Blog-obrigado-Day 2008

Eu queria agradecer aos meus amigos dos blogs AcidPixel, Rodrigstoledo.com e nadador da internet por terem me agraciado com suas indicações pelo Blog Day 2008. Mais uma vez eu comi mosca. Eu até ia me cadastrar mas os últimos dias foram trash. Sexta foi um dia estressantemente incomum na minha vida por motivos profissionais.  Ontem …

Leia maisBlog-obrigado-Day 2008

Um baixo com apenas duas cordas

Olha que viagem este baixo que usa apenas duas cordas. Muito louco. A sua forma é completamente estranha, parecendo mais um pedaço de pau achado no lixo do que um instrumento musical. Pode até ser bom o som dessa coisa, mas bonito não é. Fonte

O despachante da morte – parte 3

Gil apenas ouvia a morte falando na sua cabeça. Enquanto os homens desciam o caixão, e as tias velhas choravam copiosamente abraçadas, Gil ouvia e balançava sua cabeça afirmativamente. Tal qual uma vaquinha de presépio.
-Vamos lá, Gil. O serviço é agora. A encomenda precisa ser entregue.
Gil virou-se e saiu à francesa.
Caminhava a passos largos na direção da rua. O cemitério era extremamente silencioso e os passos dele ecoavam. Gil ouvia o som do vento. E gradualmente, à medida em que se aproximada da rua, os sons dos carros e buzinas começaram a surgir. O único som que ficava permanente era aquele chiado em seu ouvido.
-Vá até a próxima esquina e alugue um carro. -Disse a morte.
Gil obedeceu. Atravessou a rua e caminhou até a locadora. Ali alugou um carrinho popular.
Mal entrou no carro, ele disse:
-E agora?
-Dirija.
-Pra onde?
-Para São Paulo.
-Porra. Tem noção da distância de São Paulo?
-Cale a boca. Eu sei o que eu estou fazendo. Você vai pra São Paulo. Agora.

Gil ficou puto, mas obedeceu. O carro estava com o tanque cheio. Gil pegou a estrada e acelerou na direção da metrópole.
Enquanto dirigia, gil ligou o radio. Estava tocando uma musica sertaneja chata.
Os caminhões passavam rente a ele. Gil não era muito de dirigir. Ele tinha um fusca, mas vendeu para pagar o velório da mãe. Morrer custa caro.
Algumas horas de estrada e já era alta madrugada. Enquanto dirigia, Gil pensava uma boa desculpa para faltar ao trabalho na mesma semana em que havia chegado tarde. As pessoas acabariam desconfiando que havia algo errado, afinal ele era o mais pontual de todos.
Parou num posto e encheu o tanque novamente no cartão de crédito. Quando se deu conta do preço, ficou horrorizado. Teve vontade de sacar o revólver e pegar seu dinheiro de volta.
Retomou a estrada mais pobre e dirigiu por toda a madrugada até que os raios do dia começaram a surgir no céu, tingindo-o de cores entre o cor de rosa e o lilás.
Gil parou num posto para tomar café. Pediu um expresso e um misto quente.
Ao seu lado só os caminhoneiros.
Ele mastigava o misto quando o chiado retornou.
-Bom dia. -Disse a morte. Pelo tom de voz, Gil notou que a morte estava de bom humor.
-Bom dia. -respondeu ele.
A moça do café olhou pra ele e disse:
-Bom dia.
Gil sorriu achando graça da situação. A morte pareceu rir também.

Leia maisO despachante da morte – parte 3

O despachante da morte – parte 2

Gil não podia acreditar no que aquela voz dentro da cabeça dele falava.

Outro serviço? Como assim? Já não bastava uma morte? Uma encomenda?

Mas a voz continuou com seu tom elétrico monocórdio, quase que como uma interferência ou linha cruzada de telefone:

-Anota aí. O novo endereço é um shopping. Fica na Vila Marina. Sabe aquele shopping novo? Chama-se Maison Pallace. Você vai até este shopping, ainda hoje. Assim que acabar o expediente. Chegando lá eu te digo o que fazer. Até lá.

A morte pareceu desligar. O ruído no ouvido dele diminuiu. Gil bebeu o café já frio em sua mão e fez uma cara de nojo. Ele detestava café frio.

Voltou para sua baia como se nada tivesse acontecido. Tornou a verificar os documentos e carimbá-los para expedição. Um ruído lhe chamou a atenção. As pessoas do seu departamento faziam a tradicional entrega de presentes. O amigo oculto. Gil se aproximou e apenas observou, como fazia todos os anos. Desde sempre que ele nunca era convidado para participar do amigo oculto. Talvez por ele ser oculto em sua existência triste. Talvez por ele não ter amigos. Ele via as pessoas felizes se abraçando. Eram presentes simples. Canetas, agendas, cds, perfumes. As pessoas em total congraçamento.

