Archive - junho, 2007

Biblioteca Gump – O guia do Ilustrador

ilustrador Biblioteca Gump   O guia do Ilustrador
O guia do ilustrador é um livro digital grátis e em português sobre o processo de se tornar um ilustrador. O material para ler é pequeno, só com 64 páginas.
MAs não se engane. As poucas páginas ali valem muito. São dicas preciosas que podem fazer a diferença entre sucesso e fracasso no seu trabalho.
Este livro foi criado a partir de uma série de experiências pessoais de vários ilustradores conhecidos numa lista de discussão ao longo de mais de 4 anos lidando com clientes, trabalhos, estudantes e outros profissionais desta área.
Este livro é excelente, porque dá dicas que valem ouro, sobre portfolios, negociação, clientes, entrevista, mercado de trabalho, contratos.

Seja você um designer, um fotógrafo, um ilustrador amador, um ilustrador de qualquer técnica, 3d, 2d, tradicional ou digital, estas dicas poderão ajudá-lo na sua carreira.

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As dez mais loucas ( e mortais) armas do futuro

Se o presente está uma merda de violência sanguinária e degradação explícita, esperem só até ver o que nossos filhos terão que encarar. Aqui está a lista das dez mais loucas e perigosas armas do mundo, que estarão a venda em um futuro muito, muito próximo.

1-XM29 & XM307, os substitutos do tradicional M16
O Fusil M16 é sucessor do AR15. É a arma preferida dos soldados de operações especiais e do exército dos EUA. Mas um fato é inegável. A supremacia do M16 está chegando lentamente ao seu fim, e novas armas deverão ocupar o pódio em breve. Entre as armas mais prováveis de ocupar este lugar estão os dois protótipos XM29 ( que teve seu desenvolvimento aparentemente cancelado, embora fontes controversas afirmem o contrário) e o XM307, que é um metrancão de dar inveja a qualquer candidato a Rambo.
Vejamos as características principais do XM29 -
300px XM29 As dez mais loucas ( e mortais) armas do futuro Ele é uma arma de combate individual que usa munição 20mm semi-automática e vem acompanhado de um canhão-lançador de granadas como equipamento principal, além de um rifle de assalto calibre 5.56mm embutido como arma secundária. O fuzil XM29 tem um computador de bordo que se comunicará eletronicamente com o computador embutido no elmo do supersoldado (ver post sobre o supersoldado). Nos testes, o XM29 se saiu 500% mais eficiente que as armas tradicionais. A arma pesará entre 5 e 7 kg.

Já seu irmãozinho mais velho, o XM307 é um catiço de impor respeito.
300px XM307 01 As dez mais loucas ( e mortais) armas do futuro
O XM307 é projetado para o uso por dois soldados em campo de batalha, bem como pode ser adaptado em veículos de combate como tanques, jipes e até caveirões.
Ele atira com munição 25mm de ponta detonada e também com munição do tipo airburst, incluindo HE, HEAT e granadas termobárias num ciclo de disparo de 260 giros por minuto e tem um alcance efetivo de mais de 2 km. O que o Robin diria neste momento? – Santa bala perdida, Batman!
A maior vantagem da arma e sua capacidade de segurar o tranco. Na verdade, quanto maior o calibre disparado, maior o impacto que a arma dá ao dispará-lo. Então o XM307 tem um sistema inovador de dispersão dos gases que reduz o “coice” da arma, fazendo dela o instrumento perfeito para artilharia contra veículos e aeronaves, devido ao aumento fantástico de sua estabilidade. Ela pode ser convertida para um modelo XM312 em menos de 2 minutos, transformando-se em uma potente metralhadora .50, uma arma anti-infantaria e blindados de porte leve e médio, como o Caveirão.

