Archive - abril, 2008

O encontro de Raul

Droga, o baseado acabou. – Pensou ele.
Raul estava só. Era uma madrugada de quinta-feira e lá na rua não se ouvia nada. Só de cueca e sem camisa no meio da cozinha, o cabelo todo desgrenhado, com o pote de maconha vazio nas mãos e ouvindo um antigo disco do Elvis, cheio de ruídos, que ainda tocava na vitrola, Raul contemplou sua desgraça.
Depois de sair na porrada com Paulo, a falta de um baseado, coisa que nunca lhe acontecera antes, era um sinal de que as coisas começavam a ir mal. Raul pensou em pegar aquele telefone vermelho e ligar pro Paulo. Saber se ele tinha um “beck” pra emprestar. Nem que fosse uma pontinha.
Foi até a sala e chegou a pegar no telefone. Mas não discou. As palavras duras do Paulo ainda soaram em seus ouvidos. Eles haviam se desentendido daquele mesmo jeito mais mil vezes antes. Mas aquele dia foi diferente.
Raul morava no Butantã e na alta madrugada, pensou em descer e percorrer algumas ruas até a casa de Ronaldo, que certamente teria um “beck” pra lhe arrumar. Mas o problema era sair de casa. Havia gente dormindo na calçada para encontrar com ele.
Uma das coisas que o Raul mais temia era maltratar um fã.
Foi quando ele teve a brilhante iluminação.
Ali perto do saleiro estava um pacotinho com uma espécie de grama dentro.

Raul sorriu.

Minutos depois, ele estava sentado no sofá em posição de lótus enrolando um baseado de orégano.
À sua frente uma folha de caderno e uma velha caneta bic. Raul pegou o violão.

Ele colocou um mi menor e então bateram na porta.

Raul olhou em volta. Colocou o violão de lado. Levantou-se desanimado e caminhou até a porta. Raul olhou pelo olho-mágico em busca de descobrir quem seria o impertinente de bater à sua porta no meio da madruga. Não viu ninguém.
Pensou se não estaria ouvindo coisas.
Voltou-se para o sofá e já ia pegar no violão quando bateram na porta com um jeito meio desesperado. Ele se assustou.
Correu para a porta. Tornou a olhar e novamente não havia ninguém ali.
-Quem está aí? – Perguntou ele esperando ser o Paulo pedindo desculpas e aceitando mudar a letra. Mas novamente não houve resposta.

Achando aquilo estranho, Raul abriu a porta. Para seu total espanto, ali em sua frente estava um homenzinho pequeno. De uns vinte e cinco centímetros. E o pior: Estava nu, tinha um micropinto e era careca!

Raul não conseguiu falar nada. O micro-homem careca estava ali. Parado, olhando fixamente apara ele.

-Não vai me chamar para entrar, Raul? – Disse o homenzinho careca.
-Raul levou uns dez segundos para decidir se batia a porta nacara daquela criatura freak ou se aceitava aquele absurdo como mais um dos delírios que ainda aconteciam desde que tomou aquelas merdas nos anos 70.
-Quem é você meu amigo?
-Eu sou o Guiwo.
-Guiwo…
-Posso entrar ou não, seu Raul. Talvez eu deva voltar outra hora…
-Não, não. Entra aí, bicho.

A miniatura de gente entrou e Raul conseguiu ver um rabinho. Aquilo o arrepiou. Definitivamente, Guiwo não era gente.

