, foi detonado, porque os fazendeiros queriam que o Brasil se mantivesse forte e agrário. Isso foi a quanto tempo mesmo? O Brasil não muda meu caro!

  3. cara você já ouviu falar dum imã q repele matéria e das torres no japão q podem ser a solução da super população isso são duas dicas futuros posts pesquise c vai ver altas coisas legais sobre essas torre gigantes no japão valeu cara

  4. É e toda essa tecnologia nas mãos de psicopatas, não seja tão otimista. Se o pessoal deixar de se embriagar e de querer resolver as coisas com violência aí sim teríamos um grande avanço. Se não….
    O que vc aponta é o tecnofacismo.

  5. Fantástico, Philipe.

    Dei uma procurada rápida e não encontrei onde comprar o livro de seu pai, e Já sou fã dele de carteirinha, lendo o paper que você postou. Fiquei fascinado pela pesquisa, desejo muito boa sorte a ele e à equipe, excelente trabalho.

    Abraços

  6. Às vezes eu não consigo entender muito bem o posicionamento de algumas pessoas… Lendo os comentários fico pensando se partem de realistas ao extremo ou pessimistas inveterados…
    Prefiro pensar com Gramsci, ao falar sobre o pessimismo da razão e otimismo da vontade, mas sem perder de vista a “semente do amanhã” e a poesia do nosso saudoso Gonzaguinha:
    “Fé na vida, fé no homem, fé no que virá. Nós podemos muito, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será!”.
    Tem muita gente que fica esperando para ver o que será, outros vão a luta…
    Acho que os anônimos deste post se enquadram na primeira opção.
    Lamentavelmente!
    Tenho clareza das questões políticas envolvidas, mas partir do princípio que esses caras estão partindo é demais. Tecnofascismo??!! Fala sério!

  7. Nossa, o que será tecnofacismo? Deixa eu pensar… Já ouvi isso antes. Ah, sim. Tecnofacismo, a próxima onda prevista por Orwell e Huxley, este último dedicou boa parte de seu trabalho a esta idéia, quando escreveu o livro que dá o nome ao post.
    Bem, caros amigos, o que eu tenho a dizer com relação a isto é que todos vocês podem estar certos. Acho que já vivemos uma era tecnofacista. Hoje os emails podem ser rastreados com base em alegações de operação antiterrorista. O sistema Echelon grava 24 horas tudo que se fala nos principais países do mundo.
    O Fred está certo ao levantar a questão de que este tipo de inovação poderá contrariar muitos interesses. Não duvido disso, sobretudo os interesses das máfias das empresas de ônibus, que como todos sabemos, financia as campanhas eleitorais da maciça maioria dos partidos.
    Se você pudesse sair do Rio pra Niterói pagando só um real e chegasse em 10 min, quem em sã consciência iria querer pegar um ônibus, sacolejento, barulhento, com motoristas psicopatas como temos hoje? Ou a barca que já está com pessoas em pânico, vestindo coletes salva-vidas no seu 8 acidente – só neste mês?
    Ou o mercado milionário dos taxistas do aeroporto Santos Dumont e Rodoviária Novo Rio? Ninguém.
    Talvez aí esteja o ponto fraco desta história. Sempre haverá alguém que fatura na balburdia, no caos e na maracutaia.
    Mas vamos observar que este é um problema eminentemennte político. Meu pai não é político. É cientista.
    Quem vai ter que lidar com isso é o estado. Se o Aloísio MErcadante quiser trazer a peso de ouro aqueles caras da malásia com seu trem de alta velocidade caro feito o catiço, ele vai ter que ser muito bom em justificar por qu~e prefere gastar o nosso dindim numa coisa obsoleta estrangeira, se fazemos melhor aqui.
    Seja como for, a tecnologia vai chegar. É como o metrô. Vocês acham que o metrô não incomoda as empresas de ônibus, vans e cooperativas de taxi? Claro que incomoda. Mas há uma carencia GIGANTESCa de transporte público no Rio, (e no Brasil) e o metrô hoje opera em seu limite máximo.
    Olha na rua às seis da tarde e o que você vai ver são ônibus lotados, pessoas se acotovelando nos metrôs e táxis com passageiros para cima e para baixo.
    E ainda tem muita gente se apertando até sair pelo ladrão nos trens. A cada dia mais carros são colocados para rodar na cidade do Rio. Daqui a pouco a solução será adotar o sistema rotativo igual a SP.
    Então, passageiro é o que não falta. Dinheiro, não falta.
    Eu discordo vêementemente que este tipo de obra não dá voto. O que não dá voto é investimento em tecnologia, justamente porque não se divulga como deveria no país.
    Mas investimento em transporte é de longe a coisa que mais dá voto. ( veja o especialista em voto, o Garotinho, que em seu primeiro ano levou à falência o estado asfaltando milhares de km de estradas no interior, fazendo pontes, viadutos e etc.)
    Todo político que fazer alguma coisa que facilite o trânsito. Sobretudo se couber uma placa pra ele. Político vai ao orgasmo com projetos de trens e metrô, porque assim ele faz marola inaugurando uma estação de cada vez.
    Sinceramente, acho que um lance assim é mais vantagem para o político do que pro passageiro.
    O Brasil não precisa ser um país eminentemente agrário. Nós que somos jovens e minimamente esclarecidos temos que marretar este mantra todos os dias. Temos espaço e diversidade biológico-geográfico-social para que possamos desenvolver o país em vários setores.
    O Brasil hoje assumiu uma bandeira de ser o país com políticas ambientais mais avançadas do mundo. Nós criamos e levamos a sério o programa de álcool. Estamos renovando nossas frotas para combustíveis alternativos como o gás, o diesel, álcool e etc. O mundo está justamente num período de olhar para seu próprio umbigo e perceber que não dá pra continuar como está.
    O Brasil (talvez por sorte) está no lugar certo, no momento certo. Podemos despontar no cenário macroeconômico mundial como um fornecedor de soluções energéticas que contribui para a redução do aquecimento global.
    Não é utopia. Estou falando em grana. Créditos de carbono.
    Todos nós podemos nos beneficiar disso.

