Archive - agosto, 2007

Naboo by Dusso – A arte do Matte Painting

MP21 Naboo by Dusso   A arte do Matte Painting

Dusso é um matte painter.
Entender o que faz um matte painter requer saber em primeiro lugar o que é um matte painting.
O matte painting é uma técnica originária do cinema. É um dos mais antigos e de melhor custo-benefício efeito especial. Credita-se a invenção do Matte painting ao cienasta-mágico-pai-dos-efeitos-especiais George Meliés.
O truque consiste numa engenhosa idéia. Numa placa grande de vidro alguém pinta um cenário. Em geral os cenários pintados são alguma impossibilidade prática para um estúdio, como florestas gigantes, castelos, planetas, etc. E nessa pintura no vidro, alguns buracos são deixados propositalmente sem pintura.

São deixados sem pintura porque lá atrás, a uma boa distância da câmera, num pedaço minúsculo de cenário estará o ator. A Câmera pegará a cena em foco infinito, juntando o ator e seu cenário que o rodeia e integrando-o à pintura.
O que a câmera vê é uma cena fantástica.

Com o advento da tecnologia, os efeitos especiais evoluíram e de certa forma revolucionaram a maneira de fazer cinema fantástico no mundo. Só uma coisa não mudou em todo este tempo. O aspecto artístico da coisa.
Desde Meliés a única limitação séria do matte painting estava em achar alguém fera o suficiente para fazer uma pintura parecer de verdade.
Hoje, com rotoscopias eletrônicas, tracking de câmera, câmeras de movimento controlado, layers, 3d e o escambau a quatro, o matte painting se sofisticou como nunca, mas o fator humano ainda é a chave. E provavelmente sempre será.

Este é Dusso. Matte painting é o seu trabalho. Algumas imagens beiram o inacreditável. Impressiona que alguém abra uma tela em branco no Photoshop e pinte isso.
Para ver a imagens abaixo, clique nelas. Tratam-se de obras primas feita pelo Dusso para a ILM de 2400 X1350 px
Qualquer uma dessas dá um puta quadrão pra qualquer viciado em Star Wars dormir olhando pra ele.
Bons sonhos.
naboo Naboo by Dusso   A arte do Matte Paintingnme.2 Naboo by Dusso   A arte do Matte Painting

Excrescências comerciais

Sabe, uma das coisas chatas de ser brasileiro é descobrir como as pessoas podem ser tão mercenárias ao ponto de pegar um produto e revendê-lo aqui com uma margem de lucro tão fominha que seria capaz de envergonhar o próprio Satã.

É o caso da Cintiq. A Cintiq é uma mesa digitalizadora, também chamado de “tablet”, que por sua vez é uma espécie de placa onde você desenha com uma caneta sem fio e o desenho sai na tela. Se você forçar a caneta, o desenho sai mais escuro na tela. Se passar de leve ele sai mais fraquinho. Tipo no mundo real. É super útil para quem trabalha com ilustração e artes digitais. A Cintiq é um modelo especial porque além de oferecer muitos graus de pressão diferentes, ela ainda funciona como um monitor. Então você vê seu desenho digital como faria se estivesse trabalhando num papel, mas com todas as comodidades que o computador te oferece.pre%C3%A7o1 Excrescências comerciais
Um artista americano pagaria por uma mesa dessas cerca de dois mil e quinhentos dólares. Algo como 5 mil reais. Considerando que o salário lá é bem maior, isso pesaria no bolso do cara mais ou menos como uns 1.500 reais pesam no nosso.

Para o cara comprar a mesma coisa no Brasil, sabe quanto que ele vai pagar? (ganhando a metade do que um cidadão norte americano ganha?)
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R$ 20.900,00 à vista.

Com o clássico “desconto”, sai por R$ 18.810,00!

Essas coisas que mandam meu “orgulho de ser brasileiro” para a PQP.

O beijo

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Esta é uma bela e criativa escultura que retrata duas xícaras derramando seu conteúdo no ar. Um deles é o café e o outro, chá. Os líquidos parecem capturados numa fração congelada do tempo onde vemos um beijo entre ambos.
Muito legal mesmo.
A obra foi feita por Tsang Cheung-shing, um professor de escultura e designer de produto.
A mistura de chá e café é muito comum em Hong Kong, onde a obra está exposta no museu de arte.

Ultrapassaram a velocidade da luz

A velocidade da luz, que é de 299.792.458 metros por segundo, foi finalmente rompida em um experimento científico, mostrando que ao contrário do que se imaginava, ela não é uma constante universal impossível de ser ultrapassada.
Em teoria, ao viajar mais rápido que a luz, um suposto piloto voltaria no tempo e poderia chegar antes mesmo de partir. (WTF!)

Bem, era o que se pensava até que dois físicos alemães reivindicaram a superação do limite da velocidade da luz.