2- O campo de força
Uma arma desenvolvida por cientistas militares de Israel pode se tornar comum nas próximas décadas. O maior problema nos campos de batalha hoje são os RPG´s . Esta sigla designa as bazucas e outras armas lançadoras de foguete de curto-médio alcance. (lembra aquele foguete portátil do RAMBO II? É isso. Estes foguetes são projetados para atingirem alvos móveis e fixos e podem ser rapidamente transportados, o que dificulta sua detecção. Seu poder destrutivo é imenso, e pode mandar um helicóptero ou tanque pelos ares com um único disparo. Para evitar os RPGs, os cientistas criaram o campo de força, que ainda é meio misterioso do ponto de vista de como ele opera. Investigando pela internet, eu li que ele funciona com uma espécie de câmera de varredura que na velocidade da luz detecta a cabeça explosiva do foguete e com a ajuda de um canhão laser que gira em 360 graus em todas as direções, implode a cabeça de detonação num raio de segurança determinado ao redor do veículo. Assim, o campo de força não impede que soldados se aproximem ou saiam dos veículos. O sistema poderá ser implantado em veículos leves e pesados, helicópteros e até em navios.

3- Corner shot (a metranca que dobra a esquina)

180px Cornershot ani As dez mais loucas ( e mortais) armas do futuro
Um dos pontos fracos de qualquer rifle de assalto tradicional é que devido ao seu design, a arma precisa ser empunhada de frente para o soldado, fazendo com que ele tenha obrigatóriamente de meter a cara na reta do tiro para poder mirar. Isso faz com que ele fique exposto mesmo que seu corpo esteja atrás de um muro, trincheira ou barricada.
A Corner Shot é uma arma pensada para minimizar isso. Além de poder acoplar uma pistola na arma para disparar com tiros de menor poder letal, ela ainda permite tiros de calibre padrão de fusil. Sua maior característica é que ela dobra no meio. Através de um sistema de câmera digital embutido na arma, o soldado pode atirar com ela em forma de L, o que evita que ele esteja exposto ao invadir um buncker ou mesmo dobrar uma esquina. Funcionando como um periscópio, a arma deixa os soldados em franca vantagem no campo de combate, pois devido ao seu pequeno porte e dobra ao meio ele mantém permanente observação do alvo, mesmo quando atirando, coisa que não ocorre com armas convencionais. Bem bolado. Nota dez pelo design.

4-MTHEL – Mobile Tactical High Energy Laser
THEL ACTD As dez mais loucas ( e mortais) armas do futuro
Essa o nome já diz tudo, né? Esta arma israelense-americana trata-se de um laser super estruturado e químico de fluoreto de deutério que é direcionado através de um sistema de espelhos para o alvo. O MTHEL gera altíssima temperatura e pode ser usado como raio contínuo ou em pulsos, o que aumenta seu poder destrutivo. Inicialmente projetado para conter mísseis e bombas de longo alcance, ele mostrou-se uma alternativa versátil que poderia ser usada para outros propósitos além de destruir artilharia aérea.
Este equipamento também está sendo estudado por agências Americanas. Ele pode ser acoplado facilmente em veículos e graças ao avanço da tecnologia, novos sistemas de inteligência artificial farão com que esta arma consiga rastrear e interpretar alvos inimigos nos céus, disparando apenas contra elas. Uma vez que é luz e nada além disso, o disparo é instantâneo e pode atingir milhares de graus em segundos, derretendo qualquer míssil ou foguete inimigo.
Já ouvi falar que esta arma está sendo usada pelo governo americano para tentar derrubar Ufos.

