Archive - julho, 2008

Diamante aéreo feito com 100 paraquedistas

Este incrível diamante aéreo feito com 100 paraquedistas tem 60X60 metros, equivalendo a dimensão de um avião 747.

100skydiversdiamondsj5 Diamante aéreo feito com 100 paraquedistas

A façanha incrível foi obtida nos céus de Lake Wales, Florida. Conseguir fazer isso é algo extremamente arriscado e difícil, pois cada paraquedista tem que enrolar seus pés nas cordas dos para quedas abaixo. Um trabalho de exaustivo planejamento, precisão, técnica e o mais importante: coragem. A formação com 100 paraquedistas quebrou o recorde anterior de 2005 que era com 85 corajosos. Para formar esta figura nos céus, foram necessários 5 aviões lotados de gente. Dois minutos após saltarem de 4572 metros, os paraquedistas rompem a formação e preparam-se para atingir a altitude de espalhamento.

56% da equipa eram da América do Norte, os outros 44% eram provenientes de países do mundo todo – Noruega, Suécia, Bélgica, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Brasil, Egito, Argentina e Canadá.

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Biblioteca Gump: Character Design from Life Drawing

Aqui está a Biblioteca Gump de volta com mais um livro de ilustração, Bem legal. Lembre-se: Gostou, compre.

screenshot070lw2 Biblioteca Gump:  Character Design from Life Drawing

Mike Mattesi Force: Character Design from Life Drawing
Focal Press | 2008-05-16 | ISBN: 0240809939 | 256 pages | PDF | 24,2 Mb
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15 Pratos estranhos do Mc Donald´s

“Dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, num pão com gergelim.”

Lembra dessa musiquinha? Pois é. Pra muita gente, Mc Donald´s é sinônimo de uma coisa só: Big Mac! Mas o fato é que a rede de fastfood mais famosa do mundo,  e que tem o mais freak personagem como garoto-propaganda, oferece cardápios bem diferentes dos clássicos hamburgueres de sempre. Eu mesmo já tomei sopa num Mc Donalds dos EUA (e a sopa era boa pra danar). Vamos ver o que o restaurante do Bizarro palhaço Ronald tem pra nos revelar:

BIG Mac na índia não tem carne.

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O clássico sanduichão com dois hamburgueres, que fez a fama da rede não existe na Índia. Isso porque lá a vaca é sagrada e praticamente ninguém vai comer carne bovina. Por isso, o sanduba lá é vegetariano, chamado McAloo Tikki. Mas para os que comem carne, existem sandubas com bife de cabra e frango, bem apimentados.

Mc Laks

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Trata-se de um prato do McDonalds na noruega. Saca só o naco de salmão grelhado com ervas finas. Isso sim que é mc fish de qualidade!

Mc Cerveja?

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Na Alemanha, o Mc Donalds vende cerveja!

No Canadá os caras servem a McLagosta! Acredite, amiguinho, lagosta no McDonalds!

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Hamburguer de camarão? Pois é. No japão o Mc Donalds é bem diferente.

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Eles tem hamburguer de camarão, além de um outro com purê de batata, couve e molho katsu, tudo em um sanduíche. Sem falar no milkshake de chá verde e nos nuggets de camarão.

No chile, o sanduíche nao tem catchup e sim pasta de abacate.

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Feijão com arroz?

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Não, não é no Brasil, e sim na Costa Rica. Eles vendem um bolinho chamado Gallo Pinto, que é feito com arroz e feijão.

Na Grécia existe o Greek mac, um sanduba feito com frango no pão sírio

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Hamburguer no arroz

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Em Hong Kong, os caras amam arroz e por isso o Mc Donalds oferece um sanduíche feito em duas placas de arroz “unidos venceremos” no lugar do pão.

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Em Israel existem 3 Mc Donalds Kosher, e nestes estabelecimentos a comida não é a classica de sanduíches comuns. Eles proíbem uma série de sanduíches (quase todos) porque eles contém queijo e carne e a lei judaica condena comer carne com derivados de leite. Por isso eles tem um sanduba chamado McShawarma, que consiste de carne envolvida no pão sírio, e sem queijo.

