Archive - janeiro, 2009

33 anos, dez anos de casamento viajando pela Espanha

Olá pessoal. Hoje eu completo 33 aos e faço dez anos de casamento feliz com a primeira dama. Estivemos passeando bastante aqui pela Espanha.

cimg9454jl8 33 anos, dez anos de casamento viajando pela Espanha

Fomos ontem até Toledo, onde eu fiquei completamente bolado com a profusao de espadas, machados, cotas de malha, escudos.  Toledo é um dos lugares mais fodas que eu conheci na minha vida. Pra quem curte RPG do estilo D&D, é viagem obrigatória, meu. Tinha todas as armas de LOTR e as do Conan. Pra dizer a verdade tinha lá todas as espadas dos filmes. E as miniaturas? Eu pirei. Totalmente.

cimg9452nvel5 33 anos, dez anos de casamento viajando pela Espanha

Chato é que eu nao tenho nenhum espaço nas malas para levar uma espada. Que merda. Mas pelo menos uma adaga de Toledo eu comprei.

(mais…)

férias, aleluia.

pois é… Antes mesmo de começar, já preciso ir me desculpando com vocês pelo fato de não ter conseguido manter minha meta de três posts diários aqui no blog. A principal razão disso é que eu finalmente entrei de férias. Entenda que quando eu digo férias, estou falando em passear por aí sem obrigações, e não ficar em casa virando noite atrás de noite para entregar comerciais em 3d, como foram as minhas últimas duas férias.
Aproveitei para coincidir as datas com as ferias da primeira dama, de modo que nada (além deste blog) nos obrigasse a alguma rotina. Passamos a mão no porquinho e cometemos o famigerado suinocidio, hehehe.
Viajamos para a espanha e hoje escrevo meu primeiro post da vida direto do celular.
Ta uma friaca do cacete, a cia aerea perdeu duas malas nossas, justamente as que estavam minhas roupas de frio… Mas tudo bem, ferias são ferias, ne?
Bom, é isso. Agora deixa eu ir que a pimeira dama ta impaciente para sair pra congelar, digo, passear, hehehehe.

O mais jovem profissional de TI do mundo tem só 8 anos!

Incrível. O bacuri só tem oito anos. Enquanto as crianças da sala dele lêem revistinhas e brincam no pátio, Marko Casalan se diverte lendo “Implementing and Administering Security in a Microsoft Windows Server Network”. youngestcomputerwhizzzm7 O mais jovem profissional de TI do mundo tem só 8 anos!

Com apenas oito anos de idade, Marko é a pessoa mais jovem já certificada como administrador de sistemas contratado pela Mozart Computers após passar nos exames para profissionais de TI da Microsoft.

Em tese, isso habilitaria Marko a ser contratado para administrar sistemas corporativos, embora ele nem tenha terminado ainda a terceira série em sua cidade nativa, Skopje, na república da Macedônia.

“Os caras da Microsoft me deram videogames e dvds de desenhos animados quando eu passei nos exames porque eu sou uma criança. Foi legal, mas nada disso realmente me interessa.” disse o jovem ao jornal The Times.

Marko tem a resposta na ponta da língua quando perguntado o que quer ser quando crescer:

“Eu quero ser um cientista da computação e criarei um novo sistema operacional”.

Leia mais aqui:

Peixão

20090115f010gg0 Peixão
w525 Peixão
Adoro comer peixe. Infelizmente, como muito menos peixe do que eu gostaria. Hoje o André mandou a dica desse enorme peixão de 309kg que vai ser servido num jantar comemorativo do ano novo Chinês em Zuhuhai, na província de Guangdong. A iguaria vai custar cerca de 8700 dolares, uma fortuna absurda para o padrão chinês. Quero saber é se o milionário chinês vai conseguir digerir este trambolho.

Fonte

Bons momentos de Le parkour

É inspirador ver estes caras correndo e saltando por aí. Eu sei que o video tá batido, mas sempre vale a pena. Meta a musiquinha do Rocky Balboa no Ipod e mande ver na sua vizinhança. (não esqueça de filmar!)

Sinais de radio podem ser de alienígenas?

cosmosfulldg7 Sinais de radio podem ser de alienígenas?

“Somente em nossa galáxia, a Via Láctea, existem quatrocentos bilhões de estrelas. Se apenas uma em cada um milhão destas estrelas possuir planetas orbitando ao seu redor, se um a cada um milhão destes planetas possuir algum tipo de vida, e se em um a cada um milhão destes mundos existir vida inteligente, deverão então existir literalmente milhões de civilizações no Universo.”