Gunter Nimtz e Alfons Stahlhofen, da Universidade de Koblenz, conduziram um experimento no qual microondas de fótons (pequenos pacotes de luz) foram conduzidas “instantaneamente” entre um par de prismas separados por uma distância aproximada de 1 m. O objetivo inicial era estudar um fenômeno chamado “tunelamento quântico”, que permite que partículas subatômicas aparentemente quebrem leis inquebráveis da física.”Até o momento, esta foi a única violação da teoria da relatividade que eu conheço”, disse Nimtz à revista New Scientist.

A constante da velocidade da luz era um dos pilares da teoria da relatividade do Einstein.

leia a notícia aqui.

A insustentável leveza do bolso e a educação

Eventualmente ocorre uma pergunta feita nos comentários que me gera muitas reflexões e idéias para responder. Isso é o que eu acho de mais legal no universo dos blogs.

Sem a interlocução eu não pensaria certas coisas. Este é um post sobre isso. Sobre uma pergunta e sobre a minha vida. Queria agradecer a Caroline por me perguntar. Eu espero sinceramente que minha resposta te ajude. Caso não ajude, tudo bem. Ela me ajudou.

Caroline Daronch disse:

Oi Philipe!
Tbm me interesso por coisas estranhas!

Faço psico, quero trabalhar com web designer tbm…lokura…

Mas, me diz uma coisa, o q tu faria de diferente? Vc se arrepende de ter feito Psico?

Tem alguma sugestão pra me dar sobre um curso de design?

Abraço
Carol

OI Caroline.
Eu nunca me arrependi de ter feito faculdade de Psicologia. A faculdade me ajudou a entender melhor o ser humano, e isso me ajuda diariamente em uma série de coisas.

Nós estamos condicionados desde pequenos a estudar para entrar nas boas escolas, entrar nas boas escolas para ingressar nas boas universidades e fazer os cursos que dão dinheiro para trabalharmos na área e ficarmos ricos.
A educação de um modo geral é clientelista no Brasil. Ela atende interesses financeiros. Isso é certo? É assim que deveria ser?

Não sou eu quem tem que responder a estas questões, mas a academia que lida com a questão da educação como objeto de estudo. Eu sempre encarei o estudo como algo pra minha vida, e não para o meu bolso.

Nunca na minha vida tomei as decisões visando uma profissão. Escolhi Psicologia porque queria saber mais sobre o ser humano.

Comecei a trabalhar com design de um modo totalmente auto-didata. Eu não estudo para trabalhar. O trabalho é uma conseqüência do estudo e as duas coisas andam tão juntas que é impossível pra mim separar o que é estudo e o que é trabalho. Minha vida foi pautada sempre em conhecer mais, pesquisar coisas novas e fazer diferente. È interessante, porque tenho muitos amigos designers que ficam procurando nos catálogos e revistas importadas idéias interessantes para fazerem igual ou parecido. Eu leio as mesmas revistas, compro os mesmos livros e vasculho a net, procurando encontrar algo que eu não faça igual.
Não estou dizendo que meu jeito de viver é certo.
Para muitas pessoas, o melhor modo de vida é o mais simples, onde se estuda para passar no vestibular e entra-se numa faculdade para trabalhar. Depois, por imposição do mercado, essas pessoas podem voltar para a academia em busca de um título de pós graduação latu ou stricto sensu. Não por uma curiosidade ou investigação, nem mesmo por uma motivação de inovação, mas por uma imposição do mercado. São milhões de pessoas seguindo a vida dominados pelo capital.

Também não estou dizendo que eles estão errados. Talvez eu seja um bizarro no mundo. Um idiota Gump sonhador que vive a vida de um jeito diferente. Na contra-mão do capital.
Em muitas situações da minha vida eu me deparei com dilemas. Ou fazia um serviço chato que ia dar dinheiro ou fazia um trabalho maneiraço que não ia dar nada além de gastos e dor de cabeça, mas que eu estava afim.
Eu SEMPRE faço o que eu estou afim. Pode ser a Rainha da Inglaterra me mandando fazer a coisa chata com uma caixa de ouro na mão. Sem tesão, não há solução.
Eu sou refém do meu próprio prazer.
Antes que alguém me aponte o dedo acusatório e grite: “Anti-profissional!” Eu gostaria de dizer que o segredo da vida não está em se fazer o que gosta, mas sim em gostar do que se faz.

Claro, já fiz coisas chatas na vida. Eu sempre tento encontrar um lado bom nas coisas chatas, de modo que elas fiquem boas. Isso explica porque eu faço compras e tiro as sacolas do porta-malas com uma mão só. A Nivea fica morrendo de raiva de me ver pegar de uma em uma as sacolas.
O que ela não vê é que há uma brincadeira escondida neste ato. E isso torna a coisa chata e maçante de descarregar o carro em algo um pouco mais divertido.
E assim é com tudo. Por isso, raramente faço o mesmo caminho. Eu evito a rotina. E entre uma coisa boa e uma ruim, eu fico com a boa. Mesmo que ela dê mais trabalho ou tenha mais risco.