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No Uruguai eles tem o Mc Huevo, um sanduíche comum mas com cobertura de ovo cozido

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Na ìndia eles servem uma coisa chamada Pizza McPuff, que é uma espécie de pizza recheada com vegetais e molho de pizza.

Mc Arabia – Servem no oriente médio. Esta foto foi feita no Egito. Pão sírio, com hamburger feito de kafta e uns molho doido. Embora na caixa venha escrito chicken, quem comeu disse que é carne de boi mesmo.

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Em Paris eles tem um tipo de champanhe para crianças, chamado Champomy, que é um refrigerante feito de maçã engarrafado num recipiente igualzinho uma garrafa de champanhe de verdade. Um amigo meu me disse que uma vez serviram champanhe verdadeiro no Mc Donalds, mas eu não me lembro qual era o país. Talvez seja mesmo na França, já que lá até criança bebe este treco.

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Sopas – Como eu já disse, O Mc donalds de lugares frios como nos EUa e outros países na Europa estão oferecendo sopas.

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Nos mc Dnalds orientais eles vendem também Mc Noodles que são versões de macarrão oriental tipo miojo, numa espécie de caldo aguado.

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No Mc donalds alemão existe um sanduba chamado Hüttengaudi que é quase todo de queijo.Nessa linha eles tem dois tipos o Big Cheese e o Big Rösti.

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E para terminar este post, uma curiosidade no mínimo bizarra:

Mc Maconha!

Muitas pessoas estudam as batatas fritas do Mc Donalds em busca do segredo de seu sucesso. Alguns alegam que são batatas transgênicas, mas a verdade é que o segredo das batatas fritas do Mc donald´s não está nas batatas.  Está no óleo.

Walt Riker, porta-voz da McDonald’s, em uma entrevista ao New York Times em 20 de maio de 2001disse: “A McDonald’s adiciona sabor de carne às fritas antes de elas serem congeladas instantaneamente e cumpre as regras da FDA(órgão do governo americano que regulamenta o setor de alimentos) ao dizer que elas incluem ingredientes naturais”.  Mas que tipo de ingrediente natural o McDonald’s adiciona ao óleo?

Eles se negam a divulgar. ISso levantou sérias suspeitas de que o produto 100% natural que vem de uma planta, dissolve-se facilmente em gordura, realça o sabor dos alimentos, desperta o apetite até em pacientes terminais de câncer e faz tudo parecer alegre, bonito, feliz e colorido é Tetra-hidro-canabinol. Também conhecida popularmente como “maconhão”.
De acordo com os estudos do Dr. Omar Khayyam Ravenhurst, bioquímico e professor da Universidade Estadual da Pensilvânia é possível afirmar com toda certeza que desde a década de 70 o McDonald’s vem adicionando um extrato natural de maconha em toda a gordura que é utilizada em seus alimentos, desde a gordura usada nos sorvetes, passando pela gordura usada na fabricação do pão até o óleo usado para fritar hambúrgueres e batatas.

Segundo o Dr. Ravenhurst: “A maconha faz com que o rinencéfalo, a área do cérebro responsável pela percepção do cheiro e do gosto dos alimentos fique superestimulada. Mais do que isso, a maconha aumenta o apetite em pelo menos 3 vezes. É por isso que quando você come no McDonald’s mesmo que você tome quase um litro de coca-cola, coma um pacote inteiro de batatas e um sanduíche você nunca parece estar satisfeito”.

Pessoalmente, eu não creio muito que o Mc Donalds use extrato de maconha na gordura, mas quem sou eu para contestar um Dr. Bioquímico da Universidade da Pensilvânia, né?