Com estas palavras a personagem Eleanor Arroway, a Ellie, interpretada pela atriz Jodie Foster, inicia um dos filmes de maior sucesso sobre o tema da busca por vida extraterrestre da história de Hollywood. Contato lançado em 1997 e dirigido por Robert Zemeckis, se baseia em fato real e na mais arrojada aventura humana, o projeto SETI.
Surgido inicialmente como um programa governamental norte-americano, passou para a iniciativa privada após anos sem grandes resultados e agora busca parceria nos milhões de humanos aficcionados pelo tema.

O SETI tem um cronograma sério de pesquisa de civilizações extraterrestres, baseado em Ciência pura e, agora, em uma pitada de emoção. Afinal, especular sobre o que seria a maior descoberta da Humanidade não pode ser uma tarefa isenta de emoção, o componente humano que mais chama a atenção dos seres que nos visitam. Uma mensagem vinda de alienígenas é o que se espera como resultado dos esforços, mas o SETI quer chegar até ele com métodos científicos, e usa outros procedimentos para concluir sua pesquisa.
Fonte

Usando vultuosos investimentos em tecnologia e potentes antenas espaciais, os radioastrônomos buscam por algum sinal de inteligência através da amplidão do cosmos. Eu sinceramente nunca imaginei que o Projeto SETI teria algum sucesso, mas reconheço que sua premissa parece lógica. Se uma civilização qualquer evoluir ao ponto de criar equipamentos de radiofrequencia, é possível que estas ondas de radio vaguem pelo cosmos, como as nossas, podendo ser ouvidas em pontos distantes da nossa galáxia e quem sabe até chegando a outras.

Se isso estiver certo, chegará um dia em que encontraremos um sinal coerente, que será testado e verificado diversas vezes até se obter uma comprovação de que o sinal atende todas as prerrogativas de um legítimo sinal de tecnologia alien. E então, enfim, nossa cultura terrestre que se julga Filha única da imensidão infinita do cosmos sofrerá um enorme baque. Será talvez a última das grandes feridas narcísicas do Homem. Espero estar vivo para ver isso acontecer de fato.

Hoje dei uma olhada nos recados e o Marcão tinha me mandado uma interessante notícia:

LONDRES (Reuters) – Um inexplicado sinal de rádio do espaço poderia ser um contato de uma civilização alienígena, disse a revista New Scientist na quinta-feira.

O sinal, que veio de um ponto entre as constelações de Peixes e Áries, foi detectado três vezes por um radiotelescópio em Porto Rico.

A New Scientist disse que o sinal poderia ter sido gerado por um fenômeno astronômico previamente desconhecido ou até mesmo ser uma interferência do próprio telescópio.

Mas a misteriosa irradiação entusiasmou astrônomos em todo o mundo.

“Se eles puderam vê-lo quatro, cinco ou seis vezes, realmente começa a ficar empolgante”, disse Jocelyn Bell Burnell da Universidade de Bath, no oeste da Inglaterra, à revista.

O sinal foi transmitido na principal frequência em que o elemento mais comum do universo, o hidrogênio, absorve e emite energia, e na qual os astrônomos dizem ser o meio mais provável de alienígenas poderem avisar sobre sua presença.

(Por Alistair MacDonald)

Fonte

tinhatgangum1 Sinais de radio podem ser de alienígenas?

Precisamos ter calma. Não vamos nos precipitar dizendo que é sinal de ET. Pode não ser isso. Mas que dá uma animada nas conversas de bar, isso dá!

Life is good

É possível que alguém aí do outro lado tenha sentido a minha falta no fim de semana. Estive viajando. Tudo começou com um email bastante estranho que apareceu na minha caixa, ali, bem no meio da montanha que nunca acaba.

O email dizia que o Mundo Gump havia sido selecionado por ser um dos 18 blogs de grande influência na blogosfera para participar de um evento da LG. Era uma viagem. Eles diziam para levar roupa de banho, protetor solar e repelente. O evento levava a chancela do clube LG Renoir.

Eu falei com a Nivea e ela não acreditou. Normal, a Nivea é bem mais pé no chão do que eu. Ela também não acreditou que o AdSense dava grana. Mesmo eu falando pra ela que havia ligado para o telefone do email e falado com o cara da agência, ela ainda pensava que aquilo poderia ser um sofisticado tipo de seqüestro, talvez engendrado pelos mesmos caras que meteram a porrada no saudoso (ok, nem tão saudoso assim) Gus.

Depois de muito insistir e mostrar pra ela que existia mesmo um celular da LG chamado Renoir, entrar no site da agência e tudo mais, ela aceitou que realmente poderia ser uma ação de marketing.

