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O homem que vendia sereias
Momentos de biografia depressiva
Existem certas coisas na vida de um homem que nunca mais nos esquecemos. Eu por exemplo, levarei para o caixão um tôco que levei de uma menina. Juliana. Aquele toco forjou meu caráter. O tôco ganhou vários nomes ao longo da história. Na época de meu pai e de alguns leitores aqui do blog, deve ter sido ” levar uma tábua”. Levar uma tábua é algo tão traumático quanto tomar um carinhoso “tapinha delegado” na fuça. Algo pra não se esquecer jamais de sua imprópria insignificância para o mundo, e sobretudo, para aquela mulher. Mas voltando ao caso, aquele tôco foi um dos tôcos mais lindos da minha vida. Então eu estava na fase do tesão total quando num daqueles intermináveis dias naquele colégio de padre, eu vi passar uma mulher SENSACIONAL. Então, quando eu vi aquele avião 747 com duas lacto-turbinas vindo em minha direção, petrifiquei. Senti um frio e em seguida um quente. O cabelinho da nuca arrepiou e eu pensei: – SEGUUUURA PEÃO! Porra, algo aconteceu. A mulher me olhou. Nessa época eu não sabia o nome dela. Ela passou batido. Mas eu fiquei vendo aquela menina passar em câmera lenta, por um dia inteiro. O quadro cheio de texto da aula de História, mas eu só pensava naquela garota. Aí caí na real: Eu havia me apaixonado. Um sutiã de bolinha! Tá de sacanagem ou não tá? Sétima série. Camisa transparente (aliás, nem camisa branca é tão transparente quanto aquela camisa amarela do Salesiano na época) No outro dia, ela estava no recreio andando com aquela trouxa de músculos a tiracolo. Falavam baixinho. Mas aí outra coisa ainda mais insólita aconteceu. Ela olhou pra mim , mesmo com ele do lado e : sorriu. Foi como se um raio de sol surgisse pelas nuvens negras após o dilúvio. Eu apenas ouvia e sonhava… Pensava se teria coragem ou não de dar uma voadora na cara do macaco e agarrar a princesa erótica dos lactomísseis e voar com ela para terras desconhecidas (A Santa, um lugar distante, meio ermo, que era uma mistura de estátua, torre e mirante. Ficava no alto de uma colina, lá perto da casa dos padres – onde as coisas realmente aconteciam. Bem, pelo menos é o que a lenda dizia. Como eu era um psiconerd, nunca descobri.) O tempo foi passando e quando vi, havia decorrido mais ou menos uns três meses. Ela nesse jogo. Olhava pra mim, um sorriso daquele tipo Mona-Lisa que diz tudo sem dizer nada. Aquele tipo de sorriso que você tem certeza que está lá, mas em seguida se pergunta se não foi a sua imaginação que lhe pregou uma peça. Um dia eu reuni meus amigos nerds e malucos e dei a boa nova: Fez- se um silêncio que durou um minuto e meio. Todos os meus amigos estavam de olhos esbugalhados. Minduim apertou os grossos óculos no nariz como só fazia em momentos de grave excitação – exatamente como fez naquele dia, quando resolvemos fabricar um carro para viajar no tempo. Então todos falaram jutos. Queriam saber se eu não tinha medo de chegar na menina com o macacão do lado. Uns davam pulinhos outros estavam apreensivos. O senhor X conhecia mesmo a Juliana, mas era um cara 50% gente boa e 50% filho da puta. Nunca dava pra saber direito. Ele havia me garantido, em troca de um italiano da cantina que ia até ela e perguntava se eu podria “chegar nela”. Aí ele faria um sinal préviamente combinado e eu – malandro – ia na certa. Faria um bonito para meus amigos e ainda sairia de O GARANHÃO da escola. O segredo real da minha coragem estava escondido num diálogo que tive com senhor X que me garantiu que o macacão era bicha, e ainda por cima era primo dela. Por isso, ele não se enturmava e ela ficava com ele – por pena. Depois de saber deste peculiar detalhe da história, passei a ver o macacão com outros olhos. Não contei para meus amigos. Guardei aquele segredo para mim. Era o trunfo. Planejei tudo nas duas primeiras aulas. Quando chegou o recreio, já estava tudo certo. Lá no outro lado do pátio, estava Juliana. Linda como nunca. Com o sutiã preto de bolinhas brancas, o meu preferido. O