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A era dos computadores bonitos
Eu não vou mentir que este post é na verdade uma mera desculpa para testar a ferramenta wbloggar. A princípio me pareceu interessante e prática a idéia de usar um cliente de postagem, de modo que eu não precise me logar lá dentro do controle do Wordpress para escrever no Mundo Gump. Por que computadores? Bem, eu podia falar de milhares de coisas, mas computadores são um assunto legal, que eu gosto e que fazem parte da minha vida. Desde muito novo eu já futico em computadores e então, um PC pra mim não representa uma ameaça tão grande quanto pode representar para alguém que não teve a oportunidade de ver isso de perto ( muito menos por dentro). Fazendo um flashback no tempo eu posso me lembrar daqueles anos em que computadores eram verdadeiros armários com bolinhas coloridas que piscavam e uma enorme tela de cinema embutida. Eventualmente eles gritavam com voz mecânica “perigo, perigo!” e diziam com precisão absoluta onde estava o Comissário Gordon e denunciavam que quem roubou as jóias da coroa foi o Coringa. Noutras, vomitavam finas tiras de papel perfuradinho sempre com alguma resolução inimaginável. Mas sempre eram enormes, e sempre vomitando finas tiras de papel. Durante um bom tempo, o computador pessoal foi um item de luxo. De certo modo, ainda é. Mas considerando só o nosso mundinho das metrópoles, esquecendo a pobreza do resto do país, já podemos perceber que ele tornou-se um eletrodoméstico comum. Em muitas residências (como na minha) o numero de cmputadores supera o numero de habitantes. ( o de monitores então, nem se fala). Este eletrodoméstico sempre teve sua existência unicamente focada na questão do uso. A beleza nunca foi o forte do sistema PC. Em compensação, seu irmão, o Machintosh, sempre primou pelo design e robustez, além de uma estabilidade digna de inveja. Parece que tirando o exagero, é assim com os computadores pessoais. Há os que amam os MACs e há os que amam os PCs. É uma guerra de espetadas e alfinetadas entre ambos os lados, como irmãs que se detestam. Tudo fica fácil de visualizar quando as duas metades nessa guerra estão claramente definidas. Mas talvez esta clareza esteja se aproximando do fim. Pcs sempre foram feios. E Macs sempre foram bonitos. Mas há uma forte tendência para que os Pcs comecem a “embelezar”. Isso deixa o território mais confuso na guerra pelo usuário. Pelo menos para o usuário completamente zé mané que ignora aspectos basicos de sistema operacional, softwares e tudo mais, porém para quem o aspecto “beleza” tem um subestancial apelo. Estou falando do Gateway One. A primeira vista me lembrou muito aquele monolito do Arthur Clarke. Uma bela estrutura de aparência “black piano” com teclado controle remoto e mouse wireless, sem falar num site que é um desbunde de legal.
Meme- anuncie um blog
O Thiago do blog que tem o sugestivo nome de “nada que se apoveite” anunciou meu blog num meme em que você simplesmente divulga um blog que gosta muito. Estranho como parece fazer um certo sentido ver o Mundo Gump anunciado num blog chamado “Nada que se aproveite” hehehe. Bem, sem delongas, o blog que eu indico neste meme do ” Anuncie o que é bom” è o Blog da Irmandade do Véio Rosa. Eu sou fã daquele
Site sensacional
Nossa, o Guilherme me mostrou um site sensacionalíssimo. Incrível mesmo. É o portfolio de Leo Bournett. http://www.leoburnett.ca/FLASH/ Veja e fique bolado.
O micro-pensador
Todo mundo conhece aquela escultura chamada “O pensador” de Auguste Rodin. Ela deve ser, ao lado do David de Michalangelo, uma das mais famosas esculturas do mundo. O Pensador era parte de uma obra maior, chamada os portões do inferno, mas havia tanta força naquela estrutura que ela se tornou rapidamente a mais famosa obra de Rodin. Talvez por isso ela seja a escultura homenageada pelos pesquisadores coreanos que no início do ano criaram com o uso de um minúsculo raio laser a escultura do pensador, 93.000 vezes menor que a original. Para se ter uma idéia, esta escultura tem só o dobro da medida de uma hemácia, a célula vermelha do sangue. É o futuro minha gente! Fonte:http://www.livescience.com/technology/070108_mini_thinker.html Bicicletas
Você saberia dizer qual é a bicicleta mais vendida no Brasil? Foi a pergunta que ouvi no rádio. Mas depois pensei bem e concluí que talvez a bicicleta mais vendida no Brasil fosse uma bicicleta de cross. Eu mesmo, quando era guri tive uma BMX que ostentava com orgulho dois protetores de espuma, um no quadro e um no guidão. E ainda por cima os pneus eram laranja e havia uma bela duma placa de competição com o numero 69 na frente. Eu me sentia o “piloto de motocross” com aquela traquitana, numa idade em que o numero 69 significava apenas o sucessor do 68. Meu pensamento estava baseado no conceito de que se as bicicletas de cross estão aí desde que eu era guri, então devem ser muitas. Sendo muitas, devem contar como as mais vendidas. Mas aí pensei… Guri. Todo guri quer ganhar uma bicicleta. E todo ano tem dias das crianças, aniversário e natal. Com muita criança querendo bicicleta, as infantis devem ser as mais vendidas… Mas logo após pensar sobre isso, me ocorreu que a bicicleta mais vendida devia ser uma bicicleta utilitária padrão. Daí me lembrei daquela bicicleta que sempre era anunciada no intervalo dos Trapalhões. Esta era a barraforte circular, uma bicicleta feia pra dedéu, com um circulo de metal soldado no meio do quadro. A propaganda enfatizava a solda MIG e não obstante havia um tipo de banquinho acoplado ao quadro onde sentava-se