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Merdas da minha vida
Vocês que já comemoravam achando que acabou, lamento. Ainda tem muita história bizarra pra sair aqui. O problema com algumas dessas aventuras é que tenho que esperar certas pessoas morrerem para contar, hehe. Mas eu tava aqui lembrando momentos em que aprontei verdadeiras cagadas daquelas que só se vê em filmes de comédia-catástrofe. Saca só: Há um garoto vindo na esquina. Estou voltando contente porque daqui a pouco vai ter um churrasco. Adoro churrasco. Eu fico olhando aquele oco… TEnto me inclinar para ver até onde vai, mas é escuro lá dentro. Uma idéia me ocorre. Depois do churrasco, meus pais vão dormir. Meus avós também e sobra aquele tempo para andar de bicicleta. Eu volto em casa e pego a caixa de fósforo. Então eu vou até a árvore e resolvo riscar o fósforo e jogar dentro do oco. FLOWP! E eu caio para trás. Uma língua de fogo de uns dois metros sai para todos os lados. Minha memória começa a falhar aí. Lembro de ouvir que o vizinho quer me bater. Meu pai me joga no carro e me leva para nossa casa em Juiz de Fora. Vou triste por não ver mais cogumelo de chamas. Mas ele estará para sempre nas minhas memórias. Naquele dia eu não fiz xixi na cama.
Anastácio
Olá péssoal. Aqui está um pequeno pedacionho de uma história sobre um capitão do mato. Escrevi esta história quando tinha uns vinte e dois anos. Era pra ser apenas um pequeno conto rápido, mas eu me empolguei em escrever uma história de época e isso acabou gerando um livro, chamado Capitão do Mato, o primeiro livro que eu publiquei. Digo isso, pra que não me tomem por um imitador de novelas globais. Tá passando Sinhá Moça e o que eu menos gostaria é de ser encarado como influenciado por uma novela, hehe.
ANASTÁCIO
Longe dali, em uma estrada de fazenda, surgia o Anastácio. E de fato o sentiam. O silêncio era perturbador. O cavaleiro, imóvel em sua sela, com os olhos a perscrutar o vazio que se estendia defronte o morro, nu em pedra. Em sua cabeça, sons, e lembranças entremeados a gritos que ouvira, contas em ouro e réis. Mulheres. Lembrava de uma ou outra ao olhar uma bosta de vaca aqui, outra acolá. Imaginava o futuro. Faria o que fosse necessário e voltaria para a fazenda grande, o mais rápido possível. De súbito, parou o cavalo sobre uns tocos e gravetos. Olhou em volta. Achou o que esperava. Um pé. Grande e com certa profundidade. Podia vê-lo em pegada no chão. O dedão, muito separado do conjunto de quatro dedos. Olhou em volta e viu todo o chão recoberto por aquelas folhagens amareladas. Olhou então para cima. Sorriu novamente. Estava particularmente feliz naquele dia. Sorrira duas vezes, mas a razão era que sobre ele, a difundir em buracos a luz sem graça do sol, estava uma árvore de folhagens completamente diferentes daquelas sob ele. -Nego burro. -Balbuciou, levantando o corpanzil do chão. Virando-se para sua direita, viu o desbarrancado. Acima do barranco, estava a tal árvore das folhas amarelas ali do chão. Desarrolhando a garrafa que pendia da sela, tomou um gole ardente da parati. Amarrou o cavalo ali, pois sabia não ser longe a toca do fujão. Trepou o barranco, agarrando-se em umas raízes ali. E ficou quieto. Olhou o capoeirão ao redor. Ele estava ali. -Pensou. -Perto da estrada. Tá esperando a carroça de frutas que vai passar pra fazenda. – Abaixando-se, pegou um pedaço médio de tronco de árvore. E arremessou-o no mato. -Sai agora. Sai agora que já te vi! – Vira nada. Porém, sabia ser o negro um africano de raça. E experiência era experiência. Esperou, ouvindo o silêncio. Um grilo, um passarinho pulou dali e saiu voando. Nada. Só o silêncio. -Ô crioulo! Quer morrer? Então tá bem. Prepara aí sua justificativa pro satanás! – Passou a mão em uma das garruchas que lhe adornavam a cintura. Mirando no mato bem à sua frente, falou em tom mais baixo: -Já mandei sair. É um…..