Volta e meia eu acabo zapeando a tevê e num desses acidentes ingratos dou de cara com um programa (altamente cultural) da Rede Tv que se resume a apenas uma coisa: Falar da vida de celebridades.

Pode parecer estranho eu falar que um programa apresentado pelo Nelson Rubens e dedicado a expor a vida de celebridades dos mais diversos calibres (geralmente de 2a. linha, como ex-BBBs) é cultural, mas pra mim isso é um fato inegável.

Veja por exemplo a análise da objetificação corporal que podemos retirar na peculiar disputa entre a sobrinha da Gretchen… (que saco ter que parar de escrever para procurar o nome desta moça. Calmaí.)

Caroline Miranda:

Isso mesmo, a auto-intitulada Rainha do Bumbum e a Mulher Melancia, Andressa Soares:

A disputa entre duas fêmas para se auto-afirmar na mídia como detentora de nádegas voluptuosas reflete uma percepção social de que quanto maior a bunda, maior a sensualidade, ou ainda - um pretenso prazer provocado pelas partes.

Essa eu não sei quem é. Mas é uma abundância impressionante.

Seja como for, a bunda feminina, é realmente um foco da atenção dos machos. Pesquisadores que estudam a evolução humana sugerem inclusive que os seios femininos são ao mesmo tempo uma necessidade biológica por sermos mamíferos mas também uma sacada evolutiva que permitiu ao homem começar a fazer sexo de frente com a parceira. Segundo nosso leitor Patola, esta idéia provém de Desmond Morris, que já em 1975 com seu livro “O Macaco Nu” cogitou esta possibilidade.

Aqui está uma prova de que peitões podem parecer bundas e vice-versa.

Isso porque os peitos inchados se pareceriam com nádegas, atraindo o mecanismo primitivo do macho. Curiosamente, durante as preliminares, o seio da mulher pode aumentar cerca de 25% de tamanho.
A idéia de que forma dos seios mimetizam a bunda baseia-se em condições meramente ambientais, pois fêmeas com ancas mais largas são garantias de filhos mais saudáveis. A bunda e o culote são gravados nas profundezas insondáveis da mente masculina como evidências concretas de que a fêmea é boa parideira, e tem gordura armazenada o suficiente para nutrir o rebento. Hoje isso não influencia tanto a escolha entre uma tchutchuca e uma popozuda, porém quando você é um macaco que não sabe se vai ter comida para caçar nos próximos dois meses, isso faz o maior dos sentidos.

Quando os sinais deixaram a parte de trás da anatomia para surgir também na frente, isso ajudou ainda mais ao macho. Esta evolução corporal contribuiu para uma definição melhor se as fêmeas estavam em condições de procriação ou não. Assim, apenas olhando os peitos era possível ao macho inferir, em seu proto-pensamento primitivo, se elas não eram velhas demais nem crianças demais. Seja como for, essas conjecturas científicas sobre a evolução humana não podem ser provadas cabalmente, mas fazem um certo sentido se observarmos que até nos dias de hoje, na era do átomo, no tempo em que já sabemos como levitar e falamos em tempo real com pessoas no espaço, ainda temos programas de Tv sobre uma rinha entre duas mulheres querendo ter a bunda maior.
A conclusão clara: Bunda é poder. Talvez mais que isso, bunda é uma paixão nacional.

Muito além da constatação óbvia que a falta de conteúdo intelectual crônica somada ao mercado paralelo de produtos midiáticos voltados para pessoas desprovidas culturalmente, também chamados pela alcunha de “povão” produz esses fenômenos bizarros, o que temos é uma ode ao “derriére”, termo chique como os franceses chamam a bunda, ou o “bumbum” no mais puro dos brasilismos.

Bagageiro, balaio, banjo, bomba, bubu, rabo, traseiro, popô, rabicó, bumbum, tralalá, popozão, tchã, e outros. As nádegas possuem tantos nomes populares quanto o diabo, a prostituta, o homossexual, o pênis, a vagina e todas as coisas que estão em permanente estado de ebulição nas mentes populares, ignorantes e eruditas de todo o mundo, mas sobretudo do Brasil.

