23 Comentários

  1. Eduardo

    De fato, um exemplo é organizações criminosas que cobram mensalidade dos bandidos…

    Porra! o cara tem que pagar pra ser bandido? é melhor ser um patrão do mundo gump!

    Responder

    1. Algumas organizações criminosas, como certas mafias costumam mesmo cobrar dos bandidos. Elas trabalham muito similarmente como as Networks para os canais de video. Uma grande corporação do crime, ou facção, pode facilitar a compra de drogas armas. E como eles tem grande poder de compra, são como o Carrefour comprando banana. NUNCA, JAMÉ que um traficante de bairro consegue o mesmo preço de um grande atacadista, feito a Mafia russa que chega comprando tonelada na Colômbia.

      Responder

    1. Tenho um amigo que foi assaltado, os caras levaram ele para um matagal no final da Barra. Colocaram a arma na nuca dele, mandaram ajoelhar e disseram que iam executá-lo. O cara se preparou pra morrer de tiro na nuca quando o bandido desistiu de matar e foi embora. Imagina a trancada de cu épica que esse cara deu!

      Responder
  2. Tayná

    Antes de mais nada, gostaria de agradecer por você não ter matado o blog (ou o ressuscitado) e parabéns pelas novas iniciativas, vejo um futuro promissor e logo logo pretendo contribuir no patreon.
    Agora voltando ao assunto do post
    Hoje em dia o que mais ouvimos falar é da “ostentação”, que cá entre nós é algo natural do ser humano, se você ganhar na loteria vai comprar um carrão, por quê? Pelo conforto? Também, mas pela ostentação também. Mas o ponto em que eu quero chegar é que se nós temos esse desejo, mesmo que incubado, imagine eles que estão com a faça e o queijo na mão?
    E realmente eles estão ficando mais ” burros”, talvez pela imaturidade dos próprios bandidos ou até mesmo o líder deles é mais imaturo do que eles, e os permite agir de tal forma.

    Responder
  3. André

    Belo post! Tenho que concordar que os bandidos estão cada vez mais ousados, mas não concordo que seja uma falta de profissionalismo, pois estas a considerar que o foco principal do bandido é simplesmente roubar, cometer outros tipos de delitos de forma discreta e soturna e etc, como até outrora pode ter sido. Mas, através do fatos que você mesmo expôs é possível, através de outra perspectiva, concluir que não são os criminosos que desviaram-se de um objetivo comum ou de uma suposta conduta, mas são os objetivos e os focos que mudaram: até me parece que a aquisição material e o desejo de realização pessoal e de imposição social partilham o mesmo peso no objetivo de um assalto, por exemplo . Na minha opinião, vejo que na mente de um criminoso de comportamento extremamente violento (os tipos de criminosos citados em maioria em seu post), o modus operandi discreto e o estapafúrdio, barulhento, têm o mesmo efeito: ambos costumam dar certo, independente das vantagens e desvantagens de cada. Sendo muito mais corriqueiro o segundo modus operandi, credito este fato a, talvez, uma tendência a hábitos inconsequentes e de vislumbres quase psicopatas que vêm se tornando comuns entre estes sujeitos.
    Em uma época muito triste, onde quase todos conhecem ao menos um alguém que tenha sido vítima de algum crime, só posso lhe desejar paz no meio dessa saraivada de tiros!

    Responder
    1. Diego Borges

      André, há sim uma diferença: um provavelmente durará menos, outro mais.

      Responder
  4. Daniel Silva Pinheiro

    Eu costumo dizer que nunca fui assaltado, mesmo tendo levado 2 tiros de um assaltante, mas isso foi por irresponsabilidade minha de reagir ao assalto, pois eu era meio idiota (não que isso tenha mudado muito entre os 16 que eu tinha na época e os 19 que tenho hoje). Bandido não levou nada, me deu um tiro na perna e um na barriga e saiu correndo. Acho que o cara tava tão noiado, que em vez de arrancar o celular do meu bolso, deu os tiros e saiu correndo.

    Responder
  5. João das Neves

    Quem sabe os bandidos mais impulsivos são alguma cria daqueles que conseguem planejar suas ações, seria um bom modo de desviar as atenções.