uma mulher muito gostosa e o Didi saía pedalando com ela ali. Pensando no tamanho do Brasil e suas características eminentemente rurais, eu acho que a Barraforte deveria ser a bicicleta mais vendida no país, afinal, para aguentar a buraqueira, haja círculo no meio do quadro e solda MIG. Quando o programa voltou, eu descobri que estava enganado. A bicicleta mais vendida do Brasil, de longe, é a bicicleta de entregador. Falando nisso, achei curiosa a bicicleta de entregador adaptada por este cara, que é basicamente -o obvio, um carrinho de supermercado colado num quadro de bicicleta. Uma idéia interessante que realmente poderia ser adaptada, convertendo o próprio carrinho do supermercado numa cestinha de bicicleta. Há também um artigo interessante sobre isso aqui: http://txt.estado.com.br/editorias/2007/10/08/eco-1.93.4.20071008.19.1.xml Layout novo – A missão
Pois é. Depois de muito lutar com aquele layout antigo, eu joguei a toalha. Tava carregando lerdo demais em conexões discadas. Parte da culpa eu assumo que era graças ao uso de muitas imagens. Agora com este novo layout, o problema foi parcialmente resolvido, porque os últimos 5 posts são exibidos full e os 5 mais antigos aparecem só com o título. Eu vou tentar reduzir ao máximo o peso das imagens daqui pra frente. E em posts com muitas imagens vai rolar o “leia mais”. Já e a terceira vez que jogo a toalha nesse mês para tentar deixar o Mundo Gump mais leve e agradável para os leitores. Pelo menos este aqui até agora não ficou toda vida carregando o fundo do campo principal. Deixei este layout com as cores mais quentes, porque a versão antiga tava meio gelado com aquele cinza todo. Espero que vocês gostem. Deu um trabalhão. Talvez ainda falte uma coisinha aqui outra ali para arrumar, mas de um modo geral é isso aí.
Os homens-rato do Paquistão
Paquistão. Uma área distante dos grandes centros urbanos mundiais. Um lugar perdido entre montanhas intransponíveis, cavernas misteriosas e no meio de uma região semi-estéril, quase totalmente desolada pela guerra religiosa fanática. O Paquistão deu o azar de ficar no meio de uma região de interesses múltiplamente antagônicos. Um país do subcontinente indiano, ele faz fronteira com a Índia, China comunista, o Irã e o mar arábico. Este lugar cheio de deuses, crenças e conflitos é também o berço das mazelas humanas, que esconde um de seus mais bizarros segredos: Os homens rato. Obviamente, os homens rato como são chamados não são de forma alguma cruzamentos genéticos mutantes de pessoas com animais, mas uma interpretação rudimentar e culturalmente deformada de uma doença genética rara, chamada microcefalia. a doença como o nome já diz, é quando a pessoa nasce com um crânio pequeno em relação a suas demais medidas. Chamados e “chuas” ou “povo rato” na tradução ao pé da letra, os portadores dessa síndrome, quase sempre retardados mentais, acabam sendo levados para uma cidade chamada de Gujrat. Um lugar horrível, que tem como principal característica ser o maior exportador de ventiladores do Paquistão. Neste lugar está o templo de Shua Dulah, um lugar que há séculos é um depósito para crianças com esta anomalia estranha. Atualmente, a maioria de chuas são pedintes nômades. Eles vão viajando pela beira das estradas empoeiradas do Paquistão, segundo rotas predefinidas pelos calendários sazonais regidos pelos múltiplos festivais religiosos. Cada chua é possuído, ou talvez “alugado”, por um místico, freqüentemente, um raffish, que é algo como um bruxo-cigano. O mestre-Chua como o Raffish passa a ser chamado, explora o pobre chua, que carrega seus apetrechos como se faz com um asno. Porém juntos, podem ganhar tanto quanto 400 rúpias/dia. Algo como 12 reais (eu acho). Aparentemente, existem aproximadamente 1.000 chuas no Punjab, mas ninguém pode dizer com certeza, uma vez que não existem as estatísticas mais básicas no Paquistão. De onde o povo rato provêm? Há, como seria de se esperar, uma mitologia local para esclarecer origens macabras dos chuas. As mulheres, quando inférteis (imagina o valor que uma mulher infértil tem no Paquistão!) vem ao templo em Gujrat para pedir que o santo local interceda em seu favor, de maneira que ela possa conceber crianças. Então o deus concede o desejo, mas tudo tem um preço. O primogênito será um chua. E como manda a profecia, essa criança tem que ser dada ao templo onde lhe será dada comida e trapos, e ela viverá como um acólito, um serviçal pouco favorecido. Se a mulher aceita o trato e concebe filhos, porém se recusa a cumprir seu lado no acordo, a ira do deus recai sobre ela e sua família como uma poderosa maldição e então todos os seus filhos nascem chuas. Esculturas matemáticas
A Matemática está presente em todo o universo. Muitas das formas que acreditávamos ser mera obra do acaso, revelaram intrincados padrões, que a matemática e o conhecimento dos fractais demonstrou serem padrões matemáticos de repetição infinita.
Os padrões matemáticos são capazes de gerar formas surpreendentemente belas. Os escultores pós modernos descobriram isso há algum tempo, mas só recentemente coisas como as maçanetas e torneiras feitas com formas matemáticas esculpidas em metal apareceram. Muito maneiro mesmo. Eu queria ter uma dessas na marcha do meu carro. Vale a pena visitar todo o site do cara. Tem umas obras de arte fenomenais. E o legal é olhar para aquela complexidade do caramba em pensar: Isso é só uma equação. Muito show. Por exemplo, aqui está o giróide:
O giróide é uma tríplice superfície mínima periódica.
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