Archive - agosto, 2007

Projeto Boneco do John Locke – LOST – parte 8

Eu sei que vocês já estavam ficando ansiosos pelas notícias do boneco. Eu dou algumas notícias de vez em quando na nossa comunidade no orkut. Mas pra quem não tem orkut e está esperando ver o passo-a-passo do John Locke, deve ser duro ficar sem notícias.

E as notícias são as seguintes:

Não vai ter mais boneco. Eu desisti da promoção.

Tava dando um cheiro muito ruim aqui em casa a resina, o silicone e o caramba a 4. Resolvi desistir.

Ok. Ok, Tudo bem. Isso foi uma pegadinha sem graça. O boneco está sendo feito mesmo.

Vamos lá. Conforme vimos na última atualização, o Locke estava pronto para ser copiado. Mas como que se faz isso?
Então aqui eu vou mostrar algumas coisas. Existem muitas maneiras de duplicar um boneco. Dependendo da peça, algumas formas são melhores que as outras. Antes de começar eu quero ressaltar que eu não sou o “CAVALEIRO JEDI” da fabricação de moldes e fôrmas.
Na verdade eu tô mais para pela-saco-aventureiro-que-se-mete-onde-não-é-chamado do que cavaleiro jedi das fôrmas. Então não há garantia absolutamente nenhuma. Não estou aqui pra dizer que esta é a forma certa nem que é a melhor forma. É simplesmente a forma que eu fiz – e deu umas merdas, como vocês verão.

A DUPLICAÇÃO DA BASE

Tudo começa com a reunião do material.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Aqui vemos alguns dos materiais usados.
Na primeira foto vemos duas garrafas de base de silicone da MSFX. Na frente de cada uma delas tem um vidrinho de catalisador. O silicone reage com o catalisador, transformando um caldo gosmento branco em borracha macia.
A MSFX enviou para testes estes dois tipos de catalisadores. Um rápido e um lento. O rápido é -como o nome diz – mais rápido em fazer a borracha endurecer. E como resultado, temos uma borracha de silicone mais dura, mais encorpada. Ele tem cor azul. A finalidade da cor é para sabermos quando o material está misturado de maneira homogênea. Algo muito interessante, porque a pior coisa do planeta é quando o silicone não mistura corretamente no catalisador e ele não endurece nunca mais.
O outro catalisador é de cor verde. Vem menos quantidade e deixa a borracha endurecer beeeeeem mais lentamente. Este catalizador deixa a borracha significativamente mais macia. Isso explica porque este catalizador foi a minha escolha na cópia da base. Vendo o modelo dá pra notar que há uma quantidade enorme de detalhes mpinimos, mas além disso, é uma peça complexa, com vários ângulos ingratos para a duplicação. Os pêlos do javali também são um problema para a duplicação, pois se a borracha não for macia o suficiente, ela tenderá a quebrar-se quando eu tirar a peça de resina.

 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8

Você deve estar se perguntando que diabos faz aquela caixa de arquivo amarela ali.
Pois esta é a novidade deste tutorial. Esta caixa, é feita de um material conhecido como “polionda”.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Trata-se de uma estrutura com milhares de espaços vazios entre duas finas folhas de plástico. ( é muito comum em caixas de arquivo e pastas de elástico)
Este material é bem legal para fazer as caixas de retenção ao redor dos modelos a serem copiados, porque ele se dobra facilmente, é super-barato e desmolda com extrema facilidade.
Então eu desmontei a caixa e cortei pedaços dela para construir a caixa ao redor do modelo.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Usei também aquela placa de vidro como base.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Com fita crepe eu colei a caixa no vidro. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
É importante vedar bem a parte externa da caixa no vidro de maneira que o silicone não escorra por baixo da caixa. Isso quando acontece é um desastre. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
No copo de medição eu calculo a quantidade de base de silicone.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8A proporção da base e do catalisador devem ser precisas para não dar o que científicamente chamamos de “MERDA FEDERAL”. O uso do catalisador Silimold da MSFX é de 10:1 ou seja, dez partes de base para uma de catalisador.
O certo é usar uma balança de precisão, mas eu resolvi “inventar” e usei um copo de medida baseado em volume da loja de R$ 1,99. Até que funcionou. Mas o certo é ir pelo peso.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
O silicone foi misturado ao catalisador e mexido vigorosamente até que o marmorizado sumisse e ele encorpasse em uma consistência uniforme. Isso significa que a mistura está pronta e que vai endurecer direitinho. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Com um pincel de sacrifício – Ele será destruído no processo – Eu pinto com o silicone partes complexas da topologia do modelo. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Isso permite que o silicone penetre em frestas minúsculas, que poderiam prender o ar quando eu derramasse o silicone no interior do molde.
Nas grandes empresas de garage kit é utilizada uma bomba de vácuo para a retirada das bolhas do silicone. Como eu não tenho uma, deixei a mistura descansar um pouco antes de derramar o caldo na caixa do molde. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8

Note que a base do Locke é uma forma de um lado só. ela é aberta no topo. Isso é assim porque depois que o modelo está pronto, a parte inferior da base o é sempre reta para que a peça tenha estabilidade. Para aumentar a resistência a rachar devido aos ângulos safados desta peça, eu usei pedaços cortados de perfex embebidos no silicone. Não parece, mas isso ajuda absurdamente a forma a manter sua durabilidade. Como o perfex é cheio de furinhos, o silicone penetra neles e ancora a peça. Isso evita que ela se parta na hora de estressar a forma para a retirada do modelo.
Seis horas depois eu abro a forma para ver se deu certo. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Aqui está o pentágono de borrachão.
 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Virando o modelo de cabeça para baixo vemos o fundo da base. è importante lembrar que você deve passar desmoldante no vidro para evitar que o silicone cole nele.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Do contrário a única maneira de separar as partes é quebrando o vidro. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Consegui separar as peças sem quebrar o vidro e aqui está o modelo e sua fôrma.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8Aqui vemos a fôrma em detalhes.  Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8O legal da borracha de cura lenta é que ela faz com que você praticamente não tenha bolhas, já que elas tendem a subir. Como o silicone lento fica na consistência de leite por mais tempo, há menos bolhas.

Em seguida eu pego a resina de laminação, misturo uma quantidade determinada e aplico o catalisador. O catalisador da resina é em proporção bem menor que a do silicone. ( se você errar a temperatura pode ficar tão alta que o modelo pega fogo!) Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
A resina de laminação é uma resina chamada resina de poliéster. Eu misturo uma proporção de 40 gotas de catalisador para cada 150g de resina. Misturo bem e derramo lentamente, num filetinho ridículo, durante vários intermináveis minutos a resina no molde até encher. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8 Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Faço assim porque derramar rápido faz com que o ar não tenha como ser expulso e isso forma bolhas na estrutura do modelo. Peças com muitos detalhes e reentrâncias sempre formam bolhas incômodas. Para isso existem as câmaras de alta pressão. Mas isso é algo que eu também não tenho, e assim, conto com Deus para me ajudar a não dar bolhas.

Dali a umas duas horas, a peça ficou quente pra dedéu. E virou plástico. Quando ela esfria, eu posso tirar a peça. Faço isso estressando a fôrma. Vou apertando e puxando pelas beiradas lentamente, cada hora num lugar e a peça se separa da fôrma. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8
Quando termino de fazer isso retiro o modelo, que sai facilmente.
Infelizmente não dá pra ver bem os detalhes, porque a resina de laminação é translúcida. A peça só pode ser vista em detalhes quando é aplicado o primer automotivo nela. Projeto Boneco do John Locke   LOST   parte 8

É isso aí.
Amanhã veremos a amputação dos braços e a fabricação da fôrma do John Locke. ( com os acidentes e as desgraças envolvidas no processo)

ATUALIZADO – Acompanhe os posts seguintes:

A idéia
parte 1
parte2
parte3
parte4
parte5
parte6
parte7
parte8
parte9
parte10
parte 11- FINAL

Idéia genial – Trabalhar na piscina (no fundo)

Como é que essas pessoas aguentam fazer uma reunião no fundo da piscina?
underwaterpool01 Idéia genial   Trabalhar na piscina (no fundo)05 Idéia genial   Trabalhar na piscina (no fundo)
O segredo é que a piscina na verdade é falsa. Trata-se de uma instalação artística de um museu criada por Leandro Elrich. Eu achei a idéia super legal.
Na verdade á piscina é uma sala, toda pintada de azul. O que parece ser a água na verdade é uma placa gigante de acrílico coberta com ondas feitas em resina cristal. O efeito é dramático. Dá pra colocar até um leve espelho dágua em cima da placa que aumenta mais ainda o realismo. Dá pra adaptar esta idéia e usar a piscina como clarabóia… Uma idéia bem legal para quem tem uma cobertura. O escritório sob a piscina ficaria inundado com aquela luz azul. Um visual muito bonito.