EDITADO: Não apareceu nenhuma evidência comprovável de que o ta Dr. Omar exista. Além disso, se o Mc Donalds comprasse maconha em quantidade para usar no óleo, ele afetaria o mercado mundial de entorpecentes de maneira brutal.  O preço da maconha dispararia e seria impossível esconder este volume de negócios para uma empresa tão odiada como o Mc Donalds.  Então, é provável que isso seja apenas mais um hoax da rede. Entretanto, eu achei referências num artigo de Biologia sobre este tal Omar Khayyam Ravenhust aqui: http://biosphere.biologydaily.com/biology/Discordianism

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O maior churrasco do mundo

O maior churrasco do mundo (não em quantidade mas em comprimento) é este inacreditável churrascão de lingüiças feito na Russia. São mais de 102 metros de churrasqueira, brasas e salsichas. O recorde foi obtido em Novyi Bereg Yachting Club, em Moscou.

335ftlongbarbecueyc1 O maior churrasco do mundo

Faltou só uma picanha maturada ali e umas asinhas de frango, hehehe. Achei meio caidaço este churrasco de salsichas ou lingüiças.

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O misterioso homem enciclopédico surge na Gávea

Quem me mandou esta história bizarra foi a Denise. A Iara, amiga da Deni mandou pra ela o relato bem curioso sobre um homem estranho e seu feito extraordinário. Vamos ver:

Cara, eu tô pra mandar esse email há o maior tempão. eu tirei umas fotos com celulares das pessoas aqui do trabalho e só consegui essas ruins por enquanto. mas servem pra ilustrar a história (não utilizo estória com “e”, pra mim já pode ser abolida ¬¬)

Mas enfim. tem uma obra mega aqui na Gávea, onde era aquela padaria xexelenta da marquês de são vicente. aí colocaram um tapume, daqueles toscos de madeira. há umas duas semanas, voltando do almoço com umas meninas daqui, umas 2 da tarde, a gente passou por um cara mais senhor, meio maltrapilho, de chinelo de dedo, com um saquinho de plástico embaixo do braço. mas não era mendigo, estava mais “limpo” pra tal e não era da Gávea, porque já conheço todos os mendigos/as daqui ¬¬
bom, esse cara estava escrevendo nesse tapume da obra. Quando passamos, ele tinha escrito mais ou menos a metade de um painel apenas. ok…achei estranho, mas pensei que devia ser um evangélico, escrevendo a palavra do senhor (zzzzzzzzzz)
até aí, esquecemos do cara e seguimos com o dia. Mas lá para umas 8 da noite, eu estava no supermercado, a Bruna (uma das meninas que estavam comigo) me manda uma mensagem no celular, falando que tinha acabado de passar pelo tapume e o cara AINDA estava escrevendo!!!
ok. fiquei bolada. no dia seguinte, eu passei pela Marquês de novo e o tapume estava TODO escrito! e tipo, eram uns sei lá, 8m de tapume. Fui parar pra ler, claro. E não era a palavra de deus, ou era, porque tinha de tudo ali escrito. várias capitais do mundo e do brasil, números, muitos números em tudo q é contexto, número da população de vários países, pessoas que foram a copas mundiais. fatos históricos, com seus respectivos anos. Enfim, tudo do mais aleatório e variado. tipo, genial. o cara era o Dustin Hoffman – Rain Man personificado na Gávea.
os dias foram passando, e colaram uns cartazes de shows por cima e tal (foi quando consegui tirar foto). E depois de uma semana tiraram o tapume xexelento e colocaram um fechamento todo schening com marca da construtora e tal. sem graça. mas consegui registrar uma parte da bela (?) obra dessa pessoa inexplicável.

As fotos:

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Pois é. Tá aí uma das coisas bem estranhas que acontecem no universo urbano.

Olhando bem para as escrituras do homem enciclopédico existem alguns elementos que sugerem que ele não estava copiando deliberadamente um livro. Por exemplo, na última foto ele escrevia “Amilcar Cabral foi o lider um lider africano”

