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LOST – Minha lua de mel
Eu casei no dia do meu aniversário de 23 anos. No dia 23 de janeiro. Meu casamento foi de dia. Ao meio dia, para ser exato. Lá em Três Rios, que só não é mais quente que Itaperuna. E foi em pleno verão. Um calor do caramba. Eu fiz mudança. Sim, isso mesmo. Eu e a primeira dama viemos para Niterói para pegar – de carro – um monte de tralha que ainda estava no apartamento dos meus pais e no da mãe dela para levarmos lá pra nossa casa. Eram dezenas de caixas com livros, espadas, caveiras e monstros. Uma bagulhada do caramba. - Então, ele veio me dizer que mudou um pai de santo aqui pro prédio. Ele pensou até em pedir demissão. Eu tive que explicar tintim por tintim ao seu Sebastião e depois repetir tudo novamente ao seu Messias que eu trabalhava com efeitos especiais. Que a caveira era de espuma e as espadas eram cenográficas. Custou para o seu messias a falar comigo normalmente. Ele ficava sempre com um certo medo… Mas o lance é que no dia do casamento mesmo, na hora do “enfim sós”, estávamos tão cansados que não rolou absolutamente nada. Morgamos feito jumento na sobra da igreja. Verão é alta temporada e tava tudo lotado de gringo, pagando os tubos para passear numa escuna. Eu tinha pouco dinheiro e triste, percebi que não daria pra pagar simutâneamente o hotel e o passeio de escuna para os turistas. Fiquei deprê. Não sabia como ia contar pra primeira dama este fato. O cara levantou e ligou o motor. Saímos em meio ao mar. Era o início de nossa aventura de lua de mel. O cara me perguntou se era lua de mel. Acenei com a cabeça que sim. Ele fez aquele sorriso de “hoje vai ter sacanagem!” Andamos de barco por um tempão que parecia não acabar nunca. Avistamos a ilha no horizonte. Era uma ilhazinha pequena. Ficamos na ilha por um tempo e vimos que lentamente, as pessoas iam para os barcos e partiam. Foram saindo em grupos e quando nos demos conta, não tinha mais ninguém na praia com a gente. Ótimo, afinal era o que eu queria. Quem nunca teve aquela clássica fantasia sexual estilo “Lagoa azul”? Ficamos numa boa ali na praia por um bom tempo, até que a fome começou a apertar.
- Amor, vamos pro restaurante? - Vamos. Começamos a andar pela ilha em busca do “restaurante”. Afinal, era uma ilha de turistas. E toda ilha de turistas que se preze tem que ter um bom restaurante, né? Não tinha. Demos a volta na ilha procurando a porra do restaurante e nada.
LOST.
Não havia nada mesmo! Nem uma porra duma alma viva naquela ilha além de nós dois. Nem restaurante nem casa. Nem nada. Nem ninguém. O sol de verão começou a apertar, junto com a fome. E eu comecei a ter um certo sexto sentido de que havia inequivocamente, me ferrado mais uma vez. Olhei a hora. Uma e meia da tarde. O sol a pino. Começou a queimar tanto que procuramos algum lugar para nos abrigar do sol escaldante. Acredite, não tinha nem uma porra duma sombrazinha. A única sombra que achamos era a de um coqueiro. Mas sempre que ficávamos ali saíam do meio do mato uns formigões pretos e começavam a nos morder. O perrengue começou a aumentar quando o pacote de biscoito, nossa única comida, acabou. A fome era negra (sabe como é… lua de mel) e devido ao exercício de nadar bastante, eu estava faminto. A água acabou rapidinho também. Pensamos em entrar no mato para nos abrigar do sol. Para nossa infelicidade não estávamos num seriado milionário gravado no Havaí. Era no Brasil e a ilha tropical era um Matão impenetrável. Eu acho graça quando vejo em “Lost” neguinho correndo despinguelado na selva. Umas arvores aqui, um matinho acolá… Grama… No mundo real, meu, é um matão intransponível. Sem ter uma pexeira para abrir picada, você simplesmente não entra. A hora ia passando e eu comecei a me lembrar de detalhes peculiares, como o cara mamando uma 51 no gargalo. Ele dormindo