O que me é intrigante é pensar sobre por que a bunda conseguiu tamanha atenção ao longo do tempo. Me pergunto isso já meio que antevendo que respostas completas para tal fenômeno não são fáceis, estendendo-se a compreensão do fenômeno a teorias antropológicas, religiosas, sociais, biológicas, psicológicas, históricas e até mesmo econômicas.

No virar do século XVI a igreja encomendou estudos sobre o interesse e apreço extremo a esta característica do corpo feminino, onde homens largavam suas esposas para casar com negras de bundas avantajadas. Constam essas informações da Primeira Visitação do Santo Ofício a Partes do Brasil pelo Licenciado Heitor Furtado de Mendonça. Segundo o Santo Ofício, este tipo de mulher, tornada conhecida como “arde-lhe o rabo”, tinha seu poder localizado no trazeiro, desencaminhando homens de valor por haver se extremado em intenso furor anal.

De acordo com os estudos históricos do comportamento sexual no Brasil realizados pelo Santo Ofício, tão logo os portugueses aqui chegaram, colocaram-se em imenso frenesi sexual com índias. Isso pode ser compreendido pelo efeito psicológico de uma viagem longa, sem garantias de sobrevivência e sem mulheres abordo, dando de cara com um manancial infinito de belas índias de corpo bonito e nuas, sem vergonhas nem pudores religiosos. Pessoas que desconheciam o pecado e para as quais, o sexo era uma brincadeira, tendo inclusive o mesmo significado etimológico em algumas línguas indígena.
As relações sexuais foram registradas em detalhes por enviados do Vaticano, que relatam inclusive peculiaridades, como o interesse das índias pelos portugueses, os quais tinham pênis bem maiores que os índios e uma pré-disposição sexual invejável (e talvez compreensível pelos motivos já descritos aqui)
por parte destes. Ocorre que naquele tempo, as índias por constituição genética, não tinham bundas grandes. Os povos da terra, como eram chamados destacavam-se por uma certa proporcionalidade corporal. Isso podemos erroneamente considerar como beleza, pois nosso padrão de beleza atual alterou-se com o passar dos tempos. Mas é bom lembrar que naquele tempo, bonito era mulher gordinha.
A idade, nas mulher bonitas, associava-se completamente a gordura. E à gordura, se juntava segundo Havelock Ellis, mestre em sexologia no seu livro The Soul of Sham (Londres, 1908): “maior amplitude e acentuação de ancas em relação com as demais partes do corpo”.
Então é a partir deste período que as bundas começam a afetar o comportamento sexual dos homens brasileiros de modo mais explícito. A coisa acontece definitivamente quando os primeiros escravos vindos da África aportam ao Brasil.
Quando o ideal feminino na sociedade patriarcal brasileira era de que gordura e beleza caminhavam juntas, ocorreu uma certa influência árabe, contra qual ocorreu no século XIX influências de beleza nítidamente européias. Neste período que surgem as imagens idealizadas das sinhazinhas, moças, quase meninas e, de tão delgadas, quase sem bunda nenhuma, tal qual uma táboa de passar roupa. Sem falar nos seios virginalmente discretos, mãos e pés ostensivamente pequenos. Este ideal ia de econtro com a forma da sinhadona, a mulher de meia-idade, gorda, ostensivamente bem nutrida, dignamente bunduda, apta ao desempenho de mulher, e naquele tempo, desempenho de mulher era parir. Ser mãe de sucessivos filhos. À sinhadona não faltavam bundas mais dignamente maternas que provocantemente sexuais. Estabelece-se aqui a dicotomia que divide a concepção machista-masculina da mulher em dois grandes grupos. A mulher para casar, pura e virginal, um tipo de de dama casta e ingênua, em semelhança a Maria, mãe de Deus. E do outro lado a mulher da rua, a mulher da noite, a prostituta.
É dessa separação a priori entre dois tipos de mulher que se estabelece o conceito de uma mulher perfeita em que a representação de uma dama de dia perante a sociedade hipócrita, e a puta na alcova, encerrada entre quatro paredes. E daí surgem frases de uso corriqueiro até hoje como “essa é pra casar”, “moça de família” e assim vai. E daí também surge a concubina. A amante, a teúda e manteúda. Quando o homem patriarcal coloca a esposa numa cúpula de vidro e à santifica, ele precisa estabelecer sua relação carnal com outra.
Segundo Gilberto Freyre, é neste período que os homens possuem toda sorte de concubinas nas senzalas, com bundas gigantescas, parindo filhas mulatas que terão bundas grandes, porém mais proporcionadas.