Note que ele tachou o termo “o lider” e substituiu por “um lider”. Este erro dificilmente ocorreria se ele estivesse apenas copiando alguma enciclopédia. Substituir “O lider” por “um lider” pressupõe algum tipo de reflexão sobre a natureza da política de liderança aplicado na África. Outro fato intrigante é que livros, enciclopédias e almanaques históricos em geral tabulam os conteúdos agrupando-os por períodos históricos que correm em ordem definida. Mas nas escrituras do misterioso homem enciclopédico, ele coloca aleatóriamente datas, eventos e locais. Na última foto, vemos que em 1890 foi fundado um estado, em 1885 foi fundado outro estado cujo nome sai da foto, em 1848 foi fundado outro estado sem nome, e em 1799 (o numero não aparece na foto mas isso eu sei pelas aulas de história) tem relação com a revolução francesa. 1799 é a data do golpe do 18 de brumário. vide Nesta fase há uma ordem cronológica de fatos históricos invertida, mas a data que segue escrita no tapume quebra isso, indo parar em 1973.

Nas fotos numero 4 e 5 podemos ver que ele escreve com uma letrinha minúscula. Mas é um fato inegável que dificilmente alguém saberia dados de cabeça como por exemplo, as dimensões de Brasília: 8511499km2. Então, ele estava copiando isso de algum lugar, mas de onde? E por que escrever em tapumes?

Existem mendigos e moradores de rua (que são coisas bem diferentes) geniais. Vamos lembrar por exemplo do Gentileza…

José Datrino, como era o nome dele é conhecido apenas como Profeta Gentileza. Ele que viveu no campo amançando burros na juventude, tornou-se um andarilho urbano, com uma túnica impecavelmente branca e barba comprida. Parecia uma figura bíblica. Andou por todo o Rio de Janeiro e se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”.

Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos doze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, na qual acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espirituais.
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano”, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “Profeta Gentileza”.

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Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho.

“Ele era tido como louco. Mesmo sofrendo dificuldades, ele persistiu muito em afirmar o que pensava. As pessoas com mais idade o tem como uma referência muito forte e ao longo dos anos ele foi se tornando um verdadeiro patrimônio afetivo da cidade”, conta Leonardo Guelman, que escreveu uma tese e dois livros sobre o profeta.

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Aos que o chamavam de louco, ele respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização.

Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.
Eu conheci o Gentileza pessoalmente, num dia em que estava matando aula e resolvi passear de barca. Encontrei a figura segurando uma rosa na praça XV e trocamos algumas palavras. Infelizmente, não lembro o que ele falou comigo, porque ele falava difícil de compreender. Meio em parábolas. Todos os dias, eu vejo os escritos dele e tento ler quando vou para o trabalho.

Em 29 de maio de 1996, aos 89 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no “Cemitério Saudades”.

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Mas não é só no Rio que existem figuras tão peculiares nas ruas.

Por exemplo, você sabia que em São Paulo, um morador de rua chamado Raimundo Arruda Sobrinho, conhece a obra de grandes escritores como Machado de Assis, Camões e Paulo Prado, escreve pequenos livretos sobre psiquiatria, política, tecnologia; e exibe uma lúcida consciência sobre sua condição de marginalizado?

Acredite se quiser, este cara aqui:

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Em plena avenida Pedroso de Moraes. No meio do canteiro central. È onde ele “reside”.  Não tem como não reconhecê-lo. Trata-se de um homem vestido com roupas encardidas, calças rasgadas, uma espécie de coroa de plástico na cabeça, sentado num latão de óleo no meio do canteiro central. Raimundo, o gênio, está ali há 5 anos, no mesmíssimo lugar, como se já pertencesse à paisagem. Visto da janela dos carros que cortam o elegante bairro de Alto de Pinheiros, não passa de mais um dos quase 5.000 moradores de rua de São Paulo, sem carteira de identidade, conta bancária, cartão de crédito, sem sequer um barraco de madeira e telhado de zinco para se abrigar. O que intriga, porém, é que ele cultiva um hábito nada comum aos que estão nas suas condições:ao invés de pedir trocados no semáforo mais próximo, Raimundo, o gênio, passa o dia todo escrevendo.