O homenzinho entrou pela casa de Raul e foi olhando tudo, com muita curiosidade…
Raul voltou-se para ele:
-Quer uma cerveja meu irmão? – Oferecer uma cerveja para aquela criatura absurda foi a única coisa que lhe ocorreu na hora. E nem havia cerveja na geladeira.
-Não, não. Vamos direto aos negócios, seu Raul.
-Negócios?
-Sim, Raul. O senhor percebe o que o senhor fez?
-Hã?
-Quando o senhor leu aquele trecho do livro da besta, o senhor abriu uma ligação entre mundos… – Disse Giwo apontando para um grosso livro do Crowley sobre a mesa da sala. Aquele livro emprestado do Paulo.
-Calmaí companheiro. Eu só…
-Você leu. Não adianta mentir. E agora eu estou aqui.
-Tá, tá bom. Eu li. Mas e agora?
-Agora você tem que me mandar de volta.
-Mas como, porra?
-Não sei, só sei que eu preciso voltar para meu lugar.
-Droga… Aqui, por acaso você não tem um baseado aí não, né?
-Vamos, Raul. Mande-me de volta para o lugar de onde eu vim.
-Merda… Vou chamar o Paulo. Peraí.
-Não! – Gritou a criaturinha.
-Hã?
-Só você pode me ver.
-Como é?
-Sim, você não mudou o universo. Você mudou você mesmo.
-Mas olha, veja só… Já estou achando que pirei.
- Não Raul. Não pirou. Mas se está me vendo, eu sinto lhe informar que poderá ver outras coisas.
-Hã?
Nisso batem na porta. O pequeno Giwo assusta-se. Olha para a porta com medo.
-Ah, não! Vai começar.
-Hã? Começar o que, amiguinho?
- A coisa cujo nome não podemos dizer. Ela veio me pegar. E quando ver você aqui ela vai te pegar também.
-Como é? – E a porta é esmurrada fortemente. A fechadura começa a ceder.
-Que merda é essa, anãozinho?
-Anãozinho o cacete! Eu sou um giplou kroudus. Exijo respeito. – Disse Giwo levantando-se e correndo pelo corredor. Raul o seguiu.
-Mas que merda é aquela lá na sala?
-É um Nicurí! Rápido. Me esconda ali em cima. Rápido! Anda, Raul! – Disse aflito Giwo apontando para o alto do armário.
Raul pegou o homenzinho com uma mão e jogou-o em cima do armário.
- Raul…
-Fala. – A porta da sala finalmente cede e escancara-se. Giwo sussurrou:
-Não olhe para o Nicurí. Ele vai entrar. Deite na cama e finja que está dormindo. Aconteça o que acontecer, não olhe para ela. Ouviu? Não olhe! Ou você vai viver o pior momento da sua vida. – Disse ele e em seguida, saiu correndo para o fundo do armário. Raul ouviu uns passos na sala. A coisa já estava na casa dele.
Raul jogou-se na cama. Enfiou a cara no travesseiro e fechou os olhos com força.
Seus ouvidos estavam atentos. As passadas aumentaram e lentamente aquela coisa adentrou o quarto.
Fez-se um breve silêncio.
Raul manteve-se imóvel, como se dormisse.
Ele sentiu que a coisa se aproximou. Aproximou-se e ele ouviu a respiração ofegante do que quer que estivesse ali. O bicho soltou um rosnado grosso que fez o sangue de Raul gelar nas veias. Novamente, aquilo na casa dele não era desse mundo.
Uma mão fria tocou a perna de Raul.
Ele tremia. Fez xixi nas calças, empapando a cama.
Surgiu um barulho no quarto.
A mão largou a perna dele.
E então Raul, apertando os olhos o mais que podia, com a cara enfiada no travesseiro, o bigode dentro da boca, o corpo mijado e suando frio, escutou um grito de horror.
Ele pensou em olhar, mas ficou firme. A cara enfiada no travesseiro.
Houve um barulho de luta. Gritos. Era a voz de Giwo. A criatura sinistra havia descoberto o pequeno homenzinho.
Raul não se lembra quanto tempo ficou ali com a cara enfiada no travesseiro, mas quando enfim reuniu coragem para olhar em volta, não havia nada naquele quarto. Apenas marcas de sangue escuro no chão.
Horrorizado, Raul viu uns poucos pedaços do homenzinho espalhados pelo corredor.
Andou com extremo cuidado. Ele tinha medo de encontrar aquilo na sala. Mas ao chegar na sala, não viu nada. A porta estava entreaberta. A maçaneta destroçada.
O que quer que fosse que matou aquele bizarríssimo monstrinho, havia ido embora. Raul pensou em ligar pro Paulo, pra Kika, pro Tim. Pro cacete a quatro.