O dançar e o andar da brasileira.

Note que tanto a mulher melancia quanto a sobrinha da Gretchen, a própria Gretchem, a Carla Perez, Rita Cadillac e tantas outras, atrelam seu sucesso búndico ao dançar. Isso não é assim por coincidência.
Não dá para pensar sobre a bundalização na tevê sem refletirmos sobre o aspecto da bunda em movimento. Sim, movimento, porque diferente de certas partes do corpo, a bunda possui um movimento extrínseco hipnótico, e eu credito ao movimento associado à forma seu magnetismo histórico.
É inegável que existe uma certa superioridade da mulher ibérica sobre as ortodoxamente européias. Foi a assimilação do comportamento da africana, seja por via genética através de uma miscigenação ou cultural, por estar em vias de uma permanente disputa com as bundudas da senzala como Freyre sabiamente reportou na sua obra Casa Grande e Senzala. A mulher ibérica passou a andar de modo próprio, como se dançasse. Chamamos a isso popularmente de rebolado. Ou balaco-baco. Aquele tipo de coisa que nos orgulhamos de “a mulher brasileira ter”. Este movimento se amplifica na proporção direta da concentração de gordura nas nádegas e adjacências, provocando essa ondulação como que — sugira-se — afrodisíaca de andar.

Enquanto os espanhóis vieram ao novo mundo para saquear, os ingleses vieram para colonizar. Em ambos os casos, havia uma rígida separação entre os gentios e os colonizadores. Era absolutamente proibido fazer sexo com nativas. O mesmo não ocorreu com os portugueses, que mal chegaram aqui já foram mandando bala nas índias, nas mamelucas e depois nas negras. Isso foi o fator que mais contribuiu para o aumento nas bundas das brasileiras.

Outros investigadores do comportamento feminino também notaram isso. Para Havelock Ellis: “o andar da mulher mais tipicamente ibérica, em contraste com a da ortodoxamente européia — em grande número de casos, acrescente-se a Ellis, como que calvinistamente proibida, em sua maneira de ser femininamente elegante, de ter bunda ostensiva — teria alguma coisa de graciosa qualidade de um corpo felino inteiramente vivo”.

Isso pode explicar em parte porque o homem médio brasileiro não passa incólume a uma banca de jornal estratégicamente recoberta com fotos de playboys e revistinhas de todo tipo, com bundas na capa. O homem não pode deixar de ser sensível à imensidade de provocações que o rodeiam. Isso é um apelo direto às matrizes comportamentais que formaram a mente do macho humano ao longo dos milênios. Assim, as danças quanto mais sensuais, quanto mais movimentos pélvicos e mais rebolados tiver, mais sucesso fará.
Muito do furor causado pela musica “créu” não está na pluralidade cultural ou no lirismo de sua letra ou melodia. Está no movimento corporal da bunda da mulher melancia. Os homens assistem petrificados sem piscar aqueles movimentos de ancas cordas lentamente se acelerando. A própria aceleração tem efeito hipnótico por se tratar de um elo direto de lembranças sexuais. Ao ser penetrada de quatro, uma mulher com ancas grandes produz um movimento em escala crescente, ondulando sua gordura em ritmo cada vez mais acelerado como se fosse atingir o clímax. A dança do “Créu” tem em seu título a referência mais óbvia ao ato sexual, e a dança somada à gradual aceleração do corpo é um meio eficaz de representar isso. Também era o “tchã” e o “piri-piri” de gretchen e a dança da garrafa, feita por Rita que elouquecia os presos do carandiru.