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Embora afirme que seus escritos são anotações pessoais, diários, coisas que não interessam a ninguém, Raimundo escreve pequenos livretos, confecciona as próprias capas, os encaderna com linha e agulha e distribui cópias feitas a mão. As tiragens geralmente são de 45 exemplares. Logo na primeira página, uma advertência: “o autor só distribui o que produz em páginas autografadas. Este, se não for original manuscrito, hipnotizaram o autor, roubaram-lhe o original e fizeram reprodução”.No pé da página, salienta: “distribuição gratuita e perpétua do exemplar pelo autor”. Todos são assinados com um pseudônimo: O Condicionado.

Apesar da antiga paixão pela leitura, há mais de duas décadas não lê absolutamente nada, desde que se “desligou do mundo”, em 1976. Para ele, não existiram o videogame bélico da Guerra do Golfo, o desmantelamento do império soviético, o impecheament de Fernando Collor de Mello, a evolução tecnológica da informática e os 500 anos de Brasil. “Não sei quem é o prefeito, quem é o governador ou o presidente da República; não leio jornais nem vejo televisão. As notícias do mundo simplesmente não me interessam”, observa, taxativo.

Mesmo isolado, sem amigos, família ou parentes, não demonstra nenhuma inclinação para abanar o rabo aos que o procuram para uma conversa. Aqueles que o tratam como um desprotegido ou doente mental, invariavelmente recebem palavras duras em troco.

“A minha selvageria é equivalente a falta de cultura das pessoas. Só porque estou na rua, exposto a tudo, se acham no direito de me aborrecem com conversas vazias. Será que não percebem que estou trabalhando e cuidando da minha vida?”

Apesar da agressividade, revela-se um homem educado, interlocutor atento e dono de uma fantástica memória. Um dos poucos assuntos capazes de o animar para uma conversa mais duradoura é literatura. Quando envereda pela arte poética, uma de suas grandes paixões, pelo menos no tempo em que ainda estava “ligado” no mundo, os comentários são desconcertantes. “Depois dos Campos, aqueles dois irmãos que criaram a poesia concreta, não aconteceu nada de extraordinário na poesia brasileira”.

Ele é conhecido como “o filósofo da Pedroso”. Raimundo leva uma vida duríssima, mas mantém uma incrível dignidade, temperada com boa dose de orgulho. Não pede nem aceita nada que oferecem. Nem mesmo papel para escrever. Apenas dinheiro, quando está necessitando muito. Faz questão de comprar tudo o que precisa: da comida ao material para seus livros. As refeições, ele mesmo prepara, em uma lata de óleo velha, aquecida com galhos secos que laça das árvores com uma corda. Antes de preparar o arroz com feijão, lava as mãos com sabonete. Quando precisa ir ao banheiro, cobre-se com um plástico preto, estende um jornal no chão, faz suas necessidades e depois joga o embrulho em uma boca de lobo (esgoto). Debaixo de chuva, cobre-se com um outro plástico, transparente, velho, encardido, e continua escrevendo.

Arruda escreve enquanto há luz natural, com o auxílio de uma régua de 30 cm para manter as linhas retas no papel não pautado. Monta os livros, os quais distribui para as pessoas que o ajudam, com recortes de folhas de papel sulfite. Usa uma moldura de madeira de 11 cm por 16 cm para manter o espaço das margens.

Desiludido com o sistema político e as desigualdades sociais no Brasil, afirma que gostaria de deixar o país. Se pudesse, cruzaria o Atlântico e tentaria a sorte na França. Conta que já tentou procurar o consulado francês para pedir “asilo político”, mas nenhuma autoridade se interessou pelo seu caso. Na verdade, não o deixaram sequer cruzar a porta de entrada.

“Muitos fingem desconhecer a realidade em que vivemos e me perguntam por que estou morando aqui. Não tenho mais paciência para explicar o que elas se recusam a ver”

“Eu não sou morador de rua, sou vítima de um crime contra os direitos humanos!”

O filosofo da Pedroso dispara frases de alto teor reflexivo com sua lucidez cortante. Aos que insistem, Raimundo responde categórico:

“Há uma famosa lei da física que diz que um corpo tem que ocupar um lugar no espaço”.

Como um enigma, uma acusação explícita às injustiças sociais, ele simplesmente permanece ali, no meio do canteiro central de um bairro rico de uma metrópole que gaba-se de ser internacional, escrevendo seus tratados contra a corrupção humana cotidiana.