07 Idéia genial   Trabalhar na piscina (no fundo)
Aqui tem mais fotos.

Paisagismo de aquário – Banzai

Aqua Design Amano é uma empresa criada pelo designer, fotógrafo e aquarista Takashi Amano. Verdadeiras obras de arte, os aquários de Takashi Amano estão anos luz à frente de seus concorrentes. O foco não é um tanque com peixes. O foco de Amano é a adaptação dos conceitos do equilíbrio paisagístico milenar dos japonses para o universo aquático dos aquários. São trabalhos espetaculares. Só ficou faltando ali um bonzai feito com algas, mas aí também é querer demais!

Confira neste link mais algumas fotos incríveis do trabalho deste cara.

aquariumart11 Paisagismo de aquário   Banzai
aquariumart05 Paisagismo de aquário   Banzai
aquariumart07 Paisagismo de aquário   Banzai

Dois caras pegando um veadinho no barco

Nossa, isso pode soar como o título de um conto homo-pornô. Mas não é.
A história é bem mais incrível.

Dois amigos saem para pescar. Eles pegam uma lancha e vão para uma baía. Eles ficam tentando pescar a uma milha e meia da costa, mas não há peixes. nenum peixe morde a isca. eles acham isso estranho, uma vez que ali sempre dá peixe.
Um deles fica meio desanimado com a pescaria. Começa a olhar o mar de modo contemplativo. É neste momento que ele vê alguma coisa na água.
deerfishing1 Dois caras pegando um veadinho no barcoSerá um golfinho? Será uma lontra?
deerfishing2 Dois caras pegando um veadinho no barcoEles ligam o barco e vão em direção ao objeto.
Quando chegam perto eles simplesmente não podem acreditar no que estão vendo.
deerfishing3 Dois caras pegando um veadinho no barcoÉ um veado. Ele está nadando desesperado.

deerfishing4 Dois caras pegando um veadinho no barcoos caras tratam de laçar o animal e puxam ele para dentro do barco, onde ocorre uma pequena luta para amarrar as pernas do animal selvagem.
deerfishing5 Dois caras pegando um veadinho no barco
Até agora ninguém entendeu o que um veado está fazendo nadando no mar, a uma milha e meia da costa.
Bizarro, né? (pra variar)

Fonte

Vem aí o skate de levitação

16 Vem aí o skate de levitação
Quem não lembra de Marty Mc Fly andando naquele skate de levitação magnética em De volta para o Futuro 2?
Quem assistiu aquilo no auge da adolescência e pode dizer que não desejou, do fundo das próprias entranhas possuir uma coisinha sensacional como aquela?

Ou melhor, uma speedbicke do Retorno de Jedi?250px 74 Z Military Speeder Bike Vem aí o skate de levitação

Pois parece que isso está a um passo de ser viabilizado comercialmente. Volta e meia eu toco na questão da levitação aqui no Mundo Gump. Não só pelo fato de ser uma coisa incrível, algo que afeta nossa forma de pensar o mundo. Não só pelo meu próprio pai fazer coisas levitarem aqui na minha casa e na UFRJ, não só pelo fato de que isso afeta diretamente a questão da pesquisa ufológica, onde objetos efetuam movimentos e fazem coisas impossíveis, como levitar.

A levitação é uma das mais instigantes fronteiras tecnológicas, e isso vai afetar de maneira dramática o mundo em que vivemos. E devemos isso à ciência e seus avanços.
Até pouco tempo atrás, como na última década, capas de invisibilidade, máquinas de teletransporte e tapetes que levitam eram considerados a maior das viagens na maionese.
Mais uma vez, Julio Verne, Isaac Azimov, Philip K. Dick, George Lucas, Gene Rodenberry e seus predecessores estavam certos em várias coisas que surgem em seus livros, contos e filmes. Muito do que parecia ser sonho hoje é realidade. Já teletransportamos moléculas simples. Já teletransportamos a energia elétrica. Já temos celulares. A capa invisível é uma realidade. E agora os físicos da universidade de St. Andrews, na Escócia jogou uma luz no universo da mecânica de levitação.
Não é nenhuma novidade que um físico focalize suas atenções ao estudo das propriedades gravitacionais do planeta para tentar modificá-las de maneira controlada e localizada.
O professor brasileiro, Dr. Fran de Aquino vem se dedicando há alguns anos a estudar isso. Fran alega que descobriu uma maneira e atualmente está trabalhando em parceiria com outros pesquisadores e interessados para construir um modelo físico que demonstre sua anulação gravitacional.

Mas a pesquisa dos professores Ulf Leonhardt e Dr Thomas Philbin da Escócia partiram de um efeito natural da gravidade chamado “força Casmir”. Esta força faz com que os objetos se atraiam.
O alvo da pesquisa dos dois era a produção de micro máquinas que tivessem partes móveis com o mínimo, preferencialmente, nenhuma fricção. E isso só é possível com a levitação. Mas os resultados obtidos prometem ser usados para levitar coisas grandes, como pessoas e veículos.

A força Casmir é proveniente da mecânica quânntica, teoria que descreve o mundo subatômico dos átomos e das partículas deste universo. Ela não é a teoria que faz mais sucesso com os físicos tradicionais, por propor muita coisa que soaria como ficção científica a ouvidos mais tradicionalistas de pessoas com os”pés no chão”.

A força nem é de carga elétrica ou gravitacional. Trata-se de fllutuações em todos os campos pervasivos de energia, que penetram através de espaços vazios entre os átomos e é esta razão que faz com que os átomos se mantenham juntos, como se fosse uma cola invisível.

Agora usando um dispositivos de lentes, os professores Ulf e Thomas conseguiram modificar a força Casmir para repelir ao invés de atrair. A descoberta foi publicada no criterioso New Jouranl of Phisics.

Como a força Casmir causa problemas para a questão da nanotecnologia, todos os que se dedicam a este campo novo da ciência comemoraram muito a descoberta, que permitirá que microcscópicos objetos criados colem-se uns nos outros. Isso vai viabilizar de fato as micro-máquinas, porque a força Casmir é a principal causa de fricção no nano-mundo, em particular em sistemas de máquinas microeletromecânicas.

Eles acreditam que seja possível levitar objetos grandes como pessoas, e que a descoberta ajudará todos os outros que buscam há décadas maneiras baratas e eficientes de fazer isso, sem sucesso.
Com a lente e os equipamentos criados específicamente para isso, no futuro será possível levitar objetos pesados “a alguma distância” dos mesmos. O professor Ulf Leonardt lidera um dos quatro grupos de pesquisa – três deles britânicos – que estão viabilizando e já publicaram a teoria do manto invisível, onde a luz corre ao redor do objeto, como se fosse a água de um rio dando a volta numa pedra, o que faz com que o objeto fique invisível. Algo como aquele do Harry Potter.

Veja a matéria original sobre os cientistas que desvendaram um dos mistérios da levitação

Peixes bizarros de altas profundidades

deepseaavatar Peixes bizarros de altas profundidades
Nós poderíamos sintetizar o mundo em que vivemos em duas partes. A parte rasa e a parte funda. Dos animais da parte rasa, conhecemos um monte. Leão, cabra, onça, coruja, insetos, vermes, crustáceos, peixes… Milhões deles.
Dos animais da parte profunda, conhecemos apenas uma pequena parte. A grande maioria só foi vista pela primeira vez nas últimas duas décadas.