Inclusive há uma clássica frase sobre uma tal de “Raimunda, que era feia de cara, mas era boa de bunda”. Note que a Raimunda do dito popular funciona como uma regra que norteia o pensamento masculino dividindo a mulher ao meio. Do meio para cima o intelectual, a beleza e a pureza da mulher santa. Dali pra baixo, a putaria generalizada. A bunda funciona aí como um tipo estranho de redenção. Assim, para um homem escolher uma mulher, se a metade de cima não agradar, pelo menos que a metade de baixo suplante com larga vantagem a cara feia. De uma certa forma, a Mulher Melancia parece funcionar como um tipo de materialização desse ideal. O que parece faltar em conteúdo intelectual, sobra em ancas. Carla Perez quando estourou com sucesso no Tchã era a personificação de Raimunda mais perfeita que já existiu.

Graças à um punhado de cirurgias plásticas, não é mais.
A divisão imaginária da mulher em mulher do norte e mulher do sul poderia explicar porque tantos homens ao verem uma mulher passar fazem verdadeiros malabarismos, retorcendo o pescoço como só a menina do Exorcista era capaz de fazer. O objetivo: Verificar se aquela bunda tem nota melhor que aquela cara.

Há,no Brasil de hoje, uma enorme comercialização da imagem da bunda de mulher em anúncios atraentes. Estéticos uns, alguns lúbricos. Como isso dá certo, é claro que outras mídias exploram o fenômeno da bundilização, como a TV. Ao longo do tempo, o sexo da mulher vem perdendo, em publicidade para a bunda.

A este fenômeno podemos atribuir uma característica dos novos tempos. As mudanças culturais nas posições sexuais. Em recentes pesquisas sobre comportamentos sexuais brasileiros, a posição chamada cachorrinho ou de quatro, ultrapassou a posição chamada papai-e-mamãe. O gozo anal suplantou há muito o encontro do pênis com a vulva. Um elemento cultural que reflete claramente esta idéia são os videos eróticos. Assista apenas um deles aleatóriamente e constate que 100% dos videos eróticos iniciam-se com sexo pênis-vagina e terminam e pênis-ânus.
Há ainda o elo socio-cultural do sexo anal. Mulheres que temem realizar esta modalidade enfrentam hoje sinais claros de rejeição, ou pior ainda, medo de que “não tendo em casa, o marido vá procurar na rua”.
Isso é amplificado pela densidade demográfica feminina ser bem superior à masculina na maior parte dos grandes centros urbanos. Com mais mulheres para menos homens, a disputa por parceiros ultrapassa os limites da beleza.
Este medo do homem buscar na rua o que não tem em casa, também tem origens históricas claras, pois
durante muito tempo, a bunda foi o chamariz, da parte de mulheres da vida, do tipo chamado indistintamente “polaco”, em ruas de prostituição comercial. A homens ao alcance de suas vozes, que consideravam cansados de coitos conjugais monotonamente normais, tais mulheres anunciavam deixarem-se enrabar ou a praticar o sexo oral.
Havia ainda um outro complicador que era a religião. Para a Igreja Católica, o sexo só é permitido para fins de procriação. O ato da enrabação implicava em duplo atentado pecaminoso contra Deus: Não engravidava e era imoral por colocar o ser humano em uma postura imageticamente animasleca, que contradizia o ideal de que Deus fez o homem separando-o dos animais e bestas, dando a ele a sua própria imagem e semelhança. O sexo anal portanto implicava numa inaceitável idéia de corromper a tradição pelo qual o homem está acima de todo o resto.
O coito anal foi também muito usado na frança pós-medieval como forma de prevenir a gravidez. Como isso acarretava uma menor taxa de nascimentos, a religião ficou totalmente contra, afinal, mais nascimentos, mais fiéis, logo mais dinheiro e poder. Isso explica também porque históricamente a igreja é terminantemente contra a todas as formas de contracepção que não seja a abstenção ao ato(afinal, contra a abstenção não dá pra ser contra, já que padres e religiosos são - ou melhor, deveriam ser - abstêmios).
De acordo com os escritos históricos de Pierre Brantôme, naquele tempo os maridos usavam a esposa mais pelo “posterior” do que pelo “anterior”.
Enquanto isso, na Espanha, o sexo anal era punido com a morte.

