Archive - março, 2009

O homem na piscina de mercúrio

piscinão
Veja esta foto que loucura. Este homem está dentro de uma piscina de mercúrio.

mercuryminer0177205 O homem na piscina de mercúrio

O mercúrio é um metal líquido na temperatura ambiente.

Parece estranho, dá a sensação que a piscina é rasa, mas não. Ela é funda mesmo, porém o mercúrio é tão denso que o cara simplesmente não consegue afundar nele. O homem está flutuando na superfície do líquido como o isopor flutua na água.

Esta foto inacreditável foi publicada na revista National Geographic em 1972. Não se sabe se o sujeito que passou por esta incrível experiência ainda está vivo, já que o mercúrio é tóxico. O mercúrio é 13 vezes mais denso que a água e pode causar diversas doenças. Mas certamente, se ainda estiver vivo, este sujeito tem uma história para contar que provavelmente ninguém mais tem.

Incrível.

Fonte

Reginaldo Rossi e a apreciação estética sob uma ótica universalista pluricultural

reginaldo gatão
A primeira dama decidiu ajudar uns amigos numa festa do cafona. Na hora achei a idéia sensacional, afinal é uma volta às minhas origens, uma vez que Três Rios, a minha terra natal possui um dos mais famosos bailes do Cafona do país. A cidade inteira fica mobilizada pelo baile, que junta gente do Brasil inteiro. O cheiro de naftalina atinge kms de extensão nesse fim de semana, hehehe.
Sabe o que é uma festa do cafona? Uma festa do cafona é um tipo curioso de festa à fantasia, onde ao invés de você ir vestido de Jedi, super-homem ou cowboy, você vai vestido com a roupa mais cafona possível. Vale desde saia balonê a calça baggy, tênis Redley e camisa da Company. Vale vestido longo e aqueles cabelos “bolo de noiva”. Algumas pessoas não entendem o sentido da coisa e vão fantasiadas com roupas estranhas e descombinadas, o que perverte o sentido real de uma “festa do cafona”. Cafona é roupa que não se usa mais, e não necessariamente roupa escrota, embora muita coisa que não se usa mais é realmente detestável, como lencinho no pescoço e sapato cavalo de aço (que tem como ítem obrigatório um bigodão).

Ou então (uma imagem que vale por 1000 palavras):
1974reginaldorossi50236 Reginaldo Rossi e a apreciação estética sob uma ótica universalista pluricultural

HAHAHAHAHAHA! PQP! Olha só pra isso, meu!

(vou mandar fazer esta roupa aí pra mim! Talvez até o cabelo Emo… Sei lá. Vai ficar hilário.)

Mas o fato é que eu estava aqui, esperando o pedreiro marretar a parede da área de serviço (vazamento) e comecei a fazer minha parte na produção da festa, que é juntar a lixarada, digo, as músicas bem cafonas para dar uma animada na festa, sem ficar aquela coisa excessivamente temática, afinal, o sentido da coisa é a diversão.

(a festa é 0800 então não rola pagar DJ)

Eu comecei pelo vulgo “rei do brega”, o masterful da sensualidade, o precursor do “jeito Wando de ser”. Ele, Reginaldo Rossi. (aplausos histéricos)

Confesso que sempre achei Reginaldo Rossi legal. Não sei o que pode explicar isso, talvez todos estes anos futucando as bizarrices da internet tenham me afetado de alguma maneira. Mas eu sou forçado a reconhecer que o cara é foda. Muita gente banca o erudito de bom gosto tentando dar uma pisada no Reginaldo Rossi, mais porque ele é nordestino e tem uma aparência estranha do que por suas músicas propriamente ditas.
Mas eu estava aqui, na hora do almoço e me dediquei a ouvir o Reginaldo sem preconceito e vou te dizer, o som do cara não é ruim não, meu amigo. Já ouvi muita porcaria metida a elegante na MPB e na minha humilde opinião de ignorante, eu penso que Reginaldo Rossi tem um trabalho elogiável no segmento que ele escolheu. Pelo menos ele é honesto.
Quando eu escuto uma musica do Reginaldo, como por exemplo, “Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme“, eu vejo arte ali. Pode ser simplório, pode ser óbvio, mas porra, quem disse que musica tem que ser hermética pra ser boa? Presta atenção na musica, olha só as viradas, olha só a sacação do sampling de “La vie en Rose” no meio de uma musica de estilo brega e me diz: Dá pra considerar isso lixo?
Não dá. O Reginaldo Rossi é um cara que eu tenho que tirar o meu chapéu pra ele.