Para poupar sua paciência – e a minha- vou pular a parte em que descobri muito em cima da hora a viagem para ganhar o traslado de avião para São Paulo, o que me obrigou a ir de ônibus, mas o burro aqui se confundiu e comprou a passagem para 00:30 do dia errado, perdendo uma passagem, que graças a uma estratégia Gumpística de persuasão, consegui remarcar, mesmo depois de já perdida a passagem pela 1001. Também não vou mencionar em muitos detalhes o fato de que na poltrona do meu lado havia um coroa de uns 75 anos com uma loura gatíssima que não devia ter nem 18, aos beijos e amassos. Nas 6 horas que duraram a viagem para São Paulo eles foram para o banheiro transar, (eu acho) duas vezes. É extremamente difícil dormir com uma ninfeta montada num velhote gemendo e fazendo coisas que só vemos nesses filmes do tipo “Perfume de Emanuelle”.

Chegando a São Paulo fui de metrô até o ponto de encontro, a Benjamin Abrahão , uma padaria chique nos Jardins. Lá, durante um ótimo café da manhã eu conheci o pessoal. Era a primeira vez que eu participava de um evento envolvendo blogueiros. Até então, eu não havia comparecido a nada deste tipo, nenhuma ação de marketing, blogcamp, nada. Não por falta de vontade, mas por puro conflito de horários com compromissos pessoais.

Esta é a galera que compareceu ao chamado da agência Sinc. Era pra ser 18, mas duas pessoas tiveram problemas e não puderam ir:

 Life is good

Blog da Joaninha (Lucia Freitas) ; Comunicadores (Guilherme Cury); Digital Drops (Nick Ellis) ; E-code (Eric Messa);Infopod (Johnny Ken); Geek Chic (Veridiana) ; Lalai Reloaded (Lalai) ; Meio Bit (Cardoso) ; Menina Que Joga (Milena Wiek) ;  Querido Leitor (Rosana Hermann); Smelly Cat (Bruna Calheiros) ; Technoblog (Thiago Mobilon);   Tecnocracia (Manoel Netto);  WeRgeeks (Tato); Wordsmith (Jeff Paiva)  e eu.

Logo que deu dez e pouco da manhã, todo mundo já tinha chegado e o papo estava animado. Durante o café da manhã batemos papo sobre várias coisas, tudo ainda era uma surpresa pra nós. Eventualmente acabamos falando sobre malucos e eu contei uma parte do meu episódio com uma maníaca que me perseguiu (já contei aqui?)

Fomos para o ônibus de dois andares, o primeiro que eu vi na vida com wifi. Logo na entrada, ganhamos uma mochila super maneira para notebook com um aparelho de celular dentro.

Quando eu bati o olho no aparelho, percebi que eu realmente havia me dado bem. Era lindo!
Saca só o bichinho:

 Life is good

Na mochila estava a caixa do aparelho com cabos, manual e etc, um boné da LG e uma camisa promocional do filme “O dia em que a terra parou”, além de um bloco de anotações da LG e um mouse pad do filme.

Tão logo entramos no ônibus com destino desconhecido, começamos a fuçar no aparelho frenéticamente. A maior surpresa foi ligar o LG Renoir e dar de cara com o logo do Mundo Gump na tela principal. Isso me impressionou. Era um detalhe daqueles que faz uma grande diferença, denotando uma profunda sensibilidade por parte da galera da Sinc. Eu até dei os parabéns a alguns deles pela sacação.  Cada blogueiro via a marca de seu blog surgir na tela do aparelho.

Iniciamos a viagem e a cada descoberta, nos impressionávamos mais e mais com o aparelho. Eu devo confessar que foi um salto enorme sair do Nokia 6265, que na minha opinião é um ótimo celular, para o LG Renoir. A primeira coisa que eu notei é que não havia teclado numérico. É tudo digital, numa tela enorme sensível ao toque. Veja, isso pode não causar nenhuma surpresa para pessoas muito geeks, acostumadas a iphones e similares, mas eu tenho que reconhecer que fiquei meio impactado com aquela coisinha altamente tecnológica nas mãos. A cada tela, a cada acesso ao wifi do ônibus ou vídeo assistido no aparelho, mais eu ficava boquiaberto com o estado da tecnologia atual. Sem querer, virei o aparelho de lado enquanto o filme em divX rodava e a tela virou sozinha. Foi assim que eu descobri o acelerômetro interno que detecta quando você vira o aparelho.

