Fui Abduzido

· · 4 min de leitura
evidenciasinistralowvideo | Contos | conto, Contos

evidenciasinistralowvideo | Contos | conto, Contos
Vocês devem estar estranhando minha súbita ausência por aqui .
A resposta para isso é que eu quase fui abduzido.
Acordei com um barulho estranho no quintal. Eu pensei que era um gato, mas quando os cachorros do vizinho que são chatos pra caramba ficaram mudos eu me perguntei: “O que será?” Pensei ser um ladrão. Levantei da cama rápido. Tentando ficar o mais quieto possível. Procurei o revólver na gaveta do armário. Foi quando vi uma sombra passar na janela. A persiana não me deixou ver direito, mas me pareceu um pivete de uns quinze anos. Fui até o quarto das crianças, que tava com a cortina semi-aberta. Peguei op revólver e fiquei esperando. De tocaia.
Ouvi a maçaneta da porta da frente. O safado tentava forçar pra ver se tava aberta. Rodou devagarzinho… Pra não me acordar. Canalha.
Eu sabia que não tava aberta e sabia também que o mais provável é que ele fosse embora ou tentasse a entrada dos fundos.
Não deu outra.
Pra chegar na área ele ia ter que passar pelo quintal dos fundos e eu tava só na espreita. Feito o Charles Bronson. Os arbustos do fundo do quintal se mexeram e eu vi uma mão.
Fiquei aterrorizado, porque aquilo ali não era mão de gente. Parecia uma mão deformada.
O braço fino continuou e eu cheguei a perder o fôlego quando uma enorme cabeça branca surgiu sob a cerca. Prendi a respiração até perceber que não estava respirando. Com certa dificuldade a coisa trepou por cima da cerca e ficou ali o quintal. Ficou parado. Parecia que sabia que eu tava olhando ele. Mas não olhou pra mim. Eu acho que sabia que tinha alguem vendo ele, mas não conseguia ver. Ele mexia a cabeça em movimentos rápidos. Acho que tentava ver na escuridão, sei lá. Era um movimento meio doido. Parecia até um tique nervoso ou algo assim. Isso me deu muito, muito medo. Eu abaixei e vi a câmera do meu filho mais velho no criado-mudo. Peguei a câmera e só o que consegui foi tirar uma única foto. Bem, foram duas, mas a segunda borrou muito.
O bicho saltou pra trás. Saiu correndo e pulou o muro. Eu fiquei ali, me cagando. Tremendo. A arma na mão. Quase matei a minha mulher quando ela apareceu atrás de mim perguntando o que era. Eu dei um berro que acordou a casa toda. Os cães do vizinho começaram uma puta algazarra como de costume e eu soube que aquilo que eu vi, aquilo que eu registrei não era desse lugar. Não era desse planeta.
Você pode me achar maluco, mas eu sei o que eu vi. Não existem pivetes deficientes que entram no seu jardim as três e meia da manhã. Ele queria me buscar, eu sei. Queria me abduzir.
Mas isso não é o pior. O pior é saber que ele vai voltar. Eles sempre voltam.

FIM

Obviamente eu inventei isso. Também fiz esse desenho. (é um desenho e não uma foto de ET)
Embora eu acredite em ets e sobretudo em abduções, gosto de inventar histórias com base ufológica. Tenho inclusive dois curtas sobre isso na agulha pra disparar logo depois do MOTO.
Falando nisso, eu tava justamente estudando os efeitos do Moto quando me deu uma louca e comecei a deformar a malha do Samir 3d e fiz ele virar um alien. Acho que vou reaproveitar o alien para um dos meus filmes. Vai ser uma coisa meio bizarra, estilo Rubber Johnny. ( não sabe o que é isso? Baixa no youtube e assista duas da manhã, sozinho em casa)
Olha aí o alien do filme:

retrato | Contos | conto, Contos