Pessoal, a primeira dama criou uma comunidade no Orkut para o Mundo Gump e seus leitores. Tá aí. É mais um espaço para juntar a galera que gosta deste blog.
Depois de um dia de sumiço com o Locke, estou de volta com as últimas novidades.
Bom, depois de fazer a cabeça, comecei a criar o corpo. E isso envolve medir a cabeça do boneco para estimar a dimensão do corpo. Não é uma coisa muito complicada de fazer. Mais difícil é imprimir uma referência anatômica no tamanho exato da cabeça já esculpida. As impressões são muito imprecisas na questão do tamanho. Mas depois de duas tentativas cheguei na escala certinha. Antes que alguém pergunte, eu não arrumei uma foto do Terry O´Quinn pelado. Deus me livre! Peguei o homenzinho de referência de um livro de anatomia e colei a carinha do Locke em cima da do cara só por diversão. Com o arame grosso (vide artigo do super herói brasileiro – o Homem planta) eu criei o esqueleto. E com o arame fino eu fiz uma espiral ao redor de todo o esqueleto para a massa ancorar. Depois olhando a referência do desenho que mostra a idéia da posição, eu ajustei o esqueleto usando alicates de bijuteria. Aí tem um pedaço que eu pulei, mas que no artigo do homem planta está explicado, que é a perfuração da base para passar o arame, que é colado com super bonder para firmar bem. Em seguida, eu peguei papel alumínio e criei um recheio de alumínio socado para economizar a massa e permitir que ela asse melhor. Feito isso eu começo a cobrir o arame com a massa.Esta é a parte mais fácil do trabalho. Eu não fotografei esta parte, mas cobri todo o corpo com a polyclay da MSFX e em seguida assei para firmar. A massa da MSFX adere bem nela mesma depois de assada. Isso torna o trabalho de esculpir em fases muito bom. Bem melhor até que com a Sculpey comum. Aí depois de assado o esqueleto, eu comecei a blocar os principais grupos musculares. Como o boneco seria coberto de roupa, não me perendi a detalhes musculares a não ser nos braços e antebraços. Nesta etapa as pernas estão finas ainda, mas a calça vai resolver isso mais na frente. ( depois eu descobri que isso foi um erro meu) Eu estava ficando cansado de trabalhar só com a polyclay, e então decidi tentar um novo material. O material é a massa Aepoxi da MSFX. Esta massa vem em dois baldinhos. Basicamente, è como se fosse um durepoxi. Só que ela é um milhão de vezes melhor que o durepoxi, porque o durepoxi é feito para tapar rejunte e consertar a Brasília do Lineu e a mesa de centro da Dona Nenê (lembra da embalagem?)Não é feito para boneco detalhado. O Grão dessas massas epoxi de loja de ferragem é bem mais grosseiro, e algumas marcas usam escória de metal na composição, o que atrapalha a consistência. Eu gostei da massa epoxi da MSFX, porque ela tem uma grande vantagem. Demora a endurecer, e permanece na “fase de ouro” de escultura por bem mais tempo que o Durepoxi. O ideal é misturar ela na mesma proporção e deixar descansar por dez min. Em dez min ela estará sensacional. Então vc tem mais ou menos uma hora e meia de pura diversão. Eu realmente fiquei satisfeito com esta massa, que não empelota nem a pau. Alisa bem com água e até com álcool. Ela seca igual durepoxi,não precisa ir ao forno. Mas se precisar ir, ela não reage com o calor. Se mantém neutra.
Cerca de 10 horas de trabalho depois, o Locke estava assim. Ainda sem as mãos e os pés. Mas já tinha a camisa e a calça com detalhes e drapeado. Drapeado é o movimento do tecido. Aqui dá pra ver o erro que eu falei lá em cima. Eu tinha deixado as pernas por último, e isso acabou sobrecarregando o peso sobre o esqueleto. Quando o boneco foi novamente ao forno, ele esquentou e a polyyclay costuma reamolecer quando quente. Aí o peso do epoxi fez com que o Locke desse uma inclinada suave para frente. Dava até pra deixar assim, mas ia ficar estranho, porque ninguém consegue se equilibrar desse jeito. A solução foi fácil. Eu empurrei o locke para a posição correta e travei ele com uma ferramenta. Depois misturei o Aepoxi e deixei endurecer. Quando estava quase durão, eu fui e rapidamente modelei uns proto-sapatos, e pressionei bem para a posição ficar certa. Deixei endurecer de um dia para o outro e no dia seguinte Locke já estava na posição certa novamente. Aí eu terminei de esculpir a barra da calça e os sapatos. Consegui só uma referência dos sapatos do Locke ( ele tira quando entra na escotilha, e o Jack ilumina eles com a lanterna. Capturei este frame para usar)
E então esta é a fase atual do boneco. Amanhã eu vou fazer as mãos e a mochila. Sábado é o dia todo dedicado ao porcão sanguinolento. Porra não vejo a hora de fazer esse porcão. Vou ficar igual a pinto no lixo fazendo ele. É isso aí. Espero que vocês estejam curtindo. Eu tô me divertindo. … Apesar da dor nas costas.