no chão do barco… Eu não quis falar nada pra Nivea sobre a garrafa de 51, porque ela ia entrar em pânico mais do que já estava. Cheguei a conclusão óbvia que eu não deveria ter pagado o pescador adiantado. Naquela altura ele devia ter tomado mais umas duas garrafas de pinga e morreu. Eu estava totalmente desesperado de fome, e resolvi procurar alguma coisa pra comer. Entrei no meio das pedras e vi que haviam várias ostras grudadas nelas. Com uma pedra, quebrei as conchas e comecei a comer aquelas ostras. Parece um catarrinho. Mas nem é muito ruim. O problema é que tava quente e assim é bem pior que com gelinho e limão. A Nivea morreu de nojo. Só parei de comer ostra quando me toquei que aquilo iria me dar uma diarréia tão absurda que poderia me virar do avesso. Foi passando a hora, passando a hora. O sol começou a diminuir a sua força. Deu cinco horas e nada. O sujeito não aparecia. Eu comecei a pensar que ele estava emborcado com três garrafas de 51 e quem sabe com uma puta gorda e feia. Caí na real que vendo ser uma “lua de mel” o sujeito resolveu por sua própria conta nos colocar numa ilha deserta. A costa verde tem 365 ilhas. Dá uma ilha para cada dia do ano. Isso significa que se ele resolveu nos levar para uma ilha deserta, as chances de sermos resgatados é mínima. Sobretudo por se tratar de um bebum, que vai beber e esquecer a gente na ilha. Some-se a isso o fato de que eu paguei adiantado. Me senti muito burro. Eu só pensava no meu canivetinho suísso do “Mc Guyver” que eu larguei em casa… Eu comecei a pensar como que iríamos fazer para passar a noite numa ilha deserta. Sem fogo, lanterna, nem faca nem água, e o que é pior, roupas direito. Eu tava de sunga. A maré poderia subir. As plantas eram cheias de espinhos e galhos pontiagudos. A mata era impenetrável. As rochas afiadas como facas. E a ilha devia ter animais… Me lembrei daquele documentário do Discovery Channel : “ As temíveis víboras das ilhas” Engraçado como no momento de desespero você lembra de coisas assim… Eu tentava disfarçar, parecer o galã num filme de Sessão da Tarde, mas o fato é que eu era uma coisinha magra, um pela-saco de sunga esquecido numa ilha deserta. O Robson Crusoé de Niterói e sua esposa.
Quando avistei o barquinho daquele bebum filho da puta no horizonte, ele estava atrasado duas horas. Nossa, me senti tão aliviado que quase chorei. Foi um dos momentos mais felizes da minha lua de mel.
As dez cervejas mais bizarras no planeta
Depois de mulher bonita pelada, só a cerveja pode tomar por completo a mente de um homem.
Não pise na grama. Pinte nela!
Você sabia que é possível controlar o grau de amarelamento da grama de modo que você consiga pintar sobre ela? Nem eu sabia, mas de fato isso é possível. Até um certo tempo atrás, já se sabia que a grama é afetada diretamente pela intensidade de luz que a atinge. O nome da técnica é “fotografia fotossintética” na grama.
Hexágono misterioso em Saturno
Veja a notícia completa sobre o hexágono em Saturno. Em inglês, no site da Nasa
Biblioteca Gump – Zombie Survival Guide
Ele è sua única chance de se dar bem e escapar de ter seu cérebro degustado por um grupo de mortos vivos em total frenesi alimentar.
Desenhando com o bloco de notas
Muito maneiro este video que o Rafael do blog Papo de Taverna me indicou.
Jipe de bambu
Hurra Torpedo – Banda toscamente sensacional
Hurra torpedo é o nome de uma banda noroeguesa bizarra. Eles fazem covers de musicas famosas. Até aí nada de novo. Existem milhares de bandas que fazem covers de musicas famosas. Aqui está o website oficial do Hurra torpedo e aqui um pequeno trecho de documentário sobre a banda Mas o melhor é isso aqui. Hurra torpedo tocando o sucesso de Bonnie Tyler, “Total eclipse of the heart” E também o sucesso da dupla TATU: “All the things she sad” |
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