5- Bomba MOAB
275px MOAB bomb As dez mais loucas ( e mortais) armas do futuro
A bomba MOAB (Massive Ordnance Air Blast) tem este nome por ser considerada a “mãe de todas as bombas”. De fato devido ao seu alto poder destrutivo, a MOAB pode sumir com um maracanã inteiro em menos de dez segundos. Ela é a arma não nuclear mais potente já criada.
Ela leva em seu interior mais de oito mil kg de explosivos do tipo H6, que é a mistura de Cyclotrimethyleno trinitramino, TNT, e alumínio. Isso faz do H6 um explosivo cerca de 1.35 vezes mais potente que o TNT puro. A explosão atinge 137 metros de raio, mas seu real poder destrutivo não está na explosão, que é um milésimo do poder explosivo de uma bomba atômica, mas sim na onda de choque gerada, que é estimada em uma onda de choque com poder suficiente para arrasar completamente a vida num raio de nove quarteirões de uma cidade grande. Ela tem um computador de bordo e um GPS para guiá-la exatamente no ponto programado para a detonação. A bomba é tão potente que no dia em que foi testada no deserto, vários moradores de uma cidade próxima ligaram para emergência relatando um terremoto.

6- Armas de energia direta
Disparado de uma arma especial, um raio de energia é 3000 vezes mais rápido que uma bala.
As armas de energia já são usadas como solução não letal por seguranças privados. Novas armas não letais que carregam cargas altíssimas de energia poderão suplantar o uso de balas e armas à base de pólvora.
Estudos recentes usando soluções mistas feitos usando balas de borracha especiais que carregam materiais que liberam cargas atordoantes mostraram-se eficientes maneiras de eliminar inimigos do combate sem matá-los. O que garante uma vantagem técnica, que é a possibilidade de interrogar os criminosos.
As armas de energia direta não se limitam a disparos elétricos. Existem outras alternativas sendo desenvolvidas, que envolvem o uso de microondas, eletrolaser, PEp ou Projetil de pulso energético, MIRACL ou Raio laser semi-infravermelho, o THEL, o LAser de gás carbônico e o laser ultravioleta.

7- Active Denial Sistem – A arma do raio invisível
A arma do raio invisível é montada sobre um veículo e a primeira vista parece apenas uma antena parabólica comum. Sua grande vantagem é emitir um pulso de atordoamento em grande distância. Existem varias maneiras de lidar com situações onde tecnologias não letais são necessárias, muitas delas envolvendo a proximidade. Como a proximidade aumenta o nível de risco, este tipo de arma vem se mostrando promissora para desestimular confusões de rua, como greves e protestos violentos. Ao ser atingido pelo raio invisível a pessoa sente um enorme desconforto. O desconforto é tão horrível que é impossível ficar parado no lugar. As pessoas correm desesperadas para longe do local onde foram atingidas pelo raio. A vantagem deste método é que elas não fazem idéia do que as atingiu. Não há luz, nem som, nem ferimentos. Só um estranho desespero.

8-DREAD – A arma silenciosa
Para fazer esta listinha das armas mais bizarras, eu tive que ver muita coisa estranha. Mas esta realmente eu deveria ter colocado em primeiro lugar na lista. Não só pela sua capacidade letal, que é extrema, mas por seu sistema inovador que permite disparar tiros sem que o inimigo perceba. O video é extremamente perturbador. O equipamento pode ser instalado até em satélites. ela libera nada menos que 12 mil tiros num minuto. Enquanto um fuzil comum dispara uma bala de cada vez, fazendo com que entre cada projétil haja um espaço vazio de 30 m, cada bala disparada pelo DREAD fica a apenas 1/3 de polegada da próxima. Isso significa uma consistência balística gigantesca capaz de penetrar aço e concreto com extrema facilidade.
A arma ainda dispara contra dois alvos ou mais simultâneamente. Não há fogo, fumaça, barulho ou luz que chame a atenção do inimigo. A arma é absolutamente silenciosa. O inimigo só descobre que morreu quando vê o capeta.

9- Tempestade de chumbo –
Isso é algo que dá medo também. Imagina uma metralhadora que mete nada menos que UM MILHÃO, isso mesmo, 1000.000 de tiros por minuto! Não precisa dizer muita coisa além disso. O video fala por si.