Eu adoro ver Discovery Channel. Estou morrendo de saudade de assistir este canal desde que fiquei puto com a Sky por ela ter me acusado de comprar um pacote do campeonato gaúcho de futebol, me cobrando indevidamente, e cancelei a TV a cabo. Por sorte tem o You tube com seus videos de vida animal. Neste episódio, um remake do Resgate do Soldado Ryan. Estrelado por leões e bizões. Dica do Thiago.
Não. Isso é lixo. Placas de circuito eletrônico velhas. Diariamente, milhares de toneladas de material industrializado dos mais variados tipos vão parar nos lixões. Uma parcela desse lixo é reciclado. Uma outra não, e vai se acumulando.
Chris Jordan é um fotógrafo que dedica seu tempo a registrar incríveis e impressionantes imagens desse lixo acumulado aos milhões em pilhas de tonéis, contêineres, celulares, carros, roupas, etc. É interessante o padrão formado pelo lixo quando visto do alto. Algumas imagens nem parecem reais.
Uma pilha de celulares com 426.000 aparelhos – equivale ao que os EUA tiram de circulação por dia - vista da altura de 30 metros se parece muito com um mapa procedural de noise ( mapa procedural é uma fórmula matemática de gerar imagem a partir da geração aleatória de pontos). O que acontece com a Tv quando ela está fora do ar.
Uma coisa muito legal do trabalho deste cara é o uso da fotografia como uma ferramenta de reflexão dos hábitos de consumo no planeta.
Por exemplo, este retrato de Beijamin Franklin:
Foi feito com 125.000 notas de cem dólares. Um total de 12.5 milhões de dólares. Equivale ao que o Governo norte americano gasta por HORA na guerra com o Iraque.
Você provavelmente pode não lembrar quem é este cara. Mas eu vou refrescar sua memória. Lembra quando a Luma de Oliveira resolveu leiloar a calcinha? Pois é. Este é o comprador. Oscar arrematou a calcinha de Luma de Oliveira. Mas só isso não basta pra fazer o cara um bizarro. Ele é sócio de ninguém menos que o Larry Flynt, dono da revista Hustler e “porra louca” oficial de carteirinha. Maroni é o dono da Hustler nacional. A maior parte de seu faturamento ( cerca de 30 milhões de reais por ano) provém indiretamente do sexo. – O que oficialmente, não tem nada de errado, é bom ressaltar. Seu mais ambicioso empreendimento é o Bahamas. Malcomparando, seria um tipo de Disneylândia da putaria.
Misto de boate, motel, restaurante e sauna por onde circulam garotas seminuas (em busca de trabalho, por assim dizer), a casa recebe 400 pessoas por dia. Pessoas de bolso pesado, que fique claro: executivos, políticos, artistas, empresários. Afinal, os custos operacionais da diversão são altos. Homens pagam R$ 97 para entrar. Mulheres, R$ 15. Meia cerveja custa R$ 15. Uma dose de uísque, R$ 200. E sessenta minutos do tempo das moças, que cursam faculdade de manhã e chegam em carrões importados, variam de R$ 300 a R$ 600. Algumas delas dão mais liquidez ao negócio tirando a roupa diante de computadores ligados à internet e instalados perto de um laguinho com carpas vermelhas. No segundo andar, ficam 23 suítes que só não têm espelho no colchão e no vaso sanitário. Valem R$ 69 a hora. O que se pratica ali é sexo pago, ponto. Mas o proprietário gosta de se referir ao seu empreendimento como “o maior centro de terapia empresarial da América Latina”. Extraído da Istoé Dinheiro
- hahahahaha. Disneylândia da putaria! Oscar foi perseguido por um delegado que desconfiava das boas intenções do seu hotel. Mas o caso foi parar na justiça e Maroni, que chegou a sair algemado do Bahamas por porte ilegal de arma foi absolvido. Oscar Maroni é um psicólogo rico, fazendeiro e dono de uma cadeia de puteiros, digo hotéis. Um destes hotéis, chamado Oscar´s Hotel, está na cabeceira da pista do aeroporto de Congonhas, e o prefeito Gilberto Kassab vai lacrar hoje e mandar demolir.