macacão estava do lado dela, apoiado numa árvore. Juliana estava encostada no muro da igreja de um modo bem sexy, quase transgressor. MEU DEUS!!!! ELA TOPOU! Mantenho a compostura. Para meus amigos panacas não aconteceu nada ainda. Eles mal imaginam que já tenho a jogada armada. Cada lance. Tudo sob controle. Eles querem saber se eu vou chegar nela ou não. Acham que este tempo é de hesitação. Pobres manés. A minha aparente espera fez com que aumentasse a tensão. Meus amigos agora apostam refrigerantes e balas da cantina como eu vou amarelar. As apostas começam a subir. Outros caras começam a aparecer sabendo da parada. Senhor X, o meu informante secreto, faz o sinal combinado novamente. Não tem erro. A fama e a glória estão a um passo da conquista. Eu me levanteo da escadaria onde montei o QG e atravesso o pátio. Meus amigos me incentivavam. As vozes e tapinhas nas costas começaram a ficar mais e mais baixas e tudo se torna um enorme silêncio ao meu redor. Eu me aproximei com tudo. Um sorriso a la James Bond. A autoconfiança de um James Dean. A sensualidade do Latino e do Wando juntas. E o que é melhor: Eu havia aparado meu bigodinho de cantinflas! - Oi. – Disse eu confiante. - EU FICAR COM VOCÊ? COMO É QUE É? VOCÊ ACHA QUE EU SOU MALUCA? SE ENXERGA! PALHAÇO! Como ela falou em um tom levemente mais alto – leia: grito – o pátio inteiro parou pra ver. E eu enfim, virei notícia, mas não exatamente como havia imaginado. Eu não estava preparado para aquilo. Era como se houvesse um erro na Matrix. Eu olhei para o macacão que ria emboioladamente encostado na árvore. Ria da minha desgraça. E tudo rodou ao meu redor numa velocidade incrível e da câmera lenta inicial as coisas ficaram bem rápidas e então eu pude ver o futuro. E ele não era legal. O pátio todo rindo de mim, meus amigos rindo de mim, até a porra da minha personalidade alternativa ria de mim. Pô eu mesmo estava com vontade de rir de mim. Eu que achava que aquele veto havia doído, desconhecia a verdadeira dor de ser sacaneado violentamente por semanas, meses… Naquele ano, não saí para o recreio nenhum dia sequer. Foi como ser um frei de clausura. Passei os recreios seguintes e todo o ano que se seguiu na biblioteca. O que acabou servido para alguma coisa. Aquele veto forjou o meu caráter. Cabô. Agora pode usar os comentários pra me zoar você também. Este post está orgulhosamente participando da promoção do blog “papo de Homem”
Escultura do Wolverine
Aqui está a escultura do Logan que eu fiz na sexta-feira.
Você sabia que 11 de setembro foi dia de outro massacre?
O dia 11 de setembro já estava na história da humanidade antes mesmo dos ataques dos aviões ao World Trade Center. Nessa mesma data , mas em 1973, ocorreu um violento golpe de Estado no Chile. Salvador Allende foi o primeiro marxista eleito na América Latina por um regime democrático, em 1970, depois de três tentativas frustradas. Quando assumiu o cargo, implementou uma séria de reestruturações, a partir de diretrizes socialistas. Havia um projeto de reforma agrária e nacionalização das indústrias. O debate político atingiu boa parte da sociedade. Allende respeitava a política democrática e a liberdade civil. Mas com o apoio do governo norte-americano, as Forças Armadas deram um golpe, derrubaram o governo de Allende e instalaram no poder o ditador Augusto Pinochet.
Os caras dos efeitos especiais também brincam
Achei no Youtube este interessante video sobre os efeitos especiais do filme Troia. ( um filme com roteiro e direção medíocres, mas com bons efeitos especiais)
Meus pesadelos
De um tempo para cá eu tenho pesadelos com um tamanduá cor de rosa meio abobado e uma formiga marrom hiperativa. Espero que passe logo.
Mais um maluco que está fazendo seu próprio robô
Pois é. Como já mostrei antes, este aqui é um dos malucos que está com a idéia fixa de fazer seu próprio mech.
Murata Boy – o robô que anda de bicicleta
Fazer um robô que anda de bicicleta… Interessante. Só não sei pra que serve isso, mas tudo bem.
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