10- Sensor fused weapons – Chuva de bombas
Este tipo de bomba, altamente complexo funciona com uma espécie de bomba- avó. É uma bomba enorme, que depois de disparada, abre-se como se fosse uma banana, expondo dezenas de bombas-mãe, que estão presas a pára-quedas. Cada uma das bombas-mãe possui um avançado sensor que detecta os veículos militares inimigos. Ao fazer isso elas entram numa espécie de giro alucinado, liberando centenas de bombas filhas de efetivo poder de destruição, que literalmente “chovem” sobre os alvos.

Sinestesia – Quase como ser um X men

Já ouviu falar em Sinestesia?
Pessoas que sofrem desta alteração do sistema nervoso apresentam características incomuns. Eles cruzam os sentidos de maneira que a experiência de um sentido se manifesta diretamente no outro.
Por exemplo, uma pessoa sinesteta que escuta uma música pode simultâneamente experimentar a visão de luzes e pontos luminosos surguindo do nada.
Ou ainda, pode sentir cheiros diferente para sons específicos.
Então a sinestesia é uma mistura de sentidos onde a visão, o tato, o paladar e o olfato afetam-se de maneiras incríveis.
Quando eu digo maneiras incríveis, estou falando sério. Neste video abaixo veremos que três irmãs que são sinestetas conseguem enxergar uma cor para cada letra ( mesmo que o texto esteja escrito em preto) e esta cor é a mesma para cada uma das três, e nunca muda. Inacreditável.
Quando elas são submetidas a um teste psicológico simples que pessoas normais podem levar vários segundos para terminar, elas resolvem em menos de um segundo, porque de alguma maneira não compreendida pela ciência, o cérebro delas consegue marcar com outra cor as letras diferentes. Isso é feito o tempo todo de modo completamente automático.
O sinestesteta é um cara que pode falar literalmente que realmente GOSTOU de uma música.

A mais alta torre de LEGO do mundo

world tallest lego tower A mais alta torre de LEGO do mundo
O recorde de torre mais alta de lego do mundo voltou para os Estados Unidos, quando foi inaugurada a torre de lego da Legoland, na Califórnia.
A torre foi construida com nada menos que 465.000 bloquinhos do brinquedo. Ela atualmente tem 28,74 m de altura, pouca coisa a mais que a torre da Dinamarca, que detinha o recorde anterior de 28,4m.

Fonte: Daily Mail

Como que eu quase levei um tiro

Eu estou na penúltima aula. Um saco esperar aula do Sérgio Sklar.
Sérgio Sklar é um professor de Filosofia II. Ele entra sempre vestindo um terno visivelmente apertado e meio puído. O sujeito tem uma bela cabeleira cinza. Quando eu ficar coroa, coisa que vai acontecer em menos de 25 anos, quero ter uma cabeleira estilo Richard Gere daquelas.
O meu pai tem uma, o que é um bom sinal…

Eu lembro que reparei na maneira como duas garotas espevitadas observavam com indisfarçável desejo, aquela cabeleira do Sérgio Sklar, que revoava ao vento.
Sim, ao vento. E o vento vem de um pequeno ventilador que o Sérgio Sklar carrega consigo para onde quer que vá, junto com uma mala de couro cheia de papéis de onde ele tira um fio de extensão todo sujo, que parecia ter uns 50 metros. Uma figura doida.
Mas doida mesmo é a aula.
O cara dá a aula mais espetacularmente incompreensível que alguém já imaginou ter. Calma. Acho que não fui suficientemente claro com relação ao “incompreensível”. É mais ou menos como estudar a síntese da antimatéria em aramaico num quarto escuro, usando uma camisa de força com um gato dentro.
Sim. É isso.

