A menor tartaruga do mundo e a maior

As tartarugas habitam o planeta Terra há muitos anos. Contemporâneas dos dinossauros, os quelônios, répteis da ordem Testudinata (Chelonioidea) estão presentes em todos os continentes, espalhadas em uma infindável variedade de tamanhos, formas e morfologias adaptativas.

O grupo dos quelônios divide-se em cerca de 300 espécies espalhadas pelo nosso planeta, habitando mares, lagoas, pântanos, florestas, etc.

A todo momento surgem indícios fósseis que nos mostram que elas estavam por aqui há bastante tempo. Na Tailândia, os restos fósseis de uma tartaruga que media cerca de 90cm de largura  foram catalogados pelos cientistas como uma nova espécie do período jurássico com 150 milhões de anos.


Acredita-se que as primeiras proto-tartarugas surgiram no período Mesozóico, há cerca de 220 milhões de anos atrás.
Segundo a Wikipedia, a menor tartaruga que se conhece provém da África do Sul e quando adulta não atinge mais que 8cm.  Seu tamanho médio é 6cm. Ela se chama Homopus signatus e se alimenta de pequenas plantinhas suculentas.

Curiosamente esta tartaruguinha minúscula do video abaixo não é da espécie da menor tartaruga do mundo. Mas é tão pequena que seu tamanho se compara com uma moeda de um cent. Veja:

Já as tartarugas gigantes, habitaram o planeta também, mas desapareceram em uma faixa de tempo compatível com o surgimento do homem. E por conta dessa coincidência, os cientistas acreditam que os animais foram caçados como alimento até sua extinção, da mesma forma que ocorreu com outros animais da mega fauna, como os mamutes e os pássaros gigantes, como o dodô.

Uma das maiores tartarugas existentes até hoje é a “tartaruga gigante de Galápagos” que chega a 1,80m.

Mas mesmo com seus quase dois metros de comprimento, a tartaruga de Galápagos não impõe tanto respeito como a monstruosa “tartaruga de couro” oceânica (Dermochelys coriacea):

Ela é o quarto maior réptil existente hoje, sendo ultrapassada apenas por algumas espécies de crocodilo.Sua principal característica é que sua carapaça é diferente dos outros quelônios. Não é composto de placas ósseas duras, mas sim recoberto de uma pele macia e oleosa.A julgar pelas alterações que sofreu ao longo dos anos, esta tartaruga se adaptou bem ao oceano, tendo na carapaça uma série de alterações morfológicas que a deixaram com melhor desempenho hidrodinâmico. Graças a suas enormes e poderosas nadadeiras, elas chegam a velocidade de 35km/h debaixo d´água.

Essas criaturas podem chegar a quase três metros de comprimento. Há algum tempo atrás, eu tive a oportunidade de conversar com o capitão de um barco que faz passeios na região de Arraial do Cabo. Eu perguntei a ele se ele já tinha visto alguma coisa estranha no mar. O capitão me disse que a coisa mais estranha que ele viu foi uma tartaruga gigantesca que surgiu na lateral do barco dele. O cara descreveu a tartaruga como um enorme monstro escuro que se aproximou do barco vindo do fundo. Suspeito que seja esta tartaruga.

A tartaruga de couro vive  sempre em alto-mar, aproximando-se do litoral apenas para desovar e se alimenta preferencialmente de águas-vivas e medusas. Esses animais impressionantes também batem recordes de longevidade: Elas podem chegar a viver mais de 300 anos!

Sabe o que isso significa? Significa que uma tartaruga dessas nadando no mar hoje JÁ TINHA MAIS DE CEM ANOS quando DOM PEDRO proclamou a independência do Brasil, mané!

Felizmente a comida preferida desse animal é água-viva e não gente. Dá só uma olhada como é a boquinha da criança:

Por se alimentar de águas vivas, elas ficam tóxicas. Graças a isso – e talvez apenas por isso – tenham sobrevivido ao Homem.

Comer da sua carne pode significar morte, coma ou na melhor das hipóteses náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias, entre outros. Como elas alimentam-se principalmente de águas-vivas, são vítimas da ação do ser humano indiretamente.  Ao encontrar pedaços de plásticos jogados ao mar, elas acabam confundindo-os com seu alimento e se intoxicam seriamente  com o lixo. Elas sufocam e morrem. Este fator somado à outros fatores como a destruição dos locais de desova e a baixa taxa de sobrevivência das tartaruguinhas de couro recém nascidas, tornam esta espécie de tartaruga marinha como uma das em maior risco de extinção.

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19 Comentários

  1. Rivers 6 de setembro de 2010
  2. Jackie 7 de setembro de 2010
    • Philipe 8 de setembro de 2010
  3. Tiago Toledo 7 de setembro de 2010
  4. Marcão 7 de setembro de 2010
    • Philipe 8 de setembro de 2010
  5. zezão 8 de setembro de 2010
  6. Barbara Carvalho 8 de setembro de 2010
  7. Barbara Carvalho 8 de setembro de 2010
  8. Barbara Carvalho 8 de setembro de 2010
  9. Marcão 8 de setembro de 2010
  10. saco valvulado 9 de setembro de 2010
  11. Carlos Pacheco 10 de setembro de 2010
  12. H.lipe fs 18 de março de 2011
    • Philipe3d 18 de março de 2011
  13. sonia 7 de agosto de 2011
  14. mellyssa 29 de dezembro de 2012
  15. mellyssa 29 de dezembro de 2012


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