    Responder
  6. Gawaim

    Pois é Captain Philips! Você descobriu coisas que venho afirmando há algum tempo! Mas o essencial é compreender que uma das coisas que forma o pensamento criminoso atual é a ignorância funcional e cultural!
    Explico: Para alguns traficantes exibicionistas, a vida é aquilo que ele vê próximo ao meio ambiente dele e nas novelas da Globo. Alguns aprendem desde cedo um cruel divisão social : “O pessoal da Zona Sul tem tudo e nóis num tem direito a nada!” Some-se a isso o exibicionismo imediato de quem já está no caminho do crime, o universo Funk e Racionais MC o tempo todo inculpando a Classe A pelas mazelas dos mais pobres, a cultura intelectual podre de promover uma “inclusão social” direta por canetadas em vez de tornar o poder aquisitivo da Classe social D igual ao da Classe social C e a C tal e qual a B e assim por diante…Como? Simples! Basta o governo fazer duas coisas: Parar de atrapalhar a economia do país, e governar para o povo! E polícia e Justiça? Fiscalizar as leis para punir os criminosos sempre que cometerem crimes e com todo o rigor possível! Reprimir mesmo! E essa balela de ressocialização e recuperação de criminosos em estabelecimentos prisionais é pura besteira! Cadeia é feita prá punir! Lá o cara fica trancado! Com o mínimo de visitas possíveis (aqui se bobear a família tá todo dia na cadeia visitando o “santo”) no máximo uma vez por mês e olhe lá! Trancado o sujeito vai sofrer e repensar a sua vida e se for esperto vai comer o pão que o diabo amassou e nunca mais vai fazer merda prá voltar! E se não for capaz disso vai se lascar! Será trancada toda a sua vida! Crimes hediondos? Rito sumaríssimo de processamento e julgamento! Cometeu crime hediondo? Vai a julgamento em cinco dias no máximo! Acabar também com essa história de tratar viciado, o famoso usuário, de drogas como um coitado, uma vítima, que precisa de ajuda e não de castigo! Penalizar fortemente o viciado, criando o tratamento compulsório de drogas em Sanatórios do Governo (verdadeiras maravilhas!) Assim quebraremos o ciclo que sustenta o tráfico e desaceleraremos a facilidade de ganhar dinheiro desse inimigo tão cruel!.
    E por que campanha contra o cigarro por exemplo foram tão eficientes a ponto de mudar completamente os hábitos da sociedade e as campanhas contra as drogas são tão fraquinhas e duram tão pouco tempo? Por que não instituir o anti-doping para funções públicas vitais como promotor, juízes, policiais e médicos inclusive? Por mim se a campanha contra o consumo de drogas fosse séria mesmo, nem para matricular em colégios públicos ou universidades eu dispensava o anti-doping. Acreditem as surpresas que aconteceriam….

    Responder
    1. Leandro Korb

      Quanto Juiz e engenheiros maconheiros seriam pegos, chega a ser que nem os republicanos no EUA, onde repreendam o homossexualismo e vivem mordendo a fronha.

      Responder
  7. Willian Oliveira

    Morei 7 anos na baixada Fluminense, e sempre ia ao Rio de Janeiro, apesar de nunca ter ido a noite… Nesse período, nunca fui abordado, apesar de, quando cheguei lá, sempre estar preocupado que poderiam me roubar e levar alguma coisa.
    Com o tempo fui reparando que, de certa forma, eu era uma pessoa a ser menos cotada para assalto, uma vez que sou negro e sempre andei meio largado, até com roupas velhas, e não usando nada que transparecesse que eu tivesse algo de valor.
    Agora moro em Brasília, e reparei também que, a noite, outras pessoas aparentam ter mais medo de mim do que necessariamente eu ter medo delas, o que demonstra que aparência conta muito sobre uma potencial vítima de um assalto ou outra coisa.
    É um preconceito silencioso, mas de certa forma, me deu o privilégio de não ter sido assaltado… Ainda!!