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Patroa manda jardineiro fazer Mona Lisa no jardim

Tania Leadger, uma mulher de 48 anos obcedada por jardinagem (muitos americanos são obcedaos por jardinagem) contratou um especialista em 3d chamado Cris Naylor para ser seu jardineiro e mandou o cara cortar nada menos que a MONA LISA na grama, usando apenas uma tesoura manual. O cara levou dois dias e conseguiu fazer.

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O processo é similar ao de cortar cabelo. Ele trabalha com alturas de grama diferentes e isso gera o desenho pelo contraste de alturas.

O maluco é fera. Jedi!

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O porco que nasceu com cara de macaco

Este é o típico post bizarro do Mundo Gump.

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Um porco nasceu com uma má formação que deu a ele uma espécie de cara de macaco. Além disso o animal tem as patas de trás maiores do que as da frente, o que o obriga a pular ao invés de andar. Onde? Na China.

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Os Emos e o alimento da alma

Segundo a dica do Vinícius, saiu no Ig uma matéria sobre uma lei russa que quer impedir emos de circularem no país. Saca só:

Uma nova lei pode acabar com a onda emo na Rússia. A legislação que está sendo preparada deve tornar ilegal o uso de roupas e acessórios emo nas escolas e prédios públicos do país e pretende controlar os websites ligados ao estilo.

Na base da formulação da lei está o medo das autoridades russas de que a moda atue como incentivo a um comportamento anti-social, à depressão e ao suicídio entre adolescentes. “Este é o primeiro passo para o debate público”, declarou Alexander Grishunin, um dos nomes envolvidos neste projeto.

O texto da lei descreve emos como adolescentes de 12 a 16 anos que vestem roupas pretas e pink, cintos com peças de metal, pintam as unhas, têm piercings nas orelhas e sobrancelhas e cabelos pretos com franjas que cobrem metade do rosto.

O combate à onda emo, iniciado no Reino Unido, ganhou força há dois meses quando o casal inglês Heather e Raymond Bond culpou o estilo pelo suícidio de sua filha. A garota de 13 anos era fã de My Chemical Romance e se enforcou em seu quarto.

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Pessoalmente, eu acho isso uma besteira inócua. Até porque raramente um emo se assume emo. Note que eu não estou aqui querendo desqualificar os emos ou seu comportamento, seu jeitinho bissexunhenhenhé de ser ou suas roupas que parecem fantasias de carnaval.
Eu acho que os emos tem tanto direito de existir, mesmo considerando esta existência algo medíocre e despersonalizada, quanto qualquer outro movimento. Quando falo de movimento, estou me referindo a grupos como os Carecas do Brasil, Skinheads, punks, pitboys, góticos, rappers, darks, grunges e similares. Óbvio que todo seguidor de movimento, seja ele qual for, irá discordar disso alegendo que seu movimento é o melhor, evocará as bases históricas e filosóficas que justificam sua existência. Dirão que seu som é o melhor e ignorarão o fato de que são manipulados por um sistema ardiloso que visa fazê-los consumir mais e mais, comprando, vestindo-se e agindo pensando como mais interessar ao capital.
Eu entendo que o maciço dos ataques aos emos tem como razão de ser um preconceito sexual velado. Isso porque os emos, fãs do som emocore que se assumem como tal, ostentam com orgulho uma pretensa fragilidade emocional que vai de encontro ao senso global que dita o comportamento humano.

Passamos a vida ouvindo que devemos ser fortes. “Homem não chora”, coisas deste naipe.

Cultuamos líderes e mártires que são ícones da força e da coragem. O mundo é frio duro e escuro. Nossos heróis são fortes, sérios com voz de quem precisa de uma pastilha Valda, como o Batman. Este é um mundo sem espaço para os seres emocionais.
Eu acho que estou ficando velho, porque já passei por uma fase, lá pela quarta-série onde tudo que um garoto como eu queria era ser um PLAYBOY. Sim, acredite ou não, quando eu estava na quarta-série, ser playboy era algo desejado. Eu morava num prédio onde havia um playboy. Não era qualquer um. Era o LEGÍTIMO PLAYBOY PURO-SANGUE!

