É com grande satisfação que eu finalmente posso dar a notícia -em primeiríssima mão – de que o Brasil vai ganhar seu primeiro trem de levitação magnética com tecnologia nacional – a mais avançada do mundo: o MaglevCobra
Depois de apresentar a tecnologia nacional ao príncipe de Dubai em pessoa e passar uma temporada em Dresden na Alemanha, costurando uma parceria tecnológica entre os alemães e brasileiros no campo dos supercondutores, o meu pai está de volta ao Brasil para iniciar a construção do primeiro trecho de via de levitação, que será feito na ilha do Fundão, na UFRJ (cidade uiniversitária) como um protótipo funcional em tamanho real.
Para quem esteve em outro planeta nos últimos anos e não sabe como este troço voa, é simples: Tudo parte de um efeito chamado Efeito Meissner. Observe:
Esse vídeo mostra uma cerâmica supercondutora resfriada por nitrogênio líquido levitando livremente sobre uma linha de ímãs especiais. Essa cerâmica quando resfriada passa a ter resistência elétrica zero, e o campo magnético em seu interior é nulo. O campo magnético do imã permanente é repelido pela cerâmica, criando um imã “espelhado” que repele o imã original. Quando a cerâmica aquece ela perde as propriedades supercondutoras e o imã não levita mais. Agora cole um trem em cima de um montão dessas cerâmicas, aplique um motor elétrico linear e é isso.
A patente do veículo, que é parte do meu pai e parte da UFRJ, difere um pouco dos trens de levitação tradicionais. A principal característica do MAglevCobra é que ele é formado com dezenas (se necessário centenas) de pequenos módulos e não com vagões. Isso permite que o trem seja como uma cobra com capacidade de entrar em curvas que nenhum outro trem NO MUNDO é capaz. Além disso, o perfil do veículo é todo reduzido, planejado para facilidade e rapidez de implantação. Seu perfil estreito permite que eventuais custos de túneis sejam absurdamente reduzidos.
Não se sabe qual o limite de velocidade que um veículo de levitação pode obter. Como não há atrito algum além do atrito com o ar, é possível que um veículo assim trafegando dentro de um tubo com vácuo ou ar rarefeito, possa ultrapassar as velocidades supersônicas. É por isso que a NASA também estuda esta tecnologia para um futuro lançamento de aeronaves com custo menor do que a decolagem vertical baseada em foguetes.
Embora os expoentes como o transrapid alemão e o chinês (também alemão) sejam conhecidos por sua grande velocidade, o foco do Maglev Cobra não é ser “um trem fórmula um”, mas sim um utilitário para resolver problemas. E os problemas de transporte hoje não se resolvem apenas com velocidade.
O protótipo em escala real já será funcional e visará atender aos alunos da Universidade.
A Faperj liberou 4.700.000 reais para UFRJ aplicar na construção do primeiro trecho de 114m e o BNDES e Finep já estudam investir outros montantes na construção de vias para o veículo. O MaglevCobra estará operacional atendendo aos alunos da Universidade do Rio de Janeiro até meados de 2010. A administração da cidade universitária espera que em um futuro próximo o MaglevCobra seja uma solução completa de transporte na ilha, ajudando a reduzir o custo de 4 milhões de reais por ano com ônibus fretados para transporte interno. O retorno completo do investimento se dará em 7,6 anos.
É sempre bom lembrar que o sistema MaglevCobra é absolutamente limpo, não poluente. Trata-se de uma contribuição efetiva para a redução das emissões de carbono no planeta, já que com algumas adaptações no projeto ele pode se tornar o GreenMaglevCobra, utilizando energia solar e injetando energia limpa nas subestações onde está implantado. Sem falar que o desenvolvimento deste tipo de tecnologia é estratégico para o país em meio à necessidade imperativa de modos de transporte urbano não dependentes de petróleo. Atualmente, a liderança neste tipo de pesquisa é da Alemanha, e o Brasil começa a acordar para o fato que não basta apenas ficar batendo no peito tirando onda das vantagens do programa Pró Álcool. É necessário investir mais em tecnologia de ponta, ou ficaremos escravos de um modelo de país exportador de comodities como a colônia de exploração, como sempre se esperou do Brasil desde que Pedro Álvares Cabral chegou aqui.
Se necessário, o MaglevCobra pode funcionar 100% com energia limpa, devido a sua alta eficiência energética. Pra se ter uma ideia, veja esta comparação da eficiência energética do maglev com alguns equipamentos urbanos de transporte (quanto menor, mais eficiente):
Aqui está meu pai segurando o primeiro protótipo do conjunto levitador de 2kN construído em Adelwitz-Alemanha em março de 2008. Parece uma simples caixa de metal, mas tem uma tecnologia absurda ali.
Foi o desevolvimento deste componente que permitiu a construção dos trens que levitam livremente.
Este é o projeto da primeira linha do MaglevCobra.
Os trechos são 3: O primeiro liga a o terminal ao CENPES. O segundo o CENPES à reitoria e o terceiro a reitoria à vila residencial.
Parte do projeto envolve a ligação do sistema Maglev com outros modais existentes, como o metrô, barcas e estações rodoviárias. A parte mais ambiciosa do trajeto inclui uma conexão entre os dois aeroportos cariocas, o Santos Dumont, no centro da cidade com o aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador. Isso viabilizaria o fluxo de passageiros saindo de Copacabana para o aeroporto, através de uma conexão metrô-maglev.
Estudantes de arquitetura e design participarão ativamente do projeto. A gerência do projeto estuda a criação de um concurso interno aos alunos de design e arquitetura para a concepção das estações.
Quem tiver duvidas e perguntas, escreva nos comentários e eu passo para meu pai responder. Precisamos comemorar.


É de pessoas assim que o país deveria se orgulhar de verdade, porque nesse país só se fala em futebol, carnaval e praia, aonde o estudo e trabalho muitas vezes ficam em segundo terceiro, assim por diante.
Cara não é de hoje que eu ouvi falar do projeto e finalmente ele vai sair do papel.Hoje mesmo ouvi na rádio Roquet Pinto-RJ uma entrevista do seu pai.Por favor,divulgue ao máximo o projeto pra que a população precione seus governantes a investir na idéia.Parabéns a Coppe que mesmo sem insentivo e verba tem projetos importantes à nação.
Desculpem o erros de português,rsrsrs.
Phillip, como anda esse projeto hoje? São 7 anos desde o anúncio do post acima. O projeto realmente continua?!?
Não, deu um monte de merda. De falta de verbas à universidade e os canalhas la de dentro se juntando para tentar roubar a patente pra eles (cresceram o olho quando o Eike ameaçou comprar a peso de ouro o projeto e colocar no mundo todo) Meu pai ficou tão enojado que foi embora do Brasil.
Não me surpreende nem um pouco. Acredito que ele tenha ido para algum lugar onde realmente vão valorizar o projeto. É a fuga de mentes assolando o Brasil… E vai piorar. Sei de levas grandes de médicos, engenheiros e profissionais de informática deixando o país.