Bom, é isso era o que eu tinha a dizer. Gosto mais do Reginaldo Rossi que do Daniel, do Leonardo, que do próprio Roberto Carlos e similares.

De qualquer forma, já que eu escrevi tudo isso, casop algum leitor aí seja Dj e possua alguma trilha sonora maneira de musicas cafonas em remix, eu gostaria muito de poder baixar isso para ajudar na festinha dos meus amigos aqui.

Também aceito sugestões de sons cafonas legais.

Dica de última hora: Dá uma sacada nesta música da banda Vexame, da Mariza Orth. (boa pra dramatizar):

Mergulho ao centro do átomo

mergulho ao centro do átomo
O André (meu irmão) me mandou este link super maneiro de um mergulho no centro do átomo. Muito style a parada.

atomo Mergulho ao centro do átomo

Vale MUITO à pena ver este site. Principalmente para professores. Tá aí um ótimo recurso paradidático em Física!

No céu com o pé de fora.

coitados

Eu queria compartilhar com vocês algumas informações sobre o governo Brasileiro. Vamos aos dados:

SALÁRIOS – Com benefícios e jeitinhos, 20% dos funcionários concursados do Senado, cerca de 700 pessoas recebem salários que ultrapassam os 25.000 reais mensais, ultrapassando os salários dos parlamentares, que é de 16.000 reais e ministros do governo, que ganham 10.000 reais, além do próprio Lula que ganha 11.000 e os ministros do Supremo, que abiscoitam 24.500 pratas todo mês.

Usando a simplória calculadora do windows chegamos ao valor anual (considerando que esses caras ganhem só o salário, coisa que não acontece) de 262.500.000 – DUZENTOS E SESSENTA E DOIS MILHÕES E QUINHENTOS MIL REAIS!

Essa galera tem algumas prerrogativas (o nome bonito do “faz-me rir”) confira:

REEMBOLSO MÉDICO - Não, meu chapa. Esquece o SUS, esquece hospital público. Essa galera trata tudo com particular e quem paga é você. O Senado mantém um serviço médico com TODAS (eu disse TODAS) as especialidades, mas quem PREFERE pode se tratar com médicos particulares e neste caso tem REEMBOLSO TOTAL das despesas. Em 2008 foram gastos com reembolso destas atividades nada menos que 59 milhões de reais!

Com este valor é possível construir quase 30 escolas* e beneficiar 53.358 crianças, mas este valor foi para o ralo porque funcionários do senado preferiram ir a médicos particulares a usar os especialistas já pagos pela “casa”.

*fonte

HORAS EXTRAS – Enquanto o pobre sofre na mão de patrão para ganhar as horas extras que lhes são de direito, o senado paga com idiossincrável prazer aos “amigos do rei”. O fato é que cada funcionário pode ganhar até 2.641,93 reais mensais em horas extras. Lógico que você sabe que ele vai receber isso até mesmo sem trabalhar, como foi em janeiro durante o recesso do Congresso, onde foram pagos 6,2 milhões de reais em horas extras a 3.883 fuincionários. Com o SEU dinheiro!

GRATIFICAÇÕES - A vida não estava boa o suficiente e alguém surgiu com a brilhante idéia de criar gratificações. Deste modo, o servidor que exerce função mais importante do que aquela para o qual foi contratado recebe gratificação que varia de 1600 a 4800 reais. A estimativa da direção da casa é que 90% dos concursados recebam alguma gratificação. Não precisa ser muito esperto para sacar que a massa dos apadrinhados entra pela janela através de concursos para cargos considerados “de nível baixo”, e logo que entram são deslocados de função via canetadas paternalistas e ainda mordem esta fatia aí. Todo mundo sabe como é que funciona, mas ninguém faz nada.