Outra coisa que me impressionou bastante foi a câmera do celular. Logo que comecei a mexer nela, percebi que o LG Renoir era bem mais que apenas um celular comum com câmera. Aquilo era uma câmera com celular acoplado. Ele tira foto em até 8 megapixel! E a qualidade da lente dele, uma Schneider Kreusach me deixou bem satisfeito. O sistema é todo digital, e ela tem até controle de ISO. A filmagem também é excepcional. Eu nem acreditei quando vi que o aparelho consegue fazer filmagens em dois modos: Acelerado e câmera lenta. Fico imaginando a enorme capacidade de subprocessamento necessária para isso – e num celular!

Além deste aspecto, o flash dele é de xenon de verdade e não esses flashes de led da grande maioria dos celulares por aí. A câmera permite macro, tem foco automático e manual, faz efeitos sobre as fotos e tem controle de balanço do branco, algo muito bom para um celular.

Ele permite também – olha que legal – evitar piscadas e tem um modo específico para bater a foto quando detectar um sorriso. Tem também disparo contínuo de 7 fotos, controles de exposição e filtro de imperfeições (Eu não testei este recurso. Será que ele transforma uma mocréia numa Chalise Teron?). Além do clássico redutor de olhos vermelhos.

O LG Renoir me impressionou mesmo é com o modo panorama. Ele junta três fotos fazendo um tipo de onion skin com parte da foto anterior em tempo real, de modo que você consegue encaixar certinho as três fotos numa só. Tem muita câmera fotográfica por aí que não permite isso. Mas esse celular sim.

Na verdade, o Renoir tem duas câmeras. Uma é a profissa que fica por trás. A outra é uma câmera VGA minúscula que fica na frente do aparelho para você fazer video chamadas.

No modo de edição das fotos tem um monte de papagaiada. Cortar, editar, colocar texto, balãozinho, moldura, tons de sépia… Sabe como é. Tem quem goste disso. Mas tem coisa realmente útil, como ajuste de brilho, saturação, RGB, tonalidades, etc.

A memória dele é de 100mb nativa, podendo expandir com o cartão de memória para até 8Gb!

A bateria dura por aí 250 horas em stand by e mais ou menos 3 horas falando direto. Todo mundo se impressionou muito com a duração da bateria. No meu caso, carreguei a bateria no sábado e estou escrevendo este post na terça feira, e só agora ela está com um tracinho! (estou usando ele direto desde então).

O aparelho vem com um tipo dum chaveirinho que contém uma canetinha telescópica. Mas o touch screen  funciona com a mão numa boa, embora fique com a tela meio engordurada. Ele tem um modo de calibração que compensa entrar e ajustar antes de iniciar o uso do mesmo. Depois de calibrado ficou bem legal e muito preciso. Como não tenho Iphone nem outro gadget touch screen para comparar, eu vou me limitar a dizer que gostei bastante desse aqui.

Outra coisa curiosa que percebi é que o alcance de captação do Wifi dele é enorme. O notebook da primeira dama só pega a wireless aqui de casa. Mas o Renoir conseguiu achar pelo menos 5 redes dos meus vizinhos.

Eu fiquei um tempo observando o acabamento do aparelho. Ele tem tampinhas para os conectores, coisa que eu sempre achei que era um deslize da Nokia no 6265, onde os conectores ficam aparentes, oxidando mais facilmente. As tampinhas dão um aspecto mais bonito ao conjunto. Ele pega rádio, como era de se esperar, mas usa um fone especial pra ele – o que pode ser um problema pro seu bolso caso você perca ou estrague.

O celular da LG também é bem leve. Leva um tempo até você se acostumar com a estrutura de menus e a hierarquia lógica dos processos da interface, mas no fim do dia, eu já estava totalmente à vontade com o Renoir. Ele inclusive, permite o reconhecimento da sua escrita. Bem legal o recurso, acelerando absurdamente a capacidade de escrever textos mais longos no aparelho – O que é algo indispensável para um blogueiro.

O bluetooth dele é rapidaço. Parece até macumba! E além disso ele roda pdf, planilhas, textos do word… O que faz dele uma opção a se considerar para usuários corporativos.

Enquanto nós brincávamos com nossos aparelhos, o ônibus começou a nos levar por uma serra. Oportunidade de tirar algumas fotos:

 Life is good

Estávamos indo para o Guarujá. Lembrei na hora daquele indefectível episódio do Chaves.

Chegamos no Guarujá onde percebemos que as surpresas estavam apenas começando. O pessoal da Sinc escolheu um senhor hotel 5 estrelas para nos hospedar. Era o hotel Sofitel Jequitimar. Se não estou errado, um empreendimento do homem do baú, Senor Abravanel, vulgo Sílvio Santos.

Caras, o hotel é lindo de doer! Fiquei realmente muito bem impressionado com o Sofitel Jequitimar.

 Life is good

Não só pela vista do mar que ele tem (é na beira da praia) como pelo atendimento educadíssimo e cortês (ao ponto de ruptura da lógica) dos funcionários.