Esta é minha sensação na aula interminável de Filosofia II. Já percebeu que disciplinas que são precedidas pelo “II”, sofrem da mesma condição dos filmes? Veja por exemplo, Highlander II.
Highlander II é tão merda, mas tão merda, que o próprio dono da história pede que os fãs simplesmente ignorem aquilo. Chegar a este ponto é o que chamamos científicamente de “A maldição do dois”.
A Sorte de “O Império contra-ataca” é que não se chama “STAR WARS II”. Senão, seria mais um fracassona lista. Já viu Psicose II? ( Se viu, vai saber do que eu estou falando.)
O tal do “II” tem um poder incrível de piorar aquilo que é bom. E DESTRUIR aquilo que já era ruim. E foi assim com Filsofia. ( e Psicometria, claro. Além de Estatística, obviamente. )
Mas finalmente, a aula do Sérgio Sklar acabou e eu tenho a feliz notícia de que a professora que viria a seguir faltou por motivos pessoais.

Na época da faculdade, isso soa pra todo aluno como “Chopp mais cedo”. Porém, no meu caso de bom nerd, significa ir pra casa mais cedo pra jogar joguinho no computador. Êba!
E assim fui eu até o ponto de ônibus onde sozinho, ainda um completo idiota que não sabe ler os sinais sutis da furada, fico a esperar o ônibus para Niterói.

Vamos localizar a história. A Cena se passa às dez horas da noite, no bairro do Rio Comprido. Eu estou bem na porta daquela faculdade ( Estácio de Sá) onde volta e meia tem tiroteio e ocorreu aquela triste situação daquela menina que tomou um teco e ficou paralítica.
Lá estou eu. No ponto. Sozinho com meus pensamentos.
Lá mesmo. No pé do morro. Na barra pesada. De noite. De frente para uma parede que tem mais de 200 buracos de bala. E não ligo uma coisa com a outra. Não tenho medo.

Quando o ônibus finalmente passa, está vazio. Eu penso:

“Que ótimo. Não tenho que ir em pé. Vou poder ir sentado pela primeira vez na semana. Que maravilha voltar pra casa mais cedo. Fora do tumulto. Sozinho e em paz.”
Entro no ônibus e vejo que o trocador me olha com uma cara que a gente faz ao ver esses garotos prestes a pular de bungee jump.
Ignoro a expressão. Mais um sinal.

Entro normalmente. Pego o walkman emprestado do meu irmão e tento sintonizar uma rádio. Nada pega direito. Só a Rádio Catedral, que eu tento escutar pela primeira vez. Enquanto isso, o ônibus descreve seu longo e penoso passeio por ruas estreitas, subidas de morro, viadutos obscuros e lugares esquecidos por Deus.
Entre as imagens que passam dançando na janela eu me perco em pensamentos tão vagos e fugazes quanto a paisagem.
Neste ponto, o ônibus já está com algumas pessoas além de mim. É uma meia dúzia de gatos pingados. Eu vejo um casal de velhinhos, uma mãe com a filha pequena, um sujeito de cabelo reco e umas velhas que voltam de algum bingo.
De vez em quando, o ônibus para e sobem umas pessoas. Eu observo tentando construir enredos imaginários baseados naquelas figuras soturnas e decadentes. É meu vício.
Entra um casal que parece não se falar. Eles chamam minha atenção. Acho que estão brigados. Sérios. Entram juntos. É uma proximidade que mostra claramente que não são estranhos um ao outro, mas sentam-se separados. O cara está duro. Impassível. Quer com certeza parecer estranho à moça. Movimentos rápidos e rígidos. Ele está tenso.
A moça tem o rosto vermelho. Andou chorando. Devem ter brigado. Ela senta no banco oposto, na mesma altura do ônibus. O cara olha pela janela com olhar distante. Ela olha pra outra janela. Dois minutos após, ela já olha pra ele de rabo de olho. Os pés voltados na direção do homem.
Ah, os pés e seu hábil jeito de entregar a verdade que o resto do corpo tenta em vão esconder…
Tento me torcer todo para ver os pés dele. De relance, num movimento de curva, consigo meu intento e vejo que os dele apontam sorrateiramente para ela.