COMISSÕES E CONSELHOS – Você não acha que a galera vai parar por aí, acha? Pois é. Eles se embrenham em comissões e conselhos de tudo que é inutilidade. Amor à Pátria? Honra, justica e lealdade? Thundercats hoooo? Nada disso! Eles querem é o saco de dinheiro que podem ganhar com isso. Cerca de 400 funcionários ganham 2000 a 3000 reais por mês só para participar de comissões e conselhos internos, como os de reestruturação de cargos e salários (chamamos isso de botar o cachorro para vigiar a linguiça) além das comissções de preparação de concursos e de catalogação de obras de arte.

SALÁRIOS 2, a missão - O ano tem 12 meses. Mas as pessoas contratadas em regime CLT (cada vez menos) ganham também o décimo terceiro salário, que garante um caraminguázinho extra no fim do ano e é usado para aquecer a economia para o período de natal e festas, pintar o barraco, inteirar aquela estante das Casas Bahia, bem como juntar algum para a facada absurda que são as contas de janeiro e fevereiro. Com os ilustres senadores, não podia deixar de ser, né? Eles tem o décimo terceiro, afinal eles são filhos de Deus também. Até aí, nada de errado. O problema é que só 13 salários num ano de 12 meses não basta pra eles e por isso, eles tem também o 14 e 15 salários. É isso aí mesmo que você leu.  Os malucos ganham quinze saários ao ano, e o pior nem é isso. O pior é que como as gratificações são calculadas sobre o valor bruto do salário, por três meses eles recebem a gratificação em dobro.

QUINTOS – Pensava que acabou? Nada disso. Os caras não cansam e por isso surgiu o “quinto”. O Quinto acontece para funcionários do Senado que entraram até 2001 e incorporaram definitivamente ao salário-base (aquela dinheirama)  um quinto do valor das funções comissionadas que exerceram em cada ano. Isso só acontece após cinco anos de trabalho e dura uma década.

FESTA DA PRESENÇA - Não existe controle de presença dos funcionários. Isso possibilita uma verdadeira “ilha da fantasia” para os funcionários, que podem ir passear de jet ski na lagoa bem na hora do expediente se o sol estiver bom. E ninguém fica sabendo.

TRANSPARÊNCIA ZERO – Os holerites dos servidores só mostram o salário-base e as funções comissionadas. As Horas extras e gratificações não são incluídas (convenientemente) para que os furos no teto do funcionalismo não seja revelados.

Trocando em miúdos, cada um dos 81 senadores (só contabilizando os estrelões) consome TRINTA E TRÊS MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS POR ANO.

Questionado sobre o que pensa do seu trabalho, um funcionário do senado disse:

“Aqui é igual ao céu, com a diferença que aqui a gente chega vivo.”

cachorrovergonha2743267 No céu com o pé de fora.

É… Cuspiram na nossa cara. De novo!

Fonte: Revista Veja edição 2.106 de 1 de abril de 2009 página 56

Como construir sua própria LAVA LAMP

Eu resolvi criar este post para atualizarmos permanentemente os passos de criação de uma lava-lamp.

Assim sendo, vamos começar explicando de maneira direta e simples o que é uma lava lamp:

Uma lava lamp é um tipo de enfeite-abajur formado por uma garrafa ou recipiente similar que é iluminada e aquecida por uma lâmpada incandescente sob sua base. No interior da garrafa estão dois líquidos com massas específicas similares. Assim, o calor atinge o líquido que está no fundo e ele sobe. Afastando-se da luz, ele esfria e desce. A coisa fica assim dando um resultado parecido com isso:

Existem vários tipos diferentes de lava lamps. Alguns realmente grandes, de todas as cores, com estilos diferentes e principalmente: Formulações diferentes. Ocorre que cada fabricante mantém sua fórmula em total sigilo. Mas calma aí! Nós somos contra esses segredinhos. Acreditamos que qualquer um deve ter acesso ao lance desde que queira fazer. Quem tiver preguiça sempre vai poder comprar.
Então este post tem a função de democratizar as formulações de modo que qualquer um possa criar e inovar no “lava design”.