Estes animais vivem em fossas abissais, lugares onde a luz não chega. É um mundo diferente, com a pressão capaz de explodir até uma baleia. A tecnologia está permitindo que sondas possam atingir profundidades até então impossíveis, e com isso, um novo olhar sobre o desconhecido e escuro fosso abissal marinho nos permite ver algumas das mais estranhas criaturas. São seres que poderiam estar em qualquer filme de monstros, Ets e talvez, quem sabe, até no seu mais aterrorizante pesadelo.

Quimeras ou tubarão fantasma.
Este estranho animal é um peixe cartilaginoso que está entre o tubarão e a arraia. Ele tem este estranho nariz protuberante com o qual vasculha o fundo gosmento do oceano em busca de sua preza. O nariz é cheio de terminações que detectam os mais frágeis impulsos elétricos. É como se o animal tivesse um detector de metais no nariz. Ele também tem este espinho venenoso na nadadeira dorsal.875355748 d367148336 o Peixes bizarros de altas profundidades875355800 26647381ca o Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe víbora
Um nome apropriado para esta coisinha que ficaria bem num aquário do capeta. Os dentões e o maxilar inferior prognato são para conseguir morder a presa na escuridão.875355806 0d484e07dc o Peixes bizarros de altas profundidades874448092 54b37338f9 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe pelicano – Basicamente é um estômago com olhos e cauda. O bicho é considerado o animal com a maior abertura de boca no planeta.874447748 3f61e9220a Peixes bizarros de altas profundidades

Lula Dana - Esta lula enorme habita as fossas abissais e usa um truque curioso para desorientar suas presas. Ela bate um flash como o de uma máquina fotográfica. Na escuridão completa, um flash funciona como aquelas bombas usadas pelo FBI para invadir cativeiros. As presas ficam boladas tentando entender o que aconteceu. Aí a lula vai lá e… Nhac!874447458 c54ee93191 Peixes bizarros de altas profundidades

Lula Gigante – A lula gigante é um animal cujo nome já é uma bela descrição. Até recentemente os oceanógrafos questionavam-se se a lula gigante seria uma presa ou um predador das baleias cachalote. Recentemente descobriu-se que as lulas gigantes são presas até uma idade. A partir de determinado tamanho elas são predadoras. Isso significa que elas comem baleias. Esta aí da foto é um filhote.873688713 7f38fb68e0 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe sol (ou lua) – Este é considerado um dos maiores peixes do oceano. Seu peso pode passar de uma tonelada. Sua forma é uma das mais bizarras. Ele é pacífico e muito curioso.873597871 f49c9ca397 Peixes bizarros de altas profundidades

Stargazer – Peixe com nome de seriado de Tv! E deve ser de terror a julgar pelas características desse bicho. Ele tem olhos na cabeça. Atrás das guelras e na nadadeira dorsal tem espinhos venenosos,não obstante, ele ainda dá choque. Olha só o visual do infeliz.874571430 b0c9327edb Peixes bizarros de altas profundidades873721829 3adb70a2ce Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe Grenadier - Tem uma cabeça enorme, mas logo após a cabeça, o corpo é pequeno e termina numa comprida cauda serpentiforme. Um peixe estranho. E também, por que não dizer, feiobragaraio!874446150 5e8ca48b4b Peixes bizarros de altas profundidades873591559 de82c8816b Peixes bizarros de altas profundidades873593865 7adb3d2c56 Peixes bizarros de altas profundidades

Oarfish - Você acha que já viu os mais bizarros do oceano? Então olha bem pra isso aqui. Nem parece um peixe. O Oarfish é um treco compridão em forma de lâmina. Ele pode alcançar tamanhos inacreditáveis. O bizarro dele é que ele nada verticalmente.873595795 dffbabd2d3 Peixes bizarros de altas profundidades873596175 9b7c0c901c Peixes bizarros de altas profundidades

Tubarão mega-boca – descoberto em 1976 só poucos foram vistos. Registros em filme então, menos ainda, só 3. É um tubarão mesmo, porém muito, muito raro.873594773 24a8102ea7 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe ogre – Um belo dum bicho feio. Se precisar de monstro, está aí a melhor escolha. O peixe ogre tem esta aparência feroz.Uma cabeça de ossatura grosseira e belos olhos de psicopata.873593405 69734ab278 Peixes bizarros de altas profundidades874442868 059b4000d2 Peixes bizarros de altas profundidades

Lula fada - Ela muda de cor e projeta inúmeras cores para atrair e hipnotizar seu jantar.873593645 6f3ff41a77 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe mão – Ele anda. Isso mesmo, anda pelo fundo do mar. Parece um lagarto andando pelo fundo.874443482 23f788447c Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe-caixão – Ele é bem comum em águas profundas de todo o mundo. Quando sente-se ameaçado, engole água e vira uma bola. Um recurso comum nos baiacus.873593283 62aa49aedd Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe dragão - Ele usa este barbilhão muscular que fica remexendo como se fosse um verme. O barbilhão emite quimioluminiscência, e os peixinhos otários vem comer a minhoquinha que tá ali, acesa no meio da escuridão, dando o maior mole… E então quando vêem, já estão nadando no aquário do São Pedro.873592179 7225aa9869 Peixes bizarros de altas profundidades

Polvo dos anéis azuis. Bonito e pequeno, do tamanho de uma bola de golfe, esconde um dos mais mortais e poderosos venenos conhecidos. Detalhe: Não há antídoto.874441848 9ee3ebee52 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe bolha – Eu falei dele no post dos animais mais bizarros do planeta. Ele é uma espécie de gelatina em forma de peixe. Sua densidade corporal equivale a da água. Assim ele fica só flanando pelo mar ao sabor das correntes abissais. Para justificar seu – literal – mole, ele tem este bocão imenso, já que não tem como correr atrás das presas.874441660 5e7ec05b2d Peixes bizarros de altas profundidades

O pepino do mar – Um animal bizarro. Não é peixe, nem crustáceo nem molusco e sim um equinodermata, como as estrelas do mar e o ouriço. Criatura bizarra que ganhou a entrada grátis nesse post por isso. Junto com os outros, moluscos como as lulas e o polvo.874442716 ed4708c7c6 Peixes bizarros de altas profundidades

Polvo dumbo – Também já falei deste no post das criaturas bizarras. Ele ganhou este nome graças as orelhinhas que tem na cabeça.874445860 ccd6c3b2f5 Peixes bizarros de altas profundidades

Anglerfish - Um peixe feio. Muito feio.
874445916 3caf150744 Peixes bizarros de altas profundidades874443676 794ab041ac Peixes bizarros de altas profundidades

Tubarão Goblin – Mais um raro ( e tenebroso) tubarão das profundezas.873598741 3e8acc3eca Peixes bizarros de altas profundidades

Prikly Shark – Tubarão de barbatana dupla
Prickly+Shark Peixes bizarros de altas profundidades
Polvo de brilho – Estranho… Muito estranho.glowing sucker octopus Peixes bizarros de altas profundidades

Lula vampiro - Nossa. Esse bicho é de matar de medo. Imagina você mergulhando naquela escuridão. Vira a lanterna para trás e a última coisa que vê é isso aí se aproximando de você…

 Peixes bizarros de altas profundidades

Traição – Por que o homem trai?

Este texto foi escrito por mim e publicado no blog Papo de Homem. Fez bastante sucesso por lá mês passado. Estou aproveitando e republicando ele aqui. Talvez ajude alguém.

Traição. Talvez nenhuma das perfídias humanas seja tão cruel quanto uma traição. A história da humanidade está cheia de reviravoltas e traições de todos os tipos. A produção cultural humana de todas as épocas estão recheados delas, como por exemplo, os os mitos gregos. A traição sempre exerce um certo fascínio, prazer, dor e mistério na mente humana, com seus diferentes graus e formas.

