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Vírus no Mac – Acabou o argumento!
O pessoal que ama, idolatra o machintosh vai ter que rebolar pra explicar essa. Sempre que rolam aqueles fightzinhos do pessoal do PC versus dos usuários de Mac, esstes últimos terminam a conversa com várias alegações. Depois de argumentar que apesar de caro pra dedéu, vale a pena, é lindo, é ótimo, é rápido, é multitarefa, é simples, é isso e aquilo, e ainda não pega vírus…
LOST – VICIEI
Outro dia eu tava quase iondo dormir quando botei na globo só pra ver o que tava passando. Tava passando Lost. Aí eu resolvi ver só pra entender do que se tratava.
Olhei na cara da morte – DOIS
Entre o “Olhei na cara da morte 1 e o 2″ houveram umas vinte vezes que não foram tão arriscadas, como por exemplo a vez que meu primo Klaucinho resolveu me ensinar a andar de bicicleta sem rodinhas. - Pedala! Segura firme o guidão e pedala! - Gritou ele e foi a última coisa que eu ouvi antes do rugido ensurdecedor do vento e a sensação de entrar na velocidade da luz me deixar fora do ar. Mas a segunda vez OFICIAL que eu olhei na cara da morte foi quando em Três Rios a molecada da rua resolveu brincar de pique-esconde. Eu resolvi – olha a genialidade imbecil! - Entrar SOB o caminhão, me esgueirar pelos ferros do motor. Ficar em baixo do capô da scania! Corta para um homem que vem andando. Ele acende um cigarro. Mete a mão no bolso. Aparece o brilho de uma chave contra a fraca luz do poste. Corta pra mim ali em baixo, na escuridão do motor. Um cheiro de borracha insuportável. Tudo onde eu me encostava soltava uma poeira pegajosa. Então houve um silêncio. Eu tentava imaginar onde estaria o Claudinho, neto da dona Nise, que devia estar me procurando… E comecei a me sentir O FODA, pois de fato eu era o mestre do esconderijo… Ninguém seria páreo para… UM RUÍDO ENSURDECEDOR Contei da melhor maneira. A melhor maneira é sempre a mais dramática: Entrei correndo. Ainda ouvi o Claudinho gritar “…um dois três Philipe!” na árvore. Entro na sala e todo mundo vendo jornal nacional. - Vó! – Falei mostrando as mãos embanhadas em sangue preto. Sei que a cabeça doeu pra dedéu, mas não fui levar ponto. Eu tava com trauma de levar ponto desde que passei pela aventura do “Homem pássaro” (algum outro dia eu conto) onde adquiri o mais absoluto trauma de hospital + clínica + levar ponto + médico e remédio da minha vida.
Olhei na cara da morte – UM
Eu devia ter uns três aninhos. Morava nessa época em Juiz de Fora. Eu não me lembro da história, só sei o que minha mãe conta. E é mais ou menos assim: Ela tinha saído e me deixou com a babá “tomando conta”. Era dia de faxina. Quando minha mãe chegou da rua, algum tempo depois, viu a babá vendo televisão. - Cadê o Philipe – Perguntou minha mãe. Nada. Não havia nenhum sinal meu na casa. Apenas o silêncio. Os brinquedos arrumados. Tudo direitinho. Minha mãe entrou em pânico. A empregada falou que eu estava do lado dela, e então sumi. Minha mãe chamou meu pai e taca os dois a me procurar. Primeiro na casa toda, depois no corredor, casa dos vizinhos, lixeira do andar, elevadores, térreo, garagem, rua… Minha mãe estava desesperada com meu pai na cozinha imaginando que alguém tivesse entrado sorrateiramente no apartamento e me levado embora. Então naquele momento de silêncio que antecede o choro desesperado, a minha mãe conta que ouviu uma vozinha fraquííííínha… Quase sumindo: - Mãããããããããããããa…..* Socooooooooooo*… - Escuta – Ela disse pro meu pai. – É ele! É ele! – Ao invés do fato de ouvir a minha voz reduzir o desespero, o efeito foi ao contrário. Ela ficou mais nervosa pois se a voz saía fraquinha assim eu devia estar em algum lugar muito perigoso. Corta e entra flashback: A empregada vendo novelinha da tarde, provavelmente “marrom glacê” na GLobo, quando eu me levanto e saio meio cambaleante carregando algum brinquedinho. Vou na direção da cozinha… A câmera fica. - Philipe? – Ela grita olhando para o teto. E continua: – Tá ouvindo a mamãe Philipe? - Mããããããã… Tá escuro aqui….* – A voz fraquíssima, como um rádio fora do ar, sumindo. Flashback: Eu entrando na cozinha carregando o brinquedo. OLho a geladeira, sem prateleira, descongelando… ( naquele tempo descongelava-se geladeira nos dias de faxina) Eu vou entrando e a porta se fecha atrás de mim. Tudo fica escuro. Começam a cair pingos terrívelmente gelados em cima de mim. Do lado de fora a empregada se diverete vendo a novela. O galã vai beijar a moça. Foi a primeira vez que olhei a morte de frente. Minha mãe conta que saí de lá de dentro azul. Os dedos roxos. Eu fiquei fraco, e com três anos é uma força descomunal para abrir a porta da geladeira com aquele ímã de antigamente. A Consul vermelha quase virou um belo de um caixão vertical na cozinha.
