Archive - abril, 2007

1000 gols

Eu escrevi isso no comentário do post aí de baixo, mas achei tão pertinente o questionamento que virou post:

Não sei pra que essa papagaiada toda só porque o anão de jardim vai fazer mil gols. Grandes merdas!
O operário comemora quando constrói mil casas? A professora comemora quando alfabetiza mil crianças? O médico comemora quando trata de mil pacientes? O funcionário público de mau-humor comemora a milésima batida do documento carimbado autenticado em três vias de igual teor e forma? E o juiz, ele comemora quando manda o milésimo bandido lotar o presídio?

…Eu vou comemorar quando escrever o post mil?

… Peraí. Eu vô!

Então tá certo. O Romário tem que comemorar mesmo!

FOTO DO GOL MIL DO ROMÁRIO!

Em primeira mão, o Mundo Gump orgulhosamente apresenta a inacreditável foto do Gol Mil do Romário.
gol1000 FOTO DO GOL MIL DO ROMÁRIO!

Qual a mais correta definição de "Globalização"?

Resposta:
A Morte da Princesa Diana.

Pergunta:
Por quê?

Resposta:
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzos italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros.

Adendo brasileiro…
E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana e, provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por judeus, através de uma conexão paraguaia.
Alguma dúvida?

Fonte:
Achei isso sensacional e chupei lá
do -não menos maneiro- desvirtuado. Vai lá.

O dia em que os marines americanos apontaram seus fuzis pra mim

Mais um Caso Gump.
Eu pai ganhou uma grana num trabalho que ele fez e nós ( Eu, meu pai, minha mãe, meu irmão e minha tia, e alguns dias depois, minha esposa) havíamos viajado para os Estados Unidos.

Fomos fazer um “Tour do Dudu” pela costa oeste dos EUA. Típico passeio burguês.
Viajamos por uma semana, passando por várias cidades dos Estados Unidos até que fomos para a Califórnia. Ficamos em Los Angeles, onde passeamos bastante. Num daqueles dias, comendo sanduíche na beira da estrada meu pai vira pra meu irmão e pergunta:

- André, você gostaria de morar aqui?
-Claro.
- Então por que não fica?

Eu pensei que era uma brincadeira, mas rapidamente me toquei que era verdade. Meus pais são meio incomuns.
Pouco tempo depois estávamos passeando de carro com um objetivo. Encontrar uma escola de inglês para largarmos o meu irmão lá. Assim, sem mais nem menos. No improviso. Como convém ao “Tour do Dudu.”

Contrariando a lógica racional, achamos uma puta escola de inglês com excelentes acomodações na – não menos sensacional cidade de San Raphael, do outro lado da Baía de São Francisco.
O lugar havia sido escolhido com critérios militares. Tática pura, afinal ali é o “core” do mundo da computação gráfica. Ali estão as empresas que consomem caras como eu e o meu irmão André. Empresas como a ILM.
O tal do curso de inglês era um lugar idílico, como as grandes universidades americanas, com árvores centenárias e paredes cobertas de hera. No saguão todo de madeira, um piano de cauda.
Pensei com meus botões: Essa merda vai sair meio cara.
Meu irmão e meu pai subiram para falar com o reitor. Me parecia óbvio que não iriam aceitar assim um sujeito que chega de uma hora para outra pedindo pra estudar lá. Afinal, é um país de primeiro mundo, onde as coisas devem ser combinadas e organizadas com antecedê…
-Meus pensamentos foram por água abaixo quando meu irmão e meu pai descem as escadas saltitantes. Ele ia estudar lá. O diretor aceitou na hora, fez meia dúzia de perguntas, deu um formulário pra ele assinar e levou o garoto para ver seu alojamento com vista para o bosque.
Como se isso não bastasse, o André foi até um banco, que ficava algumas ruas abaixo e abriu uma conta.
Isso mesmo, abriu uma conta num banco dos Estados Unidos sem nenhum puto! Sem nenhum documento. Sem nada assinado, carimbado em duas vias. Sem absolutamente nada. Só com um papel emitido pelo coroa do curso de inglês que ele conheceu a menos de 15 minutos. Meia hora depois de chegarmos a San Raphael, meu irmão já era um morador dos Estados Unidos com talão de cheques e tudo mais.
Daí em diante, dedicamos o tempo a buscar roupas pra ele poder ficar lá por um ano e algum conforto.
Entenda conforto como “NOTEBOOK ultra-mega-possante”. E também um forno de microondas. Não sei de quem foi a idéia do microondas. Mas parecia fazer sentido uma vez que ele iria ficar num quarto sem cozinha. Pelo menos miojo ele poderia fazer.
Compramos numa daquelas grandes redes de supermercados que vendem de armas de guerra a absorventes íntimos com luzinhas made in Ucraine.
Íamos comprar um pequeno e portátil, mas logo na hora de pagar, vimos que havia uma montanha de caixas e elas eram de um microondas enorme, estilo North America, onde a fartura é sinônimo de felicidade.