Raul olhou o livro antigo sobre a mesa.
Pegou aquele livro e jogou pela janela.
Voltou até o quarto e recolheu os pedacinhos do sinistro ser.
Ninguém iria acreditar nele. Raul já tinha fama de maluco e depois daquela situação inusitada, isso só iria piorar. Resolveu que não contaria para ninguém. Nem para Paulo.
Mas não fez nada. Juntou aquele monte de destroços e jogou no vaso. Deu descarga e viu os restos mortais daquele tipo de gnomo maluco descerem no jato de água abaixo.
Raul pegou um bolo de papel higiênico e limpou o sangue no chão. Jogou tudo no vaso sanitário.
Voltou para a sala, escorou a porta semi destruída com a cadeira da sala.
Sentou no sofá. Pegou o baseado de orégano, que queimava seus últimos pedacinhos.
Pensou cá com seus botões:
- Rapaz, eu acho que não vou fumar orégano nunca mais…
Deu uma bela tragada e voltou a compor:

“Eu sou eu, nicuri é o diabo
Eu sou eu, nicuri é o diabo
Eu sou eu, nicuri é o diabo

Eu sei quem sou
E por onde vou
Eu sei quem sou
E por onde estou
Eu agüento a barra
Limpa ou da Tijuca
Se vou lá no fundo
Fundo a minha cuca
Cucaracha cha-cha-cha-cha
Mas…
Eu sou eu, nicuri é o diabo
Eu sou eu, nicuri é o diabo
Eu sou eu, nicucu é o didi
Eu sou eu, nicuri é o diabo…”

FIM

As coisas boas do Funk

Eu não gosto de funk. Sinto muito.

Nenhum funk me dá vontade de dançar ou cantar. Parece mais barulho. Acho que eu prefiro ouvir um motor de ônibus.

É claro que eu não estou falando do funk verdadeiro, e sim do funk carioca. Coisas bem diferentes.

Reconheço que esta minha aversão ao funk pode ser em parte atribuída a uma doutrinação classista oriunda de uma formação cultural que sempre prezou pela distinção entre a casa grande e a senzala, onde eu, burguês, branco e nascido distante das classes oprimidas fui adestrado a interpretar como sendo inferior.

No fundo o discurso de que funk é ruim traveste em parte um preconceito arraigado de que musica de periferia é ruim porque pessoas de periferia são ruins. Eu reconheço isso e reconheço também que esta idéia é completamente idiota, uma vez que Cartola, um gênio inegável da música brasileira era favelado. Pixinguinha se não morava no morro (ele morava no Catumbi) vivia entre morros, como o Morro da Conceição, no centro do Rio. Então esta idéia de que pobre não faz musica boa por ser pobre é uma idéia de trouxa. De Zé mané.

O problema é que ocorre uma miséria intelectual ferrada nos dias atuais e isso invariavelmente se reflete na música. No caso, no funk carioca.

A necessidade de letras “que peguem”, isto é, repetitivas e 100% baseadas em refrão como “vai Serginho, vai Serginho…” grudem na sua mente ao ponto de tornarem-se um mantra, se sobrepõe a necessidade de uma música compreensível, para agradar aos miolos. Além do mais, para balançar o “popozão”, não há necessidade nenhuma da música ser compreensível.

Mas vamos pegar por exemplo uma música popular antiga e compará-la a um funk atual. Assim poderemos ver o abismo intelectual que se criou indistintamente em todas as classes sociais do país.

Pixinguinha compôs uma bela valsa e estava durante um bom tempo sem letra. Um dia, enquanto executava a obra na flauta, vinha passando um mecânico do Engenho de Dentro, chamado Otávio de Souza. O cara parou, ouviu por um tempo e se propôs a fazer uma letra.

Era de se esperar que a letra musical escrita por um “mecânico do Engenho de Dentro que vinha passando” fosse um rema-rema idiota. Mas veja só o que saiu:

 

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=VUvwqHwQ0LM[/youtube]

Agora escute o melhor funk que puder e compare.

Talvez daqui a décadas ou séculos, os homens do futuro vejam o valor do funk carioca atual, como ocorreu com o Lundu, o precursor do samba, que era detestado pelos sérios homens da “Sociedade”.