Pois é. TV fama é cultura. Ok, ok!




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23 Comentaram sobre “Mulher melancia ou sobrinha da gretchen? Quem tem a bunda maior? Pensamentos abundantes.”

  1. Gabú Lucio Says:

  2. Meu querido, você sabe que eu leio o mundo Gump todo dia e adoro o que você faz! Acho o blog um dos sites mais legais da net, no entanto odeio quando você posta esses textos, que porra, faz parecer para mim que vc ta querendo se afirmar como alguém que fez psicologia querendo escrever um texto intelectual… Eu adoro no mundo gump o aspecto divertido dele, adoro quando você manda suas historias (você é muito criativo e engraçado quando o faz!) e adoro as curiosidades e bizarrices que você posta, sempre rendem assunto aqui no trabalho!

    A unica coisa que eu não gosto é isso, mas veja só, em um blog tão gigante quanto o mundo gump ter apenas uma coisa que eu não gosto é DEMAIS, não é?
    Parabens cara, continua com o ótimo trabalho!

  3. Philipe Says:

  4. Gabú, esta é só minha opinião sobre a disputa de bundas. Na categoria textos estão apenas opiniões minhas sobre coisas que vejo e vivencio. Esta é uma delas. Como é possível notar pelo tamanho do texto, eu não espero que as pessoas concordem ou mesmo que leiam tudo. Se quisesse, escreveria bem menos. Quando eu começo a escrever um post, nunca sei que rumo tomará nem que com que tamanho ficará.
    O que é um blog sem a opinião de seu autor?
    Sendo assim, eu não deixo é de opinar sobre coisas que acho interessantes. Eventualmente isso pode aborrecer algumas pessoas que preferem ler apenas um estilo ou outro. Eu felizmente, não preciso do Mundo Gump para me firmar como coisa alguma, e nem faz muito sentido isso, já que eu nem trabalho como psicólogo e não teria absolutamente nada a ganhar com tal falto. Além do mais, quando eu mostro escultura eu não estou querendo me firmar como escultor. Quando eu escrevo roteiros ou histórias de ficção não estou querendo me firmar como dramaturgo. Quando eu escrevo poesias não estou querendo me firmar como poeta.
    Este blog não é uma propaganda. A coisa é o contrário. Este blog é apenas uma mídia a ser explorada. A forma de pensar refletida nela é que muda radicalmente a cada minuto. Mas eu fico feliz que você goste do resto. :D

  5. Philipe Says:

  6. Ah, só mais um detalhe: Minhas histórias não são inventadas. Tudo que está na categoria AVENTURAS é absolutamente fiel a realidade, por mais estranho que posa parecer. Só as coisas da categoria conto são inventadas.

  7. Gabú Lucio Says:

  8. Então Philipe, eu curto quando você dá a sua opnião e você faz isso em praticamente todo post! sahusuahshu! O que eu não gosto é quando você lança as coisas como uma analise cientifica, vista do ponto de alguém que é formado em psicologia e que leva o leitor ao o final parar e pensar “OK, ele disse isso, vou concordar e ler o proximo.”
    Eu adoro quando você coloca a SUA OPNIÃO mesmo sobre um assunto, quando leva a gente a discordar ou concordar de verdade, ou mesmo quando nos faz pensar sobre um determinado tema. Essa “analise cientifica” me parece exatamente o contrario é um “OK, eu fiz psicologia vou colocar o fato sobre tal assunto”, é claro que posso estar errado, falando bobeira ou mesmo me comunicando mal (acontece direto, huahuahs!).
    Eu sei que o Mundo Gump é um blog seu, e que nele você pode colocar o que quiser e como quiser. E que eu posso fazer quase a mesma coisa nesse espaço de opnião, e eu só coloquei a minha aqui por que, poxa, eu venho no mundo Gump todo santo dia, minha opnião talvez venha a valer algo… Por que a sua vale pra caramba pra mim, tanto é que leio seu blog pessoal todo dia.
    Bem, provavelmente isso terá uma resposta… Aí eu coloco outra (provavelmente ainda mais confusa que essa, ashuushahs, um dia eu melhoro.)
    Abração cara.