Era um cara adulto, fortão, que tinha uma tatuagem no ombro. Ele vivia andando sem camisa com uma moto super legal e colecionava bonequinhos de star wars. E eventualmente, enchia a mulher dele de porrada. Eu não falava com este sujeito, apenas o observava à distância, porque crianças não falam com playboys. Aliás, até falam. O vice-versa é que não acontece de jeito algum. Mas eu lembro que aquele cara era um exemplo do que eu ambicionava ser quando crescesse.

O PLAYBOY E O ITALIANO

Eu me lembro que um dia, eu havia acabado de comprar um italiano na cantina da escola e me preparava para mordê-lo com toda vontade, quando um daqueles garotos que eu odiava, surgiu na minha frente e disse:
-Me dá uma mordida aí, playboy?
Eu entreguei ao cara todo o meu precioso italiano. Não precisava mais daquilo, já que o “playboy” ao final da frase funcionou como uma plavra mágica que alimentou meu espírito. Eu me senti o foda dos fodas e mesmo vendo o garoto comer TODO o meu lanche, aquilo não impotava. Nada importava. Ele havia me chamado de playboy.
Naquele tempo, eu tinha um amigo chamado Arturo. O Arturo escreveu com liquid paper na mochila emborrachada da Company dele, uma frase emblemática: “Arturo é playboy” e andava hostentando aquela merda como se aquilo de fato o transformasse num almejado playboy. Eu secretamente me sentia superior, já que havia sido considerado um playboy de verdade pelos meus pares. E isso soava como algo mais importante do que uma auto-proclamação como a do Arturo.
Então o tempo passou e lá pela sexta-série, ser playboy virou algo detestável. Isso aconteceu de uma hora para outra e não sei dizer exatamente como, eu passei a odiar os playboys. O legal agora era sacanear as pessoas que se julgavam playboys. E Arturo deu o azar daquele liquid paper não sair da mochila dele. resultado, Arturo comeu o pão que o diabo amassou porque a mãe dele se recusou a comprar outra mochila pra ele e o obrigou a ir mais um ano inteiro com aquela frase maldita nas costas dele. A moral agora era ser surfista.
As meninas tinham um papel importante nisso porque na minha escola, elas funcionavam como antenas que detectavam as tendências da juventude. Se meninas gostassem de playboys, ser playboy era tudo que um cara como eu desejaria ser. Mas se elas resolvessem eleger um surfista como “o cara”. Os playboys eram imediatamente relegados ao plano da desgraça e o quente era ser um surfista.
Daí veio a era do metal. Surgiram as primeiras meninas que curtiam usar camiseta preta com bandas e falavam sobre coisas satânicas, ou pretensamente satânicas, como o Slayer, Pantera, Sxxon, Iron Maiden. E elas fumavam escondido. Eu não fumava mas confesso que sentia uma certa atração por garotas que faziam isso, porque elas tinham um elã de transgressoras, de liberadas. E bastava isso para imaginar que essas meninas davam. Meninas que “davam” me atraíam para suas órbitas como buracos negros.