Zeus, o deus máximo do monte Olimpo, líder de todos os demais deuses e deusas, era um libertino e chifrador contumás de sua esposa, a neurastênica e ciumenta deusa Hera.
A política antiga e moderna está recheada de traições, das mais célebres até as mais corriqueiras. Políticos e suas sacanagens com o dinheiro público são expostos aos holofotes graças a mulheres traídas.

Nada pode ser mais perigoso que uma mulher cega de ódio em função de ter sido traída.
O fato é que o ser humano convive com o fantasma da traição desde que nos entendemos por gente e, posso afirmar sem medo de errar, que antes mesmo já era assim. Veja por exemplo, nossos parentes próximos,

os Chipanzés. A sociedade dos macacos é permeada de enredos complexos, onde a traição, a mentira e a dissimulação, escondem desejos, medos e verdadeiras tramas políticas pelo domínio do grupo.

Nas sociedades mais primitivas, ainda reinam os elementos clássicos e instintivos que regem o comportamento. Os machos querem transmitir seus genes. Fazer descendentes.
Quanto mais filhos, melhor. É a programação genética do macho.
A fêmea, por sua vez, busca o melhor macho. Ela é seletiva por natureza. A fêmea quer garantir que os filhos sejam bons. E assim a espécie se perpetua.

O homem, esta criatura cosmopolita, com suas máquinas, carros, computadores, casas e iates, vestindo roupas de grife e relógios de procedências sofisticadas, pode se julgar uma criatura evoluída. Pode se julgar importante como a última bolacha do pacote. Mas a verdade é que somos um bando de manés, regidos pelas mesmas leis que controlam os pobres macaquinhos. Somos animais.

A maioria dos homens trai suas parceiras. A mulher na rua deu chance, o cara vai lá e manda bala. Isso quando não é o caso do cara pegar uma grana e bancar uma prostituta para prestar alguns serviços. É parte indelével da índole masculina buscar parceiras. Somos caçadores. Andamos nas ruas perscrutando cada calçada em busca dos sinais inequívocos do sexo. Bundas, pernas, peitos… É normal ocorrer de estarmos pensando em outra coisa e ainda assim olharmos. A programação genética é inexorável.

Da mesma maneira, pode ocorrer com a mulher de se sentir atraída e, em certos casos, criando fantasias o primeiro homem seguro e inteligente que lhe dê atenção.
Com as mulheres, o princípio primitivo da seleção de genes opera em ritmo frenético. Isso explica a sabedoria popular que sempre diz “mulher gosta é de dinheiro. Quem gosta de pinto é bicha”. A mulher busca e sempre buscará segurança. Nos tempos antigos, em que tudo se resolvia na pancadaria, a segurança era obtida com o macho mais forte. Hoje, em tempos capitalistas, a segurança pode ser resumida a fatores mais complexos, como dinheiro e poder. Aí está o véu do mistério descortinado para expor a realidade das meninas de classe média que se envolvem com marginais e bandidos. A mídia não entende, mas o mecanismo é ridiculamente simples.
Mulheres sempre serão atraídas por machos alpha. E chamo de macho alpha aquele que se sobressai ante os demais. E no mundo dos humanos, isso não significa ser mais forte, nem necessariamente mais bonito.

Não vou me arriscar a incorrer no erro de explicar os motivos de uma traição. Sobretudo da traição feminina, que é mais complexa do ponto de vista psicológico.
Os mecanismos psicológicos complicaram bastante o meio de campo humano. Com o advento do pensamento, o jogo de esconder e mostrar, tradicional dos primatas, se complexificou bastante. Existem mecanismos de defesa, estruturas narrativas e dramas psicológicos para todos os lados. Mas, no fundo no fundo, lá no núcleo mitocondrial, em algum lugar onde os olhos nem os microscópios mais poderosos alcançam, está a instrução de trair.

A fêmea trai por muitas razões. Mas uma das maiores razões é detectar falhas inconscientes na posição social-sexual de seu parceiro e simultaneamente acontecer um processo de côrte de um outro macho, numa posição tipologicamente superior ao do macho original.

Para um macho, de todas as épocas, a traição da fêmea sempre foi e será um drama. Não só por perder a mulher para outro, mas pela constatação mesmo que inconsciente, que ela encontrou outro macho melhor. Não há pior maneira de se descobrir um desgraçado marginal no sistema de pirâmide social humana senão a traição.

Se a traição é um fantasma para o homem, também é para a mulher. Elas fingem que não, mas 100% de todas as mulheres que eu conheço morrem de medo de serem traídas. Se não fosse assim, qual seria o motivo das novelas da Rede Globo serem praticamente todas baseadas em estórias de traições e conflitos advindos destes fatos? O medo é o fator chave de manutenção da atenção. De quebra, isso explica também os motivos pelos quais a mídia brasileira segue o sistema americano, no qual as notícias de violência e desgraça aumentam as vendas dos jornais.

Em nossa busca por entender, mesmo que precariamente o comportamento do homem, podemos perceber alguns dos motivos que levam um homem a trair. Claro que não são só estes, mas elencarei aqui apenas os cinco mais óbvios, ao menos para mim.

1- Homens separam sexo de amor.
Homens e mulheres funcionam de maneiras diferentes. É comum que as mulheres associem fortemente relações sexuais com desejo. E desejo com amor. Logo, para muitas mulheres, sexo e amor são como um prato de strogonoff. A base do strogonoff é a mistura de creme de leite com molho de tomate. Se separar os dois, o que é virtualmente impossível, o strogonoff deixará de ser strogonoff, passando a alguma outra coisa qualquer, sem forma, sem nome.
Entramos no perigoso terreno de explicar o amor. E qualquer cara mais bobo do que eu, sabe que o amor não se explica. Então, vou dar uma malandra desviada deste terreno arenoso, pegando um atalho e limitando-me a comentar que o conceito de amor foi sendo construído ao longo do tempo. E não necessariamente ele é o mesmo em todas as culturas e, principalmente, em todos os gêneros.
O homem vê o mundo com uma visão mais simples. Ele separa o amor do sexo com extrema naturalidade. É como arroz com feijão. Misturado é bom, mas separado, dá pra comer tranqüilamente.
Entender que o homem está num processo contínuo de evolução que começou lá atrás, no alto das árvores, ajuda na percepção de que os laços afetivos – logo, mentais – não estão intimamente associados quanto os laços corporais, carnais. Afinal, são milhões de anos procurando amantes no mato. Isso não se resolve do dia para a noite. Para o homem traído, a traição provocada pela sua parceira dói, porque ela é emocional e carnal, além de funcionar pra ele como um atestado de incompetência como macho, como eu já falei antes.

2- Homens traem para se sentirem vivos.
A cena clássica começa com uma gravata apertada e um belo vestido branco com véu e grinalda. O padre abençoa a união e exige das duas partes envolvidas uma declaração pública, com testemunhas aos montes, de “ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, seguindo amando e respeitando, até que a morte os separe”. O peso desta declaração é incomensurável. Eu tenho um curioso mecanismo mental que apagou completamente esta parte das minhas memórias. Eu sou míope e casei sem óculos. Já percebi que quando eu vejo sem óculos, esqueço as coisas bem mais rápido. Isso foi bom, porque viver cada dia pensando na obrigação de amar até morrer é dose.
Verdade. Falando sério, se a gente der uma boa olhada neste juramento, entendemos porque os padres não casam.O peso de jurar que amará até o fim da vida é um fardo bem grande para uma pessoa normal carregar. Mas são os ritos sociais e não desviamos deles, pois para muitos homens, com o passar do tempo, aquela verve instintiva de ser o rei da montaha, de ser o alpha garanhão, o cachorrão comedor, se esvai e só o que sobra é um fantasma.
Um fantasma resignado a uma vida cotidiana que com o passar do tempo, vai perdendo a graça.
O fato é que a vida é como um roteiro holywoodiano, cheio de mistérios e reviravoltas, e nem o mais criativo dos roteiristas se compara ao destino. Um dia, o sujeito descobre uma mocinha no trabalho, ou então no supermercado, ou então no elevador…
A chance se apresenta diante dele com toda sua majestade. É uma coisa rápida, um gracejo, um sorriso, um olhar que diz tudo. Aquele sujeito derrotado, conformado e omisso, experimenta uma nova sensação. Uma seiva mágica volta a correr-lhe as veias. Ele sente-se bem. Ele trairá para sentir-se vivo. Para sentir-se como era no passado, na juventude. Ele trai porque esta traição nega inconscientemente, o fator inexorável da morte.