É dois…É …-Sentia-se a criatura mais imbecil apontando a garrucha para um mato alto e gritando talvez com uma preá ou um passarinho. -Não, faisfavô! Atira não seu capitão! -Pulou o crioulo gritando bem do meio do mato, com as mãos na cabeça e deitando-se, uns dois metros adiante. Realmente ele estava feliz naquele dia. Sorriu mais uma vez. Desta, soltou um riso, que tornou o negro fujão ali deitado uma tábua sêca de medo e pânico. Ninguém jamais o vira rir. Diziam dele muitas coisas, besteiras, como entendia ser, mas que assim mesmo gostava de conservar. Diziam ser ele, filho do diabo em pessoa, dotado de poderes, como o de voar e ver o pensamento dos crioulos fujões. Diziam dele não poder ser morto, e caso fosse, reapareceria horas depois para o assassino, e levaria seu algoz para conhecer seu pai, o Capeta. -Acho que vô matá ocê! -Falou, com prazer na orelha do crioulo. -Vô matá e comer suas tripa! O coração deixo pro meu pai, o Diabo! -E pisou na cabeça do pobre negro, que estribuchava de medo e pavor. O infeliz escravo fujão já via seu coração na boca em chamas do Cramulhão. Aquela imagem dos dentes podres e pontudos do demo a mastigar-lhe as entranhas era algo mais terrível que a morte ou surra de açoite. -Nnnnnão, Capitão, faisfavô, capitão, comi eu não. Eu juro que não fujo mais. Discurpa. Tô cum medo…-As lágrimas corriam e transformavam-se em lama quando alcançavam a boca cheia de terra do fujão. -Tá certo. Vô te dá uma chance. Vô dá chance porque vozmecê tá perto. Se fosse mais meia légua estrada abaixo, eu e o capeta iamos comer vozmecê!-Falou sério. Olhando nas fuças do negro fujão.-Limpa essa cara, animal! -SimsinhôSimsinhô, brigado. Vô fugir mais não. -Vira as costas pra eu amarrá!-E tomou o laço do embornal sobre o lombo do cavalo e passou em nó sobre o pescoço do negro. -Tá fugido faz dez dias. -Cumé que o sinhô sabe, capitão? -Meu pai diabo me contou. – Mentiu. -Simsinhôsimsinhô, ai, ai…-O negro morria de medo, cada vez que ouvia o som “diabo”. Lá foram eles naquele fim de tarde, a avermelhar as nuvens no céu. O negro gemendo na frente, a cada pedra no caminho. O cavalo a trotar feliz para a maçã que iria comer. E o capitão do mato a pensar numa mulher que vira na janela de um casario de manhã. E por falar nisso, ali no chão estava a passar mais uma bosta de vaca. Fim
WARHAMMER – MARK OF CHAOS
Se você é maluco como eu, vai curtir esses cinematics.
Preciso de uma nova cadeira
Na verdade eu preciso é de um escritório novo. Completo. Pra galera que estranhou a redução nas postagens desde semana passada, explico: Eu estou com dor de coluna. Pra quem curtiu, tá aqui o endereço pra comprar. (tem no Brasil) Mas sonho de consumo mesmo é a cadeira AERON. Vocês vão ligar o nome á pessoa, basta eu dizer que ela é a cadeira do Jô. descobri o representante da Herman Miller no Brasil. E eles estão no RIO!
MAGLEV JAPONÊS
Meu pai está trabalhando na tecnologia do Maglev brasileiro, que é em muitos aspectos mais avançada que a maioria dos sistemas existentes. Se uma conjunção cósmica acontecer e o ministério da ciência e Tecnologia resolver financiar o protótipo, o projeto será desenvolvido em parceiria da UFRJ/COPPE com o Instituto Nacional de Tecnologia. Quem sabe, né?
Rodrigo Santoro em LOST!
Pra quem (como eu) é fã da série essa é uma boa (ou apenas curiosa)notícia.
Listão dos sanguessugas
DePUTAdos… Deviam parar de macular o nome das profissionais do sexo. Aqui está a lista dos deputados envolvidos na máfia dos sanguessugas. A CPI dos Sanguessugas divulgou ontem os nomes dos 57 parlamentares acusados de envolvimento no esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Os nomes eram mantidos em sigilo porque o processo corre em segredo de Justiça. Segue a lista.
Think different
Então você acha que é criativo. Acha que pensa diferente dos outros, né? Siga as instruções e responda as perguntas uma de cada vez MENTALMENTE e tão rápido quanto possível mas não siga adiante até ter respondido a anterior. E Veja se é mesmo. Agora, responda uma de cada vez: Quanto é: 15+6 3+56 89+2 12+53 75+26 25+52 63+32 Sim, os cálculos mentais são difíceis realmente, mas agora é que vem o verdadeiro teste. Seja persistente e siga adiante até o fim. Quanto é: 23+5 Rápido! Pense em uma ferramenta e uma cor! E siga adiante… Mais um pouco… Um pouco mais… Você pensou em um martelo vermelho, não e verdade??? Se não, você é parte de 2% da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa. 98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício
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