Há todo um balé silencioso, como o acasalamento das abelhas se passando dentro de um nauseabundo lotação semi-vazio na escuridão da cidade. Eu fico satisfeito de ser a testemunha daquela cena.
Volto-me aos meus pensamentos de como o mundo é todo um jogo. Todo uma seqüência de fatos totalmente sem sentido que vão sendo encadeados, mas na verdade, esta aparente falta de sentido esconde uma trama interna. Um fio condutor da realidade que estrutura o que chamamos de real…*

Tomei um tapão.
Eu me viro sorridente esperando encontrar algum amigo da escola. Só amigos da escola cumprimentam-se com tapões dignos de nos fazer expectorar todo catarro da vida.
Mas o que eu vejo é um sujeito mulato com um bigodinho fino no melhor estilo “Canalha malandro do Rio de Janeiro”. Calça jeans e camisão. Uma camiseta verde sem manga por baixo.
Ele senta-se do meu lado e fala uma meia dúzia de coisas que eu não entendo, porque quem fala no meu ouvido, é um bispo lá da rádio Catedral. Tiro o fone e ouço o cara falar:
O dinheiro. Dá o dinheiro.
Vendo que eu estou hesitante, ele tenta ser mais, digamos, “persuasivo”.
De dentro da camisa florida verde, ele saca um trabuco e encosta na minha cintura. É um revólver 38 todo enferrujado. Meu me cago de medo instantâneamente.
Sinto a adrenalina entrar com força rasgante nas minhas veias. Minha pupila dilata e o coração dispara um batuque de centro de macumba. Os cabelinhos da nuca arrepiam e sobe um frio pelas costas.
Na mesma hora, em flashbacks, me vem a mente o revólver que tive sádicamente esfregado no meu globo ocular pelo policial do Niterói Shopping. (vide caso gump dos Aventureiros da Torre Proibida)
O cara continua seu monólogo:

- O dinheiro. Dá o dinheiro, porra! – Engraçado como todo diálogo de bandido que se preze tem que ter um sonoro “porra” no final, né?
Com enorme pesar, pego a carteira. Está ali, juntinho, um bolinho de notas de dez reais. É uma pequena fortuna de 200 merréis que eu havia acabado de receber.
Abro a carteira e deixo o cara meter a mão e arrancar minhas notinhas. Nós (eu e as notas) nunca nos veríamos novamente. O cara arranca também o walkman da minha mão e leva. Vai para a frente do ônibus.
E é neste momento que eu vejo que o ônibus inteiro está sendo saqueado por seis bandidos. Todos armados.
Um está do lado do motorista. A arma apontada pra ele discretamente sob a camisa. Dois outros roubam celulares, jóias.
Vejo o velhinho. Ele está sendo atormentado por um dos bandidos. É um moleque de não mais que 18 anos. Idade para ser neto dele, usando extrema violência. Ele quer a aliança do velhinho.
O senhor tenta tirar a aliança do dedo, mas devido ao tempo, parece que ela se integrou com o corpo dele de um jeito que não sai. O cara tá nervoso. Ele dá uma coronhada no velho. A velha grita. O clima de tensão está crescendo numa velocidade grotesca.
Um a um, cada passageiro do ônibus vai sendo assaltado.
O ônibus chega agora perto do Campo de Santana. Uma espécie de parque urbano, que é um deserto escuro só.
O assalto começa a chegar ao fim.
O bandido do bigodinho vai para a escada do ônibus para descer. Mas então ele pára e volta.
Eu fico ali olhando e vejo que ele tá voltando olhando… Pra mim.

Putaquipariu. Ah, não. É pra mim mesmo que ele tá vindo. Com o revólver na mão.

O cara para na minha frente e diz apontando (didaticamente) com o trabuco:
- Dá o relógio aí plei! – Caralho. O relógio não. Logo o relógio, que é um modelo caríssimo da Timex que usa um sistema ótico especial para gravar dados do computador e que me ajudou a colar durante o segundo grau-Eu penso.