Recebemos nossas pulseirinhas rosa-tchutchuca e e fomos conhecer nossas humildes acomodações.

 Life is good

Ok, humildes é modo de dizer. O quarto era show. Tv de LCD na parede, cama tão grande que dava pra fazer filme pornô ali. Cada cama do hotel tem mais de dois metros de largura, e uma camada intermediária preenchida com penas de ganso. Tem noção do que é isso? Você afunda naquela cama e descobre que não é barco, mas também possui linha de flutuação.  Além disso, todos os móveis eram lindos, todos novinhos, pois Sílvio comprou tudo do zero no lançamento do empreendimento, em 2007. No quarto havia até um divã. O banheiro tinha vista para o mar – grande sacação! – onde estava o chuveiro dos sonhos de qualquer um.  Isso sem falar na varanda, com uma vista tão legal que cheguei a me beliscar para saber se não era sonho.

 Life is good

Felizmente não era.

Dali fomos almoçar, e novas surpresas. Alimentação de alto nível. Sílvio sabe das coisas!

Deu pra ver direitinho onde estava cada centavo dos 150 milhões de reais que o grupo Sílvio Santos investiu na construção do hotel, de 40 mil metros de área construída em 77 mil metros quadrados de terreno. Ele fica na praia de Pernambuco.

Eu vou confessar que não sabia se comia, conversava com meus novos amigos, olhava a paisagem deslumbrante da praia ou se mexia no Renoir.

 Life is good

Eu não faço idéia de quem é capaz de pagar nove mil, trezentos e dois reais por uma diária!

Fomos para o quarto após o almoço dar uma relaxada e dali a uns minutos recebi uma mensagem no celular dizendo que minha sessão de SPA estava marcada para 15:30. Ah, não! Tá de sacanagem! SPA?

Isso mesmo, Spa. Tomei um banho olhando a vista do mar, mudei de roupa e parti para o tal Spa, sem saber o que me esperava. Chegando no SPA, fui atendido por uma moça super simpática que me indicou a terapeuta que iria me atender. Fui para sala do spa.

Chegando lá, ela me mandou ficar de bermuda e deitar naquela mesa. Passei por uma excelente sessão de massagem. Descobri finalmente qual é a sensação de ter um dia de princesa, e o que é o melhor: Sem o Netinho!

E não vou negar, fiquei maravilhado, mesmo! Agora eu sei o que vou fazer com parte da grana quando eu ganhar na loteria.

Depois da seção relaxante de massagem, fui para a sala de descanso do Spa encontrar meus amigos.  Fiquei ali tomando um suco refrescante a base de laranja, limão e hortelã. Comigo estavam a Veridiana, a Milena, o Nick Ellis e o Tato. Ficamos ali, falando sobre nossa sorte de participar deste evento, até que o Nick resolveu cair na piscina aquecida. Eu, Veridiana e Milena acabamos correndo pra lá.

 Life is good

A piscina estava super quente. Me senti numa enorme tirrina de sopa. Dali resolvemos ir para a praia ver qual é. A água era super quentinha, e ficamos lá pegando jacaré e nadando. Entre uma onda e outra a gente falava sobre blogs, sobre o Renoir, sobre coisas da vida e até sobre casos gump, como o dia em que eu roubei um cadáver.

Começou a escurecer e voltamos para o hotel, afinal às 19 horas estava prevista outra surpresa. A esta altura eu já estava preparado para qualquer tipo de surpresa sensacional. Encontramos o Cardoso e a Baunilha no caminho e ainda batemos um papo. Voltei para o quarto para tomar um banho e desci para a tal surpresa. A surpresa era um jantar num tipo de bangalô-restaurante fechado só pra nós na beira da piscina.

Ê vidão!

Tomamos umas cervejas, ficamos batendo papo e comemos super bem, com aqueles pratos decorados, culinária sofisticada, sabe? Dali começou a rolar umas carnes super macias, para deleite dos descendentes do “harry” (piada interna do blog para leitores tradicionais).

Embora estivéssemos sendo super bem tratados, os papos variavam pouco. Eu ficava sabendo a cada minuto sobre as repercussões do nosso passeio na blogosfera, e discutíamos as estratégias da LG, o aparelho e a tecnologia disponível no Renoir. Alguns dos convidados eram Geeks profissionais, especializadíssimos nestas coisas tecnológicas e eles davam boas explicações, comentavam e faziam pequenas análises comparativas do Renoir com outros aparelhos, como Iphones e similares.