Trata-se de um hotel cinco estrelas de R$ 20 milhões e diárias de US$ 350 terá 223 apartamentos, três restaurantes, academia de ginástica e um centro de leilões de bois.
De boi ele entende. Em sua fazenda em Araçatuba, Maroni cria 20 mil cabeças de gado. Ele orgulha-se de produzir 60 mil bifes a cada 24 horas. Hoje Oscar Maroni detém 70% de um quarteirão inteiro no bairro de Moema, perto do Aeroporto de Congonhas. Se conseguir comprar os 30% que faltam, ele possuirá uma área de nada menos que 10.000 metros quadrados numa das regiões mais valorizadas de São Paulo. É nessa área que Maroni, o autointitulado imperador do prazer está erguendo sua Las Vegas particular de R$ 50 milhões, com direito a casa noturna, hotel cinco estrelas, restaurantes, arena para lutas, shows e apostas.
Nada mal para um vendendor de cachorro-quente.
Maroni começou a vida vendendo cachorro-quente num trailler à porta da Faculdade Objetivo, em São Paulo, na década de 70. Formou-se em Psicologia e clinicou por seis anos. Uma dia lhe apareceu um paciente com ejaculação precoce. Doutor Maroni receitou noitadas com prostitutas e curou o rapaz. “Por interesse científico, eu conversava muito com as moças que atenderam o homem. Fui me informando e quando vi já tinha comprado a minha primeira casa de massagem. Tive dez delas, e fui desenvolvendo um grande know-how no setor. O resto é história.”
Kassab alega que a demolição do hotel de Maroni se justifica para aumentar a segurança no aeroporto. Pessoalmente, eu acho que isso envolve bem mais que investimentos da prefeitura em segurança. O imóvel está lá aprovado pela prefeitura e pela Aeronáutica. Eu concordo que não deveria haver nada ao redor daquele aeroporto. Mas o fato é que uma série de incompetências públicas permitiram a construção. Ao que me parece, se a prefeitura demolir um imóvel que permitiu construir, terá que indenizar o proprietário. Realmente eu acho que o prédio atrapalha.
Segundo pilotos, a construção do hotel alterou até as cartas aéreas de Congonhas. Na primeira carta de vôo utilizada no local, a nacional, a medida oficial da pista apresentada é de 1.940 m. Já a nova carta, americana, publicada em dezembro de 2006, registra apenas 1.810 metros de área útil.
Essa alteração ocorreu porque, desde a construção do hotel, os aviões têm de se aproximar do aeroporto por outro ângulo, e tocam a pista 130 metros depois. A distância representa aproximadamente dois quarteirões, o que pode fazer muita diferença em um pouso complicado. Extraído desta matéria do G1:
Acredito que o prefeito devia consultar a justiça e o governo para obter uma autorização de desapropriação inédita no país.
Arrancar o hotel do “imperador do sexo” me parece atitude meio eleitoreira. Eminentemente política para justificar um relaxamento político municipal que já está aí há pelo menos seis décadas.
O Kassab devia arrancar logo a metade inteira daquele bairro e em seguida expandir o aeroporto para uma estrutura que faça juz ao tráfego aéreo e a geração de riquezas da cidade de São Paulo. Se a demolição do Hotel do Maroni for por razões de segurança, beleza. Agora, se for por uma perseguição ao tipo de negócio que ele explora, acho uma atitude hipócrita e calhorda, como é comum vermos na política brasileira.
Tem um soldado aí. Melhor que isso só com o Predador.
A camuflagem é uma arma fundamental em qualquer tipo de combate. Na guerra então, ela pode fazer a diferença entre a vida e a morte de um soldado.