Mas eu sou um cara deste tempo e não do futuro. Eu olho o mundo à minha volta com os olhos do meu tempo. E no aqui, agora, funk é ruim. Pelo menos não sou hipócrita de dizer que gosto porque isso vende, porque a Xuxa diz que acha legal. Porque o Luciano Huck toca no Caldeirão. A única coisa que me atrai no funk é sua bizarrice nativa inexorável, que gera coisas bizarríssimas, como o Mc Serginho e a Lacraia (que é quem realmente faz valer o ingresso)…

 

lacraia526 As coisas boas do Funk

O problema do Funk, ao meu ver é que ele é hipócrita por natureza, apresentando-se como um campo aberto ao pobre da periferia ascender socialmente. É inegável que existe de fato uma ascensão social no funk, mas esta ascensão não se coaduna com a realidade econômica numa proporção que possa ser considerada justa. Não é. Os funkeiros não ficam ricos. Não há nenhum funkeiro rico, embora milhões de reais sejam movimentados no mercado do funk carioca todos os anos. MAs veja que engraçado, o Dj Marlboro (a quem eu tive a honra de processar) e o Romullo Costa, caras visívelmente distanciados da questão periférica do funk estão cheios da nota. Já teve o ano do Tigrão, do Mc Serginho, etc. A cada ano um novo hit e um novo sucesso embalado como música de verão para as massas. Os sucessos são passageiros, mas a grana preta vai sempre para a mão das mesmas pessoas.

Muita gente que diz que gosta do funk.

Na verdade, essas pessoas podem gostar de outras coisas associadas e acabam a considerar que gostam de funk. Como por exemplo, a alta carga sexual implícita nas danças, letras e coreografias. Quem não gosta de sexo não pode gostar de funk. Mas quem gosta de sexo realmente pode odiar o som mas apreciar a paisagem. O sexo está implícito diretamente e bem claramente, para qualquer burro entender. No ambiente escuro e barulhento. Na mistura de pessoas de todas as classes sociais. Num ambiente que é ao mesmo tempo primal e um campo de batalha onde mulheres disputam seu poder de sedução mais escancarado, chocoalhando as cadeiras e mostrando movimentos de forte cunho erótico.

O funk é em parte um sucesso pela genial mente marketeira pornográfica que embalou-o em uma mistura de sexo e transgressão. Uma receita de sucesso de alto poder de irresistibilidade para muitos jovens de periferia, que viviam num ambiente cujo universo musical ao seu redor que não lhes abria espaço nem sequer para a compreensão.

Além de permitir que um jovem anônimo pobre torne-se um ídolo aclamado por milhares de pessoas nos bailes, o funk funcionou também como uma zona de liberação da tensão social. Até então, havia apenas o carnaval como período de liberação social, mas o advento do funk trouxe um fusuê extra a todos os finais de semana (começando na quinta) e dando um sentido de ser para as quadras, espaços geralmente relegados ao esquecimento nos dias que não eram de jogo nem de carnaval. Mas seja como for, ouvir funk, mesmo com a melhor das intenções é um sofrimento.

Porém, não posso negar que gosto declaradamente de assistir a dois programas absolutamente trash baseados na “estética” do funk e que passam na TV.

1- Furacão 2000 na Tv. Isso passa de tarde, na hora do almoço, acho que na Band. O programa é uma merda, uma edição péssima e o que existe de mais interessante ali é a atual mulher do Don Corleone do Funk. Acho que o Romullo Costa fez melhor negócio saindo fora da “Mãe loura do funk” e pegando aquela moreninha gata lá. Mas a melhor coisa deste programa altamente educacional é quando mostram os bailes:

Numa cena as barangas estão dançando com a empolgação de funcionários publicos. Mas basta a câmera apontar pra elas que começa uma lânguida rebolação com caras e bocas com o melhor da sensualidade suburbana. Coisa que nem o Wando conseguiria.
E ao fundo (como sempre) outras mulheres dançando procrastinadoramente esperando sua vez de aparecer na Tv.

2- Programa Dança Comigo. Apresentado péssimamente por um tal Jonas Santana. O apresentador é um tampinha que parece mais um trocador de ônibus. Este programa de forte cunho Bíblico, passa de madrugada (na rede Tv ou na Band, não sei).

Vi isso umas duas vezes, num domingo às duas da madruga. O programa “Dança Comigo” é gravado em frente a uma parede onde um monte de mulheres que parecem saídas do puteiro mais baixo-nível da Vila Mimosa dançam fazendo caras e bocas para uma câmera que só não é mais ginecológica porque se fosse, sujaria a lente.