E além de ser gigante, estava na promoção!

Compramos aquilo tudo e enfiamos como pudemos no carro. Era uma quantidade de tralha que vocês não podem imaginar.
Compramos comidas, varias latas de sopinhas. Etc. O André parecia que ia para o Pólo Sul… Minto. Parecia que ia pra Marte, de tantos equipamentos e mantimentos.
Levamos aquilo lá pra escola de inglês e qual não foi nossa surpresa quando descobrimos que nem as sopinhas, nem os miojos, e o pior, nem o microondas podia entrar lá.
Deixamos o André super feliz no curso de inglês. Eu sabia que aquela poderia ser a última vez em alguns anos que eu iria ver o meu irmão. Pelo menos daquele jeito que ele era. Morar fora foi muito bom para o amadurecimento dele. De uma certa forma eu estava certo e quando tornei a vê-lo, dois anos e alguns meses depois, ele já era outra pessoa, com muito mais experiência de vida.

Mas naquele dia foi barra pesada. A ficha da minha mãe caiu quando viramos a esquina. Não havia nenhuma palavra no carro. Estávamos em silêncio. Durante um tempo tudo que ouvíamos eram os suspiros da minha mãe.
Andamos uns três km em silêncio. Apenas havia o barulho da rua e do motor. Todos nós pensávamos naquilo tudo. Naquela doideira de largar um membro da expedição em outro país. Minha mãe deve ter fantasiado de alguma forma a perda de um filho, porque ela chorou horas e horas seguidas.
Eu tentei colocar uma musica feliz no radio do carro, mas nessas horas tudo que toca parece trilha sonora de filme feita especialmente pro espectador chorar. Até rap.
Voltamos para Los Angeles e lentamente fomos nos distraindo da falta do André. Sempre que minha mãe dava uma recaída e abria o bocão a chorar, nós consolávamos que seria bom pra ele, que ele ia voltar falando inglês daqui a uns meses, que um ano passa rápido e etc. E ela diminuía o choro. Mas no fundo no fundo, todo mundo queria dar uma choradinha.
De volta a Los Angeles, não achávamos hotel. Parecia que nossa sorte miraculosa havia descido do carro junto com o André. Todos os lugares estavam lotados. Não achávamos hotel.
Acabamos encontrando um num lugar super privilegiado. No centro de Hollywood.
Era Hollywood Boulevard. Uma rua famosa por ser a “calçada da fama” de dia, e a “calçada das putas” de noite.

Este hotel que era a poucos metros do grande teatro chinês, não me pareceu um lugar digamos, muito familiar a princípio. O quarto tinha um cheiro de cigarro com bebida no carpete vermelho. Aliás, como os americanos gostam de carpete, né?
O problema nem era o cheiro. Era o Humphrey Bogart.
Ele ficou a noite toda olhando pra mim.
Havia na parede bem em cima da minha cama uma pintura de gosto super duvidoso, onde estava o Humphrey Bogart, o Charles Chaplin e um travesti, que só no dia seguinte entendi que era a Marilyn Monroe.
O Bogart estava com um olhar de cahaceiro assassino e aquele olho maldito não saía da minha direção. Custei a dormir. A noite, só ouvíamos barulhos de carros em alta velocidade, gritos e carros de polícia. Foi dureza.