3- Homens traem por auto-afirmação.
Um homem sai com os amigos. Vai num bar conversar, contar piadas, blasfemar. Somos criaturas sociais. Salvo raras exceções, não vivemos bem sem ter amigos para conversar. Numa dessas saídas, uma mulher se insinua. O cara tem uma namorada. Não quer trair, mas a garota se insinua com tamanha intensidade e interesse (inconscientemente identificando nele um macho alpha entre seus pares e exercendo uma nova sensação: a de caçar) que ele acaba sucumbindo e inconseqüentemente, trai.
Ele poderá argumentar mentalmente que apenas teve um leve affair com a moça e que aquilo foi apenas carnal, não estando, portanto, quebrando nenhum laço emocional. Na mente do homem, é possível que só um envolvimento absolutamente emocional, como a paixão constituiria uma traição real. É mais ou menos assim que opera o mecanismo de relacionamento entre casais que trabalham na indústria da pornografia, onde fazer sexo é apenas um trabalho e nada mais.
A grande maioria dos homens que traem como resultado direto das circunstâncias da vida (condição ambiental conjugado com o interesse de uma parceira e sensação de anonimato) o faz por auto-afirmação. Vivemos numa sociedade machista e desde sempre os homens são ensinados que eles devem ter um comportamento de “macho”.
Frases como “homem não chora” e os lemas paternos: “ prenda sua cabrita que meu bode tá solto” são as máximas que regem a vida de muitos homens. Assim, é incompreensível ver uma mulher dando o maior mole e ele não aproveitar. Se assim ocorrer, ele será visto pelos seus pares – e pior, por si mesmo – como um fraco, até mesmo um homossexual.
Miniflashback por favor!
Estamos no passado. Os macaquinhos estão nas árvores. Uma fêmea, percebendo que o macho alpha está distraído, se oferece, virando o traseiro rebolativo para um macaco que contemplava o vazio. O macaco arregala os olhos, pensando que ganhou na loteria. Ele se anima e parte para cima dela. Vai tentar mandar ver na macaquinha safada quando o macacão Alpha, o chefão do grupo, saca que vai levar um belo enfeite de testa e enfia a pancada em ambos.
Agora, aquele macaco beta vai morrer de medo quando uma macaquinha safada virar-lhe o traseiro novamente. Ele é um beta. Beta não come ninguém. É um fraco.
Voltamos ao nosso amigo na boate. A moça se esfrega voluptuosamente nele, e mesmo que ele busque em suas memórias a lembrança de sua parceira inocente, o olhar de avaliação de seus pares, somado com sua percepção de si mesmo, vai empurrá-lo para a situação conflitante de ficar com a garota. Mesmo que todos seus neurônios digam que é burrice.
O homem em geral, tem graves problemas de identidade. Muitos de nós medimos nossa masculinidade pelo quanto sabemos. Pela nossa inteligência. Pelo quão hábeis somos em nosso trabalho, pelo quão esportivos somos no futebol, pelo quanto dinheiro temos. Ou pelo tamanho de nosso pênis.
A massa dos homens se mede pelo trabalho. Gonzaguinha sintetizou este pensamento com maestria na frase “…E sem o seu trabalho o homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata”.
Com uma identidade individual problemática, somos vítimas das circunstâncias. Precisamos afirmar para nós mesmos quem somos a todo tempo. E para os machos alpha isso é ainda pior. O macho alpha precisa irradiar seu efeito alpha. Demonstrar sua superioridade. Precisa mostrar-se melhor o tempo todo. E se “ser melhor” significar pegar toda mulher que der chance, ele assim o fará. É o destino. É a natureza.

4- Homens traem por desejo de sair da relação.
É como eu já falei. O homem cresce com problemas com sua auto-imagem. Cresce num ambiente que o obriga a ser muitas vezes uma coisa que ele não é. Cresce cercado de expectativas que precisa preencher. Muitos homens têm dificuldade em expressar suas emoções, se abrir. O mundo está cheio de homens que procuram prostitutas para conversar sobre problemas pessoais e profissionais que não tem coragem de contar a suas mulheres. Quase toda prostituta já viu um desses.
È normal que homens fiquem em relações infelizes por comodismo. É uma coisa detestável, eu sei. Mas acontece. Nisso, o homem violenta seus desejos, “violenta” a mulher, “violenta” os filhos. É uma família inteira que fica doente. A família é um sistema. Um sistema que está ligado em outros. E a doença se reflete, ecoando pela sociedade, porque este camarada infeliz em casa levará a infelicidade com ele para onde for. A mulher idem, os filhos apresentarão todo tipo de problema, como ficar doentes ou afundar na escola como um modo de chamar a atenção. A família se desestrutura e é uma brecha perfeita para as drogas e a degradação.
A traição neste caso funciona como o escape da pressão. È natural que em situações como esta, uma traição dupla ocorra. È comum também o caso das famílias duplas, com o homem não tendo coragem suficiente para encerrar o relacionamento falido, seja por pressão social ou afetiva, vai levando aquele lar em conjunto com outro. Isso gera casos comuns em que a esposa só descobre a outra família do sujeito no dia do velório dele.
A traição pode funcionar para o homem como uma saída. Dessa forma, quando ele não consegue ser suficientemente corajoso para enfrentar o sofrimento, ele pode buscar numa traição cheia de percalços e frustrações, a saída final. O cara não quer acabar com a relação. Ele torna-se vítima de sua própria atitude, expondo a parceira ao escárnio social. A mulher, vendo-se pressionada pela família, amigos e sociedade, é forçada a tomar a decisão de separar-se do homem como única maneira de preservar sua honra. E fará isso, mesmo que ainda ame o sujeito fraco, só para salvar as aparências. Não tendo peito para largar a própria mulher, o sujeito torna a vida a dois tão insuportável a ponto da mulher tomar a iniciativa por ele.

5- Homens traem por vingança.
O homem pode querer trair como forma de se vingar de uma mulher. A sensação de ser traído para o homem tem um peso forte e é algo capaz de derrubar a auto-estima do mais egocêntrico dos seres. Buscar uma outra mulher para “dar o troco” na amada é algo comum em homens inexperientes e jovens. Um homem pode se vingar traindo a parceira por motivos ridiculamente banais. Já vi amigos resolverem trair as namoradas apenas pelo fato delas terem ido ao “clube das mulheres” com as amigas. Para o homem, a mera imaginação de que sua parceira obteve uma migalha sequer de desejo por um outro macho é insuportável. E no clube das mulheres, o padrão de macho é o padrão de perfeição máscula do inconsciente coletivo masculino: sujeitos altos, fortões, com queixos quadrados, físico de marombeiro e sexo de dimensões avantajadas. Tão avantajados como jumentos.
Este pensamento corrói o homem por dentro. É um fantasma. O cara começa a delirar que a mulher subiu no palco, que acariciou o membro “gigante pela própria natureza” do galalau e dançou aquela sensual rebolada com o cara lá… Por mais que sua mulher diga que apenas assistiu sentada o show, ele terá total certeza que ela mente para encobrir seu outro lado. Sua outra face. Este cara, que divide todas as mulheres do mundo em dois grandes grupos (santas e putas) vai se desesperar. O cara ficará transtornado e obcecado pelas próprias idéias.
Resolve sair pegando geral para “restituir sua honra, supostamente perdida ou arranhada” o que nos leva de volta ao tipo de traição número 3, e dar o troco na mulher.
No fundo no fundo, tudo está diretamente atrelado a fraca auto-imagem que o homem tem de si mesmo, associado com ilusões sobre as expectativas que a sociedade constrói ao seu redor. Quem são os heróis masculinos? Como eles se portam? Os galãs das novelas das sete costumam refletir um idealismo popular do homem primal, fortemente sexual. Não é a toa que as novelas das sete, na TV Globo, são marcadas por histórias nas quais os homens estereotipados trocam de parceiras a cada capítulo. E isso continua a se perpetuar na sociedade. Veja por exemplo em Shrek. Neste filme voltado ao público infanto-juvenil, um feioso ogro se vê às voltas com uma bela princesa apaixonada por ele. Tudo parece contrariar o princípio do idealismo masculino. O feio ogro vai pegar a gatinha princesa. Mas… Opa! A princesa vira uma Ogra! Ah, agora sim. Feios com feios. E viva a igualdade.
Shrek reforça o ideal socialmente aceito de que só os “heróis” tem o direito de se darem bem. O que sobra é a lição de que só se é feliz sendo herói. Ou macho alpha.