Vou colocar aqui um video enviado pelo leitor Douglas, que mandou uma receita muito interessante de lava lamp feita com cera (a mais comumente formula usada nas lava lamps comerciais)
Se alguém puder traduzir aí os componentes eu agradeço (e publico aqui).

Aqui está o link para o post com a formula da lava lamp que eu fiz há uns 3 anos atrás.

Uma dica interessante é que grande parte do segredo não está só nos componentes e sim na estrutura. É importante obter um vidro legal. Quanto menos distorções tiver, melhor será. Outra coisa, o vidro deve ter um tamanho adequado em termos verticais. A explicação para isso é que com a lampada acesa, a garrafa vai adquirindo cada vez mais calor. Até que chega um ponto em que o liquido fica tão quente que inviabiliza o belo efeito da troca de lugar entre os compostos, enchendo a garrafa de bolhinhas. Para evitar isso eu usei (na minha versão com álcool) um tubo de ensaio gigante feito com lâmpada fluorescente velha. (você acha isso fácil em lojas de floricultura e arranjos florais) A vantagem do tubo é que ele faz com que a troca dos líquidos dure mais tempo, uma vez que o aquecimento do recipiente inteiro demora mais em função da altura, que opera como uma serpentina de resfriamento. Porém, estes recipientes tendem a ser estreitos e isso atrapalha um pouco o efeito visual. Um bom vidro é aquele que é largo e alto. Sem distorções nem costuras ou coisas pintadas em cima. Em lojas de decoração existem vidros assim para colocar flores. Eles são relativamente baratos e servem muito bem para estes experimentos. Escolha um que tenha pelo menos a dimensão de uma garrafa de vodka absolut. Isso prolongará o efeito.

Metodo simples de substituir o liquido transparente de uma lava lamp – dica de João overto Gabbardo:

Esta é uma história que começou triste que teve um final no mínimo interessante.

Um belo dia despertou em mim o súbito interesse por um tipo de luminária que já havia visto em filmes até em animações, tipo O espanta tubarões – na cena da festa no apartamento de cobertura onde a “peixinha” Angie namorada do personagem principal, o peixe Oscar, dá de presente a ele uma luminária lâmpada de lava e ele coloca ela ao lado de uma lâmpada lava gigante para a qual Angie olha com uma cara entre espanto e decepção. De início pensei em fazer uma delas, e pensei da mesma forma que muitos dos que tem este mesmo desejo: lá dentro deve ter algo do tipo parafina e água. Mas não confiei muito nesta premissa, coisa de engenheiro que sempre supõe que as coisas nunca podem ser simples e pus-me a pesquisar na INTERNET. Logo descobri que a coisa de fato não era tão simples, encontrado várias receitas, algumas potencialmente perigosas, outras nem tanto e algumas bizarras. A receita que considerei mais consistente e sem grandes riscos foi a que usa percloroetileno e parafina para a lava, água destilada para o líquido onde a lava se move e sal para ajustar a sua densidade. Encontrei duas páginas com instruções muito boas sobre esta receita:

http://www.oozinggoo.com/ll-form5.html

http://www.mundomanuales.com.ar/lamparas_de_lava.html

Motivado pelas descobertas, telefonei para duas lojas que vendem produtos químicos perguntando se tinha percloroetileno e a resposta foi não. Pode ter sido azar, coincidência, preguiça de telefonar para outras lojas, tudo isso junto, sei lá fiquei desestimulado e daí parti para o plano B: comprar a tal lâmpada. Novamente pesquisando na INTERNET, pularam de cara algumas ofertas no ML e decidi comprar uma de 33 cm com bolhas azuis e líquido transparente. Esperei ansiosamente a entrega da lâmpada e qual a minha surpresa ao abrir a caixa e ver que o líquido que deveria ser transparente estava com um aspecto esbranquiçado, leitoso. Sequer dava para ver a mão atrás da garrafa! Contatei a vendedora reclamando do problema e a explicação para o ocorrido não foi muito consistente: o líquido teria ficado turvo por causa da agitação excessiva ao longo da viagem. Até pode ser, mas há uma pequena diferença entre a distância da China até São Paulo e de São Paulo até Porto Alegre onde moro. Foi oferecida a possibilidade de retornar a luminária e ter o meu dinheiro ressarcido porém decidi ficar com a lâmpada pois considerei que seria uma ótima oportunidade para efetuar algumas experiências e também se eu resolvesse pôr em prática a receita que escolhi, não haveria a necessidade de procurar por uma garrafa adequada, base, etc. pois já as tinha.

O mais plausível seria atacar primeiro o problema do líquido onde a lava se move. Era óbvio que havia ocorrido algum tipo de contaminação por migração de partículas seja da parafina ou do corante ou mesmo ambos.

Primeiramente marquei a altura do líquido na garrafa com uma fita adesiva, abri a ampola e guardei o líquido para medir a densidade posteriormente ou mesmo em caso de fracasso total, repô-lo na garrafa e me conformar com a situação.

Resolvi experimentar primeiramente colocar água da torneira para ver que iria acontecer, afinal como estas luminárias são fabricadas na China e lá eles sempre buscam reduzir os custos de produção ao máximo, então porque não supor que o líquido transparente fosse somente água? O segredo podia estar na fórmula da lava. Após fazer isto e ligar a luminária, observei que a lava tendia a se acumular no topo o que indicava que a densidade da lava quando aquecida ficava baixa demais em relação à da água utilizada, mas para ter certeza disso havia necessidade de medir a densidade do outro líquido. Como sou professor de uma escola técnica e que também tem ensino médio, foi relativamente fácil ter acesso ao laboratório de física e por conseguinte a um densímetro. A escala do densímetro que usei não possuía grande resolução mas era suficiente para uma primeira medição e acusou uma densidade levemente maior do que a água, mas isto poderia ser causado pela contaminação pela parafina da lava.

Para eliminar a possibilidade que sais minerais da água da torneira estivessem aumentando a densidade da água e causando o acúmulo da lava no topo, troquei a água da torneira por água destilada tomando o cuidado de lavar a garrafa antes com a água destilada e novamente houve acúmulo da lava no topo.

A conclusão é de que realmente a densidade da lava quando aquecida ficava muito baixa em relação à da água. Ainda assim resolvi experimentar algo que seria um total contrasenso: adicionei sal na água para ver o que iria acontecer. A adição de sal causa o aumento da densidade e obviamente o esperado aconteceu: acúmulo de lodo no topo. Ainda assim adicionei outras pitadas de sal, mas não deixando a luminária ligada durante muito tempo entre as adições. Porém após a última adição deixei ela ligada por várias horas e verifiquei que quase todo o lodo tendeu a se concentrar no topo e ali permanecer na maior parte do tempo.

Restou então verificar o que iria acontecer ocorrer se a densidade do líquido transparente fosse reduzida. O meio mais fácil de se fazer isto é adicionar à água alguma substância que possua menor densidade do que a dela, lembrando que água pura tem densidade igual a um, tal como algum tipo de álcool. Eu tinha à disposição álcool isopropílico e álcool etílico. Resolvi não usar o isopropílico por ser tóxico também porque pudesse reagir com a parafina, afinal não sou químico e o seguro morreu de velho. O álcool etílico ou etanol é o álcool comum de limpeza mas tem que ser o de 98,2 INPM que significa ser álcool quase puro. Removi a salmoura, lavei a garrafa e ainda deixei a lâmpada ligada com água comum duas vezes trocando a água para eliminar ou reduzir ao máximo o sal. Preenchi então a garrafa com água comum mesmo pois estava guardando o restante da destilada para usar caso a minha previsão se confirmasse.