Quando amanheceu, meu pai estava com aquele peculiar bom humor que incomoda todo mundo. Era nosso último dia. O vôo seria à tarde. Às cinco horas.
Tomamos café na espelunca, digo, no hotel e meu pai teve a brilhante idéia de comprar um palmtop, uma novidade, “o último arroto da moda geek” naquele tempo.

Ele achou um superbarato numa propaganda de loja de eletrônicos em Hollywood que estava num jornal do saguão. Resolvemos comprá-lo.

A idéia de ir até uma loja da Fry´s é sempre bem vinda para nerds como eu. Me sinto bem a vontade em grandes magazines de eletrônicos, como a CompUSA.
O problema é que este lugar era LONGE PRA CARALHO!
Andamos, andamos, atravessamos centenas de avenidas. E nada da porra da loja chegar.
Quando finalmente chegou, já era meio dia.
Entramos e começa a feira consumista desmedida. Lá pelas tantas, meu pai finalmente acha a área dos palmtops. Ele pega o palmtop, olha bem pra ele e diz:

- Ah, isso é coisa de boiola! Não vou comprar isso não.

Essa hora foi cômica. Como alguém atravessa metade de uma cidade tão inutilmente, meu Deus? Pra se ter uma idéia, é algo como ir de Petrópolis até a Barra da Tijuca pra chegar a conclusão que o troço é coisa de boiola.
Pois foi isso que aconteceu. Ele olhou bem no naipe do palm e achou aquilo coisa de baitola. Fomos almoçar e então resolvemos voltar. Eu olhei no relógio e as contas não estavam batendo. Aparentemente, levamos mais tempo para chegar no palm boiola do que teríamos para voltar e pegar o avião. O vôo era às cinco da tarde, o que implicava em fazer check in precisamente as três e meia. Mas eram duas e meia da tarde e nós estávamos milhas e milhas distantes do aeroporto. Pra variar, perdidos.
Nós tínhamos um mapa que era feito um caderno em espiral. Quando eu olhei no mapa, estávamos a seis páginas do aeroporto. Consegui depois de muito custo encontrar uma avenida reta que ia até a beira do aeroporto.
Todo mundo começou a ficar nervoso. O tempo estava contra nós.
A hora foi passando e a gente não saía da segunda página do mapa. Toda hora alguém me perguntava se ainda faltava muito.
Pra não desanimar o pessoal nem causar pânico, eu dizia que “estava chegando”.
Repeti isso tantas vezes, que virou um bordão. Todos nós começamos a ficar nervosos quando meu pai começou a ficar nervoso.

Se meu pai que é o cara mais descansado do mundo com horário começa a se desesperar, é porque já passou da fase “ferrou” há muito tempo.
Eu mostrei pra ele o que ainda faltava e meu pai virou o “senhor volante”.

Já viu Velozes e Furiosos? Meu pai saiu dirigindo daquele jeito com um carro cheio de gente e tralhas. E com um belo microondas novinho.
Lá pelas tantas, em meio ao sufoco, a minha tia começou a rezar no banco de trás.
A hora passava. Cada segundo era precioso. A Nivea ficou muda. Dali a uns minutos minha mãe também começa a rezar.
Meu pai começou a costurar no trânsito até que chegamos numa das coisas mais comuns em Los Angeles. O pitoresco engarrafamento.