Esta troca de idéias foi importante pra mim, para poder compreender as vantagens e limitações do Renoir num contexto mais amplo. A verdade é que do mesmo modo que cada carro é criado para atender a um perfil específico de pessoa, o celular segue pela mesma linha. Definir que perfil é este é fundamental para a estratégia de mercado e posicionamento da marca LG.O feedback dos blogueiros ajuda a contextualizar o posicionamento do produto no mercado e – claro – é uma boa divulgação.

A conversa no jantar rendeu grandes histórias e muitas gargalhadas. Nós todos nos divertimos muito ao saber que algumas pessoas ficaram tão cegas de ódio por não estarem incluídas naquele grupo que começaram a acusar os blogueiros convidados de “vendidos”, “panela” e coisa do tipo.

Já era de se esperar que houvesse algo deste naipe, uma vez que da blogosfera pode se esperar tudo, menos conformismo e unânimidade de opiniões. Entretanto, eu acho que sou a maior prova de que o lance não era panela, afinal eu nunca tinha participado de nada. E daqueles 16 ali eu conhecia – de msn – apenas um.

Além disso, em nenhum momento eu vi alguém nem da Sinc nem da LG sugerir qualquer tipo de comentário. Eles estavam super abertos à críticas e até incentivaram isso, pedindo que nós déssemos um feedback pra eles do que gostamos, do que não gostamos e tal. Todas as idéias eram muito bem recebidas e nós demos várias.

Estava no fim do jantar e recebemos convites para o show que estava rolando bem do lado do hotel (Sílvio é tão genial que ele instalou um shopping anexo ao hotel – ótima sacação, pois esta parte do estado de SP é famoso por seu alto índice pluviométrico).

O show era do Jota Quest. Fomos pra lá, mas chegamos meio que no finalzinho, já que o show era bem “família” começando às oito da noite. Mas isso foi legal para testarmos os celulares e suas respectivas câmeras em condições críticas de luz.

 Life is good

Como dá pra ver por algumas dessas fotos (todas feitas com ele) o LG Renoir responde super-ultra bem em condições de pouca luz. Ele é especialmente bom para jornalistas que querem fotografar com qualidade e não podem entrar em certos locais com câmeras tradicionais.

O celular filma bem de noite e tem uma opção de anulação de ruídos. Segundo os caras da LG explicaram pra nós, o celular faz uma varredura no audio e corta os pontos altos e baixos do histograma sonoro. Com isso ele elimina boa parte do ruído. Este recurso foi super bom para o show.

Pra você ter uma idéia do que é este celular, ele oferece além da câmera mais sinistra que eu já vi num celular,  MP3, WMA, GPS assistido, GSM, 3G HSDPA, Wi-Fi, Bluetooth, vídeos nos formatos  DivX e Xvid, com direito a DOLBY! -O LG Renoir é o primeiro celular do mundo a usar a tecnologia Dolby (aquela de cinema).

Voltamos do show e ficamos de papo do lado de fora do lobby, com vista para a piscina, que mudava de cor o tempo todo, graças a um esquema de leds.

Contamos casos, rimos muito. Mas eu estava pregado, a viagem com a “Emanuelle e o velhote” havia sido meio cansativa, até pelo fato de que eu estava meio ansioso para saber das surpresas.

Fui dormir e pra dizer a verdade, eu não dormi.

Eu desmaiei.

Acordei meio em cima da hora para o café, e tomei um daqueles banhos inesquecíveis com vista para a ilha. Cheguei no café e tomei outro susto. O que você puder imaginar de comida de café da manhã tinha lá. Muito bom. Tomei café com o Cardoso e a galera da LG e Sinc.

Dali fizemos o check-out no hotel e rumamos para o ônibus para a próxima aventura.

O ônibus nos levou para uma marina do Guarujá onde embarcamos em duas lanchas super legais. (Iguais aquelas que eu ficava olhando com o supra-sumo da inveja quando ia a para a região dos lagos)

 Life is good

Entramos na lancha e logo de cara rolou um champanhezinho sensacional. Havia de tudo ali. Frutas, frios, etc.

A lancha pegou uma bela velô, e eu subi para a parte de cima para filmar a paisagem. Na proa estava a Lu e o Nick. A lancha saltou algumas ondas e o boné e camisa do Nick saíram voando.

Finalmente chegamos a um tipo de praia com uma pedra coberta com vegetação nativa da Mata Atlântica. Bem bonito. As lanchas foram amarradas juntas e ficamos ali, curtindo um forte mormaço e bebendo, batendo papo, brincando e comendo casquinhas de siri. Hahaha eu e a Milena demos o maior prejú nas casquinhas de siri. Depois veio coquetel de camarão, arroz com bacalhau ao molho branco, cerveja, pró seco, musse de chocolate e por aí vai.