  9. Patola Says:

  10. Posso dizer que diferentemente da Gabu, Phlipe, eu gosto muito quando você posta conteúdo mais “cabeça” aqui. Dito isto, gostaria de sugerir algumas alterações/correções:

    A primeira é que a idéia dos peitos como “imitação” da bunda é de um cara chamado Desmond Morris, que já em 1975 com seu livro “O Macaco Nu” expunha todo um pensamento evolucionista da sexualidade, isto é, analisar as razões do formato da sexualidade de acordo com as adaptações que elas significariam, e as pressões de evolução envolvidas.

    O exemplo dos peitos é revelador: por que as mulheres precisam ter peitos redondos? Todas as espécies próximas a nós têm peitos como de cadelas - magrelos, pendentes, mas que ainda assim nutrem o infante. As adiposidades que dão forma a um peito feminino humano não secretam leite. Então, é um desperdício de material, na verdade, fazer um peito redondo enquanto se podia usar aquilo tudo pra fazer um peito magrelo e pendente maior e com maior secreção de leite.

    A razão desse desperdício dada por Morris é que justamente a eficiência não importava tanto. Os peitos humanos primitivos que se pareciam mais com bundas - eram mais redondos - tiveram a preferência dos machos suficiente pra cobrir o prejuízo na nutrição dos infantes, tornando-se então uma característica preponderante na nossa espécie.

    Agora, explicado este exemplo, queria colocar uma nota de advertência: Desmond Morris escreve textos muito interessantes e é sem dúvida um pioneiro. Mas pára por aí; o valor dele é especular, lançar hipóteses para serem provadas ou refutadas. Mas o que ele diz não é necessariamente científico, no sentido que não foi comprovado experimentalmente.

    Existe uma disciplina - científica, experimental - chamada psicologia evolucionista, que trata disso. Mas é uma disciplina nova, filha da sociobiologia, e portanto os poucos resultados experimentais que já existem ainda são provisórios. Por isso, eu entendo um pouco da “raiva” da Gabu em seu tom exageradamente didático.

    Claro, você foi correto a, no final, esclarecer que são conjecturas e que “não podem ser provadas cabalmente” (na verdade podem sim, e essa é a tarefa da psicologia evolucionista).

    Ah, tem mais uma coisa. Você falou algo que é um equívoco comum ao se tratar de evolução: você tratou as adaptações como se os seres que as carregam fossem necessariamente conscientes dela. Na parte:

    “A bunda e o culote são gravados na mais profunda memória masculina como evidências concretas de que a fêmea é boa parideira, e tem gordura armazenada o suficiente para nutrir o rebento.”

    Isso está errado! Não existe essa profunda memória masculina. O que existe é uma adaptação para preferência por bundas e culotes grandes e pronto. Esse traço foi selecionado por, no final, gerar descendentes melhores; mas daí a dizer que o animal o compreendia - consciente ou inconscientemente, não importa - não procede. O tal “proto-pensamento” não infere as causas, assim como não procuramos mulheres de quadris largos pensando na facilidade dos nosso filhos em passar pelo canal uterino.

    Para quem se interessa por Desmond Morris, eu recomendaria o livro recente dele “The Naked Woman”, de leitura bem agradável. Sempre lembrando que ele especula, não prova. E para quem se interessa por psicologia evolucionista, a melhor fonte que conheço sobre ela em português é o excelente blog “Marco Evolutivo” - http://marcoevolutivo.blogspot.com/

  11. Philipe Says:

  12. Valeu Patola. Eu tava tentando lembrar o nome desse autor. Eu tinha uma xerox dele em algum lugar aqui, mas no meio de tanto livro, tanto boneco, braços amputados e cabeças de monstros decepadas(isso não é um exagero, hehehe), eu acho que perdi.

