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Produtos legais
-> ![]() Destaque para esta sensacional “caixa” de fósforos. Bom, não é uma caixa, mas como chamar isso? Trata-se de uma escultura feita a partir de um bloco único de madeira que fresado de modo correto gera cem palitos, que podem ser quebrados individualmente para o uso. Na parte de baixo uma área com o fósforo (isso mesmo, mané. O Fósforo fica na lateral da caixa e não na cabeça do palito)para você riscar. Dá pena de usar. Eu colocaria na sala pra enfeitar.
Leite de rosas
-> ![]() Não sei se já aconteceu com você, mas comigo parece que acontece sempre. Talvez porque, da desagradável sensação que me causa, eu guarde na memória por um período maior e com mais intensidade. É entrar no elevador ou qualquer ambiente fechado e descobrir olfativamente que algum(a) desgraçado(a) tomou BANHO de leite de Rosas. Deviam trocar o nome para chuveiro de rosas. De manhã cedo é demais. O nariz tá próximo demais do cérebro e aquilo entra como um soco pela minha cara adentro e vai lá no fundo da cabeça e já começa a doer. O estômago parece que dá um triplo mortal carpado, sinto o mundo rodar e a vontade é “de chamar o Raul” no pé da pessoa. Me intriga como é que pode essas pessoas tomarem banho desse produto fedido que mais parece uma daquelas creolinas de limpar banheiro da Central do Brasil e não se incomodarem. Pelo cheiro tenho certeza que aquele treco é radioativo. O Leite de Rosas, no mercado há 75 anos, é uma das marcas mais tradicionais do Brasil. Uma pesquisa do Instituo Gálope revelou que 80% da população brasileira é familiarizada com o produto. Hoje, as vendas do produtos giram em torno de R$ 70 milhões de frascos por ano. Os frascos do cosmético, originalmente, eram feitos em vidro incolor e comercializados em caixas cartonadas. A atual “aparência”, que tem sido copiada, é a combinação de cores rosa e branco. É intrigante como um produto velho, com cara de museu, nome de museu, que fede a produto de limpeza, venda tanto. Talvez porque os poucos infelizes que usem tenham queimado as narinas e assim pra conseguir sentir algum cheirinho precisem tomar banho com a parada. Aí realmente ele vende mais. Você pode até ser otimista e se consolar pensando, melhor esse do que cheirar inhaca logo de manhã. Eu tenho minhas dúvidas. Se bem que inhaca é dose mesmo.
Joguinho da bolinha
-> Tempão que eu não boto um joguinho procês né?
Então aqui vai: > Meu recorde foi 300. A parada vai ficando maluca se vc clica fora da área da bolinha.
O segregado do metrô
Eu estava distraídamente ouvindo meu mp3, atrasado para um compromisso em Copacabana. Na falta de van acabei pegando um busum. Me ferrei. O busum estava lotadaço, a ponte abarrotada de carros. Acidente na perimetral. A hora passando…
Tomei a decisão. Quando o ônibus chegou em Botafogo saltei. Perguntei pro sujeito que encerava um taxi onde era o metrô e pra minha surpresa o metrô era há mais de um quilômetro dali. Sai feito louco andando na direção indicada. O som nos fones tocava um heavy metal alemão que eu achei no emule e nem sei o nome da banda, mas caía bem naquela situação punk. Cheguei no metrô, paguei meu bilhete e desci as escadas. O metrô sentido zona sul estava quase saindo. Corri feito doido e entrei no vagão. Fiquei alguns segundos ali esperando a porta fechar. Então senti um empurrão nas costas. Quase voei pra fora do metrô. Do lado de fora olhei achando que era alguma brincadeira “joselita” de um amigo meu qualquer. Não era. Eu tinha entrado no “vagão feminino”. Antes que eu esboçasse qualquer reação, a porta fechou e vi o metrô saindo, o que me deixou sigularmente puto, já que com o engarrafamento, a falta de van, o acidente na perimetral e a descida no ponto errado, já acumulava o maior atraso. Ser segregado é uma sensação nova na minha lista de sensações embaraçosas urbanas. Como não sou gay, nem preto, nem gordo nem argentino, não sabia direito o que é ser segregado até quele empurrão, delicado como um segurança de baile funk sabe ser. Olhei em volta, nenhuma placa. Nenhum aviso. Não me falaram nada. Eu não falei nada. E se eu fosse um turista? Alguém que não é da cidade? O Rio se acha uma cidade de apelo turístico. Ok, ok, a ZONA SUL do Rio se acha. Mas o metrô era Zona Sul. Sem placa, sem avisos. Com direito a safanão. Outra coisa, Será correto criar um vagão das mulheres? Bom, não dá pra dizer porque nos trens dos subúrbios é uma zona geral. Os caras passam a mão e tentam agarrar as mulheres. Isso é um ato de violência. Deveria ser tratado como tal. Mas o poder público diante de sua incompetência tradicional sanciona lei obrigando ao administrador das linhas ferroviárias definir um vagão para as mulheres. A exemplo citam casos como a China, que faz isso também. Ok, na China come-se cachorro. Aqui não. O que vale lá tem que valer aqui? Então, que comece pelo que dá melhor resultado, a pena de morte para político. Violência devia ser tratada como violência. Criar um vagão só de mulher é “maquiar o cocô”, atividade em que o Brasil é dos melhores do mundo. O lado pior disso é que gera uma sensação de impunidade nos “passadores de mão” dos trens. Já que as mulheres foram para um vagão só delas, o que restou (que na verdade é misto) passa a ser considerado o “vagão dos homens” e quando lota o das mulheres, as poucas que se arriscam no vagão dos homens podem estar sinalizando para o inconsciente coletivo a permissão para ser abusada. O que me intriga também é como que uma lei desse tipo pode funcionar. Afinal, os ônibus são mistos. Não tem ônibus pra mulher. Então ela sai do metrô e pega o ônibus. Como sempre, lotado. No ônibus pode encoxar e no trem não? Que lei pirada. Os encoxadores do trem se beneficiam do fato de que neles as pessoas vão acondicionadas como frangos, em pé, sem qualidade e nem conforto. O crescimento desordenado da cidade e a falta de planejamento político e estratégico vem gerando um mal-estar na sociedade que só aumenta. Some-se a isso a falta de educação crônica que assola as zonas periféricas das grandes cidades e temos a receita para o caos urbano em que vivemos. O que deveria ser feito é um estudo para evitar o transporte de pessoas dessa maneira. Há pessoas demais, transporte de menos. Por trás do desconforto de viajar em pé está a lucratividade dos acionistas e donos dessas linhas. O certo era ter lugar pra todo mundo ir sentado.
Out of this World
![]() O ano era 1991 e o computador mais possante um 386. O jogo show de bola era Out Of This World! Bem feito pra dedéu. Está nas memórias dos jogadores das antigas como um dos jogos mais memoráveis já feitos até hoje, ao lado de Flashback e Prince of Persia. A boa nova é que Out of This World está de volta. Com os gráficos sensacionalmente legais. OLha só. Download grátis.
Porta dos desesperados
Eu não sei muito sobre isso mas parece que os japoneses ( eles estão batendo recorde de joselitices aqui) inventaram um novo tipo de porta automática. Ela detecta a forma do objeto ou pessoa que vai passar e abre naquele tamanho certinho.
Agora, não me pergunte pra quê, hehe. Parece troço de filme.
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