O legal deste programa é que ele é absolutamente mambembe. Não tem cenário e nem pauta. Só as mulheres (umas realmente gatas!) rebolando.
Mas aí eu paro e penso… Ora, a maior diferença disso aí para o “Fantasia” do SBT, é que o programa do pobre funkeiro não dá dinheiro para o telespectador, mas pelo menos, enche a mente dos vigias e porteiros de muitas “fantasias”.
Olha essa letra e compare com a letra do “mecânico que vinha passando”. A verdade é que a educação foi “pras cucuias” mesmo. É a miséria intelectual, meu chapa. Não dá pra esperar nada melhor da nossa sociedade idiotizante e alienante, que desde os tempos mais remotos explora a mulher de todas as maneiras imagináveis.

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=RLiYzvIRnlE[/youtube]

Naquela noite que eu vi este programa, eu só tive sonho pornô.

 

 

O mais impressionante outdoor da Russia

EEK
O mais impressionante outdoor da Rússia é este inacreditável painel de 600m2!icon eek O mais impressionante outdoor da Russia

anuncio338 O mais impressionante outdoor da Russia

Trata-se de uma propaganda da BMW que simula uma avenida vista de lado com carros de verdade pregados a ela. De tirar o fôlego.

Se colocassem isso em SP o Gilberto Kassab iria chegar ao orgasmo múltiplo, hehehehe.

Parecia até cena de filme, mas não era.

Uma viagem familiar tranqüila revela um enorme acidente onde um caminhão tomba e explode em chamas. Parecia até filme, mas não era. O motorista do caminhão morreu carbonizado.
Sabe aqueles momentos em que você só sabe exclamar: Caraaaaaaacaaaaa! Ou então berrar um sonoro PQP! Engraçado o guri ali, totalmente alheio à desgraceira do lado de fora.

Para os incrédulos: Aconteceu mesmo.

Camas Bizarras parte 2

Uma cama para o meu vizinho.

Outro dia eu fui pegar meu batmovel (um corsa 96 todo cheio de barulhos) quando vi um bólido ao lado do meu carro na garagem. Era um veículo que eu nunca tinha visto até então. Um belo carrão preto brilhante com faróis que mais pareciam olhos de boneco mangá. Ali estava (descobri depois) um Peugeot 307 cc. Inocentemente, falei com a primeira dama que eu queria comprar um carro igual ao do vizinho pra nós. Cheguei até a procurar para ver se era um lançamento da Peugeot, (curiosidade do caramba) mas bolado, descobri que o carro era nada menos que um lançamento conversível da peugeot, com capota retrátil automática. O carro é lindo e tão caro quanto belo. O preço da brincadeira? R$ 147.500

Então eu notei claramente o abismo social que me separa do dono da cobertura. A única maneira de um cara como eu poder dar-se ao luxo de encher a mão do cara da concessionária de notas e sair num bólido assim é ganhando uma herança, ganhando na loteria ou o que é bem melhor, trabalhando para o Eike Batista. (Eike, se você estiver lendo isso, eu topo, ok? Pode pedir pro DP me ligar a qualquer hora!)

Mas seja como for, existem sempre aqueles caras que tem tudo. Nascido em berço de ouro ou construindo sua própria trajetória de sucesso, algumas pessoas tem o que há de melhor em tudo na vida. A mulher mais gostosa, o melhor vinho, o terno do James Bond, o carrão mais veloz, a casa em Angra com o maior campo de futebol, a lancha mais rápida, etc.

Para esses, esta é uma cama ideal, porque ela é assim: Tem tudo. Vamos ver.

high fidelity canopy306 Camas Bizarras parte 2

Criada pelo designer italiano Edoardo Carlino, a Hi-Can, chamado cockpit de alta fidelidade oferece além de um confortável colchão toda uma estrutura de som e imagem. Os equipamentos permitem que você navegue na internet, assista filmes, jogue games, escute musica com qualidade 3d no conforto da sua caminha. Esta cama está abarrotada de tecologias ao alcance dos seus dedos. Ali estão um projetor, um sistema completo de som surround, um DVD player e tudo mais. A única coisa que fica por conta do dono é a mulher.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2KVQ8VcvXBc&eurl=http://freshome.com/2008/03/18/16-of-the-most-extreme-modern-beds-youll-ever-see/[/youtube]