Um vidão do caramba. E a gente só filmando, tirando foto e a galera twittando geral tudo que acontecia no passeio.

A tarde raiou e nós voltamos para a marina, onde nos despedimos da galera da LG, embarcamos no ônibus e voltamos para São Paulo, para o ponto de extração.

Ali fizemos algumas fotos comemorativas do passeio (aquela lá em cima) e fomos embora.

Eu achei sensacional esta ação e estou absolutamente grato à LG e a Sinc por terem me convidado para fazer parte disso. Eles foram super organizados e profissionais. Eu adorei o Renoir, constatei que ele é bem mais poderoso que meu antigo aparelho. Pretendo usar o Renoir agora e acredito que o mesmo será um sucesso.

Tudo que posso dizer do fim de semana patrocinado pela LG é que ela tem o marketing mais coerente com o nome de marca que eu já vi: LG – Life is Good.

O pedinte e o velho rico

churrascosteakssizedar6 O pedinte e o velho rico

Seu Raul era um homem pobre. Ele vagava pela cidade, consertando portas, arrumando telhados e cuidando de jardins em troca de pratos de comida. Vez ou outra, alguma boa alma lhe dava umas roupas, uns mantimentos. E assim ele seguia a vida. Era andarilho. Não tinha casa nem ponto fixo.

Um dia, seu Raul vinha passando por uma rua muito chique. Era cheia de árvores dos dois lados, e as casas eram muito bonitas. Verdadeiras mansões. Já era passado do meio dia, quando Raul notou que seu estômago roncava forte.

Foi quando ele viu, que estava em frente a uma casa com portão de grade, onde no quintal, um homem fazia um churrasco.

A boca de Raul encheu-se de água olhando aquela linda picanha brilhando ao sol. A fumaça cheirosa proveniente das gotas de gordura que pingavam das linguiças subia ano ar, inundando todo o ambiente com o delicioso cheirinho do churrasco.

-Bom dia. -Disse ele para o homem que fazia o churrasco.

-Não tem comida não. -Respondeu o velhaco, sem lhe olhar na cara.

-Tudo bem, não tem problema. Eu tenho um pão velho aqui.

-Então coma seu pão, que eu como a minha carne.-Respondeu o velhaco.

O velhaco era o Doutor Capinã. Um velho rico, famoso por sua avareza na cidade. Ele era dono de mais da metade da cidade. Vivia de imóveis de aluguéis e salas comerciais. Sempre com carrão do ano, sempre usando as melhores roupas, mas não dava esmola, não ajudava ninguém.

Seu Raul sentou-se em frente ao portão da mansão do velhaco e sacou de sua sacola um pacote de papel cor de rosa. Daquele embrulho tirou um pão. Era um pão francês já duro.

O velhaco comia pedaços de carne enquanto via Raul tentar quebrar o pedaço do pão, duro como uma pedra.

Então Raul teve uma idéia.

-Doutor Capinã?

-Fala.

-Não tenho cara de lhe pedir um pedaço da sua fabulosa carne de churrasco, mas será que o senhor permitiria que eu colocasse o meu pão aí perto da sua carne, de modo que a fumaça da carne entranhasse no pão e ele ficasse pelo menos com um gostinho mais perto do dela? -Perguntou ele.

Qualquer pessoa ficaria compadecida com tamanho gesto de humildade, e daria um prato de carnes para o pobre homem, mas aquele não era um sujeito comum. Era Doutor Capinã.

-Olha, eu ia dizer que não, mas o senhor sabe. Parte-me o coração comer meu churrasco e te ver comendo só este pão duro e seco. Então, pode me passar o pão que eu coloco ele aqui na fumacinha pro senhor.

O golpe havia saído pela culatra. O sujeito era tão safado que aceitou colocar o pão duro do seu Raul na fumaça do churrasco dele.

Raul passou com todo o cuidado o pão pela grade do jardim. O Velhaco colocou o pão num espeto e pendurou-o sobre a churrasqueira.

Enquanto o pão ia pegando a fumacinha do churrascão de picanhas e linguiças, os dois homens, cada qual em seu lado do gradil batiam papo.

Era uma conversa estranha. Seu Raul era um homem simpático, conversado. Contou a vida para o velhaco, que era um sujeito na maioria das vezes quieto, sem amigos.

Raul contou da fazenda que possuía, das mulheres que teve e dos filhos que viu morrer.

Quase uma hora depois, quando a fome chegou em seu clímax e não dava mais para aguentar, seu Raul pediu o pão de volta.

-Ah, sim. O pão. -Disse O Doutor Capinã.

-Pois é. Acho que já deve estar com o gostinho da carne. POde passar ele pra mim?