Hoje em dia, está cada vez mais difícil viver uma vida a dois, sem trair. Isso se deve a diversos fatores. Um deles, e talvez o mais curioso, seja a liberação sexual feminina. A mulher conquistou bastante espaço nas últimas décadas. Elas são cada vez mais e ganham cada vez melhor. Estão em todos os mercados e querem mais. O tempo em que as mulheres eram passivamente escolhidas já se foi. Hoje elas escolhem e vão à caça como os machos sempre fizeram. Isso assusta alguns homens mais tradicionais. Mas o resultado prático é que a liberação sexual acontece cada vez mais cedo, e as meninas estão partindo para cima, chegando nos garotos e propondo coisas que suas avós nem sonhavam em falar com os maridos. Outro fator que potencializa isso é que existem mais mulheres que homens. Principalmente nos grandes centros urbanos. Mais mulheres que homens significa uma disputa clara pelos machos. Entenda esta disputa como uma guerra por roupas sensuais, atitude, maquiagem. E não só isso. Há também o golpe da barriga pra segurar o cara. As armas femininas clássicas. Com menos homens, uma mulher acaba tendo que tirar o homem que deseja da outra.
A tecnologia deu um empurrãozinho nas coisas. Antigamente, quando eu era guri, se um menino gostava de uma menina, ele tinha que se expor suficientemente para ser notado. Precisava pegar na mão da menina. Precisava se arriscar.
Eventualmente para os mais tímidos, como eu, não havia lugar ao sol. O que nos obrigava a desejar meninas impossíveis. Eu perdi a conta de quantas cartinhas de amor e bilhetinhos eu mandei para algumas meninas cruéis que só fizeram me zoar.
Hoje é o tempo do “já é ou já era?”. Existe MSN, existe Orkut, existe email e mais um monte de outras maneiras tecnológicas de uma aproximação sem risco. As meninas estão sendo educadas pela Tv, seja em maior ou menor grau. Isso está afetando diretamente o comportamento delas com os meninos. No meu tempo, convinha às meninas ter receio dos garotos. As meninas e meninos não brincavam juntos. Falar com uma menina era cruzar um enorme abismo social. Sabe o Calvin, o menino que tem um tigre imaginário? Calvin e sua relação de amor e ódio com Susie, a vizinha e colega da escola, reflete esta dualidade, vivida naturalmente pelo autor Bill Waterson na sua infância. É o retrato de uma época. Eu vivi isso.
Os meninos de hoje convivem com as meninas de modo muito mais natural. E isso é ótimo.
Não há nada de mal em conhecer pessoas. A prova disso é a enorme quantidade de relacionamentos virtuais que algum dia acabam se tornam reais.

O problema é que a aproximação mais fácil e com as relações mais próximas (não necessariamente mais francas) o assédio aumentou.
A traição em si, no contexto direto da palavra, não precisa estar associada a fazer sexo com outro que não seja o parceiro oficial. O termo adquire conotações de maior ou menor extensão de acordo com quem o utiliza, e claro, com que objetivo.

Tenho amigas que consideram traição o parceiro ver mulher pelada na Internet.
Qualquer pessoa que navega na Internet por algum tempo sabe que é extremamente difícil passar incólume à pornografia digital. Então, na ótica da parceira, este cidadão, coitado, é um traidor contumaz. Mulher pelada em revista dá no mesmo? E encarte de sutiã?

E assim, a relação começa a virar um jogo de baseball, cheio de regras esquisitas.
Se por um lado tem aquelas mulheres hiper-possessivas que vigiam o celular, o email e tornam-se exímias futicadoras no histórico do MSN, lixeira e arquivos temporários do Explorer, existem por outro lado, os relacionamentos chamados “abertos”.

Confesso que relacionamentos assim são meio misteriosos para mim. Os dois lados admitem ter aventuras extraconjugais e ainda assim continuam juntos. Complexo.
Uma receita potencialmente explosiva quando entre um dos dois está alguém ciumento ou possessivo. Ainda mais curioso, são os casais “liberais”. Geralmente o termo casal “liberal” é mais amplo no sentido da sacanagem do que o do casal “aberto”. No senso comum, casal liberal também pode ser conhecido como casal “libertino”. Neste caso, o casal opta por uma saída a dois para a realização de desejos sexuais mútuos. Existem casas e ambientes específicos para ménage e troca de casais. Muitas vezes, isso acaba se resumindo em sexo na coletividade. Uma vida conjugal nesta estrutura de relacionamento é bastante difícil. A confiança deve ser mútua e forte suficiente para que não haja possessividade. O casal liberal tem que viver sob a égide de que existe sexo sem amor. Do contrario, isso não funcionaria.

Dicas para se manter fiel a sua parceira


Ao longo deste texto, vimos que existem muitos motivos pelos quais o homem trai. Nunca foi tão difícil manter um relacionamento estável quanto hoje. A tecnologia, a liberação feminina, a cultura de massa, o número maior de mulheres do que o de homens na sociedade, tudo isso colabora de maneira preponderante para que o sujeito acabe dando uma “escorregada”, uma “pulada de cerca”. Coisas que podem abalar ou mesmo destruir um relacionamento.

O homem é vítima de uma sociedade machista que se estruturou em ideais irreais, resultando em homens que não sabem direito o seu papel. Hoje, o que temos aí, são muitos homens com uma auto-imagem fragilizada.

Ser fiel a sua parceira não é e nem será uma coisa que se aprende de uma hora para outra. É um exercício. Um investimento. Requer trabalho. Concentração.
Para ser fiel a uma mulher é preciso antes de tudo amá-la. E amar a si mesmo. Ter conhecimento sobre seu papel na relação e na sociedade. Não há receita pronta nem fórmula mágica. Existem relacionamentos de todos os tipos e maneiras. Cada um afetará de modo diferente o comportamento de ambos. O que eu posso dizer apenas é resultado de uma observação de casais amigos e do meu relacionamento com a primeira dama, que vai muito bem em nossos 8 anos de casamento, e 12 anos de relacionamento:

1. Experimente
Cada mulher é diferente da outra. Você nunca vai achar duas iguais. A mulher é um produto direto de outra família. Outra estrutura de amor e poder diferente da sua. Olhando de fora, é incrível que algum casamento possa dar certo. Francamente, as chances de sucesso são mínimas. Mas em alguns casos dá certo. E isso é o milagre da vida. Para saber se aquela pessoa será uma boa companhia para você, só há um jeito: conviva com ela. Experimente. Veja como você se sente com ela. Este é o momento de testar, experimentar e correr riscos. Quem não corre riscos e não experimenta o suficiente nesta fase da vida, poderá querer fazer isso depois. E isso pode ser bastante desgastante. O problema nesta fase é que as opções são muitas. O cardápio é extremamente variado. A inexperiência depõe contra você e o resultado é uma confusão mental. Namoros muito longos, quase relações estáveis aos quinze anos. Paixão e amor são coisas parecidas e ao mesmo tempo diferentes. Erre. Esta é sua chance de errar. A grande vantagem da juventude é poder errar. Ter carta branca para cometer todos os erros que puder. Sofra também. O sofrimento te ensinará muitas coisas importantes para o futuro.
A fase da experimentação é muito boa. Talvez por isso, haja tantos “solteiros convictos” tentando manter-se nesta fase pelo resto da vida.