Sabendo que a densidade do líquido transparente deveria ser levemente menor do que o da água mas ao mesmo tempo desconhecendo qual era esse valor exatamente, deveria ser adicionada uma pequena quantidade de álcool e usando uma pipeta comecei a adicionar 0,1 ml por vez, fechando ela e agitando com delicadeza para misturar bem e posteriormente deixando a lâmpada ligada por algumas horas para verificar o comportamento da lava.

Após adicionar 0,3 ml a tendência do lodo se acumular no topo e permanecer ali por muito tempo se reduziu. A partir deste ponto comecei a adicionar 0,05 ml por vez para tentar um ajuste fino do comportamento. Com 0,5 ml de álcool adicionado a luminária atingiu um comportamento que me agradou, onde o lodo se distribui aproximadamente pela metade no topo e no fundo. No entanto as bolhas que se formam são sempre relativamente grandes. Como efeito colateral dos meus experimentos a cor da lava, que quando coloquei água limpa da primeira vez era originalmente de um azul escuro profundo se alterou significativamente, agora ela apresenta uma coloração tipo vinho tinto. Não percebi visualmente mudança da cor da água em nenhum momento, mas ainda assim pode ter havido migração de partículas do corante, bem como pode ter havido alguma reação do corante com o álcool, também pode ter sido causado pelo excessivo aquecimento da porção da lava que permanecia no fundo nos primeiros experimentos com água e depois água e sal, pois mesmo havendo o acúmulo da lava no topo, de tempos em tempos essa massa de lava quando esfriava descia ao fundo e se misturava com a porção que estava lá. Sendo este processo cíclico, a coloração de toda a lava como um todo teria sido alterada.

Eu fiz várias mudanças de líquido ao longo de todo o experimento, algo que certamente quem quiser somente trocar o líquido transparente da lâmpada não vai fazer e assim acredito que não haverá qualquer alteração na cor da lava e, se houver, será mínima.
De qualquer forma, acredito que cheguei a um método simples e barato para recuperar luminárias em que o líquido tenha ficado contaminado.

Algumas recomendações/sugestões:

- Não se esqueça de marcar a altura do líquido original na garrafa, seja com uma caneta tipo marcador permanente ou fita adesiva. A quantidade de álcool adicionado álcool é pequena em comparação ao volume de água e não haverá um aumento substancial no volume total. Nunca encha totalmente: é necessário um espaço no topo para a dilatação das substâncias.

- Adicione inicialmente 0,4 ml de álcool, veja o que acontece e decida se será necessário acrescentar mais, preferivelmente 0,05 ml de cada vez. Se for acrescentado álcool em excesso a tendência do lodo será ficar sempre no fundo e será necessário descartar esta mistura fora e começar de novo. Assim não tenha pressa, este é um procedimento que exige paciência pois deve-se deixar a luminária ligada por algumas horas e depois esfriar completamente para adicionar mais álcool.

- Tampe a garrafa após adicionar o álcool e após ligue a luminária. Não é aconselhável deixar ela destampada quando estiver aquecida por causa da evaporação e também porque o espaço de ar no topo influencia no comportamento da lava. Não se preocupe, não há qualquer perigo de incêndio pois a concentração de álcool é muito baixa. Para tampar a garrafa poderá ser usada uma pequena rolha de borracha com diâmetro adequado, tipo as que se usam para fechar tubos de ensaio.

- Se a luminária possuir um dimmer faça os testes com ele ajustado para o máximo de luminosidade modo a obter também o máximo aquecimento possível. Este é o pior caso, ou seja, onde há a tendência de haver acúmulo da lava no topo porque a diferença de temperatura entre o topo e a base é pequena e assim o ajuste da densidade deve ser feito nestas condições.

