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Crash
Pois é. Aconteceu o tipo de desgraça que só um legítimo nerd reconhecerá. O resultado é que agora eu tive que sair e comprar um monte de peças novas, mais um nobreak novo, e vou ter que fazer um XAXO fenomenal para conseguir voltar ao ponto em que minha vida parou na sexta-feira. Não tá dando pra ler emails, pois ao reinstalar os Hds descobri que no crash ocorreu uma pane generalizada no meu windows e ele foi pro saco. Fica naquela tela preta pedindo uma Dll desgraçada chamada HAL. Tentei reinstalar essa DLL, sem sucesso. Com isso, terei que fazer tudo do zero. Formatarei meu HD e vou começar tudo novamente com um computador novinho. Bem, tô escrevendo isso porque pode ser que eu dê uma sumida de uns dois dias em função de ter que reinstalar Deus e o mundo na minha máquina. A extensão do dano parece ter sido bem grande. Muitos arquivos foram corrompidos. E eu não tenho backup de quase nada. Estou fazendo um backup lógico aqui de um Hd para o outro (são muitos) e espero ter tudo de volta direito até semana que vem.
Recolored – O milagre da cor
Fazer parte de uma lista de discussão formada por ilustradores tem suas vantagens. A troca de informações, dicas e análises ténicas, além das clássicas conversas genéricas ajudam muito a evoluir profissionalmente. Recentemente, na lista surgiu uma notícia e eu fui atrás pra conferir. De fato é tão incrível que merece o destaque do Mundo Gump.
Recomendo. È algo muito interessante e abre novas possibilidades de expressão artística.
O oitavo passageiro.
A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna. Era uma merda quando isso acontecia. E acontecia eventualmente, quando ela tinha que dar aulas na pós graduação. O costume de dormir junto é um troço impressionante. Aliás, um dos motivos pelo qual casei (talvez a Nivea venha a saber isso lendo aqui). Foi um dia que eu dormi do lado dela. Imediatamente aquele treco fez um certo sentido na minha vida. Não é muito simples de explicar. Tipo assim, o dia que meu cachorrinho, que só comia ração comeu um bom pedação de carne mal passada de um churrasco. Deu pra ver na cara dele: PLIM! ele havia descoberto o motivo do universo. O sentido da vida. A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna, uma cidade que é um forno industrial de quente e eu fiquei em casa. Com o tal do costume, sem a NIvea, eu fiquei fritando na cama de um lado para outro pela madrugada à dentro. Nada de conseguir dormir. Em parte porque não dava, em parte porque eu secara uma garrafa de 2,5l de Coca-COla e tava ligadão. Aí aconteceu. Eu senti uma coisa andando dentro de mim. Uma coisa estranha. Parecia uma cobra. Eu continuei parado. O silêncio da noite à minha volta, eu senti aquilo e de repente, parou. Caralho, meu. Tinha uma coisa viva dentro de mim! Ou eu tava grávido ou era o alien! Tinha que ser uma lombriga. Olha a cena: Eu ali, na cama. Quatro e cacetada da madruga. Um cachorro latiu ao longe. Eu suando frio, na mesma posição de cadáver, horas sentindo nada menos que alguma coisa andando no meu intesino. É lombriga. Caralho, é lombriga, pensei eu. Em pânico. A coisa era assim, mexia rapidinho e parava… parecia inteligente. Queria passar desapercebida. Qualquer respirada mais forte que eu dava ela parava e ficava ali… paradinha. Dali a uns quarenta minutos, mexia mais um pouquinho. Puts, dá nervoso só de lembrar. Minha nuca acaba de arrepiar. Amaldiçoei com todas as minhas forças todas as comidas de rua que eu havia comido sôfregamente até então. Exorcizei todos aqueles deliciosos churrasquinhs