2. Escolha bem
Pense. O que você quer? Ser feliz? Ter prazer? As coisas da vida têm preço. Tem casos em que você se vê entre a cruz e a espada e você precisa avaliar o que tem e o que poderá obter. Muitas vezes vinte minutos ou seis horas de prazer custam caro demais. O problema é que é difícil pensar nisso quando o tesão se instalou. Eu sei. O homem, mais do que a mulher, é uma criatura imediatista.

3. Escolheu, aproveite
Meu pai tem uma metáfora interessante para o casamento. Casar é como comprar um sapato. Você anda, olha vários. Uns bonitos, uns feios. Bonitos desconfortáveis, feios confortáveis, medianos, caros e baratos. Finalmente você escolhe um. Paga e fica feliz com ele cinco minutos. Daí volta a andar na frente das vitrines para ver o que deixou de levar.
Não olhe. Escolheu, retire-se do shopping. Sempre vai ter um sapato melhor do que você escolheu. E se não tiver, você já está com o melhor, então para quê olhar vitrine? O problema com muitas pessoas é que depois de casarem-se ou unirem-se de qualquer maneira, continuam pelas ruas, olhando as vitrines e experimentando outros sapatos. Isso é comum em pessoas com problemas psicológicos. Tem gente que nunca estará satisfeito com o que tem. A explicação é que essas pessoas buscam lá fora o que desejam ter dentro de si. Dê uma chance a si mesmo para ser feliz e fazer o outro feliz. Escolha seu sapato e fique com ele. Fique feliz. Ou então mude de sapato. Mas mude com convicção.

4. Não se exponha
Quando sai tiroteio no morro, todo mundo se abaixa. As pessoas saem acelerando seus carros na contra-mão. Alguns pulam atrás de muros, escondem-se. O ser humano é esperto. Ele faz isso porque não quer levar um “teco”.
Agora pense.
Você tem um relacionamento sério com uma pessoa. Surge uma “amiga” que é uma paquera super gostosa da faculdade, que acabou de se separar e te chama para tomar um inocente choppinho depois do trabalho. Você pensa em dizer para sua parceira que vai tomar uma birita com “amigos” depois do expediente.

Isso me soa como um sujeito pintar um alvo no peito e sair saltitando com um megafone gritando: –Atira em mim!” Em mim!!!! – Enquanto pula em pernas de pau, no meio de um tiroteio na favela.
Se você não quer ter aporrinhação, evite a situação. Use a cabeça de cima.
Se for inevitável, use a situação a seu favor. Leve sua parceira e de quebra aquele seu amigo que não arruma namorada. Ela verá seu empenho em manter-se longe das tentações da carne. Quem sabe você até arruma a vida do seu amigo?
Depois que eu casei, nunca mais fui em uma balada. Isso significa que eu morri? Não. Significa que eu sou inteligente o suficiente para evitar o caminho da tentação. Sei que nas baladas as pessoas estão com a sexualidade à flor da pele. Muitas pessoas estão ali para caçar. “Macaco velho não bota a mão em cumbuca”, sacou?

5. Seja honesto
Ser honesto é admitir sua fraqueza. Admitir que não é o super-homem. O pegador cachorrão. Admita que ama a sua parceira. Caso a ame. Nunca, nunca mesmo, iluda uma mulher nesse aspecto. Você só vai se ferrar. E empenhe-se, empenhe-se ao máximo para corresponder aos anseios dela dentro dos seus limites. É muito mais difícil conquistar várias vezes uma mesma mulher do que conquistar várias mulheres. Infinitamente mais difícil.
Seja dedicado. Mas não seja um capacho. Não perca o mistério. Mantenha-se fiel e emocionalmente confiável. Isso é muito difícil, mas possível. Não minta. Não seja um covarde. Não seja um canalha. Converse francamente. Pode ser difícil. Homens costumam ter dificuldade em tratar de assuntos excessivamente emocionais. Eu mesmo tenho um mecanismo de distração bizarro. Se algo me irrita, eu fico caladão. E dali a dez segundos, vem na minha cabeça uma coisa interessante ou uma idéia incrível de roteiro. É chamado de fuga para a fantasia. Para as mulheres, o silêncio é uma merda. Elas se sentem ameaçadas por frases lacônicas. Daí vem querendo conversar. Muitas vezes, quando a minha vem querendo conversar, eu já esqueci o motivo da raiva e estou pensando em carros que voam ou raças alienígenas. Discutir relação é e sempre será um saco. Homens detestam discutir relação. Se você souber levar a vida a dois, não terá que discutir a relação. Se bem que eu não conheço nenhum cara casado que tenha passado incólume a isso. Aceite discutir a relação como um fato da vida. É como trocar o óleo do carro ou dependendo da mulher, limpar a caixa de gordura. É um trabalho sujo, mas alguém tem que fazê-lo.

6. Aceite-a como ela é
Existem casais que separam-se rapidamente após casarem-se. Quando indagados sobre a razão da separação, muitos alegam que são “motivos particulares”. “Motivos particulares” costumam ser defeitos graves de caráter.
Em alguns casos, só separando mesmo. Este tipo de problema acontece quando você comete o erro de escolher mal o parceiro. Descobre depois de algum tempo facetas desconhecidas e muitas vezes insuportáveis da personalidade alheia. Não houve período de adaptação.
Isso é diferente de descobrir os pequenos defeitos de seu companheiro (a) e aceitá-los. Todas as pessoas têm defeitos. Não se iluda. Você não vai casar com a Virgem Maria. Sua garota terá problemas. Dê “graças a Deus” se eles não forem muito graves. Aceite sua parceira como ela é. Veja o lado positivo. Tendemos a ser pessimistas. Só olhamos nossos defeitos (e dos outros). Muitas vezes as qualidades passam batido ao nosso olhar.
É comum ver pessoas (muitas vezes mulheres) que entram num casamento com um discurso pronto. “ Eu sei que beltrano é assim, mas vou consertá-lo”. Para mim, o fato de alguém proferir esta frase ingrata, já liga o alarme de emergência. Eu cato o meu assento ejetor sob o banco, porque eu sei que isso é a receita da desgraça. Dificilmente uma mulher conserta um homem. O homem é o produto de uma vida inteira. É muita prepotência achar que sozinha ela vai conseguir desentortar o pepino depois de adulto. O que ela vai conseguir é encher o saco dos vizinhos com berros e pratos atingindo a parede no melhor momento das brigas do casal. Vai virar assunto dos porteiros: “Ih, lá vai a louca ciumenta do 801!”.

7. Para sempre o escambau!

A gente cresce ouvindo a ladainha no final das histórias infantis de que o príncipe (você) e a princesa (sua parceira) foram felizes para sempre. Essa frase é a maior sacanagem da infância. Milhares de meninas crescem com esta informação introjetada. Elas buscam o príncipe encantado na vida. E o melhor jeito de “chegar junto” nelas é bancando este cara. O problema é que nenhuma relação se sustenta com mentiras e cedo ou tarde ela vai dar de cara com quem realmente ela casou: você! Torça para que neste dia ela esteja de bom humor. Nenhuma relação é para sempre. O “para sempre” não existe. É um delírio ficcional. A realidade é que só Vinícius de Moraes está certo. “Que seja eterno enquanto dure”.
Apenas você e sua parceira podem trabalhar duro para manter acesa esta chama. E isso envolve desviar de fatores externos e internos ao relacionamento. Envolve confiança. Na verdade, o “sempre” depende de um dia após o outro. Dependendo de cada dia, um relacionamento pode durar anos ou acabar em poucos meses. Outra coisa, existem casamentos lentos e rápidos.
Já ouvi pessoas dizerem. “Meu casamento durou seis anos. Não deu certo.” Ora, como não deu?
Casamento é como comer num restaurante.
Tem um restaurante em Portugal onde você passa 12 horas comendo o almoço. Já no Habib´s você pode comer seu almoço em menos de três minutos. Com fome, em dois. E dos dois jeitos você não almoça?
Relacionamentos podem durar muito tempo e serem fracassados. O fracasso está em viver uma vida triste, ao lado de quem você não ama mais. Viver bem um, dois, três, sete dez anos e separar é sucesso. È descobrir que já viveu o que havia para viver ao lado daquela pessoa e dar chance a você e a ela de escrever uma nova história. Casamento não pode ser prisão, cercado de muros por todos os lados. Se o seu é assim, suba no muro, e ao menos seus olhos sentirão o sabor da liberdade.