Tenho que ser rápido dessa vez, pois os caras não gostam de gente que lerda. Eu sorrio aquele sorriso amigavelmente falso de vendedor de carros usados e jogo um dos maiores caôs que eu consegui jogar em alguém em toda minha vida:

- Ah, beleza cumpadi. É de camelô mesmo. Qualquer dez reáu eu compro outro. Pegaí. – Digo já desabotoando a pulseira.

Para meu espanto, o golpe funciona inacreditávelmente bem. O bandido vira-se e vai embora me deixando com o relógio:

-Relógio de camelô é tudo merda. Isso eu não quero não. Pode ficar. – Diz ele.
Quando o bandido vai passando, eu vejo que os outros estão se pirulitando pra fora do ônibus com o produto do roubo dentro de uma mochilinha de nylon vermelha. O assalto chega ao fim.

É agora que acontece.

Tudo fica em câmera lenta. Eu vejo que dois bancos vazios à minha frente, está o carinha do cabelo reco. O bandido do bigodinho vai passando do lado dele. Os outros estão na porta saindo. O mais velho está com o motorista, olhando pra cá.
Não sei como exatamente, mas o carinha do cabelo reco levanta-se com uma porra duma pistola preta na mão. Parece ser uma automática 9mm. Ele aponta para as costas do bandido de bigodinho. Vai atirar.
Eu vejo que o bandidão mais velho que estava com o motorista está agora apontando a arma pra minha direção. Só dá tempo de pensar:
- Merda! E fechar o olho.
Escuto quatro estampidos secos e então, um silêncio que demora exatamente dois segundos e logo após, um grito. E outro. E uma confusão.
Eu estou duro. Petrificado. Os olhos fechados. Eu sinto a camisa empapar. Acho que fui baleado. Acho que estou em choque. Que fui atingido. O cara atirou bem na minha direção. Quatro tiros, um pelo menos tem que pegar em mim.
Abro os olhos. Na minha frente, caído, está o cara do cabelo reco.
Nessa hora eu vejo alguém morrer de tiro pela primeira vez.
Eu sempre pensei que as pessoas morressem como no cinema. No cinema é assim. Toma o tiro, faz um furo. Sai um sanguinho e a pessoa desfalece. Dura. Cadavérica. É a morte. Quando muito, rola um discurso, uma troca de olhares dramática. E a morte surge, como num desmaio.

Vejo chocado que no mundo real a morte é muito pior. O cara, vejam vocês, está estribuchando… Ele está estribuchando de um jeito que eu não vou me esquecer jamais. Sei disso. Parece um boneco levando choque.
As mulheres gritam.
Todo mundo corre para fora do ônibus. Não há nenhum bandido morto.
O cara morreu gratuitamente. Ele foi assaltado como todo mundo e achou, sei lá de que jeito, que conseguiria sozinho matar os seis ladrões. Síndrome do Rambo ou coisa que o valha, sei lá.
Eu passo por cima do corpo. Não tenho coragem de ajudar. Um senhor e o trocador querem pegar o cara e correr para o hospital logo do outro lado da rua. Eles pedem minha ajuda. Um homem que estava lá atrás diz que o garoto já morreu e que não pode mexer no corpo.
Eu estou tonto. Sinto uma estranha vontade de vomitar. Desço correndo daquele ônibus.
O casal brigado está agora abraçado. A moça chorando e o cara, com o olhar não mais perdido, a abraça.
Os velhinhos falam com pessoas na rua. As três velhas falam ao mesmo tempo. Uma para a outra. Uma patrulhinha aparece. Os policiais gordões saem lentamente do veículo carcomido.
Eu estou sem saber o que fazer. Sem saber o que falar. Nem pra onde ir.
Eu ainda estou escutando o tiro. É um loop repetitivo em que revivo a sensação de quase morrer. Ainda estou sentindo o cheiro da pólvora no meu nariz. Na mente, revejo a cena e ouço o gemido do cara que estribucha no gelado piso do ônibus. O tempo passa e eu nem sinto.
Resolvo andar. Conheço aquele lugar. Trabalhei ali. Central do Brasil. Sua fauna rica.
Ando apressado, tentando chegar numa multidão e me perder na segurança de meus pares.
Outro ônibus vem. Eu pego este.
Ele sobe a ponte. Eu olho o mar e penso naquele cara e em seu destino fatal. Penso na família dele. Penso em como eu pude sentir minha roupa empapar de sangue se eu não havia sido baleado. Eu penso em muita coisa. Olho um por um naquele ônibus. Vejo o medo nos olhos das pessoas e descubro que me tornei mais um. Com medo, me refugiando na aglomeração dos meus pares. Eu penso nisso tudo e a cidade me abraça.