Se você acha que em São Paulo tem engarrafamento, é porque não conhece Los Angeles, a maior cidade de um estado que tem mais carros do que todo o Brasil.
Era um puto dum engarrafamentão. Bem na hora do perrengue. Nunca detestei tanto um palmtop de boiola quanto naquele dia.
Meu pai nem se apertou. Entrou com tudo pelo acostamento.
Quando digo que ele “entrou com tudo” quero dizer que ele não freiou. Andamos a mais de 100 km/h pelo acostamento, tirando fininhos de milhares de carros caríssimos. Metade deles buzinava de susto. A roda do nosso carro devia estar passando a menos de três centímetros do guardrail. Nós todos sem respirar dentro do carro, víamos meu pai dirigindo como a encarnação do Ayrton Senna misturada com o Nigel Mansell e o Fanjo.
O perrengue era grande. E acredite se puder, chegamos faltando poucos minutos para encerrar o check in. Mas havia um problema, como entregar o carro da empresa de aluguel de carros Hertz?
Descarregamos tudo como deu. ( isso quer dizer, jogamos as malas pra fora da minivan de qualquer maneira) Eram malas que não acabavam mais. Metade delas de muamba. Até uma espada eu comprei.
Mas a recordista em compras era minha tia, com um monte de malas. Uma das malas era só de presentes para o cachorro dela.
E as comidas? Pensando em deixar umas coisas pro André que não puderam entrar, acabamos com sacos de cereja, uvas, um saco gigante de uns 5 kg de maçãs, que meu pai jurou que íamos comer, e não comeu nem uma sequer, enfim.
Noso carro tinha tanto badulaque, que havia dois dias que eu não conseguia fazer a barba, uma vez que nem sabia onde tinha ido parar as lâminas. ( eu comprei espuma e uma caixa enorme de lâminas de barbear)
Era peso morto que não acabava mais.
Jogamos tudo pra fora do carro e corremos com o carro para a Hertz.
Orientamos a Nivea, a minha mãe e a minha tia, pra irem fazendo o check in. Como só minha tia falava um inglês meio macarrônico, nós sabíamos que isso distrairia o processo de check in a ponto de conseguirmos chegar de volta da Hertz.
Corremos como uma bala para a Hertz e parecia que a sorte estava do nosso lado. Entregamos o carro ainda cheio de comida.
Do lado de fora, dois caras conversavam. Eu perguntei a eles sobre o ônibus e um deles era o motorista. Ele disse que o ônibus só sairia em vinte minutos para o aeroporto.
Eu quase tive um infarto. Em vinte minutos era para estarmos no avião voando.
Falei com ele e mostrei o bilhete. Aí quem quase teve um infarto foi ele.
O cara falou algumas coisas pelo rádio e nos jogou pra dentro do ônibus.
Ele também dirigiu feito um maluco e conseguimos chegar como planejamos no balcão de check in.
Quando chegamos no check in, descobrimos mais um perrengue.
Havia mala demais. Era excesso de bagagem. Meu pai tentou resolver a situação numa das cenas mais engraçadas da viagem.
Ele virou pro cara do balcão e apontou para o microondas e depois pra ele e disse:
TO YOU! – Gift!
O cara arregalou os olhos e só dizia:
No, no, no, no….
E meu pai: Gift, to you, to you.
O cara não aceitou, o microondas de presente, obviamente. O problema é que pagar excesso de bagagem era mais caro que o preço daquela merda.
Tivemos que resolver a situação porque já tinha apitado a última chamada. Meu pai combinou de dividir o prejú do excesso de bagagem do microondas com a irmã dele e entramos. Aí chegamos naquela unidade de segurança. Passa as bagagens de mão no raio X, abre a calça, tira o sapato. Um calorão do caramba. Eu suando em bicas.

Os atentados de 11 de setembro haviam acontecido havia pouco tempo e eles estavam paranóicos com atentados terroristas.