Luciana chegou com o presente para Cláudio. Ele abre o presente da menina. Os dois se abraçam. Gil nota que o abraço dos dois demora mais que o normal. Nota que Cláudio dá um beijo discreto no pescoço de Luciana.

Leia maisO despachante da morte – parte 2

O despachante da morte – parte 1

Ele chamava Gilberto, mas todo mundo só chamava aquele cara de Gil. Gil tinha 47 anos e trabalhava numa repartição anexa ao tribunal de contas. Seu trabalho era conferir seis assinaturas por contrato, verificar cada página em busca de erros e por fim, desferir seis carimbadas diferentes e encaminhar para o setor seguinte, o do Carvalho, que então preparará os contratos para o setor de arquivamento.

Era isso e nada mais. Por 23 anos, 48 dias e 18 horas ele apenas verificou, corrigiu, carimbou e encaminhou.

Gil tinha o que nós todos consideraríamos uma vida meio medíocre. Ele viveu com a mãe dele, uma velha doente até que ela morreu caindo no chuveiro e acertando a cabeça no vaso sanitário. Desde então, ele passou a ser sozinho naquela casa velha e escura. Suas namoradas eram as mulheres das paginas centrais de revistas masculinas e seu passatempo era ler. Ele gostava especialmente de ler sobre fungos e esporos raros. E seu divertimento de final de semana se resumia a um interessante passatempo: O radioamadorismo.

Entretanto, Gil não falava no radio. Apenas ouvia. Ele passava horas e horas sintonizando e varrendo as faixas em  busca de conversas.

Eventualmente, ele saía de sua baia e caminhava pelo corredor que fedia a cigarro. No caminho até a cafeteira no fim do corredor, ele ia olhando aqueles cartazes feios colados nas paredes. Aqueles pedaços de fitas adesivas amareladas com bolinhas de poeiras ecrostadas ao longo de anos, aquela velha lixeira encardida que testemunhou tantos e tantos funcionários públicos passando ali desde a era Vargas.

Ao chegar na cafeteira viu que o Carvalho e o Sérgio Bastos do segundo andar discutiam futebol. Gil se aproximou em silêncio e ficou ali, com aquela cara sorridente, balançando a cabeça em sinal positivo, doido para ser enturmado no assunto. Mas ninguém lhe dava a menor pelota. Gilberto não sabia, mas seu apelido na repartição era “homem adstringente”, porque bastava ele chegar, os grupinhos se dissolviam imediatamente e cada um voltava a sua monótona rotina de torturas aos quais alguém muito cínico, deu o nome de trabalho.

Sem amigos, sem colegas e sem parentes conhecidos, Gil terminava seu dia sempre da mesma forma. Tomava um café na cafeteria do outro lado da rua. Pegava os trocados e caminhava a passos lentos para o ponto do ônibus, onde esperava por vários minutos até vir um mais vazio que o levasse para casa.

Gil era tão solitário que um dia teve a sensação que não se lembrava a última vez que havia falado com alguém. Suas únicas palavras trocadas em muitos dias eram com o “Seu Mineiro”, um paraíba que lhe atendia na cafeteria. Mas há muito, Seu Mineiro sabia de cor e salteado o que Gil iria pedir e tão logo avistava a figura baixa com o guarda-chuva sob o braço se encaminhando pra lá, já se adiantava, providenciava o expresso de sempre.  Gil era ignorado até mesmo pelo cara do cafezinho.

Gil tinha um segredo.

Leia maisO despachante da morte – parte 1

Programa legal para manipular videos

Interessante este programa que é um tocador de video mas que permite manipular os videos de modo totalmente interativo. O software se chama Dimp e é Grátis. Deve ser bom para explicar e ensinar usando videos. Para baixar o programa de manipular videos, entre aqui Dica do Felipe Quevedo

O maior nariz do mundo

O maior nariz do mundo não é o de Luciano Huck. O maior nasal que se conhece em toda a história da raça humana é o de um cara chamado Thomas Wedders, que viveu em Yorkshire no século 18. O maluco tinha, acredite se puder, nada menos que 19 cm de napa! Olha na régua …

Leia maisO maior nariz do mundo

Tubarão baleia albino

Veja que coisa incrível este tubarão baleia fotografado na costa de Galápagos. O mais incrível disso é que ele é quase totalmente branco mesmo. O tubarão é albino. Raríssimo. Medindo mais de 10m de comprimento e pesando perto de 40 toneladas o animal descomunal nada calmamente comendo seu plâncton diário. Fonte