de gato, podrões, as linguiças xexelentas, os italianos gordurentos, as coxinhas adormecidas de rodoviária… Não dormi mais. Amanheceu e eu ali. Estático. Com cagaço. O cecete! Racionalização barata! Devia ser minhoca mesmo! Corri até a farmácia. (A Nivea tem uma coleção monstruosa de remédio que daria pra abrir uma filial da Farmais aqui em casa.) e peguei todos os remédios anti-oxiúros que eu vi pela frente. Oxiúros são umas minhoquinhas brancas que habitam o cú de criança. Penei com esas merdinhas já, porque eu chupei dedo até os treze anos. Criança que chupa dedo está permanentemente no grupo de risco da minhoquinha branquinha do cú. Juntei os quatro comprimidos diferentes e mandei pra dentro com um copo d´água. Era a minha vingança contra meu hospedeiro maldito. Mas o tempo foi passando e comecei a me perguntar o que poderia ser aquilo que eu senti. Entrei na internet e fui procurar: Verminoses Foi a maior cagada. Não devia ter feito isso. O problema com este tipo de pesquisa na internet, é que sempre que uma verminose causa interesse médico ao ponto de ser publicada na internet é porque é um caso bizarro, com criaturas saídas da mente mórbida de algum Stephen KIng! Foi o que bastou pra eu ficar pálido. Será que o que eu tava sentindo era uma massaroca de vermes subindo pelo meu intestino a ponto de sair por cima? Já me imaginei vomitando milhares de minhocas, aquele miojo branco saindo das narinas, se mexendo… Tomei a decisão. Fui até a despensa e peguei um copinho de geléia de mocotó, preparei meio copinho de Baygon! “Tudo” poderia me incluir. Minutos depois eu liguei pra Nivea. - Oi amor. Liguei pra minha tia Solange, que é médica. Acho que no dia seguinte. Não lembro bem. Ela não acreditou na minha história à princípio. TÊNIA! Cara, a parada era tão gigante que o laboratório precisou comunicar ao órgão de saúde da cidade o resultado. Não sei, deve ser o procedimento normal… Eu não tive coragem de ir pegar o exame, pedi a Nivea pra ir pegar pra mim. Quando ela voltou meio branca, cara de medo, eu vi que estava certo. Era uma sucuri intestinal! Corremos na minha tia, que também ficou pasma. Se eu tinha sentido a tênia passear por dentro de mim, ela era gigante mesmo. No mínimo de seis metros! Minha tia ficou de pesquisar o melhor remédio. Dali a algumas horas ligou lá pra casa e me mandou tomar um remédio lá. Quando o remédio chegou finalmente, era caro. NUma caixinha azul havia apenas UM comprimido. Uma caixa enorme, uma bula que chegava a ter páginas. Cheio de merda o remédio. Mulher grávida não pode tomar pois ela pode ABSORVER o bebê. A bula dizia em letras garrafais que o bicho iria sofrer uma contratura e morreria. Dai o remédio iria desestruturar molecularmente o bicho e eu absorveria ele. Legal, né? Meu medo era o remédio fazer o bicho querer sair, por cima, ou pior, por baixo… Almocei e tomei o comprimidão em seguida. Passou uns vinte minutos e nada de contratura. “deve ter morrido já” – pensei. Passei noites senhando com aquele bicho maldito, mas aí era sonho mesmo. O medo daquilo continuar vivo. Mas morreu. E eu absorvi ele, hehehe. Bem feito. Engordei em dois meses seguintes, nada menos que seis kg. Mas o pior não é isso. O pior é que nesse meio tempo, pode ter ido parar um embrião do monstro na minha corrente sanguínea, e se ele for parar no cérebro, pode NASCER LÁ DENTRO!* – o que pode provocar convulsões e até a morte! * Um ano depois eu descobri que este tipo de doença do verme cerebral chama-se cisticercose e eu não tenho, porque a solitária que eu peguei é a de boi. Apenas a de porco causa cisticercos.
