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Quando eu ligo a tevê, me surpreendo
Todo programa que acabo vendo
Fala da mesma abominação
Febre amarela, o terror da população
Sem solução imediata
Para a falta de notícias decentes
A mídia só relata
“as mortes crescentes!”
A febre amarela já foi um mal devastador
um problema constrangedor
Já infestou o Rio de Janeiro
Que Oswaldo Cruz de um jeito pioneiro
no passado erradicou
Mas que agora, pelo visto, voltou
A fila pra vacinar é grande
Antes que essa merda desande
O povo dorme nela pra guardar lugar
Cada um pensando em se safar
Mas a galera só quer se vacinar
e o governo não para de negar:
“Não há problema, tem pra todo mundo tomar”
Mas a verdade é que os estoques, estão pra acabar
Os jornais só querem vender
Ver a merda acaontecer
Pra um dindim faturar
Num mês que é de amargar
Se faltam dados, falta ação
Criar notícia é a solução.
Mas a febre vai passar
Tão logo o carnaval chegar
A mulata desfilará toda bela
E o povo esquecerá a febre amarela
E com big brother oito na parada
ninguém mais lembrará dessa palhaçada
Todo mundo só pensando no paredão
E a febre amarela continuará sem solução
Mas é fato que se eu pudesse, me vacinaria
Já que de bobo eu não tenho nada
A duração da vacina me protegeria
Caso eu tomasse uma ferroada
Eu poderia até ficar
Aqui rimando esse versinho rude
Mas não posso continuar
Pois na fila do posto de saúde
Deixei um moleque guardando meu lugar
11 Comentaram sobre “O poema do mosquitão amarelo”
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January 18th, 2008 at 7:53 pm
O.o … sem “comentarios”!
January 18th, 2008 at 8:57 pm
hahahahaha
tudo que foi dito no texto anterior desse assunto, porém, de forma mto criativa
parabéns, tem talento
January 18th, 2008 at 11:40 pm
Isso seria poesia Vogon??? Nunca esqueça a sua toalha antes de ler isso…
January 18th, 2008 at 11:50 pm
???
January 19th, 2008 at 12:11 am
aiohhaioshiohoiasohihoisahio amei xD
January 19th, 2008 at 3:39 am
CARA TU É UM GÊNIO !!!!!
parabens!
January 19th, 2008 at 8:48 am
Poesia Vogon. A pior poesia do Universo, segundo o “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”. Tão ruim que mata as pessoas.
Acho que sou um Vogon, então. Eu gostei hehehehe
January 19th, 2008 at 10:17 am
HAhaha. Tudo faz sentido agora. Entendi porque meu nariz é na testa!
January 20th, 2008 at 11:52 am
Ei Philipe!
Uauauauuaauua, eu adorei o poema. Você escreve muito bem. Sou uma leitora assídua do seu blog. Parabéns!
Bjokitas
January 20th, 2008 at 3:56 pm
Valeu Karen
January 20th, 2008 at 4:14 pm
A verdadeira MALDIÇÃO DAS TUMBAS DO EGITO era adivinhe quem?
O AEDES AEGYPT, que picava democraticamente os invasores de tumbas e saqueadores de sarcófagos, fossem salteadores ou pesquisadores.
Ou seja, o cara entrava na tumbeca, era picado, e dias depois morria de maneira horrível, provavelmente com dengue hemorrágica.
Daí a lenda da MALDIÇÃO DA MÚMIA, MALDIÇÃO DOS FARAÓS OU MALDIÇÃO DA TUMBA.
Agora, já importado para cá, o AEDES também está espalhando a febre amarela.
Cadê o Dustin Hoffman com o filme Epidemia?
E cadê o governo com as vacinas?
Mudando de assunto:
Frase encontrada numa caverna em Brasília, cinzelada em pedra, provavelmente de origem Fenícia:
“Teoria é quando se sabe tudo e nada funciona.
Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe porquê.
Nesta terra, unem-se teoria à prática: nada funciona e ninguém sabe porquê”.