Nesta época eu juntei meses de mesada e troco de padaria sonegados da minha mãe para poder comprar uma luva cheia de pinos numa loja escura e sombria que vivia tocando um metal pesado. Eu tinha medo de entrar nesta loja, porque na minha cabeça todos os metaleiros andavam em Harley Davidsons com caveiras no lugar dos faróis e nas horas vagas, esquertejavam moleques como eu a golpes de correntadas. E isso acontecia nos fundos de bares de subúrbio e becos infectos.
Mas ainda assim, mesmo com um cagaço enorme, eu adentrava aquele templo escuro de musica que mais parecia uma nave Klingon para olhar as capas dos discos. Eu não conhecia muito de Metal, mas amava olhar as capas com caveiras flamejantes apontando seus dedos ameaçadoramente, dragões no alto de montanhas, e principalmente as capas do Iron, com o morto vivo Eddie, que eu me esforçava para registrar na memória e depois passava horas tentando redesenhá-lo nos meus cadernos durante as aulas de Matemática. Os fãs que me desculpem, mas no dia que eu ouvi o som do Iron Maiden, fiquei decepcionado, porque imaginava que uma banda que tinha o eddie como figura registrada deveria ter um som muito melhor.
Mas o lance era usar as camisetas, tirar uma onda. E ficar ligado nas rádios que tocavam essas coisas.
O tempo foi passando e eu fazia tudo que estava ao meu alcance para negar o fato de que eu era um nerd. Para tal, usava como argumento minhas baixas notas de Matemática. Nerds são bons alunos…
O problema é que eu andava com os nerds. Meus amigos eram nerds e eu era considerado um nerd. Isso piorou quando na sétima série comecei a usar óculos. Enquanto a luva com espetos da sexta série funcionou como um atestado de metaleiro (só na minha cabeça), os malditos óculos me coroaram um nerd.
Eram os tempos difíceis do pré-ginasial, quando se você não é surfista, não é playboy, não é metaleiro, nem punk nem esportista, então você não é nada. E nada não é convidado para festinhas, não recebe cumprimentos no pátio e muito menos beija na boca. Esta época é terrível, porque você começa a ver um movimento de meninas distribuindo convite de festas de 15 anos e você, o nerd de merda, o pária, não é convidado.
Eu odiei meus óculos do fundo do coração, porque na sétima série, ser nerd era ainda pior que ser playboy. Já não adiantava manter segredo sobre minha vida oculta de jogador de RPG e colecionador de bonequinhos de chumbo. Os óculos eram um atestado do meu status social colado à minha cara.

Eu só consegui algum tipo de diferenciação social quando comecei a trabalhar duro para me destacar na escola, formando uma nova classe só pra mim, que era a de “maluco”. Ou artista.
Ser maluco era fazer coisas como escrever uma redação suficientemente legal para ser lida de mão em mão na minha sala, todo santo dia. Era desenhar bem, pintar e esculpir.
Então, estávamos chegando na era da internet e dos computadores. O Windows virou o que virou, fazendo do titio Bill o cara mais rico do mundo. Isso inverteu a polaridade do jogo dos grupos sociais na escola. Bill Gates pode não ter consciência do bem que ele me fez, mas o fato é que seus milhões de dólares no bolso foram a redenção pra mim e para milhões de psiconerds, que viram o respeito crescer na proporção direta em que nos apropriávamos da tecnologia e da informática.
Hoje, vejo pessoas que não são nerds querendo dizer que são. Ou fazendo um jogo ainda pior, que é o de dizer que não são, para você pensar que são, sem perceber que o que eles querem é justamente que você pense isso deles. Nerdice virou sinônimo de inteligência low profile.
Eu já estava na oitava série e era aquela fase que antecede o temível vestibular. O purgatório escolar.
E neste tempo surgiram os punks, surgiram os góticos, e uma galera estranha. Surgiram os caras da fumaça, do cigarrinho do capeta, surgiram os primeiros caras com carros (os playboys, que quase sempre, eram ricos e mimados) e as meninas que realmente davam.
Então, foram surgindo grupos e mais grupos, estilos e mais estilos. Sempre foi assim. Sempre será.
Veja por exemplo o conflito entre os fãs de Rebelde (RBD) e os fãs de High School Musical (HSM). Este conflito já está em decadência agora, mas esteve forte até o fim de 2007 em todas as salas de aula da primeira à quinta séries.
Este papo todo é pra mostrar um fato simples. Esses rótulos sociais sempre existiram. Sempre existirão. Acabando um, surge outro. São parte da necessidade humana de se agrupar. A ação hostil contra um ou outro grupo é um ingrediente que alimenta o mesmo. Tal qual o garoto que comeu meu pãozinho no recreio da escola, apenas me chamando do que ele sabia que eu desejava ser, as autoridades que reconhecem os Emos enquanto grupo dão a eles o que eles mais querem. Um atestado de existência. E isso basta. Isso alimenta a alma.

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