Faces das drogas
É impressionante a transformação que algumas pessoas sofrem ao utilizar drogas. Essas imagens, registradas pela polícia de viciados em metaanfetaminas mostram a decadência física que a droga gera.
O maníaco da brasília creme
Eu estava em Três Rios, uma cidade pequena do interior do estado do Rio. Sabe como é, a gente arruma namorada e dali a um tempo começa a necessidade de pegar o carro. Embora eu fizesse auto escola desde os dezesseis anos, dirigir mesmo, meeeesmo, só depois que eu casei. E a explicação para este fato reside justamente nessa história que vou contar agora: Sou o sobrevivente de uma perseguição sanguinária que começou assim: Eu resolvi sair com a minha namoradinha na época e peguei o Monza do meu pai emprestado. Bom, eu não sabia dirigir direito, tava aprendendo. Na verdade, nem muita vontade de dirigir eu tinha. Era mais necessidade, pois você começa a sair com a namorada, quer voltar tarde da noite e fica perigoso. Tá, vamos parar com a hipocrisia. Eu queria é dar uns amassos mais profissionais e não dava pra dar na rua. Motel tava fora de cogitação. Por que? Outro dia, em mais um caso gump eu conto essa. Então eu peguei o carro e nós saímos. Eu todo garotão, no carrão do meu pai. Passei na casa dela e fomos passear. Tá, tá… Não fomos passear nada. Fomos direto para a beira-rio dar um amasso. A tal da beira-rio era uma espécie de praia lá de Três Rios, uma cidade sem praia. Assim, o prefeito mandou fazer um calçadão em volta das margens do rio que corta a cidade. Um bom lugar para os namorados ficarem. Não era o motel das estrelas, que fica no mirante, mas chegar até lá envolvia uma certa logística no relacionamento, pois ficaria claro que eu queria passar o rodo, e a coisa tinha que ser mais devagar, ou ao menos, mais etílica. O segundo motivo que que me fazia não ir até o motel… Aliás, mirante de Três Rios, é que tinha uma rampa desgraçada de subida, quase vertical, e eu não sabia fazer ladeira direito. Imagina só o carro descendo despinguelado de ré aquela pirambeira com a mulher gritando na minha orelha… Ia ser trágico. Ficamos ali na beira-rio, que era fácil de ir, pois é só ir reto em quase qualquer rua da cidade que você cai lá. Fácil pra quem tá aprendendo a dirigir e não tem as manhas ainda. Ficamos um pouco, tomamos uns refris, comemos uns hamburgueres, demos muitos amassos e tava na hora de levar ela em casa. Deixei a J* em casa e comecei a voltar pra casa. Na volta, resolvi esticar o percurso para dar uma treinadinha a mais. Assim, passei pela rodoviária velha e ao fazer uma curva, percebi que quase joguei uma brasília creme que vinha me ultrapassando num poste. Aquela fechadinha mané, que dá uma raiva do caralho. O mané vai abrindo, abrindo, abrindo na curva e atravessa as pistas sem olhar os carros em volta. O cara socou o “mãozão” na buzina e eu nem esquentei. Daí comecei a ver que o cara acendeu o farol alto atrás de mim. Eu comecei a fugir com o carro e o maluco no vácuo. Subi na esquina da minha avó e virei em direção à linha do trem. A porra da brasília assassina atrás. Na cola. Eu tentava dar uns golpes de volante pra ele não fazer mira. Não sei se dava certo, mas ele só atirou para cima. Então uns dez segundos depois, a brasília passou igual a uma bala na estrada bem atrás de mim. Passou voada. Perrengue, né?
Coincidência bizarra I
Todo mundo já viveu alguma situação estranha de coincidência, que nos leva a questionar se essa vida de fato não é algum tipo de roteiro mal elaborado, cheio de clichês baratos e ações estapafúrdias. Eu havia acertado o código de mais de cinco dígitos, formado de letras e números, no chute. Uma cagada tão homérica e improvável que (embora eu ignore as reais estatísticas de probabilidade de acerto) isso deve equivaler a acertar na loto, na sena, nas corridas de cavalo, cachorro, loteria esportiva e jogo do bicho no mesmo dia, e ainda ser sorteado para o Big Brother e faturar o prêmio máximo. Em seguida descobrir que um tio desconhecido morreu e deixou toda a herança milionária para mim. UM amigo meu me falou uma coisa que faz sentido. O programador do plugin, na hora de criar o código deve ter usado a mesma técnica do “sai apertando qualquer merda”. A situação de ver um erro da matrix bem na minha frente, um aborto da realidade, foi tão grande que fiquei ali, parado, em estado de choque. Todas as pessoas pra quem eu já contei esta inacreditável história - obviamente e com razão- não acreditaram. Eu mesmo até hoje não acredito. Mas aconteceu. Só me arrependo de ter gastado a maior sorte de toda minha vida num merdinha fútil como um serial de plugin.
O sobrevivente do Crash
Aqui estou eu de volta. Agora no final da noite de segunda, depois de passar o dia inteiro preparando, formatando, reinstalando, puxando pedaços do backup, substituindo, alterando arquivos de sistema e tudo mais, estou com 50% da máquina operacional. Pelo menos a parte de email, internet, downloads, office e Photoshop já voltaram ao normal. Muita coisa não consegui recuperar nem usando um programa específico. Mas, vão-se os anéis e ficam-se os dedos. Ao menos no blog já dá pra voltar a escrever. Pra não perder o costume, aí vai um caso GUMP:
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