  8. Tem sim. Na china tem o Transrapid. Mas ao que parece a levitação deste sistema é feita com energia elétrica que coloca dois imãs em oposição. O trem levita em um colchão magnético criado por estes dois imãs. Não é por
    meio dos supercondutores.

  9. Fala ai tudo blz…. excelente post.

    o seguinte n?o tenho um conhecimento grande na area de magnetismo e eu tenho tenho desafio proposto pelo meu professor de f?sica 3, eu tenho que “tentar” construir um “trem magnetico” e sinceramente n?o sei nem por onde come?ar, ja li bastante na ultima semana mas nada tem me ajudado a construir isso em casa…

    e puderem me dar uma ajuda eu agrade?o….

    valeu

  10. Oi Philipe,

    Não consegui ver o vídeo, tem como mandar para mim ? Eu me interesso muito por este assunto, já que moro em Petrópolis e trabalho no centro do Rio. Nosso transporte é precário, graças às maracutaias da prefeitura de Petrópolis e as empresas de ônibus. Eu imaginaria um trem desses, acompanhando a Washington Luiz e subindo a serra.

    Abraços !

  11. [quote comment="58941"]ja pensou em, se for possivel, transmitir energia eletrica sem fiu?
    axo legal persar que pode ser possivel.sei la.[/quote]

    Já é. E faz tempo. O Tesla mostrou como e só recentemente os caras do MIT reinventaram o invento do Tesla:
    http://web.mit.edu/newsoffice/2007/wireless-0607.html

  12. Please see! Money as debt

    http://www.youtube.com/watch?v=vVkFb26u9g8

    ZEITGEIST: ADDENDUM

    http://www.zeitgeistmovie.com/

    project camelot magnetic motor

    http://www.youtube.com/watch?v=hkgyY47duCM

    Importante please pass forward

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