Um produto para escapar dos papparazzi

blurpaparaz Um produto para escapar dos papparazzi
Sabe como é. Primeiro você recebe um convite para uma festa, depois outro, e mais outro. Aí quando você se dá conta, está na capa da revista Caras. Está tendo o seu ovo horrívelmente babujado pelo Amaury Jr. que vai te tratar como se te conhecesse há anos.
Você será seguido (a) onde quer que esteja. e todos estarão olhando pra você.
Nunca mais você irá a uma peça de teatro sem calcinha sem sair na revista Veja, ou pior, esqueça para sempre aquela bela transadinha aquática numa praia semi-deserta da Europa.
A verdade é que você está no olho do furacão da fama.
Todos querem saber sua opinião sobre tudo. Desde o comportamento migratório dos tatuís de madagascar ao visual da roupa da primeira dama de algum paiseco sulamericano em visita ao nosso.
E o pior, tudo que você fala sai errado e truncado. O que gera um mar de entrevistas e pronunciamentos a cada telefonema seu.

Chega a hora em que este monte de assédio começa a incomodar profundamente e tudo que você mais gostaria era de poder fazer aquelas coisas que nunca deu valor antes da fama.
Mas como? Como ir num singelo cinema com a namorada sem estar estampado em todas as revistas da banca?

Um site que trata de idéias malucas e invenções bizarras lança um conceito de produto que funciona como um verniz anti-paparazzi.

blur Um produto para escapar dos papparazziO Blur anti-photography spray mantém a face da celebridade coberta com nanopartículas reflectivas que tem o poder de estourar a luz, estragando qualquer fotografia não autorizada da celebridade.
A idéia de um sistema anti-fotógrafos pentelhos não é nova. A Hewlett-Packard (HP) desenvolveu o projeto de um broche-distintivo eletrônico que poderia desabilitar a funcionalidade de câmeras digitais. (uma idéia estupidamente inócua, já que basta o fotógrafo usar uma câmera analógica para bypassar o bloqueio)
Com o uso de flash o rosto da celebridade sairia tão branco que seria imposível reconhecê-la.

Na verdade, esta é só uma daquelas idéias malucas que não tem começo nem fim.

Curiosidades sexuais

Você sabia que:

1. A maioria dos países do Oriente Médio reconhece a lei islâmica: “Após manter relações sexuais com um carneiro, é um pecado mortal comer sua carne”

2. No Líbano, homens têm permissão legal para manter relações sexuais com animais fêmeas. Relações sexuais com machos são punidas com a morte

3. Em Bahrein (no Golfo Pérsico), médicos podem examinar os genitais femininos, mas só podem olhar para eles por meio do seu reflexo em um espelho

4. Muçulmanos são excomungados por olharem para os genitais de defuntos

5. A punição para a masturbação na Indonésia é a decapitação…

Harry Potter e o parque temático

harrypotterworld2 Harry Potter e o parque temático
O parque temático do Harry Potter inaugura em 2009 em Orlando. O Universal Studios Resort irá chamá-lo de The Wizarding World Of Harry Potter, algo como “O mundo encantador de Harry Potter”
Achei que demorou para resolverem fazer isso. O Harry Potter, eu mundo e seus amigos viraram uma franquia de sucesso com grana, muita grana, faz tempo já.
É mais dindim para a megaescritora inglesa lá.
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