Cama redonda do prazer

scoop1977 Camas Bizarras parte 2

O Scoop! Este nome estranho pertence a esta curiosa e criativa cama bolada pelo designer Guido Rosati. Durante o dia ou na hora que a casa lota de amigos e convidados, a cama se abre ao meio tornando-se dois sofás semi-circulares.

scoop2868 Camas Bizarras parte 2

Mas na hora que todo mundo vai embora e os anfitriões resolvem colocar aqueles assuntos em dia, os sofás juntam-se numa bela cama circular. No melhor estilo motel da Baixada. Bem legal.

De volta ao útero

tomballhatchetsecotvstand23620 Camas Bizarras parte 2

Esta cama foi projetada como uma concha, para proteger o proprietário enquanto ele tira uma bela soneca. Mas é claro que o conceito inconsciente aqui é claramente o útero materno. Link

Cama que levita – A que você não pode ter

magnetic floating bed542 Camas Bizarras parte 2

Um inventor alemão desenvolveu esta cama sensacional que realmente levita no ar. A brincadeira foi mostrada aqui nos áureos tempos do ano 1, e custa entre 115.000 euro e 1.200.000 euro. Salgado, hein? A cama levita por repulsão magnética. Cabos (que quase não aparecem na imagem) seguram a cama no lugar. Pessoalmente, por este valor, eu acho que não poderia ter cabos. Fonte

Cama que levita – A que você pode ter

É óbvio que é a monguice suprema investir 1,2 milhões de euros numa cama que levita amarrada por cabos de aço. Mas você pode obter o mesmo espanto dos seus amigos gastando quase nada. Saca só:

flutua867 Camas Bizarras parte 2

O truque é similar a aquele da levitação do Didi Mocó. A cama está presa pela parede pela cabeceira, onde uma mão francesa oculta sob a cama fortemente presa a parede sustenta todo o peso. Um efeito legal, por uma fração do valor. Para ampliar ainda mais o show, coloque um espelho em volta da área da parede e ela parecerá levitar mesmo. E o que é melhor, bem mais barato e sem a porcaria do cabo de aço. Fonte

Cama para o Geek 1

Sua casa não tem quarto e seu “quarto” é na verdade um cafofo cheio de computadores onde você dorme ouvindo o ruído das ventoínhas? O star-fix do seu quarto são as luzes e leds do seu switcher ou hub? Espaço para computador tem e para cama não? Seus problemas acabaram jovem nerd!

Saca só esta cama:

taleani770 Camas Bizarras parte 2

Muito legal, hein? Chumbada na parede, ocupa praticamente zero espaço e te poupa de gastar numa escrivaninha. Aqui está o link para comprar. (ou ver o projeto e mandar fazer)

Cama para o Geek 2

Você mora num escritório? É casado? Já sabe o que é fornicação? Como um bom geek você deve saber que pelo preço de um período num motel você compra 1gb de memória para seu pc numero 34! Assim, como conciliar os prazeres da carne com a vida semi-invertebrada de um geek de escritório? Talvez isso seja uma solução para seu problema de espaço para “lazer”.

deskbed ani315 Camas Bizarras parte 2

Cama para o Geek 3

Ok, você não tem namorada e sexo é uma coisa que você só conhece pelo GTA? Tudo bem, existe uma bela caminha de solteiro para o geek preguiçoso que não quer (ou não tem espaço) para uma escrivaninha.

2117 508 Camas Bizarras parte 2

O único risco é o monitor soltar-se e você morrer de traumatismo craniano. O Ergopod 500 Tem dois níveis de “tara”. O padrão acima e o supergeek, abaixo:

ergopod802 Camas Bizarras parte 2

Cama para o Cinéfilo

cinema bed2453 Camas Bizarras parte 2

Você não perde um lançamento do cinema iraniano? Conhece de cor os nomes dos figurantes de O magico de Oz? Então esta cama é pra você. Seja você um José Wilker (intelectualóide metido a crítico) ou um Rubens Ewald Filho (crítico de cinema que nunca acerta aquela porra de cavanhaque torto), com uma cama assim, sua vida será bem melhor.