8. Dinheiro e amor
Uma vez meu avô me ensinou a receita para estar casado há mais de 60 anos e feliz. Ele dava e continua dando o dinheiro na mão da minha avó. Só isso.
Eu acreditei. Meu avô nunca gostou de lidar com dinheiro. Existem algumas mulheres que são administradoras natas. Eu dei a sorte de encontrar uma assim. Pego todo dinheiro que eu ganho e dou para ela administrar. Uma vez contei isso para um aluno e ele falou em tom ameaçador: “Cuidado, hein! A mulher com dinheiro pode se sentir superior. Pode “montar”.
E eu fiquei pensando. “Montar”. Que termo curioso. Que figura de linguagem. Imaginei-me um burro com a patroa sentada em cima, batendo com o chicote: “Trabalha vagabundo”!!!
Na realidade o que acontece é um grande auto-conhecimento mútuo. Eu sei que não sou bom com contas. Ela sabe que é. Ela é extremamente esperta na administração financeira. Logo, ela faz isso. Para muitos homens, entregar a grana na mão da mulher e deixar que ela te dê o dinheiro quando você precisar, significa ter que pedir. Se humilhar. É abrir mão do dinheiro. Do poder. É se ver na situação frágil de dependência do sexo oposto. É estar à mercê da mulher e seus desejos.
Se vocês estão certos sobre seus papéis na relação, ela não fica afetada pelo poder. E nem você dá ataque de “Pit Bicha” por causa disso. Afinal, o dinheiro é dos dois.
Para um homem que paute sua auto-imagem masculina como “o provedor”, o “homem da relação”, aquele que detém o falo, o poder, isso é inaceitável. Geralmente esses caras ficam em parafuso quando a mulher ganha mais que eles.
Muitos homens têm tamanho afeto pelo seu falo social (o dinheiro) que nem contam às esposas quanto eles ganham. A massa das pessoas divide os gastos. Divide o orçamento do lar. O lar já começa dividido. É interessante pensar como algo que comece dividido possa gerar uma união. Eu nunca vi.
Meu avô costuma complementar o discurso de unir o dinheiro do casal numa economia do lar única com a frase: “Mulher de rua não gosta de homem sem dinheiro”.
Bem, naquele tempo dele isso era mesmo um fato. Hoje em dia o mundo está cheio de mulher que paga o motel. Mas elas ainda gostam do dinheiro e não vão ter o menor interesse em alguém que dependa economicamente de outra. Deixando a grana para minha mulher gerenciar, eu evito dores de cabeça com contas a pagar e posso me concentrar totalmente em granas a receber, que convenhamos, é bem mais interessante. É claro que isso não funciona com toda mulher. Eu dei sorte. Tem uns estrupícios por aí que se você colocar sua grana na mão delas, irão comprar toda a coleção de outono-inverno de bolsas da Luis Vuitton .
Neste caso, volte para a dica 1 e escolha uma mulher melhor. Ou fique sozinho, que é mais jogo. A maior furada que tem é uma mulher consumista.

9. Dedicação
Dedique-se, não empurre seu relacionamento com a barriga. Ele será melhor proporcionalmente à energia que você investir nele. Homens que só pensam em trabalho, mulheres que só pensam em trabalho, não têm como dar certo. Muitos casamentos acabam durante teses de mestrado e doutorado. Justamente o momento em que as pessoas direcionam toda sua energia para uma outra coisa e abandonam o parceiro à sua própria sorte. Nesse aspecto, a traição ocorre com facilidade.
Converse. Uma vez eu fui a um restaurante e como tenho mania de ficar olhando para as pessoas, vi um casal que não se falou durante todo o jantar. Comiam em silêncio. Isso é triste. É impossível para uma mulher sentir-se bem com um homem que não fala com ela. A mulher, ao contrário do homem, é absurdamente dependente daquilo que ela ouve. Já o homem é regido pelo que ele vê (isso explica porque revista de homem pelado é comprada por homem gay e não por mulher. Também explica porque uns caras muito feios conseguem mulheres bonitas).

10. Planos
Ter planos em conjunto é parte integrante de uma relação. Você tem que ser amigo, companheiro e cúmplice. E eu chamo de cumplicidade ter planos em comum. Se vocês juntam grana para comprar um carro novo ou apartamento, é sacanagem o cara pegar esta grana e comprar aquele vídeo-game de última geração sem antes conversar com ela e obter um acordo ou mesmo uma reformulação dos planos. A idéia de “quem tem o dinheiro é que manda” é uma idéia estupidamente separatista. Não compre carro nem casa nem nada gigantesco que afete seu balanço financeiro familiar sem conversar com sua parceira. Parece bobo e óbvio dizer isso, mas acredite. Estou falando com conhecimento de causa. Tem casais em que o cara chega em casa com um carro novo que ele escolheu, pegou o dinheiro da poupança dos dois e pagou a entrada. Ele chega em casa e mostra pra esposa que comprou. Dá um bolo de carnês pra ela pagar e ainda se irrita se ela reclama. Ter planos em comum é super legal. Se você estiver concentrado em obter pontos para os dois, não terá tempo para pensar merda nem ser afetado por lambisgóias aventureiras destruidoras de lares. Acredite, elas existem! Na maioria das vezes, são mulheres até bonitas, com uma auto-estima lá na unha do dedo mindinho, que para obter uma auto-afirmação de seu poder de sedução, ficam jogando charme para homens comprometidos para tentar abalar a estrutura do relacionamento dele. Só se dão por satisfeitas quando os homens largam tudo para ficar com elas. O problema é que aí acaba o interesse e elas partem para outro, que seja mais difícil, deixando seu rastro de destruição atrás de si.

Bem, não tenho muito mais o que dizer além disso. Você terá que contar com a sorte em muitos momentos. Uma dica é observar analiticamente a relação de sua sogra com seu sogro. Ela dará algumas pistas de como sua futura esposa poderá ter introjetado a relação marido-mulher. A história humana tende a se repetir em ciclos. No entanto, isso não significa que a filha de um casal separado invariavelmente naufragará no casamento.Talvez isso até a ajude a compreender os erros mais comuns e não cometê-los. Mas se a sua sogra é uma megera indomável que enfia a pancada no seu sogro, pense bem antes de mergulhar de cabeça nessa família.

Boa sorte.


Estado de equilíbrio

1004729720 11857c8e69 o Estado de equilíbrioEstado de equilíbrio é algo que raramente ocorre por acaso. Tirando a primeira foto desta seqüencia, onde não há nenhuma Photoshopia, todas as demais coisas (e pessoas) estão se equilibrando de maneira estável.

1004853544 4cb54ecb5b o Estado de equilíbrioA que eu mais gostei foi a do pescador que parece estar equilibrado com uma vareta enfiada “naquele lugar onde o sol não bate” e esta aqui do copo.
410392420 4d19dc16f3 Estado de equilíbrioEsta do copo, eu pensei em tentar fazer aqui e fotografar. Mas temo que as “condições ambientais” não sejam necessáriamente favoráveis.
Leia-se: Primeira dama me enfiando a porrada por quebrar as taças de cristal.
1004653602 c36ba01673 o Estado de equilíbrio1004655096 6965e46d1d Estado de equilíbrio1004783500 2820b52bdb o Estado de equilíbrio1003803385 0e2cb40333 o Estado de equilíbrio1003802295 94d149ce01 Estado de equilíbrio

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