-Claro… São dois reais! -Disse o velhaco.

-Dois reais? -Perguntou Raul.-Como assim? O pão é meu!

-É seu, mas a fumaça é minha. Eu deixei o senhor desfrutar da fumaça do meu churrasco, que acrescentou valor ao seu pão. Por isso eu exijo pagamento. Senão, não tem pão.

Aquilo era o cúmulo da filhadaputice humana. Cobrar por deixar o pão do pedinte na fumaça do chgurrasco, que ele preemptóriamente se negou a compartilhar com o homem.

-Não é justo! -Gritou seu Raul.

-É justo. Justíssimo! -Devolveu o velhaco Capinã.

A contenda tornou-se séria e cada vez mais os dois homens se exaltavam, cada qual em seu lado da grade. Os vizinhos saíram as ruas para tomar conhecimento do embróglio.

Mais e mais pessoas iam se aglomerando. Umas ao lado de Capinã. Outras ao lado de Raul. O impasse começou a tomar ares de confusão. Manel, o dono da quitanda fez sinal para o menino correr para chamar uma autoridade, ou aquilo poderia acabar em morte.

Dali a uns minutos, surgiu Tibúrcio, o juiz. O povo abriu caminho e o velho Tibúrcio, um homem velho e muito inteligente se aproximou.

O povo em silêncio ouvia.

-O que está acontecendo aqui? -Perguntou o velho juiz.

-É que ele não quer me dar o meu pão. -Disse apressado seu Raul.

-Como é? -Perguntou o Juiz.

-A coisa é o seguinte, doutor Tibúrcio. O seu Raul apareceu aqui na grade da minha propriedade pedindo um pedaço de carne. A carne que eu comprei com o meu dinheiro. Portanto, minha carne. Como ela é minha, é meu direito decidir se a como, se a dou ou se jogo fora. Certo?

-Certíssimo. -Respondeu o Juiz.  O povo que estava a favor de Capinã aplaudiu ruidosamente, sob vaias dos que estavam a favor do velho pedinte.

-Pois bem. Eu neguei a ele um pedaço de carne. Então ele me propôs colocar o pão dele sobre a fumaça da minha carne, de modo que o pão dele pegasse uma fumacinha proveniente da minha carne e ficasse com um sabor melhor. Assim eu prestosamente concordei.

-Certo. Continue.

-Pois quando ele achou que estava bom, me pediu o pão. Eu disse a ele que o serviço que eu havia prestado a ele custaria dois reais, afinal o pão dele estava com gosto de guardado, e colocando sobre a fumaça do meu churrasco, ficou com um sabor melhor. Dois reais foi pela prestação do serviço de melhorar o sabor do pão do seu Raul. Que se nega a pagar.

-Hum…Entendi -Disse o Juiz coçando o queixo.  O povo em silêncio. Todos aguardavam a opinião abalizada da autoridade.

Os dois homens, cada qual e um ponto da pirâmide social, esperavam saber para o lado de quem a justiça inclinaria sua balança.

O juiz pensou por dois minutos. E em seguida respondeu.

-O doutor Capinã está certo. – O povo explodiu em uma confusão de aplausos, assovios, vaias e gritos.  Mas o juiz levantou a mão em sinal que ainda não acabara de proferir sua sábia sentença e a multidão de súbito se calou. E então, Tibúrcio continuou. Virou-se para o seu Raul e disse:

-Seu Raul, o senhor tem os dois reais aí?

-Tenho sim senhor. Ganhei na porta da igreja. Tá aqui. -Disse o pobre homem estendendo uma velha meia com duas moedinhas dentro.

-Doutor Capinã, se aproxime da grade para receber o pagamento, faz favor. -Disse o Juiz em tom sóbrio.

-Agora pode devolver o pão. -Disse o Juiz, o que prontamente o velhaco fez. O pão foi entregue ao seu Raul. O velhaco mais que depressa estendeu a mão. O juiz levantou a meia com as duas moedinhas.

-Doutor Capinã, o senhor está vendo o dinheiro?

-Estou sim senhor. -Disse o velhaco, ávido pelas moedas. O juiz então sacudiu a meia, de modo que as moedas se batiam, fazendo o barulhinho do dinheiro.

-Doutor Capinã, o senhor está ouvindo?

-Estou sim senhor. -Disse o velhaco, já meio impaciente.

-Então está pago. Se o senhor cobrou pelo cheiro, pode receber pelo barulho. -Disse o juiz, devolvendo os dois reais do Seu Raul. O povo aplaudiu em êxtase.

Doutor Capinã voltou para sua casa puto da vida e nunca mais saiu de lá.

FIM

Page 1 of 3123»