Com um clique no controle remoto da cama, uma tela de projeção sobe aos pés dela e um projetor de altíssima qualidade acima da sua cabeça começa a exibir seu filme preferido com som de alta qualidade. Nada mal, hein? Link

Cama inflável

nappak 03 frei web138 Camas Bizarras parte 2

Veja que esta tem até uma cobertura, caso chova. Dá pra levar num pic-nic e tirar uma soneca sob a árvore. Para uso no dia-a-dia isso deve dar uma dor nas costas ferrada. Link

Cama de papelão

bedjilline282 Camas Bizarras parte 2

O preço é algo realmente importante pra você? Praticidade é o seu segundo nome e Mc Gwyver o primeiro? Então experimente esta sensacional cama de papelão. Tenha a sensação de dormir numa cama do mesmo material em que os mendigos dormem. Fonte

Cama de pedra

an dsp.cgi176 Camas Bizarras parte 2

Caracoles! Uma cama de pedra! Não era mais fácil e barato dormir no chão? Bom para usar com o “travesseiro de preda” que nas horas vagas ainda serve para educar seus filhos. Fonte

Cama balancinho

slide bedroom374 Camas Bizarras parte 2

Cordas de navio descem do teto e prendem os quatro cantos dessas camas. Interessante mas nada que a cama que prende no teto do post anterior não suplante. A coisa que eu achei maneira é a textura da corda. Fica uma coisa rústica bem legal. Interessante para uma casa de praia, onde você varre areia o tempo todo. Bom pra casa que tem lacraia também, hehehe.

Cama balancinho 2

suspended bed thumb410 Camas Bizarras parte 2

Esta é uma cama que lembra uma rede. Ela obtém o melhor dos dois mundos. Boa idéia. Link

Cama invisível

gallerynaples398 Camas Bizarras parte 2

Engenhoso, né? O móvel esconde a cama. Esta cama é especialmente projetada para se curvar e subir, ficando oculta atrás do móvel. Dessa forma, ela parece caber num espacinho bem pequeno, o que levanta algumas dúvidas sobre a questão do conforto. A idéia em si é genial pra cacete, porque alguns desses móveis são projetados para sistemas de som e video (home theater) e a cama fica perfeitamente oculta atrás do anteparo que serve de suporte para a TV.

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O melhor de tudo é poder assistir seus filmes de noite com todo o conforto naquele telão deitado na cama. “Ê vidinha mais ou menos!” Fonte

Cama floresta

shawn lovell bed a121 Camas Bizarras parte 2

Esta cama não tem grande coisa de especial onde o dorsel imita umas árvores feitas em ferro fundido, esmaltado ou envelhecido. Há um ninho de passarinho (corvos?) bem no topo da cama. Um lance curioso. Meio mórbido. Ficaria legal num quarto de emo gótico, com algumas sepulturas e lápides em volta. Talvez até o poço da Samara ao fundo, funcionando como ofurô… fonte

Cama sônica

sonic bed891 Camas Bizarras parte 2

Esta cama é definitivamente esquisita. Mais parecendo uma piscina vazia, ela não é o que chamamos de otimizar o espaço. No fundo, é uma caixa com alto-falantes embutidos que enviam uma onda sônica para relaxamento. A idéia é projetar musicas que possam ser percebidas com o corpo todo e não apenas com os ouvidos. Intrigante. Fonte Fonte2

Cama biblioteca

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Tirando aquele ridículo flamingo ali, e os telhadinhos inúteis, aqui está uma boa idéia para cama de crianças. Gera privacidade e simultaneamente cria uma estante para milhões de livrinhos infantis ou mesmo quadrinhos.

Cama da Cinderella

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Ainda na linha infantil, aqui está uma cama que a princesa do papai nunca vai esquecer. Imitando perfeitamente a carruagem da Cinderela. Só 47 mil doletas… Fonte

Cama do individualista

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Para o solteirão ou viúvo, aqui está uma beeem estranha. Obviamente, acho que isso não é sério. Fonte

Cama com Tv

E para encerrar, aqui está um engenhosa cama com um equipamento que esconde uma Tv de plasma sob ela. Pode ser adaptado para qualquer cama convencional. Excelente, Eu quero uma dessa!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=52jkH0E9wVw[/youtube]

Cama alçapão

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