O objetivo não é fazer o soldado sumir, mas confundir a percepção do oponente ao ponto dele não ter certeza sobre a presença ou da silhueta do inimigo.
Missão impossível – a cabeça de John Locke. – Não deu pra filmar, porque a webcam tem um refresh muito lento. O fps fica lá em baixo e sai tudo embaçado. Não tem nem macro. Uma merda. Assim, me limitei a tirar umas fotos dos principais momentos e estágios do modelo.
Após definirmos como seria o boneco e a posição e tamanho aproximado, eu começo o trabalho na cabeça do personagem. A primeira coisa a fazer é entrar na internet e catar em tudo que é lugar fotos do Terry O´Quinn. Eu monto todas as fotos numa folha, que imprimo para facilitar o processo. Em seguida, tenho que pegar o material. Para esta cabeça, normalmente eu usaria Super Sculpey, a minha massa preferida. Recaptulando sobre esta massa, ela é uma polyclay. Uma polyclay é uma massa feita com polímeros plásticos e solventes especiais que não endurece até que você queira. Quando você resolve que o boneco está pronto, você leva o boneco ao forno e ele assa, e assim fica duro como se fosse durepoxi endurecido. Só que bem mais leve. Desta vez eu resolvi fazer o John Locke usando um material desenvolvido pelo meu amigo Leonardo Rodrigues da MSFX. É uma notícia ótima saber que existe uma massa de escultura para bonecos formulada única e exclusivamente tendo o artista de efeitos e criadores de bonecos brasileiros em mente. A Massa criada pelo Leonardo é bem parecida com a Super Sculpey na questão da facilidade de trabalhar, dá detalhe pra caramba e é bem mais barata que importar dos EUA. Ela tem a vantagem de ser cinza. Sendo cinza ela evita que eu gaste comprando primer para ver detalhes do boneco. Muito bom isso. O nome da massa é Poliesculp. Então eu pego um pedaço meio de olho, sem pesar nem medir. A massa, quando você tira da embalagem plástica está dura e quebradiça. Isso é algo normal com este tipo de material. É necessário misturar bem a massa até que ela adquira a consistência de massinha. Bom, eu começo a peça pegando um pedaço da massa e fazendo uma bolinha. Em seguida, aperto as laterais da bolinha. Com os dedos eu puxo o que será a face. Depois, com um instrumental, eu faço uma marcação de linhas na peça, isso me ajuda a fazer os olhos no mesmo nível, tamanho do nariz, etc.
Pra quem não lembra, instrumental são aqueles ferrinhos de dentista. Aqui estão os que eu estou usando nesta peça. Mas não é necessário tudo isso. Dá pra fazer até suas próprias ferramentas de palitinhos de dente e picolé. E até usar aquelas ferramentas de modelagem em biscuit. Algumas são até muito boas.
Eu perfuro as órbitas oculares usando um boleador. Boleador é uma ferramenta com uma esfera na ponta. Depois eu pego uma bolinha de massa, faço uma minhoquinha e crio o nariz com ela. Aí é só começar a trabalhar em cima da minhoca para ela começar a parecer um nariz. Eu aplico então uma outra minhoca em baixo, para fazer o lábio superior …E depois o inferior Então eu aliso um pouco para misturar as camadas de massa. Até aqui nada a ver com o Locke, eu sei. Vou adicionando mais detalhes e fazendo ajustes. Depois eu pego suas bolinhas e com elas aplico as pálpebras na região dos olhos. Feitos os olhos eu começo a trabalhar mais em cima da peça, puxando pra cá e pra lá até ela chegar na forma que eu quero.
Duas horas e meia mexendo aqui e acolá, a cabeça chega na forma final. Ainda está grosseiro o acabamento. Mas isso é natural. O acabamento é feito com a peça inteira esculpida. Eu faço veirificações periódicas com um paquímetro para ver se está na escala. Ela tem 2,5 cm. Já dá pra ir para o corpo. Espero que vocês gostem.
Quando tudo der errado e não houver mais esperança em seu coração, pense: Você NÃO é o engenheiro de som da banda dejavú! ...E seja feliz. #8 hours ago
@PedroGafanhoto é. O cara saca que o maluco no busum é o Elvis, tenta falar com o cantor, mas este foge. Tipo, o cara não morreu... #8 hours ago
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