    Sobre o lance da memória, acho que me expressei mal. Não estava falando de memória mnêmica, mas fazendo uma alusão a memória de um computador. (uma peça pequena, fundamental, que fica lá no miolo daquela caixa que chamamos de gabinete.) O que eu queria dizer é que essas informações estão gravadas em algum lugar nas profundezas da mente. No mesmo lugar que estão o medo do escuro e medo de bichos com dentes grandes…
    Mas acho que não ficou muito claro. Vou corrigir isso aí. :D

  13. Hunteriunn Says:

  14. Resumindo todo o texto:

    - É mulherada não começa a liberar o boguinha não pra vocês verem se vão continuar com os maridos… :P

  15. Marilia Pupo Says:

  16. acho que esta deve ter sido a maior dissertação ja escrita sobre esse fenomeno e nao discordo em absolutamente nada, mas acho que essas raizes geneticas inseridas nos homens deveriam ser amenizadas com o tempo e a evolução do raciocinio logico…

  17. Rogério Says:

  18. Marília , você está enganada , a bunda é a paixão nacional ! E nunca os homens irão mudar de idéia, só acho que sexo anal é muito anti higiênico , e o que tem de filme com os atores fazendo sexo anal sem camisinha não está escrito em nenhum lugar, se for fazer , use a camisinha ! .

    Muito bom texto Philipe e é por isso que sempre digo :

    Brasil , um país de bundas !

  19. lordtux Says:

  20. Bundalização!!!!!!!!!!http://www.mundogump.com.br/wp-content/plugins  /smilies-themer/xpressions-grey/lol2.gif
    Essa pra mim é nova.
    Cara, meus parabéns pelo texto, realmente muito bom.

  21. Philipe Says:

  22. Resumindo todo o texto:

    - É mulherada não começa a liberar o boguinha não pra vocês verem se vão continuar com os maridos… :P

    Ah, eu falei do sexo anal aqui, mas não estou me referindo a ele em específico. Existem as relações anais e as relações vaginais na mesma posição. Porém eu acho que em grande parte dos casos na segunda posição, o sexo é vaginal, mas o cara fantasia um sexo anal.
    O porque disso eu não sei dizer, talvez pelo fato de que os esfínteres são musculos bem fortes, e a pressão sobre o Pênis aumenta a sensação de prazer.
    Infelizmente, para a mulher a brincadeira não tem a metade da graça que tem para o homem, sendo que as mulheres que chegam ao orgasmo com sexo anal, o fazem por excitação meramente mental.
    Mas o ara que quer obrigar a mulher a fazer isso ameaçando ir comer outro cú na rua é um belo dum babaca.

  23. Hunteriunn Says:

  24. “As mudanças culturais nas posições sexuais. Em recentes pesquisas sobre comportamentos sexuais brasileiros, a posição chamada cachorrinho ou de quatro, ultrapassou a posição chamada papai-e-mamãe. O gozo anal suplantou há muito o encontro do pênis com a vulva. Um elemento cultural que reflete claramente esta idéia são os videos eróticos. Assista apenas um deles aleatóriamente e constate que 100% dos videos eróticos iniciam-se com sexo pênis-vagina e terminam e pênis-ânus.
    Há ainda o elo socio-cultural do sexo anal. Mulheres que temem realizar esta modalidade enfrentam hoje sinais claros de rejeição, ou pior ainda, medo de que “não tendo em casa, o marido vá procurar na rua”.
    Isso é amplificado pela densidade demográfica feminina ser bem superior à masculina na maior parte dos grandes centros urbanos. Com mais mulheres para menos homens, a disputa por parceiros ultrapassa os limites da beleza.
    Este medo do homem buscar na rua o que não tem em casa, também tem origens históricas claras, pois
    durante muito tempo, a bunda foi o chamariz, da parte de mulheres da vida, do tipo chamado indistintamente “polaco”, em ruas de prostituição comercial. A homens ao alcance de suas vozes, que consideravam cansados de coitos conjugais monotonamente normais, tais mulheres anunciavam deixarem-se enrabar ou a praticar o sexo oral.”