- Não experimentei adicionar detergente na água para ver se o tamanho das bolhas mudava. A finalidade do detergente é reduzir a tensão superficial da lava e assim possibilitar que se “quebre” mais facilmente. É uma possibilidade a ser experimentada, porém li que muito detergente “afina” a lava e ela tende a escorrer ao invés de formar bolhas. Assim devem ser adicionadas gotas pequenas de detergente por vez, seguindo o mesmo procedimento da adição do álcool.

Pretendo tentar recuperar a cor original da lava e para isto é necessário após deixar a lâmpada esfriar completamente, dar uma sacudida nela para soltar aquela porção de lava que fica no topo (ao menos na minha desde que coloquei para funcionar pela primeira vez sempre ficou um pouco de lava no topo após esfriar), retirar líquido transparente guardando ele em uma garrafa com tampa para evitar todo o trabalho de ajuste da densidade novamente e derreter o lodo da mesma forma que se derrete parafina, em banho-maria. Quando o lodo estiver líquido, bastará acrescentar corante para velas na cor azul e agitar delicadamente para misturar.

Por fim: Novamente recomendo que vá devagar e com calma, o procedimento de ajuste de densidade exige paciência e é um pouco demorado mas o resultado final compensa.

Se resolveres fazer esta experiência, gostaria muito de saber quais foram os resultados obtidos. Se tiveres qualquer dúvida, envie uma mensagem que terei imenso prazer em lhe responder.

João Roberto Gabbardo
Engenheiro Eletricista ênfase Eletrônica
Mestre em Engenharia Elétrica

5 Cirurgias plásticas infelizes

donatella nojenta
Volta a meia nos debruçamos sobre os casos de pessoas que tentando ficar mais bonitas conseguem um lugar na calçada da monstruosidade humana. O fato é que muitas vezes, fazer uma cirurgia plastica não dá bom resultado. Dá pra lembrar de cabeça de alguns casos bastante grotescos envolvendo pessoas que só queriam ficar mais bonitas. Vamos ver alguns casos de “Unextreme makeover”?

1- Michael Jackson

Ele é reconhecidamente o mais famoso caso de barbeiragem plastica no planeta.  Embora alegue que sua mudança de cor se deveu a uma estranha doença de pele, o fato comprovado é que Michael não poupou  esforços e grana para ficar mais “bonito”. Uma série de cirurgias faciais foram gradativamente transformando o astro negro da Motown em uma coisa digna de filmes trash de terror. Coitado.

2-Donatella Versace

a359donatella8089413 5 Cirurgias plásticas infelizes

Certamente se eu tivesse que escolher uma pessoa rica para apontar e dizer: “Chuta que é macumba!” Seria essa dona. Donatella Versace, irmã-herdeira do milionário  Gianni Versace, acabou conseguindo o impossível. Enfeiar.

A dona era feia como um filhote de cruz credo e com dinheiro e inúmeras barbeiragens faciais, acabou virando um troço, uma caricatura. Destaque para o bico de pato horrendo que ela conseguiu arrumar injetando colágeno e outras coisas para fazer a “boca de hemorróida da Angelina Jolie”. Pra piorar, a mulher começou a emagrecer (anorexia?) direto o que expôs suas próteses de seio de modo horripilante.Além de tudo isso ela abusou do botox de uma tal maneira que seu sorriso virou uma coisa parecida com uma careta de nojo.

3- Pete Burns

a359burns8362996 5 Cirurgias plásticas infelizes

Este é de doer. Acredite, isso é homem. O sujeito é um cantor de rock e injetou tanta poliacrilamida nos lábios para ficar com “a boca de hemorróida da Angelina Jolie”.  Não ficou o que ele queria, mas reconheço que  ele conseguiu realmente uma boca inesquecível. Para resolver isso, só com reencarnação.

4- Michaela Romanini

a359romanini8459117 5 Cirurgias plásticas infelizes

Esta mulher aí é uma socialite italiana. Ela é famosa por sua boca… Você entendeu. E seu abuso de colágeno e botox.