Isso explica por que o cara arregalou os olhos ao ver um gringo com cara de turco dando um microondas novinho pra ele no aeroporto. Muito surreal.
Passamos as bagagens e corremos para o portão.
Havia uma mulher com cara de sargenta alemã nazista da segunda guerra, que era a responsável pelo vôo. Ela gritava e acenava para entrarmos logo no avião. Nisso, o vôo já estava com alguns minutos de atraso por nossa causa.
A moça aflita da companhia já estava fechando o portão.
Então eu olho e cadê a minha mãe? Nada. Não estava em nenhum lugar. Foi quando eu voltei e ao longe, vi minha mãe chorando no balcão de raio X.
Saí do avião e a sargenta gordona tentou me impedir. Eu dei um empurrão nela e ela quase caiu sentada. Começou a gritar comigo. Eu comecei a gritar com ela em português.
- Vai se foder sua vaca! – Com o dedo na cara dela. Ela meio que se cagou. E eu saí correndo pra encontrar minha mãe.
Ela queria fechar a porta do avião, mas minha mãe ia ficar pra fora. Minha mãe não fala nada de inglês.
Corri até lá deixando a gorda aos berros para trás.
Cheguei até o raio X e minha mãe estava desesperada procurando a bolsa.
Eu disse:
-Mãe, meu pai deve ter levado. Vamos embora. Agarrei ela pelo braço e saímos correndo.
Estavamos correndo feito loucos. Aí dispara um alarme. Naturalmente alguém da segurança viu uma movimentação estranha em um vôo, alguém empurrando a chefe de operações, pessoas correndo e gritaria e disparou o alarme de perigo.
Nisso, vieram os marines americanos de roupa camuflada e capacete armados com fuzis. Eram uns cinco com as armas apontadas na minha cabeça. Eu pensei sériamente que tinha chegado a hora de morrer num belo incidente internacional.
Eu parei na hora e digamos que no “brioco não passava nem uma leve brisa”.
Aí a sargenta apareceu. Ela pegou a minha mãe pelo braço e falou alguma coisa com os militares. Eles abaixaram as armas e ela nos jogou com toda delicadeza que só uma sargenta da SS em Auschwitz é capaz de fazer, pra dentro do avião e bateu a porta.
Aí vem uma das situações mais engraçadas da minha vida. Olhar para os passageiros. Todos eles sentados. Alguns com a cabeça entre as pernas.
Todo mundo SE CAGANDO DE MEDO de ser um atentado terrorista.
Aí me toquei da minha aparência. Barba por fazer. Olheiras, expressão de cansaço e medo. Cabelo desengonçado, suado… Eu era o protótipo do terrorista implantado pela mídia no inconsciente coletivo.
Imagina, você pega um avião tranqüilamente e ele começa a atrasar. Então acontece uma gritaria. Ninguém te dá informação. Dispara um alarme. Você pensa: “Fudeu. È o Osama!!!”
Fomos até nossos lugares e finalmente relaxamos. Minha mãe abriu a boca a chorar.
Ela chorava tão copiosamente, pelo meu irmão, pelo perrengue da volta ao aeroporto, pelo jeito que meu pai dirigiu, pelos soldados com fuzis apontados para nós, que meu pai teve que pegar o cobertorzinho que entregam no vôo e colocou na cabeça dela pra evitar de incomodar os passageiros.
Eu tenho certeza que um coroa que estava na primeira poltrona da fila do lado estava certo de que éramos terroristas, porque ele não desgrudou os olhos esbugalhados de pavor nem um segundo de nós. Eu acho que ele estava pensando que minha mãe era uma terrorista que estava se recusando a morrer na explosão do avião.
Este foi o Tour do Dudu voltando da Califórnia.

Este post está participando da proomoção “Um livro para os piores erros de viagem” do blog Goitacá.

Biblioteca Gump – CG Arena

biblgump cgarena Biblioteca Gump   CG Arena
Cg Arena é uma revista digital voltada específicamente para o segmento de arte digital, seja ela 3d, 2d, 4,5d ou seil lá o quê “d”.
Muito boa mesmo, com matérias bem interessantes.
Neste número, há uma entrevista com Peter Draper, mais tutoriais de photoshop, after effects e 3dsmax. A revista oferece periódicos contests onde a galera do mundo todo digladia em busca dos prêmios, sempre ótimos.

O maior ovo de páscoa do mundo

O maior ovo de páscoa do mundo é o Ovo gigante do Canadá. Este aqui em baixo.