    Há mas foi isso que essa parte ao menos insinuou não foi não?, também acho sacanagem o cara praticamente chantagear pra ter um boguinha, mas tem aquele caso em que a mulher pede ai bichão fazer o que é creu e pronto…
    Agora se o prazer da mulher é só psicológico já não sei… :sly:

  25. Quinha Says:

  26. só li um texto desse tamanho porque fala de bunda… ponto!

  27. Fernando Says:

  28. Hm, mas que banho de cultura e informação :)

    Por isso que adoro esse blog!

    Tem as histórias surpreendentes que ocorrem com você. Fica fácil perceber porque o nome do blog é “Mundo Gump”. Você realmente é um ótimo contador de histórias.

    No dia que eu entrei nesse blog pela 1ª vez, achei ele tão interessante que eu li todos os post’s dele! Isso mesmo, fui voltando página por página e lendo todos, sem parar.
    Algumas histórias como “Os aventureiros da torre proibida” e “Como que eu quase levei um tiro” ficaram na minha memória até hoje.

    Outra coisa que adoro aqui são os post’s falando da realidade do Brasil. Exemplos dele: “A Dengue Não Mata” e “Brasil, terra da malandragem”. Eu me identifico muito com a sua opinião.

    Além disso, temos alguns outros posts memoráveis como “Um roteiro de coca cola” e muitos outros!

    Também gosto muito de textos “científicos” como esse, que não deixa de ter sua opinião neles, tornando a leitura bem interessante.

    Você já deve ter ouvido isso, mas vou repetir:
    Quando que você vai organizar o conteúdo desse blog e escrever um livro com ele? Sério mesmo!

    Muito obrigado pelo blog, só tenho a agradecer :) Abraços

  29. Verena Says:

  30. Informação não-confirmada: Sexo anal forçado, sem consentimento, NÃO é estupro…

    …o que é bizarro… :shocked:

  31. Philipe Says:

  32. Valeu mesmo, Fernando. Fico feliz que vc curta, cara.

    Verena onde vc viu isso?

  33. Renata Says:

  34. O que mais me intriga nisso tudo.. é o pq ninguem viu que na foto da mulher melancia, ela esta com a bunda molhada, bem na parte da… er….. dita cuja!!!
    Sera que ela fez xixi… ou simplesmente sua demais na dita cuja??

    simplesmente nojento!!!!! :(

  35. Philipe Says:

  36. Acho que é a sombra, Renata…

  37. Zeca Reis Says:

  38. Na verdade bunda é a melhor coisa do mundo depois da graça de deus. Porém precisaria esperimentar para saber.

    Um grade abraço a todos.

    &1 92411760

  39. paulo Says:

  40. Ridiculo isso..pra mim o padrão de beleza é o da Gisele…modelo perfeita..sem ser vulgar..essa mulher é totalmente fora dos padroes atuais. Além do mais ela tem celulite e strias… :(

    Muito vulgar..rsss
    Sera que ela consegue andar? rsss :(


    Mas é linda essa mulher, parabéns equipe do blog por postarem notícias dela..Mas eu queria saber se é verdade que ela vai fazer um filme pornô?..E é claro em matéria de traseiro quem ganha é a melancia..mas a Carol é muito mais gata!!

  41. francisco antao Says:

  42. Achei muito inteligente a matéria “Mulher melancia ou sobrinha de gretchem.Quem tem a bunda maior? e gostaria de receber uma cópia no meu mail, será possível? ficaria muito grato,.
    Atenciosamente,
    francisco.
    franciscoantao@bol.com.br

  43. Marquinhos Says:

  44. Na foto da Melancia também acho que é a sombra, agora ela transpira muito, se é que me entendem, ja vi um show dela e é bem gorda, agora essa sobrinha da gretchen, é um pedaço de mal caminho.

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