5- A mãe do Rambo

a359jackie8668526 5 Cirurgias plásticas infelizes

Esta dona – incrível, ela já foi bonita! É a mãe do Sylvester Stallone. Ela sempre foi famosa por dizer que falava com animais, podia predizer o futuro e falar com espíritos. Ela é uma das várias Psyquics dos EUA. Hoje é famosa pela barbeiragem facial. Se fosse minha mãe,  eu também sairia por aí dando murro e metralhando tudo.

BÔNUS: A mulher gato.

a359jocelyn8860886 5 Cirurgias plásticas infelizes

Já falamos sobre ela aqui. Não acredito que alguém consiga fazer mais merda com a própria aparência do que Jocelyn Wildestein. Ela era milionária e gastou 4 milhões de dólares para transformar-se numa das coisas mais feias  que você vai ver na vida. Alucinada com gatos, ela resolveu virar um. Resultado: O marido rico deu um pé na bunda dela.

A casa nauseabunda

casa nauseabunda

Esta casa fica no Japão e é mais uma daquelas casas nauseabundas, cheias de lixo, uma podridão só. Eu fiz há algum tempo atrás um post sobre estas casas bagunçadas e seus proprietários bizarros.

japanesegarbagehouse462 A casa nauseabunda

lixao A casa nauseabunda

Mas você há de convir que esta casa de uma senhora  japonesa é bem zoneada mesmo. O problema maior além dos ratos é o fedor insuportável de comida podre que exala por todos os cômodos. Tem lixo para todo lado que se olhe e é praticamente impossível circular pela casa.O banheiro é um caso à parte, porque ele está repleto de cocô num nível tão grotesco que nem a Tv do japão conseguiu mostrar! A cozinha está cheia de panelas repulsivamente encascoradas com resto de comida e minhocas rastejando dentro.

A casa foi exibida num programa televisivo e durante o mesmo, o apresentador-humorista Yoshio Kojima tenta dar uma arrumada na casa, mas é impedido pela proprietária, que sabe exatamente onde “guardou” cada saco de comida estragada.

A dona da casa (uma velha corcunda aparentemente oriunda dos mais assustadores pesadelos)  contou ao comediante que foi casada com um homem muito rico e nunca precisou limpar a casa, pois tinha empregados para esta tarefa. Porém, seu marido rico morreu de maneira súbita, deixando a dona da casa sozinha. Em pouco tempo, ela começou a juntar lixo e sentia que esta estranha atividade lhe dava um sentimento de segurança. Gradualmente a casa foi se tornando um enorme lixão. Os apresentadores do programa resolvem ajudar a dona a limpar a casa e após ela se abrir sobre seu passado, acaba aceitando que eles joguem alguma coisa fora.

A “alguma coisa” resumiu-se apenas a três caminhões, lotados de lixo.

(nota: Eles só limparam o lado de fora)

Fonte

Ainda sobre o assunto “casa nauseabunda” eu queria compartilhar com vocês o meu espanto desta casa na Rússia:

25801899 A casa nauseabunda

Não, você não entendeu errado. Esta é a foto da porta de entrada do apartamento. Eu também estou me perguntando como o dono deste chiqueiro consegue entrar em casa. A resposta deve ser: Esgueirando-se pelo lixo a partir da janela. Veja:

35966324 A casa nauseabunda

Aqui vai uma vista do lado de fora:

45889492 A casa nauseabunda

fonte

Refrigerante de mijo de vaca

mijo de vaca
Acredite se quiser, vem aí um refrigerante feito de um ingrediente bizarro: Mijo de Vaca.

cowcola090213mn7233951 Refrigerante de mijo de vaca

Beber mijo de vaca na Índia é receita para vários problemas de saúde. E é daí que veio a idéia genial de fazer um refrigerante de mijo de vaca. E o pior não é isso. O pior é que os malucos querem exportar isso, ou seja, eles pensam que VOCÊ vai beber isso. Bizarro?

Não, isso não é bizarro o suficiente ainda. O bizarro mesmo é que eles estão alegando que o refri de urina de vaca vai CURAR O CÂNCER!

fonte

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