Nem sempre isso é bom. Eu poderia ter muito mais grana do que eu tenho hoje se vivesse só em busca de grana.
Mas eu sou feliz, porque eu vivo em busca de aventura.
Um amigo meu, o Gustavo, um dia me disse que ele não entendia como é que eu conseguia viver de arte.
Nem eu sei.

Eu não sei te indicar um curso bom de design. Isso ia envolver uma profunda reflexão sobre o que é um curso bom. Seria o que te prepara para o mercado? Pra ganhar dindim? Seria o que te estimula a inovar?
Seria qualquer um, uma vez que o interesse parte do aluno e a busca é algo constante? Eu não sei bem em que momento da história a formação teórica se separou da prática.
O maior perigo da formação tradicional é o sujeito achar que acabou. Que está pronto. Que está formado.

Como alguém vira um ator?
Como se vira um escritor?
Como se vira um pintor?
E um piloto de corridas?
E um cartunista?
E um mágico?

A formação é importante. Seja ela como for. Eu acho que a busca vem de dentro.

Antigravidade feita em casa parte 2

Antigravidade feita em casa parte 2
Agora é pra todo mundo. Quem quer testar uma maquina de antigravidade feita em casa sem gastar grana com ímãs caros ou maquinas elétricas complicadas e perigosas, pode tentar com isso aqui, que ao que parece, realmente dá certo.
Você vai precisar de:

Um rolo de fita adesiva
Uma carta velha de baralho
Quatro pilhas pequenas ( ACHO QUE TEM QUE SER CARREGADA)
Uma latinha de refrigerante vazia
Um Cd
Uma moeda.
Um celular, de preferência um daqueles mais antigos, com antena

Acredite se quiser, isso tudo arrumado da maneira certa, (segundo o video) levita!
Veja o video e faça aí na sua casa.

—Editado —–
Eu postei isso lá do INT pra não perder o link. O que eu queria era testar antes de postar, mas achei que algum leitor pudesse testar isso também.
Eu acabei de tentar fazer isso aqui. Eu estou sem baterias AA, então tentei reduzir a escala do experimento, usando baterias AAA. Mas comigo não deu certo.
Talvez o video seja fake. Eu procurei mais dados sobre isso na net, e pelo que vi outras pessoas tentaram e conseguiram.
Vi um video que sacaneia com todos os que tentam fazer, chamando-os de idiotas. Este video diz que o cara usa fios finos de meia calça ligados na carta para que ela levite.
Mas vi em outros sites pessoas dizendo que deu certo.

O sucesso no experimento, segundo um dos caras que alega ter conseguido, está na frequência do celular. Ele diz que os modelos da Nokia antigos são mais eficazes. Ele tentou durante 3 dias até fazer funcionar. Outra coisa que ele diz afetar o resultado é a pilha. Tem que ser Duracell e tem que estar totalmente carregada. E a moeda não é qualquer uma. As de cobre são mais complicadas.
Isso pode tratar-se de uma grande brincadeira boba. Mas ciência não é feita de alegações. Pra provar que funciona ela tem que levitar aqui na minha frente. Eu vou tentar, porque não é feio tentar. Se não funcionar, não funcionou.
O que me intriga é o que faria todos este mecanismo operar. Vento iônico também?

Você acha que tem habilidade? Então faz isso!

Se você tem uma boa gilete, mão firme e alguns lápis, pode mostrar sua habilidade como fazem Mizuta Tasogara e Kato Jado. Eles criam esculturas em lápis usando apenas uma gilete. A dificuldade está em não quebrar o delicado grafite. ( o grafite pode ser cortado, mas não pode quebrar)

pencilcarving06 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
pencilcarving07 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
pencilcarving08 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
pencilcarving09 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
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pencilcarving01 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
pencilcarving02 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
pencilcarving03 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
pencilcarving04 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
pencilcarving05 Você acha que tem habilidade? Então faz isso!
Fonte

A piscina mais lotada do mundo

A piscina mais lotada do mundo que se tem notícia é esta aqui, cheia de japinhas. A foto foi tirada num dia de verão em Tokyo Summerland.
crowded pool japan A piscina mais lotada do mundo
Acho que dá até pra pegar uma “pererecose” nessa água. Imagina aquele tiozão ali no meio. Cê acha que ele vai andar durante três horas em meio a multidão para conseguir sair da piscina e depois andar mais 40 minutos até chegar num banheiro?
Pior ainda se a necessidade for de numero 2!
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