Canada+Largest+Easter+Egg O maior ovo de páscoa do mundo
Mas ele é uma estátua, e portanto, não comestível. Assim não posso dizer que concordo com a afirmação acima. Neste caso, eu credito minhas fichas ao maior ovo comestível do planeta, que mede mais de oito metros de altura por 6,39m de largura e pesa quase duas toneladas de puro chocolate belga. Ele levou 525 horas para ser feito por 26 artistas do chocolate.
Ele leva em sua estrutura nada menos que 50.000 barras de chocolate.
235465 O maior ovo de páscoa do mundo

O mais caro ovo de páscoa do mundo

Páscoa é uma data legal. Não só pelo seu significado religioso, mas também porque nesta época celebramos a fertilidade, dando ovos de chocolate a quem gostamos.
Qual será o mais caro ovo de páscoa do mundo?

O mais caro ovo de páscao do mundo é o Diammond Stella Egg, que conta com nada menos que 100 diamantes, totalizando uma bagatela de 100 mil dólares.jajo d O mais caro ovo de páscoa do mundo
Eu não faço idéia de quem iria comer um ovo de chocolate com diamantes, mas em todo caso, aqui está.

Estranhas coincidências

Uma vez me aconteceu uma coincidência que eu guardei para contar quando tivesse uma biografia. Como o Rio anda meio violento, eu acho melhor publicar aqui antes que eu possa me estrepar.

Eu tinha uns 20 anos e estava no mIRC ( um sistema de chat).
Entrei de madrugada pra bater papo com o pessoal da lista de 3d. Como na hora que eu entrei não tinha ninguém, resolvi conversar com alguém. Entrei no canal BRASIL.
No canal Brasil tinha umas mil e tantas pessoas. Escolhi aleatóriamente um nick de mulher.
Mandei aquele clássico “oi” e esperei uma resposta.
Ela me respondeu.
Então começamos a bater papo. Aquele texto “padrão” de MIRC. Onde você está, seu nome, seu signo, sua idade…
Comecei pela idade. Ela disse que tinha 20.
- Que legal, eu também.
-Você mora onde? – Ela perguntou.
- No Rio. – Disse eu. E já emendei a pergunta: E você?
- Eu também.
- Que coincidência.
-Pois é.
- Em que cidade?
- Em Niterói.
-Caramba.
- Que foi?
- Eu tb estou em Nikity.
- Nossa. Que bairro? Só falta ser Icaraí.
- Isso mesmo. Icaraí.
-Pô, no canal do Brasil inteiro eu acho alguém no mesmo bairro que eu. Inacreditável.
-MAs em que rua vocÊ está? Eu estou na Praia de Icaraí – disse ela. Aí eu bolei. Eu estava também. Na mesma rua.
-Eu estou na mesma rua. Também moro na Praia.
- Uau! Só falta ser no mesmo prédio.
-Aí seria mais que impossível. Eu estou no Varandas.
-No varandas de Icaraí? No 75???? – Disse ela seguido de uma coisa assim: <8O
Eu bolei na hora. Uma pessoa no meu prédio! Escolhida ao acaso no canal do país inteiro da rede BraSIRC.
- Eu estou aqui sim. No 10 andar. – disse ela.
Era meu andar! Como dizer isso pra ela?
- Olha, eu também estou, acredite se quiser, no mesmo andar que você.
-Ah, você está de sacanagem!
-Não, juro. Estou no apartamento 1004!
-Calmaí! No 1004 eu que estou! Como é que pode? – comecei a pensar que era algum tipo de hacker tirando onda com a minha cara. RAstreamento pelo Ip, coisas de 007. E ela continuou:
-VocE está de brincadeira. Como sabe onde eu moro?
- Ei, eu não sei nada. Só sei que este endereõ que você deu é o meu.
-Não não é.
-É.
-…
-…
-…
-… – Aí caiu a ficha:
-Ei.
-…
-Ei!!!! Que bloco?
-Bloco b.
- Ah! Eu estou no bloco A.
- Caramba!!!!!!! Sai aí na varanda pra eu ter certeza.
-Já vou.

Aí eu corri na varanda e logo depois uma menina de uns quatorze anos apareceu na varanda em frente. Deu um tchau meio sem graça e entrou. Eu nunca mais a vi.

É incrível ou não é?

A menina era a irmã da Manoela. Minha vizinha na época.

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