Made in Japan
O camaleão de duas patas esquerdas
Tudo bem que quando você tem trabalho demais, uma ilustração muito grande ou complexa, um errinho pode acabar passando.
Coca-Cola feladaputa!
Ah, tô puto com a Coca-Cola! Onde já se viu? NUm inacreditável retrocesso de marketing estratégico a Coca-Cola surge nos mercados e camelôs com a minúscula e ridícula latinha de 250ml. Desde que comecei a tomar este treco no meio da adolescência e emburaquei de vez no projeto Galiléia ( em breve em mais uma aventura GUMP aqui) acabei viciado. Quando entrei pra Ignis, uma empresa que definitivamente deveria ser patrocinada pela Coca-COla, já que até a secretária, nossa queria Roseli, tomava uma garrafa no café da manhã (Juro!)a coisa piorou de vez. Eu tomava fácil um garrafão de 2,25l num único dia. Bom, já que tô falando da Coca-Cola, aí vai um momento cultura inútil: “E a fórmula? A fórmula, ou melhor, uma parte dela, apareceu no livro “Por Deus, pela Pátria e pela Coca-Cola”, de Mark Pendergrast. Até agora, o que não se sabe é a quantidade exata dos ingredientes que entram na composição do tão falado “Merchandise 7X”. Em um recipiente equivalente a 1 galão (3,785 litros) entram: Açúcar: 2400g Suco de lima: 30g óleo de laranja: 0,47g Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças. Várias fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula. Embora essa fórmula possa aproximar-se muito da original, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um caso judicial. Segundo ele, são necessários 13,2 g de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope (não 11), e 1,86 g de extrato de baunilha, e não 1,5 g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 g de “um caramelo comercial de estabilidade forte”, ou muito mais do que 37 gramas. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos. Asa Candler mudou a fórmula assim que a adquiriu, junto com os direitos sobre a Coca-Cola, para evitar os imitadores (pelo menos 10 pessoas conheciam a fórmula na época). Candler acrescentou glicerina como conservante, removeu a cocaína, reduziu a cafeína e substituiu o ácido cítrico pelo ácido fosfórico. Asa mudou também o componente saborizante, ao qual passou a referir como “7X”, embora a fórmula de Pemberton só tivesse 6 ingredientes. Provavelmente foi Asa que acrescentou o óleo de lima à base saborizante e retirou a maior parte do suco de lima (segundo análise química). A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, códigos: açúcar, Mercadoria #1 Segundo um artigo publicado no Wall Street Journal em 04/10/1996, Frank Robinson, bisneto do co-fundador da Coca-Cola, teria uma fórmula manuscrita da bebida. A empresa diz que essa fórmula é falsa, mas segundo o artigo, a receita é provavelmente autêntica e foi criada depois que Asa revisou a fórmula, mas antes da retirada da cocaína. A Coca-Cola Co. mantém uma versão escrita da fórmula em um cofre do Trust Co. Bank em Atlanta. O cofre só pode ser aberto por resolução do board de diretores da empresa. Somente duas pessoas na companhia podem saber a fórmula ao mesmo tempo (as duas primeiras foram Asa Candler e Frank Robinson), e somente elas podem supervisionar a preparação da fórmula. A companhia não revela a identidade destas pessoas, que são proibidas de viajar juntas. O componente Merchandise 7X é tão secreto que a Coca-Cola Co. não o revela mesmo com ordens judiciais. A empresa preferiu não comercializar o refrigerante na Índia devido à exigência do governo daquele país, que queria a fórmula completa. Mas em 1991 a Índia revisou as suas leis de patentes, o que permitiu o comércio da Coca-Cola no território indiano. E tem muito mais: Apêndice do livro “Por Deus, pela Pátria e pela Coca-Cola“ (editado em português em 1993 pela Ediouro; o livro desapareceu misteriosamente de livrarias e sebos do país)
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