    Responder
  8. Aline Carneiro

    O fato da desigualdade social ter realmente caído nos últimos anos (num ritmo lento, é verdade) e ainda assim a violência ter aumentado – e, pasme, aumentou MAIS onde mais caiu a desigualdade, nas capitais do Nordeste – nos mostra uma coisa importante: nossa violência tem raiz social, mas desenvolve-se porque há toda uma cultura de violência. Há países mais desiguais e com mais miseráveis que o Brasil (um bom exemplo é a Índia) que tem indicadores menores em homicídios e outros crimes violentos, como assaltos. E recentemente os bandidos resolveram, sim, que quanto maior o risco, maior o “status”.
    No Rio de Janeiro os assaltos com facas não são algo novo: fui assaltada com uma faca nos anos de 1988 e 2004, acho que o que realmente mudou é que ultimamente os bandidos resolveram usar as facas não apenas para intimidar.
    E, para mim, isso tudo vem do culto ao ódio tão presente na nossa sociedade, a quantidade de ricos e de pessoas de classe média que adorariam ver a pobreza suprimida com a supressão literal dos pobres, de preferencia por morte, encontra eco também na quantidade de pessoas mais pobres que adorariam subir na vida e esfregar na cara dos demais o sucesso – a tal ostentação. tudo isso tem explodido em evidente tensão social, que gera violência.
    Outra coisa, muita gente fala da geração mimada se referindo à galera de classe média, mas ha um número enorme de pessoas realmente pobres sacrificando-se além da conta para satisfazer vontade de filhos que crescem para descobrir que não é tão facil ter um galaxy S5 que os pais pagaram em 18 vezes pra agrada-los e resolves pegar atalhos para ostentar, ter carro, levar uma “vida de playboy”.
    Não sei qual seria a solução, mas não acredito, por exemplo, que reduzir a maioridade penal reduza os crimes violentos, até porque os menores que se envolvem em crimes continuam comentendo-os depois de se tornarem maiores, o que prova que cadeia aos 16 não inibe a violência, e, por outro lado, o aumento da população carceria não significa também que “mais bandidos presos, menos bandidos na rua”. a polícia pode prender muitos, mas o estimulo para o crime segue intacto. O unico caminho possível é investir pesadamente numa educação de qualidade e que abra mentes e horizontes, o que, francamente, não acredito que seja plano de governo nem para oposição ou paera a situação.
    Resumindo: tá ruço. E enquanto escrevia isso, ouvi tiros perto da minha casa, em são cristóvão. Morar no Rio é viver com medo, infelizmente.

    Responder
  9. Zafar

    No Congresso tá cheio de bandido bem sucedido. Se aposentam com 8 anos só.

    Responder
  10. Vivian

    Acho que não dá pra negar que a violência está dominando nas nossas cidades. As vezes me vem na cabeça umas idéias conspiratórias, que enquanto temos que lutar pela “sobrevivência” e integridade física, mais difícil pensar e questionar os impostos altíssimos e corrupção escancarada. Alguém deve se beneficiar disso…

    Responder
  11. Rubia Amorim

    Nossa Philipe caramba olhar por essa perspectiva desanima muito, aqui em SP tem muito assalto de moto sabe, vc chegando ou saindo de casa, a maioria n usa armas e assalta mulheres.
    Tem muito furto, mais é difícil ver tiroteio, eu mesma nunca vi e sempre morei na periferia, mais é foda de qlqr maneira, qm se ferra é sempre o cara q sai de casa cedo e vai trabalhar e volta tarde da noite. Já fui assaltada 12:00 no ponto de onibus!!

    Responder
  12. Willie DeSousa

    “Será que esses esfaqueamentos eram costumeiros e só agora viraram alvo de interesse da mídia ou de alguma forma os bandidos percebem que esfaquear é uma coisa que está aterrorizando as pessoas de tal maneira que eles resolvem usar esta tática para mostrar que também são fodões e infligir medo em suas vítimas?”

    As duas coisas. A mídia que vender inescrupulosamente, isso acaba por alimentar um ciclo. Isso me lembra aquela famosa foto do moribundo garotinho africano prestes a ser devorado por um abutre.

    Responder
  13. Piantino

    Post interessantissimo, a segurança pública no Brasil está muito comprometida, bandido inteligente é aquele que nem aparece em público e ninguem sabe seu rosto, ele utiliza outros para fazer o trabalho sujo, esses sao os verdadeiros chefões do crime, até porque criminosos ditos “bondosos” se expõe muito, vide pablo escobar por exemplo, então eu penso que esses caras sabem que podem morrer, mas gostam de se mostrar como verdadeiros heróis, que infelizmente as crianças que não tem acesso à uma educação digna acabam querendo seguir o exemplo de seus heróis e mártires, isso acaba virando um circulo sem fim

    Responder
  14. Verena Peres

    Cara, o RJ é um centro de estudo de sofrimento humano…. A Rubia disse tudo que eu podia dizer, mas preciso somar umas coisas: Eu sempre fui ao centro de São Paulo (tido como um dos piores locais para uma garota, sozinha, estar usando tenis celular mochila bolsa; e NUNCA fui assaltada. Mérito do meu anjo, eu sei. Algumas pessoas com quem estudei, não foram muito longe na vida, a tumba chegou antes da aposentadoria, mas você já sabia o caminho que aquele ser humano queria desde a 5ª série…

    Entrega o sistema prisional pro exercito, coloca eles pra abrir estrada de ferro, treina em construção civil, esteriliza. Aposto que 10% vira gente, 10% vai pra tumba, e 80% a gente manda de volta até acabar….

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.