O bizarro colecionador

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Já imaginou abrir um museu? A maioria das pessoas pensa em arte clássica, fósseis antigos ou carros históricos. Mas e se eu te disser que existe um lugar no mundo dedicado exclusivamente a… pênis? É isso mesmo que você leu. Não é uma piada de mau gosto, nem um cenário de filme absurdo. É real, fica na Islândia e se chama Museu Falológico Islandês.

Pois é, meu amigo. Enquanto uns colecionam selos ou moedas, um senhor chamado Sigurður Hjartarson decidiu que seu hobby seria juntar órgãos reprodutores masculinos de todas as criaturas do reino animal. A ideia, digamos, não é das mais convencionais. Mas cá entre nós, você não fica com uma pontinha de curiosidade para saber como é o “pinto” de uma baleia? Eu confesso que fiquei.

De onde veio uma ideia dessas?

Tudo começou de forma bem simples, lá na década de 1970. Sigurður era professor e, como brincadeira, ganhou de presente um pênis de touro. Em vez de se assustar ou jogar fora, ele achou aquele objeto peculiar e decidiu começar uma coleção. A coisa foi crescendo, os amigos foram contribuindo com espécimes mais exóticos, e de repente ele se viu com um acervo que precisava de um lar próprio. Em 1997, ele abriu as portas do primeiro museu, que mais tarde se mudou para a capital, Reykjavík.

O lugar não é grande, mas é intenso. Lá dentro, você encontra mais de 300 espécimes, conservados em formol ou secos. Tem de tudo: desde os minúsculos, de hamster, até o colosso de uma baleia-azul, que mede impressionantes 1,70 metro e pesa cerca de 70 quilos. É um troféu e tanto, né? Tem de cavalo, de foca, de porco, de rato… uma verdadeira arca de Noé, mas focada em uma parte muito específica da anatomia.

O mais curioso é que o museu leva a coisa muito a sério. Não é uma casa de horrores ou uma galeria de pegadinhas. É uma instituição científica, com um propósito declarado de reunir material para o estudo da falologia. Eles até têm um item que é… digamos, aspiracional. Existe um espaço reservado para um exemplar humano, que deve ser doado por um islandês após sua morte. Até hoje, ninguém cumpriu a promessa, mas alguns já se voluntariaram. Bizarro ou corajoso? Você decide.

O que esperar de uma visita?

Se você acha que é só um monte de potes com coisas estranhas flutuando, está enganado. O museu tenta contextualizar cada peça. Eles explicam a função biológica, as adaptações evolutivas e até as curiosidades culturais relacionadas a cada espécie. Dá pra aprender, por exemplo, que a baleia tem um músculo retrator poderosíssimo, ou que o pênis do pato tem forma de saca-rolhas. A natureza é inventiva, não tem jeito.

Claro, o fator “eca” e o riso constrangido são inevitáveis para a maioria dos visitantes. É um daqueles lugares que você visita meio sem acreditar que ele existe de verdade. Mas, no fim das contas, o museu cumpre um papel importante: ele questiona nossos tabus e nos faz refletir sobre por que certas partes do corpo natural nos causam tanto estranhamento. É só biologia, no final do dia.

E pra quem acha que é apenas uma bizarrice islandesa, se engana. O museu já foi tema de documentários e reportagens no mundo todo. Virou uma atração turística consolidada, um daqueles pontos que você conta pros amigos quando volta de viagem: “Pô, fui num museu de pênis na Islândia, mano!”. A história é tão única que rendeu até um filme, The Final Member, que justamente acompanha a busca do museu pelo doador humano perfeito.

E no final, o que a gente leva dessa história?

O Museu Falológico é a prova viva de que paixão de colecionador não tem limites. O que pra gente pode ser uma mera curiosidade mórbida, para o fundador foi uma missão de vida. Ele transformou um interesse peculiar em um patrimônio cultural, por mais estranho que pareça. E isso, de certa forma, é admirável.

No fim, o museu não é sobre obscenidade. É sobre diversidade biológica, superação de tabus e, claro, um humor islandês bem peculiar. É um lembrete de que o mundo é cheio de coisas esquisitas e maravilhosas, e que sempre há espaço para alguém que decide seguir uma ideia totalmente fora da caixa. Mesmo que essa ideia envolva guardar centenas de pênis em potes.

Muito louco isso, né? Mas se um dia você for pra Reykjavík, já sabe: tem um museu que vai te dar uma história pra contar pelo resto da vida. Só não recomendo ir logo depois do almoço.

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11 Comentários

  1. Rogério

    Esse museu é do caralho !!!!! :B

  2. Daniel

    Tem alguns ali que parecem aliens

  3. Ale Doga

    Eu coleciono vaginas, mas não guardo…

    1. Leonir alves

      Boa kkkl

  4. Andréa

    Tem louco e colecionador pra tudo neh rs

    Jamais imaginava que existisse um colecionador de pênis!! mas depois de saber que existe torneio de chulé rs nada mais me surpreende

    Adoro seu blog, postei no Gafanhoto :)

    bjs

  5. Diego

    Eu sou um grande colecionador de vaginas, porém, logo quando pego uma, acontece um fato curioso. TODAS fogem!

  6. Anônimo

    :argh:

  7. n

    Pênis de pato?

    1. Philipe

      Sim. O pato é o animal com o maior pênis na Terra (em proporção)

  8. sarah

    como poder um pesso assim so pode gosta de disso isso é uma bochona

  9. Beth Camacho

    pergunta: “Bizarro. Será que existe uma colecionadora de vaginas também?”

    resposta: rsrs… :meh:

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